FANFIC - INTERLÚDIO - CAPÍTULO 2 - BY JULIANA DANTAS

Oi gente voltamos com o segundo capítulo da nova fic, Interlúdio. Espero que vocês estejam gostando. Boa leitura!

Interlúdio - by Ju
Título: Interlúdio
Autora(o): Juliana e Lilica
Shipper: Bella e Edward
Gênero: universo alternativo, personagens humanos (nada de vampiro), romance, drama.
Censura: NC-17

Interlúdio

By Juliana Dantas

Capítulo 2

Edward estacionou o carro na garagem subterrânea de seu prédio e saiu do carro, olhou para os dois lados, e depois de se certificar de que não tinha ninguém por perto, retirou Bella com extremo cuidado do carro. Ela estava inconsciente agora e quando a pegou no colo ela soltou um gemido baixo e aconchegou-se contra ele.

Edward caminhou com seu precioso fardo em direção ao elevador, rezando para que ninguém os visse, no entanto, para seu alívio, o elevador estava vazio e não avistou ninguém até chegar ao apartamento. Caminhou rapidamente com ela nos braços até seu quarto e a depositou na cama, então levantou a blusa dela, para ver a gravidade do ferimento e fez uma careta. Como ele previra, estava infeccionando.
Soltou uma imprecação e correu para pegar algumas coisas que mantinha ali. Porém nunca tinha pensado que atenderia alguém em tal estado em sua casa e os medicamentos que mantinha ali não eram apropriados para a gravidade da situação.
Voltou para o quarto e a encontrou acordando, o olhar desorientado,
e quando ela pousou os olhos febris sobre ele, era como se não o visse.

Era necessário que a levasse novamente para o hospital, não tinha outro jeito.

Ele se aproximou dela.

-Moça, eu sinto muito, mas terei que levá-la ao hospital... – ele falou, mas não tinha certeza se o estava escutando, mas ela o encarou com os olhos arregalados de medo e segurou seu braço com força.

-Não, você prometeu... – sussurrou atormentada.

-Mas você está muito mal, vai entrar em choque, a ferida esta infeccionando...

-Você não entende... Eu não posso voltar... Não posso... – ela sacudia a cabeça de um lado para outro e quando encarou Edward novamente os olhos castanhos estavam marejados de lágrimas e isto o desarmou.

-Moça, por favor... Não posso mantê-la aqui...

-Você prometeu... – ela agora chorava copiosamente – Eu pensei que podia confiar em você...

Então Edward percebeu que ela delirava.

Ele permaneceu parado por alguns instantes, sem saber como agir, travando uma luta entre fazer o que era certo e a vontade insana de protegê-la, mantendo assim a palavra que tinha empenhado.

Encarou novamente a figura atordoante em sua cama e soube que não podia deixá-la.
Pegou as chaves do carro e saiu de novo. Tinha que voltar o hospital e pegar o que fosse preciso para tratá-la.

Ele chegou no hospital e rapidamente conseguiu tudo o que precisava, mas quando estava voltando para o carro, alguém o chamou.

-Edward? Aonde você se meteu? Estava a sua procura! - Edward se virou
e viu Tânia. A médica com quem tinha um encontro. Tinha se esquecido completamente dela!

-Me desculpe, Tânia. Mas tive uma emergência...

-E por que não me avisou? Fiquei plantada esperando você...

-Olha, Tânia, eu sinto muito mesmo, mas eu tenho que ir.

Falando isso ele entrou no carro e a deixou falando sozinha.

Edward voltou em tempo recorde para seu apartamento. Foi direto ao quarto e a encontrou do mesmo jeito que antes, inconsciente. Pegou o que tinha trazido e começou a limpar o ferimento. Ela não demonstrava a menor reação.

Quando terminou tudo, a ele só restou esperar que os remédios fizessem efeito.

O tempo foi passando, os minutos transformaram-se em horas, as horas em dias. Edward não saia de seu lado, cuidando dela, sem desistir. A febre veio sem avisar e ele sabia que isso não era nada bom. Pensando rápido, foi até o banheiro e ligou o chuveiro, mudando a temperatura para o frio. Voltando para o quarto ele lançou-se na difícil tarefa de despi-la. Não gostaria de fazer isso, por que se sentia como um aproveitador, o que era ridículo, já que era médico. Mas tinha que ser feito e como só havia ele ali, sentou ao seu lado e com as mãos trêmulas puxou a camisola pela bainha, passando pelos quadris femininos, revelando a cintura delgada, os seios alvos, tirando a veste cuidadosamente pela cabeça da moça. Então, o mais difícil, a última peça que restava. Com a respiração presa na garganta, Edward puxou a minúscula calcinha, desnudando-a por completo e então num lapso de loucura, contemplou aquele corpo alvo.

