PARADISE - CAPITULO 23




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Capítulo 23 – A Mamãe do Harry.
Nova Iorque – EUA
Isabella.
- Mamãe? Você está acordada? – Harry sussurrou no meu ouvido, tocando meu nariz levemente.
Mamãe... Só Deus sabia o que sentia quando ele me chamava assim. Saber que essa criança que eu tanto amava me reconhecia como alguém que cuida, briga, ama, faz carinho, mima e dá a vida por ele é muito bom. Ouvir uma voz doce e suave te chamando de mãe porque precisa de você é uma sensação fora do mundo.
Já tinha levantado cedo, Edward estava em uma reunião na sala com alguns agentes de segurança que ele entrou em contato ontem. Fui expulsa de lá quando ouvi que ele estava alugando um apartamento para o guarda costas ter um lugar para ficar aqui quando não precisasse dele! Podia ficar pior? Edward iria gastar muito dinheiro nessa confusão toda e ele não podia fazer grandes gastos enquanto estivesse trabalhando para o governo. Nós conversamos ontem a noite, antes de dormir, sobre a compra de uma casa. Tenho um dinheiro guardado, mas nem chega a tanto. James ainda não tinha entrado em contato comigo sobre a venda da casa e minha parte em todos os nossos bens.
Mesmo assim... Era muito dinheiro. Em uma espiada na internet vi que casas do tamanho que eu queria ultrapassava a marca de um milhão de euros. E Edward queria alugar um apartamento caro em frente ao Central Park para um ou dois seguranças! Minha cabeça começou a doer e deitei enquanto Harry estava dormindo na cama por ter vindo dormir no meio de nós dois de madrugada. Minha mãe, gentilmente, me disse para deixar que ele fizesse seu papel de homem e pai.
- Mamãe estou com fome. Não tem ninguém na cozinha. – Harry continuou cutucando meu rosto.
- Pensei que minha mãe estivesse lá. Será que todos saíram? – perguntei abrindo os olhos lentamente.
- Não sei. Só tem uns homens na sala com o Papai, Vovô, tio Emm e o Liam!
- Oh, certo. Vamos lá ver algo para comer e depois voltamos para cama tá?
- Você anda muito preguiçosa! – Harry brincou e mordi sua bochecha de leve.
Passei de fininho para cozinha para poder ouvir a conversa. Fiz sinal para Harry ficar quieto porque eles estavam negociando o valor. Os putos cobravam dez mil dólares da vigilância, mais sete mil para instalação de câmeras e alarmes e ainda tinha o salário do brutamonte que ficaria comigo. Edward era insano! Tudo porque alguém invadiu o apartamento e tudo bem, me machucou, fiquei desesperada e morrendo de medo, mas eu sou mulher e tenho medo de barata! Não podia mais negligenciar minha segurança, mas eu não tinha ideia de que tudo era tão sério. Minha mente não conseguia processar essa informação.
Harry comeu tudo silenciosamente me deixando ouvir a conversa através da porta que estava muito interessante. Eu sabia que Edward tinha dinheiro, só não tinha ideia do quanto. Não queria que ele se envolvesse com problemas, então, deveríamos sentar e conversar sobre as nossas finanças. Temos um bebê a caminho e não podemos gastar demais, principalmente quando ainda não decidimos nada. Estava bem certo que me mudaria para Londres, mas ainda era difícil pensar em deixar meu trabalho e o meu país de uma vez... Mas eu também reconhecia que seria impossível viver sem eles e privá-los dessa gravidez.
Harry e eu voltamos para o quarto e não tinha ideia de onde Rosalie e Renée estavam, as mais novas melhores amigas do pedaço, tinham saído sem me convidar. Eu estava morrendo de ciúmes das duas, mas não contei a ninguém e isso me fez lembrar que não tinha ligado para Jasper e ele ficaria muito chateado ao saber das notícias atrasado. Decidi que iria dividir a informação: Alice era melhor com péssimas notícias, ela não gritaria comigo e arrumaria um jeitinho de contar a ele e Jasper ficaria com a notícia boa.
