FANFIC - INTERLÚDIO - CAPÍTULO 16 - BY JULIANA DANTAS

Oi gente! Pôxa... Ontem só uma pessoa comentou o capítulo... Fiquei muito triste. Espero mais comentários no capítulo de hoje... Nele a Bella tem que tomar mais uma difícil decisão, talvez a mais difícil de todas... E Edward terá uma pequenina surpresa. Leiam e comentem, por favor...

Interlúdio - by Ju
Título: Interlúdio
Autora(o): Juliana e Lilica
Shipper: Bella e Edward
Gênero: universo alternativo, personagens humanos (nada de vampiro), romance, drama.
Censura: NC-17

Interlúdio

By Juliana Dantas

Capítulo 16

Bella chegou ao hospital minutos depois. Foi até a recepção. Iria perguntar de Edward e se pudesse especularia sobre Tânia também. Ali todo mundo deveria saber de tudo.

-Bom dia. - falou à moça uniformizada – Eu precisaria falar com o Doutor Edward Cullen.

-É paciente?

-Não, quer dizer... Não, não sou. É particular.

-A quem anuncio?

Bella pensou rápido.

E agora? Se desse seu nome era capaz dele mandar chamar a segurança. Mas tinha que arriscar.

-Diga apenas que é a Bella.

A mulher falou ao telefone e Bella esperou impaciente.

Minutos depois ela voltou.

-O doutor Cullen ainda não chegou.

-Mas... – Bella não podia dizer que o vira sair de sua casa antes dela. – Obrigada. Eu vou aguardar.

Ela encaminhou-se para um dos bancos de espera e sentou-se com Angie.

Onde será que ele estava?

Provavelmente fora à casa da Bruxa, afinal ela passara a noite em seu apartamento, deveria querer trocar de roupa.

Mas e se eles morassem juntos? Disposta a matar sua curiosidade, Bella levantou-se e foi ao balcão.

-Desculpa incomodar novamente. Mas e a doutora Tânia, já chegou?

-Também não.

-Eles são casados não são?

-Quem são casados?

-O doutor Cullen e a Doutora Tânia...

A mulher gargalhou.

-Bem que ela gostaria. Mas nem namorada dele ela é!

Bella conteve um sorriso e voltou ao bando de espera.

-Você ouviu Angie? A bruxa não namora o papai! Acho que estamos com sorte!

A menina apenas emitiu sons desconexos.

-Sim, querida, concordo! - Bella sorriu e ficou brincando com a menina. Então ouviu passos e olhou para a porta de entrada. E seu sangue gelou nas veias.

Quem estava entrando no hospital era um policial de Forks. O mesmo responsável por achá-la, quando fugira; Bella ficou em choque por alguns momentos. Ele se encaminhou tranqüilamente até o balcão e Bella levantou-se, e saiu dali rapidamente, com um medo terrível que ele a visse.

Como pudera ser tão estúpida?

Esquecera-se totalmente de quem era!

E como ele teria descoberto de Edward?

Bella sentiu um nó no estômago.

Sentiu um gosto acre na boca. Estava perdida! E o que aconteceria com Angelina? Iria para um destes orfanatos. Edward nem sabia de sua existência. E ela estava doente;

Bella foi tomada pelo desespero frio. Como se intuindo o desespero da mãe Angie começou a chorar. Bella a embalou.

-Não chora querida. Está tudo bem. Mamãe vai dar um jeito em tudo! Eu prometo!

Mas ela buscava uma solução na sua mente. O policial ainda não saíra de lá.

Será que veio falar com Edward? E há quanto tempo isto acontecia?

E se Edward estivesse apenas esperando ela aparecer para entregá-la?

E se fosse Tânia a responsável por isto?

Não posso ir presa. O velho instinto de sobrevivência a dominou.

Fitou o rosto de sua filha.

Mas seria justo com ela? Como que, fugindo, ela conseguiria cuidar de Angie, ainda mais agora, doente?

Bella sentiu o pânico consumi-la.

Mas então lhe veio a única solução.

Acariciou de novo o rosto de sua filha.

Existia uma coisa que ela podia fazer. Seria o melhor para Angelina.

Mas não para ela. Ela fugiria de novo, mas sofreria pelo resto da vida.

Mas não poderia levar Angie consigo.

