FANFIC PARADISE - CAPITULO FINAL

Hoje teremos o ultimo capítulo de Paradise!
A Equipe twilight moms Brasil agradece a confiança e parabeniza a autora Mariana Cardoso pela linda e emocionante estória!!! 

Fiquem ligados, na segunda-feira iniciaremos uma fanfic Robsten. 




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

 

Capítulo 33 – Paradise
Londres, Inglaterra.
Isabella.
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- Está tudo bem, nós saberíamos se não tivesse. – Esme murmurou tranquilizando-me.
Certo. Não era como se ela não estivesse apertando meus dedos. Já passava da hora do almoço e nós estávamos acompanhando pela televisão as informações do "julgamento" da BBC. Edward me explicou umas cem vezes que não tinha culpado de um lado e defesa do outro. Era apenas uma verificação de fatos com duas defesas concorrentes. Eles e os promotores de justiça. De qualquer forma, o fato dele estar lá e o meu irmão servir de testemunha principal denunciando os nomes envolvidos – outra coisa que ele disse que eu não deveria saber por nada na minha vida – estava me deixando completamente nervosa. O assunto era muito sério, muito delicado que dependendo do resultado nós poderíamos estar em risco de uma retaliação.
Semanas se arrastaram nisso. Edward trabalhou até tarde e tiveram várias reuniões com comissões de promotores e fizeram uma averiguação oficial. Saíram várias notícias no jornal, mas graças a Deus, conseguimos passar as festas de fim de ano em paz. Esse assunto não foi mencionado em momento algum. Jasper e Alice foram convidados à casa de Esme e como estava muito cheio com toda família presente, tudo foi mantido de forma civilizada. Passei meu tempo com meus filhos, mãe nunca senta ou sequer conversa quando crianças estão com fome, o que foi bom, minhas mãos estavam sempre ocupadas e minha cabeça também. Edward ficou conversando com os homens, mas sempre vinha me verificar ou paparicar sua princesa. Ele e Harry tocaram juntos no piano o que me fez chorar e tirar muitas fotos. Foi uma surpresa que me deixou muito feliz. Balancei minha cabeça e deixei a memória de lado ou iria chorar novamente de tanta fofura.
Alice e Rosalie estavam no outro sofá com as cabeças unidas. Emmett e Carlisle também estavam lá com Liam e mais dois amigos dele para cuidar dos nossos homens. Charlotte roía as unhas e sacodia a perna esquerda. A falta de notícia estava me deixando cada vez mais tensa. Harry não foi a escola porque não teria condições de dar conta de tudo e ainda por cima ficar preocupada com ele fora de casa. Havia um carro da policia parado do lado de fora assim como outro carro de policiais que passava de tempos em tempos. Meus filhos dormiam tranquilamente no segundo andar, na soneca depois do almoço.
Amy estava calma, o que era bom. Ontem mesmo ela chorou por duas horas seguidas e eu fiquei desesperada sem conseguir entender exatamente o que ela queria. Não era mamar, não era fralda, podia ser dor, mas aonde? Mãe precisava adivinhar quase tudo. Tive certeza que era uma cólica quando fiz massagem em seu ventre e fiquei com ela na banheira quente. Por algum motivo isso a fez dormir. A proximidade de estar nua deitada na minha barriga a acalmou bem e me relaxou. Já não tinha mais ideia do que fazer e estava quase ligando para Esme e pedindo socorro.
Voltei minha atenção para televisão pensando que minha preocupação ainda não anulava minha chateação com meu irmão. Já não estava mais com raiva do Jasper, porém, ainda estava magoada. Nobre, mas completamente estúpida. Ele poderia ter ajudado Edward e me proteger e por consequência proteger sua esposa – e o casamento, seriamente abalado com isso – se tivesse contado a verdade. Meus pais estavam neutros, entendendo completamente minha chateação e também ouvindo o lado dele. Alice ficou arrasada. Sua loja é seu esforço, trabalha ali diariamente e possui parcerias importantes que se ficam sabendo desse caso, ela imediatamente vai perder tudo. E seu nome irá para lixo muito rapidamente. No dia que nos encontramos, ela passou horas chorando de um jeito dolorido e lembro que naquele momento só aumentou minha raiva.
