FANFIC - INTERLÚDIO - CAPÍTULO 3 - BY JULIANA DANTAS

Boa tarde amores! Pelo que li nos comentários vocês estão gostando... Tenho certeza que não vão se arrepender de acompanhar mais essa fic, mas não vou me estender muito... Vou deixar que vocês curtam mais esse capítulo...

Interlúdio - by Ju
Título: Interlúdio
Autora(o): Juliana e Lilica
Shipper: Bella e Edward
Gênero: universo alternativo, personagens humanos (nada de vampiro), romance, drama.
Censura: NC-17

Interlúdio

By Juliana Dantas

Capítulo 3

Ele havia dado boa noite e Bella, talvez por causa dos antibióticos que tomava adormeceu imediatamente.

Mas ele permaneceu acordado ainda por um longo tempo. Ouvindo sua respiração calma.

Quem seria esta moça? E o que ela teria feito? Porque via aquele medo em seu olhar?

Era um mistério. Mas ela iria embora assim que ficasse boa. E Edward nunca mais a veria.

Achou estranho o vazio que sentiu com este pensamento.

Ela se virou no sono e a coberta rolou para o chão. Edward fitou suas coxas nuas, sentindo sua pulsação acelerar-se.

Qual o problema com ele? Porque estava reagindo como um adolescente cheio de hormônios?

Irritado, ele levantou-se e tomou um banho frio. Tentando esfriar não só o corpo como a mente também. Tinha que ter controle sobre si mesmo, não podia deixá-la perceber o quanto o afetava. Ela já tinha bagunçado sua vida demais, para ele incluir sexo na barganha. Quando estava tão gelado quanto um defunto, voltou para a cama. Pensou se realmente seria uma boa fazer isso de novo. Mas o cansaço venceu e ele deitou-se ao lado dela novamente, tomando cuidado para não acordá-la. Mas Bella remexeu-se no sono e enroscou-se nele como uma gata manhosa, ronronando e a Edward não restou nada a fazer a não ser abraçá-la carinhosamente e dormir. Ainda bem que tinha tomado o banho frio.


Bella acordou desorientada. Estava deitada em algo sólido e quente e braços fortes enlaçavam sua cintura, abriu os olhos lentamente e deu-se conta que estava abraçada a Edward, as pernas nuas enroscadas no corpo masculino, cada centímetro do seu corpo estava em contato com o dele, ainda adormecido. Bella levantou a cabeça devagar e olhou o rosto com a barba por fazer e sentiu-se aliviada por ver que ele ainda dormia, não gostaria que ele acordasse e a visse enroscada nele deste jeito.

Afinal fora ela quem dissera que não teria mal algum ele dormir ali. Bem devagar, moveu-se para fora da prisão dos braços fortes, retirando a mão com cuidado da sua cintura e se afastando lentamente para sair da cama, mas neste momento Edward mexeu-se no sono e virou-se de bruços e um dos braços foi parar justamente em cima do seio de Bella, que nem respirava, como medo dele acordar. Olhou de novo para ele e vendo que ainda dormia, retirou de novo o braço de cima dela, ignorando o arrepio nada inocente que traspassou seu corpo ao sentir as mãos dele em cima dela. Finalmente conseguiu levantar e correu dali. Amaldiçoando-se pela idéia tola de pedir para ele dormir com ela. Onde estava com a cabeça por achar que isso seria certo? Como ignorar a atração insidiosa que sentia por aquele desconhecido?

Não queria sentir-se assim por ele. Nem por ele e nem por ninguém. O tipo de vida que ela levava não comportava nenhum tipo de envolvimento emocional.

Estava tudo sobre controle, pensou decidida. Ele era só um homem. Precisava dele em seu plano de fuga e enquanto não tivesse recuperada, não poderia sair dali. Então era melhor manter seus hormônios sobre controle para não piorar ainda mais a situação.

Ouviu um barulho no quarto ao lado e apressou-se em sair do banheiro e o encontrou sentado na cama com uma cara de sono que, Senhor, era tão sexy...

Ela pensou com um suspiro.

- Bom dia, Edward! – falou suavemente.

Edward não respondeu de pronto e a fitou através dos olhos pesados. Vê-la assim de manhã, o rosto limpo, o cabelo despenteado e o corpo esbelto, coberto apenas por sua camisa faziam sua mente ser invadida por imagens criadas por sua imaginação sem controle. Tinha que acabar com aquilo já. Buscou no pensamento algo para desviar a atenção e respirando fundo a encarou, com o olhar mais profissional que conseguiu fazer.

