FANFIC ATADA A ELE - CAPITULO 24

Atada a Ele

ATADA A ELE - IZABELLA MANCINI. 

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 24 - AS TRAGEDIAS


"So if I haven't yet, I've gotta let you know... "
"Meu pai não esperou a festa terminar. Bem que tentou, mas não conseguiu... Levou-me pra fora, e me deu a pior noticia da minha vida: minha mãe, irmã e tias estavam mortas! O avião tinha explodido no ar e não havia chance alguma de haver sobrevivente. Pode imaginar como eu me senti?”
Edward: Bella... – suspirou, me olhando com certa cautela.
“Cala boca, me deixa terminar!” – eu ri, me sentindo meio mal – “Resumidamente, tive que continuar vivendo sabendo que minha irmã, minhas tias e minha mãe estavam mortas por minha causa. Foi como a morte para mim... Pensei inúmeras vezes em morrer... Pensei que desejava mais do que tudo estar no avião e ter morrido com elas do que estar viva e ter que agüentar tudo o que eu estava agüentando. O sofrimento que doía em mim mais do que qualquer coisa que eu já tenha sentindo. Meu pai entrou em depressão e bem, nem no fato de eu estar viva ela conseguiu se agarrar pra tentar melhorar. Sai da escola por oito meses, estudando em casa... Entrei em depressão mal podendo encarar a psicóloga, única na qual eu visitava. Passei por vários tratamentos e meu pai ‘voltou’ antes que eu. Fora ai que ele começou a me ajudar de verdade. Fazendo-me entender que tínhamos que seguir a vida juntos... Ok, eu podia tentar, porém o fato que mais me doía era não ter o corpo delas ali pra me despedir. Não encontraram ninguém. Todos explodiram. Minha família tinha explodido no ar e desaparecido. Nove meses depois decidi voltar à escola. No meu aniversário faria um ano da morte delas, e eu não queria continuar uma depressiva maluca, falado com portas e travesseiros. Não iria adiantar! Com muita dedicação, voltei pra escola e o primeiro a me oferecer apoio foi o Josef. O cara de verdade, foi muito bom comigo. Três dias depois me confessou que estava apaixonado por mim... Essa era à hora de me dizer isso? Eu estava péssima! Mesmo estando com a máscara de ‘tá tudo bem’ no rosto, não houve sequer uma noite em que eu não chorasse abraçada com a foto de uma delas no peito, me lamentando por viver. Tentei me matar quatro vezes. Na primeira tomei uma caixa de remédio de pressão quase inteira. Infelizmente, me salvei. A única coisa que aconteceu foi que não consegui me mover por três dias, e fiquei trancada no quarto só fazendo xixi sem controle durante o tempo em que não me movia. Na segunda pulei num lago coberto de gelo no inverno esperando morrer congelada. Um cara que passava na rua me salvou. Na terceira apenas tapei a respiração e me recusei a respirar, enfiando a cara num balde de água.. Foi à pior de todas confesso, e menos criativa... Entrei em pânico e o inspetor da escola me tirou de lá me dando uns tabefes na cara pra eu respirar, acredite, fiz isso na escola. E a ultima... Foi a que quase de verdade, morri. Estava no banho, e então peguei a gilete e enfiei nos meus pulsos. Convencional, mais funciona. Desmaiei depois de cinco minutos vendo sangue jorrar dos meus pulsos, e acordei no hospital com meu pai chorando ao meu lado. Foi ai que cai em mim. Ele só tinha a mim, e eu só tinha a ele. Não podíamos causar mais sofrimento um no outro, ou travar uma guerra de quem morre primeiro. Decidimos entrar em acordo. A vida voltou ao normal, e então... Veio o baile da formatura da galera do terceiro ano. Quando olho pra trás tenho cada vez mais certeza que o meu maior erro foi ter pensado que não poderia piorar...” – olhei nos olhos de Edward e o vi tenso.
Edward: esse garotinho ai... O tal do Josef... Foi ele quem te estuprou? – perguntou tentando ficar calmo. Em vão.
“Antes fosse. Pelo menos eu gostava um pouco dele. Mas fora exatamente ele o causador de tudo. Josef me convidou pro baile dos formandos, e eu pra descontrair aceitei. Desde minha festa de aniversário eu não saia de casa pra nada além de ir à médica, escola ou tentar me matar. Fui. O maior erro da minha vida. Cheguei lá e percebi logo de cara que o ambiente não era dos melhores... Estava cheio de gente, muita musica e claro, bebidas. Até drogas e sexo estava rolando e era meio que explicito, sabe? Desejei ir embora na hora, mais o Josef insistiu em ficarmos. Fingi aceitar, e liguei pro meu pai vir me buscar quando Josef foi buscar algo pra bebermos. Combinamos a hora e o local, tudo beleza, ele viria dali a meia-hora. Nesse meio tempo fiquei desesperada pelo Josef não voltar mais ele voltou. Apareceu com um sorriso deslavado no rosto me estendendo um copo de ponche. Pensei se deveria beber... Estava muito quente ali, e eu transpirava! Já conhecia o Josef a muito tempo e sabia que o cara não era tão ruim. Bebi, e