PARADISE - CAPITULO 16




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Gêneros: Romance/Drama

Capítulo 16 – Quase Como Um Sonho.
Londres, Inglaterra.
Edward.
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Eu não podia acreditar de verdade que ela estava aqui, dormindo pacificamente ao meu lado, com nossos pés embolados e os rostos próximos, sua respiração batia no meu rosto, mas não estava me importando muito. Seu cheiro tinha tomado conta do meu quarto e dos quatro cantos da casa. Meu filho estava completamente apaixonado e vibrando por ela. Minha mãe tinha me mandado uma mensagem dizendo que queria preparar meu casamento e Charlotte queria arrastá-la por toda Londres para fazer compras. Carlisle tinha dito que ela era uma maldita coisa bonita de se perder olhando. Rosalie e Peter que tinham me desapontado com seus comportamentos frios e distantes. Eu não estaria comprando essa merda e iria logo colocar um limite em ambos.
Minha manhã de terça-feira foi consumida pelo nervosismo. Estava dando foras em todo mundo e comendo doces feito uma formiga, perguntando de cinco em cinco minutos se poderia ir embora. Minha ida ao fórum para resolver pontos importantíssimos do caso da BBC me deixou irritado por ocupar tanto meu tempo quando queria ter notícias dela. Rosalie me ligou para avisar que já estava em Londres e minha mãe me mandava mensagens perguntando se eu estava com Bella. Assim que estava livre, me vi em cima da hora da nossa reserva e precisava chegar ao restaurante correndo. Liguei para Bella duas vezes e caiu na caixa postal, mas estava do outro lado da cidade e precisava correr.
Assim que pisei no restaurante, não vi minha família. Eles deviam estar aqui. Minha mãe queria nossa presença, ela exigia almoços de família sempre que podíamos. Isso era uma tradição de quando éramos crianças. Meu telefone tocou e quando ouvi seu toque, quase pude respirar de alívio e felicidade. Mal pude pensar como começar a procurá-la quando a vi sair do prédio do outro lado da rua, olhando para todos os lados, sendo linda parecendo perdida. Meu doce anjo estava aqui para me ver. E ficar comigo.
Seu encontro com meu filho foi mais emocionante que comigo. Bella e Harry tinham uma conexão óbvia. Harry não era tão dado e simpático com terceiros como era com ela. Ele a ouvia e queria estar ao seu lado tanto quanto eu queria estar. Sua paixão e devoção por tudo na vida era cativante. Ela era apaixonada pela sua profissão, isso ficou claro. E o homem que interrompeu nosso agradável almoço estava na minha lista negra. Iria dar um jeitinho de descobrir seu nome e mantê-lo sobre minha vigilância.
No meu ponto de vista, sua apresentação a minha família foi tranquila. Ela ficou incomodada com Rosalie, eu tinha certeza disso, mas respeitei seu espaço. Até porque tinha planos de fazer minha irmã tratá-la melhor no próximo encontro. Seu humor melhorou consideravelmente quando chegamos a minha casa, fiz de tudo para fazê-la ficar a vontade, porém, Harry foi responsável por deixá-la feliz e confortável. Ver a mulher que eu estava apaixonado dormindo ao lado do meu filho me deu uma sensação de plenitude que não sentia em anos. Estava completo.
Pela noite, conheci seu irmão. Ele não estava muito convencido com o nosso relacionamento e ela organizou um jantar rápido para poder criar uma ponte entre nós dois. Alice era uma mulher baixinha, falante e muito extrovertida. Ela se apaixonou pelo meu filho. As duas disputaram atenção dele quase que a tapas, mas assim como eu, ele era cem por cento Team Bella. No final da noite, Jasper estava visivelmente mais relaxado, ainda queria conversar sozinho com sua irmã e eu não o culpava por ser naturalmente cuidadoso com ela. Na verdade, até admirava. Prova real de que ela era bem amada.
Desliguei meu despertador antes que ele a acordasse, mas ela abriu os olhos lentamente, sorriu um pouco e fechou, jogando a perna em cima de mim e beijou meu pescoço.
- Bom dia.
- Bom dia, minha linda. – sorri e segurei seu queixo para beijá-la.
