ATADA A ELE - CAPITULO 50

Atada a Ele

ATADA A ELE - IZABELLA MANCINI. 

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 50 - CORAÇÕES ABERTOS

Carly: mamãe, o Erick vai ficar preso no quarto pra sempre? – Carly estava sentada encima da penteadeira usando um vestido vermelho, me esperando se trocar pra ir comigo até a delegacia de forma que eu prestasse o meu depoimento – eu não quero que ele fiquei, mamãe.
Bella: ele não vai ficar – respondi penteando meu cabelo – logo ele vai estar ótimo – queria que minhas palavras fossem reais. Queria ter certeza que Erick ficaria bem. Respirei fundo quando Edward apareceu na porta do quarto com o rosto lívido.
Edward: pronta? – perguntou pra mim, dando um sorriso pequeno pra Carly. O olhei pelo espelho, e depois me virei em sua direção.
Bella: e o Erick? – questionei em invés de respondê-lo – ele vai ficar?
Edward: vou tentar falar com ele. Se ele não abrir aquela porta pra mim eu a coloco no chão – seu tom apesar de nervoso era tocante. Claro, ele estava mesmo frustrado – eu não sei como agir. Pela primeira vez eu não sei o que fazer! – larguei o que estava fazendo e me aproximei de Edward. Na ponta dos pés o envolvi pelo pescoço e fechei os olhos – o que eu faço Bella? – perguntou com a voz embaraçada.
Bella: eu também não sei – murmurei. Quase me esqueci que Carly estava ali ouvindo tudo – mas vamos dar um jeito. Você vai ver, vai ficar tudo bem!
Carly: é, pai. Não fica triste! A mamãe tem razão, vai ficar tudo bem... – ainda do mesmo jeito nós dois olhamos pra ela, e finalmente Edward me soltou do abraço, olhando profundamente em meus olhos.
Edward: vou lá falar com ele, tá legal? – tocou em meus ombros delicadamente.
Bella: quer que eu vá também? – talvez não fosse de grande ajuda, mas eu não podia deixá-lo ir sozinho. E se Erick falasse alguma coisa pra ele que não deveria ser dita?
Edward: eu não sei se é uma boa idéia – dei de ombros – eu vou lá, e qualquer coisa te chamo, ok? – eu assenti, e ele saiu do quarto depois de me dar um beijinho na testa. Respirei fundo, e me virei caminhando até a penteadeira. Peguei Carly no colo e ela me abraçou com carinho.
Carly: vai ficar tudo bem, mãe. O Erick não é mau.
Edward POV
As minhas pernas tremiam. Abordagem pai e filho de bom sério nunca fora necessário com Erick. Apesar de ser muito imperativo e sempre arrumar umas confusões no colégio, o garoto não me dava reais dores de cabeça, com algo que eu pudesserealmente me preocupar. Enquanto caminhava pro quarto dele em silêncio, em minha mente eu via as matérias que vi nos telejornais, na internet e no jornal rodarem em minha mente.
“Garoto de oito anos atira no homem que pode ser seu pai em defesa a mãe”
Eram coisas do tipo, e com certeza chagariam aos ouvidos de Erick. Talvez fosse seja o momento mais perturbador da minha vida. Não era qualquer garoto do outro lado da porta. Era o garoto que eu conhecia desde que era apenas uma reação biológica dentro da mãe dele, que eu vi crescer dentro dela, que eu vi nascer, que peguei no colo pela primeira vez. Era o menino que tinha dito papai ao invés de mamãe em sua primeira palavra, e que mais do que tudo, tinha me dado uma chance de viver novamente.
Edward: Erick dá pra abrir, por favor? - segurei na maçaneta da porta do quarto dele, e bati com a outra mão – quero falar com você - encarei a porta por mais uns segundos, até ela ser aberta e ele aparecer do outro lado do mesmo jeito de ontem – posso entrar? – pedi, e ele me deu espaço.
Entrei sob a visualização constante de seus olhos azuis. O azul que antes era brilhante, fervoroso, cheio de energias positivas estava agora em um tom escuro, caído e tenso. Muito triste. Seu cabelo loiro estava da mesma forma, a franja caindo na testa e o cabelo em forma de tigela meio apagado. A pele pálida como a de Bella estava avermelhada, num forte tom rosado. Ele deixou a porta aberta, e se sentou na cama quando me sentei na cadeira em frente a mesa de vidro olhando na direção dele.
Edward: tudo bem? – foi à primeira coisa que vinha na minha cabeça.
Erick: você acha que está mesmo tudo bem...? – seu tom dez voz era baixo quando ele olhou pro meu rosto fixamente.
