FANFIC - INTERLÚDIO - CAPÍTULO 13 - BY JULIANA DANTAS

Oi gente! No capítulo de hoje Bella faz algumas descobertas e precisa tomar uma decisão muito difícil. Leiam e se emocionem com ela...

Interlúdio - by Ju
Título: Interlúdio
Autora(o): Juliana e Lilica
Shipper: Bella e Edward
Gênero: universo alternativo, personagens humanos (nada de vampiro), romance, drama.
Censura: NC-17

Interlúdio

By Juliana Dantas

Capítulo 13

Bella esperou Edward acordada naquela noite, mas ele não voltou. Na manhã seguinte ligou na casa de Aro e pegou o numero do hospital que ele estava.

Depois de esperar muito finalmente conseguiu falar com Edward.

-Oi Bella. – ela ouviu a voz cansada.

-Edward! Está tudo bem? – perguntou aflita.

-Estamos fazendo alguns exames em Aro, pois terei que operá-lo o mais rápido possível.

-Quando você volta?

-Não sei...

-Mas precisa descansar!

-Descanso aqui mesmo, não se preocupe...

-A Tânia está aí? – Bella perguntou ressabiada, mas já sabia a resposta.

-Sim, está... Bella, eu sinto muito, ok? Queria muito estar aí com você, mas...

-Eu sei Edward. Não tem problema... – mentiu.

-Olha faz o seguinte... Vá passear... Saia... Conheça a cidade... Faça compras... Pegue meu cartão de credito que ficou aí e divirta-se.

Bella teve vontade de mandá-lo enfiar o cartão de crédito onde o sol não batia, mas se calou.

Também não quis dizer que nada tinha graça sem ele.

-Tudo bem. Cuide-se. – e desligou.

Enxugou a lágrima fortuita que teimava em cair e decidiu fazer aquilo que Edward falara. Iria sair e tentaria esquecer a confusão que estava sua vida.

Nos dias que se seguiram ela andou pela cidade luz, conheceu os pontos turísticos, comeu nos melhores restaurantes e fez compras. Dezenas de roupas que sabia que jamais usaria, mas comprá-las fazia passar o tempo. Ligava para o hospital e nunca conseguia falar com Edward. Ficou sabendo pela enfermeira que Aro estava muito mal, mas que ainda poderia ser operado e enquanto isto Edward esperava aflito.

Também fazia visitas a Jacob em seu restaurante todos os dias. Ele era uma boa pessoa e gostava de sua companhia. Também não perguntava nada. Apenas fazia companhia e escutava quando ela sentia necessidade de falar.

Numa tarde quente, ela chegou ao hotel e surpreendeu-se com a cena que viu.

Tânia estava em seu quarto mexendo nas coisas de Edward.

-O que está fazendo aqui? – Bella perguntou friamente.

Tânia levantou a cabeça e a viu.

-Ah, você está aí! Estávamos te procurando!

-Como?

-Edward ligou para você hoje e não te achou aqui. Desde manhã!

-Fui dar uma volta pela cidade e ele sabia disto!

Tânia deu de ombros.

-O que interessa é que ele precisava de umas coisas, então eu vim pegar.

Tânia continuou a arrumar a pequena mala e Bella sentiu um ciúme quase doentio.

-Pode deixar que eu levo então! – falou aproximando-se dela e tentando tirar a valise de suas mãos, mas Tânia impediu.

-Não, agora eu já estou aqui mesmo!

Bella respirou fundo.

-Tudo bem então. Mas eu vou acompanhá-la até ao hospital.

-Não acho uma boa idéia.

-Você não tem que achar nada!

-Eu só quero ajudar...

-Ah, cala a boca! Pensa que eu não sei qual é o seu joguinho? Quer reconquistar o Edward a qualquer custo!

E para seu espanto Tânia não negou.

-Não vou mentir dizendo o contrário. Eu amo o Edward. Mas eu sei que ele está apaixonado por você.

-Mas quer me separar dele...

-Isto é possível? – Tânia jogou a pergunta como uma bomba na cabeça de Bella e se afastou batendo a porta.

