PARADISE - CAPITULO 20




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Capítulo 20 – Tempo, tempo e tempo.
Londres, Inglaterra.
Edward.
.
Vê-la partir sem poder fazer absolutamente nada sobre isso me deixou arrasado. E mais triste ainda para um pai era ver seu filho estar triste e não poder fazer absolutamente nada sobre isso. Harry conseguiu ficar conformado com uma conversa via Skype assim que ela chegou em casa, mas eu não estava nada confortável dormindo sozinho e só falando pelo computador, telefone ou mensagem, desdobrando o caralho do fuso horário e ainda por cima acordar cedo, cuidar do meu filho e trabalhar. Porra, eu só quero a minha namorada do meu lado todos os dias e parecia uma criança mimada agindo de muito mal humor.
O caso da BBC era um ninho podre. Casa de marimbondo. Eu tinha que virar estrela e fazer malabarismo para limpar a sujeira política que a emissora tinha se tornado. O governo não podia ser exposto a essa bagunça política e meu nome não podia ficar na lama. Tinha muita gente assistindo de camarote e com pipoca a minha queda, só que isso não iria acontecer. As primeiras três semanas longe dela eu estava vivendo no inferno. Minha vida parecia um caos completo. Minha casa revirada em uma zona que todas as minhas ajudantes de confiança tinham desistido da bagunça. Eu estava trabalhando mais horas que o normal.
Eu sinto tanto a falta de chegar em casa e encontrá-la que estava tendo alucinações com a sua voz. Maldita vida. Maldito oceano que nos separa.
Meu celular tocou quebrando minhas reclamações internas. Era Bella! Meu humor subiu até o céu.
- Você ainda está no escritório? – falou assim que atendeu. Cara, ela estava brava. Escolhi ficar quieto. – Um garotinho triste me ligou para fazer uma queixa sobre o pai dele ainda estar no escritório!
Outch. Seu grito estourou meus tímpanos.
- Sinto muito. Eu tinha uns contratos para revisar... – murmurei tentando acalmá-la. Bella andava muito estressada, eu entendia, nós estávamos no mesmo barco de péssimo humor.
- É mesmo? E o que nós combinamos, Edward? Harry viria em primeiro lugar! – grunhiu e percebi que ela deveria estar andando de um lado ao outro. Ela fazia isso quando estava chateada e falando ao telefone.
- Eu sei amor... Mas não quero mais levar trabalho pra casa.
- Poxa vida, ele está triste, eu estou passando mal se não iria vê-los. – disse baixinho, parecendo que iria chorar a qualquer momento. Eu me sentia um merda quando ela chorava e estava muito longe para que pudesse abraçá-la. Bella estava odiando morar em Nova Iorque novamente. Era quase uma hora de reclamação do trânsito, do táxi, do tempo, dos funcionários. - Estou de licença médica por dois dias, isso encontrando o final de semana me daria umas horas com vocês.
- Você atravessaria o oceano pra me ver? – perguntei maravilhado. – Espere, licença médica? O que houve?
- Maldito resfriado! Não reparou minha voz fanha? Eu contaminei cinco funcionários na agência e fui colocada em casa até melhorar. – respondeu rindo e acabou espirrando para provar seu ponto.
- Achei que fosse eco do telefone... Você tem bebido bastante líquido? Tomando algum remédio? Sentiu febre? Vitamina C? Você disse que ia tomar vitamina C pela manhã.
- A parte do espirro e o nariz com coriza me irritam, no mais, estou bem. Só morrendo de saudades do meu namorado lindo. E do meu bebê! A vozinha dele cortou meu coração, Edward!
- Sinto muito, estou indo embora agora. Não teremos reunião no Skype hoje, você vai descansar e a gente se fala melhor amanhã. Está tarde e você precisa descansar.
- Quando acordar a gente se fala melhor, tá? – sussurrou bocejando – Eu ando com tanto sono. Acho que minha carga de trabalho aumentou e ainda não me acostumei com o fuso horário.
- Não deixe que eles te sobrecarreguem. Vou ligar para Aro e reclamar pessoalmente. – brinquei e ela riu gostosamente. Deus, como sentia sua falta. - Eu te amo.
- Eu também te amo. Vá para casa ficar com o nosso menino.