- Papai? Pode entrar? – Harry bateu a porta e Bella me olhou confusa.
- Eu disse a ele que precisava bater agora. – encolhi os ombros – Vem cá filho.
- Bom dia! – disse entrando no quarto e subiu na cama, enfiando bem no meio de nós dois. Claro que tinha que começar a sentir ciúmes dela. Revirei os olhos internamente e ri da minha bobeira.
Ele deu um beijo estalado no rosto dela e ela retribuiu com vários beijinhos. As risadinhas dele começaram baixinhas até virar altas gargalhadas sacodindo quase que a cama inteira. Não tinha como começar melhor o dia.
- O que você quer comer no café da manhã? – Bella perguntou beijando sua testa.
- Só o Harry pode escolher? – perguntei fazendo beicinho e ela riu, se inclinando para me dar um selinho.
- O que vocês querem? – brincou reformulando a pergunta.
Harry e eu nos entreolhamos e sorrimos.
- Panquecas! – dissemos ao mesmo tempo e ela riu.
- Tudo bem, vocês dois mocinhos vão se arrumar que vou preparar o café da manhã. Você quer chá gelado ou quente?
- Gosto do quente pela manhã.
- Posso comer minhas panquecas com frutas? – Harry perguntou levantando o dedinho. Ele era uma beleza quando queria impressionar alguém.
- Por mim, tudo bem. – Bella encolheu os ombros e levantou da cama, prendendo os cabelos no alto com um elástico que estava no pulso. – Você me deixa na loja da Alice? – perguntou-me enquanto estava olhando para calça do seu pijama comportado sabendo que ela estava sem calcinha. – Pára com isso. – advertiu rindo e um pouco ruborizada.
- Claro... Ela deixou o endereço? – disse ainda olhando-a descaradamente, fazendo-a corar ainda mais. Como depois do sexo extraordinário que tivemos ontem à noite ela podia ter vergonha do meu olhar? Ela era linda e minha. Não tinha como não ficar olhando.
- Tenho no meu celular. – respondeu dando-me várias advertências através do olhar, mas continuei ignorando até que ela olhou para meu filho se enroscando nas cobertas e sorriu docemente.
- Harry, chuveiro e uniforme. – disse ao meu pequeno que estava quase dormindo novamente.
Antes que pudesse falar outra coisa, Bella estava fora do quarto em direção a cozinha. Expulsei Harry da cama para o chuveiro e o ajudei a se arrumar, mandando ir para cozinha ficar quieto esperando seu café da manhã. Peguei a primeira roupa que vi depois do banho e me vesti rapidamente, encontrando-os na cozinha conversando e rindo alto. Harry tinha Bella nas mãos. Tudo que ele falava era de extrema importância e ele amava ser o centro das atenções dela.
- Você sempre vai trabalhar tão bonito assim? – perguntou-me olhando-me ameaçadoramente e de cima abaixo - Acho que vou precisar fazer uma visita ao seu escritório e dar uma olhada. – disse quando a abracei e ela me cheirou.
- Estou cheiroso? – perguntei rindo da sua inspeção.
- Estou de olho em você. – brincou beliscando minha bunda. – Tem chá pronto e suas panquecas. – disse entregando-me um garfo e nós comemos no mesmo prato com mel. – Está tudo bem Harry?
- Uhum. – respondeu de boca cheia. Seu prato tinha várias frutas, um pouco de mel, granola e pedaços de panqueca e um copo de leite na sua frente pela metade.
- Ficou com fome esta noite, filho? Nunca te vi com tanto apetite! – provoquei deixando-o corado. – Normalmente ele ignora o café da manhã.
- Ele me disse que o café da manhã dele é cereal e que você deixa cair todas as bolinhas de morango e as de chocolate são mais gostosas. – Bella respondeu rindo e empurrou o prato pra mim – Vou me arrumar e já desço tá? – disse me dando um beijo rápido e outro em Harry. – Coma tudo bonitinho.
Harry e eu a observamos sair e sorrimos um para o outro.
- Pai, a Bella podia ficar com a gente para sempre. – sussurrou envergonhado e ao mesmo tempo maravilhado. – Ela faz panquecas maravilhosas!
