PARADISE - CAPITULO 2



PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Romance/Drama

CAPITULO 2 - O MENINO BATMAN.

Capítulo 2 - O Menino-Batman
Londres, Inglaterra – UK
Edward.


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- Papai, você é o super-homem?

- Não, mas eu gostaria.

Meu filho era a pessoinha mais inteligente do mundo inteiro. Havia diversão, sorte, sagacidade, amor, carinho, curiosidade e compaixão em um mini-homem de seis anos de idade chamado Harry Anthony Masen Cullen. Ele só tinha meu sobrenome por escolha da sua mãe, segundo ela, amava demais e era muito bonito. Ângela e eu nos divorciamos a dois anos e meio, porém, ela veio a falecer seis meses atrás em um acidente de carro com o seu atual marido, que foi seu amante durante todo o nosso casamento. Se Harry não fosse tão parecido comigo, talvez, fosse filho dele.

Meu menino era tudo que eu tinha. Minha verdadeira paixão. Nunca mais me envolvi profundamente com nenhuma mulher, primeiro que estava sofrendo com a ausência da minha ex-esposa e sua traição. Eu a amava muito, sua gravidez foi planejada, nosso casamento, tudo. Foi difícil compreender que minha estabilidade de vida não a fazia feliz. Seu desejo era viver pelo mundo, cantar, viajar, desaparecer e eu jamais sairia da minha zona de conforto. Deixei que ela seguisse seu sonho e o cara tatuado que amava, mas sem meu filho.

Minha criança não estaria viajando o mundo com risco de contrair uma doença asiática ou desaparecer com sua mãe relapsa e louca. E agora, eu sofria com sua morte, infeliz com a minha esperança de que um dia ela cairia em si e voltasse pra mim. Foi um pensamento que ignorei, mas dominou minha mente durante todo o tempo que ficamos distantes. Minha família era contra isso, porque eles alegavam que eu iria encontrar alguém que quisesse as mesmas coisas que eu. Sem fingir, sem empurrar com a barriga ou sem me enganar.

Sem contar que eu precisava de uma mulher para me ajudar a criar meu filho. Minha mãe tinha sido exemplar e eu não era idiota em saber que ele sentiria falta de amor materno, mesmo que ninguém substituísse sua paixão pela sua mãe Ângela. Harry estava sendo acompanhando por uma psicóloga porque eu era um pai de merda sofrendo com a morte da minha ex-mulher, incapaz de entender a mente de uma criança. Nós iriamos nos ajustar. Só precisava de uma ajuda e por isso, liguei para minha irmã Rosalie vir passar uma temporada comigo.

Ela chegaria em alguns dias de Liverpool para ficar comigo aqui em Londres. Ela era casada e ainda não tinha filhos. Emmett era uma cara legal e um bom marido para ela, bom filho para meus pais e um bom irmão pra mim. Ele cuidava e idolatrava minha irmã do jeito que ela sempre quis então, todos éramos felizes com essa união. Meus pais não moravam longe. Minha mãe não tinha que aguentar Harry o tempo inteiro por mim. Sei que faria sem reclamar, mas era injusto. Ainda mais que o filho era meu. Minha responsabilidade.

- Papai, nós podemos ser super heróis? – perguntou-me pulando no banco de trás.

- Podemos ser quem quisermos na vida, filho. Só basta sonhar.

- Compra uma roupa igual do Batman pra mim? Quero ser o Batman agora.

- Compro sim. Quer ir ao shopping ao invés de jantarmos na vovó?

- Shopping!

Nós jantamos em um restaurante italiano perto da praça de alimentação, compramos brinquedos e sua fantasia do Batman e fomos para casa exatamente na hora de dormir. Depois do banho e da historinha, ele dormiu bem aconchegado com seu cobertor de carrinho e a luz do corredor iluminando parcialmente seu quarto. Fui para o escritório conferir todos os processos que precisaria levar para o escritório pela manhã, arrumei minha pasta e fui arrumar nossas roupas do dia seguinte.