Eu amava quando ela usava nosso com tudo relacionado a nós dois. Harry estava todo de beicinho e dengo quando cheguei na casa dos meus pais para buscá-lo. Mesmo longe, Bella cuidava de mim. Ela pediu para minha mãe deixar comida pronta porque sabia que eu não me alimentaria quando chegasse em casa. Nós chegamos em casa para dormir, ele nem sequer esperou que saísse do banho e já estava apagado na minha cama com o desenho ligado. Desliguei a tevê, o abajur e meu cérebro logo em seguida.
Fui acordado na manhã seguinte com Peter no telefone, dizendo que tínhamos um depoimento para colher rapidamente. Era tudo que ele tinha conseguido. Meia hora com um senador aposentado. Quando percebi que tinha que levar Harry comigo, porque a minha mãe tinha que ir para ONG hoje cedo, entrei em desespero. Levar meu filho de seis anos de idade para uma coleta de depoimento de manhã cedo era pedir para alguma coisa sair errada.
Harry não queria acordar, depois ele não quis tomar banho e por fim ele não quis comer. Tive que gritar quando perdi a minha paciência e começou a chorar. Eu ia acordar a Bella. Não pensei duas vezes antes de ligar para o seu celular.
- O que foi, amor? – sussurrou sonolenta.
- Eu vou enlouquecer.
- Não vai não... Harry está chorando? Deixe-me falar com ele?
Passei o telefone para Harry, que fungando, olhando-me de forma magoada, pegou e saiu do quarto. Eu nunca tinha gritado com ele, por isso que estava tão assustado e triste comigo. Era muito mais de conversar com meu filho do que ser autoritário e arrependimento estava batendo forte. Harry voltou para o quarto, me deu um beijo e pediu desculpas. Aproveitei o momento para pegá-lo no colo e fazer o mesmo.
- Viu só? Meus meninos estão de bem? – Bella perguntou no viva voz – Pergunte a Charlotte se ela pode olhá-lo por algumas horas.
- Eu realmente não pensei nisso. – murmurei me sentindo um idiota.
- Eu sei amor, por isso eu sou a mulher desta relação. – brincou rindo – Vou voltar a dormir.
- Você está se sentindo melhor?
- Um pouco. Sem mais dor no corpo e espirros. – respondeu mais séria – Tomei vitamina C e me alimentei bem e dispensei o remédio, acho que era ele que estava causando a dor de cabeça.
- Assim que sair de lá ou na hora do almoço eu te ligo novamente. Descanse mais um pouco.
- Cuidem-se e sem mais brigas.
- Viu pai? A Bella precisa morar com a gente. – Harry sussurrou com o rosto escondido no meu pescoço – Nada mais é legal sem ela aqui.
- Eu sei filho... Eu sei muito bem o que você está sentindo. – murmurei e completei em pensamento que talvez sentia até um pouco mais. – Vamos ligar para sua madrinha e exigir que cuide de você por umas horas. Vá preparar uma mochila com brinquedos e depois vejo como chegaremos na sua escola.
- Tá bom.
- Tem cueca limpa na gaveta.
- Eu vi.
Observei-o sair com a toalha amarrada na cintura, parecendo um homenzinho. Meu homenzinho. Charlotte concordou em cuidar dele e também o levaria à escola. Foi um alívio. Comi umas barras de cereais no caminho para casa do Senador e bebi o chá que Charlotte tinha feito e colocado em duas garrafas térmicas para Peter e eu. O velho homem nos recebeu em sua opulenta sala, em uma casa longe da civilização. Ele nos deu mais detalhes sobre a BBC e o seu começo. Nós tínhamos base o suficiente para uma boa defesa, mas eu queria algo muito mais que o "bom". Eu queria uma defesa imbatível.
Os jornalistas estavam acampando na porta do escritório, mas tinha um em particular que estava perseguindo meus estagiários. Ele era esperto. Não tinha feito nada que pudesse colocá-lo em reais problemas e sim só causar estresse. Era terminantemente proibido, sobre ameaça de processo judicial por quebra de sigilo e protocolo interno da empresa, qualquer funcionário que desse qualquer informação sobre o caso. Peter e eu decidimos aumentar o salário deles para que ficassem contentes e confiantes. Não podíamos dar margem para erros.
Os dias subsequentes foram assim: Loucos. De dia eu trabalhava como louco. De noite meu tempo era do meu filho e da minha namorada. Harry regrediu à roupa do menino Batman. Ele não queria tirar, nem com os argumentos que Bella inventou. Ele estava ao ponto de querer dormir com a máscara e às vezes tinha que esperar seu sono cansado para arrancar a roupa do seu corpo, para ele acordar no dia seguinte chorando e com raiva. Ele estava agitado, tinha virado um tremendo pestinha. Minha mãe não estava dando conta das suas birras e seus pitis.