- Eu sei filho. Nós vamos tentar fazer isso acontecer. – respondi beijando-o no rosto – Termine de comer ou nós iremos nos atrasar. O que quer levar para o lanche da escola?
- Pedi a Bella. Ela colocou suco de soja e biscoitos da vovó pra mim. – respondeu sorrindo.
- Sério? Nossa! – sussurrei assombrado pela facilidade que os dois se entendiam. Harry tinha demorado meses para deixar Rosalie fazer qualquer coisa por ele. – Vou pegar sua mochila e verificar minha pasta. Terminando de comer, deixa o prato aí em cima e vai escovar os dentes tá?
Subi de fininho, abrindo a porta do quarto e vendo-a de calça, sapato alto e sutiã olhando para duas blusas em cima da cama. Ela sorriu quando me viu e voltou sua atenção para as roupas. Abracei-a por trás e beijei seu ombro, tomando meu tempo com sua pele nua sobre minhas mãos e massageando-a até os seios acima da renda fina.
- Eu sei o que você está querendo aprontar e a resposta é não. – disse rindo e inclinou-se para pegar uma blusa, roçando sua bunda contra meu pau bem animado. Movimento milimetricamente calculado. Espertinha. – Você está nos atrasando.
- Sabe, eu realmente gosto dessa posição que estamos... – disse segurando seu quadril e fixando-me nela como se tivesse penetrando-a – Sorte sua que respeito a presença do meu filho, mas, isso me deu ideias para mais tarde. – completei e ela ergueu o corpo novamente com a respiração mais pesada que antes – Vou te pegar de quatro bem aqui em cima e quero que use estes sapatos. – sussurrei e sai de perto, deixando-a tonta e atordoada – Não se atrase. Harry não pode perder o terceiro sinal.
- Bastardo.
Rindo, sai do quarto e a deixei falando maldições. Dez minutos mais tarde ela estava pronta, exuberante e extremamente arrumada para passar a manhã na rua com sua cunhada e depois almoçar com seu irmão. Ela me ligaria para saber onde poderia buscá-la antes de pegar Harry na casa dos meus pais. Eu estava um pouco enciumado por não passar o dia ao seu lado, mas não podia fazer nada pelo meu trabalho. Harry falou sobre seus sonhos alucinantes até a escola e pediu que Bella o levasse até a porta porque queria mostrar aos seus amigos quem era ela.
Nós três caminhamos juntos e pelo seu olhar eu sabia que ele estava todo bobo por ter ganhado um beijo dela e um meu. Ele deu tchau repetidas vezes e ela parecia chateada por deixa-áo ir.
- Ele volta. – sussurrei brincando e ela me bateu, mas puxei-a para um beijo mesmo assim – Obrigado por ter vindo. Ele ficou feliz.
- Eu também estou feliz por estar aqui. – respondeu e caminhamos abraçados de volta ao carro, quando recebi uma mensagem de Rosalie alegando querer o número de telefone da Bella para poder marcar um momento só de meninas com Charlotte e Esme. Transmiti o recado e minha linda garota pareceu pensativa – Não posso fazer nenhuma desfeita com sua mãe porque quero que ela goste de mim. Sua irmã, por outro lado, não parece ter caído na minha graça e eu não sei se quero impressioná-la.
- Rosalie é complicada quando as coisas me envolvem. Ela estava bem com o nosso relacionamento, não sei o que a desagradou para se achar no direito de ter aquele comportamento. – respondi pegando na sua mão – Não se preocupe, irei conversar com ela. – tranquilizei-a dando partida no carro.
- Não! Não quero que tenha nenhuma indisposição com sua irmã por minha causa. – resmungou cruzando os braços. – Foi só um comentário infeliz.
- Ela é minha irmã, baby. Eu posso falar com ela sobre o que quiser porque a conheço e ela não te conhece. Vocês duas são importantes pra mim e é extremamente importante que se deem bem.
- Não precisa. Se for importante para você, eu vou tentar. Pode passar meu telefone e eu me viro com ela. – disse baixinho e eu ri da sua doçura. – Sou grandinha. Posso lutar minhas batalhas.