Edward: Erick, eu sei que é uma situação difícil, mas entenda... Você não teve culpa de nada! Ele não morreu. Você está bem. A sua mãe e a sua irmã estão bem. E tudo isso foi por você – comecei, talvez tomando o rumo certo – se você não tivesse feito aquilo, talvez ele tivesse machucado a sua mãe, você e a Carly... – as palavras me faltaram quando ele nada disse apenas me olhou meio tenso.
Erick: eu não estou arrependido por ter atirado nele – explicou – isso me perturba. Eu machuquei um homem, mas... O pior de tudo foi saber que vocês mentiam pra mim.
[...] o Hank repetiu mil vezes que era o... O pai dele. E se ele ouviu isso?
A voz de Bella me dizendo tais palavras ecoou em minha mente baixinho. Abaixei os olhos dele, e olhei pros meus pés. Fechei os olhos como se tivesse levado uma facada, e depois e encarei novamente.
Edward: filho... – comecei, mas ele me interrompeu com o rosto mais vermelho.
Erick: eu não sou seu filho – me apavorei quando observei uma lágrima solitária deslizar por sua bochecha. Sua expressão severa e dolorida me fez quase chorar também – porque vocês mentiram? Por quê?
Edward: Erick, você é meu filho sim! Não posso acreditar que tenha ouvido o que ele disse... – sustentar a mentira era um bom sinal?
Erick: eu não estava acreditando nele – respondeu passando a mão sobre o rosto pra limpar a lágrima – eu ouvi você e a mamãe conversando ontem lá na escada! Eu ouvi você falando: “Ele... Deu um tiro no próprio...” ai a mamãe mandou você não falar – soluçou – vai me dizer que é mentira? Vai me dizer que você não ia falar próprio pai? – envergonhado, passei a mão pelo cabelo e apertei os olhos.
Edward: você conhece algum outro pai que não seja eu? – disparei olhando seriamente pra ele. Senti meu rosto molhado e nem me importei – hein Erick? Você teve algum outro pai que não seja eu? – ele nada me respondeu, apenas sustentou o olhar.
Erick: não é disso que estamos falando – disse me olhando – eu não sou seu filho. E vocês mentiram – fiquei calado – a Carly é sua filha? – perguntou confuso.
Edward: a Carly é, e você também! Ou vai me dizer que pra ser pai você precisa ter o mesmo sangue que o filho? – fiquei de pé nervoso.
Erick: os pais não mentem pros filhos, pai... Quer dizer, Edward – revirei os olhos. Eu já não sabia o que dizer. Aquilo foi horrível. Ouvi-lo me chamar pelo meu nome ao invés de pai.
Edward: nós íamos contar – expliquei – só estávamos esperando você ficar mais velho e entender. Pra isso o que está acontecendo agora não acontecer. Mas eu vejo que você ainda é um mente fechada, Erick. Não foi assim que eu te criei.
Erick: não sou mente fechada!
Edward: é sim – provoquei – e escuta uma coisa... Eu te criei desde que você estava na barriga da sua mãe! Desde que você era menor do que um grãozinho. Eu te amei cada segundo da sua vida, desde que eu fiquei sabendo que você existia, garoto, e nada vai mudar isso. Mesmo que você me odeia pra sempre, eu vou te amar do mesmo jeito. Você é minha razão de viver, e isso nunca vai mudar. Nunca! – pensei no momento em que sai do quarto que não deveria ter feito aquilo.
Passei a mão pelo cabelo, e desci as escadas principais na direção de qualquer lugar que eu pudesse me refugiar. Simplesmente eu não suportava a idéia de perder Erick. Não suportava a idéia de que ele me odiasse. Não suportava a idéia de não ser mais o pai dele diante dos seus olhos, e nem aquele que ele tinha como modelo. Ele era meu filho. Meu filho. E não podia me odiar! Não podia...
Bella POV
Edward tinha descido pra sala feito um vulto ao sair do quarto de Erick, e Carly correu logo atrás dele. Respirei fundo depois de ouvir tudo o que disseram lá, e caminhei até o quarto do garoto. Somente eu podia dar um jeito nessa história. Somente eu poderia por um ponto final nisso tudo, e o único jeito de fazer isso era contando a verdade. A única arma pra felicidade era a verdade.