Harry ficou quieto com a televisão, ele ainda estava com sono por ter ido dormir tão tarde e teve um sonho agitado que iria perguntar mais tarde. Peguei meu celular e calmamente procurei o telefone na lista, sem pegar nenhum atalho ou ligar diretamente. Jasper atendeu dois toques depois.
- Oi mana! Você sumiu... Vi que mexeu no facebook. Como vai?
- Tenho uma novidade muito boa. – respondi suavemente e ele riu, esperando – Você vai ser tio. Como diz Harry, Edward e eu encomendamos um irmãozinho que vai crescer na minha barriga.
- Não acredito! – Jasper gritou animado – Meu Deus! Sério? – murmurou incrédulo – Alice! Bella está grávida! Quanto tempo? Quando descobriu? Edward já sabe?
- Estou com seis semanas... Edward e Harry estão aqui, vieram me ver e contei a eles. Papai e mamãe também vieram... Rosalie e Emmett aproveitaram para vir e conhecer a cidade. – respondi omitindo o real motivo da vinda repentina de todos.
- Estou tão feliz por você... Seu sonho realizado.
- Obrigada... Nós estamos muito felizes também. – respondi sorrindo para seu carinho – Posso falar com Alice por uns minutos? Tenho certeza que ela está fazendo beicinho por não estar perto.
- Como você sabe? A conhece tão bem. – Jasper brincou e se despediu com votos de felicidade e a promessa de uma visita.
- Eu queria estar aí... – Alice disse com um beicinho.- Conte-me tudo.
- Saia de perto do meu irmão, eu tenho um assunto sério que vou precisar das suas habilidades de esposa para contar com jeitinho.
- Ah não! Sempre sobra pra mim!
- Por favorzinho! Eu estou grávida! – resmunguei fazendo drama. Cara, essa desculpa colava!
- Mãe, você vai jogar na cara de todo mundo que está grávida para conseguir o que quer? – Harry perguntou e assenti sem nenhuma vergonha – Posso fazer isso também? – perguntou e neguei – Poxa, mãe!
- Ele está te chamando de mãe? – Alice gritou na linha – Sentei. E fechei a porta do quarto. Conte-me tudo.
Alice teve a reação que imaginei, brigou comigo e jurou que contaria a Jasper com mais calma e certificaria que ele não pegasse o próximo avião para vir até aqui. Nós conversamos sobre outras coisas mais leves, não dava para aprofundar no assunto com Harry do meu lado, prestando atenção no desenho e na conversa. Depois que encerrei a ligação, tomei um banho e coloquei um esforço em me arrumar, fazendo uma trança e passando um pouco de maquiagem para tirar o aspecto de doente e um pouco da mancha roxa sobre a minha testa.
Escolhi um macacão jeans larguinho e uma blusa rosa para colocar por baixo. Parecia uma menininha e gostei do resultado final. Mandei Harry para o chuveiro, depois escovar os dentes enquanto separava sua roupa em cima da cama. Edward entrou no quarto, me agarrando de surpresa, mal tive tempo de surtar de susto porque seus lábios estavam nos meus e foi me empurrando em direção a parede, colocando as mãos pelo macacão na minha bunda e apertando com uma força que me fez gemer vergonhosamente.
Mesmo com o jeans grosso, podia sentir sua ereção pressionando meu ventre. Como ele podia estar excitado em uma reunião? Ou ele estava ficando animado bem rápido. Arranhei dos seus braços até a nuca, penetrando meus dedos no seu cabelo e os puxei bem forte. Já tinha virado uma bagunça mole de gemidos nas mãos hábeis que já tinham apertado todas as partes do meu corpo e agora se divertiam com meus seios por dentro da blusa. Edward estava bagunçando meu coreto, mas quem se importa? Ele podia fazer o que quisesse com o meu corpo. De repente, quando nos afastamos para um pouco de ar, ele me soltou bruscamente, ajeitou minha roupa, meu cabelo, me deu um selinho e foi para o banheiro tirar Harry do chuveiro. Fiquei congelada no lugar, tentando ter alguma força nas pernas e controlar minhas respiração.
