ATADA A ELE - CAPITULO 51 EPILOGO

Atada a Ele

ATADA A ELE - IZABELLA MANCINI. 

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 51 - O AMOR TUDO PODE

Bella: hei rapazinho... – puxei Erick pela blusa antes que ele pudesse sair do carro. Carly já tinha descido, e estava com os olhos em alguém dentro do colégio, talvez uma amiguinha.
Erick: oi? – perguntou me olhando segurando na alça da mochila, com a gravata do colégio amarrada na cabeça, entre os fios loiros de seu cabelo.
Bella: por favor, vê se não vai pra diretoria no ultimo dia de aula! Pelo amor de Deus! – suplique, e ele deu uma risadinha.
Erick: hoje é o ultimo dia, mãe. Eu tenho que me despedir da galera, agente vai ficar três meses sem se ver. Acho que não vou ter tempo de ir pra diretoria e... – o sinal da escola soou – tenho que ir! Tchau mamãe... – ele pulou do carro, e junto com Carly saíram andando na direção a escola, andando com outras crianças.
Bella: tchau bebês – murmurei ligando o carro, e dando partida rumo a minha casa. Minha faculdade já tinha terminado as aulas desse ano letivo. Na escola, as crianças estavam no ultimo dia de aula... Um sorriso surgiu em minha mente quando de repente, vi a imagem de Edward, eu e as crianças numa viajem em família. As condições eram propicias, e algo dentro de mim me dizia que eu poderia convencer Edward a deixar o hospital por um dia e vir conosco numa viajem.
Ao chegar em casa, me sentei no sofá pra relaxar uns instantes, curtindo que estava tudo vazio, apenas eu e a casa toda. Mordi os lábios, e vencida pelo tédio, liguei a TV. Passavam um telejornal da manhã na CNN, e enquanto meus olhos estavam olhando pra tela, meu pensamento vagava pra outros lugares... Edward. Como ele estaria agora no hospital? Bem? Precisando de mim? Fazendo algum parto? Será que ele estava pensando em mim e nas crianças? Será que ele largaria o trabalho por uma semaninha e iria viajar com agente? Enquanto confabulava tudo sobre a viajem, o meu telefone tocou.
Alice: Bella?
Bella: Alice?
Alice: PÕE NA CNN AGORA! VOCÊ NÃO VAI ACREDITAR NO QUE VAI VER E...
Telefone caiu no meu colo quando ergui o olhar sem ao menos mudar de canal, e vi na tela da CNN o rosto de Hank numa foto de cadeia. Meu coração disparou no mesmo momento. Uma sensação estranha de tristeza me consumiu enquanto eu olhava pra tela em expectativa. Uma mulher loira, parada na frente de um presídio falava enquanto imagens de Hank passavam se intercalando com a do presídio.
“Detido após invadir a casa de sua ex namorada, o foragido Hank Galerrer de vinte e seis anos foi levado ao hospital pelo ferimento causado pelo disparo de seu próprio filho de oito anos. O menino cometeu o disparo em defesa da mãe, que era ameaçada por Hank. Sem riscos de vida, o foragido voltou à prisão de detenção máxima onde foi assassinado por outros detentos que descobriram o motivo de sua pena mantido em segredo por tanto tempo: ter seqüestrado e estuprado sua namorada na época menor de idade há oito anos. O abuso sexual de menores ou pedofilia, é sempre um motivo relevante e leva a assassinatos sangrentos em várias prisões do país. Não se sabe ainda qual foi o grupo que cometeu o crime, mas uma investigação rigorosa está sendo realizada no local para descobrirem os culpados. O corpo foi removido essa manhã para... “
Desliguei a televisão com a mão sobre os lábios. Eu não sabia o que pensar. Hank estava morto, e por um lado, isso me deixava tranqüila, mesmo que eu não desejasse a morte de ninguém. Mas pelo outro lado... Quando eu contasse isso a Erick seria um choque! Ele iria pensar que era por causa do tiro que ele deu no cara, e iria ser tenso. Fechei os olhos e respirei fundo. Droga, tinham dito na matéria que eu era ‘ex namorada’daquele traste nojento. Revirei os olhos e mordi os lábios. Eu precisava urgentemente de Edward. Fiquei paralisada no sofá, e o tempo passou. Nem percebi quando a porta foi aberta e Edward passou por ela aflito.
Edward: você viu o que passou na TV? – olhei pra ele com um sorriso pequeno e relaxado quando se sentou ao meu lado no sofá com o rosto meio surpreso.
Bella: eu vi, mas nem acredito – falei com certo tom de surpresa olhando pro rosto dele – ele... Morreu!
Edward: é – ficamos em silêncio nos olhando – eu estava no consultório com a TV ligada quando passou. Nem acreditei quando vi a foto dele lá. Que trágico.
Bella: trágico... – revirei os olhos – olha, eu nunca desejei a morte de ninguém... Mas não estou nenhum pouco triste por ele ter morrido e... – ele me puxou pro colo, e eu ri – ai Edward!
Edward: sua malvadinha, não se pode desejar essas coisas? Eu deveria te castigar por isso, sabia garota? – eu me abracei a ele e nós rimos pertinho. Abaixei-me e lhe beijei os lábios ternamente – obrigado por Erick e Carly, e por me amar.
Bella: obrigado por me amar. Obrigado por ter me aceito. Obrigado por amar o meu filho. Obrigado por Carly e por me fazer feliz... – Edward apertou minha perna como em reprovação, e eu o olhei nos olhos.
Edward: nunca mais repita isso! – falou cada palavra calmamente – obrigado por amar o meu filho, mais que bobeira! Eu deveria agradecer por você ter me deixado amá-lo... Já pensou se ele ouve isso? – eu ri baixinho.
Bella: ok, nunca mais falo isso – mexi na gola da blusa dele – hei, hoje é o ultimo dia de aula das crianças – mordi os lábios meio tensa.
Edward: é? E eles passaram de ano? – ele pareceu nem notar as minhas segundas intenções.
