ATADA A ELE - CAPITULO 37

Atada a Ele

ATADA A ELE - IZABELLA MANCINI. 

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 37 -  A MAIOR PARTE DELA

Edward: Bem vindo ao lar, Erick!
Assim que abrimos a porta de casa, Edward começou com a empolgação. Olhei pra ele, que me carregava no colo, me sentindo uma inválida! Erick estava deitado contra meu peito, de olhos abertos um pouquinho, com os cabelos louros escuros arrepiados em sua pequenina cabeça. No colo de Edward, como sempre, eu me sentia nas alturas. Tanto pelo fato dele estar me carregando, quanto pelo fato dele ser mesmo alto.
Bella: eu tenho certeza que ele gostou – com uma das mãos eu segurava Erick pra ele não cair, e a outra eu passava em volta do pescoço de Edward. O bebê fez um barulho, e começou a puxar a minha blusa com sua mãozinha pequenina.
Edward: é, eu também – falou me dando um apertão na perna que me fez rir – já que ele quer comer, vou lá em baixo buscar as malas... – antes de terminar de falar Edward tinha me colocado no sofá docemente, e já me dava às costas.
Assim que saiu, eu ri um pouco e fiz uma acrobacia pra puxar minha blusa exibindo meu seio e guiando a boca de Erick até conseguir mamar direitinho. Ele era um incansável! Ana estava de folga, e pelo jeito, eu teria muita visita amanhã. Hoje era dia de descanso. Não tive tempo nem de pensar, e vi Edward chegando com as malas e largando tudo no chão. Logo estava ao meu lado, meio que debruçado sobre mim vendo Erick mamar no meu peito.
Bella: o que foi? – perguntei vendo ele todo empolgado conforme Erick empurrava o leito pra sua boquinha – nunca viu ou quer mamar também? – levei a mão livre até seu cabelo e dei um apertão. Ele riu, e beijou meu pulso.
Edward: você está bem? – perguntou beijando minha mão, e depois a pondo em seu rosto – está sentindo alguma coisa... – gargalhei, Erick se moveu no meu colo.
Bella: não, e estou ótima – garanti, e ele sorriu de lado, olhando pra Erick – você não precisa ficar desse jeito.
Edward: Ah Bella, eu tenho medo de você estar sentindo algo e não me contar – falou alarmado, acariciando o cabelo de Erick com um dedo bem delicadamente. Ele nem pareceu se importar... Continuou mamando com força – você é teimosa... – estreitou o olhar em minha direção.
Bella: você é bobinho – fiz voz de criança – eu juro que vou contar... – olhei pra Erick, e percebi que ele parava de me apertar e ia largando aos poucos o meu seio – pega uma toalhinha pra mim? – pedi mais pra distrair enquanto eu me tapava do que tudo. Rapidamente Edward pegou a toalhinha, e aproveitei pra me por de volta no sutiã.
Quando ele voltou, limpei a boca de Erick e olhei pra Edward. Ele sorriu, e estendeu os braços.
Edward: você tem que o fazer arrotar – falou como se fosse obvio, e eu revirei os olhos. Erick, tão pequenininho nas mãos de Edward, foi posto de pé enquanto Edward dava leves tapinhas em suas pequenas costas. Rapidamente ele arrotou, e Edward piscou pra mim – eu sou burro mais nem tanto, coração...
Bella: você não é burro – fiquei de pé, e antes que eu pudesse cogitar dar mais um passo, Edward me puxou pela cintura e me deu um beijo na boca. Olhei pra ele assustada, e ri. Erick já quase dormia nos braços do... Do pai – que foi?
Edward: eu te amo – respondeu sorrindo – amo muito.
Bella: Ah, eu também te amo – garanti – agora eu posso andar? – tentei o empurrar, e o vi colocar Erick no meu colo e me erguer nos braços de novo.
Edward: não, não pode – garantiu indo em direção as escadas. Assim que chegamos ao quarto, me colocou na cama de vagar, e posicionei Erick em meu colo. O bebê, calado, se grudou ao meu corpo como uma bolinha e se colocou a dormir profundamente.
Nós dois olhamos e sorrimos em direção a ele.
Bella: senta – falei vendo que ele estava de pé – por favor...
Edward: não, vou descer e arrumar algo pra gente comer – disse ficando de pé e indo até a porta – eu já volto.
Edward saiu, e como Erick dormia, aproveitei pra colocá-lo sobre a cama e ir ao banheiro rapidamente. Corri, e quando voltei, ele ainda dormia na minha cama rodeado de travesseiros. Suspirei, e deitei na cama ao ladinho dele. Ouvi panelas batendo na cozinha, e ignorando o pedido de Edward pra não andar, desci as escadas depois de deixar Erick no berço no quarto dele.
Bella: quer ajuda? – uma panela fez um estrondo enorme ao ser derrubada, e Edward me trucidou com o olhar – Ah desculpa, mas eu não agüento ficar de molho não...
Edward: você é teimosa – murmurou tristonho.
Bella: Ah Edward – cheguei perto dele, tirando algo de sua mão e ponto encima da mesa – eu sei que você só quer o meu bem – o abracei forte – mas eu estou bem. Eu juro!
Edward: se você está dizendo – sorriu de lado – confesso... Eu não sei cozinhar!
Bella: Ah, droga – sorri também, e observei em volta – eu vou fazer algo pra comermos então – peguei uma panela do chão, e olhei pra ele – o que você acha de... Macarrão ao molho branco?
Edward: você sabe fazer isso? – questionou com carinha confusa.
Bella: mas é claro! – garanti levando a panela a pia pra molhá-la um pouco – vai ficar ótimo... Pra você ver como eu sou uma menina prendada – gargalhei, e ele me abraçou por trás me beijando na nuca enquanto eu colocava água, óleo e sal pra ferver e depois cozinhar o macarrão.