Nós não tivemos sequer tempo para conversar. Antes não estava disposta, mas agora estava. Edward tinha sentado comigo e explicado algumas coisas que abriu minha compreensão. Além do mais, ele é meu irmão e não quero que nada ruim aconteça com ele. Estou realmente aliviada e grata que Edward, mesmo acima de tudo, tenha arrumado um jeito de ajudá-lo. Sei que fez por mim porque ele ainda não possui uma relação afetiva com Jasper como eu já tenho uma muito intensa com Rosalie.
O repórter passou a se agitar novamente e então vários flashes foram disparados e as portas se abriram. Edward e Peter saíram acompanhados do Primeiro Ministro, cercados por seguranças, não falaram com a imprensa. Jasper não saiu por ali. Na verdade, ele não apareceu na televisão e seu nome sequer foi mencionado durante todo tempo. Meu coração martelava no peito e imediatamente peguei meu celular para ligar, mas ele já estava tocando. Era Edward.
- Oi amor. – disse calmamente.
- Você calmo me irrita. – murmurei tentando não rir.
- Está tudo muito bem, seu irmão está bem, ele vem para casa conosco, nós fizemos um acordo e em casa explicarei o que posso explicar. – disse rapidamente e me senti mais calma – Eu disse a você que íamos ficar bem.
- Eu sei. Estou te esperando. – suspirei aliviada e encerrei a ligação – Eles estão vindo direto pra cá. Parece que está tudo bem e Jasper vem para casa.
- Oh graças a Deus. – Alice murmurou fechando os olhos – Agora posso matá-lo.
Nós rimos porque ela jamais faria isso. Levantei para preparar um chá com biscoitos para todos. Esme veio me ajudar calmamente e não pude deixar de prestar atenção nas perguntas curiosas de Alice para Rosalie sobre a gravidez. Ela não era assim. Seus questionamentos eram nervosos e cheios de "e se" que acabou deixando minha cunhada, Rosalie, um pouco confusa. Charlotte mudou de assunto e elas logo pararam de falar sobre a maternidade. Tinha alguma coisa nesse tema que estava deixando Alice agitada.
Minha sogra decidiu fazer bolinhos para complementar o lanche e subi para verificar minhas crianças. Harry estava acordado, mas ainda de preguiça na cama assistindo televisão. Ele me deu um sorriso delicioso e sonolento e não resisti atacando-o com beijos. Meu garotinho, minha companhia e meu ajudante para tomar conta da irmã quando preciso ficar na cozinha ou ir em outro cômodo sem precisar levá-la. Ele não quis descer porque não queria tirar seu pijama ou sair do quentinho da cama. Harry ganhou um novo edredom do batman dos meus pais de fim de ano, foi uma alegria vê-lo quicar no lugar por receber uma enorme encomenda do correio. E agora ele não queria mais deixar de ficar com ele. Dias atrás acordei e o edredom estava forrando meu sofá porque ele ia brincar ali.
- Vou verificar sua irmã, ok? Qualquer coisa me chama. – sussurrei beijando-o uma última vez e ele assentiu. Amy estava acordada no berço, ainda bocejando gostosamente e se remexendo. – Oi amor da mamãe. – disse e ela parou olhando para direção do som – Dormiu bem minha princesa? Papai está chegando...
Troquei sua fralda rapidamente e coloquei uma roupa mais bonitinha e mandei que Harry saísse da cama e trocasse de roupa para comer. Ele fez, com um bico enorme e um olhar mal criado na minha direção, mas fingi que não estava vendo. Descemos juntos e logo os dois foram sufocados de baba pelas tias. Alice tomou Amy no seu colo e Rosalie ficou pendurada em seu ombro enquanto Charlotte mimava seu afilhado, enchendo-o de beijos e cosquinhas. Assim que a mesa estava posta, ouvi a porta ser aberta e Harry correr para o colo de Edward. Ele beijou nossa criança e perguntou como foi o dia preguiçoso dele. Logo os outros homens entraram e a casa ficou cheia em dois segundos.
Edward beijou Amy, cheirou, brincou, beijou de novo e ela estava derretida de paixão com os olhos arregalados pra ele e um sorriso pelado muito gostoso. Acho que ninguém estava observando a cena, todo mundo perdido com seus pares e sussurros baixos. Harry voltou a subir em Charlotte e ganhou um abraço apertado de Peter.
