PARADISE - CAPITULO 1

É com muita felicidade que apresentamos hoje para vocês a fanfic da talentosíssima Mariana Cardoso, PARADISE! Apertem os cintos e preparem o coração!!! 




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Romance/Drama


NOTAS DA AUTORA: Oi meninas! É com muito prazer que inicio mais uma fanfic ao lado da Leili e da Lu, sem contar todas vocês me dando apoio sempre. Espero um pouquinho de maturidade para compreender que Edward e Bella ainda não se conhecem, teremos um pouco da vida de ambos antes deles se encontrarem no capítulo 3. Começa um pouquinho triste... Melhora, eu prometo. Confiem em mim que prometo que vai dar tudo certo. Não é uma fanfic Bella e James, apenas leiam para entender.


Capitulo 1 - O CASAMENTO 


Miami, Flórida – USA

Isabella.



Desde pequena sou uma planejadora nata. Sempre fui extremamente organizada com minhas coisas, seja na casa do meu pai, seja na casa da minha mãe. Charlie foi um policial a minha vida inteira e hoje já estava aposentado em sua casa com sua esposa, minha mãe. Cresci com ambos separados vivendo suas vidas, criando a mim e meu irmão com muito amor e acreditando que nós dois não sabíamos das noites de paixão, viagens e até mesmo brigas por ciúmes. Morávamos na mesma cidade, em duas casas. Até que alguns anos atrás, logo após o meu noivado eles resolveram que iriam passar o fim da vida juntos.

Decidi que seria publicitária quando menina, porque meu irmão queria ser jornalista. Ambos decidimos trabalhar com comunicação social no colegial quando participamos do jornal da escola. Jasper e eu temos apenas onze meses de diferença, minha mãe estava comemorando o fim do seu resguardo quando engravidou. Nós sempre brincamos que ela e meu pai foram bastante intensos na quebra de jejum. Somos quase como gêmeos, melhores amigos. Nunca brigamos muito, apenas implicância infantil ou birras por ciúmes, no mais, éramos a mesma carne o tempo todo. Chegava ser meio louco.

Nossa infância foi deliciosa. Vivendo na Flórida a vida inteira até a faculdade, brincamos na areia da praia, construímos castelos, tivemos grandes amigos, crescemos e fomos para a mesma universidade em Nova Iorque. Dividimos um apartamento quando ambos conseguiram um emprego porque tínhamos uma bolsa integral que cobria o custo do estudo. Com honras, nos formamos e casamos. Ele conheceu Alice no colegial, ela estudou na Florida mesmo, porque sua mãe estava doente e não quis se ausentar. Eles conseguiram manter um namoro saudável, mesmo a distância.

Já eu conheci James no primeiro ano da universidade e não sabíamos que vivíamos na mesma cidade pela vida inteira. Foi paixão a primeira vista, namoramos até o fim da faculdade, tivemos um noivado curto e um casamento lindo. Com direito a flores, padre, vestido branco, convidados, padrinhos e um bolo com três andares. Nossa paixão adolescente durou exatamente oito meses. Com dois anos de casado, nós estávamos convivendo juntos e com preguiça um do outro. James depois que casou não era o mesmo e eu percebi que não o amava o suficiente para poder aturar seus problemas e os meus problemas.

Ele, jornalista, só pensava em escrever seu livro sensacionalista e eu queria ser mãe. Aos vinte seis anos de idade planejei que teria meu primeiro filho sendo casada ou não. Ele queria ter filhos, nós concordamos com isso e hoje, estava dando para trás em toda oportunidade que tinha. Me recriminar pelo meu desejo nos levou a exaustão até que fingi desistir para poder salvar meu casamento. Ele era meu marido. O homem que jurei amar até o fim da minha vida e realmente gostava da sua companhia, mesmo que fosse trocada pelo jogo, amigos ou pelo notebook.

Financeiramente éramos estáveis, nunca passamos necessidade ou precisamos hipotecar a casa que compramos quando casamos. Temos dois carros bons na garagem e uma vida de classe média sustentada por nossos trabalhos de alto cargo. Eu era Diretora de Arte e Criação da agência que me contratou logo de primeira quando voltei a morar na Flórida. Ele era correspondente da Times e vivia viajando, ganhando excelentes bônus por boas matérias.

- Bella? – James gritou fechando a porta da frente. Contei os segundos para ouvir a chave bater na mesa de centro e arranhar meu vidro. Ele só iria sossegar quando quebrasse – Cheguei. Está pronta?

