PARADISE - CAPITULO 14




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Gêneros: Romance/Drama


Capítulo 14 – Vários Tipos de Amor.
Londres, Inglaterra.
Edward.
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- Pai, o que é isso? – Harry perguntou sacodindo a caixa do piano com força.
- Devagar! É de quebrar! – disse alto e ele parou na hora – Abra e veja. Bella me deu de presente lá em Paris. Você vai gostar!
- Ah sim... Um piano! Que legal! – soprou admirado e sorriu – Nós devíamos comprar um piano. Você só toca na casa da vovó. Temos que ter um em casa!
- Nós não temos espaço em casa, mas se você quiser, posso contratar uma professora para você e quando chegar para te buscar na sua avó podemos treinar um pouco.
- Legal! Eu quero! – gritou levantando a mão e batemos juntos.
Minha viagem de volta foi tranquila. Trabalhei os últimos dois dias e hoje era domingo. Passamos o dia inteiro na casa dos meus pais e distribuí tudo que tinha comprado de presente para meus amigos e família. Exceto os de Rosalie e Emmett. Eles só viriam durante a semana e ficariam até o domingo. Era aniversário de 55 anos de Carlisle na próxima sexta-feira. Esme tinha preparado uma pequena festa com familiares e amigos íntimos.
Eu ainda estava feliz pelos dias excelentes ao lado dela, mas estava com saudades de novo. Nossa despedida foi difícil. Em compensação, eu não tinha mais aquela incerteza e insegurança de antes. Fui até lá provar que estava disposto a arriscar tudo e tentar um relacionamento, não importando o quão louco isso seria. Ela estava mais calma, menos chorosa, talvez um pouco bicuda, fazendo beicinho e resmungando sobre estar mal acostumada em me ter ao lado.
Harry tinha passado seus dias na ONG, lá tinham outras crianças para brincar, mesmo que tivesse chateado com minha mãe por ceder e deixá-lo perder tantos dias de aula, eu não podia deixar de ficar tranquilo pela felicidade dele em correr e ralar o joelho como uma criança normal. Eu não tinha tempo de deixá-lo brincar com um amiguinho. Nós dois estávamos muitos juntos e vivíamos sozinhos a maior parte do tempo. Não quero que eu seja o único amigo do meu filho. Ele tinha que ter alguém da idade para poder extravasar sua energia contida.
No momento, ele estava pulando na cama. Saltando com força que eu o vi cair no chão umas diversas vezes, mas era só minha imaginação de pai mesmo. Terminei de dobrar suas roupas limpas e deixei de lado para guardar depois. Limpei o canto da mesa do escritório e coloquei o piano ao lado de um porta retrato com uma foto minha e de Harry no natal passado. Harry continuava saltando na cama e ensaiando cambalhotas no ar. Eu tinha certeza que Emmett era responsável por esse novo aprendizado perigoso.
O Skype apitando, anunciando uma chamada atraiu sua atenção e ele saiu correndo. Agora ele tinha que ser sempre o primeiro a falar com Bella. A namorada do papai. Ela foi promovida de amiga a namorada durante minha viagem a França. Realmente não tinha parado para conversar com ele sobre isso. Estive trabalhando muito além do que deveria, a diferença que ao invés de ficar no escritório, trabalhei em casa com ele pulando ao meu redor ou em cima de mim.
- Oi Bella! – saudou animado e ela riu. Sua risada musical aqueceu meu peito. Ela estava bem. – Tudo bem?
- Tudo ótimo e você? – respondeu suavemente e entrei no seu campo de visão – E você?
- Eu e papai estamos bem! – Harry sorriu banguela e olhou pra mim, que assenti confirmando sua resposta.
- Filho, senta no meu colo.
Como sempre, os dez primeiros minutos foram concentrados nele. Até que cansou de ficar parado e foi correndo para seu quarto brincar com seus bonecos. E então, ela era toda minha.
- Como está? Foi tudo bem? – perguntei referente a sua apresentação. Com o atraso da campanha, a Nike tinha aceitado que ela apresentasse tudo no domingo. Não sei se isso era comum ou se ela era uma profissional que nunca desiste.
- Foi tudo ótimo! Eles assinaram a aprovação da campanha no final da apresentação! Foram gentis e compreensivos comigo. – respondeu com um brilho emocionado nos olhos. – Estou tão cansada que pedi algo para comer e vou dormir. Parece que corri uma maratona só de nervosismo.
