ATADA A ELE - CAPITULO 40

Atada a Ele

ATADA A ELE - IZABELLA MANCINI. 

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 40- AMOR E DESEJO

Abri a porta de casa com os dedos trêmulos. Sabia que não deveria estar assim... Bella estava em meu colo, toda molhada falando coisas arrastadas. Eu nem conseguia entender...
Bella: ai Edward, me põe no chão – murmurava tentando me empurrar, mais em vão – olha você não precisa fazer isso... Cadê o meu bebê? Eu o quero agora...
Edward: Sh... Bella, calma, o Erick está ótimo – dei risada, e segui com ela até a porta do meu quarto. A coloquei no chão, e peguei em sua cintura a ajudando a andar.
Bella: eu sei que ele está – choramingou, quando entramos no banheiro – mas eu não estou! Eu o quero comigo... – se virou na minha direção e fez cara de triste.
Edward: Ok vamos fazer assim você toma banho e depois vamos buscar ele, está bem? – ela franziu a testa e cruzou os braços nervosinha.
Bella: promete?
Edward: sim, amor, eu prometo – abri o Box e entrei ligando o chuveiro. Suspirei, e virei pra ela – vem, vamos tomar banho... – estiquei a mão em sua direção, e quando ela agarrou-a, apagou – Bella?
Bella: Hã? – estávamos abraçados. Ela mais pra lá do que pra cá – para de gritar na minha cabeça, Edward... – me deu um murro fraco no peito, e fechou os olhos encostada a mim.
Edward: Ah, meu Deus! – a única saída era eu dar mesmo o banho nela. Sem pensar mais, peguei na barra de seu vestido e o puxei por sua cabeça – levanta os braços... – ela levantou, e eu tirei de vez o vestido totalmente encharcado de seu corpo.
Pensei que ela estivesse sem sutiã, mais por algum motivo ela trazia um tipo de bustiê preto por baixo, combinando com a calcinha. Fiz questão de não tirar nenhum dos dois.
Entrei no Box junto com ela, e molhei seu corpo junto do meu.
Bella: Eca, me tira daqui! – choramingou – Edward...
Edward: fica quietinha – pedi passando a esponja por suas costas. Ela nada mais disse.
Continuei a passar a esponja por seu corpo o mais delicadamente possível. Aos poucos tive que ir trocando a água de quentíssima pra um pouco mais gelado por problemas... Técnicos. Não era que eu fosse fraco... Mas cada pedaço dela me deixava louco. E olhar o corpo pequenino e bem formado e encaixar nele características tão doces e inocentes me despertava um intenso desejo que nem eu mesmo sabia poder existir.
Bella mais dormia encostada ao meu peito do que tudo. Não fazia idéia da situação inusitada em que nos encontrávamos e respirava devagar. Apenas molhei o cabelo dela, sem coragem o suficiente de tirá-la de perto do meu corpo pra me afastar. Tão linda e tão tentadora como era, só me fazia ficar mais doido, querendo mandar todo o meu autocontrole pros diabos que os partam...
Bella: Edward – murmurou ainda do mesmo jeito – Edward, vem aqui... – abaixei o olhar e encontrei seus olhos que agora me olhavam.
Edward: o que? – nem tive tempo de falar. Bella me agarrou pela camisa molhada e me lascou um beijo na boca que fez o meu mundo dar um giro em trezentos e sessenta graus.
Perdi-me tentando reorganizar meus pensamos quando ela me beijou mais intensamente e ai sim, perdi qualquer controle sobre meu corpo. Sem pensar, sem querer entender qualquer coisa, a empurrei contra a parede do Box e apertei seu corpo na direção do meu sem entender mais nada no mundo que não fosse ela.
Eu a queria... A queria muito. Ela também me queria agora.
Bella: fica comigo, Edward – murmurou contra meus lábios – fica comigo pra sempre...
Edward: mas Bella, você está bêbada – tentei falar, mais ela não me deu a mínima atenção.
Desta vez não houve nada. Nada, apenas ela me beijando e suas mãos pequeninas empurrando minha camisa pro chão. A intensidade do desejo era agora, maior do que qualquer coisa, qualquer sentido pra mim. A minha camisa tinha voado pro chão, e eu a beijava... A beijava como se ela fosse desaparecer!
Sua mão percorria meu peito hesitante, ao mesmo tempo em que ela gemia em minha boca. Também não pude evitar... Deslizei a mão por sua cintura até circular seu quadril e tocá-lo. Pressionei-a contra meu corpo para talvez assustá-la.
Mas não. Ela gostou...
Bella: ai Edward... – gemeu – você é tão bom... – sorri, sentindo que aquelas palavrinhas tinham me dado mais segurança. Subi as mãos devagar pelas costas dela e puxei levemente o bustiê de seu corpo... Levemente.