Ah... Jantar na casa dos seus pais. Claro que eu estava extremamente animada, para não dizer ao contrário. Minha sogra era a verdadeira face da bruxa de blair. Cobra apaixonada pelo filho que não me suportava e nunca suportou. Isso nunca o impediu de ficar comigo, no entanto. Ele raramente dá ouvidos a sua mãe ou briga comigo por causa dela. Eu a aturo porque ele me respeita, no mais, ela simplesmente não representa nada na minha vida ou dentro da minha casa.

Claro que ela não gostar de mim me incomodava muito. No início fiz de tudo para agradá-la, hoje era apenas uma pessoa que eu sorria pensando em apertar o pescoço. Meu celular apitou mostrando que era hora de ir. Todos os meus compromissos eram cronometrados e listados. Nada podia sair um pouco fora do ritmo ou simplesmente enlouquecia. Minha mãe era um terror de memória e relapsa com exatamente tudo ao seu redor. Não tinha compromisso com nada e facilmente mudava de ideia. Jasper era um pouco assim. Eu era como meu pai. Nenhum fio fora do lugar.

Meu armário era organizado por cor e o dele também. Cuidava das suas roupas e acessórios para não ter bagunça a minha frente. Nosso olhar se encontrou no espelho e ele veio fechar meu vestido, tocando meus ombros levemente. Nós trocamos um beijo frio, apenas de cumprimento e saímos. Fazia uma eternidade no qual não fazíamos sexo. Nem amor. Nem apenas uma transa. Nada. O que me deixava com a pulga atrás da orelha com sua distância comigo. Não podia ser pelo fato que ele estava com medo de uma gravidez. O idiota sabia que era só usar camisinha como fizemos até o casamento.

Eu conhecia seus desejos, sua aptidão sexual e até mesmo seu desempenho na cama. Nossa lua-de-mel durou oito meses, depois disso as coisas entraram uma rotina morna, mas sem faltar sexo a quase todo instante quando sozinhos. Foi surgir o tópico "bebê" a três meses atrás que a fonte secou. Ele não poderia estar três meses sem sexo. E eu estava louca para descobrir sua traição. Nenhum batom, nenhum perfume, nenhuma mancha. Nada. Nem horário estranho. James me avisava tudo que queria ou iria fazer e sempre me ligava.

- Está tudo bem?

- Claro... Só um dia cheio.

- Nós não vamos ficar até o fim... Eu quero conversar com você um pouco.

- Tudo bem querido. – sorri apertando sua mão e seguimos para a pequena festa de família.

Minha sogra amava status. E talvez meu cargo alto fosse a única coisa que gostasse em mim. Passei horas ouvindo seus elogios forçados na frente de pessoas enquanto meu marido tentava desviar o assunto e me tirar do foco. Não comemos com eles e fomos embora em direção a um restaurante que frequentávamos muito. Era o favorito dele, eu odiava a comida, o atendimento e o preço. Caro e feio. James ignorava minha opinião e com o tempo, passei a ficar quieta.

Em um clima romântico, com velas e uma comida mais ou menos, ele sustentou a noite falando de nós dois, relembrando coisas que me fez suspirar e rir. Às vezes ele ainda era o menino sonhador que me apaixonei e perdi minha virgindade. E era justamente o mesmo que me impulsionava a não desistir do meu casamento tão sonhado e planejado durante anos.

Encerramos a noite em casa, bebendo vinho e rindo. Dançamos juntos na sala e ele me beijou como não havia feito durante semanas. Eu estava magoada com sua negligência. Eu era uma mulher casada com necessidade sexuais não saciadas pelo marido por pura birra. Eu ansiava toque, afagos, carinhos, dormir abraçada... Essas coisas que precisamos para acordar bem no dia seguinte.

- Eu amo você... Sabe disso. Não estou preparado para ser pai agora. Me desculpe em falhar nisso, mas eu simplesmente não posso ceder ao seu capricho.

Ter um filho comigo era um capricho? Ele achava que meu sonho de ser mãe era um mimo que ele poderia me dar como a porcaria de um anel da Tiffany's? Fechei meus olhos respirando fundo, querendo chorar e gritar ao mesmo tempo. Continuei me deixando ser embalada pelo ritmo da música e deixei que me beijasse, me levasse para cama e transasse comigo sem colaborar com exatamente nada. Pequenos gemidos para estimulá-lo a acabar.

Precisava pensar... Abrir mão do meu filho?

Não.

Ele era meu marido. Abrir mão dele?

Não.