Eu tinha uma ajudante que vinha em períodos regulares durante a semana. Ela passava todas as roupas e deixava tudo organizado. Como era boa, pensei em contratá-la todos os dias, mas estava feliz com a privacidade da minha casa. Tomei meu banho rápido e deitei na cama mal tendo tempo para pensar na vida e caindo no sono rapidamente.

- Acorda! Estamos atrasados! Acorda! – Harry estava gritando no meu ouvido e pulando na cama. Olhei para o relógio e gemi por não ter ouvido despertador novamente.

Ambos corremos de um lado a outro, ele foi tomar banho sozinho porque sabia se virar no chuveiro enquanto preparava o café da manhã e seu lanche da escola. Harry tinha alergia a lactose então tudo dele era devidamente separado das demais crianças. Sua alimentação era praticamente a base de soja. Fui me vestir enquanto ele comia e eu mesmo peguei algumas barras de cereal para comer no caminho até a sua escola. Faltando um minuto para bater o sinal, estacionei o carro quase de qualquer jeito e o levei até a porta, na promessa de vê-lo de noite na casa da Vovó.

Minha mãe vinha busca-lo e tomava conta nas horas restantes do meu trabalho. Enfrentei um trânsito maldito na hora do rush. Era por isso que saía mais cedo de casa e procurava caminhos alternativos até o escritório bem no centro da cidade. Foi uma luta finalmente chegar ao escritório e me deparar com meus clientes já me esperando na sala de recepção foi ótimo. Eu odiava chegar atrasado. A primeira reunião foi maçante. Minha secretária estava andando de um lado ao outro tentando me mostrar a hora, mas o Sr. Gerandy estava disposto a conversar.

Tive reunião com meus estagiários. Não tinha muita paciência com novatos, meu sócio, Peter estava fora em lua-de-mel, era quem os gerenciava e me deixava a par de tudo. Charlotte era uma linda mulher que nós conhecemos na faculdade e eles demoraram meio século para casar quando eu tinha brincado e desbrincado de casinha no meio do relacionamento deles. Eles foram meus padrinhos de casamento e do meu filho, apesar de Charlotte nunca ter gostado de Ângela, assim como minha mãe e irmã. Devia ser sexto sentido feminino.

Eram oito horas da noite quando fechei meu processo e deixei tudo acertado para a audiência logo pela manhã. Tinha chamadas perdidas da minha mãe e fiquei preocupado por não ter podido atender, esperava que não fosse nada sério com Harry, porém, quando li suas mensagens eram puxões de orelha sobre a hora e que tinha um menininho birrento alegando que eu não estava cumprindo minha promessa.

Merda! Brincar de Batman!

Fui para casa dos meus pais com o trânsito livre, estacionando na garagem vendo rostinho triste do meu filho na janela. Ele estava irritado comigo e ao mesmo tempo ansioso, podia saber só pelo seu olhar. Fui recebi com um "oi" murcho, mal dado e bicudo.

- Oi Campeão. Desculpa o papai? Eu esqueci.

- Vovó falou que você esqueceu. – murmurou com um beicinho – Agora já está quase na hora de dormir e nós não brincamos com a minha fantasia.

- Podemos fazer isso amanhã. – disse beijando-o no rosto – Eu prometo.

- Tomara que você não esqueça.

Ai.

- Vou tentar, ok? Pede para Vovó me mandar uma mensagem me lembrando e saio correndo. – disse e ele riu, jogando os braços em mim.

Minha mãe não me disse nada, apenas me deu um olhar de aviso sobre uma conversa que tivemos algumas semanas atrás e minhas responsabilidades como pai. Meu próprio pai tinha puxado minha orelha e eu prometi trabalhar menos por conta dos horários de Harry, mas estava complicado segurar as pontas sem Peter para dividir o peso do escritório inteiro comigo. Jéssica me avisou que eram seis horas no momento que seu marido chegou para busca-la e então, disse a mim mesmo que seria mais cinco minutos e foram duas horas. Passou extremamente rápido.

