PARADISE - CAPITULO 28




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Capítulo 28 – Lar Doce Lar.
Londres, Inglaterra.
Isabella.
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- Lixo? – Bella ergueu uma blusa antiga e avaliou – Sim. Lixo.
- Baby...
Ela simplesmente estava jogando minhas coisas fora. Minhas coisas da faculdade, lembranças, momentos, camisetas favoritas, tudo... No lixo.
- Como pode ter tanta porcaria guardada eu não sei. – resmungou pegando outra caixa. Como fazê-la parar? – Fotos... Uhn, tem muitas fotos de Ângela aqui. – murmurou pra si mesma e fechou – Essa vai para o porão, Harry pode querer isso quando ficar mais velho ou devemos enviar de volta para família dela.
Não respondi porque ela não estava falando comigo. Eram minhas coisas e suas decisões. Não tínhamos nos recuperado da enorme briga que tivemos ontem à noite com a casa ainda precisando de arrumação e nossas coisas espalhadas ao redor. Ela andava estressada e extremamente mandona, mas tudo porque tudo andava muito fora do seu limite de organização e eu estava louco com suas listas e ordens perfeitas de ação. Nosso final de semana poderia ter sido mais legal.
- Você quer almoçar o quê? – perguntei depois de verificar a hora – Amor, para de pegar essas caixas pesadas.
- Edward... Não está pesada.
- Está sim.
- Não está.
Respirei fundo e não esperei mais a resposta do que queria comer. Comprei hambúrguer e batatas fritas para todos que estavam na casa. Esme provavelmente teria um pequeno surto com a minha escolha de alimentação, porém, não estava inclinado a pensar em nada tamanha minha irritação com tudo. Nós dois estávamos com os níveis alterados e por isso demos choque nos últimos momentos juntos. Quando cheguei, ela estava na porta me esperando. Pensei que fosse falar alguma coisa, brigar comigo, mas, soltou um gritinho adolescente pegando os sacos de batatas fritas e entrando, depois parou, deu meia volta, me abraçou apertado e me beijou de forma indecente para uma plateia. Esta mesma que começou a assobiar e aplaudir.
- Eles vivem se beijando. – ouvi Harry sussurrar e não segurei a risada.
Parece que a alimentação mudou o humor da minha namorada grávida, porque ela chegava a cantarolar e dançar, sem jogar coisas fora ou brigar comigo. Terminamos alguns cômodos satisfeitos com os avanços, talvez durante a semana já dê para nos mudarmos de vez. Todo esse processo cansativo estava cansando-a muito. Sem contar no sono natural. Assim que chegamos em casa e tomamos banho, ela se embolou na cama e adormeceu pesado. Deitei ao seu lado com alguns processos atrasados no colo, revisando anotações dos estagiários e fazendo as minhas próprias. Antes de meia noite ela acordou renovava.
- Uhn... – cantarolou tirando os papeis da minha mão e montando no meu colo – Sinto muito por ontem e mais cedo. – sussurrou timidamente e raspou a unha na minha nuca, subindo para meu couro cabeludo – Essa demora a ter a privacidade da minha casa me deixou estressada. – murmurou arrastando a pontinha do nariz sobre minha bochecha. Ela sabia como pedir desculpas. – E além do mais, estou grávida.
- Essa sua desculpa de estar grávida acaba em alguns meses. – retruquei rindo do seu sorriso de menina esperta – E o que será depois?
- Estarei sendo uma lactante, então, posso abusar do meu emocional.
- Nós estaremos na nossa casa em breve, eu prometo. – respondi segurando seu rosto – Só preciso que você me ouça mais e pare de jogar minhas coisas fora.
- Porcarias inúteis que ocupam espaço. – murmurou teimosamente antes de me beijar.
Bella era turrona com suas ideias. Nada no mundo me faria convencê-la que minhas coisas não eram tralhas e sim relíquias. Desisti desse pensamento quando seu beijo ficou profundo e seu quadril começou uma dança estimulante. Fiquei extremamente feliz que por debaixo da sua camisola ela não tenha sentido a necessidade de colocar roupas íntimas. Bella andava com uma bunda bem maior e os seios, no seu ventre tinha uma pequena formação oval denunciando a gravidez. Extremamente linda e radiante.
