PARADISE - CAPITULO 15




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Gêneros: Romance/Drama


Capítulo 15 – A Plenitude.
Londres, Inglaterra.
Isabella.
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- Senhora? – a aeromoça gentilmente tocou meu ombro – Vamos pousar, por favor, coloque seu cinto.
- Oh... – bocejei piscando repetidas vezes – Obrigada.
- Deseja alguma coisa?
- Um suco de laranja, por favor. – sorri me ajeitando na poltrona e colocando meu cinto. Rapidamente ela voltou com um copo de suco gelado e um sorriso amável. – Obrigada.
Assim que terminei de beber, o piloto passou a dar informações do nosso pouso. O vôo tinha atrasado, estava quase na hora do almoço, estava com fome e um pouco cansada de ter ficado tanto tempo no aeroporto me sentindo sozinha. É muito estranho viajar sozinha. Essa experiência ia ficar arquivada com as negativas. O vôo teve turbulências e dessa vez fiquei com medo. Tão pouco tempo e cheio de adrenalina.
O portão de desembarque estava cheio. Empurrando minhas duas malas vi Alice saltar euforicamente e acenar pra mim com um sorriso enorme. Com os cabelos presos no alto e uma roupa de grife de babar, corri na sua direção e com um abraço apertado percebi o tamanho da minha saudade por essa baixinha maluca. Minha cunhada e melhor amiga de sempre.
- Não acredito que você finalmente está aqui! – gritou emocionada – Vai conhecer minha casa, meu trabalho e meus amigos! Vou mostrar Londres de cabeça pra baixo!
- Vamos com calma... Você e Edward vão me disputar a tapas. – respondi rindo e soltando seus cabelos – Estão maiores.
- Escovei hoje de manhã. Não é todo dia que sua melhor amiga vem te visitar.
- Assim você me faz sentir mal...
- Nós duas sabemos que você era casada com um pé no saco sem graça. – sorriu docemente piscando – Então, te deixo no apartamento e você encontra com ele? Deixei a loja com as vendedoras e vim correndo.
- Na verdade, quero passar na sua casa, tomar um banho, trocar de roupa e aí ligo para encontrar com ele. Edward quer que almoce com ele e sua família.
- Jura? Então precisamos correr!
Alice me levou diretamente para seu apartamento com Jasper, mas no caminho deu para ver um pouco de como era Londres, não só pelo lado contrário da direção, mas pelo jeito antigo e romântico. Ela morava de frente para o Rio Tâmisa. Uma belíssima cobertura de dois andares e três quartos. Perfeita para um casal bem sucedido como eles. Todo canto era recheado de fotos dela com meu irmão... Eles eram tão bonitos juntos. Meu irmão além de lindo era um cara de sorte.
Alice deixou uma chave comigo e saiu. Qualquer coisa era só ligar, mas Edward me buscaria onde tivesse. Não demorei muito me arrumando. Corri de um lado ao outro e finalmente parei para ligar pra ele.
- Chegou?
Sua excitação e ansiosidade era palpável.
- Cheguei... Onde você está? – perguntei trancando o apartamento – Estou saindo da casa do meu irmão agora.
- E onde seu irmão mora?
- Hum... Endereço? Não sei. Quando descer pergunto o nome da rua para o porteiro. É de frente ao Rio Tâmisa.
- Estamos perto. Já estou no restaurante. – respondeu pensativo.
Sai do prédio e estremeci com o ventinho frio, mas, andei pela calçada onde vi uma placa e provavelmente teria mais informações da minha localidade.
- Estou vendo você. Fique parada aí. – Edward disse rindo e virei procurando-o por todos os lados, até que alguém me abraçou por trás e beijou meu rosto. Soltei um gritinho surpresa e ri aliviada – Você está aqui. De verdade.
- Estou aqui. – sorri virando-me e o beijei do meu melhor jeito apaixonado. Queria me fundir a ele para sempre – Oi. Tudo bem?
- Tudo maravilhoso agora.
- Perfeito. – suspirei toda apaixonada - Como me achou?
- O restaurante. – apontou sobre seus ombros e vi uma fachada bonita de um prédio todo de tijolos vermelhos, parecendo antigo.
- Oh, você me viu saindo.
- Pura coincidência. – sorriu me abraçando novamente, com suas mãos grandes acariciando-me por dentro do casaco. – Estou tão feliz.