Jantei sozinho na cozinha ouvindo a conversa baixa deles na sala, quando terminei de comer, Harry já estava dormindo no sofá, enrolado com sua manta de bebê. Peguei-o no colo e deitei no carro, despedindo da minha mãe com um beijo e segui para casa. Rotina enlouquecedora que valia a pena por conta dele. O único verdadeiro amor da minha vida. Coloquei-o na cama e deitei ao seu lado, sentindo seu cheirinho ainda de bebê acabei dormindo abraçado ao meu único tesouro real.

Minha audiência no dia seguinte foi um sucesso tão grande que tivemos um almoço comemorativo no centro da cidade. Minha estagiária, Bree, estava dando em cima de mim de uma maneira tão obvia que estava difícil me livrar. Ela era bonita, mas não tinha o mínimo interesse em me envolver com alguém do escritório. Principalmente alguém tão jovem quanto ela. Eu tinha trinta anos e ela uns vinte... Isso nunca daria certo. Jéssica sentou-se ao meu lado e ficou tentando afastá-la, mas não conseguiu por muito tempo.

Consegui chegar em casa cedo, com meu menino Batman pulando no sofá, esperando por uma noite de brincadeiras quando eu estava morto de cansaço. Minha mãe foi embora com um olhar vitorioso e agradecido por ter cumprido minha palavra. Esme conseguia conversar conosco com o seu olhar, tanto para amar quanto para brigar. Ela e meu pai nunca discutiam verbalmente na frente de ninguém. Isso era bem interessante de assistir. Meu filho rolou no chão, soltou sua ferinha interior e só parou depois do jantar puramente masculino que fiz para nós dois. Cerveja e pizza. Ele tomou uma Dr. Pepper, mas estava agindo como se tivesse tomado uma de raiz.

O doce da bebida reanimou suas energias e ele estava pulando no sofá e atrás de mim como uma pequena bola de energia. Ele dormiu depois do banho no meu colo, lendo uma historinha do ursinho Pooh apenas para deixa-lo calmo e com bastante sabedoria. Novamente, cansado demais, adormeci na sua cama e quase acordei atrasado no dia seguinte. Talvez precisasse de uma ajuda feminina antes que realmente enlouquecesse.

A campainha tocou no momento que Harry me ensinava a contar as bolinhas coloridas do seu cereal e que estava tentando provar que sempre caia mais de morango do que chocolate e ele preferia chocolate.

- Bom dia meu irmãozinho! – Rosalie gritou me abraçando apertado – Que saudade! Você precisa cortar o cabelo e fazer a barba.

- Que saudade, raio de sol.

- Tia Rosalie! – Harry gritou e voou para seu colo – Você veio para ficar?

- Por uns tempos... Quero ficar com você. – Rose carinhosamente esfregou seu nariz no dele e ele riu, sentindo cosquinha, mas segurou seu rosto para falar bem sério.

- Eba! Convence o papai a me dar cereal de chocolate?

Me encolhi com o olhar repreendedor que ela me lançou. Qual o problema dos cereais?

- Para começar, nem deveria comer cereais de chocolate pela manhã. – disse entre dentes e sai do seu caminho.

- São de soja. – argumentei e ela revirou os olhos, entrando com Harry, deixando todas as suas infinitas malas para que eu carregasse para dentro.

A presença de Rosalie foi refrescante. Ela me ajudou muito com Harry, os horários da psicóloga e também a conversar comigo. Ela limpou minha casa e reorganizou tudo, deixando bem mais bonita e legal de viver. Harry estava feliz com sua tia, feliz com sua nova rotina e brincando muito mais que antes. Minha mãe estava exultante com os filhos reunidos. Só faltava Emmett, mas ele chegaria no fim da semana.

Abri minha gaveta no escritório e tirei meu álbum de casamento. Ângela sempre foi linda demais. Cabelos ruivos, longos e lindos olhos azuis. Tivemos uma festa enorme, que praticamente parou Londres. Eu a amava tanto que ignorei durante anos seus interesses e até mesmo seus sonhos porque não queria abrir mão da minha vida segura e estável por seu desejo cigano. Eu queria um filho e ela me deu. Na minha hora de cumprir com o acordo, falhei, sabendo que ela tinha dado seu jeito de curtir a vida.

