PARADISE - CAPITULO 12




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Gêneros: Romance/Drama

Capítulo 12 – A Nova Amiga do Papai.
Londres, Inglaterra.
Edward.
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Minha última imagem foi da minha doce garota chorando do lado de fora do meu portão de embarque. Nosso adeus foi doloroso. Alias, dar adeus ao nosso grupo foi bem difícil. Dar adeus a ela foi como deixar parte do meu coração. Seus olhos cheios de lágrimas, mostrando o medo e a insegurança, me deixou quebrado em vários pedaços. Ela estava com o vôo marcado para Itália um pouco mais de uma hora depois do meu. Minha vontade era de chutar o pau da barraca e ir junto, ficar com ela até não poder mais, porém, precisava do meu filho quase como precisava respirar. Eu não ia aguentar mais meio dia longe de Harry. Por que diabos a vida era tão difícil? O que iria acontecer conosco?
Meu vôo tranquilo durou uma eternidade. Eu estava ansioso e melancólico. Minha alegria era ver meu filho. Minha tristeza era perder Bella de vista. Quieto no meu canto. Troquei pouquíssimas palavras com a senhora da outra poltrona no corredor e fingi dormir só para não dar conversa. Quando o avião pousou, milhares de horas depois, ainda era dia em Londres e estava extremamente frio. Deu para sentir a brusca diferença do Brasil quase como um tapa na cara. Lutando com as minhas malas e a minha bolsa. Minhas costas estavam doloridas de quase treze horas dentro daquele pesadelo.
Quando finalmente consegui me desvencilhar de tudo e fazer minha saída, tentei avistar entre o aglomerado de pessoas alguém conhecido. Foi preciso olhar na mesma direção que os homens e assim acharia minha irmã. Rosalie sempre chamou muita atenção. Ela era linda. Tinha que reconhecer isso. Em pé, com seus saltos altíssimos e toda agasalhada, estava tentando segurar meu filho fantasiado de Batman. Assim que ele me viu, cai de joelhos para esperá-lo chegar até a mim correndo, com sua capa preta balançando e a máscara saindo do lugar. Seu grito parou todo aeroporto. Ele estava absolutamente feliz
- PAAAAAAAAAAAAAAAAI! – gritou jogando os braços e todo peso em cima de mim – Você voltou! Você voltou!
- Oi meu príncipe! Amor do papai! – sussurrei abraçando-o apertado – Que saudades, meu anjo. Você está bem? É claro que voltei! Sempre voltarei para você!
- Cadê a Bella? – perguntou-me segurando meu rosto – Ela veio com você para brincar comigo?
- Ainda não. Um dia ela virá, pode ter certeza. – respondi tirando sua máscara e beijando seu rosto.
Quando olhei para cima, vi minha irmã e meu cunhado sorrindo ternamente para nós dois. Harry quis vir no meu colo e Emmett me ajudou com as bagagens. Eles me levaram para comer na casa dos meus pais e esperaram que pelo menos tivesse uma refeição conversando com meu filho cheio de saudades, que não tinha desgrudado do meu pescoço, perguntando coisas bizarras como ,se tinha visto um jacaré e se o golfinho era mesmo rosa. Depois disso minha família praticamente me sufocou com perguntas e mais perguntas. Eles literalmente não me deixaram quieto.
- Ir para casa? – Esme perguntou chateada e eu ri do seu tom magoado – Nada disso!
- Filho, fique conosco esta noite. Amanhã cedo levo vocês dois para casa. – Carlisle disse batendo em minhas mãos levemente.
Rosalie ficou no meu antigo quarto na casa dos meus pais, andando de um lado ao outro querendo saber todos os malditos detalhes sobre Bella. Ela literalmente quicou na cama como se eu fosse uma menininha e iria compartilhar informações com brigadeiro de panela e festinha de pijama. Ela só podia estar completamente insana. Eu disse o nome completo de Bella, sua idade e que estava gostando muito. Isso não foi o suficiente, no entanto.
- Edward! Poxa vida! Eu te contei sobre Emmett! – Rosalie resmungou.