De qualquer maneira, ela perderia.

Se ficasse, seria presa e Angie iria para os braços de outro.

E se fosse embora...

Ela ficaria com o pai. Conhecia Edward. Ele era integro. Responsável.

E cuidaria bem de Angie.

Com o coração despedaçado. Bella sentou em um banco e procurou uma caneta e papel na bolsa.

Rabiscou algumas palavras e colocou junto a Angie e se preparou para a tarefa mais difícil de sua vida. Se despedir de sua filha.

-Angie... A mamãe vai ter que ir embora... – Bella começou a chorar – Mas vai ser melhor assim. Você vai gostar de viver com o Edward. Ele vai cuidar bem de você. Talvez até te dê outra mãe. Aí você vai se esquecer de mim e vai ser feliz, como tem que ser. Você vai ficar boa, por que o Edward vai fazer com que seja assim. E você vai amá-lo. Como eu o amei.

Bella levantou-se e foi até a entrada de emergência ao fundo. Viu uma enfermeira passando e a chamou.

-Por favor. Você conhece o doutor Edward?

A mulher sorriu.

-Claro que sim! Quem não conhece?

-Você faria um favor a mim? - Bella colocou o xale de Angie para lado e mostrou o bebê à mulher – Você pode dar a ele por favor?

A mulher arregalou os olhos.

-O que? Mas...

-É filha dele, o nome dela é Angelina... – Bella tentou segurar as lágrimas, mas era impossível – Preciso que a leve em segurança para o Edward...

-Mas... Quem é você? Você é a mãe deste bebê?

-Sim.

-E está me dizendo que ela é filha do doutor Cullen? Mas eu nunca soube que ele tivesse uma filha!

-Ele também não sabe. - Bella viu que a mulher estava custando a acreditar em toda aquela história - Você tem filhos?

-Sim, tenho 03 meninos...

-Então sabe o que estou sentindo. Olha... Eu não posso explicar, mas eu preciso ir embora, e não posso levá-la comigo. Sei que ficará melhor com Edward, além do mais, ela tem uma doença... – Bella respirou fundo tentando conter os soluços. E a mulher pareceu entender seu sofrimento.

-Tudo bem. Eu vou levar o bebê até o doutor.

-Acho que ele ainda não chegou...

-Ele chegou há uns 15 minutos. Entrou aqui pelos fundos. Ele e aquela chata da doutora Tânia!

-Então pode levá-la agora, por favor?

-Sim, eu levo. Mas não quer que eu o chame aqui...

-Não! Apenas leve Angelina até ele.

A mulher estendeu os braços e Bella hesitou por um momento.

Existia dor mais profunda do que ter que deixar um filho nos braços de um estranho? E saber que nunca mais irá tê-lo junto a si? Ela duvidava.

Beijou os cabelos da menina e fez uma prece silenciosa para que ela ficasse bem.

-Eu amo você, querida, não se esqueça nunca.

Ela passou a filha para os braços da mulher e um soluço rompeu seu peito. Os braços estavam estranhamente sem função, por não ter mais Angie aconchegada neles.

***

Edward tomou um café preto e fez uma careta. Acabara de chegar e já recebera a noticia que tinha um policial o aguardando. Ele sabia bem quem era. De nada adiantara jurar que não sabia o paradeiro de Bella. O policial a tinha investigado e chegado até ele e pensava que ele era seu cúmplice.

Bem, não mais, Edward pensou amargo.

-Pede para ele vir até meu consultório!

Uns cinco minutos depois o policial entrou.

-Bom dia doutor, desculpa atrapalhá-lo...

-Já atrapalhou, não é? Então em que posso ajudar?

-Bem, vim perguntar novamente se sabe alguma coisa de Bella Swan...

-Como eu já disse nas outras 10 vezes em que esteve aqui, eu não faço idéia!

-É meu dever averiguar...

-Eu sei. Mas já se passaram mais de um ano. Acho que já foi suficiente não?

De repente a porta se abriu de um estrondo e Edward olhou para a enfermeira.

-Alguma emergência, Beth?

A mulher olhou ressabiada para o policial.

-Pode-se dizer que sim. Preciso que o senhor venha ver uma coisa... Agora.

-Não pode esperar?

-Não.

A mulher parecia aflita.

Edward levantou-se seguido do policial e deram-se as mãos.