Era mágico o nosso momento. Sem programação. Sem intenção clara. Apenas o amor que sentíamos se unindo com todo o desejo que nutríamos um pelo outro.
Edward: o... Telefone? – não era minha cabeça. Bella e eu olhamos na direção da porta, ouvindo o telefone tocar alto – mas são... Quase quatro horas da manhã!
Bella: deve ser a sua mãe... – seu rosto corou no mesmo instante, e praguejei firmemente. Ela tinha razão. Pra ser o telefone quatro horas da manhã deveria ser a minha mãe mesmo... E como Erick estava lá eu não podia deixar de atender.
Fechei o chuveiro e enrolei uma toalha no corpo dela, que caminhou comigo e se sentou sobre a cama. Corri até o telefone não acreditando no meu próprio azar! O telefone parar de tocar, e então disquei o numero de minha mãe, e ela mesma atendeu.
Não era nada... Apenas minha mãe se escandalizando por uma manchinha vermelha na perna de Erick. Ela havia dito que ficara horas tentando ligar e nem conseguiu dormir por isso. Avisei a ela que ele tinha alergia forte e por isso ficava com essas manchinhas... Já havíamos falado com a pediatra deles várias vezes e feito exames. Era totalmente comum e sem nenhum perigo. Logo estava mais calma!
Voltei pro quarto nervoso, e vi Bella deitada em minha cama toda encolhidinha com a toalha envolta ao corpo. Notei que ela tinha tirado toda a roupa e estava em um sono muito profundo ali, escondida com aquela toalha mínima que apenas tapava o que era necessário...
Controle. Controle. Controle. Controle. Ela confia muito em você, cara.
Dei meia volta e fui ao meu closet. Peguei uma camiseta minha e voltei pro quarto. Sentei-me na beira da cama e a cutuquei. Ela acordou meio boba, e coçou os olhos me olhando.
Edward: anda amor, me dá essa toalha – tentei ser o mais normal possível, mas não consegui.
Um arrepio enorme passou por todo o meu corpo no momento em que o laço que prendia a toalha foi desfeito e a contemplei totalmente nua. Senti tudo o que era de controle se apertar no peito... Tentei achar um lugar onde não fosse perfeito em uma passada rápida. De repente eu comecei a tremer... A tremer de um jeito diferente.
Bella: toma – me estendeu a toalha sem um pingo de vergonha, sonolenta. Talvez pensasse que era um sonho.
Edward: vem cá – ela veio toda dengosa, e me ajudou a ajustar a blusa longa em seu corpo delicado. Assim que o fez, bocejou e coçou os olhos cansados.
Bella: vem dormir comigo, Edward – ela me puxou pela camisa em direção a cama, mas eu estava todo molhado.
Edward: não Bella, não... Deita ai que eu vou me trocar – falei tentando ser racional – depois eu venho, prometo – seus olhos encontraram os meus e ela assentiu bocejando novamente. Me deu um beijo delicado e deitou na cama puxando a coberta pra cima de seu corpo.
Dei meia volta antes de pensar em algo e voltei pro banheiro. Tirei a roupa nervoso, e joguei tudo no cesto sem a mínima vontade de ficar ali. Precisava de algo que me distraísse, de algo que me desligasse dela. De algo que me tirasse da realidade de que a garota dos meus sonhos, a que eu mais amava no mundo, estava deitada na minha cama seminua e disposta a tudo se eu chegasse com jeitinho. Ah e detalhe... Caindo de bêbada!
Tomei o banho gelado mais demorado da minha vida, e sai de lá passando reto pelo meu quarto, sem sequer olhar pra cama onde ela dormia. Ainda chovia muito lá fora, e a madrugada estava quase por acabar. Desci pra cozinha, fiz um café rápido e me sentei na poltrona do quarto de Erick tentando concentrar meus pensamentos nele.
Erick podia me distrair. Pensei nele quando nasceu... Pensei em como estava agora. Tão grade e forte... Mas...
Não adiantava! As lembranças dela e do corpo dela rondavam a minha mente como uma sina.
Emmett: você não pode se culpar! – murmurava do outro lado do telefone – amor e desejo são duas coisas que andam de mãos dadas, meu amigo. A Bella é uma mulher bonita, que te ama muito e confia em você. E você é um cara de sorte por ter uma gostosa daquela te esperando na sua cama!
Edward: mas eu não posso fazer isso com ela bêbada, cara. O que ela vai pensar de mim? – minha voz soava tão baixinha que nem era percebida perto do barulho que a chuva causava.
