ATADA A ELE - CAPITULO 8

Atada a Ele

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 8 - Paranoico. 

Eu estava cambaleando de alegria e sono. Quando Edward abriu a porta do carro para eu ficar de pé no estacionamento do nosso prédio, firmei os pés no chão, mais fui incapaz de me manter ereta.

O meu pé latejava de dor por causa do peso da barriga (que não era grande, mas eu era pequena), e o sono me fazia quase desmaiar. Eu ficava tão instável com a gravidez!

Edward: Shh... – murmurou no meu ouvido – vêm cá comigo, eu te ajudo. – o braço de Edward se prendeu nas minhas pernas, enquanto o outro me amparava nas costas. Ele tinha me pego no colo, e a sensação não podia ser melhor.

Estava tão bom ali com ele... Afundei o meu rosto no seu pescoço, e senti como ele estava molhado pela chuva que tomamos brevemente. Eu não queria que ele ficasse resfriado... Eu o queria bem. Será que eu estava muito pesada?

Olhei para o seu rosto e vi como a expressão dele era esquisita. Não parecia sofrer com o meu peso, mas sim com... Com... A proximidade, talvez. Mais uma vez estava escuro, e quase morri de medo quando entramos no elevador. Eu não suportava altura, e era muito, muito alto! O vidro me permitia enxergar a cidade toda, e quando observei as luzes piscando através da chuva, senti o meu estomago já irritado se contorcer e a minha cabeça girar como numa montanha russa.

Eu tentava conter a vontade de vomitar... Acho que ele percebeu como eu estava mal.

Edward: Bella, você está bem? – perguntou num sussurro, perto do meu ouvido. Eu neguei, fiz não muito forte com a cabeça – Ah meu Deus, o que você tem, pequenininha? – o elevador parecia não subir nunca, e droga! Eu não queria vomitar encima dele... Comecei a empurrá-lo, querendo firmar o meu pé no chão.

Ele me largou aos poucos, porém continuou me abraçando por trás para se certificar de que eu não iria cair e me machucar.

Edward: calma, calma... – falou levemente ao meu ouvido – chegamos pronto! – ele me guiou até a porta, e quando ele a abriu corri pro banheiro mais próximo que eu sabia ser o perto da cozinha. Entrei, e me joguei perto do vaso sanitário.

O vomito veio em jorros nojentos pela minha garganta. Parecia que quem estava o empurrando era o bebê!

Demorei uns quatro ou cinco minutos apenas vomitando tudo o que eu tinha comido, quando vi que Edward estava parado na porta. Ele não estava de frente para mim, estava de costas, mais estava ali.

Eu agradeci mentalmente por isso, já que não queria que ele me visse assim. Dei a descarga e fiquei de pé. Quando ele me viu, me estendeu uma escova de dente, e sorriu. Eu retribuí, e me virei para a pia. Higienizei a boca, e quando estava respirando melhor, sem aquela sensação de arranchamento na garganta, sai do banheiro e o vi lá fora, sentado na escada ao lado.

Edward: melhor? – perguntou olhando para baixo para mirar bem nos meus olhos. Eu assenti, e grudei os meus braços em volta da cintura dele, o abraçando. Ele me retribuiu, me envolvendo com os dele. – Bella, vamos pra cama? – ele se deteve por uns instantes - Quer dizer... Você vai pra sua e eu pra minha... Mas espera... Eu vou tomar um banho.

As bochechas dele se avermelharam, eu sorri. Fiquei na ponta do pé e lhe dei um beijo na bochecha de boa noite. Eu queria dizer o quanto estava feliz por ele ter me pegado de volta, mas não estava pronta pra falar... Subi as escadas correndo em direção ao meu quarto, e entrei, fechando a porta, mas não com a chave.


Edward Pov


Emmett: puta que pariu, agora é nove e meia, Edward! Eu quero dormir, filha da puta!

Edward: eu trouxa ela pra casa, cara... E agora?

O quarto parecia pequeno para minha ansiedade. Eu estava com uma toalha enrolada na cintura depois do banho, falando com Emmett ao telefone vendo a chuva cair pela parede de vidro.

Emmett: sério? Bom, isso é bom... Agora seja homem e cuida de sua “irmã menor”, sacou?- ele suspirou de sono – Edward, na moral, eu to morrendo de sono... Olha amanhã eu e você conversamos no trabalho, beleza? Tchau.