- Se nós temos um relacionamento, não existem minhas ou suas batalhas. Existem nossas batalhas. Tudo que te atinge me atinge.
- Você não existe. – murmurou olhando para sua janela e depois virou-se pra mim – Tenho medo de acordar na minha antiga vida infeliz e perceber que você é um sonho.
- Então eu quero que você nunca acorde.
- Por que?
- Porque não posso e não quero viver sem você na minha realidade.
- Eu quero te beijar desesperadamente e é melhor você parar esse carro agora. – disse tão decidida que virei na primeira rua paralela que era minha mão e estacionei o carro – Eu adoro você! – disse antes de me beijar apaixonadamente. – Você me faz sentir coisas que nunca senti antes. E eu amo isso. Amo tudo que sinto por você.
- Eu também amo tudo que sinto por você.
- Agora nós podemos ir. Não quero que você chegue atrasado.
- Eu chego atrasado todos os dias... É a vantagem de ser chefe. – pisquei fazendo-a rir e continuei meu caminho até a loja da Alice, que não ficava fora da minha rota. – É aqui. Se comporta e volta inteira pra mim.
- Tudo bem. Bom trabalho e vejo você mais tarde.
Antes que ela saísse e o carro atrás de mim morresse de tanto buzinar, demos mais um beijo e fiquei parado esperando-a entrar na loja antes de seguir até meu prédio que ficava a cinco quadras dali. O escritório já estava pipocando aquela hora da manhã. Jéssica parecia irritada e de TPM quando cheguei, seu olhar de "não aproxime-se" deixou claro que sua paciência estava curtíssima. Fiz uma nota mental de mandar comprar uma caixa de bombom. Isso foi dica do seu marido, em uma das festas que nos encontramos, falou que ela esquecia toda raiva quando ganhava um chocolate. Mike era um cara super gente boa, talvez o convidasse para a próxima noite dos meninos se isso não fosse ficar estranho para minha funcionária. Ela valia ouro.
Ninguém entendia minha agenda e minha letra como ela. Já Peter trocava de secretária toda vez que Charlotte reclamava de algo. Minha amiga era uma excelente pessoa, mas extremamente ciumenta. Eu tinha meu limite para lidar com ciúmes. Não que Ângela tivesse tido alguma crise, ela não se importava tanto assim e depois de um tempo não se importou mais. Só que conhecia minha paciência e eu não era santo com drama.
A imprensa queria uma posição sobre a BBC e eu não tinha autorizado ninguém a falar sobre o caso em hipótese nenhuma. Qualquer tipo de informação faria a promotoria ganhar um ponto à minha frente. Eles tinham uma vantagem pelo fato da companhia televisiva pertencer ao governo, mas eles não estavam defendendo o governo e os representantes. Meu escritório estava. Na verdade, a oposição estava se levantando por conta de algumas matérias relacionadas a um político de esquerda. Mil coisas se levantaram ao mesmo tempo e foi instaurada a crise. Nossa intenção não era fazer com que todos os britânicos perdessem o interesse e sim que não deixassem de pagar a quantia necessária e anual para manter a televisão no ar. Obviamente ela gerava bilhões de euros em um piscar de olhos, mas perder não era muito a nossa praia.
Como advogado principal do caso e dono do escritório, meu bonito rosto estava de frente para ganhar tapas. Estava pensando em contratar seguranças para ficar com meu filho e meus pais. E talvez para Rosalie e Emmett, mas não sabia até que ponto poderia expor o assunto ao meu cunhado sem que ele queira saber demais. Também não podia deixar minha irmã em risco. A primeira coisa que aprendi como advogado é que existem pessoas no mundo que fazem de tudo para conseguir seus objetivos. Eu era uma. Nunca passei por cima de ninguém ou pisei em menores para chegar ao topo. Sempre fui inteligente e rico. Talvez isso tenha ajudado.
Outras pessoas, opostas a mim, procuram meios de conseguir o que querem e esses meios normalmente machucam pessoas que nós amamos. Quando meu pai disse que eu deveria ser médico, eu ri. Hoje eu queria ser médico. O desespero de saber que alguém, supostamente, poderia fazer mal ao meu filho me deixava enjoado e preocupado. Eu tinha que ser extremamente cauteloso.
