ATADA A ELE - CAPITULO 28

Atada a Ele

ATADA A ELE - IZABELLA MANCINI. 

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 28 - A VISITA

Droga, eu odiava prisões! Principalmente quando se está com a roupa do colégio e um bando de tarados fica secando as suas pernas... Comecei a tremer quando me lembrei que Edward não estava ao meu lado e justamente porque eu havia pedido que não ficasse. Isso não era algo que me agradasse... O ter longe de mim. Porém algo dentro de mim me dizia que não iria ser bem agradável essa visita ao meu pai.
Cheguei, finalmente, ao lugar da visita. Uma cadeira solitária com ele a minha frente. Como não era nenhum preso de alto risco, poderia ficar em contato comigo. Suas mãos agarraram a minha me estudando ainda de pé.
Charlie: Bella? É mesmo você? – questionou de olhos estreitos, como se não acreditasse no que visse – Nossa como você está bonita... E tão... Grávida! – seus olhos miraram a minha barrigona vários segundos como se aquilo também o surpreendesse – senta – Sentei-me com ele a minha frente, ainda segurando minhas mãos.
Bella: Parece surpreso comigo, pai – sussurrei meio tímida com os policiais ao nosso redor – estou tão diferente assim?
Charlie: Está demasiado diferente, querida... E estou surpreso, com certeza... – murmurou – não pensei que você fosse ficar com a criança – abaixei meus olhos, porém ele insistiu – fico feliz que tenha o feito, afinal essa pobre alma não tem culpa dos erros de outros.
Bella: você tem razão – concordei meio que sorrindo – e como você está?
Charlie: vivo – falou simplesmente, debochando – vivo enquanto puder. Mas não pretendo morrer tão cedo agora... Quero ver o bebê nascer – sorriu de canto – você está de quanto tempo?
Bella: seis meses e duas semanas – respondi contente por ele estar gostando da idéia de ter um neto.
Charlie: menino ou menina? Você já tem um nome? Vai ficar com ele? – as perguntas que eu sabia que ele faria vieram todas de uma vez. Suspirei fundo pra respondê-las.
Bella: é um menino – sorri, e passei a mão sobre o meu barrigão – vai se chamar Erick. E pai, eu vou sim ficar com o meu filho... Não pretendo de modo algum dá-lo pra adoção – pousei a outra mão sobre a minha barriga numa postura meio defensiva – ele é meu, e eu vou cuidar dele!
Charlie: é claro Bella, mas vai ser difícil sem... Sem um pai – deu de ombros, chateado – vai ser duro pra você. Não vai mais ter tempo pra nada ficando atrás do... Do Erick.
Bella: Ah pai, isso não me importa – o olhei – e quem te disse que o meu filho não tem pai?
Charlie: Bella, não seja ridícula – sua postura se tornou zombeteira – não vai me dizer que conta com aquele monstro que te...
Bella: não pai, é obvio que nunca! – praguejei – quero que aquele maldito morra! – desviei o olhar do dele – é só que... Que bem... Sabe o Edward? – erguei meus olhos aos poucos até colocá-los nos do meu pai – o filho do Carlisle?
Charlie: o irresponsável? – ele riu – o maluco? Não me diga que você e ele...
Bella: ele não é mais assim! – insisti, com o rosto tristonho – por favor, pai, não complica mais a minha vida! – choraminguei – eu o amo, e ele quer assumir o meu filho.
Charlie: Bella... – ele ia dizer algo, porém o interrompi.
Bella: olha pai, por favor, sermão não! Eu só quero viver a minha vida do melhor jeito possível, e só vou ser feliz ao lado do Edward – confirmei – ele me ama também, e ao meu bebê! E nesse tempo todo em que você esteve aqui quem me deu força foi ele... Quem me amparou, me ajudou, me apoiou com a minha gravidez foi ele. A todo o momento.
Charlie: você fala como se eu fosse culpado de estar preso!
Bella: e não foi?
Charlie: se eu estou aqui mocinha, é por você! Pra mostrar pra aquele idiota que te machucou que você tem quem te defenda! E não te vou falar nada sobre o Edward, Bella... – ficou de pé – você vai descobrir sozinha o que eu penso sobre você e ele... E principalmente... Sobre ele sendo o pai do meu neto!
Bella: você tem uma idéia errada sobre o Edward, pai – também fiquei de pé, o confrontando – você não sabe nada sobre ele, muito menos sobre o amor que ele tem por mim e pelo Erick! Eu vou ficar com ele, quer o senhor queira que não queira! – me preparei para sair, quando suas mãos se fecharam no meu pulso.
Charlie: você sabe tão bem quanto eu que o seu querido Edward não é tudo isso – disse irônico – eu o conheço, e com esse cara não é amor, Bella. Ele não é do tipo que se apaixona. Com certeza ele só quer o Erick... Deve ser por isso mesmo, já que ele não pode ter filhos.