Deus, ela era perfeita.

Os seios empinados, brancos como a cera com os mamilos róseos, o ventre plano, o vértice escuro entre as pernas...

Edward sentiu um aperto na virilha e desviou o olhar, tentando controlar-se. Ela estava indefesa e precisava de seus cuidados. Médicos. Pensou ironicamente e não de outra maneira, censurou-se. Com um esforço sobre humano, para conter seus instintos, ele a pegou no colo e ela soltou um gemido de protesto.

-Eu preciso abaixar sua febre – ele falou, mas não sabia se ela estava escutando quando a colocou dentro do Box.

Segurando-a firmemente ele deixou a água fria escorrer sobre seu corpo febril.

Então, ela despertou como se tivesse levado um choque, desorientada, firmou os olhos escuros sobre ele. A água escorria sobre os dois agora, Edward totalmente vestido, segurando o corpo nu colado ao dele.

Ela o encarou confuso, os lábios tremendo.

-Está frio – ela sussurrou num fio de voz, o corpo tremendo em seus braços e Edward passou as mãos sobre seu cabelo. Por um instante louco, pensou como seria se a situação fosse diferente. Sentiu o calor no baixo ventre retornar, apesar da água fria que escorria sobre eles.

Depois de um tempo que julgou necessário para abaixar a febre, a levou para o quarto novamente e a depositou na cama. Pegou uma toalha e passou por sobre seu corpo, rapidamente, evitando olhá-la para não cair em tentação. Desviando o olhar, ele a cobriu rapidamente e foi ele mesmo trocar as roupas molhadas e aproveitou para ligar no hospital e dizer que não iria trabalhar.

É claro que teve que inventar uma desculpa esfarrapada, mas conseguiu se safar sem nenhum problema e então voltou a sua vigília ao lado da fugitiva.

Ela alternava horas de delírios e inconsciência. E no final do terceiro dia, a febre começou a abaixar. Ele respirou aliviado, finalmente relaxando, não dormia há três dias e quando se recostou no sofá ao lado da cama, lutou contra o sono, mas totalmente esgotado, adormeceu.

Bella acordou desorientada e não reconheceu onde estava, a cabeça latejava levemente, e sentia a boca seca. Ouviu um movimento e então viu o homem que dormia na poltrona ao lado da cama.

Então ela se lembrou de tudo.

Ele era o médico.

Tentou se mexer, mas sentiu uma dor aguda no abdômen e soltou um gemido. O médico despertou e veio imediatamente para seu lado.

-Não tente se mexer! – ele falou colocando as mãos na sua testa. A febre tinha cedido.

-O que aconteceu? – perguntou confusa.

-Você não lembra? - ele perguntou irônico.

-Eu estava no hospital e...fugi e encontrei você. Nós fugimos e você cuidou do meu ferimento e depois é tudo muito confuso.

-Sim, você desmaiou.

-Onde estou?

-Está na minha casa.

-Sua casa?- Bella olhou em volta, para o quarto tipicamente masculino.

– Por que estou aqui?

-Você me fez prometer que não iria entregá-la, que não a levaria de volta ao hospital, embora necessitasse disso para sobreviver.

Ela o encarou.

-Você cuidou de mim?

-Parece que sim, afinal ainda está viva, não está?

-Há quanto tempo estou aqui?

-Há uns três dias...

Ela tentou se levantar novamente.

-Preciso sair daqui...

Mas ele a impediu.

-Não, não pode sair daqui. Ainda esta muito debilitada.

-Você não entende? Eles vão me descobrir, eu preciso ir...

-Não vai a lugar algum. – ele insistiu – ordens médicas.

-Acho que estou me dando alta, doutor... – ela insistiu.

-Isso sou eu que decido! - Ele falou firme e Bella desistiu de lutar.

Por hora.

Ela o encarou. Ele tinha uma aparência cansada, com a barba por fazer e os olhos injetados.

Ele a tinha salvado. A despeito de quem ela era. Tinha mantido sua palavra.
E ela nem sabia seu nome. Talvez ele tivesse falado, mas ela não se lembrava.