-Como pode ver, estou ocupado...

-Tudo bem. Obrigado pela cooperação!

Os dois saíram juntos da sala e o homem seguiu para o elevador.

-Qual a emergência, Beth?

A mulher parecia ressabiada.

-Na verdade não é uma emergência... – falou com cuidado.

-E o que é então? - Edward perguntou impaciente.

-Acho melhor o senhor ver com os próprios olhos.

Edward acompanhou a mulher até a ante-sala da enfermaria, onde um bando de enfermeiros e funcionários se amontoava em volta de alguma coisa.

Quando o viram se aproximando, se afastaram rapidamente e Edward pode ver o que eles estavam olhando. Uma das enfermeiras, Melany, segurava um bebê.

Quando o viu, ela sorriu. Quem era aquele bebê? E porque estava todo mundo olhando para ele?

-Algum problema, aqui? O bebê está bem? Se está doente deveria estar na pediatria!

-Doutor Edward, ele não é um paciente. E na verdade é ela. Seu nome é Angelina. - a mulher pareceu escolher as palavras - Eu estava lá fora na emergência há uns 20 minutos e uma moça se aproximou e me mandou entregá-la ao senhor.

-O que? - Edward franziu o cenho, estranhado aquela história.

-Ela disse... Que era sua filha.

Edward demorou alguns segundos para registrar aquelas palavras. Absurdas, por sinal.

-Eu não tenho filha!

-Ela disse que você não sabia.

Edward foi tomado por uma terrível suspeita.

-Qual era o nome da moça? – perguntou com a respiração presa na garganta.

-Bella.

Edward sentiu o chão lhe faltar.

Era ridículo. Era absurdo. Era insano.

Ou não?

Por segundos aterrorizantes, ele tentou achar alguma coisa plausível naquela história.

E registrou uma parte.

Bella estivera ali.

-Você disse que ela esteve aqui há 20 minutos?

-Sim, eu perguntei se não queria que eu o chamasse, ela disse que não e...

Mas Edward não estava mais ouvindo, ele desceu as escadas rapidamente.

Se Bella estava ali. Ele queria estar cara a cara com ela. E tirar aquela história absurda de filha a limpo.

-Hei, você viu uma moça, de uns 20 anos, cabelos castanhos cumpridos... - perguntou na recepção.

-A Bella? - a moça perguntou.

-Sim!

-Ela já saiu, estava com um bebê no colo, acho que cansou de esperar!

-Ela pediu para falar comigo? - Edward perguntou incrédulo.

-Sim, e ficou esperando você chegar. Mas aí de repente, ela desapareceu, pensando bem, foi bem na hora que aquele policial chegou...

Então estava explicado. Ela viera ali, sabe Deus por que, disposta a falar com ele. Mas vira o policial e fugira.

Mas antes, deixou um bebê com a enfermeira.

Desesperado, Edward saiu para o pátio do hospital. Mas se ela estivera ali, tinha desaparecido feito fumaça. Frustrado, ele voltou ao seu andar. Pois agora tinha um problema maior para resolver. O tal bebê.

Quando chegou no 2º andar, a situação ainda era a mesma. Todo mundo em volta do bebê. Mas agora ele passava de mão em mão; Edward tentou manter a calma.

-O que mais ela falou? - perguntou friamente à enfermeira com quem Bella estivera.

-Não muito. Me pareceu muito abalada e triste. Disse que tinha que ir, e não podia levar a menina e que eu a desse a você. Foi só isto.

Edward levou a mão à têmpora, tentando assimilar tudo aquilo.

-Mas eu fui verificar a roupinha e encontrei isto - a moça lhe estendeu um papel dobrado.

Edward o abriu com as mãos trêmulas.

Reconhecer a letra foi como uma facada no peito.

Afastou-se até a janela, para ler em privacidade.

Edward

Sinto muito por estar descobrindo sobre Angelina assim. Mas eu não tinha a quem recorrer. Descobri que estava grávida depois que partiu, e antes que desconfie, ela é sua filha, isto eu, e qualquer exame de DNA que pense em fazer, podemos garantir. Nunca pensei em contar a você sobre ela, afinal, a maneira como nos separamos não foi amigável. Cuidei da minha filha sozinha até agora e continuaria assim, se não descobrisse que ela tem uma doença séria. Na sua bolsa tem os exames e poderá verificar você mesmo. Assim, viajei até aqui, pois não tinha a quem pedir ajuda. E gostaria de estar cara a cara quando contasse sobre ela, mas a presença da polícia mudou meus planos. Não posso arriscar ser pega, por isto fugi. Por favor, cuide de Angelina e a ame. É só o que eu peço.