- Eu também. É como um sonho. – sorri com aquela doce sensação de estar bêbada de felicidade. – Te adoro tanto. – murmurei sentindo seu cheirinho fresco.
- Papai? – ouvi uma conhecida voz infantil e me afastei de Edward para ver um lindo menino vestido de Batman, olhando-me curiosamente – Bella? É você?
- Oi bonitão! – sorri me ajoelhando na calçada para receber o abraço mais gostoso do mundo – Tira essa máscara. Quero ver você.
- Oi, tudo bem? Você está aqui! – sorriu abertamente com os dentinhos da frente faltando – Ninguém me falou nada! Você está aqui.
- Eu quis fazer uma surpresa. – Edward sorriu bagunçando seus cabelos – Gostou?
- Você é linda. – Harry disse-me e eu ri, emocionada com seu carinho – Muito bonita.
- Obrigada. Você é um docinho. – sussurrei beijando suas bochechas repetidamente.
Quando olhei para o alto, vi que tinham algumas pessoas observando minha interação com o pequeno. Três mulheres e três homens com sorrisos bobos. A primeira delas era loira, alta, com os olhos azuis mais bonitos que já tinha visto. Saída de uma revista de moda, parecia a nova princesa da Inglaterra de tão chique. Ao seu lado tinha uma mulher baixa, de cabelos castanhos curtos e olhos verdes limpos. Seu casaco bege a cobria por completo, deixando os bonitos sapatos de marca de fora. E por último, eu soube imediatamente que era a mãe de Edward. Esme, se não me engano. Ruiva, de olhos verdes e o sorriso mais doce que já vi no rosto do homem que estava apaixonada.
Levantei sem graça me sentindo ser milimetricamente avaliada. Para minha surpresa, Harry pegou na minha mão no mesmo momento que Edward entrelaçou nossos dedos. Estava com vergonha. Todos estavam me olhando e pelo menos sorrindo simpaticamente. Os homens eram todos altos. O mais alto tinha cabelos escuros e olhos castanhos, ele era forte como um armário. O loiro lembrava Edward, mas ele tinha os olhos azuis, e parecia muito com a loira. Então ela devia ser Rosalie, irmã e ele Carlisle, o pai de Edward. O terceiro rapaz era loiro escuro, olhos acinzentados e um sorriso brincalhão diretamente para Edward.
- Família... Esta é Isabella Swan, minha namorada. – apresentou-me sorrindo e tinha certeza que era pelas minhas bochechas quentes – Bella, esta é minha irmã Rosalie, minha amiga Charlotte e minha mãe Esme. – completou soltando minha mão e abraçando minha cintura – Meu cunhado Emmett, meu pai Carlisle e Peter, meu amigo de muitos anos.
- Olá. É um prazer conhecer vocês. – disse baixo e limpei minha garganta nervosa.
- Oh querida! Seja bem vinda a Londres. – Esme adiantou-se e me envolveu em um abraço apertado – Edward comentou que é a sua primeira vez no país.
- Nós faremos sua estadia uma alegria. – Charlotte pegou minhas mãos e sorriu.
- Será interessante. – Rosalie disse e por algum motivo percebi que ela não tinha caído na minha graça. Isso me deixou mais nervosa ainda. – Vamos comer? Estou com fome.
- Claro, vamos entrar. Está na hora da nossa reserva. – Carlisle disse olhando para seu relógio.
- Está tudo bem? Você está tremendo. – Edward sussurrou e Harry apertou minha mão e sorriu através da sua máscara.
- Você é um menino tão lindo para se esconder. – disse a ele, segurando seu queixo.
- Estou de serviço. Não posso mostrar minha identidade. – respondeu-me franzindo o cenho.
- Tudo bem, mas será que nem dentro do restaurante? Podemos comer um pouquinho olhando nos seus bonitos olhos? – argumentei e ele parou para pensar, encolheu os ombros e tirou a máscara. – Assim é bem melhor pra mim.
Fiquei com vergonha com todo mundo me observando. Harry com as bochechas vermelhas se escondeu atrás de mim arrancando risada de todo mundo.
- Esse garoto tímido é uma novidade. – Emmett disse rindo.
Edward identificou a reserva e fomos encaminhados a uma sala vip no segundo andar de frente ao rio Tâmisa. A vista era linda. Sentei entre Edward e Harry, que estava ao lado de Esme e Carlisle. Do outro lado da mesa da cabeceira em diante estava Emmett e Rosalie com Peter e Charlotte. A mesa estava em um silêncio engraçado com todos olhando o cardápio.