Bella tentava acalmá-lo a distância, mas ele estava sendo um menino mal e jogando na cara que ela não estava aqui para cuidar dele. Tentei a medida do castigo, tirar coisas, cortar algo que ele mais gostasse ou ameaçar rasgar toda aquela maldita fantasia – o que eu tinha na cabeça quando concordei em comprar? – e nada adiantou. Até que tive a infeliz ideia de prometer que iríamos passar cinco dias em Nova Iorque com ela. Ele gritou e saltou na cama e surpreendentemente virou um menino anjo por dias.
Bella riu por horas e chorou – cara, ela andava chorando muito – emocionada com o carinho dele. Não combinamos uma data certa, porque eu não tinha ideia de quando ficaria livre. Isso não impediu de me perguntar todos os dias se era amanhã que iríamos viajar e que eu tinha esquecido de comprar sua mala novamente. Todos os dias até o domingo, meu único dia de folga, fui comer na casa da minha mãe porque não estava a fim de dar mais uma vez algo pronto de restaurante para meu filho.
- Você falou com a Bella hoje? – Rosalie me perguntou assim que entrei na casa dos meus pais. – Ela está agindo estranha. Gaguejou umas cem vezes!
- Ela está escondendo algo desde que anunciei que iria vê-la, só não sei exatamente o que é. – disse dando os ombros – Já perguntei, mas diz que é surpresa.
- Uhn, deve ser algo para você. Ela não sabe mentir. – Rosalie deu os ombros me servindo um pouco de suco – Você está com saudades dela?
- Muitas.
- Vocês pretendem morar juntos um dia? Sabe, já tem um mês que ela foi embora... Eu pensei que fossem terminar na segunda semana.
- Nós não vamos terminar e sim, conversamos sobre a ideia de morar junto, mas ninguém sabe quem vai se mudar.
- Você se mudaria para Nova Iorque? – Rosalie praticamente gritou assustada.
- Sim. E não. Ela não quer, na verdade. É muito mais por Harry do que por mim. Chegamos ao acordo que não queremos que ele sofra com a ausência de todos vocês e da rotina familiar dele para viver naquele caos americano.
- Sobra ela vir...
- Exato. Só que é cedo... Ela não quer abrir mão do trabalho dela, é muita coisa envolvida e por isso decidimos esperar o momento que teremos que escolher. Satisfeita?
- Por enquanto. – brincou e saiu da cozinha, me deixando sozinho com um monte de coisa gostosa para beliscar. – Mãe! Edward está sozinho na cozinha com as coisas do almoço! – gritou da sala e ouvi Esme me mandar sair de lá. Fofoqueira.
Durante a semana, Bella me deixou louco. Ela estava provocante, mandando fotos suas nua, de lingerie, mensagens eróticas e em um estado de felicidade que me deixou desconfiado. O que ela estava aprontando? Ela disse que tinha uma surpresa pra mim e que talvez fosse gostar, mas não havia súplica e ameaça no mundo que a fizesse ceder e me contar. Nossa, como eu a divertia com minhas adivinhações. Chegava ser meio louco as horas que passávamos rindo no telefone.
Na quarta-feira a tarde, tudo mudou. Estava na porta da escola de Harry comprando pipoca para Rosalie enquanto conversávamos.
- Emmett e eu estamos pensando em aumentar a família. – disse tranquilamente – Eu penso em comprar uma casa perto da mamãe, porque se nós estamos tendo um bebê, preciso de ajuda e não ficar sozinha lá.
- Eu vou amar ter um sobrinho... Nunca tive um. – brinquei e ela revirou os olhos – E a empresa?
- Estamos pensando em transferir para Londres, deixar uma filial lá, mas trazer o escritório para cá... Estamos pesquisando, é claro. Se vai dar tudo certo. O que espero que dê.
- Bom, isso é ótimo. Se precisarem de ajuda...
- Eu sei maninho. Obrigada.
Meu celular tocou no momento que o sinal de Harry tocou. Era Bella. Talvez ela estivesse esperando para conversar com ele também.
- Oi meu amor. – atendi deixando minha saudade falar mais alto. Um soluço dolorido, do outro lado da linha me tirou do chão – Bella?
- Edward... Vem pra cá. Eu preciso de você aqui. – Bella sussurrou chorando – Aconteceu algo horrível.