Ele desligou.

Eu não tinha mais nada pra fazer naquele dia que não fosse me deitar e aproveitar a noite de sono estranha e devastadora que eu teria.

Uma mulher jamais mexera comigo dessa forma... Quem dirá uma menina? Eu tentava entender o porquê, e talvez eu soubesse a resposta. Eu a via como uma irmã, e estava comovido pelo fato dela estar grávida e eu não poder ter um filho. Era isso. Somente isso. E sempre seria isso.


O barulho do relógio chiando ao meu lado me encheu a paciência. Arremessei uma almofada na direção dele, e apenas o ruído de algo se espatifando no chão foi ouvido em seguida.

Edward: droga... – murmurei com a cara escorada no travesseiro. Eu tinha remarcado todas as minhas consultas de ontem pra hoje, e estava lotado de trabalho. Eu tinha que estar na clínica às sete.

Fiquei de pé, e joguei o travesseiro por cima do relógio espatifado. Caminhei até o banheiro, e me olhei no espelho antes de começar a me arrumar.

Eu estava péssimo! Havia olheiras arroxeadas embaixo dos meus olhos, e eu sentia o meu corpo todo doente. Eu iria ficar gripado, com certeza! Apenas o ato de jogar água no rosto me fez tremer de frio.

Resolvi tomar um banho muito quente, e quando sai me agasalhei muito e apanhei a pasta de trabalho.

Desci as escadas e vi Ana terminando de colocar a mesa do café para mim.

Ana: Bom dia, senhor! – sua voz era mais contente do que eu preveria que fosse, e ela sorria para mim.

Edward: Bom dia, Ana... – respondi me acomodando na cadeira de cabeceira. Servi um copo de suco de laranja enquanto olhava pela janela da sacada fechada apenas no vidro. Estava frio lá fora. Nada muito típico do verão.

Ana: deseja mais alguma coisa, senhor? – notei que ela terminara de fartar a mesa de comida.

Edward: sim... Troque o despertador do meu quarto. – paralisei um pouco e voltei a falar - Escuta, é sobre a Bella. – ela assentiu normalmente, pronta para me ouvir enquanto eu cortava um pedaço de bolo de laranja – quero que a deixe dormir o tempo que quiser. Não perturbe, ela precisa descansar. – Ana assentiu – E sobre o cardápio dela... Mantenha apenas comida saudável, mais pelo amor de Deus, não me dá um prato de legumes pra ela comer, Ana. O que quero dizer é... Nada de refrigerante, frituras muito exageradas e comida pesada. – seus olhos continuavam em mim como se registrasse minhas informações no cérebro. - não deixe fazer nada que corresponda a limpeza e essas coisas. Eu a quero livre pra fazer o que não teve tempo de fazer esse tempo todo em que sofreu tanto... – agora eu falava mastigando o bolo – bom, se ela quiser sair pra ir a algum lugar, peça pra me ligar. E se eu liberar, larga tudo o que está fazendo e vai com ela, seja onde for até mesmo ao bar da esquina, e gaste com ela o tanto que for preciso. Você sabe onde pegar dinheiro, não sabe? – ela assentiu. – Ok. Bom, é isso. Eu sei que é muito, mas ela precisa de cuidados especiais, você entende não é? Eu quero fazer o que ninguém nunca fez por ela nesse tempo difícil.

Ana: é muito bonito da sua parte, senhor. – respondeu meio comovida. Franzi a testa – a menina é mesmo uma coitadinha... Tem um ótimo coração e pelo único dia que passei ao lado dela, notei que ela gosta muito do bebê que vai ter. – apanhei um guardanapo pra encerrar o meu café, quando a pergunta dela me fez se engasgar. – se tivesse me dito antes que o senhor iria ter um filho eu teria já me preparado melhor para essas condições. Eu nunca tive um... Sinto muito não ter tanta experiência!

Edward: não é meu filho, Ana. – fiquei de pé depois de tomar um longo gole de suco – e agora... Tenho que ir. Pode se retirar.

Ana: O senhor deve gostar mesmo dela, então... – murmurou. – não vai se despedir dela?