- Eu imagino. Estou muito feliz por você. Parece que essa pausa do dia de São Valentim te ajudou, correto?
- Ah, me deu muita inspiração. – sorriu docemente prendendo os cabelos – Edward... Uhn, eu tenho mais duas semanas de férias. Aro vai retribuir os dias que passei aqui trabalhando.
- E você vai para a Espanha? – perguntei tentando ocultar meu desapontamento.
- Na verdade, estava me perguntando se eu poderia ir para Londres... – disse mordendo os lábios.
- Claro! Claro! Quando você vem?
- Calma! Preciso acertar uns detalhes na agência e talvez terça-feira já esteja livre para viajar. – respondeu sorridente novamente – Você não precisa me buscar no aeroporto. Jasper vai querer fazer isso e assim que chegar aí eu te ligo.
- Eu quero te buscar...
- Nós podemos negociar isso mais pra frente. Não sei o horário do vôo... Às vezes pode te atrapalhar.
- Tudo bem, estou aberto a negociações quanto a te buscar no aeroporto. Com uma condição.
- E qual seria?
- Você fica comigo. Não estou aberto a ouvir negociações ou reclamações.
- Edward... Mas e o Harry? – perguntou ainda receosa.
- Ele sabe, você foi promovida a namorada do papai. – respondi sorridente. Ela não teria argumentos. – Desiste. Você não vai conseguir.
- Já que não tenho outra escolha... – sussurrou tentando esconder o sorriso bobo. – Sinto sua falta. Espero que esses dias passem logo. – disse fechando os olhos. Ela estava muito cansada.
- Eu também. Linda vá descansar. Amanhã nós nos falamos.
Assim que me despedi dela cheia de promessas e sorrisos, ouvi o grito agudo de Harry no andar debaixo. Nunca desci as escadas tão rápido na minha vida com o coração na boca.
- O que foi? – perguntei vendo-o chorar diante do aquário.
- Nemo morreu. – sussurrou choroso e levantou os braços para mostrar – Nós não o alimentamos. Ele morreu.
- Ele morreu por falta de comida? – perguntei a mim mesmo se isso era possível. – Filho, não fica triste. Papai compra outro. – disse acariciando suas costas com ele abraçando as minhas pernas. Ainda bem que essas porcarias são baratas.
- Nós vamos enterrá-lo no quintal. Fazer um velório e agora. – resmungou determinado e subiu as escadas enquanto peguei a redinha e tirei o peixe da água. Quando Harry voltou ele estava com sua fantasia toda preta do Batman e a máscara. – Você coloca seu sobretudo.
- Ok. Mandão. – murmurei baixinho e o segui para fora de casa.
Meu quintal era relativamente pequeno, mas tinha o pedaço de terra para que pudesse enterrar seu peixe. Estava frio como polo norte do lado de fora, mas minha criança determinada cavou um buraco, pegou um pedaço de papelão das caixas da cozinha, escreveu NEMO em letras maiúsculas e o ano de 2012. Coloquei o peixe no buraco e colocamos a terra em cima.
- Fala algumas palavras, pai. – Harry sussurrou. Garoto teatral!
- Que palavras?
- Para ele descansar em paz. Pô pai, fala logo! Tá frio!
- Nemo foi um peixe legal que viveu conosco por uma semana, ou sei lá, que Deus o tenha. Amém. – disse mais alto para o nada e o olhei – Tá bom?
- Tá ótimo! Tô com fome... Tem biscoito? – perguntou e eu ri, pegando-o no colo.
- Um lanche na cozinha com biscoitos da vovó e suco de soja, está bom?
Enquanto Harry comia na cozinha, vi que minha caixa de e-mail estava um pouco lotada. Os primeiros e-mails eram da minha irmã sem noção e sem o que fazer querendo saber se tinha comprado tudo que tinha pedido e se as dicas dela tinham servido para comprar o vestido. E que queria detalhes. Não sei em que mundo minha irmã acha que eu sou uma garotinha de pular na cama com pijama colorido e dar gritinhos animados. Rosalie subestimava minha masculinidade. Depois de ler todos seus quinze e-mails, resolvi responder tudo em um só. Minha vontade era de fazer um a um só para irritá-la, mas ela era capaz de apagar tudo sem ler se um satisfizesse sua curiosidade.
...