- Você é tão bonita. – murmurei apreciando todo conjunto, passeando com minhas mãos sobre seus seios, massageando lentamente para deixá-la relaxada. Parei com minha mão sobre seu coração. Estava bem acelerado. – Tão rápido.
- Tem dois corações aqui que batem por você. – sussurrou e fiquei realmente emocionado pela maneira romântica que ela soou.
Domingo, infelizmente, não pudemos dormir até tarde. De manhã cedo Harry nos levantou aos berros, gritando sua animação por ter cookies e bolo no café da manhã. Minha mãe acordou completamente inspirada para cozinhar e preparou deliciosos sanduíches para o almoço no qual só Bella teve a permissão de beliscar. Ela tinha acordado com o desejo de mostarda. Seu sanduíche de queijo com peito de peru estava repleto de mostarda. Só pude comprovar isso com o cheiro que vinha dos seus lábios quando me beijou.
Retornamos para casa, precisando continuar a todo custo nossa mudança. Tinha feito uma promessa a uma grávida e tudo que ela fazia era jogar na minha cara que eu era o cara que resolvia tudo. Por que fui dizer isso mesmo? Coisa estúpida a se dizer a Bella, que conseguia fazer tempestade em copinho de xarope. Assim que terminei de montar os últimos móveis da cozinha com Emmett, Rosalie e minha mãe me expulsaram de lá para que pudessem limpar. Bella e eu teríamos um dia de compras amanhã pela manhã, precisávamos de novos eletrodomésticos e itens de decoração. Toda casa estava montada e pintada, porém, sem assessórios.
Alice conseguiu vender todos meus moveis da antiga casa e por um erro de comunicação, todos meus equipamentos eletrônicos, exceto os pessoais como computador de mesa e os telefones. Harry estava com meu pai na rua. Carlisle era péssimo em ajudar, minha mãe tinha que conduzi-lo todo o tempo. Era mais fácil ele distrair a criança ansiosa da casa.
- Bella? – chamei do corredor, depois de subir a escada inteira. Ainda precisava colar os anti derrapantes nos degraus.
- Nosso quarto! – gritou de volta e segui meu caminho atá a porta do meio – Que foi? Tudo bem? - perguntou-me ajeitando as roupas de cama – Já está limpinho, como o quarto de Harry e o quarto do bebê, uma perda de tempo porque nós ainda iremos pintar lá. – disse distraída batendo umas roupas e a abracei por trás, beijei seu ombro e subi para o pescoço, deixando minha língua encostar-se à sua pele e depois soprar. Ela amava isso. – Uhn... Alguém carente?
Sim, o tempo todo!
- Vamos expulsar todos e batizar cada superfície da nossa casa. – murmurei raspando os dentes no lóbulo da sua orelha. Ela estremeceu e suspirou. Movimentei meu quadril contra seu corpo. Quando estava beijando-a, não tinha hormônios da irritação. Só hormônios fervorosos e excitados querendo ser saciados.
- Edward... – disse em tom de alerta, estava ignorando isto.
- Sim baby... Estão todos lá embaixo... – respondi virando-a pra mim e sorri do meu melhor jeito deslumbrante. – Nós podemos ser bem silenciosos. – sussurrei no seu ouvido, enfiando minhas mãos no seu short de sarja e apertando sua bunda.
- Nós podemos ser vistos... – disse meio incoerente, gemendo baixinho com meu ataque no seu pescoço. Suas unhas estavam raspando minha barriga me deixando totalmente arrepiado.
- Porta existe pra isso, meu amor... – retruquei levantando sua blusa e apertando seus seios, bem maiores, de forma delicada. Eles estavam um máximo. Minha diversão era imaginar tudo que poderia fazer com ambos.
- Então feche essa maldita porta logo! – resmungou incoerente e rapidamente fiz uso na nova chave do quarto – Por que você faz essas coisas comigo?
- Porque você é tentadora demais.
- Então vem aqui e me prove isso. – disse tirando sua blusa, o sutiã de renda, cor rosa pálido, que não estava comportando o tamanho deles. Bella revirou os olhos pelo meu jeito tarado – Simplesmente venha, Edward. – murmurou em tom divertido.
- Não ria de mim... – disse beijando seu pescoço e empurrando seu corpo lentamente para cama, descendo minhas mãos para seu short jeans, abrindo e tirando rapidamente.
