PARADISE- CAPITULO 31




PARADISE - MARIANA CARDOSO
Dois estranhos. Um encontro no paraíso. Uma vida inteira entrelaçada.


Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard - Romance/Drama
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen

Capítulo 31 – Amy de Muito Amada.
Londres, Inglaterra.
Isabella.
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- Oh! Ela é tão linda. – Renée sussurrou balançando minha filha suavemente – A filha da minha filha. Não existe nada mais emocionante que isso. – disse com os olhos brilhando de lágrimas não derramadas – Ela tem o seu cabelo e o seu nariz, principalmente essa boca vermelhinha.
Ser mãe era indescritível. Amy realmente era a minha miniatura com os olhos de Edward. Não tinha absolutamente nada nela que não fosse fofo e perfeito. Podia passar o restante da minha vida inteira admirando sua beleza. Todo meu amor pela vida e pelo mundo se expandiu, minha visão foi alterada para tudo. Meu sonho de ser mãe não tinha escolhido o sexo, sempre esperei o que Deus desejasse. Agora, ser mãe de uma menina também tinha sua diversão. Acostumada com Edward e Harry com suas coisas de meninos, agora tinha uma para partilhar minhas coisas de menina.
Minha garotinha estava acordada e calma no colo de Renée, com Charlie pendurado em seu ombro. Esme e Carlisle estavam em pé atrás deles. Esses avós estavam literalmente afogando meu bebê de tanta baba. Fiquei preocupada que Harry sentisse ciúmes da irmã, afinal, ele sempre foi a única criança da casa, acostumado a dormir entre nós dois e ter atenção exclusiva. Na verdade, acredito que estava aliviado. Minha criança não era um demônio, mas era um pestinha. Estava literalmente aprontando todas só porque tinha a distração da irmã. Esses dias encontrei-o pendurado na cortina porque estava brincando de homem aranha. Um dia ele vai me dar um ataque cardíaco.
Como no momento que todos estavam observando Amy, ele estava com o skate novo no corredor de cima, sentado em cima dele e andando rápido, chegando a meio passo do primeiro degrau da escada. De onde estava sentada podia vê-lo aprontar e me deixar arrepiada toda vez que quase caía. E quando chegou perto novamente, perdi minha paciência.
- Harry! – disse meio gritando e ele saltou assustado - Pare com isso. Você vai cair. Brinque com outra coisa e peça a seu pai para te levar lá no parque mais tarde.
- Tá bom mamãe. – disse virando um pouco a cabeça, me dando um sorriso torto e piscando. Tão parecido com o pai.
- O garoto é muito charmoso. – Charlie pontuou com um sorriso orgulhoso.
- Demais. Ele me deixa muitas vezes desarmada. – suspirei observando-o enquanto descia a escada e sentava na outra ponta do sofá – Vem cá filhote. Ele é muito lindo, gente!
- Mãe! – Harry gemeu envergonhado do meu surto – Na frente de todo mundo não. – sussurrou e ri, enchendo-o de beijos no rosto.
- Filha, acho que ela quer mamar... Está sugando muito a mãozinha.
- Uhn, não deixe que sugue sua mão ou vai se machucar. E está na hora de qualquer forma. – respondi olhando-a um pouco e ela estava curiosa com os olhos arregalados para Renée. Ela devia estar pensando: Quem é essa mulher peculiar que não para de me apertar? – Vou subir para amamentá-la e vocês poderiam colocar a mesa? Edward deve estar chegando com a comida.
- Eu faço isso. Renée vá subir com sua filha e paparicar mais. – Esme disse indo para cozinha e peguei minha princesa no meu colo, ela automaticamente virou o rosto para direção do meu seio.
- Faminta, filha? Mamãe vai resolver isso rapidinho. – sussurrei cheirando seu cabelo. Seu cheirinho de bebê era maravilhoso. Renée subiu comigo até o quarto de Amy e sentou no sofá, enquanto escolhi a cadeira de balanço, assim ela dormiria um pouco, pelo menos para poder comer com todos sem ela no colo ou reclamando no moisés.
- Tão mágico assistir isso. – Renée suspirou maravilhada – Você está feliz, filha?