- Pai, eu quero algo com batata.
- Qualquer coisa, mas que tenha batata? Que tipo de batata?
- Igual da vovó em pasta.
- Certo. Purê e filé de frango? – Edward perguntou e ele assentiu – E você?
- Não sei. Acho que vou comer o mesmo que o Harry. E uma salada verde.
- Ok. Nós três vamos comer o mesmo.
Quando nossos pratos chegaram, Harry se recusou que sua vó cortasse seu frango e quis que eu fizesse isso. Ignorei o olhar cortante que Rosalie me lançou. Ela estava querendo me intimidar e eu realmente não entraria no seu joguinho de irmã mais velha querendo proteger a inocência do irmãozinho. Edward não tinha absolutamente nada de inocente.
- Está bom assim? – perguntei a Harry e ele assentiu pegando sua colher e sorriu.
- Obrigado Bella. – respondeu docemente e me derreti com seu sotaque.
Edward mantinha a mão na minha coxa e volte e meia acariciava seus dedos e sorria na sua direção querendo beijá-lo, mas mantive minha distância em respeito a todos. Seu sorriso estava tão grande e bonito que eu quis tirar uma foto para registrar esse momento. Ele estava tão feliz quanto eu estava por estar aqui. Foi a melhor decisão da minha vida nas últimas semanas.
- Isabella Swan? A que devo a honra de sua visita ao meu país? – uma voz um tanto conhecida chamou atenção de todos na mesa. Como a sala era vip o garçom segurou a entrada daquele homem insuportável. Sebastian Madson.
- Honra a você não devo nenhuma e pelo que sei, você é irlandês. – respondi no meu melhor tom doce e virei para frente ignorando-o.
- A doce garotinha de Aro Volturi. Será que seu chefe sabe o que você está fazendo aqui? Querendo conhecer as terras? Andando sozinha por aí?
- Como se eu fosse lhe dizer. Por favor, mande lembranças a Vladmir. Você está atrapalhando meu almoço. – resmunguei irritada. Tanto lugar para encontrá-lo, tinha que ser no mesmo restaurante que estava com a família do meu novo namorado? Meu rosto estava queimando de vergonha!
- Você o conhece? – Edward perguntou sério.
- Ele é meu concorrente. O único, para falar a verdade. – respondi honestamente – Desculpem-me por isso.
- Como assim seu concorrente? – Rosalie perguntou realmente interessada.
- A agência no qual trabalho, na verdade, é uma companhia mundial de publicidade e propaganda. Nós temos agências espalhadas por todo mundo. No ranking mundial dividimos o primeiro lugar com agência desse cara. Eles jogam sujo e realmente me odeiam porque recentemente fechei um contrato grande que seria deles. – respondi encolhendo os ombros.
- Você trabalha com o que, querida? – Esme perguntou-me docemente.
- Sou formada em publicidade, mas trabalho na direção de arte da agência.
- Eles que queriam a conta da Nike? – Edward perguntou com um sorriso orgulhoso.
- Sim, a apresentação deles seria ontem e por isso insisti que fosse no domingo, para pelo menos ter uma vantagem sobre eles. – novamente me vi encolhendo os ombros. Não queria parecer desonesta, eu era profissional dedicada.
- Depois falam dos advogados. – Peter brincou fazendo-os rir.
- Toda profissão tem uma pouco disso, até a minha. – Carlisle brincou bebendo um pouco do seu vinho – Edward comentou que você tem família aqui. – comentou mudando de assunto, acho que ele percebeu o quão desconfortável estava com aquele tema.
- Sim, meu irmão e minha cunhada. Vocês devem conhecê-lo. – respondi e Edward gemeu do meu lado – É o Jasper Swan do jornal da noite. Ele também assina uma coluna no Dayli Mail.
- Oh meu Deus! – Esme sussurrou olhando-me com olhos brilhantes – Eu sou fã número um dele!
- Mamãe! – Rosalie suspirou envergonhada – Ela não pode vê-lo. Temo que ela irá desmaiar se vê-lo pessoalmente!
- Já sei! Bella, por favor, convide-os para o aniversário de Carlisle.
- Mãe, os pais dela estarão na cidade... – Edward começou a falar e foi interrompido bruscamente.
- Melhor ainda! A família toda reunida!