- Já falei com a minha princesa cheirosa. – Edward disse entregando de volta para Alice, mas Jasper a segurou e sorriu olhando para minha menininha perfeita. Meu bonito homem aproximou-se de mim e me abraçou apertado de um jeito gostoso, com as mãos passeando pela lateral do meu corpo. Fiquei mole. – Já falei com meu príncipe e agora é hora de falar com a minha rainha. – sussurrou no meu ouvido logo em seguida beijando meu pescoço. Mordi os lábios para não gemer com seu sotaque falando "rainha" no meu ouvido. – Oi amor. – sorriu antes de beijar meus lábios e gemi baixinho.
- Oi amor. – suspirei satisfeita com seu carinho. – Como foi?
- Todos devem estar famintos, então, vamos comer e deixar essa tensão de lado. Somos uma família acima de tudo. – Esme disse e bateu palma para chamar nossa atenção – Vamos para mesa. Tem chá, chocolate quente, bolo que Bella fez, cookies, bolinhos e pães...
- Hora de comer. – Emmett disse com alegria – Vem amor. – sorriu docemente ajudando Rosalie a levantar. Se todos nós soubéssemos que Rosalie grávida iria frear a boca esperar e o comportamento bruto do grandalhão todos nós teríamos incentivado isso mais cedo.
- Alice, deixe-me colocá-la no bebê conforto. – disse esticando meus braços para minha filha que estava em seus braços novamente.
- Está tudo bem. Quero ficar com ela. – disse passando por mim e pensei ter ouvido "pelo menos estou treinando". Franzi o cenho e olhei para Jasper, ele estava tão confuso quanto eu.
Pouco mais de duas horas depois a casa estava vazia e minha mente cheia. Minha cabeça latejava com as informações. Edward e eu aproveitamos que Amy estava quieta para tomarmos um banho juntos e agora ele fazia uma deliciosa massagem em meus pés enquanto ela se distraía com Harry. Os dois juntos era muito bonito. Ele era completamente apaixonado pela irmã de um jeito que me deixava admirada. Fechei meus olhos e me deixei contemplar com o que Edward tinha contado.
Jasper depôs como carta na manga deles. As informações passadas foram rapidamente rebatidas pelo governo e então, eles decidiram fazer uma maquiagem no depoimento do meu irmão para que todos nós saíssemos bem. Durante todas as reuniões foi decidido que apenas duas pessoas pagariam por tudo. Os gestores financeiros da emissora foram acusados, tiveram os bens bloqueados e Edward me garantiu que em breve isso seria uma vaga lembrança na memória do povo. O Primeiro Ministro concordou em abafar as situações relacionadas. Edward disse que essa foi a saída mais inteligente, afinal, ele não poderia simplesmente lutar contra corrupção. Entendi o lado dele como pai de família, nossa segurança viria em primeiro lugar. Era uma questão de prioridades.
Jasper vai pagar em serviços comunitários por um ano. E também vai continuar como âncora do jornal da noite para que ninguém perceba as alterações grandes que irão ocorrer na gestão da emissora. De qualquer forma, o pesadelo tinha acabado. As coisas iriam acontecer do jeito que deveriam e Edward estava livre desse caso, podendo voltar a sua rotina de trabalho normal.
- Ei amor, vamos esquecer isso e seguir em frente. – sorriu docemente e assenti virando meu rosto para ver Amy sacodindo as pernas e os braços com a risada de Harry.
Eu não precisava de mais nada na vida.
Mesmo ainda dentro da minha licença maternidade, não consegui não deixar de fazer umas coisas, como escolher o local que estabeleceria a agência. Não queria qualquer lugar e qualquer pessoa fazendo, para que a Mr. Jones saiba dos nossos planos antes do tempo. Achava difícil algo acontecer, Aro tinha ouvido falar que eles abriram falência. Encontrei um prédio no centro de Londres, de tijolos marrons e janelas grandes com um andar inteiro e várias salas dentro do preço que meu chefe tinha estabelecido. Coloquei o bebê conforto de Amy no chão e tirei fotos do lugar ao meu redor enviando para Jane e Aro perguntando a aprovação. Gostei tanto que já tinha escolhido minha sala.
