PARADISE - CAPITULO 18




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Gêneros: Romance/Drama

Capítulo 18 – Nossa Rotina
Londres, Inglaterra.
Edward.
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- Ei, acorda dorminhoco. – Bella sussurrou e ouvi a risadinha de Harry ao meu lado – Seu pai dorme como um urso. – disse a ele e voltou a tocar meu nariz – Baby, já é de manhã. Nós dormimos nos seus pais.
- Eu sei e a culpa é totalmente de vocês. – resmunguei colocando meu braço acima do meu rosto e ela riu tirando. Fui obrigado a abrir os olhos e me assustei com os dois bem próximos a mim – O que foi? Reunião de família a essa hora da manhã?
- Por que a culpa é nossa papai? – Harry perguntou franzido o cenho pra mim.
- Porque vocês me abandonaram na festa e depois me senti bêbado para ir dirigindo, ia perguntar se Bella poderia conduzir o carro aí vocês estavam dormindo, eu dormi também. – respondi encolhendo os ombros e ambos assentiram em entendimento – Combinei com seus pais de fazer um passeio de turista hoje, com seu irmão e cunhada.
- Sério? Nós precisamos levantar e comer. Harry e eu estamos morrendo de fome e então, iremos para casa para trocar de roupa e encontrar com eles. – disse e seu telefone começou a tocar. Ela desceu da cama e tirou do bolso do casaco – Oi Jazz. Bom dia. – atendeu sorridente – Oh sim... Acho que dá tempo. Tá bom. Até daqui a pouco. – disse encerrando a ligação e bateu na minha perna – Levanta. Nós vamos tomar café da manhã com meus pais. – ordenou vestindo seu casaco, calçando o sapato e entrou no banheiro.
- É, parece que temos de levantar. – Harry disse de um jeito adulto e conhecedor.
- Garoto, da onde você tira essas coisas? – perguntei rindo e levantei também – Calça seus sapatos. Nós precisamos correr.
Minha mãe fez uma pequena cena porque nós não íamos ficar para o café da manhã. Bella teve que prometer que voltaria amanhã para o café da manhã de domingo. Rapidamente seguimos o caminho de casa, nos arrumamos correndo e voltamos para o centro de Londres para tomar café com seus pais em uma das lanchonetes mais conhecidas da cidade. Assim que chegamos lá, tinha paparazzi tirando fotos de Jasper e Alice e depois tiveram conhecimento da minha pessoa. Eu juro que ouvi "O advogado da BBC com um dos jornalistas". Claro que isso iria para manchete da manhã seguinte, mas não me importei muito. Jasper não estava envolvido no caso e nós éramos livres.
- Não há nenhuma maneira que irei conseguir comer isso tudo. – Bella disse olhando para o seu prato – Não é estranho comer feijão no café da manhã?
- É gostoso! – Harry disse pegando um pedaço da sua salsicha cortada e colocando na boca – O feijão é mais ou menos.
- Está gostando querida? – Charlie perguntou a Renée, que estava comendo livremente. Bella era a única petulante fazendo questionamento sobre cada item do prato.
Charlie era um homem robusto, alto, cabelos castanhos e olhos castanhos como a filha. Pele clara, levemente bronzeada pelo sol e um bigode engraçado que o deixava com o ar de sério. De longe dava para saber que tinha sido policial somente pela sua postura correta e olhar avaliativo. Ele não me deu nenhum momento ruim, foi simpático como sua esposa. A Sra. Swan, que me proibiu de chamá-la assim porque a verdadeira Sra. Swan era a mãe de Charlie. Eles preferiram que os chamassem pelo nome, ficava mais simples. Ambos pareceram estar à vontade na minha casa e com a minha família. Bella ficou com eles a maior parte do tempo, mesmo que Harry estivesse ao seu redor pentelhando e querendo sua atenção. Ele também gostou de Charlie, foi completamente doce e simpático. Agora ele tinha novos avós. Vovó Renée e Vovô Charlie. Pedi desculpas pela ousadia da minha criança, mas fui veementemente repreendido e ignorado.
Bella era a versão feminina de Charlie e Jasper a versão masculina de Renée. Era tão nítido que chegava a ser engraçado. E ainda tinha Alice, a baixinha falante.
- Baby, coma enquanto está quente.
- Eu aceitei o peixe no jornal, mas isso é esquisito.
- Come Bella! – Jasper disso rindo – É bom.