- Como está se sentindo? – perguntou e ela o fitou confusa – Os pontos? –ele completou – Está melhorando?

Ela deu de ombros.

-Creio que sim, pelo menos eu me sinto bem melhor. Mas acho que você tem que dar uma olhadinha, afinal, você é o médico.

Ele ficou olhando pra ela, os pensamentos embaralhados.

A expressão “dar uma olhadinha” tomando outro significado na sua mente infestada por pensamentos mundanos.

-Edward? – ela o chamou e ele sacudiu a cabeça para afastar estes pensamentos.

-Vem aqui... – ordenou e Bella sentiu um arrepio na espinha. Obrigou as pernas a se moverem e caminhou até ele, parando a sua frente. Ele estava sentado, então a cabeça dele ficava a altura de sua cintura.

As mãos de Bella tremeram ao abrir os botões da camisa, e quando ele a tocou, não foi dor que ela sentiu, quer dizer, não a dor causada pelo ferimento, mas sim uma dor mais íntima, que se originava na parte mais secreta de sua anatomia e se espalhava por todo o corpo. Ela respirou fundo, dizendo a si mesma que estava sendo uma idiota agindo assim.

Edward percebeu que ela tremeu e a olhou preocupado.

-Está doendo?

Bella sacudiu a cabeça negativamente, sem encará-lo.

- Está bem melhor mesmo, não há mais sinais de infecção. Acho que vai sarar rapidamente.

Ele se afastou e Bella fechou a blusa, perdida em pensamentos.

Se estiver ficando boa, isso queria dizer que poderia ir embora o mais rápido possível. Voltar para a sua vida de fuga.

Não sabia por que sentiu um mal estar súbito, pensou sombria.

Minutos depois Bella entrou na cozinha e o encontrou sentado a mesa.

Bella se aproximou e reparou que ele nem olhou pra ela enquanto falava para se sentar.

Serviu-se de cereal e leite e comeram em silêncio.

Bella pensou na intimidade daquele gesto, tão banal. E pensou que nunca em sua vida tinha sentido uma paz tão grande no coração. Eles ali sentados, o sol da manhã batendo na janela, um silêncio cúmplice tomava conta do ambiente, mas de vez em quando Bella levantava o olhar e o pegava fitando-a, então ele desviava o olhar de novo para prato de cereal.

-Acho que eu não me lembro da última vez que comi cereal... - Bella brincou e ele apenas a encarou com aqueles olhos para pareciam trespassar sua alma e percebeu que ele estava prestes a fazer alguma pergunta que ela não gostaria de responder e o cortou.

-Sem perguntas, Edward. – falou secamente.

Pareceu que ele ia insistir, mas apenas balançou a cabeça e deu risinho irônico, levantando-se da mesa.

-Eu preciso ir.

-Já? - Bella se arrependeu no mesmo instante desta reação impensada – Quer dizer, claro, você tem que trabalhar...

-Você ficará bem, não é?

-Ficarei.

Edward olhou para aqueles olhos castanhos que sempre pareciam esconder algo e teve vontade de perguntar se ela estaria ali quando ele voltasse, mas preferiu ficar calado e se afastou, lembrando-se que tinha colocado sua gravata na lavadora automática, ele foi até lá para pegá-la, e quando inseriu a mão na maquina, sentiu algo macio em suas mãos e quando deu por si estava com uma calcinha minúscula em sua mão, não uma daquelas sexys de seda e transparente. Mas uma delicada, de algodão e renda imaculadamente branca, com pequenos lacinhos nas laterais. Ele engoliu em seco, só podia ser de uma pessoa: Bella.

A mesma moça que tinha colocado um bisturi em seu pescoço para escapar. Que se embrenhara em sua vida sem aviso algum. A dona daquela pequena peça quase infantil.

Ficou ali, com a lingerie na mão, imaginando-a vestindo apenas aquela peça inocente.

E foi assim que Bella o encontrou. E quando viu o que ele segurava, ficou vermelha imediatamente.

-Oh! Me desculpe!- exclamou caminhando até ele – Pensei que não tivesse nenhum problema eu colocá-la aí...

-Não, não tem problema...

Edward se deu conta do que aquilo significava. Se ele a tinha trazido ali sem nenhuma roupa, isso significava que ela estava sem calcinha.

Edward sentiu a temperatura da lavanderia subir de repente, a imaginação correndo solta. Bella olhou para ele e soube o que ele estava pensando e seu rubor aumentou mais ainda, mas não era mais um rubor de vergonha e sim de um sentimento mais básico e primitivo. A tensão era palpável e Bella viu os dedos dele segurando sua calcinha como se a acariciasse o tecido fino e quase soltou um gemido.