- O que foi isso? – sussurrei ainda zonza quando ele saiu com Harry enrolado na toalha do banheiro.
- Não posso mais beijar minha namorada? – perguntou com a maior cara lavada de inocente. Assenti quase dizendo que ele poderia fazer isso o dia inteiro e repetidamente – Só para ficar esperta. Posso te pegar assim do nada... – disse como se fosse nada demais – A propósito, você está linda. O macacão é bem... Útil. – sorriu e lembrei-me da facilidade que ele conseguiu infiltrar as mãos dentro dele – A trança também é bonitinha.
- Oh... – murmurei com o cérebro nublado e de repente, ardendo por dentro. Harry estava no quarto, tentando se vestir, então eu tinha que me comportar – Ok. Obrigada.
- O que nós vamos fazer hoje? – perguntou-me ajudando Harry com a blusa.
- Não sei... Você não tem nada para me contar?
- Não. Deveria ter?
- Nós precisamos conversar sobre essa pequena reunião, o que foi acertado, quanto vai custar essa loucura... Nós vamos ter um filho, Edward. Não podemos dar mole.
Minha síndrome por organização estava gritando alerta vermelho.
- Não precisa se preocupar com nada. – sorriu dando-me um selinho rápido – Eu tomo conta de tudo.
- Edward...
- Sim?
- Podemos comer cachorros quentes e conhecer a Estátua da Liberdade? – Harry perguntou saltando entre nós dois. – Eu também quero salsichas empanadas! Com mostarda!
- Está tarde para um passeio desses, deveríamos ter saído mais cedo e provavelmente só encontraremos uma fila enorme. – respondi acariciando seus cabelos molhados – Eu vou mandar seu pai e seu tio Emmett na rua comprar os tickets da balsa de amanhã. O que acha?
- Tudo bem? Posso tomar sorvete?
- Não. Você vai almoçar.
- Droga. – resmungou saindo do quarto.
- Olha a boca! – repreendi mais alto e ele saiu correndo.
- Por que eu tenho que sair para comprar os ingressos? – a preguiça que mora em Edward resmungou com um beicinho.
- Porque você toma conta de tudo. – respondi ironicamente e o telefone da sala tocou, Charlie atendeu e me chamou logo em seguida. Tudo que Edward fez foi me franzir os olhos ameaçadoramente. – Alô?
- Oi, sou eu! Você está bem? – Jane perguntou calmamente – Como foi tudo?
- Está tudo bem, muito melhor agora. – respondi sem ocultar o sorriso – Que tal você e Félix virem jantar aqui em casa? Eu preciso que conheçam Edward e que conversem melhor com meus pais, a situação foi complicada.
- Seria ótimo, vou levar vinho. Exijo que faça algum prato italiano porque papai está aqui e quer saber de você também.
- Aro está aqui? Que ótimo!
Jane e eu combinamos alguns detalhes do jantar e fazendo uma rápida visita a dispensa e a geladeira percebi que precisaria de compras. Edward e Emmett estavam se arrumando para sair e meu pai foi intimado a encontrar Rosalie e Renée no maldito programa de amigas delas. Chatas. Iam ver só. Não ia convidá-las para o chá do meu bebê. Sobrou para Harry, eu e Liam irmos ao mercado, o grandalhão silencioso veio mais para carregar tudo porque não precisava pegar um táxi, mas não seria legal carregar todo o peso e ainda segurar Harry comigo.
- Mãe, eu estou muito grandinho para sentar no carrinho. – Harry resmungou olhando ao redor – Eu sou um rapaz.
- Ok! Sinto muito! – respondi rindo com Liam e lembrei imediatamente de Edward ligando para Esme e Carlisle para contar da gravidez. Minha sogra – como era legal chamá-la assim – ficou emocionada, piorou com ele me chamando de mãe, com o bebê e todo resto, mandou Harry ser um rapaz comigo por estar esperando um bebê. Ele estava levando isso muito a sério.