"Querida Rosalie. Harry e eu estamos bem. Compramos nosso aquário, você sabe, e o peixe palhaço morreu, mas nós iremos comprar outro. Claro que ele me fez enterrá-lo e dizer sábias palavras em um frio tórrido. E sim, suas dicas serviram. Ela estava deslumbrante de linda. E extremamente feliz com todos os meus presentes. E o olhar e seu sorriso naquela noite... Foi tudo perfeito. E eu tenho muita saudade dela, quase como respirar é a minha necessidade pela sua presença. Estou muito mais que apaixonado! Satisfeita? Deixe-me em paz e até terça-feira! Eu te amo!".
...
- Pai! Acabei! – Harry gritou da cozinha. – Esse biscoito da vovó é ótimo! Pena que você não sabe cozinhar. – disse encolhendo os ombros.
- Garoto. Olha como fala. – brinquei pegando-o no colo – Vamos escovar os dentes e dormir.
- Posso dormir com você hoje?
- Quer assistir algum desenho?
- Toy Store 3!
- Tudo bem.
Em menos de meia hora de filme, Harry já estava dormindo pacificamente, com as pernas emboladas nas minhas e o rosto escondido no meu peito. Meu filho era a melhor coisa que tinha acontecido na minha vida. Ângela e eu tínhamos nossos defeitos e sonhos diferentes, inúmeras divergências conjugais, mas isso... O nosso presente de vida. Não tinha nada mais perfeito que ser pai, ter seu filho, tão pequeno e tão necessitado de cuidado, carinho e afeto. Era tudo que mais amava.
- Papai sempre vai cuidar de você. – sussurrei beijando seu rosto adormecido. – Eu te amo.
Segunda-feira pela manhã foi uma loucura. Tive duas audiências logo cedo e uma correria extrema no escritório porque um dos nossos maiores clientes era um dos diretores da BBC News. Nós estávamos desdobrando a imprensa louca para um furo de reportagem. Os telefones não paravam de tocar nem por um segundo e não tinha um estagiário que não tivesse de cabelo em pé. Minha cabeça estava a ponto de explodir.
- Sr. Cullen? – Bree bateu a minha porta com um telefone sem fio a mão – Uma tal de Isabella Swan ligou e a secretária de John Keygen está no seu aguardo. Ela está na linha um.
- Cadê Jéssica? – perguntei confuso e ela encolheu os ombros. Deixei passar o "uma tal" porque não estava afim de discutir – Isabella ligou e falou o quê?
- Só um minuto. – disse cavando uma pilha de papeis – Ah, informações do vôo. Aqui está. – entregou-me o bilhete e passou o telefone.
- Sra. Lincoln? Edward Cullen falando. – disse olhando para o papel. Amanhã de manhã ela estaria aqui. Não fui capaz de esconder meu sorriso.
A secretária de John era uma senhora de cinquenta e poucos anos, bem surda, precisando se aposentar. Tudo precisava explicar umas cem vezes antes de perder a paciência. Ela basicamente tomou todo meu tempo antes de conseguir comer alguma coisa bem depois da hora do almoço. E no momento que mordi meu primeiro pedaço de frango, um alvoroço do lado de fora me chamou atenção.
- O juiz liberou o alvará para o caso da BBC. Amanhã preciso de você lá e cubro o caso do John.
- Amanhã? – perguntei de boca cheia. Merda. Não ia dar para buscar Bella no aeroporto – Só se ficar com a tarde livre amanhã.
- Trato feito. E na quarta-feira eu tiro a tarde livre. Charlotte precisa fazer alguma coisa que exige minha presença. Quebra esse galho, por favor.
- Bella chega amanhã. – anunciei de repente e ele parou seu caminho e voltou para sala.
- Sério? Finalmente irei conhecê-la? – perguntou todo animadinho – Caramba, vou ter que dar um de fofoqueiro e contar para minha esposa!
- Idiota! Se ela quiser, podemos marcar algo lá em casa, um jantar... Alguma coisa. – respondi rindo do seu entusiasmo.
- Cara... – Peter suspirou pegando uma cadeira a minha frente – Esse lance é sério mesmo?
- Por mim... Sim, por quê?
- Eu fico feliz que depois de muitos anos, esteja tendo um relacionamento, mas vai com calma. É o primeiro movimento sério depois de Ângela. – disse baixo, chegando mais perto – Fico preocupado. De verdade. Harry e você precisam de uma presença feminina em casa, porém, devagar. Não posso te ver sofrendo novamente.
- Eu prometo tomar conta disso. Obrigado. – respondi baixinho e ele sorriu, batendo com uma pasta na minha cabeça.