- Ah, eu lembro bem. Foi assim: Irmãozinho, encontrei o homem da minha vida. Nós vamos nos casar. Então, eu o conheci meses depois na festa de noivado. Olha que legal!
- Emmett era muito ocupado trabalhando para ter uma vida para nós dois. – encolheu os ombros enrolando o cabelo no alto.
- Tudo bem... Eu conto. Com uma condição: Você vai sair daqui e me deixar em paz. – disse sabendo que não valeria de porcaria nenhuma. Rosalie era impossível de deter.
- Aham, claro. – disse soprando as unhas, fingindo desinteresse.
Rosalie deitou-se ao meu lado ouvindo atentamente enquanto narrava toda a absoluta beleza que Bella era. E o que representava pra mim. Foi contando tudo que estava sentindo que me perdi dentro dos lindos olhos marrons com longos cílios. Seu doce sorriso e as bochechas coradas faziam meu coração bater mais rápido. Eu estava perdido por ela e não tinha mais volta. Sabendo da profundidade dos meus sentimentos, Rosalie chegou a mover-se na cama e descansar a cabeça no meu peito.
- Você está perdidamente apaixonado. – sussurrou emocionada – É tão bonito de se ver. O que vocês vão fazer?
- Nós não sabemos ainda... Não sabemos. – murmurei fechando os olhos pensando nela. Na saudade maldita que apertava minha garganta.
- E chegamos! – Emmett gritou na porta e vi meu filho de cabeça pra baixo, sendo segurado pelo tornozelo.
- Solta meu filho! – gritei sentando na cama e Harry foi jogado de costas, quicando repetidas vezes e rindo de se acabar da sua bagunça. – Você vai ser pai e reze para seu filho não ficar comigo.
- Palavras, palavras. – Emmett cantarolou rindo – Mulher, venha cá que vou lhe usar. – chamou por Rosalie balançando as sobrancelhas, fazendo Harry e eu gemermos em repulsa.
Rosalie bateu na nuca do seu marido e saiu puxando-o pela camisa, brigando pelo seu comportamento grotesco com meu filho. Harry e eu tomamos banho juntos, fazendo uma zona no banheiro. Eu queria brincar com meu filho e matar minhas saudades. Entre socos e tapas no chão do quarto, ele me deixou enviar um e-mail para Bella. Queria saber onde ela estava e o que estava acontecendo. Se tinha feito boa viagem. Deixei-a saber do quanto sentia falta, mas ocultei que a queria desesperadamente.
Deitei com meu filho e seu pijama do filme Carros, assistindo televisão e conversando baixinho. Foi quando achei que ele finalmente tinha dormido que ouvi seu sussurro baixo.
- Eu estou feliz que você tenha voltado. Eu amo você papai.
- Eu também te amo.
Não tinha alegria maior que essa. E amor principalmente.
Embora continuasse incompleto.
Ela não estava aqui.
Bella estava curtindo seus dias na Itália e nos falávamos praticamente todos os dias. Com Harry incluso no pacote. Ele estava apaixonadíssimo por ela e me perguntava o tempo inteiro quando ela iria aparecer e ficar com ele até a hora de dormir. Antes de voltar ao trabalho, tirei um dia inteiro com ele na rua e compramos nosso peixe e o aquário. Ele estava admirado com as diferentes cores e a forma que eles nadavam, nadavam e nadavam sem parar. Harry até quis que sua refeição fosse sentado no meio da sala olhando seus peixes.
Não sabia como iria lembrar de alimentar isso, mas podia tentar. Tinha um peixe palhaço no meio de tantos, esse era o meu preferido. Sentei-me no meu escritório durante a soneca da tarde do Harry para saber dela. Seu bonito rosto apareceu na tela. Sorridente e recém-saída do banho, senti falta do seu cheiro floral e da sua pele fresca contra a minha. Abri minha gaveta sem querer, rindo de algo que ela estava contanto por ter conhecido uma Basílica e escorregado no meio da apresentação do guia. Vi minha foto com Ângela e Harry e senti meu coração apertar. Essa mulher tinha me dado meu maior presente e agora, tinha muito que pensar em relação aos meus sentimentos para com ela.