Seu conjunto era bonito, mas ela ficava bem melhor sem eles. Tirei sua calcinha e ela sentou para tirar o sutiã, mas agarrou o cós da minha calça e abaixou com tudo, tirando a cueca junto. Nossos olhares ficaram presos juntos, não precisava de porra nenhuma de preliminar, só precisava dela para viver e me sentir bem. Ajoelhei-me na beirada da cama e puxei seu quadril de encontro ao meu, seu sorriso sensual e o olhar ardendo de desejo já estava me levando ao limite.
- Edward... – suspirou sentindo-me por completo dentro dela. Tinha quase certeza que meus olhos rolaram de tanto prazer. Estar dentro dela era tudo e mais um pouco. – Tão bom...
Oh sim, sinta isso. Sinta tudo. Aumentei o ritmo querendo que ela soubesse bem que me deixava louco, a beira da insanidade, mas que a amava tanto que toda loucura era como viver em um mar, com tempestades e épocas calmas. Bom, fodidamente maravilhoso. Abraçando meu corpo. Nós nos encontramos e nos perdemos naquela sensação ápice de prazer.
- Eu te amo. – murmurei enquanto ela acalmava suas respirações.
- Eu te amo muito. – respondeu sorridente – Não que esteja reclamando, mas que diabos foi isso e quando podemos fazer de novo? – perguntou brincando. De repente, arregalou os olhos e bufou – Sua sedução estragou a minha de mais tarde. Estava esperando dar-lhe uma noite de rei. – sorriu balançando as sobrancelhas.
- Nós podemos seguir o plano. – respondi ajudando-a a levantar.
Rapidamente nos limpamos e descemos para encontrar todos na cozinha, para hora do almoço. Alice e Jasper chegaram com mais sanduíches e sucos. Carlisle retornou da rua com Harry, que tinha novos brinquedos. Bella encheu o seu de mostarda novamente.
- Não vou beijar você enquanto não escovar os dentes. – ameacei tentando fazê-la parar, porém, ela deu de ombros e apertou ainda mais o tubo. Neste momento beijar-me não era importante e sim alimentar o outro estômago furioso dentro dela.
- Bella não tem desejos estranhos, todo mundo tem suas épocas de paixão por condimentos. – Rosalie opinou observando-a me provocar e lambuzar seu pão.
- Quer um pedaço, amor? – perguntou com um sorriso e dei de ombros, experimentando. Não estava ruim. Estava forte. A única a dobrar-se ao sanitário para colocar pra fora seria ela, então, não tinha muito que fazer. – Gostou? Agora me dá um beijo. – sorriu e colei meus lábios nos seus por um tempo a mais.
- Ela sempre comeu muita mostarda, agora, ela está comendo em dobro. – Jasper brincou cutucando a irmã por um momento. – Vocês dois deviam se soltar um pouco ou terei outro sobrinho no período do resguardo. – brincou e nós rimos.
- Edward é um fazedor de bebês. Não consegui nem engravidar ainda! – Rosalie brincou com um resmungo mal humorado – E eu sou a irmã mais velha.
- Isso é culpa do seu marido. – Bella provocou abraçando-me – Uma criança de cada vez. Já temos uma com outra a caminho, sou uma só e não parideira.
- Quantos filhos pretendem ter? – Alice perguntou curiosa, trocando um olhar rápido com o marido.
- Não sabemos. Não planejamos nada. – Bella brincou deitando a cabeça no meu peito – Estou cansada, acho que dormiria agora.
- Tudo que precisa fazer é decorar a casa. – Rosalie olhou ao redor orgulhosa com o trabalho concluído – Se quiser, amanhã estou livre após o almoço.
Fiquei feliz em voltar para casa dos meus pais mais cedo que ontem, em compensação, meu filho tinha comido uma bateria de carro de tanto que estava aprontando. Harry estava saindo da fase de um bebê que tinha perdido a mãe, para uma criança normal, hiperativa, com uma nova mãe para chamar atenção. Ele brincou por todo lado, correu, pulou, gritou e até mesmo dançou com seu avô, mas ambos conseguiram se mexer demais e esbarrar em um dos vasos caros e raros da minha mãe. Esme iria surtar.
- Agora eu sei que vocês estão ferrados. – disse com um sorriso para meu pai, que estava pálido como seus cabelos grisalhos, segurando a mão de Harry e olhando para os cacos.