Relutante, começou a comer quieta, mas pela sua cara eu sabia que ela não estava gostando muito. Pelo menos experimentou. Vir a Londres e não comer nossas comidas típicas era quase um crime mundial. Bella empurrou seu prato pela metade e me lançou um olhar feio com beicinho, não resisti e roubei um beijo e ela sorriu acariciando minha nuca. Deitou a cabeça no meu ombro e ficou tranquilamente brincando com meus dedos enquanto Harry contava suas famosas histórias com sonhos.
- A imaginação dele é algo incrível. – Bella disse sorrindo – Esses dias ele acordou e sonhou que estava voando em um parque e que depois, ele se tornou uma nuvem. Um novo disfarce do Batman.
Bella conseguia tirar meu filho de dentro da roupa. Ela dizia que Bruce Wayne era um homem rico e que saia vestido como gente normal durante o dia, quando não estava em missão. O Batman era um homem morcego, por isso, só saía fantasiado de noite. Harry ficou pensativo por um momento e perguntou se ele poderia sair de noite como menino-batman e ela disse que sim. Foi uma maneira de negociar e tirar aquela maldita roupa dele. Como não pensei nisso, não sei, mas ele a ouvia e estava bem com isso.
- E o bat-móvel? Você tem um? – Charlie perguntou e Harry olhou para Bella. Eles estavam escondendo alguma coisa.
- Por que eu perdi essa?
- Bella disse que se eu for um bom menino, ela vai conversar com meu pai para poder pedir a Papai Noel um bat-móvel. – respondeu baixinho e eu ri da sua vergonha – Não entendo. O Bruce Wayne é um homem rico. Ele não pode comprar seu próprio carro?
- Ele pode, você não. – respondi bagunçando seu cabelo e ele fez uma careta – Além do mais, você não tem idade para dirigir.
- Pode ser um velotrol. – retrucou sabido e olhou para Bella. Ela estava fazendo o melhor para não rir.
- Você e meu filho estão conspirando nas minhas costas? – perguntei cutucando suas costelas e ela saltou rindo. Bella não tinha a mínima resistência com cosquinhas.
- Nós temos os nossos segredos. – respondeu piscando para Harry – Podemos ir? Olhar para esse feijão está me enjoando. – murmurou e o pai dela arqueou a sobrancelha. Um silêncio estranhou pairou sobre a mesa – Então, vamos?
- Começaremos pelo Big Ben ou Palácio de Westminster? – Jasper perguntou.
- O relógio! Lá tem algodão doce! – Harry pediu alto e nós rimos e concordamos.
Passeio de turista para um conterrâneo sempre seria engraçado e estranho. Nós nos sentíamos obrigados a explicar cada situação e nos tornar guia turísticos. Bella deixou que Harry comesse algodão doce, algo curioso, porque eu era o pai e ela não me pediu autorização para dar um doce ao meu filho. A relação era deles. Bella e Harry tinham um relacionamento no qual nem eu tinha o direito de me intrometer. Era tão forte e intenso que por um momento, cheguei a conclusão de que por mais que ela não me amasse – mesmo estando a caminho disso – ela o amava muito e nada quebraria essa conexão.
Paramos na Grande Roda, tiramos fotos e partimos em direção ao palácio. Foi um dia cansativo. Almoçamos na rua, dessa vez levamos Charlie e Renée para comer peixe frito enrolado no jornal com batatas. Eles se divertiram, mas as meninas não nos acompanharam e Bella não deixou Harry comer aquilo de novo em menos de uma semana, principalmente depois do café da manhã dele. Novamente não me meti. Era algo totalmente deles. Eu tinha me dado conta que meu filho era dela. E isso me deixava muito feliz. E mais ainda a aceitação dos seus pais. Charlie e Renée eram incríveis. Cegamente e perdidamente apaixonados um pelo outro. No momento entendia os surtos de rejeição que Bella tinha. Ela e Jasper eram resultado desse amor, mas também foram deixados de lado quando o amor os sufocou demais para poder dar conta de tudo.
Chegamos em casa no fim da tarde, mortos de cansaço. Harry tomou banho quase dormindo. Bella estava rindo do seu estado sonolento e arrancou um monte de coisas incoerentes dele. Deitei na cama sem nem me preocupar em abrir seu livro porque ele estava praticamente dormindo. Assim que seu sono pesou, alimentei seu peixe-beta e desci para alimentar os outros. Subi as escadas depois de trancar a casa, meu quarto era o único lugar que queria estar. Encontrei minha linda namorada nua, colocando vinho nas taças apoiadas no suporte da banheira, velas aromáticas acesas... Alguém estava preparando um banho especial.
- Você demorou. – disse com tom acusatório – Ia tomar banho sem você.