Bella: eu estou muito decepcionada com você rapazinho e... – já entrei falando, sem medir as palavras, mas calei a boca quando vi o garoto tombado na cama com o rosto enfiado no travesseiro. Ele ergueu o olhar pra mim, e vi muitas lágrimas deslizando por sua bochecha. Droga, ele chorava alto – Erick? – mãe é uma droga. Não pode ver lágrima no rosto do filho que já baixa a guarda... Foi exatamente o que fiz. Eu nunca tinha visto Erick chorar desse jeito, ele nunca tinha chorado depois da fase de bebê – filhinho, não chora... – abracei a cabeça dele, e dei um beijinho em seu cabelo loiro – está tudo bem... Eu estou aqui.
Erick: mãe – falou entre as lágrimas – por quê? Por quê?
Bella: porque o que menino? – perguntei aflita – me fala!
Erick: porque o Edward não é meu pai de verdade? Por quê? – parei de tremer, e passei minha mão sobre o rostinho rosado de Erick – o que eu faço mãe?
Bella: Erick é lógico que o Edward é seu pai de verdade, querido... Isso tudo é bobeira! – eu sorri – ele sempre te criou e sempre te amou. É ele o seu pai, e não importa o que dizem...
Erick: mas eu ouvi aquele ladrão falar ontem que era o meu pai. E ouvi você falar pro papai que eu não era filho dele, mãe – choramingou – me fala a verdade!
Bella: você quer saber a verdade? Pode ser terrível... – expliquei tensa. Como eu ia contar a história pra ele entender?
Erick: eu quero.
Bella: tá bom então – respirei fundo, e segurei nas mãos dele – quando eu tinha dezesseis anos um homem muito mal fez mal pra mim. Esse homem era aquele homem que veio aqui ontem – comecei, e ele me olhava fixamente com seus olhos azuis – e bom Erick, quando ele me fez mal, ele colocou você dentro da minha barriga.
Erick: então é verdade? – sua expressão era triste.
Bella: e você foi crescendo... – ignorei o que ele tinha dito e prossegui – O seu avô Charlie estava na cadeia por ter brigado com o cara que fez mal pra mim, e eu estava sozinha, sem casa e nem ninguém pra cuidar de mim – passei a mão pelo cabelo dele – de nós, porque você estava na minha barriga – eu sorri, e ele também – e apesar de você estar dentro de mim por causa de uma maldade, eu te ama muito. Muito mesmo. Você era tudo que eu tinha, e nada iria te tirar de mim – abaixei o olhar – a única pessoa que podia me ajudar era o seu avô Carlisle, e bem... Ele me mandou morar com o Edward porque não tinha tempo pra mim. E eu e você ficamos com o Edward.
Erick: e depois? – pedi pra ele esperar, e fui até o meu quarto rapidamente. Peguei em minhas mãos o álbum de fotografias, e voltei pro quarto dele. Sentei-me na cama de novo, e abri o álbum – o que é isso? – perguntou curioso.
Bella: sabe o que aconteceu depois? – eu sorri pra ele, e apontei pra uma foto – eu e o Edward começamos a viver juntos – mostrei uma foto onde Edward e eu, com uma barriguinha pequena, estávamos sentados juntos na varanda do antigo apartamento – e ele... Bom, ele começou a se apaixonar por mim e por você também – a foto seguinte estava nós dois, talvez com a minha barriga de grávida um pouco maior. Eu estava de pé e ele sentado na foto. Edward me abraçava pela cintura e estava com a cabeça deitada na minha barriga. Vi Erick dar um sorriso torto – o tempo foi passando... E passando – eu passava várias fotos de nós dois. Erick riu quando passei uma foto onde Edward estava escrevendo na minha barriga de batom o nome deles. Edward e Erick. A ultima foto de mim grávida era aquela do protetor de tela, onde Edward estava me abraçando por trás com a mão na minha barriga em proporções gigantescas – olha você aqui! – falei pro garoto que riu.
Erick: eu era grandão, né mãe? – tocou a foto.
Bella: era sim – sorri – e o seu pai era todo babão – ele riu – até que você nasceu... E veja só com quem foi sua primeira foto! – lá estava Edward segurando Erick quando recém nascido. O pequeno bebê loirinho enrolado numa mantinha azul.
Erick: nossa... – ele riu, e passei a foto. Era outra parecida, só que com Alice do lado – a madrinha... E o papai.
Bella: é querido – dei de ombros – e você sempre gostou mais dele... – passei novamente as fotos, agora quase todas dele quando bebê ao lado de mim e de Edward. A foto do aniversário de um ano foi a que ele mais gostou. Ele e Edward, com um chapeuzinho de festa torto no cabelo, assoprando a vela do bolo juntos – eu não ficava com ciúme, porque sabia que ele era o melhor pai do mundo. E ele sempre foi isso pra você, não é? – Erick fez um bico triste, e abaixou os olhos meio envergonhado – sabe qual foi sua primeira palavrinha? – perguntei sorrindo.
