SHORT FIC ANONIMO 2.0

Hey twihards!!!

Hoje trazemos o segundo capitulo da  short fic ROBSTEN da talentosíssima (e já conhecida de vocês)  Izabella Mancini!
O outro capitulo será postado  na sexta, se tivermos 5 comentarios neste post,  as 18 horas.

Apaixonem-se por esta estória MARAVILHOSA!!!!


HAVE FUN!!! ;)


Perdeu o primeiro capitulo??? http://www.twilightmoms.com.br/2013/10/short-fic-anonimo-10.html






Ele olha em volta e não entende o motivo de brigarem tanto... Principalmente porque dois segundos depois estão com as bocas coladas novamente e papai canta a musica idiota para mamãe. Estreitando os olhos azuis, puxa a mamadeira para mais perto e agarra o bico com seus pequenos dentinhos esperando uma resposta... Nem sequer sabe por que todos o chamam de anônimo.




Party, Fights, paparazzi and Sunshine




– Então Rob, cara... Como ele está?


– Ele quem?


– Como quem... Anônimo!


A plateia explode em gargalhadas e Rob torce os lábios de modo a tentar ser compreensivo e não dar uma resposta mal educada. A verdade é que, se pudesse, contaria tudo ao entrevistador. Desde o parto louco até os primeiros dentinhos quem estão nascendo na boquinha de seu filho... Contaria também que o menino adora brincar com os sutiãs de Kristen e que tem pavor de água como o pai. Ah... Que orgulho! Sem contar nas vezes em que puxa o rabo de Bear e fica olhando com carinha de culpado para o rosto de Kristen, que o repreende. Sentado ao chão ao redor de seus brinquedos coloridos ou engatinhando, Simon é o centro de tudo para ele.


– Bom. Está tudo ótimo com o bebê – Rob sorri pequeno olhando para as próprias mãos tremulas. Está superaquecendo dentro desse terno caríssimo. As palavras pinicam em sua garganta, mas a voz de Kristen ressoando em sua mente é mais alta do que tudo!


Não abra a porra da boca e fale sobre o bebê! Isso é nosso, não deles Rob. Não exponha nosso filho”.


Ela tem razão, ele sabe, por isso respeita a vontade e guarda para si tudo sobre Simon. É o mais certo e o mais justo. Sem contar que Rob sabe muito bem quem é a chefe da relação...


– É um meninão ou uma garotinha? – as sobrancelhas do entrevistador balançam. Rob não resiste à questão...


– Se chama Simon – toda a plateia faz um sonoro “own” junto. Rob cora e se contrai de felicidade. Sim, é isso. Todos reverenciem o meu filho, ele é incrível.


– Oh, meus parabéns! Ele já tem, uhm... Oito meses? – Rob vê o homem olhando em uma ficha para saber algo sobre Simon. Caramba! Algo sobre seu filho está na ficha desse cara! Isso o irrita, Kristen tem razão quando diz que a vida deles é pateticamente monitorada por gente tosca.


– Sim, oito meses e meio... Estamos muito felizes e orgulhosos dele. É nosso maior tesouro – todos reverenciam com o som fofo novamente.


Droga! Toda vez que escuta pessoas venerando seu bebê não pode se conter! Fechando os olhos é possível enxergar o pequeno Anônimo engatinhando pelo tapete atrás de Bear. Pode ver o cabelo loiro claríssimo arrepiado para todos os lados, a pele branca e rosada contrastando com a frauda e os olhos azuis como os seus brilhando na luz do ambiente. O rosto angular e o sorriso lembram perfeitamente o de alguém que ama... O da pessoa mais maravilhosa do mundo para ele. Rob agradece todos os dias por Simon trazer o belo sorriso de sua mamãe.


– Um dia, talvez, poderemos ver o rostinho de Anônimo? – Rob ri mais uma vez da palavraanônimo.


