ATADA A ELE - CAPITULO 2

Atada a Ele

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 2 - Caindo a ficha.

Permanecemos nos encarando por alguns segundos.
Edward: tem alguma câmera escondida por aqui, não é mesmo? – eu sequer conseguia acreditar que ele tinha dito isso. Pisquei algumas vezes, ainda o olhando. – isso é brincadeira! Uma brincadeira de MUITO mau gosto! O meu pai não pode estar falando sério... – eu não dizia nada por que... Era impossível dizer. Ele apenas me encarava, e em certo momento, sua expressão tornou-se séria. – droga, não tem câmera... Não é brincadeira! – escondeu seu rosto entre as mãos, e ficou mais cinco minutos mirando o chão. – você não vai dizer nada?


Abaixei o olhar. Eu queria chorar.


Edward: Ok... Vai ser um monologo. – concluiu, enquanto as lágrimas começaram a deslizar pelo meu rosto - o que vou fazer...? – desta vez, Edward falava consigo mesmo, mais eu o ouvia. – mamãe... É. – olhei pra ele por um momento, e vi que apanhava o celular.


Ótimo, o bebê iria recorrer à mamãe.


Esme: Edward? – ele estava perto o suficiente pra eu poder ouvir parte das respostas que ela o dava. – querido...  – depois disso, ele se pós de pé e começou a andar de um lado pro outro.


Eu continuei ali, sem saber e sem ter idéia do que pensar.


Edward: levar ela pra minha casa? – a voz soou mais alta – onde eu vou enfiar uma adolescente grávida, mãe?


Neste momento, meu coração disparou. GrávidaMorrer! Coloquei-me de pé num impulso, e sai dali correndo sem que Edward me visse de inicio. Meu destino? A frente do primeiro carro que passasse na rua. A morte.


Abri a porta da lanchonete e ouvi os sininhos de anuncio tocando quando se fecharam; a chuva me ensopou em dois segundos, mais não tive tempo pra pensar. Corri em direção à rua, mais antes de chegar ao meu destino... Mãos fortes e ágeis me puxaram para a calçada novamente... Onde cai em braços quentes e molhados.



EDWARD POV



Edward: você é louca?


Olhos frios, vazios... Mais que brilhavam intensamente, como jamais vi. De repente uma sensação estranha. Porque ela me causava aquele efeito?


Nada me disse, apenas sentia seu corpo tremer nos meus braços. A chuva pingava em nossos corpos, fazendo com que meus ossos se tornassem lascas de neve a cada segundo gelado. A peguei em meu colo, colando seu corpo contra o meu, de modo que ela não ficasse tão exposta a chuva devastadora.


Depois de me esmurrar uns segundos em chorar alto demais, parou quieta, tremendo... Senti-me em êxtase! Ela tinha que me obedecer agora. Corri até o carro, esquecendo até mesmo de pagar a conta da lanchonete.


Isso não importava!


Quando avistei meu conversível vermelho ao longe, aumentei o passo e abri a porta fazendo com que as pernas dela descessem ao lado quando tive que usar a mão. A acomodei no banco, e travei a porta para dar a volta.


Uma vez sentado no banco do motorista, mirei-a. Encolhida, recuada... Com o rosto grudado as mãos. A água escorria por seu corpo, assim como pelo meu... Eu sentia um devastador frio... E pela primeira vez pensei em alguém que não fosse em mim.


Virei-me para o banco traseiro e apanhei minha jaqueta de couro. Era grande o suficiente para cobrir aquele pequeno corpo.


Ela não olhava para mim... Tremia muito. Estendi a blusa sobre seu corpo molhado... Poderia não resolver muito... Ela olhou para minha mão que se movia sobre seu corpo para estender corretamente a blusa, e executou uma ação estranha...


Quando pensei que fosse jogar a blusa na minha cara, Bella ergueu sua blusa exibindo sua barriga levemente volumosa. Com as mãos tremendo, tirou com a pele o excesso de água contido sobre a superfície de seu ventre, e quando estava razoavelmente seco, enrolou a minha jaqueta em volta de sua cintura, de modo que aquecesse aquele lugar em especial.