Sim, sabia o que Tânia queria dizer. A única coisa que a separava de Edward era ela mesma.

Bella sentou na beira da cama, sentindo-se tão sozinha e confusa como nunca antes.

Não se reconhecia mais e ao mesmo tempo sabia que nada tinha mudado.

Onde estava a Bella decidida, cujo único propósito era se manter a salvo?

E quem era esta nova Bella?

Foi tirada de seus devaneios pela campainha do telefone. Pegou o aparelho .

-Oi, aqui é da recepção, temos um recado urgente para o Doutor Cullen.

Bella procurou uma caneta e um bloco.

-Pode falar...

-Ligou o doutor Robert Blake, dos Estados Unidos e pediu para ele retornar urgente no numero 8645 375.

-Ok, obrigada! Bella desligou e ficou pensando em como iria passar o recado para Edward. Mas será que era mesmo importante? Se era um doutor, podia ser um médico e podia ter algo a ver com a cirurgia de Aro Volturi. Resolveu ligar no número e aí explicaria onde Edward estava.

Discou o número e esperou.

-Advocacia Blake e associados? – falou a voz feminina.

-Advocacia? - Bella repetiu confusa.

-Sim, em que posso ajudar?

-O doutor Robert Blake está?

-Quem gostaria?

-É da parte do doutor Edward Cullen.

-Só um instante.

No lugar da voz da mulher ouvi-se uma música de espera e Bella se perguntava o que um advogado ia querer com Edward.

-Robert Blake. – falou a voz polida.

-Aqui é... – ela não sabia se era seguro falar seu nome – Aqui é a secretária do doutor Cullen, o senhor deixou um recado para ele e eu preciso saber do que se trata, pois ele está numa cirurgia.

-Certo. – o homem pareceu hesitar – É um assunto particular...

-Não posso passar para ele a não ser que saiba do que se trata.

-Bem, a senhora conhece alguém chamado Isabella Swan?

O coração de Bella parou.

-Sim, por quê? – perguntou na defensiva.

-O Doutor Edward me contratou para analisar o caso dela e preciso dar um parecer.

-E o que o senhor descobriu? – Bella perguntou num fio de voz.

-Não posso falar...

-Eu sei de tudo, doutor Robert. O Edward já me adiantou, esta moça é... É namorada dele.

-Bem, já que você já está a par do assunto, posso te adiantar algo. O caso desta moça é muito complicado.

-Isto eu sei. Afinal o que Edward pediu? – perguntou com um medo profundo.

-Ele pediu para saber como seria capaz de livrá-la das acusações.

-Ele fez isto? – Bella mal podia respirar.

-Sim. Ele quer saber como limpar o nome dela para ele poder voltar aos EUA, pois ele não pode ficar aí na Europa por muito tempo, seus compromissos no hospital...

Bella sentiu o coração se despedaçando.

-E o que o senhor descobriu?

-Como já falei, é bem complicado. As acusações contra ela apenas se multiplicaram com a sua fuga. O que eu aconselharia era ela se entregar as autoridades e aí então podemos ver a possibilidade de habeas corpus. Do contrário... Não há saída; a senhorita conhece bem o doutor Cullen? Conhece esta moça?

-Apenas um pouco. – Bella conseguiu falar.

-Olha, sinceramente, acho que ele está cometendo um erro terrível se envolvendo com esta moça. Não há muita saída para ela... - Bella fechou os olhos com força – A senhorita lhe dá o recado?

-Sim, eu dou. - Bella pousou o fone do gancho. Tremia inteira.

Dor, desespero, angustia.

Tudo misturado num coquetel fatal. Tentava entender o que estava acontecendo.

Edward não largara tudo por ela.

Ele apenas dera um tempo. E procurara um advogado para ver a sua situação. Para tentar livrá-la da polícia. Porque queria ficar com ela. Mas não como era. Não a Bella fugitiva. Ele a queria com o nome limpo.

Sentiu a bílis subindo a garganta e correu para o banheiro, vomitando todo o almoço.