Marquei um segundo encontro com o corretor e vi que ainda tinha um tempo antes de buscar Harry na escola e precisava almoçar. Já tinha passado duas semanas desde o fim do caso e a partir desse momento não falei mais com Jasper, apenas com Alice que estava muito estranha e evasiva. Liguei para Jasper e ele atendeu no segundo toque, aceitando sair para almoçar comigo. Amy ficou gorgolejando no banco de trás enquanto ainda dirigia nervosa por estar com ela. Minha princesa era risonha como o pai, seus olhos estavam sempre dançando de alegria e sua mãozinha na boca ou a chupeta era uma diversão e tanto. Ajeitei sua roupinha antes de sair do carro e ele já estava me esperando lá.
- Oi. Você pode segurá-la, por favor? – pedi porque eram coisas demais para meus braços e rapidamente pegou minha menina – Obrigada. Vamos entrar?
- Estão arrumando uma mesa, já solicitei uma. – disse e notei um traço de nervosismo na sua voz. – Passeando?
Mostrando a ele que estava bem, resolvi contar sobre meu dia sem ocultar detalhes. Ele era meu irmão, sempre seria, errou e aceitou seu erro, corrigiu e teria que viver com a consequência disso. Agora nós dois sempre fomos juntos e não estava abrindo mão disso. Ele é a minha família aqui, minha pessoa do meu sangue e não posso deixá-lo sozinho em seus erros. Fomos chamados para comer e logo pedi uma salada para entrada. Ele fez o mesmo. Com o tempo, nossa conversa foi ficando normal, íntima e quase como era antes. Ele ainda parecia receoso e tenso comigo, eu entendi seu medo porque realmente não tenho boa fama com meus surtos. Depois de comermos juntos, eu tive certeza que eu e ele ainda não estávamos bem, mas íamos ficar.
Busquei Harry na escola e segui direto para loja de Alice. Edward já estava reclamando de passar tanto tempo na rua com Amy no clima frio, mas parei de respondê-lo porque sei bem o que fazer com meus filhos.
- E então, quando você vai me contar o que está escondendo? – perguntei no provador, experimentando um vestido novo. Ela suspirou – Você está me matando Alice.
- Ninguém sabe, Bella. Eu estou grávida. – disse e parei de me olhar – Não estava planejado, sequer esperando. Aparentemente demorei demais para tomar minha injeção e as últimas semanas foi roleta russa, enfim, o tiro do seu irmão foi certeiro.
- Oh Alice! Que maravilha! Por que você não falou nada?
- O dia que eu descobri foi o dia que Jasper me contou tudo. Fiquei tão abalada e nervosa que sequer cogitei a possibilidade de contar a ele. Nós ainda não estamos conversando então não faço ideia de como chegar e dizer: Estou grávida. Todos os cenários que imagino não encaixam com a tensão da minha casa. – sussurrou debulhando em lágrimas e imediatamente abracei-a. – Eu sei que ele vai ficar feliz, mas eu queria que a gente tivesse bem.
- Encare isso como a oportunidade divina e conte a ele. – disse olhando nos seus olhos – Quanto tempo?
- Dois meses agora.
- Oh meu Deus! Eu estou feliz e você?
- Assustada. Muito assustada, planejei ser mãe, mas pensei que poderia me preparar psicologicamente para isso.
- Bom, você tem nove meses para começar e a vida toda. Vai por mim. Amy é só um bebê, mas Harry mesmo não tendo vindo de mim me deixa cheia de perguntas e inseguranças na sua criação. Edward é mais pé no chão e centrado que eu, por isso, a parceria e cumplicidade é importante, ainda mais quando falamos de crianças. Vamos todos ficar bem.
Alice grávida, Rosalie grávida, só falta Charlotte e fecha a regra de três. A não ser que eu tenha começado isso, afinal, Rosalie engravidou com Amy ainda na minha barriga. Segui para casa encontrando meu namorado um pouco mal humorado preparando o jantar. Harry estava animado contando como foi legal brincar no depósito da loja da Tia Alice e acabou dedurando minhas compras. Deixei Amy dormindo no berço e desci para cumprimentá-lo melhor e tirar seu beicinho. Com dois beijos e uma esfregada sugestiva ele já estava sorrindo de novo.