Tudo era festa para Esme Cullen. Ela tinha um espírito alegre e suave. Podia ver minha mãe e ela se dando bem automaticamente. Rosalie não deixou de me olhar com animosidade, mas não me tratou mal. Charlotte foi doce e amigável o tempo todo, assim como Esme. Carlisle, que não me deixou chamá-lo de Sr. Cullen era um cara engraçado, com o ego infalível como Edward. Emmett ensinava besteiras a Harry e Peter era mais centrado, parecendo ser mais calmo e relaxado de todos.
Dei graças a Deus quando sai do foco da conversa e percebi que tinha sobrevivido logo de primeira com maestria. Pelo menos não queria me esconder no banheiro e chorar. Exatamente quando conheci Helena e toda corja de primas de James. Elas me fizeram sentir algo pior que lixo. Também não era mais uma garotinha e Edward jamais deixaria que algo acontecesse comigo. Ele sempre iria me defender.
Edward e eu dividimos uma sobremesa e brigamos com as nossas colheres para comer o último pedaço de torta de chocolate com maracujá. Harry estava lambuzado de chocolate até o cabelo. Sua sobremesa devia estar tão boa que mergulhou de cabeça no prato. Ele era tão bonitinho e tão igual ao pai que dava vontade de apertar até sufocar. Ainda ganhei um beijinho sujo de chocolate na bochecha.
- Ele é tão adorável. – disse a Edward baixinho e ele riu, assentindo com o olhar todo orgulhoso – Tanto quanto o pai.
- Isso é totalmente verdade. Não posso discordar. – sorriu se inclinando para me beijar e rapidamente colei nossos lábios para não perder a oportunidade. – O que você quer fazer agora?
- Conversar com você. Eu sei que você não está aberto a negociações, mas eu preciso dividir meu tempo.
- Eu sei, com sua cunhada e irmão.
- Sim, como nós faremos?
- Infelizmente durante o dia eu trabalho, então, esse é seu horário livre. - respondeu chegando mais perto – E de noite você é minha. Toda minha. – sussurrou e só a promessa fez meu interior se contorcer de nervoso e ansiedade.
- Então eu vou mesmo ficar na sua casa? Não sei andar sozinha aqui.
- De manhã cedo posso te trazer todos dias até aqui ou até onde sua cunhada quiser te encontrar, ou você pega um táxi, ou ela te busca lá...
- Tudo bem. Então, precisamos pegar minhas coisas na casa do meu irmão.
- Não estacionei o carro muito longe daqui. Nós iremos para casa depois disso.
A casa de Edward cortou-me fora do humor sombrio que fiquei após me despedir da família dele. Tinha a insegurança de que não fui cem por cento bem quista por todos. Rosalie e Peter eram um mistério a parte. Os dois despediram-se de mim com sorrisos secos e olhos frios. Fiquei pensando sobre isso fingindo prestar atenção no tagarelar constante de Harry e suas ideias alucinantes. O menino tinha uma imaginação fértil. Edward dirigia olhando-me de esguelha e conversando com seu filho animadamente, mas eu sabia que ele tinha percebido minha distração. Só esperava que não me perguntasse, porque sou uma péssima mentirosa.
Seu lar era bonito e antigo. A fachada de pedra vermelha e a escada de mármore no centro até a porta branca com detalhes verdes parecia algo de filme. Sua garagem ficava logo ao lado, mas ele não tinha um quintal de frente e perguntei-me onde Harry brincava. Criança sempre precisaria de espaço para correr e extravasar energias. Nós entramos na sala com três sofás escuros e paredes claras. As cortinas eram marrons com brancas, dava uma sensação de lugar quentinho. Na lareira tinha uma seleção de fotos. A maior parte eram deles dois ao longo do crescimento de Harry e a última me chamou atenção.
Aparentemente eles formavam uma família bonita. Ângela era notável. Parecia feliz. Fiquei com pena que uma mulher tão jovem e tão bonita tivesse interrompido a vida tão cedo. Ela tinha tanto pela frente e inclusive, ver o filho se tornar um homem. Isso me deixou um pouco triste. De repente, me vi desejando que ela não tivesse morrido, mesmo que Edward ainda fosse apaixonado por ela a pouco tempo atrás ou que eles ainda estivessem juntos. Perder o crescimento de um filho deve ser um castigo e tanto.