Alguma hora eu teria que decidir e estava sofrendo antecipadamente por isso. No dia seguinte ele estava bem, cantarolando pela casa, roubando beijos, me abraçando enquanto eu estava me afogando em angustia e vontade de chorar. O dia inteiro martelando e passando pela porta do nosso quarto de hóspede vazio, com as paredes brancas e móveis cobertos. Seria o quarto do bebê. Nós decidimos isso quando compramos a casa... Tinha uma porta que ligava ao nosso quarto. Alguém construiu a casa pensando nisso e eu amei no momento que vi.

Abri a porta do armário e contemplei o espaço vazio imaginando bichinhos e pequenas roupinhas fofas espalhadas ao meu redor, fraldas, um cheiro de neném e um bebê pequeno, parecido comigo e com ele nos meus braços, se remexendo, pedindo atenção. James veio me avisar que iria tirar a tarde para escrever e eu avisei que iria sair, dar uma volta no shopping sozinha para comprar umas roupas.

Entrei na primeira loja de bebê que vi e sentei em uma pequena poltrona, apreciando tudo que as vendedoras me mostravam. Sorrindo e chorando de tanto fofura. Amando e sonhando como a grávida que estava ao meu lado, mexendo na sua barriga, rindo para o marido que a beijava. Ambos me desejaram uma boa gravidez de coração. Minha barriga estava tão vazia. Eu me sentia tão sozinha.

Comprei várias roupinhas e dirigi até a casa dos meus pais, onde as escondia no meu antigo quarto. Meu pai estava na sala, assistindo futebol e me deu um olhar solidário que me desarmou. Sentei ao seu lado e deixei toda minha dor e frustração rasgar meu peito. Meu marido não queria ser o pai do meu filho. Isso me doía muito mais que uma traição. Meus pais sabiam tudo que passava comigo porque eles me aconselhavam e me acalmavam sempre que podiam. Não consegui pronunciar uma palavra de tanto que soluçava ou gania feito uma criança, desesperada, com medo e profundamente magoada.

O que iria fazer para salvar meu casamento e ter meu filho?

Charlie não era fã número um de James. Primeiro que sou sua filha caçula, ele nunca vai ser fã de nenhum namorado meu, segundo ele. E então tinha essa negação dele em ser pai e realizar meu sonho como casais compromissados um com o outro fazem. Naquela mesma noite em casa, James não reparou minha falta de sacola nas mãos ou quanto tempo fiquei enfiada na banheira do nosso quarto sem nem se animar a juntar-se a mim. Querendo provar meu ponto, desfilei de lingerie a sua frente e não ganhei nenhum olhar, somente um beijo de boa noite quando anunciei que iria dormir mais cedo por conta do dia seguinte.

Ele não veio me abraçar. Muito menos dormir comigo.

Cheguei a agência de óculos escuros porque amanheci chorando. Maria, minha secretária me recebeu com café e toda minha agenda detalhada. Eu estava preocupada e sem nenhuma concentração. Assim que me vi sozinha, voltei a chorar olhando para minha aliança, minhas fotos do casamento em cima da mesa e minha lista de planos para vida. Entrei na faculdade que queria, me formei com honras, casei na idade que previ e agora... Eu queria trocar tudo aquilo conquistado com muito orgulho para poder ter meu bebê.

- Sra. Philips? – Maria chamou no ramal interno – Seu marido aguarda na linha um.

- Pode passar, Maria. Obrigada. – disse baixo, sem ocultar meu desânimo.

- Oi meu amor. Bom dia. Não te vi sair... Recebi um chamado. Arrumando as malas para Guatemala. Volto em dois dias.

- Guatemala, James? Mas é tão... Rápido. O que houve? – perguntei alarmada e muito puta.

- Recebi um e-mail agora, estou te encaminhando. Tem o número e o nome do hotel que vou ficar... Furo de reportagem, o chefe pediu atenção máxima e descrição.

- É perigoso?

- Você sabe que vou me cuidar. Eu amo você. Se cuida. Se ficar ruim estar em casa sozinha, durma nos seus pais, tudo bem?

- Tudo bem. Se cuida. Amo você. – murmurei me sentindo deprimida novamente.

Abri meu email e conferi o pedido do chefe, qual era a matéria e como ele devia proceder no país. Fiquei irritada com sua viagem, enciumada com sua dedicação ao trabalho e completamente frustrada que ele tinha ido antes mesmo que pudesse conversar sobre o tópico mal resolvido entre nós dois. Pelo menos estaria sozinha para poder pensar melhor em relação a nós dois e o rumo que o nosso casamento estava tomando. Era bom que tomássemos uma decisão antes que tudo se perdesse.