- Ew. Vou sair daqui. – Harry resmungou correndo para fora da cozinha e nós rimos.
Depois que a liberação para comprar o andar foi feita, fiquei trabalhando apenas nisso, baixando um santo de reforma e decoração em mim. Amy crescia visivelmente a cada dia e atualizava sempre Irina e Garrett, assim como Stefan sobre o crescimento dela. Não gostava muito de postar coisas sobre ela no meu facebook, mas algumas coisas eram inevitáveis.
- Amor? – Edward chamou passando entre os pedreiros – Bella, você precisa levar Amy para casa!
- Você veio do escritório até aqui para isso? – perguntei olhando-o já sabendo a resposta – Aqui, toma sua filha, me espera lá embaixo que estou descendo.
- Baby, não demora. – pediu e eu sabia que ele estava cansado. Harry continuou comigo opinando.
- O que acha de uma parede azul na minha sala? – perguntei e ele concordou mostrando uma página da revista de decoração que tinha gostado – Tirando essa luminária laranja, gosto de tudo. Vamos para casa tentar encontrar essas coisas na internet.
- Mãe, posso comprar com você? Quando for como você, posso ter um escritório também?
- Claro que sim. Só não diga ao seu pai que você quer ser um publicitário como eu e não advogado como ele. Vai partir seu coração. – brinquei porque ele deixaria escapar de qualquer jeito. Queria ver a cara de Edward com isso.
Harry não queria ser publicitário, cada dia ele queria ter uma profissão diferente. Ontem ele disse que seria médico só porque Amy estava chorando, reclamando por estar com prisão de ventre. Encontrei meu bonito homem fazendo nossa princesa gargalhar encostado no carro, com algumas pessoas olhando para a interação dos dois com sorrisos.
- Prontinho. Estou aqui. – sorri beijando-o no rosto.
- Que bom, vamos para casa que preciso comer você. – respondeu eu ri alto. Ele nunca iria parar com as piadinhas infames – Agora que você dorme no meu abatedouro fica mais fácil.
- Obrigada?
- Vamos lá, mulher. Você está me provocando desde que acordou hoje. Vou explodir. – sussurrou e eu ri entrando no carro. Eu só fiz um desfile com minhas novas roupas íntimas, bem mais confiante com a minha forma física e coloquei um vestido justo e saltos altos. Edward começou a pirar desde então.
Para o azar dele, as crianças estavam agitadas. Amy não parava de se sacodir e puxar coisas ao seu redor. Harry resolveu virar sua caixa de brinquedos e espalhar tudo pela casa. Enquanto preparava nossa comida, Edward ficou me cercando me dando beijos e apertões indiscretos e mais de uma vez senti o quanto ele estava excitado. Volta e meia apalpava minha bunda e sua cabeça se dividiu em duas quando descobriu que tirei minha calcinha.
- Beellaaa.
- Calma amor. – sorri para seu desalento. Também posso ter enchido suas mensagens com várias frases provocantes. – Basta torcer que eles durmam a noite toda. – provoquei e ele resolveu que iria cansar ambos.
- Harry, vem andar de skate com papai! – gritou e meu menino saltou de euforia – Vou levar sua irmã, então, certifique-se que seus equipamentos de proteção estejam com você.
- Ok pai. Já volto.
- Cuidado. Chamo vocês daqui a pouco.
Assim que terminei a comida e coloquei a mesa, vi Harry sentado no colo de Edward, segurando parcialmente Amy enquanto ele, o homem da minha vida, falava algo animadamente para ambos. Parecia uma história. Meu coração enchia de amor e alegria por tudo que ele fez por mim, pela nova vida que estamos construindo juntos e pelos sonhos que realizamos. E eu não tinha planejado absolutamente nada disso e por incrível que pareça, era a melhor parte da minha vida.
- Sabe o que estive pensando? – Edward sussurrou no escurinho do quarto. Assenti para que ele continuasse, mas estava meio acabada depois das nossas intensas atividades, mas ainda dava tempo de mais uma rodada. – Deveríamos passar o dia dos namorados novamente em Paris, o que acha?
- Acho uma boa ideia. Sozinhos?