Bella

Edward amassou o papel impotente, frustrado, furioso.

Como Bella pudera fazer aquilo com ele?

Como jogar aquela bomba assim, do nada. Depois de tudo o que aprontara?

-Não quer segurá-la?

Edward olhou para o lado e viu a enfermeira com o pequeno embrulho no colo e antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, o embrulho foi posto em suas mãos; ele a segurou desajeitado e olhou para o bebê.

A bebê, corrigiu-se.

Ela era bem branquinha e tinha cabelos cor de areia. Os olhos castanhos iguais aos de Bella focalizaram nele e ali ficaram. O encarava com silenciosa curiosidade. Então ela sorriu para ele e Edward sentiu algo estranho movendo-se dentro dele.

-O que vai fazer doutor Edward? – a enfermeira perguntou.

-Eu não sei... Eu não sei...

E realmente ele não sabia.

Apenas deixou-se ficar ali encarando aquele rostinho, sentindo seu cheiro de bebê. Tocou com os dedos trêmulos o seu rosto e sem querer sorriu. Ela era adorável. Com um gritinho a menina pegou seu dedo e levou a boca e Edward percebeu que naquele momento Angelina roubara seu coração.

-O que tinha na carta? – a enfermeira perguntou.

Edward respirou fundo e desviou a atenção do pequeno ser.

-Dizia que ela é minha filha e que posso fazer teste de DNA para comprovar e...

-O senhor acha mesmo necessário? Quer dizer, não sei qual era o seu relacionamento com ela e nem quem é ela, mas... Me pareceu muito sincera ao dizer que era sua filha.

Poderia dizer à enfermeira que terminara o relacionamento quando descobrira que a mãe dela dormia com outro cara. Olhou para a menina de novo. Era tão branquinha. Se não fosse sua, com certeza não era filha do tal Jacob.

Mas o problema era que de alguma maneira Edward intuía que Angelina era mesmo sua filha. Se Bella arriscara a pescoço voltando para o EUA para entregar a criança a ele...

Edward achava que Angelina era sua filha. Na verdade, tinha praticamente certeza.

-Só isto tinha na carta? - a moça insistiu.

Edward a encarou.

- Não, ela disse algo sobre uma doença grave... Meu Deus! - Só então ele deu-se conta do risco. – Segure-a pra mim! – passou Angelina para os braços da enfermeira.

-Onde está a bolsa com suas coisas?

-Aí no balcão!

Edward localizou a bolsa rosa e procurou os exames de que Bella falara e achou um envelope em meio a roupinhas de bebê.

Leu os exames detalhadamente e sentiu o coração gelar.

-O que foi? - a enfermeira perguntou.

-Ela tem um problema congênito no coração!

Como aquele ser tão indefeso poderia ter uma doença séria daquelas? E neste momento Edward sentiu as primeiras preocupações paternas. Não poderia permitir que ela sofresse.

Pegou a menina do colo da enfermeira e seguiu até o elevador.

-Vou levá-la até a cardiologia! Bipe o pediatra de plantão!

Edward entrou no elevador e fitou a filha.

-Não se preocupe querida, vai dar tudo certo.

Continua...

E mais uma vez a Bella tem que se separar de quem ama... O que acharam do capítulo de hoje? Deixem suas opiniões nos comentários, por favor! Beijos e até amanhã.

7 comments :

  1. Ah! Não podia ter parado assim! Quero mais! Capitulo mt bom! :D

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  2. Estou adorando a fanfic, pode ter certeza q está ótima

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  3. esperando pelo proximo

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  4. lindo!!!!! amei chorando so um pouco né!!!adorei beijusculo

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  5. To chorando muito!!
    Mas a Bella tinha que fugir?

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  6. LENDO QUASE UM ANO DEPOIS....QUERIA DIZER Q ESTOU AMANDO A FIC!!!

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  7. Chooooooooorei agoora! Amando a Fic!

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