PARADISE - CAPITULO 25




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Capítulo 25 – Pouco Tempo.
Nova Iorque – EUA
Isabella.

Terça-feira pela manhã fiquei sentada no sofá observando Edward inspecionar a instalação do alarme e me apresentar os seguranças enormes, sérios e completamente estranhos. Eles iriam me seguir por toda parte e proteger meu apartamento. Um rio de dinheiro gasto por poucos meses, mas eu estou grávida e não posso discutir. Palavras dele. Harry acordou sonolento e sentou-se ao meu lado, bocejando de minuto em minuto, coçando os olhos e querendo mimo que eu prontamente dei. Ele era meu menino amor, doce e carinhoso que já estava no dengo porque iria embora ao final da tarde.
Também estava um pouco sentida, mas nós iriamos nos ver em breve. Edward voltaria em duas semanas, pelo menos tentaria trazer Harry. Um final de semana não ia fazer mal no seu rendimento escolar. E em breve, nós estaríamos nos mudando. A ideia ainda não estava formada na minha cabeça, era muito louco e nebuloso, mas ia acontecer de algum modo porque no fundo, eu sabia disso.
Nosso dia foi meio melancólico. Ficamos os três, quer dizer, os quatro deitados na cama, assistindo televisão sem querer se despedir. Quando chegou a hora de Edward ir, o choro veio junto. Fiquei fungando, com o nariz vermelho e lágrimas teimosas escorrendo uma vez ou outra. Caramba, me dei conta que todos iam embora, meus pais, Rosalie, Emmett, Edward e Harry. Cada um retornaria para seu lugar e eu ficaria aqui nessa cidade que também nem era meu lugar.
Uma melancolia profunda me dominou. Fiquei tão triste tendo que me despedir de todos de uma vez só. No dia seguinte minha vida voltaria ao normal, de sair de banho cedo, trabalhar, ficar sozinha... Minha alegria era o bebê. Saber que ele estava ali, contando comigo, precisando da minha saúde e sanidade era um combustível para ficar bem e não sofrer tanto. Nas três semanas seguintes fiquei empurrando com a barriga, trabalhei dobrado para ocupar a mente, sempre falando com Edward – na verdade, ele estava me irritando um pouco. Harry estava bem, contando os dias que iria me mudar.
Até o momento não tinha ideia de quando. Aro não tinha mencionado nada de como ficaria minha posição, se seria o caso de pedir demissão e só de pensar nisso ficava meio arrepiada. Mesmo que James tenha depositado 200 mil dólares da venda de tudo que tínhamos juntos, ficar desempregada ou virar dona de casa me assustava muito. Infelizmente não podia ter tudo na vida, mas, podia tentar ter.
- Bom dia gatinha! – Jane entrou na minha sala com um embrulho cheio de laço – Parabéns 12 semanas bebê! – sorriu e abri rapidamente – Trufas!
- Eu ando comendo tanto... – resmunguei já pegando uma e mordendo – Isso é tão bom! – murmurei contente porque estava com fome e ainda faltava um pouco para hora do almoço. Era para estar comendo minha banana com iogurte, mas, Jane toda segunda-feira me dava um feliz semanal. Sempre um mimo.
- Doze semanas já! Três meses!
- Já estou peituda. Sério, tive que mostrar a Edward pela câmera o quanto eles estão enormes e inchados. Chega a incomodar um pouco.
- Ah, ele adorou, tenho certeza.
Edward e eu estávamos sobrevivendo à falta de sexo. Nós não nos víamos há mais de um mês. O caso da BBC estava tomando ainda mais seu tempo e toda minha preocupação era direcionada a Harry o tempo todo com Esme, sentindo a ausência de Edward em casa. Seu rendimento escolar caiu um pouco, voltou a fase do Batman. Meu menino tinha sérios problemas de rejeição o que era bem compreensível.
Aro ainda não tinha dado uma posição sobre minha vida profissional e decidi esperar mais um pouco para ver no que ia dar. Jasper e Alice entraram na ajuda para procurar uma casa já que Rosalie estava ocupada com sua mudança e a transição da empresa para Londres. Já tinha visto algumas e vetado. Estava difícil, como achar agulha no palheiro. Complicado além da forma. Meu trabalho também estava pipocando problema.
Com o rendimento da agência sendo notável para a mídia, mais trabalho tínhamos e mais problemas dos concorrentes. A Mr. Jones, concorrente número um da Volturi era a que irritava. Parecia que os funcionários eram treinados para serem desagradáveis, antiéticos e antiprofissionais. Meus estagiários e até mesmo os publicitários sofriam ataques em eventos e até mesmo online. Estava tentando, sem sucesso, achar uma maneira, judicialmente, que pudesse pará-los um pouco, mas nada era o suficiente.