Sentou na cerâmica fria do chão, tentando parar de tremer e pensar racionalmente.

Deveria se sentir feliz por Edward fazer isto por ela, não deveria?

Então por que sentia apenas um vazio imenso?

Eu não sirvo pra ele do jeito que sou.

Nunca vou servir.

Para Edward apenas mulheres como Tânia ou até mesmo a rica Jane serviam...

O advogado mesmo dissera. Não havia saída.

Pois ela não iria se entregar nunca. Jamais. Nem por Edward.

Victória e Laurent a pegariam com certeza.

Esta constatação a deixou prostrada.

Era uma fugitiva.

A vontade que teve foi de levantar dali e correr para o mais longe possível.

Fugir novamente.

Mas sabia que Edward a acharia.

Ele não a largaria. Mas ele não podia mudar. E nem ela.

Bella levantou-se e ligou o chuveiro. Tirou a roupa e entrou no jato frio.

A mente buscando uma saída.

***

Edward saiu da sala de cirurgia. Estava cansado e arrasado. Tivera que operar Aro Volturi, mas ele não resistira.

Edward detestava perder. E a perda para a morte era a pior de todas.

Foi para o vestiário e tirou as roupas tomando um banho. Tudo o que queria agora era encontrar com Bella. Sentia uma necessidade louca de estar com ela. Sentir sua pele macia, ouvir sua voz.

Minutos depois ele saía do hospital. Encontrou Jane chorando no estacionamento. Ela caminhou até ele e o abraçou. Edward apenas a confortou e ela parou e chorar.

-Me desculpe... Me descontrolei.

-Não se desculpe. Eu sinto muito pelo seu pai. Eu tentei...

-Tudo bem Edward, sei que a culpa não foi sua. Na verdade só tenho a agradecer.

-Se eu puder te ajudar de alguma forma.

Ela sorriu.

-Da forma que preciso acho que você não está disposto a me ajudar.

-Jane...

-Eu sei. Você ama a Bella. Ela é uma moça de muita sorte. Adeus, Edward.

Ela se afastou e Edward entrou no carro.

Sim, ele amava Bella. Por isto tinha contratado o advogado criminalista.

Queria ajudá-la. Queria que ela deixasse de fugir. Que fosse livre.

Para ficar com ele. Pra sempre. Sem que nada os separasse.

Ele chegou no quarto de hotel, porém se decepcionou ao ver que ela não estava lá. Sentiu um vazio estranho por dentro. Onde será que ela tinha ido? Deve estar passeando, como pediu que ala fizesse. Então só lhe restava esperar.

E quando a porta se abriu, ele sorriu, mas não era Bella e sim Tânia.

-Oi Edward.

-Oi Tânia. Está tudo bem? Achei que uma hora destas já deveria estar arrumando suas coisas para voltar aos Estados Unidos.

-Sim. Estou muito mal por não termos conseguido.

-Eu também. Mas acho que era o destino não é? Não era para ser.

-Onde está a Bella?

Edward deu de ombro.

-Acho que foi dar um volta.

Tânia hesitou, como se quisesse dizer algo.

-Quer falar alguma coisa, Tânia?

-Sim, eu quero. Mas não sei se devo.

Edward sorriu.

-Porque eu acho que tem algo a ver com a Bella?

-Na verdade sim.

Edward se levantou a fim de cortar o assunto.

-Olha Tânia. Eu amo a Bella. Eu sei que você ainda tem alguma esperança comigo, mas acho melhor esquecer.

-Eu tentei, mas não consigo.

-Jamais vou deixar a Bella. – Edward falou sério.

-Eu sei. Mas eu quero o seu bem, Edward. Você sabe realmente quem é esta moça? Da onde ela saiu? Se está sendo sincera com você?

-O que eu sei é suficiente.

-Não me leve a mal. O que eu vou te dizer agora, você pode interpretar do jeito que quiser. Sei que me acha uma ex-namorada obsessiva. Mas eu quero apenas abrir seus olhos; sei que mesmo que termine com a Bella não vai voltar comigo. Então como vê, nada vou ganhar falando mal dela.