- Uma felicidade que não cabe em mim, mãe. – respondi honestamente olhando para meu presente de vida – Edward e eu estamos bem. Fico com pena... Fiz um inferno da vida deste homem durante os últimos meses e pude refletir um pouco sobre como sou e preciso mudar. Preciso deixar de ser compulsiva com organização, respeitar o espaço dele, entender suas dificuldades. Sempre sou muito egoísta. Meu casamento com James foi um desastre e simplesmente quase joguei meu namoro com Edward no mesmo caminho. Agora, estou trabalhando nos meus sentimentos. Ele é um homem maravilhoso, faz tudo por mim e preciso fazer por onde merecê-lo.
- Vocês dois vão ficar bem. Eu confio na sua mudança e julgamento. – Renée respondeu com um sorriso tranquilizador – Fizeram uma das maiores bênçãos juntos. Isso é maravilhoso. Só espero que entenda que as coisas mudaram agora, Bella. Você é uma mulher madura, precisa agir como tal. Sinto muito pelo que vou dizer, mas você nunca realmente amou James. Jamais deixaria seu conforto de Miami para viver em outro país. Você nunca o acompanhou em uma viagem a trabalho... Sua mania de planejar e não viver a vida foi o que disse sim no altar, não o amor. Ele era seu namorado e você queria casar naquela idade, para ter filhos em outra idade, conquistar mais não sei o quê... Ah, minha filha, agora sabe que a vida não é planejada, não sabe?
Olhei para minha menina nos meus braços, mamando com os olhos fechados e toda sua concentração. Amy realmente estava com fome. Sim, eu sabia que era muito mais importante viver do que planejar.
- Cadê as minhas meninas? – Edward chamou suavemente e virei para porta ansiosa para vê-lo – Ai estão vocês, lindas. – sorriu abaixando para me beijar e cheirar Amy, que mamava distraidamente.
- Oi amor. Comprou tudo? – perguntei ainda com a sensação de adolescente apaixonada. Edward causava umas coisas estranhas em mim desde o nascimento de Amy. Era como se, sei lá, a gente estivesse em outro nível de relacionamento. Mais íntimo, mais puro e muito mais verdadeiro.
- Comprei sim, vamos comer?
- Deixe-me fazê-la dormir e já desço. Você sempre nos atrapalha.
- Fazer o que se sou uma boa distração? – brincou beijando meus lábios mais uma vez antes de sair com Renée.
- Seu pai é minha perdição, menina. – sussurrei e ela continuou sugando tudo que podia. Amy demorava uma eternidade para ficar satisfeita. Fechei meus olhos balançando um pouquinho para deixá-la pronta para dormir.
- Ei você. – Edward sussurrou e abri os olhos preguiçosos. – Você cochilou e ela está quase.
- Droga. Sinto muito. – respondi e ele pegou Amy de mim, me dando oportunidade de me cobrir.
- Vá comer, você precisa disso mais do que eu. Além do mais, sou bom em fazê-la dormir de pé. – brincou abaixando rosto na minha direção e fiquei na ponta dos pés para beijá-lo. – Vai lá.
Desci para não fazer desfeita aos meus convidados, colocamos a comida e esperei um pouco por Edward, cortando toda carne de Harry e incentivando-o comer. Edward não demorou muito, afinal, ele realmente era ótimo em fazê-la dormir de dia, durante a noite, era ela quem o colocava na cama. Eu morria de amor por encontrá-los juntos dormindo. Meu coração e ovários sempre explodiam.
Almoçamos todos juntos, naquela deliciosa sensação de estar com a família, gente que amamos muito. Harry estava um rapazinho, mas ele ainda fazia charme para dormir de tarde, porém, não tinha nada como mandá-lo tomar um banho e deitar para assistir desenhos.
- E então, quando vocês vão oficializar a união? – Charlie perguntou e engasguei com meu chá. Edward deu tapinhas nas minhas costas. Meu pai parecia malditamente feliz com a nossa reação. – Então?
- Charlie Swan. – sussurrei ainda tossindo e dei um olhar ameaçador.
- Que foi? O menino pode te engravidar e fazer você mudar de país, mas não pode te fazer uma moça direita?