Emmett: não, ai você tem toda razão! Ela está bêbada e nenhuma mulher, nem mesmo a mais esculhambada de todas, merece isso... É um tipo de desrespeito a elas, e isso é anti... Anti... Qualquer coisa que você quiser – riu - se eu fosse você me trancava no quarto de hospedes até amanhecer e só saia de lá quando ela acordasse. É o certo e além do mais... Quem sabe ela não fica tão lisonjeada com o seu cavalheirismo – fez voz emocionada – e te da uma recompensa? Olha lá heim... Acordadinha e com os hormônios de quase virgem a flor da pele. Isso vai ser interessante.
Edward: Cara, você tem toda razão! – murmurei de volta – é isso mesmo que eu tenho que fazer! Obrigado cara, você é... Demais!
Emmett: eu sei, seu sei – se gabou – cadê a minha rodada de aplausos? Tá, brincadeira... Mas pensa que isso vai ser barato? Não... Você vai ter que gravar tudinho pra eu assistir, cara. Vai ser sucesso nos sites pornôs.
Edward: ah, você sempre tem que estragar tudo com alguma besteira vinda dessa sua mente poluída. Vai ver se eu to na esquina, tá? Acho que dentro da sua cabeça está mais sujo que a ficha do Jason do sexta feira treze. Tchau cara – ele ria tanto que eu desliguei o telefone rindo também.
Subi as escadas, me tranquei no quarto de hospedes e fiquei olhando pro teto deitado na cama.
Não adiantou muito, mais mesmo assim com o que ele havia dito eu estava conformado. Bella com certeza iria me amar mais se eu a respeitasse como deveria. Sorri de lado e fechei os olhos... Mesmo sabendo que essa noite eu não a teria, as imagens de seu corpo delicado ainda rondavam meu pensamento.
Cada curva, cada detalhe. Tudo diante dos meus olhos pra diretamente dentro do meu pensamento.
Bella POV
Pra alguém que tinha enchido a cara na noite anterior até que eu estava bem. Abri os olhos lentamente sentindo um desconforto imenso em todo o corpo e uma dor de cabeça enjoada. Respirei fundo, e me sentei na cama observando em volta. Era o quarto de Edward. Eu estava sobre a cama dele, vestindo uma camiseta dele, sozinha e... Nua por baixo.
Bella: Ah não! – murmurei pra mim mesma, me debruçando pra olhar em baixo da cama, em busca de algo que se parecesse com a minha roupa de ontem. Mas nada. Não estava lá nenhuma peça de minha roupa de antes, nem mesmo a calcinha – o que aconteceu aqui?
A porta do quarto estava fechada. Olhei no relógio despertador e era apenas oito da manhã. A janela estava encostada, então pulei da cama andando meio tonta e abri a cortina devagar. Logo a fechei quando percebi que o tempo estava horroroso! Chovia muito, com trovões fortes e as nuvens escuras dominavam o céu dando um ar de noite ao ambiente. Era exatamente o tipo de dia que eu desprezava e preferia ficar na cama o dia todo.
Na cama...
Olhei pra cama no centro do quarto, com os lençóis revirados os travesseiros usados... Edward e eu teríamos mesmo transado?
Bella: ai meu Deus, por favor, não! – pedi fechando os olhos numa reza esquisita.
Caminhei até o banheiro e joguei água no meu rosto buscando lembrar algo. Primeiro... Fomos pra boate, dançamos, conversei com Rose sobre Edward, bebi muito, Edward e eu demos uns pegas no capo do carro, voltamos pra casa, ele me jogou dentro do chuveiro de roupa intima e... E... E? EU NÃO ME LEMBRAVA! Suspirei e voltei pro quarto nervosa... Mas quando lá entrei, o vi sentado na cama olhando pro teto pensativo.
Bella: aonde você tava? – perguntei parada no lugar, no batente da porta do banheiro, com medo de me mover a mostrar mais do que eu deveria com aquela blusa sozinha tapando meu corpo todo.
Edward: na sala – falou sorrindo e me olhando. Com aquele sorriso eu tive a certeza de uma coisa... Sorri também, e caminhei até ele cuidadosamente, me sentando no colo dele devagar. Edward nem se moveu, mais me envolveu pela cintura e beijou minha bochecha – e ai, nova bêbada do pedaço, tá com muita dor de cabeça? Você não devia beber enquanto está amamentando, sabia? – ele riu e eu também.
Bella: não, não. Droga. Eu não pensei nisso ontem – praguejei – mais eu estou bem – neguei sorrindo com ele – pra falar a verdade nem estou com dor em nada!
Porque na verdade, ao descobrir que não tinha rolado nada entre nós apenas olhando nos olhos dele, eu tive a certeza que além dele, nada mais importava... Nem dor de cabeça podia me parar hoje.

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