- O que aconteceu? – gritei sentindo o desespero da sua voz me corroer.
- Estou internada. Alguém invadiu o apartamento e me atacou.
- O que? – sussurrei perdido e Rosalie estava tentando me segurar no lugar. Ela estava chorando desesperadamente. – A polícia prendeu esse filho da puta?
- Edward? Eu sou Jane. – uma outra pessoa pegou o telefone – Não sabemos quem foi, eu a encontrei desacordada. Os pais dela estão vindo pra cá, já pegaram um avião, mas existe uma circunstância que ela precisa que você venha.
- Eu vou.
- O que houve?
- Bella foi atacada... Aconteceu alguma coisa terrível e ela está internada no hospital.
- Você quer que eu fique com Harry?
Merda. Ele ia morrer se não fosse junto.
- Eu quero que você venha comigo para que possa levá-lo.
As próximas horas foram uma confusão. Primeiro tinha que comprar passagens e só tinha para tarde da noite. Eu queria um voo agora. Considerei alugar um jato particular, mas Carlisle não conseguiu nem com seus conhecidos. Emmett foi o único santo que conseguiu encaixar nós três na classe executiva do voo das oito da noite. Liguei para o celular de Bella, querendo saber do seu estado, mas Jane foi a única que atendeu dizendo que estava dormindo. Ela explicou que trabalhava com Bella, que era filha de Aro e que mandaria um carro ir nos buscar no aeroporto na hora que chegasse lá.
Eu estava feliz por estar com toda documentação em dia, sempre fui chato com isso e agora tinha uma razão para continuar sendo. Viajar as pressas pode acontecer.
Rosalie e eu arrumamos as malas correndo. Eu não tinha palavras para agradecer por estar indo comigo. Harry percebeu que essa não era uma viagem feliz, meu estado alarmado e preocupado com qualquer meio toque do celular o deixou assustado. Ele também não escondeu que estava ansioso para ver Bella e entender o que tinha acontecido e por isso prometi que explicaria tudo com calma quando estivéssemos no avião. Foi então que Peter ligou desesperado que alguém tinha tentado sequestrar Charlotte. Ela não tinha se machucado, conseguiu atropelar um dos caras e o segurança do shopping próximo o seguraram até a polícia chegar.
Estavam atacando nossas mulheres. Isso só podia ser retaliação do caso da BBC.
Meu Deus, se alguma coisa acontecesse com Bella e meu filho... A ideia de Harry o dia inteiro na escola, indefeso, brincando como uma criança normal. Nós poderíamos estar sendo vigiados o tempo inteiro.
- Vai para Nova Iorque com sua irmã. Emmett e eu estamos a procura de um guarda costas, tenho uns amigos que indicaram bons nomes. Ele vai para Nova Iorque logo em seguida. – Carlisle me parou no meio do meu ataque mental para pensar rápido e tentar resolver as coisas – Cuida da sua irmã e do seu filho. Eu vou cuidar da sua mãe. Nós vamos conseguir ficar bem até que o Primeiro Ministro tome uma posição.
- Certo. O que eu preciso fazer agora?
- Ir para o aeroporto.
- Ok.
Nosso voo foi tranquilo. Harry dormiu o tempo inteiro e Rosalie me fez descansar um pouco. Fiquei de olhos fechados só pra ela não brigar comigo, mas estava pilhado demais para conseguir dormir. Não foi assim que planejei meu reencontro. Eu imaginei algo legal, divertido e cheio de coisas boas para fazer. Matar saudades, rir e conversar. Minha irmã estava tão preocupada quanto eu. Os vincos da sua testa, mesmo de olhos fechados, não tinham relaxado.
Sete horas de viagem, chegamos apenas duas horas depois do nosso embarque. Harry ficou confuso com essa. Charlie Swan estava lá no portão de desembargue.
- Eu achei que seria melhor ter alguém conhecido para buscar vocês. – disse depois que me abraçou – Obrigado por ter vindo tão rápido. – murmurou só pra mim – Ei garotão do vovô. Gostou de viajar de avião?
- Gostei. Não entendo porque o papai tem medo. – respondeu rindo e revirei os olhos.
- Olá querida. Bem vinda a américa. – Charlie cumprimentou Rosalie – Vamos, Renée está preparando um jantar. Bella já está em casa... Ela recebeu alta graças a quantidade de gente que estava indo vê-la e a polícia conseguiu liberar o apartamento. Renée e eu limpamos toda bagunça quando fomos autorizados.