Lembra–se perfeitamente como isso pegou... Quando Kristen estava grávida e ele ia às entrevistas para os filmes, os repórteres questionavam sobre o neném então ele dizia “Não sabemos nada sobre ele ainda. É nosso anônimo. Um bebê anônimo”.  Realmente não sabiam! Queriam deixar para a hora do parto toda a surpresa e foi ótimo... Porém, “O Principezinho da América”, como chamavam Simon em certa revistas e irritavam totalmente Kristen, ficou para sempre taxado como Anônimo. Voltou a se concentrar na pergunta... Ver Simon? Há! Boa piada!


– Talvez demore... Uhm... Kristen anda muito paranoica com ele. É meio que uma depressão pós–parto aplicada aos paparazzi – todos gargalham alto e o próprio Rob dá um sorriso torto – estou vendo a hora em que o menino joga a mamadeira na cabeça dela e sai correndo para a porta.


Em algum lugar longe dali Kristen assiste ao programa parada em frente a TV. Com as mãos na cintura praticamente fuzila seu namorado com os olhos... Como foi capaz de dizer isso dela? Se não houvesse aberto a maldita boca seria tudo perfeito. Não teria problema dizer que era um menino e falar o nome dele... Ok. Compreensível. Mas citar sua paranoia? Céus! Ela não é paranoica só por não querer tirar o bebê de casa, é?


– Seu pai é um idiota Anônimo, um idiota! – olha para trás e vê o filho sentado no sofá, encostado a uma almofada, tomando sua mamadeira cheia de leite.


 Assim que ouve a voz da mãe os olhinhos incríveis do pequeno se deslocam para seu rosto. Kristen apenas admira a Obra de arte que fez com Rob sentado ao sofá usando frauda e uma blusinha azul. Tão fofo! Aproxima–se. Faz sinal para ele vir para o colo dela. Simon se estica todo, empinando os bracinhos gordinhos e largando a mamadeira sobre o estofado. O leite esparrama e Kristen chinga, se abaixando para pegar a mamadeira antes que caia mais. Bear chega e começa a lamber todo o leito do chão... Ela se propõe a afugentá–lo, mas se detém quando nota que o filho aponta para a TV e abre e fecha as mãos com intensidade. Choraminga e clama para a TV... Ou melhor dizendo, clama por Rob, do outro lado do vidro, exibido na tela ainda falando um monte de merda.


– Sim, é o papai – diz para ela com a voz dengosa. Acaricia suas costas delicadamente, uma vez que Simon está impaciente querendo Rob – não amor, agora ele não está. Logo papai estará aqui para te pegar ok?


Desliga a TV antes que seja tarde demais. Simon ainda fica procurando por Rob um longo tempo na TV apagada, porém se acalma quando Kristen enfia uma chupeta azul em sua boca pequena e o coloca em seu colo. Ela anda para lá e para cá pegando os brinquedos com o menino na cintura e se sentindo patética! Nunca se imaginou nessa situação! Pegando brinquedos do chão e com uma miniatura de Rob pendurada nela. Mamãe. Esse é o rótulo dela agora, não suporta que os outros cuidem das coisas de seu filho. Ela mesma põe a mão na massa e ajeita as coisas do bebê, pega as bagunças que cria... Não sabe até quando pretende seguir assim, porém agora quer se sentir útil. Agora, enquanto Simon precisa muito de sua presença. Jules e Clare enchem a boca para dizer que a fase de bebê é a melhor, onde ela sentirá mais falta... Ok. A sogra e a mãe são sua única referência materna, deve acreditar, afinal.


Recolhe tudo, joga no cesto e finalmente se senta. Simon cheira mal! Nota isso ao beijar sua barriga estufada e rosada. O menino sorri com a chupeta entre os lábios e mesmo que esteja fedendo, Kristen o beija por todo o rosto. As risadas do bebê enchem a sala e Bear late para Simon, que olha para o cachorro desconfiado. Ambos não se dão muito bem, como diz Rob, existe a competição de quem é mais fofo e apertável. Por enquanto Simon ganha em disparado.