Mandei uma mensagem para Rosalie com o telefone de Bella e um alerta suave sobre seu comportamento. Ela não me respondeu, mas eu sabia que tinha entendido o recado.
O dia passou relativamente rápido. Com Peter ausente muita coisa sobrava pra mim, mas Jéssica estava emburrada o suficiente para manter as pessoas completamente afastadas da minha sala. Almocei uma salada qualquer que pedi no restaurante da esquina e eles entregaram quase que na mesma hora. Me perguntei a quanto tempo aquela vasilha estava pronta, mofando, esperando uma compra. Jéssica precisou sair e Bree assumia sua função quando estava fora, contanto que ela não chegasse perto, eu estava bem. Normalmente meu olhar a amedrontava e esperava que continuasse.
- Você não pode entrar aí! – Ouvi Bree dizer alto.
- Não precisa avisar, eu vou entrar mesmo assim. – ouvi a voz de Bella e olhei para cima no momento que ela abriu a porta – Já me disseram que ele estava sozinho. Obrigada. – sorriu docemente e eu a conhecia o suficiente para saber que era falso – Surpresa! Vim te sequestrar!
Percebi que Bree ainda estava parada na porta.
- Está tudo bem, Bree. Esta senhorita eufórica é a minha linda namorada. – disse com um sorriso educado e ela demorou ainda um tempo na porta, até que Bella a olhou de um jeito seco e ela saiu – Então, você veio me sequestrar?
- Sim. Encontrei um lugar que eu quero ir com você. – sorriu de um jeito traquino. Ela estava aprontando algo – Faltam duas horas para encerrar o expediente. Você é o chefe! – disse abrindo alguns botões do seu casaco, revelando o decote da blusa. Seus seios estavam com uma clivagem que meu pau mataria um para deslizar entre eles.
- Você está me seduzindo Srta. Swan?
- Está dando certo? – provocou sentando-se no meu colo e eu descaradamente os apertei e beijei cada um. Eu amava seus seios. – Ainda não estou, mas eu quero começar e por isso vou te levar em um lugar.
- Como você me achou? – perguntei curioso. Ela era uma caixinha de surpresas.
- Joguei o nome do escritório no google, mas Alice já sabia onde ficava. Lá embaixo encontrei com uma moça chamada Jéssica, acho que é sua secretária. Enquanto tomava coragem de subir, se ia ser uma boa ideia ou não, nós conversamos até que me apresentei. Ela praticamente me empurrou no elevador e aqui estou eu. – sorriu levantando os braços e eu ri alto da sua performance.
- Você pode vir aqui sempre que quiser. – respondi sabendo que ela tinha vindo aqui olhar, como tinha me alertado mais cedo. Menina boba. – Eu quero que todo mundo saiba que eu tenho dona.
- Inclusive a mocinha ai fora. É melhor ela manter distância. – alertou bem séria e levantou do meu colo – Vamos, o lugar pode fechar. Por favor. – pediu quase que fazendo beicinho. Foi aí que eu percebi que não poderia dizer não a ela em momento nenhum.
Nós saímos do escritório meia hora depois e rapidamente seguimos a pé para um shopping pequeno que ficava a três quadras do meu trabalho. De mãos dadas e conversando um pouco, percebi que ela estava um pouco mais alegrinha e falante que o normal. E também nervosa. Talvez sua agitação fosse ansiedade devido ao misterioso lugar que ela queria me levar.
- Você quis me trazer a um sex shop? – perguntei confuso e um pouco assustado.
- Por que? Você nunca veio a um?
- Não e você?
- É a minha primeira vez também... – respondeu ruborizando profundamente – E eu queria escolher algumas coisas pra gente usar junto. – sussurrou encolhendo os ombros – Mas se isso for demais, a gente vai embora e esquece a minha ideia.
- Você me surpreende cada vez mais. – disse beijando-a para tranquilizá-la – E nós vamos escolher algumas coisas. Estou curioso, no entanto, o que te fez querer vir aqui?
- Alice. Ela ficou me embebedando e importunando sobre detalhes da nossa vida sexual. – respondeu prendendo os cabelos.