Minha cabeça faltava explodir de tanta informação. Tanto problema para resolver. Graças a Deus sempre fui muito saudável e estava tudo bem com a gravidez. O bebê tinha o tamanho normal, minha pressão estava sempre estável e meu peso ainda acompanhava o esperado no momento. Só as dores de cabeça que continuaram, os enjoos tinham sumido bastante e os desejos... Tinha hora que queria comer alguma coisa, nada estranho como areia ou combinações esquisitas.
Às vezes de madrugada quando era meu melhor momento para conversar com Edward me dava uma vontade de comer pão com queijo ou macarrão com frango, coisas simples que se comesse outra coisa, a fome era saciada, mas a vontade não. Achava que isso era papo de grávida louca, mas segundo as minhas pesquisas e os livros que comprei para entender melhor todas as mudanças do meu corpo, era bem normal. Tinha casos piores. Acho que mulher que come desesperadamente na gravidez extravasa tudo que tem vontade quando não está. Minha fome era normal, comer de três em três horas sempre comi, pelo menos uma barra de cereal ou uma fruta.
Uma coisa que não me acostumei além da cidade ser barulhenta, cheia e estranha, era viver sozinha e ter seguranças constantemente ao meu dispor. Bom que nunca carregava peso, nunca abria uma porta e nunca me esforçava para fazer absolutamente nada. Nem mesmo a minha comida precisava buscar ou pedir. Eles verificavam tudo, todos os lugares que entrava e normalmente iam à frente dar uma olhada. Era como se eu fosse a mulher do presidente ou a Duquesa Kate carregando o bebê real.
Meu celular tocou no meio da reunião, foi constrangedor, mas nem sabia que estava para tocar. Apertei para encerrar e coloquei para vibrar, pedindo para Lauren continuar sua apresentação, mas ele não parava de vibrar. Olhei na tela e era Aro.
- Só um minuto. Aro é quem está ligando.
Meu coração se encheu de ansiedade quando ele disse que queria uma reunião para quinta-feira à tarde, pedindo que desmarcasse todos meus compromissos. Assim que Lauren terminou sua apresentação, encerramos para o almoço e iria dar uma fugida. Precisava dormir um pouquinho e cultivar minha preguiça. Depois do meu longo banho e do almoço caprichado, resolvi ligar para Edward e perturbá-lo um pouco.
- Oi meu amor. – Edward atendeu minha ligação no segundo toque – Que saudade de você... – sussurrou daquele jeito mole, dengoso, com o sotaque querendo me matar.
- Não fala assim... – resmunguei derretida.
- Não fala como, meu amor? – disse bem carregado, caprichando no "meu amor" – Não falar que estou louco de saudade, desejo, tesão, amor por você?
- Senhor fala mansa... – murmurei suspirando e reconheci as batidas ritmadas no fundo – Aumenta essa música, por favor?
- Claro, baby.
Ele estava ouvindo Fix You do Coldplay.
- Por que está ouvindo essa música? – perguntei um pouco confusa.
- Estou ouvindo todas as músicas. Sem paranóia. – respondeu rindo e abaixou a música – Como você está se sentindo hoje?
- Muito bem. O bebê acordou feliz, não rejeitou comida e ainda por cima, não senti dor de cabeça.
- Sua consulta é amanhã que horas? – perguntou com um tom de voz triste.
- Depois do almoço... Não vou fazer ultra, amor. É só entrega de uns exames, não vai ser nada demais. – respondi tentando tranquilizá-lo – Aro marcou uma reunião para quinta-feira. Talvez tenhamos novidades até lá.
- Espero... Se não tiver, por favor, baby... Peça demissão, eu não aguento mais.
- Eu sei... Também não. Antes eu não tive a oportunidade de conversar com ele. Como está Harry?
- Tagarela. Acordou tão falante que ofereci água umas duas vezes. – respondeu rindo – Ele retoma as aulas de piano hoje, está ansioso e um pouco nervoso porque troquei o professor.
- Vou ligar mais tarde para saber como foi, estou com tanta saudades dele.
- Só dele, é?
- Não posso começar a mencionar tudo que sinto quando penso em você...
- Ah... Eu posso. O que você está vestindo agora? – perguntou mudando totalmente o tom de voz. Cheguei a me ajeitar na cama pela pontada no ventre que senti.
- Só camisola.
- Sem nada por baixo? – perguntou rouco e estremeci.
- Sem nada. – respondi com a voz falhando – Por quê?
- Tira sua camisola, deite no centro da cama com dois travesseiros nas suas costas. – pediu gentilmente e rapidamente obedeci. – Posso imaginá-la, totalmente nua, linda como sempre, ofegante e corada de tanta excitação. – disse com um sorriso que imaginava seu rosto brilhando perversão e coloquei o telefone no viva-voz sabendo exatamente onde iríamos. – Ia beijar seu pescoço porque eu amo sentir seus batimentos acelerados sob meus lábios famintos, adoro seu cheiro e a maneira que seu corpo arrepia e aquece ansioso pelo meu toque.