Bella: eu acho que sim – dei de ombros – se não passarem eu mato eles... Eles sabem disso, e não é problema... Mas eu estava pensando aqui... E se agente for viajar juntos? Eu também estou de férias, e então...
Edward: sério? Viajar? – ele sorriu bonito.
Bella: aham – concordei – você quer?
Edward: digamos que eu comprei um presentinho pra você – confessou – e se agente for viajar, eu posso te dar.
Bella: sério? – torci o nariz tocando no rosto dele – ah meu deus, mais presentes! – revirei os olhos – beleza então. Vamos viajar!
Edward: isso. Vou dar um jeito de ser segunda... E... Não se preocupa onde vamos ficar. Tomo conta de tudo! – eu o abracei forte.
Bella: eu amo muito você... – murmurei – principalmente agora que estamos muito bem, sem ninguém pra nos separar. Não é?
Edward: ninguém nunca vai nos separar... – não foi uma manhã fácil. Era terrível deixá-lo ir. Não queria que ele voltasse a trabalhar, mas tive que deixar que ele fosse. Fiquei a manhã toda no telefone com Rose falando sobre a morte de Hank, e passei de tarde pela casa de Alice pra irmos buscar os meninos juntas.
Alice: depois você me liga pra falar aonde o Edward vai te levar! – falou do outro carro, com um sorrisinho fofo no rosto. Os óculos escuros tapando seus olhos do sol.
Bella: aham, eu ligo – atrás do volante do carro eu vi Erick descer os degraus da escada com Carly agarrada a sua mão. Andrew e Danny ao lado com carinhas de cansaço. Os dois sorriram pra mim quando me avistaram, e correram até o carro estacionado no acostamento – e ai povo...
Carly: mãe, você não sabe o que aconteceu! - falou se sentando no banco de trás do carro – o Erick não foi pra diretoria! Isso foi inédito! E a diretora ainda deu um beijo na bochecha dele no final da aula...
Erick: eu prometi pro papai que não ia mais pra diretoria – disse contente no banco da frente botando o cinto segurança – e eu não vou mais mesmo - Dirigi ate em casa ouvindo Carly falar que todas as meninas da escola queriam dar um beijo em Erick no final das aulas.
Edward: a mamãe não contou que vamos viajar? – falou enquanto jantávamos, com um sorriso no rosto.
Carly: viajar?
Erick: uau pra onde?
Edward: pra praia – até eu o olhei surpresa.
Bella: nossa, eu não vou pra praia desde que estava grávida do Erick! – a próxima coisa que vi foi Edward rindo enquanto bebia um copo de água – eu com aquele barrigão mais parecia uma baleia do que uma garota! – Erick e Carly riram – se tá rindo do que garoto? – brinquei – a culpa é sua!
Edward: você não parecia uma baleia... – disse compreensivo me dando um sorriso – você estava linda. Eu sempre vou lembrar de você grávida do Erick. Foi quando você estava mais linda...
Erick: claro, é que eu sou lindo, e ela estava linda, pai – se gabou, e eu revirei os olhos – a beleza vem de dentro pra fora, já ouviram falar disso?
Bella: garoto metido – ironizei, e ele riu – ah, mas foi muito legal aquela viagem... Se não fosse por ela seu pai não teria ficado com ciúmes de mim, e agente não teria começado a namorar...
Edward: eu não estava com ciúmes! – falou vermelho, quase cuspindo a bebida.
Bella: ah, magina! Quase matou aquele tal do Mike – e ri.
Edward: você ainda lembra o nome dele? Eu não acredito! – respondeu meio nervoso.
Carly: ihhh, quando vocês começam com isso é melhor agente sair, Erick!
Erick: ah vai você. Depois que eu comer eu saio... E au! – Carly tinha dado um tapinha em Erick, que saiu da mesa esfregando a cabeça com uma mão e segurando o copo na outra – sua bobona!
Bella: hei vocês... – comecei, vendo-os sumir no outro cômodo – ok, deixa quieto – voltei a comer em silêncio, e percebi que Edward olhava pro meu rosto. Ergui os olhos e sorri também – que foi ciumento? – Edward revirou os olhos, mas voltou a me olhar.
Edward: estava pensando – falou com a voz meio encantada – sabe, se me dissessem que hoje eu estaria aqui com dois filhos e uma esposa, eu não iria acreditar. Sério, eu era tão besta que nunca quis isso.
Bella: todos um dia fomos idiotas, amor. Não se deixe levar... – nos rimos juntos. A noite correu, e o olhar de Edward ainda era vazio e encantador, como se enxergasse o futuro – onde é essa praia? – perguntei mais tarde no quarto, enquanto ele saia do banheiro secando o cabelo. Um sorriso pequeno apareceu em seus lábios quando ele se sentou ao meu lado e me deu um beijo rápido.
Edward: é uma surpresa – murmureu misterioso – você vai gostar, eu garanto...
Bella: hum... – eu ri baixinho acariciando o rosto dele – tem outra coisa que eu vou gostar, sabia?
Edward: aé? – ele riu irônico, deslizando as mãos por minha cintura. A pele fabril do meu corpo roçando no dele recém saído do banho – sabia que a Carly disse que quer um neném?
Bella: ah, só sei for pra ela cuidar... – nos beijamos devagar – está tudo ótimo.
Edward: e vai ficar melhor... – disse quase dentro do meu ouvido, me tombando aos poucos na cama.
Foi incrível o dia da viajem. Erick e Carly acordaram cedo e Edward e eu despertamos com os dois pulando encima de gente, empolgados pra irmos pra praia. Eu ri daquilo, e logo tive que acordar pra arrumar Carly e agradeci por Erick fazer isso sozinho. Fomos bem cedo, com Carly dormindo no banco de trás, deitada nas pernas de Erick, que falava e falava sobre como deveria ser legal ir a praia. Claro, já tínhamos viajado com eles muitas vezes, mas nunca pra praia. E por incrível que pareça... Quem se surpreendeu fui eu quando vi onde estávamos ao sair do carro ao lado das crianças.