- Detalhes? Vocês contam detalhes? – perguntei horrorizado com a ideia de Alice saber detalhes da minha relação sexual com Bella. Isso era íntimo.
- Vocês homens não conversam sobre detalhes? – questionou confusa.
- Não! Nós falamos sobre sexo, mas de um modo geral, as vezes pervertido, porém, apenas para diversão. Não falamos sobre sexo com nossas parceiras, é falta de respeito expor tudo assim.
- Acho que nós estamos falando de tipos de detalhes diferentes. – murmurou balançando a cabeça. – Mulher é diferente. Nós comentamos o desempenho sexual e às vezes o tamanho ou a beleza, alguma mania estranha. Nunca fui ativa nesse tipo de conversa porque minha vida sexual sempre foi reduzida. – disse pensativa e encolhendo os ombros com o lábio inferior entre os dentes – Quer dizer, nós não falamos que "ele me pegou de quatro, ou me amarrou na cabeceira da cama" porque é constrangedor. Umas falam, mas eu não. Sei lá, fico envergonhada.
- Você falou para Alice o tamanho do meu pênis? – perguntei ainda preso a essa questão.
- Não! Isso é minha informação. É meu. – respondeu rindo alto, mas ela foi bem sincera – Ela queria saber se eu tinha gostado, sentido prazer, como foi a experiência no total. – murmurou começando a caminhar pelo corredor da loja, olhando algumas coisas – Acho isso interessante – apontou para pequenas pastilhas de sexo oral. Peguei um sabor de cada e coloquei na cesta que segurava – Alice é minha melhor amiga. Ela sabe até que ponto posso ir e que as vezes sou muito travada.
- Travada? Eu não acho. Na verdade, gosto do seu jeito decidido e ao mesmo tempo delicado.
- Gosta? Bom saber.
- Você disse a Alice o quê? – minha curiosidade estava tomando o melhor de mim.
- Que sim, que sexo com você era diferente de muitas formas. – respondeu levemente pegando um vidro de lubrificante. Minha mente decidiu ficar de vez na sarjeta.
- Diferente bom ou diferente ruim?
- Uma experiência boa, é claro. – encolheu os ombros e mesmo de costas, sabia que ela estava revirando os olhos – Você fez coisas diferentes. – sussurrou virando-se de frente pra mim – Eu nunca tinha sido amarrada na cama... E foi divertido deixar meu corpo a sua mercê, porém, não seria algo de preferência ao sempre. Gosto de te tocar e como seu corpo fica sob meu toque.
- Certo. – murmurei processando suas informações – E como você e Alice chegaram a ideia de me trazer aqui?
- Como disse, nossa relação sexual é muito libertadora. Não cheguei a essa conclusão sozinha, Alice me disse que estou mais sexy. Acho que é bobeira dela, porém, ela afirma que eu jamais usaria calça apertada, salto alto e decote no mesmo look. – respondeu continuando a caminhar pelo corredor, pegando coisas aleatórias e soltando rapidamente quando identificava o que era – Depois de encher meu saco, decidi que ela tinha razão. Foi então que pensei que como nós dois somos muito abertos um com o outro, quis vir aqui. Sempre quis explorar esse mundo erótico, experimentar novas posições e brinquedos.
Soltei a cesta no chão por um momento e a empurrei contra a prateleira de bonecas infláveis. Eu queria que ela sentisse que eu estava duro feito uma rocha, querendo fodê-la exatamente ali. Rocei meu quadril e apertei sua bunda para imprensá-la cada vez mais. Ela arregalou os olhos por um momento e depois sorriu de um jeito sexy que me perguntei em quanto tempo poderíamos ser silenciosos naquele canto.
- Pode sentir o que você faz comigo? – perguntei fazendo seu quadril se mover contra o meu e levei minha mão para o meio das suas pernas e a pressionei lá acima do jeans.
- Posso... Porque estou sentindo o mesmo.l
- Vamos continuar essa maldita compra. – murmurei quando ouvi passos se aproximando. Peguei a cesta novamente e alcancei um plug anal.
- Não tem chance. – disse simplesmente continuando a andar.
- Qual a lógica do lubrificante? – perguntei confuso.