assim que terminei percebi que quem vê cara não vê coração. Assim que a bebida bateu no meu estomago senti tudo revirar, minha cabeça a doer, e um sono intenso se abateu sobre mim. Eu não era tão eu assim depois daquilo. Podia ouvir todos ali, podia ver... Mas não conseguia andar direito, muito menos falar sob o efeito daquilo. Foi ai que o meu pesadelo começou. Um cara loiro de olhos escuros apareceu ali de não sei onde, fumando, bebendo, cheirando a cigarro e me pegou no colo. Ele vestia apenas preto, e então trocou um comprimento com Josef, que sumiu na multidão. Eu não conseguia me mexer! O cara saiu dali comigo e me trancou num carro estranho, dirigindo até a floresta. Ninguém achou estranho, é claro. Todos bêbados. O cara também estava bêbado demais, porém consciente dos seus atos e das atrocidades que me falava. Chegamos a uma mata fechada. Eu ainda como um vegetal, apenas vendo e ouvido. O cara não esperou mais... Começou a me falar umas coisas horrível e Asquerosas... E ali mesmo, no banco de trás do carro, começou a tirar a minha roupa. Eu não podia fazer nada! Estava drogada por sei lá Deus que substância. Não sei o que me doía mais... Se era ver aquele nojento me apertando ou a expectativa de voltar ao normal, ficar vegetativa assim pra sempre, ou morrer ao final do efeito daquela substância que corria no meu sangue. Não entendi o que estava acontecendo e porque o Josef tinha feito aquilo comigo. O cara que nem ao menos eu sabia o nome me fez coisas horríveis. Senti a maior dor física da minha vida no momento em que ele começou com aquela tortura... Ao meio de tudo eu desmaiei, mas ainda em meio à inconsciência eu podia sentir a dor de ter aquele homem no meio das minhas pernas, me invadindo o corpo de um jeito asqueroso, de um jeito que eu jamais permitira que nenhum cara fizesse. Ele tinha terminado de destruir a minha vida, a minha vaidade, a minha feminilidade, e o meu sonho de adolescente virgem que era só me entregar pra cara que eu realmente amasse. Não pude gritar, me opor, ou fazer qualquer coisa que me denunciasse para alguém ali. Ao desmaiar fui com a idéia de morrer. Depois de perder minha família quase toda, depois de descer ao inferno por todo esse tempo ainda tive que suportar ser deflorada por meio de um estupro. Pra mim não tinha mais vida! E você não sabe como eu tive certeza quando acordei no meio de uma clareira que estava morta. Pra mim aquele lugar bonito, cheio de vegetação e vazio era o céu. Eu estava sozinha ali. Não existia nada. Ninguém. Nem o sofrimento. Não. Mais uma vez eu estava errada sobre não poder ficar pior. Eu vivia, respirava ainda. Apenas me dei conta disse quando me levantei e percebi que estava sentindo uma dor horrível dentro de mim, que vinha direto do meu útero e se propagava entre as minhas pernas. Eu estava sangrando por lá, toda machucada pelo corpo, aquela que eu sentia era ainda a dor física mais apavorante da minha vida. Será que estava furada por dentro? Não parava de sangrar e só quando usei algo pra secar as minhas pernas do sangue me dei conta que estava nua. Vesti a roupa ensangüentada, e cambaleando, comecei a andar em busca do meu celular. Ele não estava ali. Andei, andei muito, andei mais no sol... E finalmente, cheguei a uma casa única em meio a tudo aquilo. Era de uma senhora. Ela me acolheu, e me ajudou. Limpou-me, me deu roupas, e me arrumou uma ligação pro meu pai. Descobri que estava na fronteira do Estado. De jeito algum eu iria dizer a ele a verdade... Dizer a ele que eu tinha sido drogada e estuprada por um cara que eu nunca vira. Meu pai chegou, e antes que eu pudesse dizer algo, a senhora logo foi se apressando a contar a ele como tinha me achado. Mandou ele me levar a um médico. Não sei se contou que eu havia sido violada, mais ele me levou exatamente pra Esme me examinar assim que chegamos a NY. Não olhou nos meus olhos a viajem toda. Chegamos a Esme e o que ela podia fazer? Confirmou pra ele o que tinha me acontecido. Fez-me muitos exames, me virou de cabeça pra baixo durante três semanas pra ter certeza que eu estava bem... Não havia doenças sexualmente transmissíveis, nem AIDS. Mas havia um trauma psicológico, pois nem eu mesma havia notado, mas já fazia três semanas que eu não pronunciava sequer uma palavra. Desde que sai da casa da tal senhora. Sem eu dizer nada, meu pai foi atrás das provas. Interrogou a escola toda com a policia, até saber o que tinha acontecido de verdade. Josef tinha confessado: naquela noite eu tinha acabado de dar um nítido fora nele, e exatamente ali ele fora cobrado por Hank, um dos caras do terceiro ano que estava pra sair da escola, por uma venda de drogas que tinha rolado há dois meses. Josef era usuário, e se não pagasse a droga, iria morrer pelas mãos do tal