-Eu não lembro seu nome. - afirmou suavemente.

-Edward. – ele respondeu.

-Edward... – ela pronunciou o nome dele e Edward sentiu um estranho arrepio por dentro.

Levantou-se para se afastar dela.

-Você precisa comer.

E saiu do quarto deixando Bella confusa.

Edward. O nome dele dançou em seus lábios.

Momentos depois ele voltou ao quarto com uma bandeja contendo cereal e ela sorriu timidamente, quando ele colocou a bandeja no seu colo e a ajudou a se levantar.

Bella reparou que ele a encarava estranhamente e só então percebeu que o lençol que a cobria tinha escorregado até a cintura e que ela estava nua.

Por segundos torturantes ela se viu incapaz de se mexer. E um calor que nada tinha a ver com a febre fez seu rosto esquentar. Então, o viu estender a mão e cobri-la com o lençol e desviar o olhar. Bella sentiu-se mortificada.

-Não estou com fome. – falou.

-Mas precisa comer.

Bella não ousou desafiar aquela ordem e começou a comer. O bip tocou de repente. Ele pegou e fez uma careta.

-Droga!

-O que foi? – Bella perguntou.

-Eu preciso ir, tenho uma emergência. Você ficara bem? Eu prometo que voltarei assim que possível... É... Moça...

-Bella.

-Como?

-O meu nome. É Bella e não “moça”. – afirmou, divertida.

-Tudo bem... Bella. Não faça esforços, não quero que seus pontos infeccionem novamente...

-Sim, doutor.

Ele ia saindo então ela o chamou.

-Edward?

-Sim.

-Obrigada.

-Não fiz mais que minha obrigação.

-Não, não era sua obrigação me trazer pra sua casa... Foi... Muito legal da sua parte.

-Não me agradeça. – ele falou subitamente sério – Você ficará aqui até ficar boa. Depois terá que ir embora.

Bella sentiu um baque no peito.

O que ela esperava? Que a convidasse para morar com ele?

Ela deu um sorriso cínico.

-Então é melhor eu me recuperar o mais rápido possível, não? Assim logo ficará livre me mim. – ela falou, tratando de comer, com o rosto enterrado no prato, para ocultar as lágrimas que não sabia da onde tinham vindo.

Ele ainda permaneceu alguns instantes parado, como se quisesse dizer algo.

Mas quando Bella levantou o olhar, ele já tinha saído. Ela pousou a colher no prato, engolindo o choro.

***

Edward só conseguiu voltar para casa quando já era noite.

Quando chegou ao apartamento correu para a o quarto, para ver Bella, mas se assustou ao ver a cama vazia.

Será que ela tinha fugido novamente?

- Olá – ele ouviu sua voz e virou-se.

E o que viu o deixou totalmente sem palavras.

Ela estava de pé na porta do corredor.

Sobre o corpo, ela usava uma camisa sua, que mal cobria as coxas e os cabelos caiam como uma cascata sobre os ombros delicados.

Ele só percebeu que a estava encarando, embasbacado, quando ela levantou a sobrancelha, especulativamente.

E a voz dele pareceu voltar.

-O que está fazendo de pé? Eu não falei para não se levantar? – ele falou mais duro do que pretendia e ela pareceu se encolher por um instante. Mas adotou uma postura desafiadora em seguida.

- Eu estava cansada e ficar deitada! Além do mais já estou me sentindo bem!

- Vejo que encontrou o que vestir – ele falou e ela deu de ombros.

- Não encontrei minhas roupas e não podia ficar andando nua pela casa!

Edward foi acometido pela inconveniente visão dela andando nua pela sala e respirou fundo.

-Eu acho melhor você voltar para cama – ele falou.

Ela caminhou em sua direção.

-Não. Você disse que quando eu estivesse bem, iria embora.

-Mas você ainda não está boa!

Ela andou até ele desafiadoramente, para provar que era verdade o que dizia.

Então sentiu uma súbita tontura e a visão escureceu.

Em um segundo Edward estava ao seu lado, amparando-a.

- Eu falei que ainda não estava bem! - ele advertiu, segurando seu corpo junto a si.

Droga, de novo estava enfraquecendo na frente dele, Bella pensou, segurando em seu ombro.

-Me solta, eu estou bem. – ela falou com a voz sumida, tentando manter a compostura. Mas ele não a soltou.