- O que você precisa, Srta? – Liam perguntou gentilmente – Tem uma lista?
- Ah sim, aqui. – respondi cavando a minha bolsa. – Você gosta de comida italiana, Liam? Edward e eu temos um amigo que é italiano e um chefe renomado por lá, ele é muito legal e me ensinou várias receitas quando o visitei. – tagarelei como uma idiota enquanto ele apenas sorria e acenava – Ok, vamos às compras. – murmurei sem graça e empurrei o carrinho.
Harry ficou entediado rapidamente, ficar andando no mercado ao meu lado e querendo coisas que ele não poderia comer. Comprei um biscoito para mantê-lo quieto e prometi que daria uma salsicha empanada se ficasse comportado, eu esperava que ele esquecesse porque ainda não tinha almoçado. Depois que as compras do jantar foram feitas, Liam foi procurar uma fila enquanto Harry perturbava meu juízo querendo a maldita salsicha e como estava me irritando, deixei comer. Depois me entenderia com o pai dele.
- Mãe, posso colocar mostarda?
- Um pouco, não abuse ou vou ter problemas com seu pai. – respondi pingando umas gotas do condimento e puxei mais guardanapos, acabei sentindo o cheiro e querendo também... Dois. Por que essa porcaria era tão boa? – Olha só você... Me engordando. Vamos voltar para fila, ficar com Liam e vamos para casa, ok? Evite se sujar.
- Uhum. – murmurou de boca cheia.
Não percebi que estava sendo observada até olhar para frente depois de limpar a boca de Harry. James estava parado, com duas sacolas na mão, congelado no lugar.
- O que foi? – Harry perguntou quando congelei no fim da fila. - Mãe, vem mais pra cá. Você quer um pedaço, Liam? – perguntou a ele e Liam automaticamente seguiu a direção do meu olhar e me olhou de volta, questionando. Ele estava de casaco e colocou a mão na cintura. Oh Deus, ele estava armado esse tempo todo?
- Nada meu amor. – respondi tranquilamente – Está tudo bem, Liam.
- Filho? Quem é esta criança? – James perguntou com os olhos arregalados – Você adotou uma criança?
Seu tom de voz ia aumentando cada vez mais. Resolvi que se o ignorasse, ele passaria como louco e não falaria mais comigo. James não ficou satisfeito e resolveu me tocar, passo errado e Liam segurou o pulso dele antes que tocasse em mim.
- Quem é você? – James perguntou recuando – Quem é ele?
- Senhor, eu sou Liam. E você?
- James... – murmurou olhando para Harry, que mordia seu lanche, olhando curiosamente para James.
- Mãe, devo ligar para o papai e dizer que este senhor está nos importunando?
- Não, nós vamos pagar as nossas compras e ir embora. – sorri para seu comentário e segui adiante na fila, ignorando James e sua reação exagerada. Minha vida não era da conta dele. Não mais. E eu estava grávida, ele era contra bebês, isso o fazia contra mim.
Esquecer James foi fácil. Uma mordida no meu lanche e eu estava deliciosamente querendo mais. Liam e eu pagamos as compras e voltamos para casa, em um ritmo lendo devido às minhas mãos ocupadas e Harry distraído. Liam não me perguntou nada, mas eu sabia que ele falaria diretamente com Edward. Essa era parte ruim de ter uma sombra, ele iria me controlar por completo sem me dar a chance de fazer o mesmo. Ia ter volta.
Rosalie e Renée estavam na cozinha quando cheguei, as duas rindo, cheia de gracinhas e segredos. Mandei Harry lavar as mãos e a boca para brincar um pouco enquanto guardava as compras. Liam aceitou uma cerveja que Charlie ofereceu e eles foram assistir futebol. As duas não se mancaram com meu bico, mal me cumprimentaram e continuaram sendo felizes. Quando terminei, fui direto para o meu quarto na intenção de ficar lá o dia inteiro, dando uma de boba, até que, vários itens fofos me fez gritar e pular ao mesmo tempo. Minha cama estava repleta de roupinhas de bebê, pequenos bichinhos de pelúcia e outras coisas fofas de decoração.