Como médico, eu sabia que isso não iria adiantar muito. Mais dizer isso a ela naquele momento me pareceu à coisa mais errada a se fazer.

Ela era apenas uma criança querendo proteger como podia a sua criança.

Eu não sabia o que podia fazer por ela e o que ia fazer com ela.

Fui para casa o mais rápido que pude apesar de meu condomínio ser bem afastado das proximidades da cafeteria. Ela continuou na mesma posição, e eu tentando nem prestar a atenção nela. Minutos depois, quando meu carro entrava no condomínio e estacionava na minha vaga de sempre, olhei para a garota e a vi dormindo.

Edward: ótimo... – murmurei pra mim mesmo. Estiquei a mão em direção a ela... Eu pretendi acordá-la. Quando minha palma estava a centímetros de seu rosto, ela se movimentou e pousou o rosto longe de mim. Recolhi a mão, suspirando.

Dormindo ela era... Serena. Dava-me paz vê-la assim... Pensei na hipótese de deixá-la no carro dormindo, e mais tarde vir buscá-la... Mas estava molhada. Se por mais tempo permanecesse nesse estado, poderia ficar doente.

Sai do carro, e dei a volta sem a mínima pressa em direção a porta de carona. Abri a porta daquele lado, e com cuidado, passei a garota para o meu colo.

Ela ainda dormia profundamente. A diferença é que quando chutei a porta, ao invés de acordar, se grudou mais a mim, agarrando meu pescoço e afundando o rosto em meu peito. Ergui o olhar para o céu, e suspirei.

Tinha que dar tudo certo!

Virei-me em direção ao elevador. A caminhada até ele nunca fora tão longa em cinco anos que eu residia ali. A porta de vidro se abriu, e eu entrei com dificuldade no cubículo. Não teria sido possível se o meu vizinho de baixo não estivesse me dado uma força.

Eu me esforçava para apertar o botão 34 do meu andar, quando ele o fez por mim. Ergui um pouco mais Bella em meu colo. Ela parecia esquentar de repente.

Marcos: está mesmo com sono, ela... – falou ao meu lado, enquanto o elevador subia lentamente pela chuva.

Edward: ela passou por dias difíceis.  – completei.

Marcos: é... Eu li que a gravidez da sono. – às vezes eu me esquecia de que ela estava grávida. Espiei-a por um instante, e vi a pequena saliência em seu ventre. Assenti – é sua irmã?

Edward: não... – às vezes eu me esquecia também que era tão jovem. Uma menininha. Uma adolescente.

Marcos: Ah... Entendi. Eu não sabia que você ia ter um filho... Meus parabéns... – foi impressão, ou ele se afastou de mim? Não respondi. Ele tinha acabado de chegar ao seu andar. – até, Edward. – e saiu.

Pigarreei, e voltei a prestar a atenção na menina que dormia em meu colo. Ela ainda dormia... Deveria estar mesmo exausta.

O elevador se abriu para mim, e sai de dentro do cubículo de vidro. O andar todo era meu... Nem tive de me preocupar. Abri à primeira porta, que dava acesso a sala.

Estava tudo muito calmo ali... Eu não conseguia ouvir nada. Avistei o sofá, e pensei que talvez não fosse uma boa idéia colocá-la ali. Mesmo estando mais quente, Bella parecia adoentada. Observei as escadas... Estava tudo apagado. Até que...

Laís: Edward, querido é você? – a voz vinha acompanhada de risos na escada.

Droga, as garotas!

Virei-me em direção a voz, e vi Laís, Brenda e Jéssica me olhando pasmas. As três usavam sinta-liga, fantasias estranhas... E eróticas.

Brenda: meu Deus, o que houve? – ela deu um grito, e eu rodei os olhos e com as mãos presas pela menina que eu segurava, tentei fazer sinal para ela se calar. – você roubou uma menina?

As três se aproximaram aos sussurros.

Jéssica: não, sua burra, ele engravidou a menina! – ela estudava o rosto adormecido e tranqüilo de Bella.

