ATADA A ELE - CAPITULO 47

Atada a Ele

ATADA A ELE - IZABELLA MANCINI. 

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 47 - PEQUENO HEROI

Quatro meses depois
Erick: padrinho... – perguntou Erick no colo de Emmett que o carregava se achando um máximo – porque o céu é azul?
De fato, era um lindo dia ensolarado. Um lindo dia onde Rose, Emmett, Alice, Jasper, Edward e eu, tínhamos tirado pra passear com os meninos. Andrew, com oito meses estava no colo de Jasper todo bonitinho, a cara do pai.
Danny no carrinho azul e branco que Rose empurrava toda contente, de cabelos escuros, pele muito branca e olhos verdes como os da mãe. Já o nosso Erick, com dois anos e oito meses era o mais velho e conseqüentemente, o que dava mais trabalho. A bomba era sempre deixada a Emmett, que se divertia demais com o garoto ensinando coisas imbecis e sem fundamento, mas que faziam Erick rir e me encher de orgulho por saber que meu filho não seria como o padrinho.
Emmett: não é obvio? – olhou pro céu – porque Deus é menino. Se ele fosse menina, seria rosa – de deu de ombros. Todos pararam de andar no parque e olhamos pros dois. Até o pequeno Andrew virou o rostinho confuso.
Erick: Ah – olhou pro céu com o dedo na boca – então se a minha mãe fosse Deus, o céu seria rosa?
Edward: cala a boca, Emmett – e riu. Voltamos a andar, Edward estava do meu lado com o braço envolto na minha cintura delicadamente. Meu barrigão de trinta e nove semanas não estava tão grande como estava na gravidez de Erick, porém eu já não via à hora de Edgar nascer. Era o nome que Erick havia escolhido. Disse que se parecia com o dele, e seria legal.
Concordei é claro, depois de tentar que Edward deixasse que eu colocasse Edwardcomo nome de nosso bebê. Mas claro, não. E desta vez, o não tinha sido bem mais severo contando com a ajuda de Erick. Ao final de minha gravidez, em um dia da semana eu ia pro hospital sentindo contrações, e sempre passava o resto da semana internada lá tomando remédio pra segurar o bebê. Brenda já havia me avisado que a partir da trigésima nona semana ela iria parar com isso, e incentivar que Edgar nascesse, afinal, já estava na reta final e o bebê já estava definitivamente formado.
Erick era o mais empolgado de todos, sempre ficava deitado encima da minha barriga fazendo carinho e falando com o irmãozinho que ele não via à hora de ver. Edward estava exatamente igual à gravidez de Erick, tão babão o quanto. O quarto de Edgar era ao lado do de Erick, quase parecido com o dele, que agora possuía uma cama, não um berço.
Rose: Ah Bella – acariciava a minha barrigona toda contente – você tem que deixar o Edgar nascer logo, querida. Pra termos quatro garotos nessa família! – sorri, vendo-a acariciar minha barriga. Alice fez o mesmo.
Alice: o nosso Edgarzinho lindo – suspirou. Desviamos o olhar pros rapazes. Edward e Emmett estavam fazendo arremessos uma bola de futebol americano, e Erick, parado ao lado, com o cabelo loiro cumprido e suando, observava de perto o pai e o padrinho com os olhos azuis brilhando enquanto segurava uma garrafinha de suco de morango – Erick vai ser um ótimo irmão mais velho.
Rose: pois é – e riu, vendo Erick jogar suco em Emmett que o zoou por ser baixinho e não poder brincar com os mais velhos. Todas nós demos risada da cara de Emmett, até Edward que se matava de rir ao lado dele. Emmett olhou pra Erick com olhar assassino e correu na direção dele! O agarrou e o levantou bem no alto, acima de sua cabeça.
Erick: AAAAAAAA – gritava – tá muito alto! Desce eu padrinho, desce eu! – e ria – MAMÃE! – chamava.
Emmett: não adianta berrar, garoto jogador de suco – dizia rindo – você vai ficar ai encima. E não adianta chamar a sua mãe... Ou você acha que ela vai vir quicando? – Edward começou a rir desastrosamente do lado dele.
Bella: hei! – gritei rindo também – e você, põe meu filho no chão, antes que eu desconte meus hormônios de grávida em você – Emmett riu, e botou Erick no chão. Ele veio correndo na minha direção e pulou encima de mim, me abraçando.