Edward e Harry estavam na cozinha discutindo algo animadamente. Parece que Edward estava perdendo nos argumentos do filho e deu a ele um cookie tirado de um pote no alto do armário. A criança parecia que tinha visto um pote de ouro.
- Bella, você sabe fazer cookies? – perguntou-me de boca cheia e Edward deu-lhe apenas um olhar – Desculpe. – disse quando engoliu e olhou-me com expectativa – Então?
- Sei sim... Mas você só pode comer os feito com soja, preciso testar se minha receita tem como trocar alguns itens. E aí, faço para você.
- Legal! Papai não sabe cozinhar nada. A comida dele é uma gosma nojenta.
- Harry... Garoto, o que eu disse sobre falar mal da minha comida? – Edward disse de um jeito severo, mas com o olhar brincalhão.
- Estou falando a verdade. Vovó diz que mentir é feio. – sorriu com dentes sujos de massa.
- Politicamente correto da noite para o dia, Bruce Wayne.
- Posso assistir desenho no meu quarto? – perguntou descendo do banquinho e olhou-me rapidamente – Você vai embora?
- Não, eu vou ficar. Tudo bem para você? – perguntei curiosa pela sua resposta.
- Legal! A gente brinca depois tá?
- Fechado.
Harry subiu as escadas correndo no momento que Edward me empurrou contra o balcão da cozinha e me beijou com desejo ardente. Suas mãos apertaram minha bunda divertidamente enquanto o assalto com sua língua continuava com vigor. Minha excitação falou mais alto e gemi contra seus lábios com toda minha saudade e tesão queimando sobre minha pele. Eu o queria desesperadamente.
- Isso é extrema maldade. Me deixar acesa assim e não continuar – sussurrei ofegante e meus seios deduraram meu estado.
- Vou apagar seu fogo mais tarde. – disse mordendo o lóbulo da minha orelha e enfiei minhas mãos no bolso da sua calça e apertei sua bunda, empurrando-o um pouco pra mim.
- Amasso na cozinha.
- Nós não estamos fazendo isso... Não quero que Harry nos veja. – disse me afastando um pouco e ele riu, beijando o colo dos meus seios.
- Vou te dar um tour pela casa e desço para buscar suas malas. – disse-me e pegou minhas mãos e me puxou até as escadas.
- Meu escritório. – apontou para uma porta e abriu, mostrando sua mesa lotada de papel e pasta, um enorme armário do chão a parede com livros. – Quarto de hóspedes. – abriu outra porta e mostrou um quarto simples com uma cama, outra porta do banheiro e uma do closet pequeno – Quarto do Harry. Seu mundo de imaginação fértil. – apontou para o quarto azul, com uma cama em forma de carro e vários brinquedos espalhados no chão e o menino estava no quarto, em cima da cama olhando para tela sem nem piscar – E agora, o meu abatedouro. O lugar onde irei comer você mais tarde. – sorriu docemente e bati no seu ombro pela sua estupidez.
- Muito engraçado. – murmurei tentando não rir.
- Fique aqui, vou buscar suas malas. – disse e seu telefone tocou – É do escritório, preciso atender, já volto.
Observei Edward descer e escapuli para o quarto de Harry. Ele me deu um sorriso doce e continuou olhando para tevê. Deitei ao seu lado na cama e ri de alguma idiotice que o personagem fez e logo depois eu sabia que estava cochilando até adormecer pesado. Sai da minha névoa sonolenta sentindo calor. Abri meus olhos para constatar Harry dormindo embolando ao meu lado, com a mãozinha no meu cabelo e a respiração quente batendo no meu pescoço. A televisão estava ligada e com o volume baixo e nós dois cobertos com uma colcha pesada.
Edward devia ter vindo até aqui depois de terminar com as malas e acabei dormindo. Sai da cama de fininho e o cobri bem, beijando seu rostinho adormecido e fui a procura de Edward. Encontrei-o no escritório, com o computador ligado, vários papéis espalhados ao redor e o telefone no ouvido. Ele falava rápido, escrevia rápido e digitava algumas coisas, olhando para um papel ao seu lado. Ele estava tão bonito trabalhando e sendo gostoso no modo advogado que quis ficar ali o dia inteiro assistindo-o. Porém, ele me viu e abriu o maior e mais bonito sorriso do mundo.
- Acordou, Bela Adormecida?
- Desculpe, acabei cochilando.