- Charlie... – Edward gaguejou sem jeito. Jesus, coitado.
- Pai, eu não quero casar agora, ok? – disse alto e eles ficaram em silêncio. Senti os olhos de Edward em mim, mas era melhor desviar o foco desse jeito.
Esme e Carlisle puxaram outro assunto, no qual não fiz questão de alimentar. Fiquei encarando meu pai e ele devolvia meu olhar sem sentir nenhuma culpa. Essa mania dele de me proteger como se fosse uma garotinha, depois de tudo que passei e pari uma criança, acho que posso decidir até que ponto meu relacionamento está evoluído. Depois de tanto sonhar e planejar um casamento que foi um fracasso completo, Edward e eu vivemos em um sonho e então, não sei se a falta de uma oficialização nos faz incompletos. Quer dizer, seria legal casar, ter o sobrenome dele e adotar Harry, mas, isso não mudava nada. Eu já era a mulher dele e mãe de Harry. Isso seria um complemento ou algo assim.
Deixei a sala e fui para cozinha terminar de limpar a bagunça do nosso almoço e ouvi minha mãe repreender meu pai. Foi impossível não rir do resmungo dele e o olhar de pai bravo em direção a Edward. Como se isso afetasse ele de alguma forma, bom, eu esperava que não.
- Eu te ajudo com isso. – Edward murmurou pegando uns pratos da minha mão e colocando na pia – Então você não quer casar agora?
- Eu só disse aquilo para meu pai parar. – respondi calmamente – Estarei pronta quando for o momento, só não quero nenhuma pressão em nós dois. – completei virando de frente para ele e o abraçando.
- Cheguei a me assustar por um momento. – murmurou beijando-me levemente – Não se preocupe com seu pai. Ele está certo. Farei muito pior com a Amy, ele é extremamente gente boa.
- Seu bobo ciumento.
Meus pais saíram para passear com Jasper e Alice, mas declinei o convite por estar um pouco cansada. Amy ainda me fazia trocar alguns horários e precisava ficar acordada durante o dia por conta de Harry. Aproveitei esse momento para tirar um cochilo com meu namorado-quase-marido e renovar as energias. Amy tinha que acordar nesse momento, porém, ela ficou quieta, me dando oportunidade de cochilar entre um momento ou outro enquanto Edward a distraía conversando baixinho. Ela soltava uns estalinhos gostosos, uns gorgolejos que dava vontade de gravar assim como se mexia meio agitada, olhando para todos os lados. Eu era boba, minha princesa vivia enfeitada, com cabelo penteado, meias rosinhas ou lilás. Eu amava vesti-la. Era mais legal que boneca. Edward arrastou o nariz sobre a barriguinha dela e beijou, fazendo-a se mexer um pouco nervosa com a sensação, mas ela tinha uma expressão de quase um sorriso. Tudo que o pai fazia era maravilhoso. Os dois juntos era muita fofura para minha cabeça.
- Papai te ama tanto, princesa. Diz que serei o único da sua vida, diz? – sussurrou esfregando o nariz com o dela.
- Isso é coerção injusta. Você e Harry são os únicos homens que ela conhece.
- Se eu tiver sorte, seremos os únicos. – murmurou sem me olhar. Amy parecia interessada nele. Uma paixão muito linda. Ela era completamente linda e gostosinha. Seus braços cheios de gominhos agitaram-se no ar como se quisesse protestar as asneiras do pai. Já começa cedo assim...
- Edward... Deixa de ser ciumento.
- Não posso. Ela é minha princesa. Meu bebê.
- Ela não será sempre um bebê. – disse apenas para alfinetá-lo. Também não estava preparada para o crescimento dela.
- Bella? Joga no meu time! – reclamou meio que brigando comigo e Amy abriu um sorriso cheio de gengiva. Gostosa demais.
- Sinto muito, alguém precisa te dar um senso de realidade e esse alguém sou eu. – brinquei passando minha mão no cabelo rebelde dele. Ele era perfeito pra mim.
- Não. Amy e eu somos únicos. Estou apaixonado... Nós fizemos a menina mais linda de todo mundo. Ela é perfeita... Como nós somos.