-O que quer dizer? – Edward perguntou friamente.

-Você por acaso sabe onde a Bella tem ido nestes dias que não está com ela?

-Está conhecendo a cidade...

-Sozinha?

-Claro, ela não conhece ninguém.

Tânia não nada disse, apenas foi até a sua bolsa e tirou um envelope que entregou a Edward.

-Veja você mesmo.

Edward abriu o envelope e dentro tinha fotos. De Bella.

E em todas ela estava sentada num restaurante na companhia de um cara moreno de cabelos cumpridos. Algumas ele a abraçava e em outras segurava sua mão;

Edward foi tomado por um ciúme cego. Mas tentou manter a mente no lugar.

Encarou Tânia.

-Como conseguiu isto?

-Eu pedi para alguém segui-la. E vejo que não estava errada, ela estava se encontrando com este homem.

-Isto não quer dizer nada. – ele falou friamente entregando o envelope a Tânia.

-Pode ser. Se quiser, este é o endereço do restaurante. O nome do homem é Jacob e ele é ajudante de chef do restaurante. Bem, agora eu preciso ir arrumar minhas coisas. Edward, eu só quis ajudar. Adeus!

Ela saiu do quarto e Edward ficou um longo momento olhando para o endereço que Tânia lhe dera.

Bella não podia o estar traindo.

Ele confiava nela. E sabia que se estava com ele era porque gostava dele.

Mas porque não lhe dissera que conhecera este homem?

E será que ela estava lá agora?

Só havia uma maneira de descobrir.

Ele chegou ao endereço dado por Tânia menos de uma hora depois. Procurou por Bella entre as mesas, mas não a achou. Então resolveu perguntar sobre o cozinheiro.

-Jacob? – falou o garçom – Já acabou o turno dele de hoje.

-Sabe onde posso encontrá-lo?

-Ele saiu com a americana. Acho que ele foi pra casa dele. - O homem piscou e Edward sentiu asco.

-Pode me dar seu endereço?

O homem o informou e Edward prosseguiu.

Bella não poderia estar na casa daquele cara. Mas pelo menos ele deveria saber onde ela estava.

Chegou à pequena casa e bateu a porta. Era uma pensão. Ele perguntou qual era o quarto de Jacob e o informaram; ele subiu as escadas e bateu.

O mesmo homem que estava nas fotos com Bella abriu.

-Você deve ser Jacob... Meu nome é Edward e queria saber se você sabe onde Bella está?

O homem nada falou... Então Edward reparou que ele parecia estar nu, pois tinha um lençol em volta da cintura e uma desconfiança cega o tomou.

-Ela não está aqui. - o homem disse tentando fechar a porta, mas Edward o impediu e empurrando o homem para o lado ele entrou.

E não pode acreditar na cena a sua frente.

Bella achava-se na cama. Nua. Quando o viu, ela soltou um pequeno grito e puxou o lençol sobre si.

-Edward! O que está fazendo aqui?

Continua...

Calma, calma... Não tirem conclusões apressadas, esperem pelo próximo capítulo para entender a situação... Vocês não vão se arrepender. Mas não deixem de comentar o que acham que poderá acontecer agora... Beijos e até amanhã.

6 comments :

  1. Natália SantosSunday, May 01, 2011

    Que confusão!!!
    Será que ela teve coragem de trair o Edward?
    Já estou ansiosa para saber.

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  2. Ah, eu acho que ela podia estar a pousar para alguém pintar um quardo, sei lá! Acho que ela não teria coragem de trair o Edward! Estou ansiosa pelo próximo capitulo!

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  3. nossa, que tensoo!
    será oq aconteceu ?? que curiosiade hehe
    não vejo a hora de ler o proximo ..

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  4. Naum gostei desse capituloo!Ò_Ó

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  5. Vacânia pensei eu no inicio da fic, agora acho que é vacabella se bem que vacânia é o mais certo.

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  6. Raiva e sinto q sinto!!
    Tania é uma vaca e continuo odiando o jacb om todas as minhas forças!!

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