Hank – o estuprador – ou pelas mãos do bando todo. Ele não tinha grana, e tentando fugir da situação disse que precisava me levar pra casa. Hank me viu quando Josef me apontou, e cresceu os olhos em mim. Disse que Josef podia pagar a aposta de outro jeito... E esse jeito era descolando uma noite dele comigo. Josef tinha como dizer não? A saída encontrada por ele fora me dar uma droga pra cortar meus movimentos e fala, e me jogar nas garras daquele crápula monstruoso. E foi assim... Fui estuprada por ser idiota. Por ter pegado a bebida errada. Por ter confiado em alguém cegamente. Por ser apenas a Bellainocente. Mais uma vez, acredita que não poderia piorar... Mas novamente, eu estava enganada. Poderia e ia piorar! Meu pai optou por não me tirar da clinica de Esme e Carlisle, me deixando sobre observação constante por causa do meu trauma psicológico. Estava com medo de eu tentar se matar novamente. E deveria estar. Assim que eu tivesse chance, eu o faria! Perdi a noção do tempo naqueles dias, perdi a noção do sofrimento. Tudo que se passava na minha cabeça era aquele homem horrível me estuprando. Dois meses depois eu tinha feito dezesseis anos e nem tinha notado. Exatamente naquele dia, Esme chegou a minha frente com os olhos banhados por lágrimas no hospital, e pegou na minha mão. Naquele momento eu desenhava no meu quarto da ala psiquiátrica um retrato de uma borboleta. Chorando, ela chamou pelo meu nome e eu a olhei, apenas olhei, ainda muda, como estava há dois meses. Lembro como se fosse hoje ela olhando meu corpo docemente coberto por aquele avental hospitalar branco, e com a mão que não agarrava a minha ela indo pousá-la no meu ventre. Ela não teve coragem pra me olhar nos olhos quando me disse: ‘Bella querida... Você vai ter um bebê. Você vai ser mãe’. Nem me lembro o que pensei. Comecei a gritar e gritar! Apenas gritar, não dizendo nada. Gritar pela dor que eu estava sentindo novamente. Percebi que eu tinha nascido pra sofrer. Pensei novamente que nada poderia piorar, e agora estava convicta que não podia! O que poderia me acontecer agora? O neném vir com problemas? Não, o neném não tinha problemas, mais piorar, novamente, podia. Quando meu pai ficou sabendo que eu estava grávida, não se agüentou e foi à casa do tal do Hank tirar satisfação com ele. O mandado de prisão já tinha saído, mas ele estava foragido. Meu pai o achou, e assim brigaram, brigaram muito, e saíram no braço. Papai, por acidente, empurrou Hank com muita força e o cara se desequilibrou, caindo assim da janela de vidro do segundo andar da casa. Um dos vidros perfurou a cabeça dele, e o cara entrou em estado de coma. Nunca mais fiquei sabendo dele. Só sei que ainda está em coma, e se sair, irá pra prisão. Pouco me importa saber, porque por mim que ele apodreça no fogo do inferno! Meu pai foi condenado por agressão, mesmo que não tenha sido justo. O pai do Hank é advogado e muito rico. Ele tinha meios de fazer isso acontecer, talvez com uma verba a mais, sabe? Agora eu estava perdida.Sozinha... E grávida. Minha vontade era tirar o bebê de dentro de mim. Minha vontade era morrer! Mas Esme sempre estava ao meu lado, nunca me deixando fazer nada. Ela me disse que deixaria nascer, e se caso eu não o quisesse mesmo, ela o arrumaria um lar de adoração ou uma família. Concordei. Não queria ser responsável por uma morte de um inocente. Eu já havia sido responsável pela morte de minha mãe, irmã, e tias. Mas uma pra minha ficha? Não. Quando a prisão do meu pai de verdade saiu, fui direcionada a ficar sobre a tutela de Carlisle, o único homem de confiança do meu pai, sendo ele o melhor amigo dele desde a infância. Não tínhamos mais opção. O resto você sabe, Edward. Seu pai agiu por nossas costas e nos uniu. Quando te conheci eu tentei me matar, me jogando na frente de um carro e quase consegui, se você não tivesse me salvado. E olhando pra trás percebo que realmente, chega a um ponto que tudo pode piorar... Assim como existe o ponto de que sim, tudo por melhorar. Quando você me salvou naquele dia de morrer, você estava fazendo mais do que salvar uma podre adolescente grávida e perdida. Edward... Você tinha acabado de dar um novo sentindo pra minha vida. Você tinha acabado de me dar uma nova chance. Você tinha me feito renascer, e é por isso e por muito mais que hoje eu te amo mais do que qualquer coisa no mundo... Você confiou em mim, e agora... Sabe toda a verdade sobre Bella, a garota de dezesseis anos, grávida e desamparada que um dia entrou na sua vida obrigada por seu pai”.


TADINHA DA BELLA, GENTE!!!
É DE CORTAR O CORAÇÃO!!!

3 comments :

  1. ai meu Deus coitada que historia triste!!!

    ReplyDelete
  2. Tadinha, a menina só sofreu.. credo!! Ela precisa e merece mto amor, carinho, atenção...

    ReplyDelete