Deus, eu amo esse homem por realizar meu sonho e ainda por cima amá-lo tanto quanto eu amo. Harry acordou meio que sonolento e deitou em cima de mim, olhando por um momento sua irmã e seu pai interagirem e dormiu novamente. Beijei sua cabeça e acariciei seus cabelos idênticos e macios como os de Edward. Meu pequeno príncipe estava ficando cumprido. As pernas dele já ficavam quase no alcance dos meus pés, eram grossas como de Edward. Talvez ele ficasse alto como o pai e tão bonito quanto. Teria que ficar de olho nesse menino.
Amy começou a bocejar e Edward pegou a dica para começar a niná-la lentamente, sussurrando coisas boas até que ela adormeceu. Observá-la dormir era meu passatempo favorito.
- Nossos maiores tesouros. – murmurei ajeitando Harry no meu colo – Isso é muito bom, não é? Ter a nossa família.
- Maior presente que você poderia ter me dado. Obrigado. Eu te amo. - sussurrou me dando um beijo de leve e ficamos olhando nossas crias como dois babões.
Meus pais passaram uns dias conosco, mas infelizmente, retornaram para casa. No espaço de uma semana, Jane e Félix também passaram dois dias de visitas, mas dormiram na casa dos pais dele e vinham durante o dia com programas divertidos. Amy foi muito paparicada, eu tinha certeza que minha filha seria um bebê muito mimado. Edward dava a desculpa do significado do nome dela para ficar o tempo todo em cima, beijando, conversando e sendo um egoísta ciumento que não deixava ninguém pegar a filha dele sem que ele ficasse em cima ou querendo pegar de volta. Emmett era o único que realmente se irritava e quando segurava Amy, fazia questão de não devolver e ainda sumir com ela pela casa só para ficar longe de Edward. Literalmente uma princesa disputada a tapas. Eu amava que todos ficassem em cima dela. Carlisle então, era um caso sério de amor com essa neta que ele jurava que ia estragar, mimar e proteger com unhas e dentes, ameaçando todo mundo com bisturi e fazendo promessas de que ela namoraria aos 40 anos e com ele do lado vigiando. Eu tinha que rir das bobeiras que até meu irmão entrava na pilha, dizendo que iria investigar a vida de quem chegasse perto dela. Alice estava rezando que tivessem uma menina, assim ele calaria a boca. Emmett era o mais tranquilo, a paternidade ou a responsabilidade de uma esposa grávida vinham deixado ele bem mais calmo e centrado. Ele ouve tudo que Rosalie pede e faz praticamente na hora. Os dois sempre muito agitados agora agiam em uma sintonia muito linda de observar.
Peter e Charlotte que não andavam lá muito bem, mas ela diz que é a crise de sete anos, que a mãe dela vive dizendo que todo casal passa e logo iria terminar. Eu não acreditava nessas coisas, mas, em conjunto com as meninas, decidimos não interferir ou opinar se ela não pedisse. Cada um sabe do seu casamento, onde o cabo da panela esquenta e tudo mais. Graças a Deus caí em mim antes de fazer Edward sair correndo apavorado. Estava tentando arduamente ser uma pessoa mais calma, mais relaxada, menos neurótica com organização. Ele merecia a melhor mulher do mundo e todos os dias tentaria ser por ele e principalmente por mim. Passei a minha vida inteira colocando energia e fazendo planos para vida de forma errada e acabei esquecendo de viver. E agora, com todos esses presente divinos, precisava fazer isso com calma.
Aro veio de surpresa com uma caixa de presente para Amy, como se ela entendesse metade das coisas. Foi muito divertido o jeito bobão que ele a segurou, contou um monte de besteiras minhas, tirou foto e ainda ficou para o jantar, mas foi embora antes de oito horas da noite. Minha filha dormiu a maior parte do tempo e nem sequer registrou a presença dele, mas eu amei a consideração e carinho. Foi muito gentil da parte dele.