Ângela foi minha primeira namorada e por consequência, minha esposa. Eu a amei muito. Talvez ainda ame. Só não amava desse jeito louco, completamente bizarro e insano como com Bella. Não que amasse. Estava muito apaixonado. Muito tendencioso a cometer loucuras por ela. Coisa que eu nunca, em momento algum, cogitei, como pegar um trem para vê-la. Eu iria até Paris na próxima semana, iria passar o final de semana com ela e voltaria a tempo da minha audiência na segunda-feira, mas também deixaria Peter de sobreaviso caso acontecesse algum atraso.
Eu nunca fui capaz de suprir nenhuma necessidade de Ângela. Ela tinha seus sonhos que foram devidamente ignorados porque eu tinha os meus planos e a minha segurança a cuidar. Foi difícil deixa-la ir porque nosso divórcio foi uma quebra do meu padrão de vida social. Um pigarro chamou minha atenção e ela me fitou de um jeito sério, que me fez rir. Minha baixinha, mandona e controladora.
- Eu preciso ir. Tenho que arrumar umas coisas antes de sair com meu grupo.
- Também tenho que ir... Rosalie vai embora hoje e teremos um jantar de despedida.
- Mando uma mensagem quando voltar. – disse baixinho – Eu adoro você.
- Eu também te adoro muito.
Rosalie organizou um jantar de despedida como se ela nunca mais fosse voltar a Londres. Ela morava a uma hora e meia a partir da saída da cidade. Por que diabos precisava de tanta paparicação? Peter e Char estavam na cozinha no momento que cheguei com meu pequeno saltitante todo de preto. Eu o convenci que o Bruce Wayne usava outras roupas além da fantasia do Batman. Mostrei vários vídeos no youtube e ele escolheu uma blusa de gola alta e calça escuras como o George Clooney.
Paparicado por todos, sentou ao lado do seu tio favorito e foi jogar vídeo game enquanto meu pai preparava seus melhores drinques no bar. Esme andava de um lado ao outro na cozinha com Carmen, uma grande amiga da família. Ela e Eleazar tinham a minha idade, mas ela era mais amiga de Rosalie do que minha. E Eleazar era primo de Peter , meu grande amigo. O cheiro estava me deixando com fome. Carlisle, por coincidência, tinha me servido uma batida de morango toda decorada e imediatamente tirei uma foto para enviar uma mensagem a Bella.
"Pensando em você. Pensando no quão hipnotizado fiquei ao te ver naquela noite. Saudades!"
- Papai está mandando mensagem a sua nova amiga. A Bella! Ela é uma gata! – Harry respondeu algo que Charlotte perguntou a ele.
- Sério? Você a conhece? – Charlotte insistiu.
- Só pela internet e telefone. Ela gosta de conversar comigo. – respondeu dando de ombros – Papai fica todo suspirando quando fala com ela.
- Harry! Já chega! – pedi intolerante e ele deu uma risadinha provocante. Passando tempo demais com Emmett. – E você, Dona Charlotte? Usando seu afilhado para ter informações? Coisa feia!
- Só estava conversando com o meu afilhado sobre a nova amiga do papai. Está proibido?
- Engraçadinha. – murmurei azedo tomando um gole da minha batida. – Fofoqueiros.
- Ah Edward! Por favor... Era só uma informação. – Rosalie gritou me provocando.
- Papai anda tão dramático. – Harry sussurrou e lhe atirei um olhar brincalhão, fazendo-o rir e enrugar o nariz pra mim – Oh Vó, eu estou com fome!
- Jesus, dez dias e você esquece toda sua educação e age como Emmett! – resmunguei fechando meus olhos – Reeducar você será um trabalho!