-Você é teimosa, moça. – ele observou e Bella o encarou com os olhos difusos e se surpreendeu ao ver como o rosto dele estava perto do seu.

E as mãos masculinas a enlaçavam fortemente, todo o seu corpo estava colado ao dele. Inspirou profundamente, o que foi um erro, por que sentiu a fragrância tipicamente masculina que vinha dele e isso atormentou ainda mais os seus sentidos.

-Edward, por favor... – ela pediu fracamente, mas não sabia bem o que pedia.

Então ela sentiu-se mais fraca ainda e sem poder mais lutar, encostou sua cabeça em seu ombro, rendendo-se.

E então ele a ergueu nos braços e a levou para cama, a depositando gentilmente entre os lençóis.

Bella fechou os olhos, enquanto ele verificava o ferimento.

-Eu queria mesmo ir embora... – falou debilmente – Sei que não me quer aqui.

Ele encarou aquele rosto pálido e sentiu uma emoção estranha a afligir seu peito. Uma necessidade fremente de tomar todo o seu sofrimento pra ele. De protegê-la contra tudo e todos. Incomodado com estes pensamentos, ele se afastou.

-Vou preparar alguma coisa para você comer. – falou secamente saindo do quarto.

Bella estava quase dormindo novamente quando Edward voltou para o quarto.

-Hei, não vai dormir agora, ainda tem que comer alguma coisa, e eu tenho que dar uma olhada no ferimento. – ele a advertiu seco.

Bella abriu os olhos a contragosto e encarou aquele rosto carrancudo.

-Alguém já te disse que você é um chato? - Ela resmungou e para sua surpresa ele riu.

-Sim, já disseram várias vezes, agora come... – ele colocou a bandeja no seu colo e saiu do quarto logo em seguida.

Bella pensou que não tivesse com fome, mas quando sentiu o cheiro de sopa, seu estômago roncou e ela comeu tudo rapidamente. Com algum esforço, colocou a bandeja na mesa de cabeceira e suspirou, sentindo uma leve dor no abdômen onde estava o ferimento.

O apartamento estava no maior quietude. Onde será que Edward estava? Perguntou-se aguçando os ouvidos para ver se ouvia alguma coisa, então ouviu o barulho de chuveiro ligado. Ele deveria estar tomando banho, pensou, recostando-se no travesseiro, sentindo-se entediada. Ela deveria estar muito mal mesmo, para querer a presença de um chato como ele perto dela, pensou divertida.

De repente ela ouviu o telefone tocar e levou um susto. Tinha um aparelho do lado da cama, ao alcance de suas mãos, será que deveria atender? Claro que não, pensou, como iria atender se ninguém poderia saber que estava ali? O chuveiro continuava ligado e provavelmente Edward não deveria estar escutando. O som estridente se ouviu novamente. E se fosse uma emergência? Já tinha visto em filmes, ele tinha que atender. Então parou de tocar, e ela respirou aliviada, mas minutos depois tocou de novo. Já cansada daquilo, ela resolveu tomar uma atitude.

- Edward! O telefone esta tocando! – gritou, mas achou que ele não tinha escutado. Porém, segundos depois o chuveiro foi desligado e ela tomou um susto ao vê-lo entrar no quarto e atender ao telefone.

Bella o observou ao telefone, em silêncio, escutando o que a outra pessoa estava falando, e então sua visão recaiu sobre o que ele estava vestindo, ou melhor, não estava vestindo.

Ele tinha apenas uma toalha amarrada nos quadris. Ela desceu o olhar pelos ombros largos até chegar ao peito largo, como se tivesse sido esculpido em mármore, a barriga plana e os poucos pelos que a cobriam e iam sumindo embaixo da toalha... Ela engoliu em seco, um súbito calor a invadindo. Passou a língua sobre os lábios enquanto verificava a expressão compenetrada dele ao telefone. Os cabelos cor de areia estavam molhados e ele ainda não tinha feito a barba o que o tornava mais sexy ainda. Então ele a encarou e Bella ficou vermelha por ser pega o encarando tão descaradamente, mas ele desviou o olhar, prestando atenção ao que a pessoa dizia do outro lado da linha.
E Bella continuou com a avaliação pelo corpo perfeito. E vindo sabe-se Deus de onde, um pensamento mundano tomou sua mente. Na sua imaginação ela o via desligando o telefone e deslizando para cima dela, o corpo molhado cobrindo cada centímetro do seu, a boca tomando a sua, aí ela arrancaria a toalha e...