- Sim, acho que minha mãe ficaria com eles...
- Uhn, eu topo.
- Posso preparar tudo?
- Se ela ficar com eles, sim. Se ela não ficar, sim também. Vamos levá-los.
- Tudo bem então.
- Edward...
- O quê?
- Preparado para mais um round?
- Sempre, baby. Sempre.
Esme felizmente aceitou ficar com Amy e Harry. Nós só passaríamos o dia 14 e a noite lá e retornaríamos no dia seguinte pela tarde. Já dava para curtir um momento fora e comemorar. Passei os dias seguintes organizando as coisas em casa, na reforma do escritório e na casa que encontrei para Jane e Félix, alguns quarteirões da minha. Alice finalmente contou a família toda sobre sua gravidez e meu irmão estava completamente fora de si. Rosalie descobriu que seu bebê era uma menina, o que deixou a família inteira a beira da loucura com mais uma princesinha a caminho.
Comprei para Edward o relógio que ele disse que queria uma vez que assistimos o comercial, mas realmente não paramos para ir ao shopping comprar. Ele iria gostar. Além do mais, a noite especial com nossos brinquedos favoritos na mala seria um bom presente também. Pensei que ia ser fácil me despedir de Amy, mas seus olhos verdes chorando no colo da avó quase me fizeram ficar no lugar e não sair para mais nada. Harry estava me incentivando a ir que seria divertido ficar com a Vovó. Claro que ele não tinha hora para dormir e comia doces, fazendo a bagunça que bem entendia porque Esme e Carlisle deixavam tudo.
Meu coração ficou apertadinho ao deixá-los.
- Eles vão ficar bem amor. Vamos perder o trem. – Edward sussurrou me puxando para o carro. Emmett iria nos deixar lá.
- Tudo bem. Vamos. – disse e olhei para eles uma última vez – Comportem-se. - disse aos dois. Harry encolheu o ombrinho pequeno e assentiu com um sorriso sapeca. Ele aprontaria muito nesse período e sabia que sua mente estava computando tudo. Meu menino era uma criança maravilhosa. - Esme, me liga se acontecer qualquer coisa que eu volto na hora. - murmurei abraçando-a pela última vez, sorrindo para sua risada me chamando de boba e beijei meu bebê - Mamãe te ama.
- Amo vocês. Amanhã a gente volta. - Edward despediu-se novamente e saímos.
No trem eu estava bem mais tranquila. Edward e eu compramos chocolate e comemos fazendo algumas besteiras na paz da nossa cabine.
- Ei, esse é o mesmo hotel! – disse quando o táxi parou em frente.
- É, achei que seria interessante. – murmurou e eu ri beijando-o.
Quando subimos para o segundo andar e olhei o número do quarto sorri porque ele também conseguiu que ficássemos no mesmo quarto que o ano passado. Caramba, um ano. Como passou rápido e com muitas coisas. Rapidamente saímos para passear, tirar fotos, comer alguma coisa e fazer algumas comprinhas. Edward estava muito bonito todo de preto com seu sobretudo protegendo do ventinho gelado da cidade da luz.
- O que acha dessa pulseirinha para Amy? Ela não tem uma.
- Eu gosto. Devemos mandar gravar algo, o que acha?
- Vou pensar em algo bonito e que seja representativo. – concordei e nós compramos uma pulseira para ela e um relógio para Harry. Ele andava observando as roupas do pai e queria as mesmas coisas. Até passar o mesmo perfume.
- Chocolate quente e uma torta? – Edward perguntou verificando a hora e assenti animada.
- Lembra-se das nossas fotos aqui nessa rua? – perguntei quando viramos em uma ruela estreita – Você me parou bem aqui e me beijou. – sussurrei puxando-o pra mim. – Eu te amo. Estou tão feliz.
- Eu também te amo. – sorriu beijando-me profundamente.
Entramos em uma confeitaria bastante chique e fizemos nossos pedidos. Graças ao bom Deus estava muito bem vestida, nada diferente das outras mulheres presentes. O garçom nos atendeu muito bem e sorriu para meu pedido animado. Definitivamente o melhor crème brulée que comi. Edward ficou rindo dos pequenos gemidos que soltava e segurou minha mão o tempo todo. Ele era tão lindo.