Harry foi a graça da noite com suas histórias. Ele tinha cada ideia que não sabia como sua mente conseguia processar tanta informação tão rápido. Piadista e inteligente, seus padrinhos babavam tanto que ele sabia que sempre teria uma plateia para aplaudir suas graças. O jantar estava delicioso. Carmen e Esme sempre arrebentavam na cozinha. No fim da noite, me encontrei bebendo vinho na cozinha com minha irmã. Ela iria embora pela manhã e não daria tempo de vir me despedir, eis o motivo do jantar.
- Você vai ficar bem? – perguntou-me depois de um tempo. – Eu posso ficar mais, você sabe.
- Já ficou o suficiente. Eu não tenho palavras para agradecer... – respondi segurando suas mãos pequenas entre as minhas – Obrigado. Por ter cuidado tão bem do meu filho e me obrigado a viajar. Não só por ter conhecido Bella, mas por mim, pensei tanta coisa, aprendi tanta coisa sobre mim mesmo que hoje eu quero começar uma nova história porque meu filho merece isso de mim.
- Ah Edward! – Rosalie sussurrou chorosa, descendo do seu banquinho e jogando os braços e o corpo em cima de mim – Meu irmão, eu quero tanto que você seja feliz. O que eu não faria para te dar o mundo...
- Você está fazendo... Me deixando feliz. Cuidando de mim e conversando comigo. Obrigado!
- Eu te amo, sou sua irmã mais velha, sempre farei tudo por você. – murmurou fungando. – Qualquer coisa me liga que voltaremos correndo.
- Sabe... Nada é mais lindo para uma mãe do que ver seus filhos juntos. – Esme entrou na cozinha e ela estava abraçada com Carlisle – Olha só, nossas crias lindas.
- Nós fizemos um excelente trabalho. Aquelas duas crianças bonitinhas crescerem e se tornaram tão bonitos quanto o pai. – Carlisle disse sorrindo ternamente e nós três reviramos os olhos para o seu narcisismo.
Harry e eu chegamos em casa e eu o levei para o corredor, pendurando o painel de metal que tinha comprado e espalhei os diversos pinos. Verdes eram meus compromissos, azuis compromissos do Harry e vermelho os compromissos urgentes que ficariam entre os azuis e os verdes. Sendo aqueles que iria ter que escolher e ver a prioridade. Sentei por horas tentando decifrar minha agenda com a dele, no final, nós dois dividimos um pote de sorvete e admiramos a obra. Eu esperava que desse certo.
Depois da historinha de dormir, liguei meu computador e ela já estava online. Deus, essa saudade nunca iria diminuir? Nós começamos a conversar sobre seu passeio quando mencionou que iria viajar completamente sozinha até o vilarejo onde Stefan vivia. Ela queria me deixar pirado antes de ter meus netos. Viajar sozinha em um país estranho. O que ela tinha cabeça? Ainda me mostra um spray de pimenta! Como se isso impedisse bandido de fazer maldade! E que teimosa! Ela revirou os lindos olhos e me chamou de estressado.
Não tive uma boa noite de sono. Levantei mais cedo para escolher uma roupa e verificar o uniforme de Harry, seu lanche ou qualquer coisa que iria precisar pelo dia. Mandei uma mensagem e absolutamente nada dela me responder, não tinha ideia de que horas iria viajar.
- Papai o que iremos fazer hoje à noite? – Harry perguntou-me do banco de trás.
- Jogar banco imobiliário depois do jantar. O que acha?
- Eu queria ir ao shopping... Saiu o novo boneco do Super-Homem. Você disse que ia comprar.
- Eu mando comprar o boneco e vamos para casa. Pode ser assim? – negociei querendo saber se ele tinha mais alguma coisa a fazer na rua. Ao que parece, meu filho já era um homenzinho para poder planejar a sua noite.
- Tudo bem, mas você sabe qual é boneco? – perguntou curiosamente – Não quero o boneco errado.
- Se lançou um novo, Jéssica irá atrás do novo. Se for o errado é só mandar trocar. – respondi olhando-o pelo retrovisor e ele sorriu – Chegamos. Você se comporta e nós nos vemos de noite!