- É... Eu... Você poderia... – ela apontou para a peça ainda em suas mãos.

-Sim, claro! – Edward voltou a si e devolveu a lingerie para a moça – Eu tenho que ir – ele falou sem encará-la. - Ficará mesmo bem? – indagou enquanto se dirigia a porta, seguido por ela.

-Sim, ficarei.

Ele a encarou.

-Bella, eu... - queria perguntar se ela ainda estaria lá quando voltasse, mas achou melhor não falar nada.

- Eu não vou a lugar nenhum, Edward. – respondeu suavemente, como se adivinhando o que ele queria saber e fechou a porta.

Edward não soube prever da onde vinha aquele alívio tolo que traspassou seu coração.

Edward estava cansado. E irritado. O dia tinha sido puxado no hospital e a preocupação com uma certa fugitiva debilitada que por acaso era uma quase hóspede na sua casa enchera a sua cabeça ainda mais. O dia todo pensara nela. Não era nada demais, dizia a si mesmo. Era só preocupação com a situação inusitada que vivia. Afinal, não era todo dia que se hospedava uma fugitiva da polícia baleada em sua casa. Nada tinha a ver com o fato dela ser a moça mais fascinante que ele já conhecera, um poço de mistério sem fim com um corpo de curvas suaves que incendiava seus sentidos, não, isso não tinha nada a ver.

Quando abriu a porta, ele estranhou o silêncio e um estranho presságio o tomou. Será que ela tinha fugido novamente? Pensou, preocupado.

-Bella? – chamou e teve apenas o silêncio em resposta.

Caminhou pelos cômodos a sua procura com o coração na boca. Ela tinha ido embora. Pensava apreensivo. Então ele ouviu um barulho de alguma coisa caindo e se quebrando na cozinha, rumou para lá e se surpreendeu ao vê-la às voltas com panelas e temperos, numa cozinha totalmente bagunçada. Ficou ali olhando para aquela figura enigmática por alguns instantes, um estranho alívio por ela ainda estar ali o consumindo. Bella ainda usava uma de suas camisas, não, olhando melhor, ele viu que não era uma de suas camisas e sim a camisa de um pijama de ceda, que ia até as coxas alvas. Por cima tinha um avental que ele nem lembrava que existia.

Então ela o fitou e sorriu e foi como se todo o ambiente se iluminasse e Edward sentiu num baque no peito.

-Olá, Edward! – cumprimentou animada.

-O que você está fazendo? – indagou divertido.

-Um jantar, o que mais seria?

-Um jantar? Você não deveria estar de pé...

-Eu não fiquei de pé o dia inteiro, estava quase até agora em repouso, mas cansei de ficar sem fazer nada!

-Bella... – ele começou em tom de advertência.

-Relaxa Edward! Por que não vai tirar esta roupa com cheiro de hospital e depois vamos jantar?

-Você não precisava...

-Precisava sim. É o mínimo que posso fazer depois de tudo que fez por mim.

Edward pensou que ela poderia fazer muitas coisas por ele, mas não seria nada ortodoxo falar isso a ela, pensou irônico, indo fazer o que ela mandou.

Quando voltou, com uma calça de pijama e uma camisa cinza, se surpreendeu ao passar pela sala e ver Bella arrumando a mesa. Ela virou e o viu.

-Aí está você... – ela o mediu e de repente começou a rir divertida.

-O que é engraçado?

-Nós estamos com a mesma roupa... – ela apontou e ele viu o que ela quis dizer.

Ele estava usando a calça e ela a blusa do mesmo pijama e isso, de alguma maneira, fez seu corpo se agitar. Pára com isso, Edward, se recriminou.

-E então, vamos jantar? – ele falou, mudando de assunto.

-Claro!

Ele sentou-se e ela se acomodou na sua frente. Edward se serviu e ela ficou olhando ele comer.

Edward sinceramente estava com medo do que teria que comer, mas para sua surpresa estava muito bom.

-Você cozinha bem...

Ela deu de ombros.

-Sempre cozinhei para meu pai.

Ele a encarou, interessado. Mas ela parou, desviando o rosto.

Óbvio que não ia falar mais nada.

E Edward se perguntou onde estaria o pai dela.

Eles continuaram comendo em silêncio.

Quando terminaram, Bella fez que ia pegar os pratos, mas ele a impediu.

-Não, você já fez esforço demais. Deixa que eu lavo.