Bella: COMO É QUE VOCÊ SABE QUE ELE NÃO PODE TER FILHOS? – berrei. Lembrava-me muito bem de Edward me dizendo que eu era a única que sabia – Hein pai? COMO VOCÊ SABE?
Charlie: não importa como eu sei – deu de ombros – o que importa é que você também sabe, e não quer enxergar isso, Bella. E o pior tipo de cego é aquele que não quer ver.
Edward POV
Em um segundo ela vinha correndo pelo corredor, e no outro, estava entre os meus braços quieta e triste. Calada, me abraçando forte.
Edward: Bella – abracei-me a ela também, e tentei não fazer alguma pergunta idiota. Estava tão frágil, pequena e moldável aos meus braços naquele momento, que tremi em pensar que poderia se afastar, me deixando sem ela ali – olha pra mim... – ela não se moveu, então eu a fiz me olhar de vagar – O que é que... – percebi que ela chorava – Hei, não chora – suspirei, e sequei levemente suas lágrimas.
Bella: Edward me tira daqui... Eu não quero ficar aqui mais tempo, por favor, vamos pra qualquer lugar! – choramingou secando o rosto com a barra da maga da blusa de frio – por favor... – apertou os olhos quando tirei de seu rosto o cabelo que se grudava a sua pele molhada. Suspirou. Pareceu-me cansada – Edward...
Apesar de não entender o que estava acontecendo, fiz o que ela me pediu. Peguei em suas mãos e sai com ela dali a conduzindo até a saída. Droga! Desesperava-me vê-la chorando tanto, tão mal... Chegando ao carro tentei novamente fazê-la falar, mas calada, entrou no veiculo secando as lágrimas.
Por um instante o medo se abateu sobre mim. O que será que tinha rolado com ela e Charlie dentro da cela? De fato, não havia sido nada agradável a conversa, porque se o houvesse sido, não estaria chorando. Pisei no acelerador dirigindo rápido até em casa. Era uma necessidade acabar com tudo isso logo e saber ao certo o que estava acontecendo.
Corri, e logo estávamos em casa. Bella saiu do carro quando abri a porta quieta, usando ainda aquele uniforme escolar, toda vermelha pelas lágrimas. Subimos no elevador, e ela me abraçou forte. Abraçou com uma força intensa, que fez meu coração tremer no peito. Doía por ela. Meu corpo se estreitava em pensar que ela sofria... E sofria por algum motivo que eu tinha certeza, ter a ver comigo.
Edward: o que foi? – perguntei quando entramos, e ela se sentou no sofá meio largada, sem chorar, apenas quieta – está muda de novo, amor? – acariciei sua face rosada e molhada, lhe dando um beijo na bochecha quando me abaixei e fiquei de joelhos em frente a ela.
Bella: não Ed – murmurou – eu vou tomar banho, Ok? Depois agente conversa... – se levantou do sofá depois de me dar um beijo casto no queixo.
Não insisti. Deixei que fosse, porém nada me impediu de ficar sentado na cama dela esperando-a sair do chuveiro. E ela saiu. Enrolada no roupão cor de rosa, com aquele barrigão enorme, e o rosto igualmente rosado e nariz avermelhado na ponta. Novamente, chorando.
Edward: chega, isso já passou dos limites – minha voz soou meio severa, e ela se assustou quando me viu, erguendo o olhar na minha direção amedrontada – me conta, pelo amor de Deus, o que foi que houve lá na prisão, Bella – pedi como numa suplica – por favor, carinho, eu não consigo te ver assim... Agora quem te pede sou eu... Só... Por favor!
Bella POV
Suspirei, e me atirei nos braços dele novamente.
A lembrança da água do chuveiro se misturando com as minhas lágrimas se ‘foi pelo ralo’ quando encontrei carinho, calor e aceitação em seu peito, deixando a cabeça sobre seu coração. Fechei meus olhos querendo mais do que tudo apagar as lembranças da minha mente. Querendo mais do que tudo não ter ido ver meu pai de tarde... Querendo mais do que tudo ainda estar presa no meu mundo novo ao lado de Edward, sem nada que pudesse ameaçar a minha realidade perfeita ao lado do meu bebê e do homem que amo.
Edward: eu fiz alguma coisa? – perguntou todo preocupado. Quase voltei a chorar quando mirei seus olhos lindos e brilhantes igualmente chateados e culpados – se eu fiz, por favor, me diz o que é pra que eu possa corrigir agora mesmo!
Bella: não, você não fez nada, Ed – murmurei sentindo seus dedos passearem por minhas bochechas – foi o meu pai – falei num soluço – ver ele me fez mal! – voltei a me escorar contra seu peito, e agarrei sua blusa pra ele não me separar do seu corpo.
Edward: se eu soubesse, juro que não tinha te levado até lá, amor – murmurou contra o meu cabelo, todo sentimental – o que ele te disse? Foi sobre mim? – chacoalhei a cabeça, e o olhei nos olhos – então me conta, e não chora mais, Ok? Isso faz mal pro nosso neném... – murmurou secando minhas lágrimas com doçura – o que foi minha coisa linda?