- Como assim a paciente fugiu? – ela foi tirada de seus devaneios pela última frase que ele proferiu. Arregalou os olhos, assustada. Ele a encarava agora, mas a expressão era indecifrável. Com quem será que ele estava falando? Será que era com o hospital, ou pior, com a polícia?

O velho medo a tomou de assalto e sua mente desviou já para possíveis rotas de fuga. Era inevitável pensar em fugir. Era só no que ela pensava nos últimos anos. Era só como ela vivia, pensou amarga.

E se a policia fosse seu único problema...

Olhou para ele novamente, apreensiva. E se a entregasse? Pensou temerosa.

- Eu não sabia. – ouvi-o dizer ao interlocutor – Eu não trabalho há três dias... Problemas de família... Sim, eu estive aí hoje... Mas não tive tempo... – Bella ouvia os fragmentos da conversa, o coração batendo freneticamente – E o que está acontecendo? - pausa - Como é que eu podia saber de alguma coisa? – outra pausa – O que a polícia está fazendo? – ele perguntou friamente e Bella sentiu o coração parar – Certo – droga, por que ele não repetia o que a pessoa estava falando? – Se souber de alguma coisa me avisa... Não sei... Mas acho que sim... Tchau...

E desligou o telefone e ficou encarando-a, o semblante fechado, até que ela não agüentou de ansiedade.

- O que aconteceu? Era a policia? – perguntou agitada.

Ele sacudiu a cabeça.

- Não, era uma colega do hospital. Parece que descobriram sua fuga há três dias e todo o hospital está agitado.

- Mas o que está acontecendo lá?

- A polícia está investigando – então ele passou a mão na cabeça, num claro sinal de frustração – olha moça, eu não sei o que você fez, mas...

-Bella!

-Como?

-Meu nome é Bella, e não moça! – ela corrigiu.

-Certo Bella. – ele repetiu e continuou – É o seguinte, eu não gosto nada de estar metido nesta situação. Então temos que esclarecer as coisas. Por que a policia está te procurando?

Bella hesitou. Como contar a ele o que ela nunca contara a ninguém na vida? Como explicar por que era uma fugitiva?

- Eu não quero falar sobre isso. – retrucou.

- Mas vai ter que falar. Se não quiser que eu ligue agora pra policia e conte que você está aqui! – falou duramente.

- Ótimo, liga! E conta também que foi meu cúmplice na fuga! – Rebateu.

- Cúmplice? Sabe muito bem que você me obrigou a tirá-la de lá!

Bella riu, sarcástica.

-É claro que vão acreditar em você, doutor! Uma moça com a metade de seu tamanho com um bisturi na mão te rendeu e você ficou indefeso! – ela o encarou nos olhos, séria – Nós sempre temos escolha, doutor Edward. Você sabe, bem dentro de você, que me tirou de lá por que quis. Eu não te obriguei a nada. Podia ter me dominado quando quisesse.

Ele abaixou a cabeça, com uma expressão de raiva. Mas Bella percebeu, quando ele a olhou novamente que o que ela tinha falado era verdadeiro.

Ele pareceu pensar por alguns instantes antes de falar.

-Olha, moça – ele não falou seu nome de novo, mas Bella não retrucou desta vez.

– Vou mantê-la aqui enquanto estiver precisando de cuidados médicos e como eu já falei, depois terá que partir. - Bella fez menção de falar, mas ele a impediu – E eu não quero saber o que você fez. Não me interessa. Apenas trate de ficar boa o mais rápido possível e suma daqui. E pode ficar tranqüila. Eu não vou entregá-la a polícia. Não por que tenho medo de você me acusar de ser seu cúmplice, mas por que eu não ligo a mínima pra saber se você vai presa ou não!

E ele saiu do quarto do mesmo jeito que entrou, deixando Bella boquiaberta.