As bobocas estavam rindo da minha reação.
- Eu gosto de ser uma tia dedicada e quis mimar um pouco o bebê antes de nascer. – Rosalie brincou com um sorriso enorme. Droga, malditas lágrimas. – A ideia de fazer isso um suspense foi da sua mãe e honestamente, se soubesse que teria sido tão divertido vê-la se roer de ciúmes, teria feito mais cedo.
- Suas bobas! Eu estou tão maravilhada com o presente que vou ignorar a gracinha das duas. – respondi abraçando-as ao mesmo tempo – Obrigada! Isso é tão fofo!
Sentamos na cama e começamos a ver todas as roupinhas, e então, levantei para pegar no armário as roupas que já tinha comprado. Era tudo tão perfeito e mágico. Minha mente imaginava um bebê gorduchinho, parecido com Edward, gorgolejando e sorrindo gostosamente pra mim, o centro do seu universo. Fiquei tão feliz com o gesto de Rosalie, de estar feliz e se importar com o bebê que não parei de agradecer. Nós almoçamos sem os meninos e Liam tinha contado a Charlie sobre James, o que obviamente, foi o tópico do almoço. Meu pai estava cogitando a possibilidade de um mandado de restrição.
Não via muita necessidade. James não ia me machucar, ele só estava surpreso e incrédulo com uma criança de seis anos me chamando de mãe e daqui uns tempos ia ficar doido com a minha barriga crescida. Claro que não descartei de uma vez, ele não tinha feito nada além de se aproximar, a polícia não liberaria isso tão fácil assim.
- Vocês ficaram em casa esse tempo todo e não fizeram o almoço? Mulher, o que você estava fazendo? – Emmett entrou no quarto, falando alto e forte, me assustando terrivelmente.
- Relaxa, Bella. Se Emmett está em casa, ele está perturbando. Depois você passa a não se assustar com ele. – Rosalie disse olhando para seu marido – Se você me chamar de mulher novamente, Harry será o homem que ocupará seu lado na cama.
- Poxa amor... Edward e eu só comemos um cachorro quente na rua. – resmungou com um beicinho e falando no meu doce homem, ele entrou no quarto com Harry em suas costas e sorriu pra mim e parou nas roupinhas, nesse momento Emmett percebeu o que estava segurando – Mulher, tu já fez o enxoval? - Emmett perguntou levando um tapa de Rosalie.
- O que foi isso? - Edward perguntou com um sorriso fofo. Ele ficou feliz também!
- Presente da titia! – Rosalie brincou batendo palminhas – Vou gastar tudo que não pude gastar com Harry. – disse em tom de alfinetada e Edward encolheu os ombros.
- Conseguiu os ingressos? – perguntei a Edward e ele se inclinou para me beijar levemente - Teremos visita esta noite para o jantar. Aro, Jane e Félix virão conhecê-lo.
- Conseguimos e sim... Você não tem nada para me contar?
- Uhn... Liam é um fofoqueiro.
- Não foi Liam, fui eu mamãe. – Harry respondeu timidamente e eu ri da sua carinha fofa – Papai perguntou como foi na rua e se eu tomei conta de você... Mas eu não contei o nosso segredo. – sussurrou a última parte.
- Honestamente, você salva sua bundinha branca e deixa a minha na reta?
- Sorte que sua bunda é linda, não é? – Edward brincou me fazendo corar com a nossa plateia. – Fala sério, gente. Ela está grávida! Não é como se eu não tivesse visto nada aí.
- Obrigada pela informação, mas eu dispenso. – Renée entrou na brincadeira e levantou da cama – Vou preparar um lanche para todos e depois dona Isabella vá para cozinha começar o jantar.
- Oh... Esqueci do vinho! – saltei de repente, indo pegar minha bolsa para sair, mas então... Girei meus calcanhares e olhei para Edward – Amor, vai comprar o vinho? Você entende melhor mesmo...