Olhei pra praia, olhei pra casa, pra areia tão familiar... Tirei os óculos escuros do rosto pra ter certeza, quase estática. Meus olhos se desviaram pra Edward que carregava Carly adormecida em seu colo, e estava com Erick olhando pra praia. O garoto estava admirado.
Bella: é o mesmo lugar – comentei – o mesmo lugar daquela vez... A casa de Alice...
Edward: aham – e sorriu de lado – você gostou?
Bella: se eu gostei? Eu nem vou falar nada... – eu não sabia como deveria me sentir naquele momento. Era felicidade demais pra uma pessoa só. Ver Edward com nossos dois filhos lindos na praia contente era a minha maior satisfação. O meu coração saltava de um jeito especial, de um jeito que nem eu mesma sabia poder ser possível.
Sentada na varanda da casa ao lado daquela que era de Alice, agora sendo minha casa, eu observava os três admirada, intensamente feliz e grata. E comparava... Claro que comparava. Há nove anos a minha vida era um tormento. Eu era uma garota sem rumo, fraca, despedaçada, sem perspectivas, sem chances, sem emoção, sem nada... Com apenas uma vida pra seguir em frente e um bebê sem pai na barriga pra criar. Agora eu era uma mulher decidida, mais forte, com objetivos, com sonhos e quase todos eles realizados, com um marido que me amava e me ensinara a cada gesto que o amor pode mudar tudo. Que me ensinara que pra ser um pai de verdade você não precisa ter o sangue do seu filho, mas sim ter carinho, amor e muita dignidade a oferecer. Percebi agora a realidade dessa história toda...
A verdade era que o amor podia tudo.
Podia mudar pra melhor, como mudou Edward da água pro vinho. Podia mudar uma família, como havia mudado os Cullen na minha chegada. Podia mudar a vida de alguém, como havia mudado a minha e a de Erick. Podia transformar uma derrota em uma vitória, como no caso de Carly que nunca existiria caso Edward não quisesse ter feito o tratamento por mim e por Erick. O amor podia mudar até pensamentos, como havia mudado os de Edward. Podia mudar a minha história... E mais do que tudo, podia mudar a história de um bebê gerado pelo ódio e pela violência, sem perspectivas, sem pai e sem certezas, na história de um garoto criado com muito amor, com um destino garantido, com um pai que o amava demais e com certezas que até Deus duvidaria. O amor era o milagre da vida, e todos precisavam saber disso...
“E foi só agora que você se deu conta...”
Olhei pra trás no mesmo momento, com o coração a mil.
Bella: mãe? – falei pro nada. Não havia nada atrás de mim, nem ao meu lado, porém eu poderia jurar ter ouvido a voz dela ali, bem pertinho de mim, sussurrando aquelas palavras em meus ouvidos. Sorri de lado e assenti ternamente – foi só agora, mãe. Mas antes tarde do que nunca! – sorri pro nada, e ouvi gritinhos. Olhei pra praia quase deserta a minha frente e vi Carly pulando de biquíni cor de rosa no lugar, e Erick de braços abertos no lugar olhando pro céu. Edward também olhava pra cima, e percebi que nesse momento chovia. Eles riram olhando pra mim e eu também. Senti algo como uma leve brisa me empurrando na frente, na direção deles e levantei no mesmo momento, correndo até eles, pra me jogar nos braços de Edward. Ele me apertou carinhosamente e rodopiamos pela areia quando Erick e Carly se agarraram a nossa cintura. Fomos os quatro pro chão, mas valera apena – tudo valera apena.
Naquela noite, depois de voltamos da praia fui dar banho em Carly. Ela apagou depois de eu trocá-la, e só me dei conta do que estava presenciando quando parei na porta do quarto que Erick estava e ouvi ele conversando com Edward, que ficara de botá-lo pra dormir.
Erick: escuta pai... Você já me amava muito naquela época? – fiquei parada atrás da porta, ouvindo o resto daquela frase que me chamara à atenção. Pude ver por pequena parte o cabelo muito loiro de Erick, que estava sentado na cama e Edward sentado na beira da cama, o olhando compreensivamente.
Edward: em que época moquele? – ele riu e apertou a bochecha de Erick.
Erick: quando agente veio pra cá nas férias... Quando eu estava na barriga da mamãe – explicou com tom brincalhão – você já me amava muito?
Edward: é claro que sim – garantiu em tom sincero – eu vou te dizer uma coisa... Mas não conta pra sua mãe, entendeu? – Erick ficou sério, olhando fixamente pro rosto dele.
Erick: pode falar pai, eu não conto – cruzei os braços meio afligida por aquilo, mas depois eu dei um sorriso torto.
Edward: a verdade, garoto, é que eu amava você antes de amar a sua mãe – Erick ficou calada só olhando pro rosto dele – quando eu conheci a sua mãe, bem, ela era só um neném. Às vezes passávamos as férias juntos com nossos pais na praia, e ela era menor do que a Carly. Sentia alto estranho quando estava perto dela, ainda neném... Mas não sabia o que era. Anos depois, quando eu a vi pela primeira vez novamente, e ela estava com você bem pequenininho dentro dela, foi estranho sabe... Olha Erick, eu era um cara idiota. Um cara descabeçado que só pensava em “sexo, drogas e rock” – usou aquele ditado tosco e Erick riu baixinho – depois que eu conheci a sua mãe, a minha vida mudou, mas de inicio não foi só por ela... Foi por você. Porque eu não percebia... Mas a partir do momento em que você estava lá, eu já pensava em você antes de mim. Eu já pensava em como vocêficaria se eu a mandasse embora da minha casa. Pensava se você passaria fome, frio ou qualquer coisa. Pensava em como seria se você não fosse devidamente cuidado ainda no útero. E em como ela se viraria com você sozinha... Em como ela iria fazer pra te dar boa educação. Em como você seria quando nascesse. Em como cresceria ao lado de uma mãe tão jovem e fraca, e sem um pai pra proteger você e ela. Era tudo em você. O meu mundo passou a girar ao redor da barriga de grávida da Bella.