- Arrependido por ter conhecido uma americana no Brasil? – brinquei rindo suavemente do seu olhar tão quente pra cima de mim. Eu estava começando a ficar excitada só com as olhadas dele.
- Jamais poderia sequer chegar perto disso. – sussurrou chegando próximo ao meu ouvido – Foi uma das melhores decisões da minha vida. Eternamente grato a minha irmã pela viagem.
- Quem diria? E a gente queria terminar logo que acabasse aqueles dez dias.
- Eu iria atrás de você, Bella.
- Eu acho que eu também. Tudo que senti sempre foi muito forte.
- Talvez a gente devesse voltar no Brasil, sabe?
- Ainda recebo e-mails da agência combinando de juntar nosso grupo. Devemos fazer isso quando as crianças ficarem maiores, o que acha?
- Concordo absolutamente. – sorriu beijando-me ternamente.
Mais tarde, arrumei-me com um belíssimo vestido preto rendado, justo, com os cabelos soltos e uma maquiagem um tanto provocante para noite. Pensei que fossemos a um restaurante, mas quando ele me conduziu ao elevador e apertou o botão que indicava a cobertura meu coração começou a martelar no peito. Ele tinha reservado a cobertura novamente. Um caminho de rosas nos aguardava e diferente do ano passado, agora tínhamos um belíssimo jardim ao redor. Yellow de Coldplay soava baixo e meus olhos lacrimejaram.
- Por que você é tão romântico? – sussurrei emocionada e admirada com a decoração. Estava tudo muito bonito e ao mesmo tempo simples, de um jeito romântico. Haviam algumas bebidas, taças e os pratos estavam ali. Devíamos ser servidos como ano passado e foi perfeito.
- Porque você merece muito mais que isso. Você merece o mundo. – Edward respondeu com um sorriso bobo, parecendo satisfeito consigo mesmo. Ele armou isso tudo sozinho e estava realmente muito bom.
- Obrigada. É perfeito. – suspirei beijando-o profundamente. Suas mãos logos desceram para minha bunda e me puxou ainda mais para si. Se continuássemos nesse ritmo, não teríamos um jantar.
- Antes de jantar, gostaria de entregar meu presente. – disse afastando-se um pouco e assenti extremamente ansiosa para ver o que ele tinha comprado. – É clichê, mas vale a pena. – disse a fiquei confusa quando ele ajoelhou a minha frente. Fala sério. Ai meu Deus – Isabella Marie Swan quer ser para sempre meu paraíso? Quer casar comigo?
Ai meu Deus. Meu rosto estava molhado e quente. Meu coração simplesmente saltava no meu peito de pura alegria. Queria sair dançando pelo espaço livre cantarolando a palavra sim repetidas vezes. Edward abriu a caixinha e revelou a aliança linda. Perfeita.
- Sim. É claro que sim. Absolutamente sim. – sussurrei não contendo meu choro e fui abraçada por ele.
Alguns soluços bobos escaparam assim como lágrimas de pura emoção e felicidade. Nós ficamos abraçados logo depois que ele deslizou o bonito solitário no meu dedo e sorrimos. Paraíso não foi só o lugar que nos conhecemos e sim nossas almas entrelaçadas para sempre. Esse era o verdadeiro sentido de tudo que aconteceu, uma ação do destino que me uniu ao homem que me faz feliz e que me ensinou que a vida precisa de riscos, que erros são caminhos para sabedoria, que é preciso viver e não planejar. Estar no paraíso não é estar em uma praia ou algum lugar extremamente bonito, é estar amando e em paz consigo mesma. E Edward, Amy e Harry eram o meu Paraíso.
FIM


NOTAS DA AUTORA:
Quero agradecer de todo meu coração a vocês, minhas betas amadas, por dedicarem um pedacinho do tempo de vocês para corrigir meus erros e dar dicas. Espero que tenham gostado da história ao todo e que me perdoem se fui chata em algum momento. Obrigada pelo carinho.
E CLARO nada disso seria tão bom e emocionante sem a parte vital de toda história, que são VOCÊS minhas leitoras fiéis e apaixonadas que me trazem muita alegria compartilhando seus sentimentos e reflexões nas reviews. Obrigada meninas!
Beijos, Mari.


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