FANFIC PARADISE - CAPITULO 11




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Gêneros: Romance/Drama

Capítulo 11 – A primeira Despedida.
Veneza, Itália
Isabella.
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.
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Abri meus olhos para deixar as lágrimas rolarem pelo meu rosto. Faltava uma hora para meu
 voo em direção a Itália. Três dias em Veneza, dois em um pequeno vilarejo onde Stefan vivia
 e tinha seu restaurante. Quatro dias na Espanha, em Madrid. E então partiria para França
 em direção a Paris para apresentar meu trabalho em favor a Aro. Meu problema não era
 meu roteiro exótico. Meu maior problema já era a saudade e o medo de perder certo 
britânico apaixonante que conheci na minha viagem de férias. Edward tinha roubado meu 
coração e minha alma, e desde que o vi embarcar, meus olhos não tinha parado de produzir 
lágrimas estúpidas. Duas pessoas vieram perguntar se eu estava bem. Eu não estava bem.
 Eu estava apavorada com a velocidade dos meus sentimentos e a maneira que eles estavam
 me sufocando.
Nós tivemos um dia intenso na cama. Edward era sexualmente intenso, o que não tinha 
absolutamente nada para reclamar. Isso me fez ser a mulher mais feliz do mundo e 
completamente saciada como nunca fui na vida. Segurando o lindo cordão que ele tinha me 
dado, beijei a imagem lembrando o doce toque dos seus lábios naquele primeiro beijo. Sem
 sair do quarto, aproveitando nossos últimos momentos sozinhos, eu me apaixonei ainda mais
 somente por saber que dormiria esta noite sem tê-lo ao meu lado. Meu celular tocava Yellow,
 só para aumentar o gosto amargo de que ele estaria a milhas de distancia de mim, voltando 
para sua vida e seu filho.
E o meu filho?
Edward seria pai do meu bebê? Como nós compartilharíamos um filho morando em
 continentes diferentes e pior, só devo ser maluca por querer ter um filho com um homem
 estranho que deixei entrar na minha vida. Resignada, ouvi meu voo ser chamado e caminhei
 para o portão de embarque com as imagens dele de calça jeans, blusa preta e seu casaco no
 braço. Ele olhou para trás duas vezes depois do nosso beijo de parar o mundo. Não consegui 
deixar de chorar vendo-o partir e se tudo desse errado, pela última vez. Não podia ser a
 última vez. Não posso aceitar que nunca mais... Não nem de pensar nisso.
Tomei dois copos de suco de maracujá, aceitei o cobertor e o travesseiro, coloquei um
 descanso de olhos e me permiti chorar, fungar baixinho e dormir pensando nele e o que
 aconteceria com a nossa vida a partir do momento que voltássemos a vida real. Eu nem
 tinha ideia da diferença de fuso horário da Itália para Londres. Nós trocaríamos e-mail? Eu
 tinha que espera-lo primeiro? Dava o primeiro passo? Deixava quieto? Que maldição iria 
fazer para nos manter unidos mesmo que longe? O pior de tudo, que não era do Edward
 gloriosamente nu que sentiria falta e sim do Edward a pessoa mais incrível e amiga que
 tinha conhecido na minha vida inteira.
Quem iria me ouvir agora?
Meus pais estavam achando que iriam conhecer Edward. Além de ser rápido demais, estava
 completamente fora do limite. Edward tinha um filho e nos seus olhos podia ver a 
necessidade e a saudade do Harry. Também, uma criança fofa como aquela, qualquer santo
 tem saudades. Será que ele iria encontrar outra pessoa agora que tinha quebrado sua 
barreira para relacionamentos? Será que realmente não existia alguém? Ele poderia
 facilmente me enganar, ser casado. Ou pelo menos ter uma namorada. Meu Deus! E se a
 Ângela não morreu? Será que tenho como descobrir isso na internet?
Bom... Eu vi sua família no Skype. Eles sabem sobre nós. Seria muita gente mau caráter ao 
mesmo tempo. Os pais dele parecem ser sensatos e honestos. A irmã dele não parece alguém
 que toleraria um comportamento como esse do irmão caçula. Edward não tinha jeito de ser
 assim. Ele sempre era sincero com seus sentimentos, mesmo sendo um puta de um advogado
 figurão. Meu avião só pousou depois de uma turbulência sinistra que ao invés de ficar 
assustada, fiquei lembrando o quão ele ficaria assustado e diria que nunca mais voaria. Deus,
 ele é tão adorável fazendo beicinho ou uma birra completamente infantil.