Faltava comunicação. Faltava tudo que eu queria. Tinha tudo que ele queria.

Procurei uma lista de psicólogos pensando que uma terapia de casal fosse uma excelente ajuda. Mandei um email a ele como sugestão porque estava ansiosa e ociosa. O silêncio da agência estava me dando aflição fora do comum. Meu celular tocou e era ele.

- Querida, o que é isso? Nós precisamos de terapia? Pensei que o assunto tivesse sido resolvido. – disse exaltado diante uma barulheira ao seu redor – Olha, estou no aeroporto. Não dá para conversar sobre isso.

A ligação foi encerrada antes que pudesse falar algo. Fui ao banheiro lavar meu rosto e usar o sanitário quando vi a mancha de sangue e lembrei a data do mês. Mais um ciclo tinha vindo... Esperava que ao menos a nossa performance da outra noite tivesse dado algum resultado ou será que mesmo assim deveria esperar? Será que engravidando James mudaria de ideia? Ele poderia se apaixonar pelo bebê, pela situação... Eu poderia mostrar a ele com um pouco de paciência, talvez...

Formulei um plano na minha mente, fiz o ridículo cálculo da tabelinha e sorri pra mim mesma, mudando meu espírito rapidamente. Tive um novo ânimo para trabalhar quando me dei conta que poderia mudar todo quadro do meu casamento e acrescentar meu sonho. Só estava sendo tão teimosa quanto ele quando poderia simplesmente dar um jeitinho e agradar ambos. Quando minha mãe dizia que o casamento dependia da mulher e eu ria, hoje sabia que era plena verdade.

Começando meu plano de sedução, enviei uma mensagem ousada e romântica para o seu celular. Não sabia se tinha embarcado ou não, sua resposta só veio no dia seguinte pela manhã. Continuei com meu plano de tortura-lo por mensagens até o dia que fui busca-lo no aeroporto com seu retorno. Sua mãe sempre insistia com um jantar, mas dessa vez, pedi que fosse no dia seguinte e ela concordou. Nós tivemos uma noite muito interessante, na qual eu não comentei que tinha suspendido meus remédios e que estava começando minha tentativa de gravidez sem sua real concepção.

Namoramos como não fazíamos em muito tempo. Foi divertido e recompensador, mas, minha mente já contabilizava tudo rapidamente. Eu estava ansiosa para chegar o dia que simplesmente iria ver dois risquinhos positivos no teste de gravidez. Meu humor estava inabalável.

- Fazia tanto tempo que não via esse sorriso. – disse me abraçando – Preciso viajar mais?

- Nem pensar... Quero você pertinho de mim.

Enquanto eu não engravidar, completei em pensamento.

- Você está linda. Vamos?

Sua mãe nos recebeu com um banquete. Ela me ignorou a noite inteira, o que eu estava grata. Suas perguntas e atenção eram exclusivas sobre ele e a viagem, o que foi bem interessante de ouvir. Meu sogro era o único que me adorava, sempre me mimava muito e torcia pelo neto bem rápido.

- Então, Bella. Anita mandou convite do chá de bebê dela, você vai comigo? – Helena virou-se pra mim pela primeira vez.

- Claro... Só me diz a hora direitinho que me organizo. – respondi dando um sorriso sincero. Iria no chá de bebê e anotaria ideias para o meu próprio em meses.

- Anita está grávida? Que bom. – James disse cortando um pedaço de torta – Mais um bebê para Bella mimar com presentes.

Nossos amigos em comuns tinham filhos e estavam se encaminhando. O próprio irmão de James tinha três filhos lindos que eu amava de coração. Como James não poderia se animar com tanto exemplo ao nosso redor?

- E vocês, quando vão me dar um netinho? – sua mãe perguntou esperançosa.

- Bella e eu decidimos não ter filhos. – James respondeu o que me pegou de surpresa, me fazendo engasgar. Foi preciso levantar os braços e ganhar tapas nas costas para pode me acalmar.

- Decidiram? – os pais dele perguntaram juntos, alto e assustados. – Bella sempre quis um bebê! – Helena gritou angustiada.

- Decidimos? – perguntei a James com o olhar desafiador. Não tínhamos decidido porcaria nenhuma.

- Não agora... Pelo menos. Ou não tão cedo.

- Quando? – seu pai insistiu vendo meu olhar cair. Eu estava pronta para rebater quando ele respondeu como se fosse nada.