Involuntariamente minhas mãos estavam seguindo seu comando. Era como se meu cérebro tivesse entrado em um modo automático de necessidade de satisfação íntima ao ponto que fizemos sexo pelo telefone pela primeira vez. Fazia muito tempo que não me tocava, que fazia coisas para mim mesma sozinha. Foi uma experiência agradável que só agravou ainda mais minha saudade. Quando encerramos a ligação de quase duas horas, meus olhos estavam cheios de lágrimas.
Os dois dias até a reunião se arrastaram em uma melancolia profunda. Fiz compras de óleos corporais e novas calças porque as minhas estavam apertadas ao pronto de ficarem feias. Também comprei novos sutiãs para meus seios irritados não continuarem me irritando. Tudo isso era o que queria e invejava de outras mulheres, mas acho que esse estado sensível era causado pelos hormônios mesmo. Queria tanto que Edward estivesse comigo que tinha vontade de chorar. Conversar com Harry pelas manhãs me deixava tão feliz e ao mesmo tempo tão saudosa.
- E aí, o que você acha que vai rolar na reunião com meu pai? Tentei sondar, mas ele não me contou nada! Sinceramente, estou nervosa. Nós estamos fazendo um bom trabalho e ele parece tão sério.
- Também estou um pouco nervosa, Jane. Com a gravidez ele não pode me demitir sem pagar uma multa e eu teria que pedir demissão, mas, eu sei que ele vai ficar arrasado.
- Amiga... Me escuta – Jane me segurou pelos ombros – Depois do Caius, meu pai não se arrasa com ninguém – brincou e nós duas rimos com a verdade – E outra, você precisa viver com o pai do seu filho.
- Eu sei, mas são anos trabalhando para mesma empresa, construindo minha carreira...
- Bella, ou você sonha em ser mãe ou sonha ser a poderosa publicitária. Até daria para ser os dois se você não tivesse arrumado um homem em outro continente! – provocou e dei língua, acariciando minha barriga. Meu bebê era tudo. O céu.
- Dane-se todo resto, Jane. – sussurrei com um sorriso bobo – Quando você sentir que tem algo tão pequenininho que precisa tanto de você aqui – apontei para minha barriga ainda pequena, muito pequena, mas estava ali com aquela gordurinha de tudo que engordei – Existem muitas preocupações, mas tudo gira em torno, sabe? Meu medo de perder o emprego é apenas pequeno diante disso. É algo que gosto, mas ser mãe é muito maior.
- Então estamos conversadas. – sorriu abrindo a porta da sala de reuniões e Aro já estava lá – Oi papito!
- Olá Aro!
- Minhas meninas talentosas. – sorriu ternamente abraçando nós duas ao mesmo tempo – Pedi café e chá para Isabella. Não podemos permitir que essa criança seja muito agitada.
Nossa reunião durou a manhã inteira. Primeiro de tudo falamos sobre cada campanha que estávamos trabalhando, balanço financeiro e atividades e rendimento dos estagiários. Isso rendeu também depois do almoço. E então, finalmente tive minha reunião sozinha com ele. Meus nervos estavam à flor da pele.
- Passei as últimas semanas pensando uma maneira de não perder você... – disse brincando com uns papéis – Quando soube da gravidez e logo em seguida conheci Edward, percebi que isso aconteceria mais cedo ou mais tarde. Então, cheguei a conclusão de que você não precisa da demissão para mudar-se para Londres.
- Como assim?
- Tenho planos de expandir até Londres. Isso me ocorreu quando fui a França e me dei muito bem com um dos publicitários de lá, que é londrino. – respondeu e sabia de quem estava falando – Sem contar que eu sei o quanto Jane quer se estabilizar com o marido e nada melhor que viver na cidade natal dele, perto da família dele... E agora, você.
- E então?
- Confidencialmente, irei abrir uma filial em Londres. Não será agora, no próximo ano. Eu quero você e Jane lá, vocês duas conhecem a empresa, se conhecem e vão saber como administrar juntas porque se deram muito bem aqui.
- E a Mr. Jones? A sede deles é lá.
- Exatamente por isso que é confidencial. Eu tenho suspeitas que eles estão agindo de forma suja, querendo infiltrar alguém no meio de nós. Jane não falou nada com você porque não autorizei, você está grávida e não me culpe por te proteger de certas informações.
- O que houve?
- Félix desconfiou de um carro seguindo-os por alguns dias. E eu creio que sejam eles.
- Jura?
- Então também penso que seu ataque pode ter sido... Eles. Bella, por qual motivo entrariam no seu apartamento? Eles deviam procurar alguma coisa.