Edward: não, Ana. E qualquer coisa me ligue. Qualquer coisa que ela sentir de diferente! – insisti – agora saia!

Ela deixou a sala rapidamente enquanto eu caminhava em direção a porta de saída para o elevador. Usei a voz para abrir a porta, e quando a maçaneta se destravou, eu senti como se algo me jogasse para dentro. Ok, quando me dei por mim, estava subindo as escadas em direção ao quarto dela.

Abri a porta vagamente, e na ponta dos pés entrei.

Agarrada a um travesseiro e deitada sobre outro ela dormia. Tranqüila, serena. De lado, é claro, era como se incomodasse. Caminhei até a cama dela, e parei ao lado. Esbarrei em algo, e vi que era sua sandália. Fez um eco absurdo.

Aos poucos ela abriu os olhos, e me mirou ali, parado ao lado da cama dela. Empurrou-se para cima e se sentou ainda me olhando.

Edward: Bom dia! – falei nervoso – desculpa, eu não queria te acordar, desculpa! – me lamentei, e ela acenou com a mão num gesto dizendo “não importa”- eu só passei pra falar tchau. Vou trabalhar, e volto tarde hoje. – me mostrou o polegar direito erguido em “Ok”, com um lento sorriso nos lábios – qualquer coisa, qualquer que seja que precisar, não hesite em me ligar! O numero está aqui... – enfiei a mão no bolso e tirei o meu cartão de números – a qualquer hora, seja o que for. Entendeu? – ela assentiu – Ok... Hum... Bom, tchau. – chacoalhei a mão para ela, e ela para mim.

Sai sem olhar para trás, fechando a porta, tentando me livrar o feitiço dessa menina.

Minutos depois eu entrava pela porta da clínica e via Emmett sentado na minha mesa ao entrar na minha sala.

Edward: porra, o que você está fazendo aqui? Tenho paciente às sete e meia! – olhei no relógio, e eram sete ainda.

Emmett: vai pro inferno, Edward. – deu de ombros, e me olhou – você me acorda duas vezes na noite passada e fica reclamando quando eu venho falar contigo?

Edward: eram sete horas, idiota! – joguei a pasta encima da mesa, e comecei a ajeitar os materiais e a maca que estava um tanto desarrumada. – e ai, o que me conta de bom, inútil?

Emmett: Ué, pensei que tinha sido você o enfeitiçado, rapaz! – ele rodava na cadeira giratória – “o que eu faço cara?” “Eu não sei ser bom pra ela!” – imitou a minha voz – Pô, ainda acho que aquilo era brincadeira. Se tava me tirando, né?

Edward: deixa de ser ridículo. – ironizei – não quero falar da Bella agora. Eu estou preocupado, ela tomou chuva duas vezes em dois dias, e isso não é bom pra ela... Ela é meio teimosa e orgulhosa, pode querer se meter nas coisas da Ana, eu tenho medo de que ela se machuque... – desandei a falar, e quanto terminei, ele me olhava pasmo, como se eu fosse um tipo de espécie rara. – que foi?

Emmett: quem é você, e o que fez com Edward Cullen? – disse ficando de pé, e indo até mim – cara, esse não é você! É uma mãe paranóica, porque nem marido preocupado é desse jeito, mano... Edward, você está mal. – ele pousou suas mãos nos meus ombros.

Edward: estou? – questionei.

Emmett: está! – ele chacoalhou cabeça - Cara... Você tá paranóico com essa menina! Ela te enfeitiçou mesmo, deve ser macumba das bravas! Você saiu de cafetão aputa da noite pro dia, Edward! 

Edward: sério? – eu sabia que tinha algo errado. Apenas não sabia que podia serr uim. – e o que devo fazer?

Emmett: liga pro Jasper... Vamos sair. Vamos te trazer de volta essa noite!


Trazer o antigo Edward de volta???/ Nããããããããããoooooooo!!!! kkk
Quem aí quer que o Edward desajuizado volte? Aposto que ninguém quer!!! :P
Até amanhã às 18 horas, pessoal!

PS; Não se esqueçam de comentar, não leva 3 minutos e deixa a autora e euzinha felizes da vida!!!

2 comments :

  1. Muito boa essa fic to amando você é muito talentosa , parabéns!

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  2. Está ficando muito boa ......

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