Erick: e como você se apaixonou por ela, pai? – meu coração estava disparado no peito. Ouvindo aquilo... Eu percebia que pra mim valia mais do que ouvir um “eu te amo” todos os dias da minha vida. Saber desse amor por Erick, acreditar e ter certeza que ele era maior do que eu podia imaginar um dia me dava força e coragem. Principalmente, alimentava o meu coração de tanto amor e devoção por Edward, que nem todas as minhas encarnações futuras poderiam esgotar.
Edward: quando eu percebi o quanto ela te amava. O quanto ela lutava por você – explicou com a voz meio tremula e emotiva – mesmo você sendo um bebê gerado de uma forma tão violenta... Ela te amava demais... E nunca te culpou por nada, nunca. Sempre te colocou a frente dela... Isso me fez admirá-la, perceber a mulher forte que estava por baixo daquela menina grávida e fraca. E me apaixonei por ela... Sempre vou amá-la, e não sei viver sem ela. Mas se não fosse por você, eu duvido que isso seria possível. Eu com certeza teria ficado escondido através de uma mascara, e jamais iria ser homem o suficiente pra dar a minha cara a tapa e me entregar de cabeça num amor. Mesmo que eu a amasse, eu não teria forças. Eu iria pensar em mim, antes de pensar em qualquer coisa... – Edward levou a mão ao cabelo de Erick, e chacoalhou – Erick... – repetiu enquanto Erick sorria, tentando se esquivar de seu carinho - sabia que fui eu quem escolheu seu nome?
Erick: por isso que eu tenho nome de modelo teen viadinho – ironizou e Edward deu uma gargalhada alta. Os dois riram muito juntos, até Erick segurar no braço de Edward e dar uma palmada – eu amo você pai. Quero ser como você quando eu crescer.
Quando Edward saiu do quarto e se deparou comigo na porta, estática, olhando pro rosto dele como se ele fosse um fantasma, se travou quando fechou a porta do quarto de Erick, apenas me olhando meio corado.
Edward: Bella...
Começou, mas não pode terminar. Voei sobre ele, jogando a toalha que eu segurava no chão. Circulei seu pescoço com as mãos tremulas, as pernas bambas de antecipação e a paixão transbordando pelo corpo em ritmo acelerado. Grudei nossos lábios enquanto as mãos dele me empurravam em direção ao quarto no final do corredor, derrubando algumas coisas pelo caminho.
Ouvi a porta bater momentos depois, e só despertei do transe quando a água morna no chuveiro cobriu minha pele nua contra a dele, se movimentando no mesmo passo, unidas. Nossos corpos cravados, todos os espaços preenchidos...
Corpo, mente e coração.
Bella: por favor, diz que vai me ama pra sempre, diz – implorei o sentindo me preencher profundamente. Os braços ao redor do pescoço dele, as pernas envoltas em sua cintura. A parede fria do banheiro contra minha pele em chamas... Os olhos nos olhos. Senti um aperto arrematador em minha coxa enquanto seus duros movimentos pra dentro seguiam, sempre na mesma direção.
Edward: ah Bella, pra sempre – garantiu se contraindo em meus braços, a voz extremamente ofegante dentro do meu ouvido, enquanto eu gemia alucinada. Senti o prazer extremo se abater sobre mim nos unindo mais quando o puxei na direção do mesmo precipício – “eu não vou te encher o saco. Eu juro! E vou tentar não gritar, nem brigar com você. Mas você precisa concordar em não me tirar do sério, também” – ainda meio mole pelo acontecimento recente, eu ri alto quando pensei na primeira vez que tinha dito aquilo. Ele tinha ido me buscar na casa dos pais dele depois de me deixar lá mais cedo. Eu, grávida de Erick, comovida e frágil... Lembrei de nós dois dentro do carro, enquanto ele me dizia essas mesmas palavras. Olhei pra ele e fiz o mesmo gesto de promessa que eu havia feito aquele dia. Edward riu e beijou minha testa – essa é minha garota.
Bella: tenho que te contar um segredo – do nada o empurrei um pouco, tremula, com os pés no chão molhado. O cabelo caindo nos ombros e os dedos em contato com os braços de Edward.
Edward: você está grávida?
Bella: não – eu ri um pouco – acho que não.
Edward: então qual é o segredo? – insistiu me prensando mais contra a parede, deslizando as mãos por minha cintura até tocar meus seios de leve, mordiscando a pele de meu pescoço. Estremeci enfiando os dedos entre os fios do cabelo dele, fechando os olhos, quase sem fala...
Bella: eu... – as sensações eram intensas demais pra serem ignoradas, me entreguei aquilo por uns segundos. Apenas quando senti seus dedos percorrendo minha barriga em direções a partes mais baixas eu resolvi falar antes de me perder totalmente – quando eu estava grávida do Erick, Alice me aconselhou te seduzir pra ninguém me separar do bebê – abri os olhos quando ele parou de se mover e me olhou.
Edward: o que? – questionou me olhando intensamente – você fez isso?
Bella: eu... Edward era o plano dela! Juro que eu não ia seguir essa patifaria toda, foi idéia da Alice. Não fiz nada pra você se apaixonar por mim... Juro pela vida das crianças. É sério! – era bem cômica a cena, nós dois nus embaixo do chuveiro, ele me agarrando enquanto eu implorava... – Edward...?