- Você precisa esquecê-la. – Rosalie entrou no escritório e sentou-se na minha mesa – E de férias.

- Preciso trabalhar e cuidar de Harry.

- Precisa de férias e eu cuido do Harry enquanto isso. Tire uns dias para você, por mim e por ele.

- Não dá agora, Rose. Harry não vai lidar com essa viagem muito bem. E ele está estudando, não dá para leva-lo.

- Eu sei querido, mas você se continuar se forçando não dará mais conta de nada.

Rosalie tinha razão, mas não havia nenhuma maneira que deixaria Harry sozinho no momento. Principalmente o escritório sem Peter. Olhei para suas fotos dançando com Emmett, eles também foram meus padrinhos, apesar de Ângela não ter aceitado muito bem minha irmã como uma de suas damas, mas ela não tinha amigas o suficiente para poder preencher todos os lugares. Nosso casamento foi muito bonito, gastei tanto quanto ela poderia ficar feliz com algo que realmente sonhou. Foi tudo do mais caro e único. Nós tivemos uma lua-de-mel em Paris, um primeiro ano de casamento incrível até o nascimento de Harry. Quando meu menino nasceu minha vida parecia estar perfeita. Não havia nada no mundo que não me fizesse sentir inabalável.

Até cair do meu cavalo com sua traição e perder seu amor.

- Deixa disso, vamos jantar. – Rosalie puxou o álbum da minha mão e guardou na gaveta – Harry está ansioso para você provar o nosso risoto.

Meu garotinho estava com sua roupa do Batman. Rosalie deixava que ele ficasse até quando quisesse, inclusive, tinha comprado mais fantasias iguais para poder fazer o rodízio de lavagem. Ela brincava dizendo ser sua batgirl, mas ele não queria e isso só o irritava. As semanas se passaram de forma mais fácil. Meu sono estava mais regular e até tive a oportunidade de encontrar uma hora no dia para malhar.

- Cadê o meu garoto? – Peter gritou em meio as comemorações de sua volta – Edward?

- Olha quem resolveu aparecer... Pensei que fosse ficar pra sempre no Caribe. – brinquei me aproximando e dando o típico abraço de porrada nas costas. – Como está? Cadê a minha garota?

- Sua garota foi as compras com a melhor amiga, colocar fofocas em dia e depois iria pegar seu filho para um passeio.

- Ele sentiu falta da Dinda, mas Londres ficará pequena com Rosalie e Charlotte por aí. Coitado do meu menino.

- Vamos conversar na sua sala... Temos muito que colocar em dia. – disse me puxando pelo braço, não me dando opção de negar sabendo que a conversa não era sobre trabalho.

Peter passou horas conversando sobre a empresa, para minha total surpresa e sobre sua viagem, contando lugares e aventuras que só ele conseguia arrumar com sua mente de Indiana Jones. Imaginei Charlotte muito irritada explorando lugares desconhecidos com seu marido louco apenas por amá-lo. Depois de muito tempo entendi que em um relacionamento alguém precisa ceder e esse alguém, em algum momento, precisa ser você. Foi por isso que eu perdi Ângela.

Foi assim que nós nos perdemos, mas do jeito que ela queria viver nós nunca iriamos nos encontrar.

- Essa menina... A Bree não te interessa? – Peter perguntou olhando-a sorrindo docemente pra mim através do vidro do meu escritório. Apertei o botão para abaixar a proteção e virei minha cadeira – Pelo visto, não.

- Não estou interessado em um relacionamento, principalmente com alguém da sua idade e que trabalha pra mim. Pessoas da minha folha de pagamento não me interessam com nada além de um bom trabalho. – respondi um pouco azedo para sua brincadeira.

- E as férias? Pensou nelas? Tem anos que você não tira nenhuma.

- Você andou conversando com a minha irmã? O discurso é exatamente o mesmo.