Erick: ele é doidão, mãe – murmurou no meu ouvido.
Os dias foram passando e passando. Logo eu já estava na quadragésima semana de gestação, e engraçado, justamente na semana de risco, nada aconteceu. Ainda não tinha tido nenhuma contração, mas no fundo eu sabia que quando viesse, seria definitivo.
Erick: pai? – murmurou, olhando pra uma figura nas sombras. Estava escuro, muito escuro, e Erick procurava pelo pai – está escuro aqui. Estou com medo!
Eu não podia chamá-lo. Simplesmente, porque eu apenas observava, e não fazia parte do meu próprio pesadelo.
Hank: não se preocupe – murmurou o homem no escuro, dando as caras na luz. O cabelo loiro como o de Erick brilhava na luz, os olhos escuros e malignos se prendiam no meu filho fixamente – eu vou te levar pra um lugar onde tudo vai ficar bem.
Erick: mas... – ele estava recuando – você não é meu pai – disse com desdém – não vou com você.
Hank: vai sim – garantiu, dando um passo na direção de Erick – eles mentiram pra você. Aquele que você pensa que é seu pai não o é de verdade – todo pequenininho, Erick se encostou à parede recuado pelo homem alto – eu sou seu pai verdadeiro.
Erick: isso é mentira – falou o encarando com expressão dura – o Edward é meu pai. Não você.
Hank: eu sou sim – se abaixou na frente de Erick – sua mãe mentiu pra você. Assim como Edward. Você é meu filho, não dele.
Erick: você jura? – perguntou confuso.
Hank: juro – garantiu.
Erick: o Edgar também?
Hank: não, ele não. Ele é filho de Edward. Você é meu!
Erick: mãe, mãe – senti os dedinhos minúsculos de Erick me cutucando quando abri os olhos deitada no sofá – acorda! – me chamou.
Bella: bebê – murmurei, olhando pra ele um pouco assustada – o que aconteceu? – continuei deitada no sofá, e ele ficou de pé aos meus pés. Olhei pra ele, que estava um pouco molhado.
Erick: eu tava deitado do seu lado, e você fez xixi em mim – falou rindo um pouquinho - porquinha!
Bella: o que? – de fato, ele estava molhado nas pernas e na barriga. Impulsionei-me pra frente levemente, e senti minhas pernas também molhadas. Não havia dor, só uma sensação estranha. Cheguei perto de Erick com muito cuidado, e examinei sua roupa. Era um tipo de água. Ok, eu sabia o que era isso – ai meu deus! – murmurei assustada.
Erick: que foi? – perguntou me vendo meio apavorada.
Bella: Erick – comecei – pega o telefone pra mamãe!
Rapidamente, ele pulou do sofá e correu até o telefone. O trouxe pra mim de pressa. Edward estava no trabalho, Ana estava de folga. Droga! Tentei discar o numero, mais minhas mãos tremiam mais do que tudo. E de repente, quando senti meu coração acelerar, veio a contração. Gritei muito, e Erick arregalou os olhos maiores do que o rosto.
Erick: tá doendo mamãe? – perguntou assustado, com lágrimas nos olhos.
Bella: o bebê vai nascer – falei respirando fundo – o seu irmão vai nascer!
Erick: CARACA! – gritou chacoalhando as mãozinhas – tem que fala pro pai! – tentei discar o numero novamente, mas minhas mãos tremiam tanto que o telefone caiu delas. Estava longe de mim. Quando fui pedir pra Erick pegá-lo, veio à contração novamente. Eu me lembrava dessa dor! Era só o começo de toda ela. Quando me recuperei da dor intensa, vi Erick com o telefone na mão. Ele correu pra cozinha.
Bella: ERICK! – gritei, apavorada. Eu precisava avisar Edward rápido. Brenda havia me dito que essa gravidez era super de risco, e a qualquer descuido, eu poderia perder o bebê. O nervoso era talvez maior do que a dor inicial de parto. O medo era tanto que eu nem me arriscava a me mexer com medo de algo acontecer com o bebê. Comecei a chorar em silêncio, baixinho, rezando pra ele voltar – ERICK VEM CÁ AGORA! – berrei, em meio às lágrimas. Ele voltou. Parou em minha frente, e notei que ele estava com o telefone do ouvido – o que você...?