Duas horas depois, Edward entrou no quarto de novo. Bella estava encostada na cama do mesmo jeito que a tinha deixado. O rosto lindo estava grave e pensativo. E quando ela o encarou ele viu tanta tristeza em seu olhar que sentiu uma onda de culpa o atingir em cheio. Mas o que ele podia fazer? A atitude dela de não confiar nele o tinha enfurecido. O que será que ela fizera para ter que fugir? Por mais que tentasse não conseguia imaginá-la fazendo algo de muito errado. Mesmo depois de ela tê-lo feito refém para ajudá-la na fuga, pensou irônico. E ela ainda tivera a pachorra de acusá-lo como cúmplice. Mas no fundo, como ela mesma tinha dito, sabia que ela tinha razão. Se quisesse poderia tê-la parado. Mas não o fizera. E por quê? Se perguntava desde então. Por que ajudara uma fugitiva da polícia a fugir de um hospital? E ainda a abrigara em sua própria casa! Deveria estar enlouquecendo... Mas aqueles olhos expressivos eram tão incríveis, pareciam olhar diretamente para dentro da sua alma e ele se viu pedindo desculpas para ela.

- Me desculpe pelo o que eu disse antes, não era minha intenção...

- Não peça desculpas... – ela cortou – Você tem toda a razão, eu não tinha o direito de invadir sua vida. Eu deixei você numa situação difícil. Mas eu te agradeço por não ter me entregado. E fique tranqüilo, assim que estiver em condições eu vou embora.

Ele iria retrucar, mas ela fez um sinal para ele parar.

-Não, Edward, chega. Já falamos demais por hoje. – e mudou de assunto – Você disse que tinha que trocar o curativo, não disse?

Ele não queria mudar de assunto, mas percebeu que não adiantava mais continuar com a discussão. Por hora.

- Sim – ele se aproximou da cama e ela abriu a camisa apenas até o ponto onde estava a ferida, Edward notou a contragosto. Tratou do ferimento rapidamente, aliviado ao perceber que não estava mais infeccionado. Talvez ela fosse embora antes do que imaginava, pensou sombrio.

-Pronto. – ele falou – Agora descanse. Eu estarei na sala.

-Por que na sala? – ela perguntou confusa.

-Por que você está no meu quarto...

-Este é seu quarto?

Ele balançou a cabeça afirmativamente.

-E você não tem um quarto de hóspedes?

-Ter eu tenho, mas ele está em reforma. – Edward falou. Na verdade, como vivia sozinho e nunca tivera hóspedes, nunca dera atenção ao outro quarto, ou se preocupara em decorá-lo. Não tinha tempo pra isso.

-E você vai dormir no sofá? – ela perguntou.

-Sim, mas não se preocupe comigo. Já dormi muitas vezes no sofá do meu consultório. – ele brincou.

-Por que não dorme aqui? – ela perguntou de repente.

-Por que você está aqui.

-Mas o que isso tem a ver? Esta cama é grande e cabe dois... – ela falou.

Edward respirou fundo. Uma moça linda o estava convidando para partilhar a cama com ela. Mas não era do jeito que ele imaginava, pensou irônico.

-Acho melhor não, Bella...

-Por que não?

-Você não pode mesmo estar perguntando isso...

-Não seja puritano, doutor. Vamos, deita aqui... – ela bateu a mão no colchão ao lado dela - Eu não vou abusar de você. – brincou e Edward riu, mas sua mente foi invadida pela nem um pouco puritana imagem de Bella abusando dele.

-Está com medo? – ela perguntou desafiadoramente.

-Claro que não.

-Então vem... – ela desafiou e Edward pensou realmente que não tinha mal algum em dormir ali, afinal o cansaço de ter ficado três dias sem dormir cuidando dela provavelmente o faria desmaiar assim que botasse a cabeça no travesseiro.

-Tudo bem – ele apagou a luz e deitou ao lado dela. Dando vivas por estar usando um moletom e uma camisa cinza, por que não costuma dormir de roupas.

-Boa noite, Edward. – ela falou suavemente.

-Boa noite, Bella.

Continua...

E aí? O que estão achando dessa nova estória? Espero os comentários de vocês pra saber as opiniões. Beijos e até amanhã.

6 comments :

  1. AMEI AMEI!!!! ANSIOSÍSSIMA PELO PROXIMO CAP! BEIJINHOS BEIJINHOS!!!

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  2. Agora é só ela acordar agarradinha nele e pronto.Ele vai viciar no calorzinho eo encaixe perfeito.Mary Brandão.Beijos.Estou adorando o suspense do que ela está fugindo.

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  3. Descobri o Twilight Moms Brasil ontem e estou super feliz de descobrir que existem fanfics também.Parabéns.

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  4. Gostando muito, ai parou numa parte mt oooowh! correndo pra ler mais *.*

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  5. Muito boa!!
    Adorando!!
    Parabéns a autora!!
    XO XO

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