Meu agente de viagem era um italiano franzino chamado Nico. Ele foi simpático e direto ao
 ponto. Tivemos uma viagem de carro longa, que deu tempo de falar com meus pais sobre
 meu pouso. Estava de noite no país e eu me sentia muito cansada. Queria dormir e precisava
 alimentar meu estômago revolto ou colaria o ácido do estômago para fora. Estava tão nervosa,
 me sentindo insegura e com medo de estar sozinha num país estranho e em perigo. Meu 
grupo de turismo era sem graça, tinha um casal de coreanos, dois franceses e um espanhol. 
Não fui com a cara de nenhum deles e imediatamente senti falta de Irina, Garrett e Stefan...
 Não preciso comentar sobre o britânico da equação.
Depois de jantar um fetuchinni de frango e duas taças de vinho, deitei na minha cama sozinha
 e fiquei esperando algum e-mail ou sinal de fumaça dele, mas até o momento que dormi não
 tinha absolutamente nada lá. Uma nova corrente de lágrimas enfeitou meus olhos e adormeci 
sabendo que no dia seguinte teria uma dor de cabeça enorme. O despertador do quarto me 
acordou e logo pedi o café da manhã com um comprimido para dor de cabeça. Meus olhos
 estavam inchados e meu cabelo completamente embolado porque não tinha secado depois do
 banho. Comendo sozinha, me senti melancólica e solitária. Edward era tão falante.
Bem diferente de James. Ele era muito reservado e nossas refeições eram quietas. Já Edward
 não calava a maldita boca, me enchia o saco e pentelhava meu juízo o tempo inteiro. Meu 
primeiro compromisso com o grupo era na parte da tarde, então, abri meu e-mail suspirando
 de completa felicidade com os três e-mails recentes. Edward, Alice e minha mãe. Abri o da 
Renée apenas para controlar minha ansiedade de gritar pelos quatros cantos.
"Boa sorte na sua viagem. Mantenha-me informada. Eu te amo!"
E então, fui para o da Alice.
"Você não pode dizer que não deu certo se não tentar"
Resignada, abri o dele.
"Bella! Você chegou bem? Está tudo bem? Não fui capaz de enviar um e-mail assim que 
chegasse aqui, como prometi. Harry e minha irmã queriam todas as informações e meu 
pequeno menino ocupou todo meu tempo. Sinto muito. Não quis te deixar esperando. 
Também liguei para o seu celular e chamou até cair na caixa postal. Se você não entrar em 
contato comigo vou enlouquecer. Estarei online no Skype, por favor, me chame assim que ler 
esta mensagem. Já sinto sua falta, mais do que deveria".
Meu coração se apertou pela maneira doce, apesar de preocupada. Rapidamente conectei 
meu Skype e ele estava online. A chamada durou três toques e a minha surpresa foi ver um
 garotinho ruivo do outro lado da tela, acenando freneticamente. Caramba, ainda bem que 
estou vestida! Harry estava ansioso e banguela. Tão malditamente lindo como o pai.
- Oi Bella!
- Oi menino batman, como vai?
- Legal! Você gosta da minha roupa? Quer ser minha batgirl? – perguntou animado e eu ri
 assentindo – Só não conta para minha tia Rosalie, tá? Ela vai ficar com ciúmes. – sussurrou 
todo conspiratório.
- Pode deixar. Será segredo nosso! – respondi rindo das suas bochechas corando.
- Harry, você está falando com quem? – Edward apareceu no quarto só de toalha enrolada na
cintura, cabelos e corpo molhados. Ai meu Deus – Bella!
- Oi bonito. – disse limpando a garganta e Harry riu de jeito todo conhecedor.
- Filho, por que você não assiste um pouco de televisão?
- Ah... Mais eu quero falar com a Bella. Ela é minha amiga! – disse fazendo beicinho como o 
pai e tive que tapar minha boca para esconder o riso. Eles eram iguais!
- Você já estava falando com ela... Depois vocês conversam mais, por favor.
- Tá, não demora. – resmungou todo bicudo como Edward era – Já volto Bella! – disse
 galanteador, com um sotaque forte que me fez derreter.
- Seu filho me adora. – suspirei quando ele sentou na cadeira que Harry estava e tomei meu
 tempo admirando seu peitoral nu. Tão lindo.