Edward: ah meu Deus Bella – murmurou com a voz sorrateira – você me magoou – segurou meu rosto levemente com uma das mãos enquanto me apertada na cintura com a outra – estou ferido...
Bella: Edward...
Edward: e eu juro que se isso não tivesse acontecido há nove anos, e se você não estivesse tão boa nos meus braços eu iria ficar triste... Por uns dez segundos – paralisei olhando pra ele, que riu – mas não pense que vai se livrar do castigo!
Bella: sério? Você não está bravo comigo?
Edward: claro que sim – me deu um tapinha sugestivo na minha coxa, e eu a ergui passando-a em volta do quadril dele – e você vai sofrer por isso – ele riu baixinho quando me beijou de leve, com ternura, enquanto me preenchia com voracidade – Bella bobinha... – ri contra os lábios dele.
Bella: vai devagar – murmurei quase dentro do ouvido dele – pode machucar o bebê – ele apenas riu também, indo mais forte, apertando-me em seus braços como se nunca mais fosse me lagar. E eu me contentaria pra sempre e sempre estando pela eternidade atada a ele.
Anos depois
Erick POV
Carly: Erick? – murmurou do outro lado da linha – está me ouvindo? ELE ESTÁ MORRENDO! – berrou no final.
Erick: como assim morrendo Carly? Você está maluca? – de repente ela começou a chorar, e eu me apavorei.
Carly: o papai Erick... –choramingou – o médico deu mais só algumas horas! Ele vai morrer... Vai morrer! – quando perdi a fala o silêncio predominou na linha telefônica por longos minutos. Apenas das sonoras lágrimas de Carly eram ouvidas – e ele quer te ver. Agora! Vem pra cá agora, Erick! AGORA!
Percorrer o caminho para o hospital em que meu pai trabalhara a vida toda com a idéia de vê-lo pela ultima vez era doloroso. Quase tão doloroso quanto fora há dois meses, quando minha mãe havia nos deixado pra sempre também. Carly e eu sabíamos que em breve essa hora iria chegar... Sabíamos que o nosso pai também não duraria muito. Era assim quando não se podia viver um sem o outro. Adentrei pela porta principal de vidro correndo, o cabelo batendo contra o rosto e os dedos suando. O coração estava disparado, e me alarmei quando me mandaram seguir para a UTI.
Carly: até que enfim você chegou – lá estava Carly, vindo em minha direção, com o cabelo loiro caindo até a cintura arredondada, devido a sua gravidez avançada. Abraçou-me forte se convulsionando pelo choro em excesso – ai Erick... Dói tanto. Tanto... – sussurrou sobre meu ombro.
Erick: você tem que ficar calma e pensar no bebê, Carly – segurei seu rosto com delicadeza – agente já esperava por isso. Lembra-se? A mamãe pediu pra sermos forte quando chegasse à hora, e nos devemos atender ao pedido dela. Devemos ser fortes pela Anne... – ao pensar em nossa irmã mais nova me senti pior ainda. Carly e eu não queríamos que ela presenciasse isso.
Carly: mas Erick – respirou fundo, com o rosto vermelho por lágrimas – vamos ficar sozinhos.
Erick: nós estamos juntos, não estamos? Eu, você, Anne, a Megan e o seu bebê – assim que eu disse o nome dela, Megan apareceu no corredor com os olhos inchados, segurando um copo de café. Minha noiva e eu nos encaramos um tempo, e sorrimos brevemente. Ao lado dela estava Anne, com o cabelo castanho caindo na cintura e os olhos verdes cheios de lágrimas.
Megan: até que enfim – murmurou, abraçando Carly pelos ombros. Anna permaneceu calada ao lado de Carly com os olhos em mim – pensei que a coitada iria ter um colapso. Vai lá falar com o seu pai – Carly e eu nos encaramos.
Erick: vocês querem ir? – Megan esfregava o braço dela delicadamente, e Carly tremia com o café em mãos. Anne negou com um aceno – é a... A ultima vez – engoli em seco. Eu nem sabia se teria forças, e rezava pra que Carly e Anne rejeitassem. Mal sabia o que fazer e o que dizer...
Carly: eu já disse Adeus – e voltou a chorar em alto e bom som abraçada com Megan – fica com ele Erick. Eu não sirvo pra isso... Eu não vou ter forças!
Anne: você sabe muito bem quem deve estar lá, Erick – naquele momento ela soou tão igual à mamãe que tive que ter certeza que era Anne quem fala. Anne, minha irmã menor que eu tanto amava. Anne, o bebê que chegou de repente pra deixar eu e Carly com ciúmes por ela ser morena. Anne, a que completou a família e fez tudo ser mais feliz – e tenho certeza que não sou eu nem a Carly – troquei olhares com Anne quando ela segurou meu ombro, compreensiva. Assenti e não esperei por mais, apenas toquei o ombro de Carly e de Megan antes de me dirigir pra porta do quarto de meu pai, com o corredor vazio e uma luz piscando. Segui o corredor tremendo. Era mesmo dizer Adeus.
Erick: preciso ser forte – sussurrei pra mim mesmo – preciso agüentar! – quando parei diante da porta, pensando em todo um passado, pensando nos meus momentos com meus pais, senti algo estranho. Era como se alguém estivesse apertando minha mão... Olhei em direção a minha mão esquerda, vitima do toque, e percebi que estava vazia. Não havia nada lá... Nada que se pudesse ver – ok mãe, eu não vou ser um idiota... – murmurei pro nada.
Girei a maçaneta da porta delicadamente, e me deparei com a janela enorme atrás da cama onde meu pai descansava a mais de dois meses, depois do acidente. Chovia, e os pingos deslizavam contra o vidro em gotinhas grossas e brilhantes. O céu cinzento não me encorajava, e muito menos a expressão de velório da enfermeira localizada num canto do quarto com uma prancheta na mão, esperando só pra confirmar a morte de meu pai dali a pouco tempo. Muito pouco tempo. A mulher me olhou sem expressão, pequena e vestida de branco. Fechei a porta ouvindo os pingos de chuva e o barulhinho que media as atividades celebrais do paciente.