Terminei de comer e disquei o número do celular de Bella. Ela atendeu no segundo toque.
- Oi meu amor. – disse e podia ouvir seu sorriso.
- Oi minha linda. Acabei de receber seu recado.
- E aí, tudo bem? Estou ansiosa! Já mexi na minha mala umas cinquentas vezes! E adivinhe, meus pais também irão para Londres. Acabei de comprar as passagens deles... Você quer conhecê-los?
- Seria importante pra mim e pra você?
- Muito importante. – sussurrou parecendo uma garotinha envergonhada.
- Infelizmente, temos um problema. Não vou poder te buscar no aeroporto se quiser ficar com a tarde livre amanhã.
- Não tem problema. Alice está de sobreaviso.
- Em compensação, me liga assim que chegar na casa do seu irmão. Tenho um almoço com meus pais... Minha irmã está na cidade com seu marido.
- Logo de cara! Caramba, quando você ia me avisar? Na porta do restaurante? – perguntou irritada. – Edward! Fala sério!
- Qual o problema? – perguntei confuso.
- Qual o problema? Se eu vou conhecer sua mãe e irmã, pelo menos devia ter o direito de saber, de estar arrumada e preparada psicologicamente para ser avaliada!
- Elas não vão te avaliar! – disse em minha defesa.
- Você é mulher?
- Não.
- Então cale-se.
- Pelo menos elas não possuem licença para matar!
- Policiais nos Estados Unidos não possuem licença para matar. Eles não são 007.
- 007 é britânico, baby. – retruquei me divertindo com a sua fúria.
- Ora! Cale-se Edward! – resmungou e provavelmente estava fazendo beicinho. – Agora vou ter que escolher outra roupa para a viagem.
- Tudo que você for vestir será lindo, porque você é linda e minha. Não tem como ficar melhor.
- Caramba, não sei se fico lisonjeada com seu elogio ou fico besta com seu ego. – murmurou rindo e Jéssica bateu na porta e apontou para o telefone.
- Preciso ir, linda. Minha secretária está avisando que tenho um telefonema. Nós nos falamos mais tarde... Eu adoro você.
- Eu também te adoro. Até mais.
Meu dia foi um saco. Eu estava morto de cansaço. E no momento que estacionei na casa da minha mãe e ouvi os gritos animados de Harry percebi que não poderia lidar com a energia dele. Meu filho sentia minha falta. Tudo era motivo para chamar minha atenção porque estava com saudades. Era sua maneira de mostrar afeto. Ainda mais nessa fase de seis para sete anos de idade.
Minha santa mãe tinha preparado o jantar e eu fiquei porque não queria cozinhar nada quando chegasse em casa. Harry já tinha jantado porque ele comia mais cedo. Carlisle tinha acabado de chegar do plantão e nós dois comemos na cozinha, famintos e deliciados com a carne assada com batatas gratinadas. Foi como o manjar dos deuses. Meu estômago ia dormir feliz essa noite. Estava tão bom...
Eu me alimentava muito mal que qualquer coisa seria deliciosa a essa hora da noite, mas a comida da minha mãe sempre seria maravilhosa e espetacular.
- Merda! – bati na minha testa e Carlisle me olhou confuso – Esqueci-me de comprar o peixe do Harry. – sussurrei para meu pai e ele assentiu engolindo sua comida – Tomara que ele não lembre disso hoje.
- Filho, você não pode segurar o mundo com as mãos. – disse simplesmente e levantou com seu prato – Harry vai entender. Descanse. Fiquei sabendo que teremos uma visita amanhã.
- Peter fofoqueiro. – resmunguei encostando-me na cadeira – Sim. Bella chega amanhã e pensei em levá-la ao nosso almoço de família.
- Sua mãe está fazendo seus próprios planos com ela. Inclui unhas, cabelo, spa, compras...
- Não estava planejando deixar minha garota com minha mãe, aliás, não planejei ficar longe dela.
- Ah é? E o trabalho? – Carlisle desafiou. Por que pais sempre são mais espertos?
- Bom... – murmurei encolhendo os ombros.
Fiquei sem resposta.
- Sua mãe dará um jeito de manipulá-la para si. – retrucou com um sorriso divertido no rosto. Meu pai achava tudo engraçado. - E Rosalie também.
- Rosalie também. – repeti com um resmungo. Minha irmã colocaria Bella para correr.