- Assim como o pai dele. – disse olhando-me intensamente e arqueou a sobrancelha grossa 
– O que aconteceu? Você estava chorando?
- Eu fiquei um pouco emotiva. – murmurei encolhendo os ombros, com minhas bochechas
 quentes de vergonha – Coisa de mulher. E a propósito, também sinto sua falta mais do que
 deveria.
- Você fez boa viagem?
- Tivemos uma turbulência, acredita? – respondi e sua expressão se tornou azeda – E você?
- Eu tomei dois sucos de maracujá e me obriguei a dormir ou entraria em pânico. Acordei
 pouco antes de pousar. – respondeu aliviado – Graças a Deus deu tudo certo. – suspirou 
encostando-se na cadeira – Vai ficar o dia inteiro no quarto mesmo?
- Minha vontade é dormir, mas teremos uma saída de grupo. – murmurei desanimada –
 Podemos nos falar mais? Tipo, antes de dormir... Mesmo por mensagem.
- Não morda os lábios assim... Você não sabe o que faz comigo. – alertou naquele tom sensual
 mandão que só ele tinha. De brincadeira fingi olhar seu pacote através da toalha e ele riu –
 Eu estou contando em falar com você... Preciso disso.
- Eu preciso me arrumar. Foi bom falar com você. – sussurrei sentindo minha garganta 
apertar novamente.
- Aproveite seus dias aí, porque estou louco para que eles passem logo. Minha necessidade 
por você aumenta a cada segundo.
- Não fala essas coisas... – sussurrei emocionada – Você virou minha cabeça pra baixo. Eu
 sempre fui segura com as minhas emoções e meus sentimentos, hoje, não tem nem um mês
 que nos conhecemos e sinto tanto a sua falta e tenho tanto medo de te perder. O que você fez
 comigo?
- Você só vai me perder se quiser. Eu sou um homem decidido e quando realmente quero
 algo, vou atrás. Demorei para descobrir isso sobre mim mesmo, mas depois de você, isso 
ficou bem claro.
Oh merda! Ele estava falando dela! A Ângela.
- Eu pensei que amava a Ang. Realmente devo ter amado dentro do tempo e a pouca 
maturidade que tinha, principalmente por Harry, meu filho é tudo pra mim e então... 
Quando ela se foi, eu disse sim. Nós não lutamos pelo casamento. Eu queria manter a minha 
vida porque gosto de estabilidade, no entanto, me divorciar traria isso pra mim. Eu sofri 
porque gostava dela, queria minha família de volta e meu conforto social também. Hoje... É
 diferente. Não sei se posso abrir mão de você, mesmo que isso nos faça bem, estou disposto 
a ser egoísta.
- Que bom... Porque eu preciso do seu egoísmo.
Meus dias na Itália foram recheados de muito descanso, passeios turísticos por basílicas, 
palácios, casas antigas e excelentes restaurantes. Tinha engordado um pouco porque não 
deixei de comer absolutamente nada que via pela frente. Também tirei bastante fotos, 
mesmo não fazendo amizade com ninguém do meu grupo. Eles me deixavam muito acanhada.
 O lugar era lindo. Alice iria amar absolutamente tudo ao meu redor e podia ver Jasper se
 acabando de comer em todos os bistrôs da rua que estava hospedada.
Edward e eu nos falamos todos os dias por e-mail e Skype, isso me deixou um pouco mais 
segura, não menos triste ou preocupada. Meus dois pés estavam meio atrás e meu senso de
 desconfiança tinha me deixado em alerta por quase todos os dias. Mesmo longe, seu efeito 
galanteador me fazia dormir com um sorriso idiota no rosto. Era tão delicioso e ao mesmo
 tempo tão ruim estar longe. Sentia falta do cheiro dele na minha roupa e seus lábios na 
minha pele, beijando meu pescoço e sussurrando bom dia do jeitinho arrastado, cheio de 
sotaque.
Minha viagem de carro até o vilarejo que Stefan vivia foi longa. Praticamente acabei com a
 bateria do telefone de tanto ouvir música, mas o motorista da agência dirigiu tranquilamente
 e com segurança. Edward e meu pai me deram tanta recomendação que comprei um spray 
de pimenta e mostrei para ambos. Charlie ficou tranquilo, Edward por outro lado tinha lotado
 minha caixa de e-mail e de mensagens, mas se fosse responder no meio do caminho iria
 acabar com toda a bateria que estava economizando. Internamente estava me divertindo 
muito com seu desespero. Tudo bem que estava sozinha em um país estranho, mas no Brasil 
também estava. Sabia que se ele tivesse comigo iria me dar um olhar de que não estava 
brincando ou achando a mínima graça no meu comentário.