Erick: quanto tempo eu tenho? – perguntei me sentando ao lado da cama, segurando a mão fria de meu pai.
Enfermeira: pode ser a qualquer momento. O doutor disse que a morte cerebral será constatada a qualquer instante – tanto eu quanto ela sabíamos que não havia nada a ser feito, e eu tão pouco acreditava que o meu pai também o quisesse. Havia me dito varias vezes que preferia morrer ao ficar num mundo sem sua Bella. E eu compreendia. Mais do que ninguém...
Erick: e ai cara? – falei pra ele, que dormia em coma profundo desde o acidente, há dois meses. O acidente de carro aonde eles iam pra praia, e que por um descuido, mamãe e o motorista havia morrido e papai havia entrado em coma. O acidente de carro que tinha posto um fim a vida de minha mãe, e conseqüentemente na do meu pai também – está pronto pra isso, não é? Eu sei que você é forte... – encontrar as palavras pra dizer corretamente era difícil. Eu não sabia se ele me ouvia.
Prossiga...
A voz doce havia ecoado do meu lado, e eu sabia muito bem a quem ela pertencia. Sorri, e olhei pro lado pra ver o nada mais uma vez. Isso era uma resposta e um encorajamento. Apertei mais a mão do meu pai.
Erick: ela está te esperando do outro lado, você pode ter certeza. Espero que lá seja melhor do que aqui. E vê se não esquece de olhar por mim, Anne e pela Carly de lá, tá bom? Ah e claro, pela Megan e pelo bebê da Carly... – eu falava como se ele estivesse me olhando. Como se ele estivesse sorrindo pra mim e fosse fazer apenas uma longa viajem. Pra mim, a morte era isso... Uma longa viajem como mamãe sempre explicava. Havia o depois, eu estava seguro. Pois se não houvesse o depois, qual seria o sentido da vida? – aliás, não se preocupa com a Anne, Carly e nem com o bebê – sorri de canto ao me lembrar como ele e mamãe estavam empolgados quando Carly disse que estava grávida.
Quando ela e o noivo apareceram em casa e disseram que iriam ter um bebê. Quando Carly sorriu e pulou no meu colo dizendo que eu seria o padrinho... E apenas um mês depois, quando veio à dor e o noivo de Carly morreu num assalto. Meus pais a encorajaram, e a fizeram continuar. Carly teve forças, e eu prometi pra que ela o bebê dela nunca iria sentir a faltar de um pai, pois eu o seria pra ele... Como o meu pai tinha me ensinado.
Erick: eu vou estar do lado delas sempre. Juro. Vou cuidar do bebê de Carly como você cuidou de mim, pai. Porque nós dois sabemos que o amor vem do coração e não do sangue... – eu ri um pouco, e senti o rosto molhado – que droga, eu amo você – e de repente eu comecei a chorar muito, com o rosto esgueirado na mão dele. Todos os momentos vieram na minha memória. Os mais longínquos e os mais recentes. Os melhores momentos da minha vida... – e eu não tenho nada pra falar, porque você já sabe. Eu sempre disse que você foi o melhor, que você foi tudo, e que me ensinou a lição da minha vida: pai é quem cria e não quem faz. O amor vem do coração e não de laços sanguíneos – notei outros choramingos. A enfermeira estava se debulhando em lágrimas no canto da sala – valeu pai – murmurei – obrigado por ter sido meu pai. Obrigado por ter me aceitado. Obrigado por ter feito a minha mãe feliz. Só... Obrigado – e nesse instante, como num ultimo Adeus, a mão dele que estava entre as minhas fez um movimento curto e apertou meus dedos.
Ergui os olhos e vi que era real. Não tive tempo de sorrir, o aparelho começou a chiar e marcar uma linha reta. A linha final. Tinha acabado pra ele... Pelo menos aqui. Tentei não chorar mais, porém fora em vão. A enfermeira chegou perto e anotou algo na prancheta desligando o aparelho.
Erick: eu também amo você – murmurei em resposta.
Um mês depois
Danny: Erick, você está ouvindo? ERICK! – olhei na direção do meu primo meio perdido. O consultório estava vazio na hora do almoço, apenas eu e Danny examinando algumas fichas de pacientes em comum. Como nossos pais, Danny e eu tínhamos virado médicos e Andrew policial. Claro, eu tinha tentado ser policial, mas a profissão de meu pai de repente tinha me sido atrativa.
Erick: quê? – olhei pra ele meio perturbado.
Danny: pô cara, nós somos obstetras! Como você vai fazer o parto da senhora Thompson totalmente alienado? – e riu me dando um tapinha – bola pra frente – murmurou em tom sério – você tem que continuar vivendo.
Erick: eu sei cara, eu sei – murmurei abrindo a ficha sobre a minha mesa – mas é que... Que desde o enterro do meu pai eu sinto que tem alguém querendo falar comigo, sabe?
Danny: como alguém? – estreitou os olhos verdes – há, lá vem você com esse papo de espíritos de novo!
Erick: não é papo, é verdade – ele nada disse – você é médico, e sabe tão bem quanto eu que a vida não termina na morte. Ou vai dizer que é mentira? – Danny apenas me olhou brevemente e deu de ombros sorrindo de canto.
Danny: e quem quer falar com você? O tio Edward ou a tia Bella? – questionou sério.
Erick: eu também queria ter essa resposta... – a porta foi aberta com força. Era Anne. O cabelo castanho revolto e os olhos verdes apavorados – Anne?
Anne: ERICK, A CARLY ESTÁ EM TRABALHO DE PARTO! - berrou pra mim.