- Sempre quis comprar um. – respondeu dando os ombros – Se você colocar isso na cesta será para usar em você mesmo. – disse e rapidamente devolvi a caixa com ela rindo – Você gosta disso?
- Uhn... Sim? Quer dizer, é algo divertido e não o fim do mundo por não ter. Na verdade, é uma possessão. Senso de propriedade.
- Propriedade?
- É... Você nunca fez isso com alguém... E isso me tornaria o primeiro, enfim, esquece. Segue adiante. – murmurei sem jeito e atropelando as palavras. Ela riu e me beijou rapidamente.
- Bom, olhando por esse ângulo, eu posso tentar. Eu disse tentar e vou ter que estar muito no clima e um pouco bêbada. – disse olhando nos meus olhos e pegou a caixa colocando na cesta.
- Ugh! Bella! Eu não sei o que faço com você!
- Não se anime sobre isso, meus pensamentos são mais negativos que positivos. – alertou suavemente e continuou mexendo nas coisas engraçadas até chegamos a uma seção de roupas intimas – Olha só isso... Cueca de elefante! – sorriu pegando algum modelos e medindo em mim.
- Não vou usar isso!
- Se você está comprando o plug anal, eu estou comprando a cueca de elefante. – retrucou sem nem me olhar e jogou na cesta – Eu ainda vou te fazer usar isso. – murmurou rindo e revirei os olhos não querendo discutir. Eu nunca iria usar isso. – Gosta disso? – perguntou apontando para um espartilho branco e eu apontei para o vermelho – Deve ficar melhor um preto. Sou muito branca. – comentou distraidamente mexendo nos cabides. Minha mente estava ocupada imaginando-a dentro de todos eles. – Esse?
- Esse. É o seu tamanho?
- Sim. Deve servir direitinho. Você gosta da calcinha também?
- Definitivamente. – murmurei tocando-a e sabendo que ela seria fácil de rasgar.
Seguimos adiante olhando várias coisas engraçadas e rimos lendo descrições de alguns produtos que não fazíamos ideia para que serviriam. Compramos duas latas de estimulante sexual com a curiosidade mórbida de quanto tempo o efeito do energético poderia durar e se nossa libido aumentaria. Se meu desejo por ela aumentasse mais um pouco, nós não sairíamos da cama porque perderia todo meu controle.
Encontramos calcinhas comestíveis, mas eu pulei essa. Apesar do cheiro agradável, não estava afim de comer nenhuma calcinha e sim rasgar todas elas. Pegamos óleos quentes, bolinhas explosivas e chegamos ao corredor dos vibradores.
- Eu quero que você compre um. – disse lno seu ouvido – Quero que use quando estiver longe e comigo no telefone.
- Você está planejando sexo ao telefone?
- Minha mente vive para planejar sexo com você. – respondi beijando seu pescoço - Vamos escolher...
- Tem certeza? Eu nunca usei isso.
- Sempre há uma primeira vez. – provoquei puxando-a pelo corredor.
Nossas compras atingiram muito mais do que imaginávamos. Graças a Deus as sacolas eram todas pretas e sem a marca da loja. Bella parecia feliz depois da nossa aventura e com fome, já estava tarde e na hora de buscar minha criança ansiosa. Demoramos mais tempo lá que o previsto e também não vimos a hora passar. Rapidamente voltamos ao meu edifício para pegar o carro e guardar as compras na mala.
Eu estava desconfortável dentro das calças. Tive que me ajeitar umas trezentas vezes e ainda bem que meu casaco era longo, no mais, toda população londrina iria ver o tamanho da ereção que estava ostentando. Nossa conversa durante as compras um tanto diferentes me deixou com a imaginação trabalhando livremente.
- Pare de pensar nisso ou só vai piorar. – disse massageando-me através da calça e eu gemi, segurando o volante com força.
- Baby, não faça isso.
- Estou tentando te ajudar, mas eu paro.
Tive uma brilhante ideia assim que cheguei na casa dos meus pais. Esme ainda estava preparando o jantar e Harry tinha saído com Carlisle para comprar a sobremesa. Conversamos com minha mãe por dez minutos contados no relógio. Bella se ofereceu para ajudá-la na cozinha e Esme negou pedindo que eu mostrasse a casa a ela. Exatamente como tinha previsto. Minha mãe era gentil e hospitaleira. E queria que minha namorada se sentisse em casa.