Edward: você não está mesmo com dor? – todo manhozinho ele perguntou me dando beijinho pelo pescoço.
Bella: não, eu já disse... – e ri nervosa, sentindo meu corpo tremendo um pouco com ele me abraçando.
Edward: então eu vou te ajudar aqui, tá? – Edward arregaçou as mangas da blusa e quando ia lavar a mão... Gritos finos e delicados invadiram o ambiente bem baixinho. Paramos com nossos movimentos e olhamos pra cima – ele está chorando – falou olhando pra escada.
Bella: eu vou ver o... – Edward já estava no meio do caminho. Eu sorri e voltei a fazer a nossa comida feliz – se ele estiver com fome você me grita...
Edward: Ok – respondeu subindo as escadas.
Edward POV
Entrei no quarto azul meio hesitante, e senti como se estivesse em um dos meus sonhos onde eu entrava no quarto e via um bebê gritando. Antes eu encarava como um pesadelo a idéia de ter um desses... Mas agora, observando Erick no berço, tive a certeza que pesadelo passava muito longe daquilo. Rosado, gorducho, com suas bochechas cheias de sardas, cabelos castanhos claros e olhos azuis... Erick parecia ser um anjinho, mais na verdade, berrava como macho. Sorri daquilo.
Edward: Hei, calma... – o peguei em meus braços delicadamente, e ele continuou a gritaria – isso ai, garoto... Quinem macho! – falei pra ele que ainda chorava. O coloquei de pezinho em meu colo e observei sua fralda. Estava limpa. A roupa dele, o macacão que eu comprar a Bella quando ela tinha apenas quatro meses, estava nele e um pouco folgadinho. Não tinha nada errado, pois ele acabara de comer... – pronto – comecei a niná-lo de vagar, mas ele não parecia querer dormir de novo.
Sentei-me na poltrona do quarto com ele no colo, tão pequeno em meio aos meus braços. Parecia ser um boneco... Bem realista. Seu choro foi cessando quando comecei a balançá-lo no colo, e logo ele estava calmo. Apenas me olhando com seus grandes olhos azuis molhados.
Realmente... Os olhos de Erick eram uma dádiva. Profundos, azuis, grandes e falavam por ele qualquer coisa que ele quisesse. Não dormiu, apenas calou-se me olhando a todo o momento. Sorri de lado, e fiquei imaginando os meses em que Bella estava com ele dentro de seu corpo.
A vida era demasiado enigmática.
Sabemos de onde viemos... Pode acontecer em várias situações. Pode acontecer no amor, como todos esperamos, pode acontecer na loucura, na paixão, no fogo do momento, apenas num tesão passageiro ou como no caso de Erick, meu filho, que veio um momento de terror e desespero. Num momento de sofrimento...
Sabemos pra onde vamos? Talvez... Cada um crê no que achar melhor pra si, mas eu sabia que antes de Erick ir a qualquer lugar, eu iria primeiro. Sabia que antes dele sair da vida que mal lhe começara, esse pequeno pingo de gente iria me dar muita felicidade e passar na minha vida com aquilo que sempre desejei no fundo do meu coração: trazendo-me uma família feliz ao lado dele e de sua mãe que eu tanto amo... E quem sabe, talvez... Um irmão ou irmã algum dia desses.
Edward: olha carinha... – comecei a falar, mesmo sem saber o que dizer – eu não sou o cara mais perfeito do mundo, sabe? – falei enquanto seus olhos não me deixavam – mas eu... Eu juro que quero ser seu pai, que te amo muito desde que eu... – tentei lembrar e fechei os olhos sorrindo – desde que eu senti você dentro da barriga da sua mãe pela primeira vez – o vi dar um bocejo e sua boca desdentada suspirar – o amor que senti foi tão grande, que tenho certeza que mesmo que você fosse o meu filho eu não iria te amar tanto. Eu sei que pode parecer clichê, cara, mas eu amo você. Amo mesmo. Esperei você chegar todos esses meses sem saber o que dizer quando visse essa sua carinha... Mas agora... Olhando pra ela eu sei. Eu juro que nunca vou te decepcionar... Que nunca vou decepcionar a sua mamãe. Juro que vou fazer o meu máximo pra ser o pai que você precisa e o homem que sua mãe merece ter ao lado dela... Juro que vou fazer o impossível pra ser o melhor pai que você poderia ter. Você não vai se arrepender de mim, Erick... Assim como eu nunca vou me arrepender de você. Filhão...
Eu sorri quando ele começou a mexer as mãozinhas de um lado pro outro. Ouvi um ruído, e olhei pra frente. Bella estava parada na porta me olhando com a carinha mais fofa do mundo, os olhos castanhos cheios de lágrimas e emoção. Sorri envergonhado, e ela deixou cair uma lagrima quando veio na minha direção. Ergui Erick e ela se sentou no meu colo o envolvendo nos braços enquanto com o outro abraçava meu pescoço.
Bella: eu amo você – falou beijando meu rosto – obrigado por ser tão maravilhoso pra mim e por me amar também.
Edward: te amar não é algo difícil – sorri, beijei seu pescoço quando ela olhou pro bebê – a propósito... Cadê o macarrão?
Bella gargalhou alto e Erick começou a chorar de novo. Ficamos lá tentando o fazer parar e nos divertindo com as caras e bocas que ele fazia pra gente. Olhei pros dois em meu colo e pensei que se isso era ter uma família de verdade, eu tinha perdido muito tempo da minha vida.
Muito tempo da minha vida sem a maior parte dela.

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