Erick: qual? – quis saber.
Bella: papai– respondi com a mão no cabelo dele – e você disse papai pro cara que ficou do seu lado sempre, que amou a mim e a você sem precisar, e que em todos os momentos da sua vida, desde que você estava na minha barriga te amou muito. Não pro cara que me fez mal, e que nunca ligou pra você... – o silêncio predominou por muito tempo, até ele ergueu o olhar pra mim e suspirar.
Erick: eu to sendo um idiota, né mãe? – falou num sussurro.
Bella: na verdade tá sim – esfreguei o cabelo dele – reveja seus conceitos, Erick. Você vai descobrir quem de verdade merece ser chamado de pai por você... E quem merece de verdade o seu amor.
Erick: será que ele vai me perdoar? Eu fui um idiota com ele – sussurro envergonhado, coçando o rosto com certa rigidez – que droga...
Bella: se ele vai te perdoar? É claro que ele vai te perdoar... Se você pedir desculpas – franzi o olhar – olha Erick, você foi muito rude com o Edward. Eu tenho certeza que nesse momento ele está muito machucado por sua causa... Você nem imagina o quanto! - ficamos em silêncio uns minutos, e ouvimos uns passos se aproximando do quarto. Quando olhamos na direção da porta lá estava Carly parada perto do batente, com o rostinho branco vermelho de raiva, e os olhos verdes na direção de Erick – Carly?
Carly: Erick, você é um bobão! – disse em tom ríspido – caramba, porque você fez o papai chorar? Que coisa feia, garoto! Ele gosta tanto de você, e você faz isso com ele... Eu estou muito triste com você, irmãozinho. É sério, muito triste!
Erick: o papai tá chorando? – perguntou pulando da cama meio nervoso, falando com Carly – como assim?
Carly: é, ele tá lá embaixo chorando. Ele não queria que eu visse, mas eu vi.
Erick: por minha causa? – pareceu incrédulo.
Carly: foi o que ele disse! – ressaltou – ele disse que te amava muito, só que você não gostava mais dele... Isso é muito feio Erick. Muito feio! – ela me olhou – briga com ele, mamãe! – pediu triste – coitadinho do papai... – e de repente que estava chorando era ela. Eu ri e fiquei de pé indo até ela.
Bella: não chora querida – falei acariciando o cabelo loirinho de Carly depois de pegá-la no colo – o Erick vai pedir desculpas, não vai amor? – olhei pra ele.
Erick: eu vou – e antes que eu pudesse sair do quarto, Erick passou por mim como um vulcão e desceu as escadas. Eu sorri e Carly parou de chorar.
Tudo bem.
Edward POV
Eu não era muito fã de lágrimas, e mal percebi quando elas começaram a cair do meu rosto enquanto eu estava parado olhando pela janela da sala. Sorri um pouco com as memórias que via em minha mente.
“[...] ela me observou colocar a mão sobre sua barriga. Eu não senti nada... Mas é claro! Ele não se movia quando eu queria.”
“Brenda: Olhem... – disse toda fofa. – Olha... Braçinhos! Perninhas... – sorriu – Hum... [...] 
Edward: é menino. – beijou meu rosto – como você disse, é um menino.”
“Bella: Erick?
Edward: não gostou? É bem atual. Tipo, um nome legal. Eu gostaria de me chamar Erick e olha, até parece um pouco com Edward. É tão ruim?”
“Era estranho da mesma forma saber que Erick estava aqui. Respirando o mesmo ar que eu, vivo, e forte.”
“Erick: papai, papai! 
Edward: ele disse papai?”
Carly: porque se tá chorando, papai? – olhei pra trás sendo despertado das memórias. Carly estava com carinha confusa me encarando no meio da sala. Aos poucos ela se aproximou, e eu limpei as minhas lágrimas.
Edward: eu não to chorando, querida – menti, tentando sorrir – eu estou triste, só isso – dei de ombros.
Carly: triste porque, pai? – ela esticou os braçinhos pra eu pegá-la no colo, e eu o fiz lentamente – pro causa do Erick?
Edward: como você sabe? – eu ri disso, ainda meio rouco por ter chorado. Oh droga, eu nunca tinha me lembrado de chorar. Não por tristeza.
Carly: porque eu sei – deu de ombros – o Erick ama muito você, papai.
Edward: não ama mais, querida – respondi tristemente – não mais. Mas eu ainda o amo, e isso nunca vai mudar... Mesmo que ele não sinta o mesmo por mim.