- Doce garota gostosa e nua, você não faria isso. – respondi abraçando-a, levando minhas mãos diretamente para sua bunda. Ela tinha o suficiente para me divertir. Não muito e nem pouco. Adorava apertar e morder suas bochechas só porque a irritava muito. – Gostosa.
- Você está muito vestido. – murmurou abrindo minha blusa e puxando de dentro da calça – Se divertiu hoje?
- Muito. Eu adorei seus pais.
- Eles são demais, mas não vamos falar deles quando estivermos nus e prestes a fazer sexo. – resmungou abrindo minha calça e chutei as meias e os sapatos para longe – Bem melhor.
- Entre. Te ajudo. – disse segurando-a para entrar na banheira. Antes dela, o único a usar esse espaço era Harry. Era algo mais próximo de uma piscina para poder brincar. – Vinho? – perguntei quando nos acomodamos na água quente. – Bella, eu gostaria de saber um pouquinho mais sobre aquele cara do restaurante.
- Vladmir? Ele é um idiota. Não se preocupe. Só fala e faz pequenas ameaças. – resmungou encostando-se em mim.
- Pesquisei sobre ele. – disse baixinho – Você me contaria se ele fizesse algo?
- Se isso for te fazer sentir melhor, sim. – respondeu virando-se pra mim e sorriu levemente – Vou ficar bem. Nós vamos. Estar aqui com você me dá esperanças de vida.
- Não sei o que vai acontecer no futuro. – murmurei beijando seu templo – Eu quero coisas com você. Sei que estamos perdidamente apaixonados e seguros nessa falsa sensação de família, rotina familiar e vida de um casal porque estamos juntos aqui, porém, eu quero que você nunca esqueça de que eu quero mais.
- Também quero, mas... Eu irei embora um dia.
- E eu irei te ver, você vem me ver, nós podemos viajar... Só não desista de nós. – pedi suavemente olhando nos seus olhos. – Eu sei que você tem seus planos, não quero atrapalhar ou te julgar, mas não desista de nós.
Eu estava tão apaixonado que faria tudo que ela quisesse. Tudo.
- Obrigada! Eu não vou desistir... – sussurrou com os olhos enchendo de lágrimas e escorreram pelo rosto. Eu não queria deixá-la triste. Queria ser sincero. – Seu apoio é tão importante pra mim. – murmurou escondendo o rosto. – Você não pode me falar essas coisas, Edward! – disse soluçando – Eu tento não me apegar a você... Mas não dá. Só consigo te amar.
- E a propósito, eu também amo você. – sussurrei fazendo-a sorrir entre as lágrimas. Nós trocamos um beijo apaixonado e só pelo seu sorriso eu sabia que tinha ficado feliz.
– Sei que meus planos e sonhos são meio que impossíveis no momento. Não sei ainda o que pensar quanto a isso, mas se tiver uma posição, eu juro que te conto pra gente decidir junto. – disse baixo, olhando nos meus olhos – Eu não sei como vai ser morando sozinha em NY. E como será no trabalho. Não é o momento pra mim, felizmente ou infelizmente, não sei dizer.
- Podemos resolver isso... – respondi sugestivamente.
- Não termine essa frase. – resmungou fechando os olhos – Tentador, mas não é o momento. Muito arriscado e muita responsabilidade morar juntos agora. E Edward... Nós não temos usado camisinha.
- Eu sei... Talvez seja melhor voltar a nos prevenir, mesmo que você tome pílulas. – respondi suavemente, esperando sua reação – Tudo bem?
- Sim... Tudo bem. – respondeu meio ausente, porém, mordeu os lábios olhando-me ternamente e sorriu de forma doce. Chegando mais pra frente e desceu suas mãos dos meus ombros para meus braços, brincando com os pelos da minha barriga até que segurou meu pau bastante animado. O assunto estava encerrado porque iríamos conversar sobre outra coisa mais importante e mais legal.
Depois de um longo banho, limpamos nossa bagunça no banheiro e fomos para cozinha fazer nosso jantar. Bella que o preparou e eu só ajudei sobre seus comandos exigentes. Fizemos torta salgada de frango porque Harry adorava e para sobremesa cookies com sorvete. Harry ia ficar feliz em saber que ela tinha feito cookies especialmente para ele. Subi para acordá-lo, mas ele já estava no banheiro fazendo xixi.
- O cheiro me acordou. Estou com fome. – confessou corando e eu ri, agachando para que pudesse se pendurar nas minhas costas. – Ainda bem que Bella cozinhou. – disse abraçando meu pescoço com os braços e as pernas na minha cintura.
- Como você sabe que ela cozinhou? – perguntei rindo. Lá vinha ele.