Tempos depois lá estava eu na beira da maca, segurando a mão de Carly junto com Anne enquanto ela empurrava. A médica estava fazendo o parto, e naquilo eu não queria me envolver. E claro, as memórias vieram... De quando a minha mãe estava tendo Carly e fui eu quem avisou pro meu pai. Quando Anne estava nascendo, dentro de um avião na nossa volta de Paris, e papai mesmo fez o parto enquanto sobrevoávamos o oceano. Carly berrou, berrou e berrou, até o momento em que a médica botou um bebê rosado no meu colo, e disse:
Médica: parabéns papai – Carly sorria muito, aliviada. Anne estava sobre mim se esticando pra ver o bebê – é uma menina...
Era mesmo uma menina. O cabelo loirinho cobria toda sua pequena cabeça, e os olhos verdes estavam pequeninos. A pele muito clara envolta por sardas nas bochechas... E eu comecei a chorar.
Anne: larga de ser frouxo! – e riu, paparicando a bebê. Carly reivindicou a criança, e a segurou delicadamente ainda suada.
Carly: oi, bebê – disse contente, rindo a toa. Olhando de mim pra bebê – olha Erick! É menina, é menina! – disse contente – a nossa filha... – eu ri junto.
Anne: isso foi tão incestuoso... – fez cara de nojo – se for assim à menina é minha também!
Carly: ela vai ter duas mães um e pai...
Anne: do jeito que o Erick está chorando vai ser três mães e nenhum pai – a médica quis levar a bebê. Mas Anne e eu a perseguimos até o berçário um tempo depois, e ficamos esgueirados no vidro vendo o bebê dormir tranqüilo no berço cor de rosa – a mamãe e o papai estariam muito felizes com isso... – murmurou pra mim com lágrimas nos olhos – oi, neném – e deu tchau.
Erick: estão sim – murmurei de volta, com os olhos fixos na bebê.
Anne: qual vai ser o nome? Bella? – e rimos.
Erick: talvez... – dei de ombros – talvez a Carly queira.
Anne: podia ser Summer – sugeriu contente – Bella é muito clichê! Eu sei que era o nome da mamãe... Mas... Era a estação do ano que ela mais gostava... Summer.
Erick: eu daria tudo pra saber como ela está agora, a mamãe – Anne me olhou surpresa – ela e o papai...
Era um lugar imenso e estava vazio. Talvez uma praia. Não sim, era uma praia e com certeza eu não fazia parte daquele cenário. Apenas podia ver... Tudo entrou em seu foco, e vi exatamente o lugar. A casa de praia dos meus pais. A praia de tia Alice... Exato, era mesmo ali. As ondas quebravam na areia levemente, causando marolas calmas e tranqüilas. O ar úmido e fresco soprava em variadas direções. O sol também brilhava, porém bem fraco no ocidente, formando certinha a linha do horizonte. Um crepúsculo laranja...
Era o melhor sonho da minha vida, claro. Uma paz enorme me era transmitida... Até ao longe, eu ver duas figuras se movimentando. Fixei a atenção lá, e aos poucos eles se aproximavam. O cenário não se alterou quando quase acordei pelo susto. Eram uma mulher e um homem. O homem era alto, loiro, de olhos claros e se vestia todo de branco. Uma camisa por baixo, outra por cima de botões aberta que voava com o vento... Junto de um short também branco e pés descalços na areia fofinha.
A mulher usava um vestido de alças até o joelho, leve e esvoaçante... Com uma barriga de grávida imensa, mas que a deixava demasiadamente graciosa. O cabelo castanho caindo certinho nas costas, e os olhos castanhos e profundos na direção do homem. Como ele também tinha os seus na direção dela. O olhar que eu só havia presenciado em toda minha vida no semblante de duas pessoas...
Papai e mamãe.
E aqueles sorrisos me revelavam mais... Papai e mamãe juntos, no melhor lugar de sua vida, onde eles mais amavam estar... Naquela praia. Papai e mamãe como mais amavam estar... Juntos. Papai e mamãe no melhor momento de suas vidas... Quando me esperava. Comigo. Vi as mãos dele deslizarem sobre a barriga enorme quando pararam a beira mar, os pés tocando a água que os atingia. Vi a ternura nos olhos de ambos, e algo mais forte quando a mão de mamãe deslizou sobre a dele, juntas sobre a barriga. E ele tinha razão... Ela estava linda grávida... De mim.
Era essa a resposta.
Juntos. Onde mais amavam estar. No melhor momento de suas vidas. Comigo.
Anne: ERICK? ERICK, DROGA! A SUMMER ESTÁ CHORANDO! – abri os olhos lentamente, e vi Anne rindo na minha frente – que cara de doido é essa?
Erick: hã, a Summer? – fiquei de pé rapidamente coçando os olhos.
Anne: é, a Summer! Nossa filha! – e riu da piadinha que eu, ela e Carly compartilhávamos – a Carly está no banho, e você sabe... Ela não gosta muito de mim, a bebê. Se ela pudesse tenho certeza que me tacaria a mamadeira na cara! Vai lá pegar ela... – ouvi o choro engraçado de Summer e segui pro quarto dela, cor de rosa.
A coisinha pequena estava se revirando no berço, e parou de chorar quando a peguei.
Erick: pronto garota – murmurei ajeitando-a – tudo beleza... – botei a mamadeira na boca pequenina, e ela sugou calmamente. Sorri pra Anne que revirou os olhos.
Anne: sabe, eu estava pensando... – olhei pra ela – sobre o que você disse da mamãe e do papai... Como será que eles estão? – sorri mais ainda em direção a Summer pra responder...
Erick: Juntos. Onde mais amavam estar. No melhor momento de suas vidas. Comigo.
FIM
Toda a Equipe do Twilight Moms Brasil gostaria de agradecer a Izabella Mancini por ter confiado no nosso site, compartilhando conosco essa estória sensacional!!! Iza, sem palavras para definir seu talento, amamos acompanhar Atada a Ele e esperamos que você possa compartilhar novas lindas estórias conosco. 
A vocês leitores, também, o nosso muito obrigado! Agradecemos a visita, os comentários e o apoio de todos vocês!!!!