- Não levaram nada. Não levo nada da agência para casa, nem no meu computador fica. – respondi assustada – Isso tem total lógica.
- Exato. É um negócio arriscado, mas temos que agir silenciosamente para dar tudo certo e se eles estão fazendo coisas ilegais, vamos agir judicialmente.
- Tudo bem. E como fico nisso tudo?
- Vá curtir sua gestação com calma, paciência e amor. – sorriu ternamente – E trabalhe em campanhas em casa, faremos um esquema online até a agência abrir e você retomar seu trabalho.
- Sério?
- Este é o meu presente.
- Obrigada! Obrigada! – sorri abraçando-o apertado – Preciso ligar para Edward! Tanta coisa para contar!
Jane estava na minha sala andando de um lado ao outro, quando contei a noticia que me mudaria e ela também, em alguns meses, fechamos a porta e saltamos de um lado ao outro. Félix ficou muito feliz. Edward mais ainda. Ele falou em marcar meu voo para o dia seguinte! Agora, tinha que sentar e começar a organizar tudo detalhadamente...
Depois do expediente, nos reunimos em um jantar comemorativo sobre as ótimas finanças e desempenho em um restaurante mexicano perto do trabalho, pude finalmente anunciar a todos que trabalhavam comigo o motivo por estar recusando todas as bebidas alcoolicas. Foi uma gritaria que o garçom teve que nos chamar atenção, mas fiquei toda boba porque todo mundo, mesmo com tão pouco tempo de trabalho, ficaram felizes com a minha gravidez.
Em casa, sentei com meu computador na sala e comecei a fazer listas de coisas que precisaria fazer com urgência e para não esquecer. Tinha que ir no consulado, pedir para Edward tentar ver essa questão de mudança legal, comprovar nosso relacionamento, alugar um frete para levar toda minha mudança antes, porque de roupa, livro e outras coisas tinha muito para malas e pouco para um container, já que os móveis iria vender.
No fim das contas tinha tanta coisa para resolver que ao citar uma a uma para Edward no Skype ele quase caiu da cadeira.
- Baby... Eu vou amanhã ver seu processo de mudança, vou dar entrada aqui porque tenho colegas de profissão no consulado.
- Aro não me deu prazo nenhum, mas eu tenho campanhas no meu nome, talvez deva esperar essas apresentações.
- Quanto tempo?
- Um mês? Talvez... E além do mais, esse processo burocrático deve demorar um pouco, não? Eu não entendo nada disso.
- Demora sim, mas talvez três semanas até sair algo oficial. Isso te dá o tempo suficiente para se organizar?
- Sim. Dá sim... Agora estou muito ansiosa! – sorri para câmera e resolvi brincar um pouco com o sorriso enorme que ele correspondia – Será que consigo um lugar para morar? Não sei se é uma boa ideia morarmos juntos agora... Muito repentino. – disse e ele ficou sério na hora – Te peguei!
- Muito engraçado, Isabella Marie.
- Não me chame assim!
- Chamo... Olha quem chegou da aula de piano! – disse sorrindo e Harry quase o atropelou.
- Oi mamãe!
- Meu amor, você demorou tanto! Me conta o que teve na sua aula hoje? – perguntei enquanto se ajeitava no colo do pai – Sua boca está suja, o que comeu?
- Oi Bella! – Emmett meteu a cabeça na frente de ambos ocupando a tela inteira – Levei teu filho para comer fast food e sorvete. – disse com um sorriso e emburrei o rosto – Vai fazer o quê? Vai me bater? – retrucou com um sorriso e de repente, caiu no chão – Porra Edward!
- Olha a boca! – gritei chamando atenção enquanto Harry se dobrava de rir e Edward fingia que não tinha acontecido nada. – Não coma essas porcarias que seu Tio Emmett te dá.
- Eu estava com fome, mãe. – Harry disse dando os ombros e franzi os olhos pra ele – Tá bom, não como mais.
- Fale da sua aula, meu docinho. – disse tentando desviar o assunto e dar atenção a ele – Como foi seu dia?
- Foi tudo bem! Tara ficou sem lanche hoje, o John passou e derrubou tudo. Dividi o meu com ela, mas ela não gostou do meu suco de soja. A tia explicou minha alergia e ela mesmo assim não quis beber mais.
- Você tem um paladar seletivo, só isso.

Harry continuou contando do seu dia, até que corou até as orelhas e pediu licença para ir ao banheiro. Edward e eu ficamos em silêncio nos encarando. Como esse homem tão lindo simplesmente pode estar comigo? Todo meu amor por ele crescia muito, a cada momento. Seus olhares e promessas, seus sorrisos e em tão pouco tempo iríamos morar juntos e sermos pais. Quem diria que aquele cara sexy tocando Yelow e cantando no maior sotaque arranca calcinha da vida seria o pai do meu filho?

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