- Porque sua comida não tem esse cheiro. – disse simplesmente e nós dois rimos chegando a cozinha – Oi Bella. – disse rindo e o inclinei para que ela pudesse beijá-lo.
- O jantar está na mesa. Vamos comer antes que esfrie, ok? – Bella disse pegando-o de mim e colocou no chão – Quem comer tudo tem direito a sobremesa.
Nós jantamos como uma família. Eu nunca tinha usado minha mesa na sala de jantar e muito menos o jogo de prataria com os pratos de porcelana que Esme ou Rosalie compraram na hora de decorar minha casa. Sentei na cabeceira da mesa, com cada um de um lado. Oramos agradecendo pela comida e nos deliciamos muito com a torta salgada com vinho e Harry com seu suco de uva! Ele estava animado, o sono renovou suas energias e falando o tempo inteiro, comeu tudo e adorou sua sobremesa. Deitamos na sala e assistimos alguns filmes com ele.
- Seu telefone está tocando. – Bella me chamou suavemente e percebi que tinha cochilado – É o Peter.
- Alô? – resmunguei sonolento.
- Desculpe ligar tarde. Acabei de receber uma ligação importante. Você sairá na capa do Dayli Mail amanhã por ter sido visto com Jasper Swan. – disse o que eu já esperava – Estamos tranquilos quanto a isso, só acho que você não deve expor Bella. Deixem que eles se virem pesquisando a ligação, enquanto a imprensa se preocupa com isso, nós vamos trabalhar na liberação do juiz.
- Eu sei... Só não podemos nos esconder. A imprensa ainda não sabe sobre ela e que são irmãos, vão chegar a essa ligação, mas...
- Vamos trabalhar nisso. Veja o jornal quando acordar.
- Obrigado por avisar.
Coloquei meu telefone de lado e observei Bella roubar Harry no jogo. Ela tinha um monte de cartas embaixo da perna. Depois de assistir mais um trecho do filme, quase pegando no sono novamente, a risada deles me fez olhar na direção e então percebi que Harry tinha seu próprio bolo de cartas embaixo da perna.
- O que é isso?
- Estou ensinando-o a trapacear a vencer Emmett na próxima partida. – Bella respondeu rindo – Ele nunca mais vai tirar onda na frente de todo mundo. – comentou batendo na mão de Harry – Agora presta atenção aqui.
- Você está ensinando meu filho a trapacear?
- Se não quiser ver, volte a dormir. – Bella me desafiou rindo e por trás do meu filho, fiz uma careta dando língua.
- Muito maduro.
- Diz a mulher que está corrompendo minha criança. – retruquei rindo, observando o jogo de Harry. Resolvi que seria boa coisa nós dois virarmos contra ela.
Bella era má perdedora. Ficou com um beicinho bonitinho. Também não aguentava pilha. Nós dois ficamos perturbando seu juízo até o momento que Harry dormiu entre nós dois no chão da sala.
Catamos nossa bagunça, trancamos a casa e subimos com ele no colo, colocamos na cama juntos e fomos para o nosso quarto dormir. No meio da noite, acordei com Harry entre nós, agarrado a Bella como se a vida dependesse disso. Foi a primeira vez que fiquei com medo das consequências da nossa separação. Harry estava emocionalmente dependente dela e aceitando-a como sua figura materna. Ao mesmo tempo em que era lindo, era assustador.
Ela retribuía o abraço. Suas pernas estavam emboladas com as minhas, podia sentir seu pezinho de seda tocando o meu tornozelo e os pés de Harry nos meus joelhos. Entendi a necessidade dele de estar conosco na cama. Era segurança, calor, carinho e amor. E isso a gente só encontra em uma família.
- Por que você está acordado? – Bella sussurrou no escuro do quarto.
- Ele está incomodando? – perguntei ajeitando-o na cama.
- Nunca. Um dia ele vai crescer e não poderá mais dormir conosco. – respondeu tranquilamente sustentando meu olhar – Não é só você que quer mais, Edward. Eu também quero.
- É mesmo? Ficar comigo no futuro?
- Nós prometemos tentar e se isso nos fizer uma família... – murmurou esticando a mão e a peguei, beijei e depois segurei contra mim, me chegando mais perto e abraçando os dois ao mesmo tempo – Vamos sufocá-lo.
- Não vamos. É isso que ele quer.
- Eu te amo, Edward.
- Eu te amo, Bella.

3 comments :

  1. Hum amei ansiosa para o próximo capítulo.beijuculos.

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  2. ohhhh que meigo!!!! amando a fanfic!!!!!!

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  3. Só eu que acho que ela ta grávida?

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