- Bella! – Stefan gritou assim que o carro parou na frente do seu restaurante – Como vai? 
Fez boa viagem? Cadê o Edward?
- Ele foi para Londres ficar com Harry. Fiz uma ótima viagem, só preciso carregar meu
 telefone e comer alguma coisa. – respondi devolvendo seu abraço.
Stefan tinha superado a época de me cantar. Assim como Garrett e Irina, ele tinha se tornado
 um bom amigo. Ele me ajudou com as malas até o interior do restaurante e o pequeno hotel
 que iria ficar hospedada era da sua família. Um rapaz levou a bagagem até meu quarto e 
coloquei meu telefone para carregar logo depois que consegui atualizar a conexão do meu 
celular e conheci todos os funcionários do restaurante. Ficamos sentados na cozinha 
conversando, bebendo vinho enquanto tentava abrir o e-mail. A internet estava uma 
porcaria. Stefan estava preparando ravióli de cogumelo e trufas negras pra mim. Só o cheiro
 tinha me deixado com água na boca.
Uma mensagem do Edward pulou no meu telefone.
"Se você não me responder em dez minutos, vou comprar uma passagem e te procurarei 
por todo maldito país".
Alguém estava irritado.
"Acabei de chegar. Sã, salva e segura".
Dez minutos depois meu telefone começou a toca, mesmo com o sinal baixo.
- Oi você, moço preocupado. – disse baixinho, me sentindo tímida de repente.
- Oi você minha moça bonita, sozinha em um país distante. – retrucou rindo levemente – 
Está bem? – perguntou-me – Harry não faça isso.
- Ele está bem? Aprontando? Estou bem e você?
- O menino-batman quer voar com seu cinto de utilidades. – respondeu com um suspiro 
exasperado – Harry, papai já pediu para parar de fazer isso. - disse a ele e esperei 
pacientemente não entendendo sua resposta – Sim, eu estou falando com ela e você vai 
esperar.
- Edward? Deixe-me falar com ele. – pedi suavemente e ri do Stefan fazendo malabarismo
 com a frigideira cheia de tempero.
- O quê? Hum... Espere. Harry vem aqui. – disse confuso, quase gaguejando.
- Oi Bella! Como você está? – perguntou com sorriso na voz.
- Estou bem, meu docinho. E você?
- Quero brincar, mas o papai está cansado. – resmungou emburrado – Eu quero brincar do
 menino batman.
- Eu sei... Vamos fazer o seguinte? Eu vou conversar um pouquinho com o papai e depois 
vocês brincam já na cama para dormir. Combinado?
- Combinado! Tchau Bella!
- O que vocês combinaram? – perguntou-me totalmente curioso.
- Que você vai lá brincar com ele, colocá-lo para dormir. Isso me dá tempo de jantar com o
 Stefan e ir para cama.
- Mas Bella... – resmungou soando como Harry.
- Assim vamos ter bastante tempo. Não quero tirá-lo do Harry e sua noite de brincadeiras. 
Assim que subir, vou deixar o Skype conectado. Chame-me assim que puder, estarei te
 esperando.
- PAI! – Harry gritou ao fundo e Edward bufou na linha, respirando mais firme – Tudo
 bem, eu vou lá. Deixe-me falar com Stefan um minuto?
- Oh... Claro. – disse confusa – Stefan, Edward quer falar com você...
Stefan limpou as mãos no seu avental branco limpíssimo e pegou meu telefone com um 
sorriso cheio de merda no rosto. Automaticamente senti meu rosto esquentar. Ele e Edward
 trocaram poucas palavras, não sabia o que o meu britânico favorito estava falando.
- Caramba, eu ri, mas era brincadeira. Relaxa! – Stefan disse rindo – Você tem a minha 
palavra! – resmungou brincalhão e desligou meu celular.
- O que ele queria?
- Segredo de homem. A única coisa que posso falar é que esse homem é perdidamente 
apaixonado por você. – respondeu tirando dois pratos de um armário e posicionou a enorme
 frigideira entre nós dois. – Buon Appetito.