- Sua mãe e sua irmã estão ansiosas. Você tem uma nova namorada, que mora em outro continente, uma situação estranha, porém, intensa. Eu só preciso saber se você está feliz.
- Eu estou feliz.
- Então, que Bella seja bem vinda a família. – sorriu docemente apertando meu ombro levemente – Vou tomar um banho. Estou ansioso para amanhã.
- Estamos todos, pelo visto.
Percebi que a casa estava em silêncio, Carlisle tinha ido tomar banho e por isso fiquei procurando Esme e Harry. Meu filho dificilmente ficava em silêncio, o que era bem refrescante. Quando Ângela morreu, ele não falou por dias. Isso me deixou louco e desesperado. Encontrei meu menino encolhido no canto, segurando um papel. Pelo menos era o que parecia de longe e minha mãe, com os olhos aflitos, veio na minha direção.
- Sinto muito. Ele mexeu nas coisas do escritório e encontrou a caixa de fotos.
- Não tem problema, mãe. – disse beijando-a na face – Obrigado por hoje. Estamos indo e nos encontramos amanhã na hora do almoço.
- Eu pego Harry mais cedo?
- Sim, já avisei a diretora da escola. Quer dizer, Jéssica avisou, dá no mesmo.
- Tudo bem. Nos vemos amanhã... – sussurrou e então abriu um enorme sorriso – Estou tão ansiosa! – bateu palminhas e revirei os olhos não dando corda para seu entusiasmo. Já tinha que controlar o meu próprio.
- Ei filho, vamos para casa? – chamei baixinho e ele assentiu, indo dar um beijo em Esme e pegou minha mão, ainda segurando uma foto, provavelmente de Ângela.
No caminho, meu pequeno falante estava melancólico e cheio de suspiros. Ele não quis brincar. Escovou os dentes e colocou o pijama. Eu ainda estava preparando meu banho e ajeitando a casa. Ela estava limpa porque minha ajudante tinha vindo dar uma faxina pesada, mas havia brinquedos e coisas minhas espalhadas por todo canto. A psicóloga tinha dito que era para deixar Harry a vontade em expor seus sentimentos em relação a mãe dele, mas se não fizesse, era para perguntar na hora de dormir. Esse era o momento que ele mais se sentiria confiante e seguro comigo ao lado dele, protegendo-o.
- Papai, posso dormir com você de novo? – perguntou baixinho puxando minha calça.
- Claro... Vou tomar banho e já volto.
- Tudo bem.
Meus planos de falar sobre a vinda de Bella amanhã foram por água abaixo. Primeiro que não queria confundir seus sentimentos e parecer que não estava me importando com sua mãe. Bella era minha nova namorada, eu estava apaixonado, mas também tinha amado muito Ângela. Ela estava morta. E infelizmente meu menino poderia interpretar isso de várias formas. Só esperava que ele não encrencasse com a estadia dela aqui porque não estava disposto a abrir mão disso. Queria dormir e acordar com a minha garota.
- Sinto falta da mamãe Ângela. – sussurrou mostrando a foto que estava segurando. Era uma de nós dois com Harry. Era o meu aniversário e eles tinham ido fazer uma surpresa pra mim no almoço. – Ela está no céu?
- Sim. Eu também sinto falta da mamãe, meu anjo. – respondi ajeitando-o no meu colo – E ela está no céu protegendo nós dois.
- E você gosta da Bella agora?
- Sim, eu gosto da Bella, mas sempre vou gostar da sua mãe. Ela foi minha esposa e eu a amei muito.
- Então está tudo bem gostar da Bella? Mamãe não vai ficar chateada? – perguntou com os olhos brilhando de curiosidade.
- Está tudo bem sim... A mamãe quer que a gente seja feliz, com Bella ou sem.
- Entendi. Eu amo muito a mamãe Ângela. E também gosto muito da Bella.
- Eu sei e isso vai ser para sempre. – sussurrei começando a niná-lo – Agora feche seus olhos. Amanhã teremos um dia cheio de novidades.
- Papai?
- Sim?
- Eu te amo.
- Eu também te amo... E muito. Para sempre.


Estou curiosa para saber como será a reação de Esme e Rosalie com a Bella. E vocês??? Acho que vai dar tudo certo!!! Encontro vcs aqui amanhã as 18 horas!
Beijusculos

1 comment :

  1. ai meu Deus que loucura essa família!!!muuuuito ansiosa pro cap de amanhã!!!

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