- Por que eu? Acabei de chegar! Nós andamos muito... Foi uma confusão comprar o ingresso, pensei em tirar um cochilo. – Edward resmungou e eu ri, colocando as mãos na minha cintura.
- Você não é o cara que cuida de tudo? Então, vá cuidar do vinho do jantar. – respondi ameaçadoramente.
- Tá, já estou indo. – murmurou colocando Harry no chão.
- Emmett, vai com ele. – Rosalie disse séria, levantando-se da cama.
- Por que? – resmungou como uma criança.
- Porque eu estou mandando, vai.
Os dois saíram de casa com beicinhos e reclamações, mas Edward iria ouvir essa de que ele cuida tudo até se redimir e entender que somos um casal e dividimos coisas. Ele poderia cuidar da maior parte, sinceramente, quanto menos, melhor. Só não precisava ouvir essa de que "ele é o homem e por isso toma todas as decisões como se eu fosse uma boneca de pano que ele pode comer ocasionalmente". Me poupe. Estava terminando de ajudar a Renée com todo o lanche quando eles voltaram com vinhos, queijos e mais outros petiscos que Emmett se responsabilizou de preparar. Rosalie conseguiu achar umas velas e artigos de decoração em umas caixas no fundo do meu escritório que nunca tinha mexido.
- Cadê seu pai?
- Foi dormir. – Harry encolheu os ombros – Posso assistir tevê?
- Pode... Evite a cozinha, não quero que se queime com nada.
Todos me ajudaram a cozinhar, até mesmo Liam, o que foi divertido. Ouvi que Edward falou no telefone com alguém, mas ele não veio para sala ou a cozinha. Eu estava seriamente irritada porque o dia inteiro tinha passado e mal conseguimos ficar juntos e muito menos conversar. Ele tinha que me dar explicações sobre o combinado com os seguranças, quanto iríamos gastar e precisávamos programar nossa vida até meus cinco meses, porque não tenho ideia de até quando uma grávida pode viajar de avião e se o bebê vai nascer em Londres, preciso ter um acompanhamento com um médico local e fazer um pré-natal com ele.
Minha mente só parou de girar quando finalizei boa parte do jantar. Todos foram se arrumar e Renée ficou responsável por cuidar de Harry pra mim. Edward foi acordado com um travesseiro bem grosso na cara porque sou muito delicada. Entrei no chuveiro com o sangue fervendo, ele só podia estar de brincadeira comigo. Vontade de bater até a raiva passar. Ele entrou no chuveiro comigo, mas não dei atenção, assim que terminei meu banho sai do box para me secar e cuidar do meu cabelo. Enrolei-me no roupão para não ficar nua ao seu lado e ouvir alguma piadinha e também não dei confiança.
Isso não foi o suficiente para mantê-lo longe. Com a toalha enrolada na cintura, abraçou-me por trás e desfez o nó do meu roupão, acariciando a pele da minha barriga enquanto beijava meu pescoço exposto de forma sensual. Pequenas mordidinhas, lambidas e sugadas. Suas mãos vagaram para meus seios e os apertou gentilmente, beliscando e puxando levemente meu bico. Eu gemi. Meus seios andavam super sensíveis a qualquer coisa, até mesmo uma toalha mais grossa me excitava. Aproveitando que tinha baixado a minha guarda, desceu a mão mais abaixo e começou um estímulo lento em um ritmo torturante no meu clitóris.
Edward sussurrava coisas sujas no meu ouvido sabendo que isso era o segredo para me deixar louca. Rapidamente, virou-me de frente para seu corpo, me surpreendendo com um beijo de me deixar zonza e completamente sem ar, agarrou minha bunda erguendo-me no seu colo com um simples movimento, deslizando para dentro de mim. Foi impossível conter o grito porque senti tudo, todo ele me preenchendo da maneira que precisava. Encostando meu corpo contra a porta, as estocadas dele me faziam chocar contra madeira e fios do meu cabelo prendendo no pendurador de toalhas. Isso era o de menos... Meu corpo estava em chamas e desfalecendo aos poucos, estourando pequenas luzes através dos meus olhos e meu ventre queimava, se contraindo naquela sensação de prazer intenso. Mordi o ombro de Edward para ocultar meu gemido quando cheguei ao meu limite, abrindo bem os olhos para vê-lo gozar... Esse era o melhor momento de massagem para meu ego.