Felizmente, meu resguardo chegou ao fim com uma consulta cheia de elogios. Amy era saudável e tinha crescido perfeitamente bem, assim como eu me recuperei bem em minha quarentena. Edward quase soltou fogos dentro do consultório médico e eu quis não rir do sorriso de felicidade dele, mas foi impossível. Eu sabia que ele estava subindo pelas paredes, afinal, era muito mais de quarenta dias em jejum completo. Eu não tinha pensado em sexo durante todo esse tempo, nem sequer me ligado nas necessidades dele, minha mente tinha sido focada em Amy e todas as coisas novas que deixei esse detalhe importante passar e por isso, iria dar-lhe uma noite especial. Coitado de Edward, me aturou numa gravidez horrorosa e ainda por cima, meu relapso em relação ao sexo.
Dei graças a Deus pela sorte de Harry ter saído em uma viagem de fim de semana com Esme e Carlisle. Uma criança a menos em casa. Amy com seu vestidinho lilás ficou quieta por uns momentos e tirei algumas fotos enquanto Edward guardava nossas coisas. Era irritante ter que carregar mil bolsas para rua, principalmente que com um bebê pequeno, você sempre precisa daquilo que esqueceu em casa. Observei meu bonito namorado tirar sua roupa e entrar no chuveiro, enquanto fiquei na cama amamentando Amy e tentando fazê-la dormir, porque eu sinceramente precisava que ela entrasse em um sono profundo agora. Só por conta disso, seus lindos olhos estavam me fitando com interesse enquanto dividia minha atenção entre ela e Edward molhado. Filha, isso é um jogo difícil, sabia?
Assim que ela caiu em um sono profundo, deixei-a deitada em seu berço e quando retornei, encontro Edward roncado. Não deu para ficar puta, porque ele logo começou a rir e cai na pilha. Fiquei tão surpresa que precisei bater nele com o travesseiro.
- Confessa, você achou que tinha dormido. – sorriu me puxando para cama bruscamente. Hoje seria assim? Jesus, mal podia esperar! Que ela não acordasse!
- Achei mesmo... Cheguei a ficar congelada no lugar, seu bobo. – respondi abraçando-o e raspando minhas unhas em sua nuca – Logo hoje... – sussurrei movimentando meu corpo contra o seu.
- Dormir no dia que a magia vai acontecer? Jamais! – brincou encaixando-se entre minhas pernas – Vamos tirar essas roupas...
Edward tirou peça por peça, com um sorriso safado que me conquistou alguns meses atrás e sussurrou com aquele sotaque britânico de desfalecer calcinhas o quanto eu era linda. Uma das coisas que me fez apaixonar por ele foi sua habilidade com a língua. Lembro-me do nosso banho na jacuzzi no qual ele me deixou completamente louca. Beijando dos meus pés até minha virilha, me remexi na cama ansiosa e nervosa porque seu toque estava enviando ondas de calor por todo meu corpo, concentrando principalmente no meu ventre, o qual estava precisando muito do seu toque.
Gentilmente, começou a massagear-me com seus dedos, logo senti sua língua me invadir e eu estava deliciosamente perdida no frenesi de emoções que corriam em minhas veias. Sua maneira de me levar a loucura foi construindo um imenso prazer em meu ventre que explodiu como fogos de artificio. Eu queria retribuir o favor, mas dane-se, precisava dele dentro de mim porque não estava nenhum pouco satisfeita. Seu beijo frenético foi erótico, principalmente que tinha meu gosto ali.
- Não seja gentil. – sussurrei no seu ouvido e ele riu, xingando um palavrão, estocando repetidamente no ritmo perfeito. Meus seios doíam de tanto que estava sacodindo e a cama batia na parede como uma música aos meus ouvindo, somando com nossos gemidos.
Nenhum dos dois prontos para acabar, trocamos de posição. Fiquei de quatro. Como ele realmente amava. Mesmo com meus seios enormes, Edward ainda era um homem bunda. A visão privilegiada o deixava realmente louco e eu me sentia sexy pra caramba, principalmente que mesmo depois da gravidez, meu corpo não estava flácido – apenas os seios, mas isso é normal – e meu peso era praticamente o mesmo. Eu me sentia muito bem e bonita. Arranhei a parede precisando de um lugar real para me apoiar ou iria sair voando. Como consegui esquecer que sexo era bom? Eu não queria mais parar de fazer sexo hoje. Talvez para sempre.