Erick: pai? – falou com voz aflita – pai, se nem sabe o que tá acontecendo – botou a mãozinha no rosto indignado – a mãe fez xixi em mim e agora o meu irmão ta nascendo! – seus olhos azuis estavam brilhando.
Edward: NASCENDO? – disse tão alto que até eu pude ouvir.
Erick: é. Eu não sei por onde ele vai sair – disse se esticando e me olhando confuso – mais ele tá nascendo! – falou – a mamãe tá gritando aqui. Vem pra cá ajudar ela. Coitadinha... - pausa – tá! Tá! – respondia – Aham! Tchau beijo – me olhou – pontinho! – e riu.
Bella: ah garoto – palavras não eram o suficiente pra descrever como eu me sentia agora – eu te amo muito, sabia? – ele veio correndo na minha direção. Meu coração aos poucos ia ficando mais calmo. A dor do parto agora era sozinha, pois não estava mais nervosa.
Erick: o pai tá vindo – deitou a cabeça no meu ombro, e colocou a mãozinha sobre o meu barrigão – ele vai ajudar você. Falou que daqui a pouquinho ele chega... Que é pra você fica em estátua.
O abracei de vagar, sentindo a dor vir um pouco mais forte, porém eu podia me controlar. Só esperava que Edward chegasse rápido.
Bella: onde arrumou o numero do seu pai? – perguntei com a voz meio rouca pela dor.
Erick: na geladeira – falou me olhando – ele sempre me disse: “se um dia precisar falar comigo e for urgente, é só discar esse número no telefone na sala e eu estarei te ouvindo” – imitou a voz de Edward – e ponto! Eu fiz! Porque sua mão tava assim ó – mostrou as mãos e as chacoalhou.
Bella: meu pequeno herói – murmurei beijando a testa dele. Se não fosse Erick, tenho certeza que teria tido um colapso e teria acontecido uma catástrofe! – você é o melhor irmão do mundo.
Erick: e o mais gatinho – falou perto da minha barriga, com a mão nela – tá vendo? Eu vou cuidá bem de você, irmãozinho. Você vai ver, agente vai ser os melhores irmãos do mundo! Mas sai logo daí, menino – parou um pouco – por onde ele vai sair, mãe?
Bella: pela minha... Barriga – falei sorrindo – eles vão cortar ela, e ele vai sair.
Erick: Ah! – falou meio que entendendo – legal. Mais depois eles fecham, né?
Bella: claro! – não demorou mais de quinze minutos pra Edward chegar feito um maluco.
Edward: mas faz quando tempo...? – me olhava meio perdido – ai Deus!
Bella: uns vinte minutos ou meia hora – dei de ombros – calma Edward, vai dar tudo certo! Calma!
Edward: é vai dar tudo certo – tentou se convencer – Erick – olhou pro garoto – vem... - Erick pulou do meu colo e os dois subiram pros quartos. Voltaram cinco minutos depois, e vi Erick com uma roupinha seca no colo de Edward e Edward trazendo as bolsas de maternidade e do bebê. Edward me levou pro carro com cuidado. Erick ficou caladinho ao nosso lado, tentando não atrapalhar. Edward dirigia rápido – então nós temos um herói? – ele riu, olhando pra Erick no banco de trás pelo retrovisor.
Erick: herói? Não conta isso pra madrinha, ela vai fica apetando minhas bochechas por um monte de dia – falou emburradinho, e eu ri em meio a uma contração assim como Edward que também riu dirigindo.
Estava tudo bem. Eu só esperava que desse tudo certo!
Empurra! Empurra! EMPURRA!
Eu não sabia quem era, ou quem eram, mas a palavra empurra ecoava em mus ouvidos por todos os lados. Claro, o parto estava sendo fácil, uma vez que o bebê estava louco pra nascer. Mal cheguei ao hospital quando me disseram que eu já podia ir pra sala de parto diretamente, sem aguardar dilatação.