- Como? Buono?
- Buon Appetito.
- Ah, bom apetite. Não nasci para o italiano. – resmunguei pegando meus talheres, ansiosa 
enquanto ele me servia.
A comida estava deliciosa. Stefan realmente era um grande chef italiano, algo natural, porque
 sua mãe também era uma cozinheira de mão cheia, segundo ele. Nós conversamos até o fim
 da garrafa de vinho e nos separamos no momento que o restaurante estava cheio demais e
 ele precisava ir para a cozinha principal ajudar seus funcionários. Foi minha deixa para subir
 e tomar um longo banho quente, apanhar meu note para conectar à internet do hotel, que por
 sinal era muito boa, liguei o Skype e Edward não estava online. Alice apareceu alguns minutos
 depois e logo pedi a conversa com webcam. Na verdade conversei mais com meu irmão do
 que com ela, o que não foi ruim. Jasper e seu jeito doce conseguia acalmar qualquer santo.
 Pouco mais de uma hora depois Edward apareceu e com uma cara de sono que senti pena.
 Talvez ao fazer Harry dormir, ele deva ter adormecido.
- Oi moço bonito com carinha de cansado. – saudei suavemente e ele abriu um sorriso
sonolento que eu amava muito.
- Oi meu doce anjo. – respondeu todo carinhoso – Como foi o seu jantar?
- Ótimo! Stefan cozinha muito bem... Nós poderíamos vir aqui em um futuro próximo. –
 disse tentando mostrar que ainda queria um futuro com ele.
- Uma excelente ideia. – sorriu verdadeiramente pela primeira vez.
Edward e eu conversamos e rimos sobre nosso dia. Ele confessou que estava estressado e
 agitado com a minha falta de notícias, que até a secretária dele ofereceu gentilmente um chá
 de camomila ou um suco de maracujá. Rosalie já tinha ido embora para sua casa e ele se
 encontrava sozinho com Harry, que estava grudento devido aos dias que ele tinha passado
 fora e a minha adição a rotina deles. Isso me deixou um pouco maravilhada e assustada. 
Harry tinha gostado de mim... Por Skype e telefone. E pessoalmente?
A nova amiga do papai era sua novidade favorita de contar para todo mundo. Segundo 
Edward, a professora na escola perguntou se ele estava em um novo relacionamento e a 
psicóloga tinha pedido para maneirar na intensidade que eu estava chegando porque ele tinha
 acabado de perder a mãe. Se não fosse um relacionamento duradouro, isso poderia 
confundi-lo sobre relacionamento com as novas amigas do papai. Fiquei um pouco
 enciumada porque Edward não teria mais amiga nenhuma. Harry e eu seríamos
 extremamente unha e carne.
Isso depois de descobrir como fazer o nosso relacionamento dar certo.
Meu e-mail piscando chamou atenção.
...
"Oi querida. Sou eu, Helena! Desculpe. Sei que seu relacionamento com meu filho não deu
 certo, mas nós somos os avós da criança. Queremos saber de você... Por que se mudou 
para tão longe? Queremos notícias."
...
Merda! Não tinha como ficar pior.
...
"Querida Helena. Estou bem. Desculpe pela ausência de notícias. Não há mais bebê,
 infelizmente. Sinto muito."
...
- O que houve? – Edward perguntou preocupado.
Minha expressão estava sombria, eu sabia disso. Depois de James, eu encontrei Edward. E 
ele tinha Harry. E como eu me encaixaria nessa história toda? Como consegui me apaixonar 
perdidamente por um homem tão rapidamente depois do meu divórcio? E eu ainda quero ser 
mãe, no entanto. Esse desejo me deixava extremamente confusa.
Edward e eu teríamos espaço um para o outro em meio aos nossos planos?
Nós estávamos de volta a realidade e ela não estava dando espaço para pensar. Agora, eu
 estava com mais medo ainda.
- Nada. Não houve nada. – respondi abrindo um sorriso. Esse bonito homem estava 
apaixonado por mim. – Enquanto você estiver comigo... Nada será demais para suportar. – 
suspirei percebendo que mesmo com medo e confusa sobre meus sentimentos, ele me
 deixava em paz.
Eu teria que lutar por nós dois.
Bastava saber até onde estava disposta a isso.



Tenho certeza que os dois estão bem dispostos não é mesmo??? Espero vocês aqui amanhã 
as 18 horas... beijusculos!!!

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