Ele se afastou para a cozinha.

Lavou os pratos e quando voltou para a sala a encontrou de pé perto da janela.

Ela havia fuçado em seus CDs, e colocado uma musica para tocar.

Debussy. Claire de Lune.

Ela se virou e o fitou. Havia tanta tristeza nos seus olhos e Edward se perguntou novamente quem seria ela.

Seguindo um impulso irresistível ele se aproximou e envolveu sua cintura com os braços e a puxou para si, ela moldou seu corpo ao dele como se tivessem sido feitos para isso e encostou a cabeça em seu ombro, juntos moveram-se ao som da música.

Bella fechou os olhos deixando-se embalar pela doce melodia que exaltava seus sentidos, as mãos de Edward moviam-se lentamente pelas suas costas e ela aconchegou-se mais a ele, sentindo o coração bater forte no peito. Exalou o cheiro que vinha dele, intoxicando seus sentidos. O corpo tomou vontade própria e os braços subiram pela nuca dele, sentindo a textura de seu cabelo. Sentiu as mãos dele agora na base de sua espinha, e um arrepio se formou ali e passou para o corpo inteiro. A boca de Edward movia-se sobre seus cabelos e desciam por seu pescoço e Bella sentiu a respiração dele em sua pele e fechou os olhos, o corpo inteiro tomado por uma excitação vibrante, todo os seus sentidos inflamados por ele, concentrado no corpo masculino junto ao seu, envolveu seu pescoço com os braços ansiosos, sentindo-se lânguida, um fogo quente eriçando seus poros.

Neste momento eles não eram paciente e médico ou fugitiva e refém. Eram apenas um homem e uma mulher subjugados pela força do desejo.

Bella sentia-se flutuar num mar de sensações inebriantes, os corpos roçando no leve ritmo da música que invadia seus sentidos, as mãos de Edward deslizando por seu corpo, acariciando seus cabelos, a respiração quente em sua pele. Deslizou numa doce inconsciência, os braços que a envolviam a apertaram mais junto a si e Bella gemeu quase imperceptivelmente sentindo de repente a ereção pulsante de Edward. Ele a desejava e isso inflamou ainda mais seu próprio desejo.

Sentindo Edward esfregando suavemente os lábios em sua pele, arfou, levantou a cabeça e o encarou, e se viu engolfada por aqueles olhos verdes que diziam tantas coisas... Engolindo em seco ela fitou sua boca, queria desesperadamente que ele a beijasse, queria que ele tirasse sua roupa, que a preenchesse e acabasse com o vazio de sua alma.

Queria Edward. Era simples assim.

Ela mais sentiu do que viu a cabeça dele se aproximando da sua e o coração parou em expectativa, a respiração presa na garganta, um calor líquido invadindo seu corpo trêmulo. Ele ia beijá-la!

E a campainha tocou.

Eles se separaram automaticamente, surpresos.

A campainha tocou de novo.

Edward a encarou.

-Está esperando alguém? – Bella perguntou com medo, não podia esquecer que estava ali escondida.

-Não. Mas acho melhor você...

-Sim, eu não posso ficar aqui... – ela saiu da sala e Edward foi abrir a porta e se surpreendeu ao ver Tânia parada do corredor sorrindo confiante.

-Olá, Edward.


Continua...

Por hoje é só, não percam o próximo... Amanhã sem falta estaremos aqui no mesmo horário... Beijos e aproveitem o feriadão, mas não se esqueçam de nós.

8 comments :

  1. não creio que essa mulher chegou pra atrapalhar :@ tá muito boa essa fic to adorando *---------*

    ReplyDelete
  2. Uma bellezura adorei beijusculo

    ReplyDelete
  3. Menina o que é isso???!!!
    Estou adorando e interessada nos próximos...

    ReplyDelete
  4. ai k raiva ela tinha de vir justo na hora do amor! ai.....rsrsrs! to amando de paixao! tá linda e eu nao perco um cap por nada nadinha nesse mundo!!! bjs!!!!!

    ReplyDelete
  5. ow, ameei esse cap :]

    ReplyDelete
  6. Que odio dessa Tania oferecida.

    ReplyDelete
  7. já que ninguém faz questao da puTânia vacalhada, ninguém se importa se eu entrar na fic e matar ela né? kkkkkkkkkkkkk
    Gostando demaaaaais da fic!!
    Parabéns à autora!! :)

    ReplyDelete
  8. Justo na hora q os dois iam se beijar(eu acho),essa bruaca q é a Tânia,aparece!

    ReplyDelete