A mais ou menos três horas eu havia dado entrada, e o bebê já nascia. A primeira diferença entre ele e Erick, meu pequeno herói, que neste momento estava com Esme e Carlisle do lado de fora esperando ansiosamente o irmão nascer. E lá estava eu na empurra, tentando o mais rápido possível jogar aquele neném pra fora. Até que depois de tudo, lá estava o choro. Um choro alto e estridente, que me fez saber que esse bebê seria terrivelmente chorão. Sorri de lado, mais parei de sorrir no momento em que Brenda pegou a criança no colo. Eu a vi com as mãos cheias de sangue, com o pequeno bebê sobre elas... Via seu rosto desacreditado mirando o bebê que chorava demais.
Edward: mais... Mais... – gaguejava pálido como Brenda olhando pro bebê – Brenda!
Brenda: corta o cordão – mandou com a voz tremendo, olhando pro bebê – isso é... Impossível!
Bella: o que houve? – perguntei tremendo por dentro, ignorando toda a dor do parto – o que ele tem? Deixem-me vê-lo! – pedi desesperada. Edward apenas cortou o bendito do cordão, e Brenda me olhou pasma – o que houve Brenda?
As lágrimas de desespero quase desciam pelo meu rosto. Seria o meu filho uma aberração? Ele ainda chorava, estava vivo! Mas a forma com que Edward e Brenda o olhavam me deixava assustadíssima!
Edward: você tem certeza disso? – Edward chegou perto da criança, ainda nos braços de Brenda. Todas as enfermeiras estavam ao redor deles. Puxaram o bebê, e fizeram os testes de sei lá o quê, que se deve fazer ao nascer. Edward foi atrás.
Brenda: Bella... – falou meio pasma – me perdoa! – pediu, chegando perto de mim – me perdoa, por favor, me perdoa!
Bella: o que você está falando? – as lágrimas já desciam pela minha face – o que ele tem? O que ele tem?
Brenda: eu errei! – disse tremula, meio emocionada – eu errei. No ultra som... Eu juro que eu não vi.
Bella: errou? Erro em quê, Brenda? – de repente, lá estava Edward com a criança no colo, suja, envolta numa mantinha pequena e branca. Os olhos dele estavam pregados no bebê, como se não acreditasse no que via – me deixam vê-lo! – estiquei os braços.
Edward: Bella – se sentou perto de mim, na maca, e colocou a criança nos meus braços lentamente – é...
Olhei pro bebê sem demora. Tudo o que eu vi foi uma criança suja de sangue como qualquer recém nascido, com a pele extremamente branca, de cabelo bem loirinho, com sardas e o olho quase tão verde quanto o de Edward.
Brenda: eu juro que no ultra som estava um menino – murmurou pra Edward – você também viu, não viu?
Edward: calma Brenda – falou docemente – está tudo bem. Eu também vi. Eramesmo um menino.
Neste momento, me dei conta do que eles estavam falando. De tão vidrada, não me dei ao trabalho de puxar a mantinha e ver todo o corpo do bebê. E quando o vi, talvez meu rosto tenha ficado tão branco quanto o de Edward e Brenda.
Bella: é... – gaguejei olhando – é... Isso é mesmo...
Brenda: uma vagina? – disse rindo – pois é.
Não, não. Olhei na direção de Edward sem acreditar! O bebê em meus braços, que eu mesma tinha visto sair de mim era uma menina. Tentei buscar qualquer indicio de erro, mas não. Era mesmo uma garotinha, e não tinha como contestar!
Edward: mas ela vai vestir azul – deu de ombros – pode se considerar culpada, Brenda!
Brenda: não tem problema – sorriu – eu compro todo o enxoval dela como forma de me desculpar.
Bella: não foi sua culpa – assumi meio sem acreditar – se você e Edward viram a mesma coisa.
Brenda: em todos esses anos, nunca houve nada assim na minha vida – garantiu – eu nunca fiz um parto de um bebê que eu pensava que era de um sexo, e nascia de outro! Já houve casos, mas nunca chegou a nascer antes que o descobríssemos.
Edward: não tem problema – o sorrido dele era tão grande que meu coração se enchia de amor, enquanto mirava a pequena menininha em meus braços – só Erick que vai fica decepcionado a saber que não é um menino – e riu.
Bella: Erick vai gostar – garanti cheia de convicção, alisando a face de minha garotinha linda – acredite em mim, Erick vai adorar!
Edward POV
Erick: e como é que vai ser o nome dela, pai? – murmurou ele, em meu colo enquanto olhávamos pra bebê no berçário.