- Na verdade não... Só prova que realmente estamos corretos. – disse batendo no meu ombro – Presta atenção em mim. Você está sobre uma enorme tensão. Primeiro foi a traição, seu divorcio, a doença de Harry, o novo casamento de Ângela, a compra do novo escritório, nossos negócios aumentando cada vez mais e agora, ela veio a falecer e você tem um garotinho confuso com a ausência do pai sobre a morte da mãe. – disse olhando nos meus olhos – Você não pode cuidar de Harry com tanto peso no ombro.

- Eu vou dar um jeito nisso sem ter que me afastar dele. Harry não pode lidar com uma separação agora.

- Que tal a gente conversar com a psicóloga dele? Talvez dê...

- Depois resolvemos isso. – disse encerrando o assunto – Esse processo é seu.

Falar sobre o trabalho ocupava a minha mente da boca maldita de Peter. Ele não desistiu tão facilmente. Abriu fotos de uma agência de viagens e mostrou o Brasil, suas belas praias e os pontos turísticos do Rio de Janeiro. Realmente fiquei atraído, mas o garotinho ruivo de olhos azuis chamou muito mais a minha atenção do que o mar azul cristalino.

Cheguei em casa e estava tudo no maior silêncio, havia um bilhete na geladeira avisando que eles iriam passar o dia fora com Charlotte e que tinha comida pronta na geladeira. Estava sem fome, sem saco e com muita coisa para fazer. Fui direto para o escritório, pegando uma bebida e deixando Coldplay tocar bem alto nos meus ouvidos, expulsando qualquer sono ou impaciência. A essa hora com Harry em casa estaria ouvindo Barney e Seus Amigos ou o Sportacus e sua maçã como doce saudável.

Não conseguia ouvir Yellow. Algo sobre essa canção me sufocava e me deixava completamente a vontade. Deixei tocando Viva La Vida novamente antes de encerrar minha bebida e fechar a petição para poder dormir. Foi quando ouvi gritos e meu menino Batman aparecer saltitando com seu cinto de utilidades recheado de coisas, itens que sua madrinha tinha comprado e enchido de besteira como corda, tesoura sem ponta, cola, um bloco de papel, caneta preta, sacola para doces e um carimbo que eu avisei que seria bom que ele não encontrasse a parede.

Minha irmã estava encostada na porta, sorridente e cheia de brilho. Toda vez que as duas se encontravam ficavam assim, animadas e renovadas. Tomei banho com Harry, brincando no chuveiro com seus inúmeros brinquedos de água. A história da vez foi Harry Potter e a Pedra Filosofal, ele achou o máximo ter um personagem com seu nome e eu quase pensei que ele fosse abandonar o Batman para ser o menino bruxo, mas isso não o interessou tanto.

Minha irmã estava no seu quarto com uma mala em cima da cama, colocando umas roupas dentro e fiquei surpreso que ela já fosse embora. Nós mal tivemos tempo de matar as saudades um do outro.

- Você já vai?

- Não. Você está indo.

- O quê?

- Charlotte e eu compramos suas passagens, estadia e um bom proveito com uma agência de viagens. Brasil é um roteiro exótico, eles estão no verão, você vai conhecer novas pessoas e relaxar.

- Rosalie... Não posso deixar Harry.

- Não se preocupe com Harry. Eu estarei com ele e mamãe também. Peter fica com o escritório e você vai descansar.

- Rosalie...

- Não discuta comigo... Já estou escolhendo suas roupas, você parte amanhã a tarde em um voo bem legal, primeira classe... Já vai relaxar do avião até sua volta.

- Rosalie...

- Eu sou sua irmã mais velha e me obedeça. – disse irritada, pegando mais roupas de cima da cama – Traga um presente legal pra mim. Essa discussão você perdeu.

Respirei fundo e belisquei a ponta do meu nariz e relaxei. Um tempo tomando o sol e aproveitando uma praia não iria me matar. Então, aceitei que estaria indo para o Brasil relaxar.

Relaxar. Essa palavra era tão estranha.


Espero vocês amanhã às 18 horas para um novo capitulo!
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1 comment :

  1. ai a vida dele e uma loucura!!! to muuuuito ansiosa pra eles se encontrarem e que tudo de certo!!!

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