- Tudo bem! – disse quando o ajudei a sair do carro e coloquei sua mochila nas costas – Tchau papai! – gritou correndo para grupo de meninos que já o esperava.
Voltar ao trabalho foi engraçado. Charlotte tinha mandado redecorar minha sala e Jéssica estava com uma pilha de coisas para conversar comigo. Todos os estagiários estavam ocupados, mas pararam para me dar um olhar e desejar uma boa volta. Inclusive Bree. Eu tinha que dar um jeito de afastá-la. Ser frio como gelo não estava adiantando em absolutamente nada.
- Jéss, você pode sincronizar minha agenda com a do Harry. Preciso ver se fiz tudo certo ou se falta algo.
- Claro! Eu deixei na sua mesa tudo de mais urgente! Seja bem vindo de volta!
- Depois desse anúncio que há trabalho urgente na mesa estou pensando em pegar o avião para o Brasil novamente. – resmunguei entrando na minha sala e fechando a porta, ligando a privacidade para as persianas fecharem.
Mandei uma mensagem e nenhuma resposta. Foi então que lembrei que Harry queria o maldito boneco do super-homem. Pedi a Jéssica para que mandasse o estagiário mais antigo e procurasse o lançado esta semana. Foi nesse momento que Peter achou oportuno ter a nossa conversa sobre Bella. O mais estranho foi que ele não falou nada, não desejou nada, não esboçou nenhuma reação, apenas ouviu e ficou sorrindo como um idiota otário. Talvez fosso reflexo do meu sorriso babaca quando falava dela.
- Jéss, vou deixar meu notebook com você. Se uma pessoa chama chamar no Skype, diga quem é você e que estou em reunião. Se ela ligar, atende e passa pra mim imediatamente. Estou para qualquer ligação vindo direto da Itália.
- Sim, pode ficar tranquilo. Boa reunião.
A reunião com os novos clientes foi ótima, cheia de respostas positivas e novos conhecimentos. Anotei tudo que precisava lembrando que estava parecendo com Bella. Dei ouvidos demais às suas besteiras organizadas. Quando me despedi do último cliente e terminei meu chá, foi preciso uma olhada na direção de Jéssica para saber que ninguém tinha me ligado. Corrigindo, algumas pessoas tinham, mas nenhuma era a que eu queria. Peguei meu celular e digitei uma mensagem abusada.
Nenhuma resposta.
Puta Merda!
Será que conseguiria entrar em contato com os pais dela? Ainda existe lista telefônica? Será que tem isso online! Oh, o irmão dela! Jasper Swan era uma pessoa pública. Ele deve ter um site e um telefone para contato. A cunhada dela, Aline, Ana, Joana, não, Alice! Isso, ela deve ter um contato na loja... Ela trabalha para Dior? Chanel? Gucci! Isso! Bella queria que eu fosse modelo da Gucci. Abri alguns sites e achei o contato.
Mandei um correio de voz um pouco abusado.
- Maldição Isabella! Onde você está? Se você não me ligar, irei chamar seus pais!
Jesus faça essa mulher parar de me ignorar!
Quase arrancando meus cabelos, registrei brevemente que o boneco estava na minha mesa e Jéssica pediu para embrulha-lo.
- Posso fazer algo por você? – perguntou-me preocupada.
- Existe o telefone da polícia da Itália? Perdi alguém. – murmurei irritado.
- Oh! Algo grave?
- Estou exagerando... Desculpe. Só quero um chá e biscoitos.
Não sabia se ela estava me ignorando de verdade ou era falta de sinal, ou morte, ou sequestro, ou sei lá. Fui buscar Harry e deixei esse assunto de lado para poder provoca-lo com seu presente. Ele sempre era um bom menino e nunca tive problema na escola ou fui chamado por falta de comportamento. Meu menino estava quicando ao meu redor com metade da sua fantasia e todo suado. Nós fomos para casa e enquanto preparava o jantar, ele reproduziu um episódio inteiro da Liga da Justiça rodopiando ao meu redor com o boneco.