Obviamente não dei tour nenhum, fui falando onde ficava o que enquanto a rebocava para meu antigo quarto. Lá dentro, tranquei a porta atrás de mim.
- Safado! – sussurrou abrindo meu casaco, tentando puxar minha blusa de dentro da calça. – Uma rapidinha para começar a noite?
- Rapidinha e silenciosa. – disse empurrando-a para cama e tirando minha carteira onde tinha uma camisinha ali dentro.
Nós ficamos nus em uma velocidade impressionante e fizemos sexo sem nenhuma preliminar. Rapidinhas agora duravam meia hora, pelo menos esse foi o tempo que ficamos lá dentro e voltamos para o andar debaixo já com minha família. Rosalie e Emmett estavam servindo vinho nas taças do bar e Carlisle colocava uma música baixa no som.
- BELLA! – Harry gritou saindo do sofá e veio correndo para pular no colo dela – Tudo bem?
- Tudo ótimo meu menino bonito. E você? – sorriu docemente e beijou o rosto dele – Fiquei com saudades de você.
- Eu também. Você se divertiu na rua?
- Bastante! – respondeu e eles deram um beijinho de esquimó juntos – Boa noite a todos.
- Seja bem vinda a nossa casa, querida. – Carlisle beijou seu rosto e tocou meu ombro. – Vinho? – perguntou e Bella assentiu colocando Harry no chão.
- Olá! – Rosalie disse sorrindo sem mostrar os dentes e entregou uma taça pra ela outra pra mim – Tudo bem mano?
- Ótimo. – respondi honestamente e ela riu voltando a ficar do lado de Emmett.
Bella e eu trocamos um olhar e fomos sentar com eles. Emmett logo puxou assunto com Bella, perguntando da sua primeira experiência na cidade e como tinha sido seu passeio. Nós nos entreolhamos novamente e sorrimos, lembrando-nos do nosso fim de tarde com compras. Ela ocultou esse detalhe, no entanto. Apenas disse que conheceu a loja da sua cunhada, o escritório dela, um bom restaurante e o trabalho do irmão. Dividindo sua experiência de confundir o lado de entrar no carro e ficar reparando no sotaque dos outros, nós rimos e ficamos na base da conversa fácil até o jantar.
Harry sentou entre nós dois e novamente ele ficou feliz que ela tenha se preocupado com sua comida e o que ele queria comer. Ela cortou sua carne e montou o purê em forma de carinha feliz. Ele ficou tão surpreso que ficou olhando para o prato um tempão e depois sorriu dando um beijo no rosto dela. Nada mais reconfortante para meu coração de pai que ver meu filho tão feliz quanto ele estava com a presença dela.
Rosalie não fez nenhum comentário, ficou na sua e falou o básico. Esme por outro lado, estava quase que monopolizando minha namorada. Elas combinaram de passar o dia juntas. Iriam fazer o cabelo, unhas e passar um momento de garotas no spa. As três e Charlotte. Comecei a rezar que Bella não percebesse a furada que estava se metendo e pegasse o primeiro avião em direção a NY e nunca mais retornasse.
- Pai? – Harry chamou minha atenção suavemente – Um dia você me leva para conhecer a Estátua da Liberdade? – perguntou-me do nada. Ele tinha essas coisas de perguntar coisas aleatórias de acordo com seus pensamentos.
Bella e eu trocamos um longo olhar, até que ela sorriu e assentiu levemente com os olhos.
- Que tal nas suas férias? Nós podemos organizar essa viagem.
- Você vai estar lá Bella?
- Claro que sim. Sempre vou estar com você.
- Promessas, promessas. – provoquei e ela riu olhando diretamente nos meus olhos querendo saber o que tinha tentado dizer. Ela iria entender muito em breve.
Tinha lançado minha primeira cartada. Ela ia ficar comigo.

2 comments :

  1. Ah que fofo, estou gostando muito dessa fanfic. Beijuculus.

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  2. a fanfic está ótima!! O Harry e uma fofura de criança!!!!

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