Edward: bem, quando você estava na barriga da sua mãe e não sabíamos que você era um menino, Bella e eu tínhamos combinado de colocar o seu nome de Carly. Você gosta? – sorri, e ele assentiu com os olhinhos azuis grudados na irmãzinha.
Erick: Carly é bonito, pai – murmurou – mais Carly de que? – e me olhou com o dedo boca.
Edward: sei lá, garotão – dei de ombros – isso agente deixa pra sua mãe decidir. Mas agora que você escolheu, o nome da sua irmãzinha vai ser Carly.
Erick: oi Carly – mandou um tchau pra menininha que dormia quietinha logo na primeira fileira de bebês – eu sou seu irmão! Pensei que você fosse o Edgar, mais não tem problema, vou gostar de você do mesmo jeito, irmãzinha.
Edward: ela não é linda? – perguntei a Erick, cheio de orgulho. Ele sorriu, e me abraço pelo pescoço ainda olhando – não é ótimo? Agora temos um garotão e uma princesinha.
Erick: é – e riu – mais pai, qual é a diferença entre menino e menina? – cruzou os braços, meio confuso.
Edward: hã... – olhei em volta – meninas, como a sua mãe e a Carly, são as que geram os bebês. Os meninos, como você e eu, são os que os colocam dentro da barriga delas.
Erick: Ah – piscou – legal. Pai, eu quero ver a mamãe.
Edward: ótimo – logo me senti feliz por estar com Erick no quarto de Bella, onde ela lhe prensou abraços sentidos e contentes. Havia um sorriso lindo no rosto dela, como se de fato estivesse realizada. Como se um sonho houvesse se tornado realidade!
Erick comunicou a Bella sobre o nome da irmãzinha, e ela achou maravilhoso. Ao final, o nome de nossa garotinha era Carly Cullen, apenas. Trouxeram Carly para vermos, e lá estava ela, encaixada no colo de Bella que a carregava toda terna. Erick debruçado sobre a irmã ao lado de Bella, perto de mim.
Erick: mãe – disse tocando de leve na mão da irmã – estou muito feliz por ser uma menina – olhou em direção a Bella, e ela fez o mesmo.
Bella: porque meu amor? – perguntou passando a mão livre no rosto de Erick – você não queria um irmão menino?
Erick: queria mãe – assentiu – mas acho que a Carly te deixou mais feliz do que o Edgar te deixaria. Então eu amo mais a Carly – Bella e eu trocamos um olhar meigo, e então peguei Carly pra que ela pudesse dar um abraço em Erick. Eu sabia, lá no fundo, que Carly ter nascido menina era a melhor coisa do mundo. Afinal, Erick era nosso único filho, e Carly seria nossa única filha.
Lá fora estava Charlie todo contente pra ver a netinha, assim como meus pais, irmã e amigos. A surpresa pegou todos desprevenidos, mas trouxe muita felicidade! Carly era a única menina, recém chegada e quase tão amada quando Erick. Afinal, o meu garoto era especial e não havia ninguém como ele. Não mesmo. Carly era meu sangue, e eu a amava muito. Mas Erick era como parte do meu coração. Um amor especial, que claro, eu jamais deixaria Carly saber. Os dois pra mim eram como um, e assim foram pelos anos seguintes. Anos de paz, tranqüilidade, prosperidade, sonhos realizados, esposa perfeita, filhos lindos e educados...
Bella POV
Cinco anos depois
Lá estava Carly assoprando sua velinha no aniversário de cinco aninhos. Loirinha, de cabelo na altura do ombro, parecida comigo, porém de olhos bem verdes. Ao lado dela, estava o trio inseparável:
Danny, o filho de Rose e Emmett, que já trazia seis anos. Um garoto lindo, de cabelos cacheados e bem escuros, trazendo um maravilhoso olho verde e sardinhas pelo rosto. Talvez fosse o mais quieto dos três, mas eu tinha certeza que das travessuras dos três era ele quem tinha as idéias brilhantes!
Andrew, o filho de Alice, com sete anos era terrivelmente... Terrível! Assim como minha cunhada e melhor amiga, o garoto era maravilhoso em arquitetar planos malucos, como por exemplo, arrastar Erick e Danny pra por fogo numa horta de flores só porque odiava abelhas, ou queimar todas as bonecas de Carly porque ela os dedurou aos pais por isso. Erick e ele eram melhores amigos, estudavam no mesmo colégio e tinham o mesmo sonho: serem policiais.