- Você fez Harry dormir, coisas que ninguém além da minha mãe e eu conseguimos fazer. – sorriu afastando-se da mesa e caminhei até ele e sentei no seu colo – Seu irmão ligou. A primeira ligação eu perdi porque sua bolsa é um mundo de Alice e na segunda eu meio que me apresentei e disse a ele que estava dormindo. Pediu para ligar assim que acordasse. – disse e assenti, movendo-me no seu colo.
- Trabalhando muito? – perguntei mexendo no seu cabelo. Seu cabelo era uma delícia.
- Estou com um caso enorme. A imprensa provavelmente vai me cercar pelos próximos meses. – respondeu-me suspirando e parecia cansado. Aproveitei para tirar sua gravata e abrir os botões da sua camiseta e beijei seu peito.
- Falta muito?
- Na verdade, sempre vai estar, mas está tudo bem agora. Por que?
- Vi que no seu banheiro tem uma banheira incrível e eu quero estar lá com você, te fazendo uma massagem e a gente conversa sobre o que você quiser. – respondi levantando do seu colo e peguei sua mão, passamos de fininho pelo quarto de Harry. – Ele não acorda?
- Harry sempre me chama quando acorda. O monitor do bebê está no meu quarto. – respondeu terminando de tirar sua roupa e fomos para o banheiro tirar todos os brinquedos de Harry de dentro da banheira e começamos a enchê-la.
Em pouco tempo, ele estava deitando sobre meu peito comentando coisas aleatórias do seu caso enquanto passava a esponja pelo seu corpo, massageando seus músculos. Não entendia muito do que estava falando, quer dizer, estava a par da situação crítica que a BBC estava enfrentando porque meu irmão volta e meia comentava comigo. Jasper não tinha autorização de falar sobre isso publicamente porque era funcionário de alto escalão da emissora. Edward estava representando-os juridicamente, isso significa que ele também era alvo da imprensa. Essa parte não me deixou muito contente. Não queria Harry nesse meio.
Percebi que Edward tinha muito que falar sobre seu trabalho sem ninguém para ouvir. Ele falou tanto que ficou com sede e a água fria. Secamos-nos e nos vestimos rapidamente. No momento que abrimos a porta do banheiro, a voz de Harry soou baixinho no monitor do bebê. Ele estava chamando por mim ao invés de Edward.
- Pensei que você tivesse ido embora. – disse baixinho, ainda bastante sonolento – Você me deixou sozinho.
- Fui ficar com seu pai um pouquinho. Ele pode se sentir abandonado. – respondi acariciando seus cabelos e ele sorriu lentamente olhando de um jeito brincalhão para Edward que estava deitando do seu lado.
- Estou com fome. Tem lanche gostoso?
- O que você quer comer? – perguntei fazendo cosquinha na sua barriga.
- Sanduiche de manteiga de amendoim com geleia.
Nós descemos para cozinha e preparamos o lanche da criança ansiosa que acordou com energia e estava pulando ao nosso redor. Edward sentou no banquinho observando-o comer e beliscamos uma cesta de fruta enquanto ele comia e bebia seu leite de soja por completo. Aproveitei a distração para ligar para meu irmão, que devia estar extremamente ansioso. Jasper não estava aceitando muito bem meu relacionamento com Edward.
- Onde você está?
- Na casa do Edward, você sabe disso. – respondi com um suspiro.
- Você... Você vai ficar aí? – perguntou gaguejando e parecendo furioso.
- Vou. Jasper... O que houve?
- Eu não o conheço! Não estou te conhecendo... Ele pode ser um psicopata! Quero endereço completo, telefone... Eu quero tudo!
- Jasper, por que a gente não faz assim... Vem jantar aqui, você o conhece, aprende o caminho e fica mais calmo? – sugeri sendo intrometida e convidando meu irmão para uma casa que nem é minha.
- É bom mesmo.
- Edward, chamei meu irmão e Alice para virem aqui te conhecer, ficarem calmos, porque aparentemente tenho doze anos de idade e não sei decidir o que fazer da minha vida. – disse bem alto para Jasper ouvir. – Passa seu endereço pra ele, por favor?
- Relaxa querida. – Edward sussurrou e pegou o telefone – Oi Jasper. Tudo bem? Pode anotar?
Ah o jeito britânico de falar manso.
- Vem Harry, vamos tomar banho porque teremos visitas hoje a noite. – disse a ele esticando minha mão e ele pulou do banco para pegar. Ajudei-o com o banho e ele ficou pulando na cama enquanto mexia nas suas gavetas procurando uma boa roupa apresentável. Alice iria morrer de amor por ele.