Bella: Ed, o meu pai... – comecei meio engasgada – o meu pai não vai nos apoiar com a nossa relação – murmurei, e ele esperou pra ver se eu diria algo a mais.
Edward: e é por isso que está chorando? – franziu a testa. Não respondi – amor, isso não vai mudar nada! Respeito à opinião do teu pai, claro... Mas te digo que não será ele a nos separar, meu anjo... – suas mãos deslizavam delicadamente pela minha face – isso é muito século passado, Bella – sorriu de canto – demorei tantos anos pra encontrar a mulher da minha vida, a que fosse me fazer feliz pra algo tão simples e medieval me separar dela.
Bella: mas não é só por isso – murmurei, ainda sentindo dor pelas palavras do meu pai.
Edward: então o que é? – ele pareceu ficar bravo, então fui direto ao assunto.
Bella: o meu pai me disse... Disse-me que você... – olhei nos olhos dele – Que você não me ama como diz me amar. Que pra você o amor é algo que não existe, Ed – até eu mesma me impressionava com a minha cara séria naquele momento – Que o único motivo pelo qual você está comigo é o Erick. Só porque você quer ter um neném e não pode...
Por segundos Edward manteve-se calado, apenas me olhando. Suas mãos abandonaram meu rosto quando seus olhos contemplaram a janela aberta e a chuva calma que caia do lado de fora, na noite muito escura e sem estrelas. Cheguei mais perto dele, e nesse instante olhou em meus olhos.
Edward: Bella... – murmurou – Pelo amor de Deus, me diz que você não acreditou nisso, amor... Por favor, me diz que não! – me controlei e engoli as lágrimas. Olhei bem nos olhos dele.
Bella: eu não sei o que pensar! – minha voz soou segura pela primeira vez desde que tínhamos voltado da cadeia. Ali, na frente dele, só de roupão, com o cabelo molhado bagunçando na minha cara, tive a certeza que eu era uma idiota. Bastou-me ver seus olhos pra ter certeza que eu era uma burra, e não deveria ter acreditado em nada.
Edward: Não sabe? – ironizou – Bella, já provei pra você de mil e uma maneiras o quanto eu te amo, o quanto você é importante na minha vida! – esbravejou – eu já mudei por você, abandonei antigos hábitos por você, virei a minha vida de pernas pro ar... – chacoalhou um pouco a cabeça, erguendo os braços - O que você quer de mim agora? Como eu posso provar que te amo mais do que já o fiz até agora, menina? – chegou mais perto de mim – Bella, você não sabe tudo o que tive de passar pra aceitar esse amor. Você não sabe a guerra interna que me provocou tudo isso... E eu juro pra você que se vou assumir o Erick é porque eu te amo mais do que tudo, e não porque não posso ter um filho – suspirou – Menina, eu te amo. E por te amar, eu já amo o bebê que você carrega independente dele ser meu ou não – chegou perto de mim calmamente – porque você me ama... E você é minha. Sabe que é...
Suas mãos se fecharam nos meus braços levemente, porem fazendo uma pressão agradável. Sua boca aproximou-se do meu rosto enquanto ele falava. Suspirei, querendo me solta e abraçá-lo com todas as forças da minha alma.
Bella: sim, eu sou sua – murmurei perto dele – completamente sua, Edward... E de ninguém mais.
Edward: então pronto! – apertou mais as mãos, e sorriu me soltando. Eu sorri, e ele me abraçou – pronto...
Bella: jura, Ed? – olhei em seus olhos, abraçada a seu peito – jura que o meu pai não vai nos separar?
Edward: Eu juro – murmurou, beijando perto do meu ouvido. Ficamos abraçados uns segundos, e enquanto ele voltou a me largar – anda, se troca... – mandou indo na direção da porta caminhando para trás, me olhando – se troca bem rápido!
Olhei pra janela quando o vi olhar no relógio. Era noite. Chovia. Forte.
Bella: aonde nós vamos? – questionei rapidamente indo até o closet – Hein?
Ele já não estava no meu quarto. Rapidamente, enfiei uma calça de moletom preta e uma camiseta lilás claro com a carinha de uma boneca. Botei rapidamente uma meia no pé e um chinelo peludo cor de rosa. Muito brega, porém não me parecia adequado me vestir de forma diferente.
Correndo, desci as escadas penteando os cabelos com os dedos, sentindo o neném se revirar dentro de mim conforme o meu coração disparava e o sangue corria mais forte nas minhas veias. Estava faminta, e ele me dizia isso. “Perdoa a mamãe, Erick, Perdoa” murmurava em mente, e finalmente, cheguei à sala vendo Edward parado perto da porta.
Edward: pronto? – sorriu no escuro quando suas mãos se ergueram pra mim – Vem amor, vamos dar uma volta...

1 comment :

  1. ah que fofo o Edward fazer todo aquele show pra provar a Bella o seu amor!!! muito boa essa fanfic!

    ReplyDelete