Erick, o meu Erick. Estava grande, grande mesmo pra um menino de oito anos recém completos. Lindo, claro. O cabelo loiro agora caia na nuca, assim como a franja em sua testa. Trazia os olhos azuis mais lindos que eu já tinha visto, os mesmos olhos que faziam cartinhas e cartinhas de garotinhas da escola primária irem parar na bolsa de aulas dele. Odiava estudar, mas era muito inteligente. Sempre tirava notas boas, e isso enchia Edward de orgulho! Edward... Edward era seu grande herói. Poderia até arriscar dizer que Edward étudo pra Erick, que sem Edward Erick não seria nada! Eu podia gritar ou me dobrar em cinco, que nenhuma palavra minha teria o valor que a de Edward tem pra Erick. Não posso dizer que é bom ou ruim, só posso dizer quem o dia em que o garoto descobrir que de fato Edward não é seu pai, uma catástrofe poderá se passar.
Carly: o meu primeiro pedaço de bolo vai para... – ela olhou em volta procurando pela pessoa correta – pro Erick! – e sorriu lindamente.
Erick: Ah tá vendo? – falou ele debochando de Andrew e Danny – eu sou o irmão mais lindo e gostoso desse mundo – e foi até Carly lhe dar um abraço enorme. Ela riu no colo dele, e deu um beijo na bochecha do irmão – valeu maninha... Eu também te amo.
Andrew: Ah para Carly! – gritou emburrado – você ainda tá brava comigo?
Carly: lógico que tô! Você colocou fogo nas minhas Barbies, seu bobão! – e mostrou a língua pra ele.
Andrew: mais você me deduro, bobona! - mostrou a língua de volta. Não demorou muito pra Edward colocar ordem no barraco e Ana, nossa velha empregada, voltar a servir o bolo para as amiguinhas e amiguinhos de Carly e Erick. Os três garotos, com o bolo nas mãos, vierem em minha direção pra se sentarem ao meu lado. Erick deitou a cabeça em meu colo enquanto comia o bolo. O cabelo loiro suado.
Erick: que foi mãe? – perguntou confuso – você está bem? – pareceu preocupado. Fiz carinho na testa dele.
Bella: não meu amor – sorri sinicamente, ignorando a dor de cabeça que eu estava sentindo – estou ótima!
Erick: se viu mãe? – falou empolgado – a Carly me deu o primeiro pedaço do bolo dela! Quer? – me estendeu um pouco de bolo, e eu recusei.
Bella: claro que deu – confirmei – você é o melhor irmão do mundo.
Erick: mas eu sou o único que ela tem – ironizou – porque você e o pai não têm mais um bebê? - e mordeu o bolo. Engoli em seco, meio tensa – aposto que eu ainda vou ser o melhor irmão!
Bella: não Erick – franzi a testa – pra que? Você e Carly são ótimos, não precisamos de mais filhos...
Erick: ah, sei lá – e de repente, Edward estava chamando Erick pra tirar fotos com a irmã. Não fui, meio tonta pela minha dor de cabeça constante. Fiquei de pé e caminhei até o banheiro mais próximo. Joguei água em meu rosto, e de repente eu soube por que estava balançada.
Era sono. Sono pelos sonhos. Sonhos que não me deixavam dormir. Noites perdidas, onde eu imaginava Hank, ainda permanente em minhas lembranças, levando Erick pra longe mim. Onde o meu pesadelo se consumava. Havia sumido por anos de minha memória, mais há uns meses estavam de volta, mais vivos do que nunca. Mais reais. Mais amedrontadores. E da ultima vez que os tive, era um aviso. Um de meus medos se consumou, e fiquei grávida. De fato, fora algo bom, mas e se agora não fosse? Eram avisos... E desta vez não era gravidez, eu tinha certeza. Só bastava saber o que de fato significavam.

3 comments :

  1. ai que fofo!!! que bom que é uma menina!!! eu to com medo do que esse sonhos da Bella pode ser!!!

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  2. muito boa essa história, me fez ate chorar T.T

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  3. mas o filho da Rose é um ciclope uo é caolho mesmo KKKKk

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