- Daqui a uns dez anos, por aí. Não agora.

Paciência, Bella. Lembre-se. Paciência.

- Querido, não estou me sentindo bem. Podemos ir? – perguntei baixinho no seu ouvido e ele assentiu.

Dez minutos depois estávamos em casa. Deitamos de costas um para o outro, ainda acordados quando eu respirei fundo, acalmei minha raiva e os pensamentos, virei de lado e o abracei pensando firme na sua mudança de ideia quando descobrisse que eu estava grávida. James iria ter que mudar porque eu não queria escolher entre ele e o bebê. Ele suspirou e dormiu achando que estávamos bem, mal sabendo que eu iria ficar muito melhor em breve.

Cinco semanas se passaram com ele agindo normal, nossa vida sexual tinha voltado com meu esforço de sempre estar linda e disposta, rezando para o teste positivo. Meu ciclo veio, o que me deixou uma semana maluca de raiva e frustração.

- Bella? O que é isso? – James perguntou na cozinha, segurando uma caixa de teste para gravidez vazia – Você está grávida?

Olhei nos seus olhos e vi desconfiança e o medo. Resolvi que iria brincar com isso só porque estava muita raiva.

- Sim. – disse simplesmente.

A cozinha caiu em um silêncio horrível quando ele deixou a caixa cair como se tivesse medo de pegar uma doença. Continuei encarando-o, esperando uma resposta, uma reação, uma alegria. Qualquer coisa.

- De quanto tempo?

- Não sei. – disse dando os ombros – Bem pouco. De três a cinco semanas, no máximo. – completei encostando ao balcão.

- Até quantas semanas podemos resolver isso? – perguntou e meu mundo parou. O que ele disse? – O que você disse?

- Aborto, Bella. Quantas semanas se pode fazer um aborto?

Meu sangue começou a fervilhar nas veias, minha mente estava berrando nos meus ouvidos para mata-lo.

- Eu quero ser mãe! – gritei arremessando todos os pratos de porcelana horríveis que minha sogra tinha me dado no chão.

- Eu não quero ser pai. – gritou mais alto, assustando a vida fora de mim. James nunca tinha gritado comigo, nunca.

- Sai da minha casa. Pega as suas coisas e desaparece da minha vida. – disse baixo, apontando para rua, tentando ignorar as lágrimas que desciam no meu rosto como cascata. – Vai embora. Eu não vou tirar criança nenhuma e não preciso de você para ter um filho. Não preciso de você para absolutamente nada na minha vida.

- Amor, não... A gente pode resolver isso. – aproximou-se tentando me abraçar

- Oferecer que eu faça um aborto não é amor... Você sabe os malditos riscos que eu correria por conta do seu pânico de ser pai? – gritei esmurrando seu peito – Eu fortemente te odeio agora. Odeio! Matar uma criança! Você é nojento!

- Para com isso, Bella. Você sabia que eu não queria, sempre soube.

- E você sempre soube que eu queria e mesmo assim, resolveu passar por cima dos meus desejos e sentimentos!

- Eu nunca quero dividir você com uma criança. Nunca. – disse me segurando firme pelo braço, chegando a machucar.

- É melhor me soltar. Eu vou acabar com a sua vida se não me soltar agora e sair da minha casa. – disse bem baixo olhando nos seus olhos.

James saiu da cozinha e de casa rapidamente, sem nem olhar para trás. Algo dentro de mim gritava que meu casamento tinha acabado exatamente ali. Jamais conseguiria viver sabendo que ele poderia ser um risco pra mim e para o bebê. Ele não mudaria de ideia porque seu amor é tão louco que prefere me ver sofrendo do que me dividir com seu próprio filho. Isso era uma traição enorme que meu coração não tinha como contabilizar o dano.

Cai sentada no chão, em cima dos cacos de vidro, berrando meu choro dolorido para quem quisesse ouvir. Meu casamento tinha acabado antes mesmo de começar.

E eu nem estava grávida de verdade.






N/A: Comentem bastante, perguntem bastante e nos vemos amanhã às 18 horas!


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6 comments :

  1. U.U essa fanfic vai dar o que falar!!!

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  2. Que primeiro capitulo, ansiosa por conhecer mais da historia e da autora tbm :))

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  3. muito boa mesmo a historia to ansiosa para ver o 2 capitulo

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  4. Adorei, muito booooom!!!!!!! ansiosa.....

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  5. Parabéns!!! Excelente início!!! (começando a ler hoje) rsrsrs;;;

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