Nossas respirações estavam fortes e altas, ecoando por todo banheiro.
- Não que esteja reclamando, mas o que foi isso? – sussurrei ofegante.
- Você estava toda irritadinha e sabe o que acontece comigo quando te vejo de bico comigo. Fico excitado e com muita vontade de fodê-la bem forte.
- Oh... – murmurei debilmente – Sinta-se a vontade.
- Vamos tomar outro banho... – sorriu carregando-me até o chuveiro.
Uma chuveirada rápida foi o suficiente. Era isso que estava precisando. Todo meu mal humor e beicinhos foram substituídos por suspiros e sorrisos. Escovamos os dentes com olhares e sorrisos cúmplices. Oh sexo bom...
- Obrigada. – sussurrei ficando na ponta do pé e beijando-o.
- Estamos às ordens. – respondeu estapeando minha bunda conforme passei por ele. – Foi muito bom.
- É, bonzinho. – brinquei fingindo estar distraída, desfazendo do nosso maravilhoso momento. O olhar maldoso que ele me deu me fez sair correndo em direção ao closet – É brincadeira! Sem ataque de cosquinhas! Não! – gritei presa entre seus braços com os dedos muito hábeis brincando com as minhas costelas. – Vou fazer xixi, pára amor. – resmunguei batendo nele. – Você é mal.
- Espertinha. Vá se vestir, garota nua.
Edward e eu nos arrumamos rapidamente e fomos para cozinha, evitando o sorriso idiota que Emmett e Rosalie lançavam um para o outro de vez em quando. Eu esperava que não tivesse sido no banheiro também ou começaria a rir, o pior de tudo que o quarto de Charlie e Renée ficava bem ao meio. Por algum motivo, quando meus pais e Harry vieram para cozinha corei até meu último fio de cabelo. Emmett começou a preparar os petiscos, Rosalie colocou uma música, Harry já estava reclamando de fome, mas ele estava com sono porque não tinha dormido de tarde.
Meus pais e Liam arrumaram a mesa com velas e flores, decorando toda a sala de jantar que tinha sido mais usada em dois dias do que morando aqui por quase dois meses. Jane e Félix chegaram com Aro por volta das sete horas, com vinho e uma sobremesa. Todos se deram bem automaticamente e não falamos sobre nada sério, a única coisa relacionada ao trabalho era o motivo que nos conhecemos, no mais, foi só assunto familiar e amigável. E claro, minha tão esperada gravidez com uma torcida pronta e declarada para mimar meu bebê.
No meio do jantar, me ausentei para colocar meu garotinho na cama antes que passasse vergonha com a sua birra. Ele nem quis historinha para dormir, só que o abraçasse enquanto pegava no sono.
- Eu te amo, vamos orar e pedir a papai do céu uma boa noite de sono e sem sonhos ruins.
- Tudo bem. – sussurrou fechando os olhos e repetindo minhas frases de preces – Eu também te amo, mamãe. Muito.
Minha vida não tinha mais espaço para ficar melhor.
Aro se deu muitíssimo bem com Edward, os dois conversaram sobre meus planos de segurança e minha moradia em Nova Iorque. Só evitamos o grande tópico que eu nem tinha coragem de falar... Deixar meu emprego, ter o bebê e arrumar outro em outro país era demais para assimilar.
Foi uma noite imensamente agradável, todos elogiaram minha comida e os petiscos de Emmett, a torta de chocolate amargo que Jane trouxe foi devorada em uma velocidade da luz. Olhando todos eles ao redor da mesa, com suas taças cheias, sorrisos no rosto... Eu estava tão completa e feliz pela primeira vez em tantos anos. Nada de eventos que eu não era bem vinda ou tinha absoluta certeza que quando desse as costas, iriam falar mal de mim. Isto era meu lar, meus amigos e minha família na mesma sintonia.

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