Ouvi alguns passos no corredor e Bella foi a primeira aparecer.
- O que foi isso? – perguntou olhando para o chão – Simplesmente estarei no meu quarto fingindo que não vi nada e estou escapando da fúria materna. – murmurou subindo as escadas e levantei indo atrás.
- Papai! Mãe? – Harry gritou querendo ajuda.
- Esme não será muito brava com ele não, né? – o lado mãe urso perguntou e estava pronta para voltar.
- Minha mãe nunca fica brava muito tempo. – respondi tranquilizando-a – Eu não estou levando bronca no lugar dele, isso irá ajudar, já tinha pedido para ambos pararem de dançar perto das coisas dela.
- Seu pai dançando desengonçado é uma cena e tanto. – murmurou segurando o riso.
- É pavoroso. Vergonhoso. Sem mais descrições. – resmunguei abrindo a porta do quarto, deixando-a passar e fechando atrás de mim – Então, enfim sós.
- Acalme-se, garanhão, sua cria ainda está acordada. Quando ela dormir você pode usar e abusar de mim. – bateu em minhas mãos que foram parar sozinhas no seu seio – Tarado. Você não sabe se agarra minha bunda ou meus seios.
- Por isso que eu sou versátil. – respondi agarrando-a com minhas duas mãos na sua bunda e mordi seu seio por cima da blusa fina. Ela estava sem sutiã, o que facilitou tudo.
- Pare com isso ou você me coloca em problemas. – resmungou me empurrando para longe.
- Lutar é tudo que você tem. – provoquei avançando de novo, ela não tinha para onde fugir, pressionei meu corpo contra o seu e a parede. Prendi meus lábios nos seus e ela fingiu trancar os lábios, que não durou mais de dois segundos. Bella amava ser beijada. Ela mostrava muito seu humor através disso. Seus doces lábios eram hipnotizantes pra mim.
- Harry! Carlisle! Eu simplesmente não posso acreditar! – Esme gritou e nós dois nos entreolhamos e nos encolhemos – O que eu disse sobre brincar na sala?
Vovózinha...
Não venha com esse charme do seu pai pra cima de mim, mocinho! – Esme ralhou, mas pelo seu tom de voz já sabia que estava desarmada.
- Viu? Ele usa o mesmo charme que você para conseguir o que quer.
- Eu não faço isso. – disse totalmente inocente.
- Ah faz, e quase o tempo todo. – brincou balançando a cabeça – Vou salvar minha cria das garras furiosas dessa avó e dar o jantar dele. Nós já subimos.
- Estou com fome também. – sorri balançando minhas sobrancelhas e ela saiu do quarto rindo e corada, entendendo bem o que estava falando.
Depois de uma semana inteira de compras, no qual quase tive um ataque cardíaco com os extratos bancários, conseguimos nos mudar. Era bom que Bella não mudasse a decoração da casa pelos próximos vinte anos, caso contrário, já posso abrir falência. Fizemos um jantar comemorativo e de agradecimento aos nossos amigos e família por terem ajudado muito, nós realmente não teríamos conseguido sem eles. Bella teve sua consulta, ela e minha mãe gostaram do médico e na próxima faríamos um ultra. Ainda faltava tempo, porém, eu estava extremamente ansioso. Ainda mais que possivelmente veríamos o sexo. Já tinha sugerido fazer uma sexagem fetal, ela não queria de jeito nenhum.
Finalmente parecia que nossa vida estava nos eixos. Até que lembrei que ela precisaria de uma licença para dirigir aqui no país. Mais uma semana envolvido nisso e com o trabalho pipocando de problemas. Eu esperava que na semana do meu aniversário as coisas ficassem tranquilas. Estava querendo fazer uma viagem, porém, ia ser impossível. Agora eu tinha Bella em casa, pelo menos meu filho não ficaria muito sozinho, isso não diminui meu compromisso como pai e bom... Quase marido. Isso era outra coisa que precisava resolver. Sendo honesto comigo mesmo, confesso somente nas minhas orações o quão estou nervoso.