– O que você quer vestir?
- A roupa preta do Bruce Wayne.
- Tem certeza? Que tal essa blusa verde e a calça jeans? – mostrei as peças e ele negou continuando a pular só de cueca na cama - Tenho a lembrança de um filme que o Bruce usou uma roupa dessas. – menti descaradamente e ele parou, franzindo o cenho e apertando os olhos na minha direção de um jeito ameaçador. Cara, será que ele tinha visto todos os filmes do Batman e sabia de cor? – E então?
- Tudo bem. Vou ficar gatão?
- Você sempre vai ficar gatão. Desce aqui e vamos colocar a roupa. – disse e o segurei pelo braço para poder dar apoio – Onde ficam suas meias?
- Na gaveta de baixo. Quero usar as brancas.
- Tá bom mocinho. Quer me ajudar a cozinhar?
- Eu posso?
- As tarefas que eu te passar, pode sim, mas quando disser que precisa sair da cozinha você vai, tá?
- Tá bom. Ainda bem que você pode cozinhar porque o papai...
- Falando da minha comida de novo? – Edward perguntou entrando no quarto e nós rimos. – Você está lindo.
- Bella disse que o Batman também usou essa roupa. – retrucou orgulhoso de si mesmo e olhei para Edward sabendo que ele sabia que eu tinha mentido. – Vamos cozinhar?
- Vou fuçar sua geladeira e dispensa para ver algo comível para nós, ok? – disse a ele, beijando seu rosto.
- Quer ajuda com algo? – perguntou me abraçando com Harry no meio de nós. Ele riu e tentou empurrar o pai, mas não conseguiu.
- Claro que sim. Pare de implicar com ele.
Nós três na cozinha foi uma comédia. Resolvi que iria fazer macarrão, quer dizer, espaguete ao alho e azeite, salsa, cebolinha, orégano e molho de tomate. Uma receita que tinha aprendido no restaurante com Stefan veio a calhar mais rápido que tinha imaginado. Edward picou os temperos, Harry me ajudou a misturar e eu finalizei sozinha na cozinha. Achei pêssego em calda na dispensa e um vidro de chantilly. Seria perfeito para a sobremesa.
Harry ficou na sala brincando com seus carrinhos quando subi para trocar de roupa com Edward. Nós dois vestimos jeans e blusa branca com tênis sem nem combinar. Antes que pudesse falar alguma coisa a campainha tocou e Harry gritou para avisar como se a gente não tivesse ouvido. Antes de descer, empurrei-o contra parede e o beijei, ficando na ponta dos pés para alcançar meu objetivo com perfeição.
- Eu adoro você. – sussurrei contra seus lábios – Não se esqueça disso.
- Depois de um beijo desses? Não esqueço nunca mais. – brincou segurando minha bunda e me beijou de novo.
Nós demos as mãos com a campainha tocando novamente.
Jasper foi... Difícil. Ele sabia como não ser amigável sem nunca perder a educação. Ele estava cauteloso e um pouco ciumento. Até o fim da noite ele parecia relaxado e até contou algumas piadas. Alice, por outro lado, tinha entregado seu coração de bandeja para Harry. Obviamente ela se encantou por Edward e estava na nossa torcida. Eles foram embora tarde da noite e mal pude me despedir porque Harry estava dormindo no meu colo. Nós combinamos de almoçarmos juntos e sozinhos no dia seguinte. Eu sabia que o clássico puxão de orelha viria só pelo seu olhar e estava revirando os olhos adiantadamente por isso.
Edward lavou e guardou a louça, trancou a casa e apagou as luzes e me ajudou a carregá-lo para cama. Eu estava cansada. Morta de sono e querendo me enroscar na cama quentinha e dormir como princesa. Meu primeiro dia dividindo Edward com nossas vidas reais teve muita informação e agitação para o meu gosto. Meus ombros pareciam duros e doloridos e eu queria uma massagem.
- Enfim... Sós. – Edward disse atrás de mim e fechou a porta atrás dele – Agora você é toda minha.
Meu sono desapareceu em um piscar de olhos. Eu estava muito bem acordada e de repente, pegando fogo.

1 comment :

  1. nossa o Harry virou grude na Bells espero que ele não sofra quando ela for embora!!!

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