Esperamos vocês amanhã para uma nova fanfic sensacional!!! 
Até lá!
Mil beijos. 

8 comments :

  1. chorando litros!!! muuuuito emocionante!!! parabéns a Izabella Mancini e ao Twilight Moms Brasil por te compartilhado conosco essa Historia incrível e emocionante!!!!

    ReplyDelete
  2. Também ameeeii, é linda! Chorei muito...
    Beijusculos!!

    ReplyDelete
  3. Muuuito perfeita, sei lá, cria um livro com essa história rs, eu com certeza iria comprar , super emocionante PERFEITA.

    ReplyDelete
  4. Só chorei os oceanos, mares, rios e lagoas kk
    P-E-R-F-E-I-T-O!!

    ReplyDelete
  5. Bela historia de Amor....bjos

    ReplyDelete
  6. This comment has been removed by the author.

    ReplyDelete
  7. Amei essa fic, eles ficaram juntos desde sempre. muito emocionante, fiquei tão apegada li em apenas duas noites! fiquei com nó na garganta e chorei rios de lagrimas nesse epilogo. mais foi lindo apesar de não gostar muito de finais como esse, mas realmente valeu a pena!

    ReplyDelete
  8. Eu ja li essa fic umas mil vezes e sempre me emociono estória maravilhosa.. se fosse publicada em um livro eu compraria com certeza... a autora esta de parabéns uma das fic mais lindas ja escritas do universo twilight

    ReplyDelete