- Que dia. – Rosalie murmurou.
- O que houve?
- Ela foi pela manhã ao mercado comprar umas frutas, ia voltar em casa antes de ir para o trabalho. – disse abrindo a porta de um conversível que sabia que era de Bella. – Quando ela entrou no apartamento, viu um vulto e soltou um grito. Ela não lembra de nada depois que bateram na sua cabeça. Disse que tinha vozes e acordou deitada na cama, quando ela caiu no chão da cozinha.
- Eu acho que posso ter algo a ver com isso. – disse envergonhado – A mulher de Peter, lembra-se dela? Charlotte? Também sofreu um ataque hoje.
- Nós conversaremos melhor depois do jantar, o pior já passou e eu estou confiando que vai tomar uma atitude para a segurança da minha filha.
- Absolutamente.
Nós não falamos mais nada na frente de Harry, ele não precisava saber dos detalhes e dos meus pensamentos mais obscuros. Se eu pegasse essa pessoa que encostou um dedo nela... Nunca fui um homem de sentir ódio a ponto de querer matar alguém, mas dessa vez, eu estava completamente trêmulo de ódio. E meio que lendo meus pensamentos, Charlie sussurrou:
- Soluções feitas pelo ódio não levam a nada. Tenho uns amigos policiais aqui, inclusive o Detetive Chefe. Eles estão dando uma força maior nisso... Vamos encontrá-los.
O trânsito estava tranquilo, sempre imaginei Nova Iorque como uma cidade parada e ao mesmo tempo inconstante, mesmo com muitos carros em todas as pistas, dava para manter uma velocidade boa e por isso chegamos em frente ao prédio dela no Central Park. Harry quando identificou o lugar começou a saltar no banco gritando de alegria. Só ele para trazer o melhor de mim em um momento tão delicado.
Nós subimos até o quarto andar e fui calculando quantos seguranças precisaria contratar para colocar. E a instalação de câmeras. Esse prédio até tinha uma vigilância interna, mas era um velho senhor que estava na portaria quando entrei. Ele não iria me impedir de entrar se forçasse, dirá alguém treinado e pago para invadir lugares. Será que existia um síndico? Alguém que tomava conta do condomínio? Tinha tão pouco tempo para resolver isso, talvez devesse começar amanhã cedo a ligar para companhias de segurança. Ela querendo ou não teria um guarda costa.
- Bella, vá deitar agora. O médico recomendou repouso absoluto!
- Mãe, Edward vai chegar a qualquer momento e eu estou com fome, você acha que posso ficar deitada? – Bella teimosa respondeu e ao ouvir a voz dela, Harry saiu correndo e empurrou a porta do apartamento aberta – Harry! – Bella gritou ajoelhando-se para abraçá-lo e ele jogou o corpo contra ela. – Oh meu amor. Estava com tantas saudades.
- Bella, você está bem? Eu posso bater em quem te machucou? – Harry segurou o rosto dela e ficou verificando de perto. – Eu estava com saudades.
- Que bonitinho. – Renée sussurrou e me abraçou de lado – Seja bem vindo, querido. – murmurou me dando um beijo – Olá, meu anjo. Está cansada? Tem comida pronta, vamos jantar em breve. – abraçou Rosalie.
- Eu andei de avião pela primeira vez! Papai e tia Rose dormiram o tempo inteiro. – Harry disse tirando seu casaco e revelando a roupa do Batman. Bella só me deu um olhar e encolhi os ombros.
- Por que você está com essa roupa? O que nós combinamos sobre ela, Harry? – Bella perguntou um pouco mais forte, fazendo-o corar. – Nós vamos jantar, você vai direto tomar banho e tirar essa roupa para férias. Estamos entendidos?
- Sim. – Harry murmurou e sendo esperto, resolveu deslumbrar Renée – Oi Vovó.
- Oi lindinho. Vem cá me dar um abraço! – Renée cantou segurando-o apertado – Vovó fez batatas fritas! Você gosta?
Eu parei de prestar atenção neles já tinha um tempo. Meus olhos estavam parados nela, que levantou-se do chão e estava me fitando também. Um vestido cumprido bonito, meias nos pés, cabelos soltos e bagunçados, bolsa sob os olhos, uma macha roxa no alto da cabeça. Ainda assim, ela era a mulher mais linda de todo o mundo. Nós ficamos nos encarando com um sorriso bobo, até que larguei a minha mala e meu casaco no chão e em passos largos, fui até ela e a abracei apertado.