Caímos na cama ofegantes e com sorrisos de ofuscar o sol.
- Eu te amo. – Edward sussurrou mordendo a carne entre meu ombro e o pescoço. Hum... Isso foi bom. – Você é muito gostosa. Toda minha.
Nós nos reconectamos durante todo final de semana, durante os sonos longos da nossa princesinha. Acho que todo mundo percebeu na semana seguinte a maneira que ficamos um grude, agindo como um casal recém-casado com dificuldade de manter as mãos longe do outro. Parecia que eu estava vivendo um conto de fadas de tanta perfeição. Cuidando da minha casa, dos meus filhos, do meu marido e tudo mais. O caso da BBC estava indo para a reta final. Edward tinha tudo pronto para encerrar e entregar ao juiz para que o veredicto fosse dado e nós estávamos rezando que fosse bom o suficiente, que agradasse os clientes dele, sem chance de recurso ou o inferno continuaria. E encerrando o caso, o maldito jornalista nos deixaria em paz e viveríamos no anonimato, como precisamos e merecemos.
Algumas semanas se passaram e eu estava satisfeita com as notas de Harry e os elogios dos seus professores. Era como se ele fosse outra criança. Claro que a fase que estava vivendo era de aprontar e fazer arte perigosa, me deixando várias vezes com o coração na boca. Como no dia que ligaram do hospital avisando que precisava buscá-lo. Andou de patins na escola sem capacete e proteção dos braços e pernas. Caiu e se cortou, precisando levar ponto. Eu quase chorei ao ver sangue na sua perna, precisei de Esme ao meu lado para sobreviver ao primeiro corte profundo da minha criança que achou um máximo levar pontos. Esse menino com tendências radicais me daria cabelos brancos. O único jeito de deixá-lo calmo era pedir que tomasse conta de Amy, mesmo sem necessidade, mas era o momento que minha cabeça tinha descanso. Essa história dele ser o Batman provocava muitas idéias a sua cabecinha ingênua.
- Você está bem com esse dia de macho? – Edward me perguntou enquanto se arrumava.
- É bom que passe um tempo com os meninos, devo dormir ou estudar um pouco. – respondi deitada na cama como uma preguiçosa. Amy, mesmo com dois meses, ainda não dormia a noite inteira. Ela estava acabando com meu sono.
- Qualquer coisa me liga.
- Vou tomar um banho caprichado e cochilar enquanto ela está com Rosalie. – respondi com um bocejo e ele riu, beijando-me levemente – Comporte-se na rua e não dê doces a Harry. Você está sendo um tipo de pai que não sabe dizer não.
- Quando ele pede com jeitinho...
- Tá vendo? Babão e bobão.
- Me processe.
- Você se defenderia e eu perderia.
- Não se você tirar a sua roupa.
- Vou pensar no seu cao. Sai daqui.
Fiquei deitada meia hora sozinha. Isso era tão raro que não queria sequer levantar. Tomei um banho caprichado, depilando minhas pernas, virilha e axila. Fiz hidratação no cabelo, cutilei minhas unhas, lixei e passei uma base tanto nas mãos quanto nos pés porque fazia tempo que não tinha o luxo de ir a um salão, mas estava satisfeita em cuidar de mim mesma por enquanto. Fiquei horas no banheiro apenas cuidando dos meus cabelos, lendo uma revista, fiz uma escova caprichada, limpei minha sobrancelha e passei esfoliante no rosto, tirando cravos e alguns pelos indesejados. Parecia que nasci de novo. De tempos em tempos, Rosalie tomava conta de Amy para que pudesse ficar sozinha e fazer esses serviços íntimos. Eu prometi a ela que faria o mesmo quando o bebê nascesse. Realmente era uma ótima coisa.
Assim que sai do banheiro dou de cara com Edward branco feito uma vela, parado no meio do quarto congelado.
- Amor, o que houve? – perguntei imaginando Harry em coma no hospital.
- Bella, você precisa ficar calma. – sussurrou, mas acho que estava dizendo pra si mesmo. Ai meu filho.
- Calma? Que diabos aconteceu?
- Eu descobri quem é jornalista norueguês. Você precisa sentar.
- Quem? James?
- Não... É Jasper.

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