Carly: ele ama, pai – insistiu com o rosto meio vermelho – ele ama sim! Não chora mais não – tocou o meu rosto delicadamente – o Erick é bobo, mas ele não é burro – eu ri daquela frase estranha, e ela também riu – você vai ver... – ela se balançou e me fez soltá-la no chão. Olhei a pequena garotinha sair correndo em direção a escada.
Edward: Carly? – chamei, mas ela nem deu importância, e seguiu seu curso escada acima. Me voltei novamente pra janela tenso, e fechei os olhos.
“Edward: Erick – Erick me olhou atentamente – o que foi que você disse? – Erick olhou pra Bella e colocou o dedo na boca.
Erick: papai.”
Erick: pai? – quase nem me virei quando ouvi a voz dele. Era estranho ouvir uma voz em sonho, e depois descobrir que ela é real – papai? – lentamente eu me virei, e quando o fiz, lá estava Erick parado no mesmo lugar onde Carly estava anteriormente. O rosto vermelho, meio tímido.
Edward: Erick? – perguntei desacreditado, me virando totalmente pra ele.
Erick: eu... Posso falar com você? – coçou a cabeça – por favor?
Edward: fala – sabe quando você fica desacreditado? Sem entender absolutamente nada? Há um minuto ele estava com uma raiva mortal de mim, e agora me olhava nos olhos com um pedido de desculpas silencioso. Claro, eu o conhecia melhor do que a mim mesmo, e sabia quando ele queria dizer algo pra mim e o que era.
Erick: er... – eu me sentei no sofá e ele ficou parado no lugar encarando os pés. De repente, seu rosto se ergueu pra mim e ele sustentou nosso olhar com o rosto rígido – eu só queria que você soubesse que eu sou um trouxa, um idiota, um retardado mental, um imbecil imaturo e há... Sou mente fechada! – ele falava tudo contando nos dedos. Eu dei risada com o final, e ele também sorriu.
Vendo que o clima estava mais leve, ele se aproximou de mim e se sentou no meu colo de lado. O cabelo loiro caindo no rosto, e os olhos azuis tensos de vergonha agora mais lívidos.
Edward: o que você tá querendo dizer? – perguntei confiante.
Erick: to querendo dizer que eu sou um tonto por ter falado daquele jeito com você – deu de ombros – você é o único pai que eu conheço, e com certeza é o melhor do mundo. Amo muito você, e não vou deixar que nada estrague isso, sabe? Às vezes eu sou mesmo um bebezão de mente fechada... – ironizou.
Edward: claro que não é – falei olhando pro rosto dele.
Erick: mas foi você quem disse! – insistiu.
Edward: eu estava bravo – ressaltei – e não conta quando eu estou bravo – toquei no cabelo dele, e ele me olhou nos olhos finalmente.
Erick: você me perdoa por ser um idiota?
Edward: perdôo, é claro – respondi desacreditado.
Erick: você perdoa mesmo, é sério? – seus olhos pareciam perdidos.
Edward: não é isso que fazem os pais? – e no momento seguinte eu ganhei um abraço enorme. Retribui o abraço o apertando forte, como fazia quando ele era neném.
Erick: pai... Tô sem ar! – falou com a voz abafada pela minha camisa. Eu o soltei – ah, valeu! – e riu. Nos olhamos – eu amo você...
Edward: também amo você – ele riu – isso tá meio gay, não é? Dois machos falando “eu te amo” – Erick deu uma risada alta no meu colo.
Erick: mas você é meu pai, e eu gosto de menina! – usou um tom meio grave pra falar, e eu ri também junto com ele. Ele saiu do meu colo rapidamente, e sentou no sofá – se bem que isso de sentar no colo também é meio gay... – eu cheguei mais perto dele.
Edward: mas você é meu filho, então não conta! – o puxei pro meu colo de novo, e ele riu – eu trocava as suas fraudas, garoto. Você tem noção de como isso é gay?
Erick: ok, você ganhou no quesito boiolice – deu de ombros, e me olhou seriamente – pai, eu juro nunca mais te decepcionar. Eu juro nunca mais ser tonto.
Edward: tudo bem, filho. Você pode sempre ser idiota, que toda vez que se arrepender e vier pedir desculpas eu vou te perdoar – confessei – e hum... Vai parar de ir pra diretoria toda semana?
Erick: eu podia dizer que sim, mas na verdade, eu não posso contar mentiras. Ai já é pedir demais... – fez um bico estranho, e me abraçou novamente.

Espero vocês amanhã para o ultimo capitulo!!!

;)

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