O sonho dela era ser mãe, tudo bem, sem querer resolvi isto, agora, quem me garante que ela quer um marido? Bella pode me amar muito, mas seu primeiro casamento foi uma porcaria. Nada no mundo me dava certeza de que ela gostaria de unir-se a mim, com mais responsabilidade ainda, de ter meu sobrenome e adotar meu filho como seu, para sermos todos iguais em casa. Ela podia dizer não e só de pensar nisso, ficava sem ar. Era pouco tempo, estamos nos conhecendo, não temos intimidade diária apesar de sermos muito íntimos, porém, na minha cabeça, ela precisa ser minha esposa.
Deixei isso de lado um pouco, talvez devesse esperar um pouco mais, deixar a nossa rotina como casal falar por um momento e por fim, quem sabe? Quando o bebê nascer podemos ter o nosso casamento.
Percebi que todos os relatórios na minha frente não faziam sentido quando ouvi uma pequena comoção do lado de fora e meu filho invadir a minha sala com a boca suja de algo vermelho e um sorriso enorme. Ele rapidamente manobrou a mesa e sentou no meu colo, me sujando com esse doce melado que tinha nas mãos.
- Oi papai.
- Oi garoto-doce. O que é essa gosma pegajosa? – perguntei beijando-o no rosto – Cadê a sua mãe?
- Estou aqui. – Bella entrou na sala calmamente, um pouco emburrada – Viemos te buscar para almoçar.
- Espere, você não devia estar na escola? – perguntei depois que me certifiquei de que horas eram.
- Reunião de pais e mestres, sua mãe deixou a bomba pra mim hoje e foi para ONG. As crianças foram liberadas depois disso. – respondeu sentando-se na minha frente, sem avançar para me dar um beijo. Tinha acontecido alguma coisa.
- O que foi? – perguntei preocupado.
- Nada.
Agora eu tinha absoluta certeza que aconteceu alguma coisa. Encarei-a insistindo e ela encarou de volta, me desafiando a continuar. Desisti porque não valia a pena brigar por isso. Saimos para almoçar juntos, depois que ela meio que fez uma careta para Bree, que pediu para assinar uns protocolos, sentamos para comer. Ela começou a ficar com o nariz vermelho e conhecendo-a, sabia que estava prestes a chorar.
- Meu amor, me fala o que aconteceu. – pedi baixinho, não querendo envolver Harry nisso.
- Eu não sei. – murmurou encolhendo os ombros – Acordei irritada, meus seios doem, minha cabeça e minhas costas. Queria passar o dia inteiro na cama e dormir. – resmungou baixo, parecendo com vergonha – Isso é tão bobo, estou tão irritada. O taxista me deu um fora porque não sabia o nome da rua do escritório correta. A moça da porta da escola quase não me deixou entrar na reunião porque não me reconhecia como família de Harry, sei que não temos sobrenomes e ligações sanguíneas, mas ela não precisava dizer aquilo de forma grosseira como se eu não soubesse. E ainda quase não me deixou explicar. Ela ainda jogou que não sou nem a sua esposa para estar ali. E então, fiquei emocionalmente exausta, qualquer coisa hoje está me abalando, ainda estou com muita fome e tive que aturar aquela estagiária ajeitando o decote para chamar sua atenção bem na minha frente! – sussurrou deixando as lágrimas escorrerem e secou meio raivosa.
Abracei-a apertado, tentando acalmá-la, primeiro iria atrás desse taxista maldito e quebrar o carro dele por completo, depois resolver este problema na escola de Harry ou estou transferindo-o e por fim, dar a minha namorada um bom descanso, porque não havia nada que pudesse fazer contra Bree. No momento, o escritório não podia demitir funcionário nenhum, nem por justa causa ou ela poderia abrir o bico sem se importar com a multa e processo que poderia levar. Mulheres do nível dela quando ficam com raiva são absurdas, burras e perigosas.
- Vamos almoçar e vamos para casa. O que tenho para fazer agora, posso continuar no escritório de casa. – sussurrei acariciando suas costas – Eu te amo, vai ficar tudo bem.
- Eu sei. Eu disse que era bobo, só não consegui controlar tudo. – respondeu fungando um pouco.
Bella grávida com essas oscilações de humor me envelheceria dez anos, mas não me importava, porque era meu filho ou filha e a mulher que amo. Harry e eu somos sortudos demais e não podemos reclamar que Deus nos deu uma pessoa perfeita, maravilhosa e apaixonada.

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