Laís: droga Edward! Você é mesmo um tarado... Ela é só uma criança... Pobrezinha! – ela tocou nos cabelos de Bella.

Edward: Hei, suas malucas! – falei sussurrando – tirem as mãos dela. – elas me olharam fazendo biquinho. – eu não engravidei ninguém, ela já veio assim. Por favor, não façam barulho... Não quero que ela acorde! – minha voz soou como um choramingo.

Brenda: ela é sua namorada? – perguntou incrédula. – você não a trouxe pra “brincar” com agente, né? Eu não vou participar disso, é pedofilia! – Brenda arregalou os olhos e se afastou de nós.

Jéssica: é claro que não, Brenda... Ele é doido mais nem tanto! Ela tem quantos anos? Catorze?  – eu não tinha pensando nisso... Quantos anos será que ela tinha?

Edward: É lógico que eu não. Mas... Tá bom... Eu preciso de ajuda! – as três ergueram o olhar para mim. As empregadas estavam de folga, é claro! Eu tinha me esquecido... Se elas fossem embora, quem iria ajudar a menina a se vestir? – Brenda, você é médica! Podia por favor, vestir essa garota?

Brenda: Ah, claro... – ela estudava Bella... – nossa, ela precisa de um banho ou vai ficar muito doente! – suas mãos tocaram a testa da menina, e o pescoço. – ela está muito fria... Vai pegar um resfriado com certeza! Ainda mas nestas condições...

Laís: Edward, como é que você a deixou sair na chuva grávida desse jeito?

Jéssica: que tipo de pai você vai ser?

Edward: o filho não é meu! – falei entre dentes – nem essa garota! – olhei para Brenda – vai me ajudar, gostosa?

Brenda: claro... Leva ela pro quarto... – fez sinal, indicando a escada. Subi, com as três atrás de mim, e depositei a menina numa cama do quarto de hospedes. – põe ela na cama, e sai! Ou você vai ficar aqui vendo a menina peladinha? – tentei dizer algo, mas as outras duas me empurraram para fora no momento seguinte. – Há, e me trás uma camiseta sua, porque não a vi com nenhuma mala!

Edward: Droga! – praguejei do lado de fora. Fui até meu quarto e apanhei uma blusa de botões e branca... Bem básica. Juntamente com cobertores. Voltei até lá, e bati na porta sonoramente.

Laís abriu uma fresta e apanhou tudo com cara de poucos amigos.

Desci para sala, e uma hora depois, as três voltavam já vestidas com suas roupas normais.

Jessica: nós já vamos... – falou indo até mim e me dando um beijo na bochecha.

Edward: Ok garotas... Obrigado por tudo. – suspirei. – desculpe por ter interrompido a nossa festinha.

Laís: fica pra outra hora... Se bem que tenho quase certeza de que com um bebê a bordo você não vai mais dar festinhas assim na tua casa. – ela sorriu.

Edward: o bebê não é m... – fui interrompido por Brenda.

Brenda: ela não está bem. – falou calma – acordou quando estávamos lá, mais não disse nada. Deve ser muda. A convencemos a tomar um banho, ela aceitou... A pobrezinha está tão fraca, Edward. Mal conseguiu andar... Meu lado ginecologista falou mais alto... Eu disse que ela deveria ir ao médico! Leve ela na clinica amanhã... – ela pousou uma mão em meu ombro – na hora em que ela chegar, eu a atenderei. Quero fazer um ultra-som para ver se está tudo ok com o bebê e uns exames a mais. Ela está perdida... Onde foi que a achou?

Edward: é uma longa história, Brenda. Mas mesmo assim, agradeço a você demais pelo que fez por ela. Amanhã eu a levo sim... Pode deixar!

Brenda: Ok... – ela depositou um beijo em minha bochecha – fique bem, e cuide dela. Ela só tem você agora...

Edward: Tchau meninas... – as três saíram me deixando sozinho com a menina.

Ela só tem a mim agora. 



A festinha foi interrompida mas pelo menos as garotas tinham bom coração e ajudaram a Bella, não é mesmo? Será que Edward já se deu conta da responsabilidade que tem nas mãos??? Até amanhã pessoal! 

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