- Eu estou tão horrível assim que você não me beijou até agora? – sussurrou segurando a gola da minha camisa, ficando na ponta dos pés – Faz muito tempo que estou esperando por isso.
- Eu acho que quero prolongar o momento apenas para... Saborear melhor. – resmunguei escovando meus lábios nos seus – Fiquei tão assustado. Se eu perdesse você...
- Eu sei, eu também fiquei. Estamos bem agora. – respondeu com um sorriso.
- Eu te amo.
- Eu te amo muito mais. – brincou saindo do meu aperto e foi até Rosalie – Obrigada por vir! Sinto muito por todo transtorno.
- Nada querida. Estou feliz em ver você. – Rosalie abraçou de volta.
- Vamos comer? Charlie está faminto! – Renée chamou da mesa – E depois teremos tempo para tudo.
- Vovó quero comer bife e batatas!
- Eu sei querido.
- Sem muito sal na batata dele. – Bella disse puxando uma cadeira para que ele sentasse – Melhor colocar umas almofadas para ele alcançar a mesa melhor. – pontuou e apontou para o sofá, onde peguei as almofadas e Harry sentou. – Bem melhor.
- Baby, sente-se aqui. – disse a Bella, puxando uma cadeira e sentei do outro lado.
Charlie fez uma oração, agradeceu pela comida e pela Bella estar bem, acima de tudo. Nós comemos sem falar sobre o assunto. Harry monopolizou toda atenção dela, contanto coisas novas da escola, o que ele fez ou deixou de fazer. Charlie e Renée faziam perguntas que deixou nosso jantar bem leve. Rosalie estava praticamente dormindo por isso quase nem estava falando nada. Renée ordenou que Charlie e eu lavássemos e guardássemos a louça enquanto Bella e ela acomodavam Rosalie.
- Bella, eu quero dormir com você.
- No meu quarto tem uma poltrona super legal que Tia Alice comprou, ela é reclinável e cumprida. Você pode dormir lá ou ficar com a Tia Rose enquanto Tio Emmett não chega. – Bella respondeu ajoelhando-se para ficar na sua altura.
- Tudo bem. Eu quero a poltrona. – murmurou parecendo tímido.
- Vou arrumar lá enquanto você toma banho.
Bella ficou com Harry até o momento que eu estava pronto para dormir, de banho tomado e dentes escovados. Eles estavam deitados na cama assistindo desenhos animados bem baixinhos e conversando. Harry lutava contra o sono como se Bella fosse fugir a qualquer instante. O pior de tudo era que eu entendia bem esse comportamento porque estava quase fazendo o mesmo. Ele ficou entre nós dois, falando baixinho até estar quase balbuciando palavras incoerentes entre bocejos até pegar no sono.
- Senti muita falta disso. – Bella murmurou brincando com os cabelos dele – Nós três, como uma família.
- Nós somos uma família.
- Eu tenho tanta coisa para te contar... – Bella murmurou com lágrimas nos olhos – Você vai ficar puto comigo, mas já peço para não pegar pesado.
- Ai Jesus... Melhor colocá-lo ali, eu preciso dormir um pouco e então, amanhã nós vamos conversar sobre isso, ambos lúcidos.
- Eu aceito isso... Honestamente, eu estou aliviada porque não sei por onde começar.
Levantei e peguei Harry no colo, ajeitei-o em sua cama improvisada e voltei para a cama, me aconchegando nas cobertas e puxando-a para meus braços. Beijei sua testa, seu nariz, seus lábios, seu queixo e ela começou a rir baixinho e aproveitei para começar um pequeno ataque de cosquinhas.
- Não faça barulho... Temos visita em casa.
- Pare de me fazer rir... Eu estou feliz que esteja aqui, amor. – murmurou me abraçando – O médico disse que devíamos ficar sem sexo. Pelo menos por dois dias.
- Eu não estava pensando em fazer sexo com você depois que sofreu um atentado, baby. – resmunguei irritado – Agora durma, nós temos tempo.
- Todo o tempo do mundo.

3 comments :

  1. Ela entregou que ta gravida e o Burro do Ed não percebeu

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  2. vdd! Isabela' eu sabia desde o comecin.....Mas um filho! agora vai ser uma Renesmee! :)

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  3. ai que emoção!!! tava todo mundo sabendo que a Bella tá gravida menos eu!! kkkk
    ansiosa pra ver a reação do Edward!!!

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