Nós jogamos no chão da sala até que ele estava cansado de ficar parado e resolveu que queria brincar com seu cinto de utilidades. Concordei que faria isso por um tempo e nós iríamos dormir. Já estava bem tarde.
Eu estava cansado de esperar um telefonema. Queria saber até que horas iria me deixar assim, sabendo que tinha pedido para me ligar. Custava? Só para provar que sou um idiota preocupado, mandei mais uma mensagem e ela retornou quase que imediatamente. E ainda dando uma resposta mal criada. Era muito abusada e me tinha na palma da mão. Harry praticamente me cercou com seu cinto de utilidades e não me deixou falar com Bella. Ela o convenceu de fazer isso na cama, depois do banho, como isso tinha entrado na mente dele com facilidade, eu não sabia. Sei que assim como eu, meu filho estava rendido aos pés dela.
Nós conversamos depois que peguei no sono ao lado dele. Acordei quase que desesperado. Ela estava bem, com uma expressão meio estranha, mas bem. Mandei o filha da mãe do Stefan cuidar dela sem encostar um dedo ou cortaria as bolas dele fora e serviria como prato principal do seu restaurante. Seus dias no Vilarejo foram tranquilos enquanto os meus estavam uma agitação sem limites. Eu consegui um tempo no dia para falar com ela, mas às vezes era Harry ou o trabalho que me ocupavam e eu odiava deixa-la esperando.
- Então... Dia 14 eu estou livre? – perguntei a Peter.
- Vai, seu maldito! – Peter respondeu rindo, com cara de "eu sei o que você quer fazer em uma noite só".
- Vou na segunda, volto na quarta-feira. Chego aqui de noite! Eu prometo.
Minha ideia era passar o final de semana, mas isso mudou quando me dei conta que logo depois seria o dia dos namorados. E eu queria passar essa noite com ela, fazer algo legal, sexo a noite inteira e comemorar o nosso primeiro dia dos namorados. No país dela era uma data importante e eu queria dar-lhe isso. Pedi a Jéssica para comprar minhas passagens. Bella tinha cancelado sua viagem para Espanha quase que em cima da hora. Surgiu um imprevisto e ela foi mais cedo para França e ainda estava pensando se iria para Madrid depois de tudo.
Particularmente não queria, mas ela não tinha perguntado minha opinião. Procurei na internet informações sobre a agência e organizei toda minha surpresa. Já tinha conversado com minha mãe sobre Harry e ele chorou porque queria ir junto. Não para ficar comigo, ele deixou bem claro.
- Papai, eu vejo você todo dia. Eu quero conhecer a Bella! – resmungou bicudo na porta da escola. Carlisle estava no carro para me levar a estação. Todo mundo sabia sobre ela porque meu filho estava mais empolgado com isso do que eu. Até o porteiro da sua escola devia saber da minha nova amiga.
- Eu sei filho. Vou tentar convencê-la a vir. – respondi abraçando-o – Se comporte e nos falamos mais tarde. Eu te amo. Obedeça a vovó!
Resignado e fazendo beicinho entrou. Não sabia se ficava magoado com a sua não tristeza em relação a minha partida ou se ficava feliz dele gostar tanto dela sem nem conhecer. Meu pai, com um sorriso idiota no rosto, me levou até a estação e ficou comigo até o momento que meu trem chegou e minha partida foi anunciada. Ela não tinha ideia que iria aparecer e essa era a maior loucura que tinha feito por alguém na minha vida. Esperava ansiosamente que ela gostasse. Ela tinha que gostar. Ela tinha que estar com saudades também.
- Boa sorte filho. – Carlisle disse baixinho e assenti sabendo que iria precisar e muito.
"Cadê você?"
Era uma mensagem e chegou no momento que me acomodei dentro da minha cabine de viagem. Eu estou chegando minha linda. Espere e aguarde porque estou chegando para ficar com você.




Que lindo esse Edward apaixonado, gente!!!
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1 comment :

  1. Estou adorando essa fanfic, tomara que eles acham algum jeito de dar certo esse relacionamento, aguardado próximo capítulo ansiosa.beijuculos.

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