– Você precisa de um banho mocinho. Se seu pai chegar e te ver fedendo vai começar a briga do século, sabe disso.


Sem muita preocupação leva Anônimo até seu quarto de cor azul e escolhe uma roupa confortável para o bebê; uma camisa azul e um short de moletom. As roupas que ganhara de fãs por algum motivo lembravam as de Rob, porém em miniatura. Kristen nunca pensou que iria gostar daquilo. Ambos são muito parecidos em tudo, tirando o sorriso que, mesmo que não goste de admitir, é totalmente dela. Enche a banheira pequena e trata de lavar Simon com a facilidade de sempre. O bebê deles é calmo e muito compreensivo, nunca faz birra e pouco se importa com as coisas ao seu redor. Mais um aspecto que lembra demasiadamente Rob. Ah! Também tem a teimosia... Quando insiste com algo e quer conseguir o mesmo, Simon nunca desiste.


– Ótimo rapaz, tem que ser assim – dissera Rob, certa vez. Simon queria pegar o boneco encima do sofá e fazia um esforço tremendo para alcançar o desejado, mesmo que o objetivo parecesse impossível – foi assim que consegui pegar sua mãe.


Rob, no entendo, tirara o brinquedo do lugar e colocara nas pequenas mãos de Simon, que se sentou no tapete todo feliz e passou a se distrair com o colorido. Olhava nos olhos do pai e ria com seu sorriso banguelo enchendo Rob de satisfação. Kristen soube, a partir daí, que seria demasiadamente difícil para Rob não dar tudo nas mãos do filho.


Após colocar a linda roupa em Anônimo percebeu que estava cansado. Ninou–o por dois minutos e deu uma mamadeira de leite, apenas um pouco. O pequeno caiu no sono em seu carrinho segundos depois, deixando um Bear triste por não ter seu companheiro para brincadeiras agora. Kristen assistiu o cachorro se deitar aos pés do carro de bebê enquanto ia para a cozinha telefonar para Rob.


– Que diabos, porque está demorando tanto? – tentou uma. Duas. Cinco. Dez vezes e nada! Desistiu. Largou o celular sobre o balcão para tomar banho e aproveitar o sono do bebê, mas não por muito tempo. Uma ligação tomou seu tempo e era sua agente querendo falar das propostas de projeto.


Meia–hora. Uma hora. Duas horas ao celular... Nada de Rob chegar, mas sabia que Simon havia acordado. Ouvia barulhos na sala e deveria ser ele se remexendo no carrinho. Espiou enquanto a mulher falava sobre seu retorno ao cinema e viu Anônimo impaciente com as mãos para cima, querendo colo.


– É o seguinte... Traga–me os roteiros com previsão de inicio em quatro meses ou mais. Como eu disse, só irei trabalhar quando meu filho estiver com um ano – choro. Um choro forte e agudo; é Simon querendo colo. Kristen ignora. Não pode ser como Rob e ficar dando tudo na mão dele. Alguma das partes tem que ter pulso firme, palavra que não se encaixa no vocabulário do pai de seu filho – Rob me mata se eu deixar Anônimo antes disso. Ele tem toda razão. Simon precisa de nós.


A porta se abre quando Bear late alto e Simon chora do outro lado. É uma sinfonia absurdamente irritante de sons. Do lado de fora, Bernie também late deixando tudo mais interessante. Ou não. Kristen não vê, mas sabe que é Rob quem chegou. Olha para si mesma e nota que sua grande camisa branca está suja de leite, seu short jeans molhado e seu cabelo um caos! Não que se preocupe, mas ultimamente a relação deles se baseia primeiramente em Simon, depois nas outras coisas. Ela precisa também das outras coisas e já não pode esperar para ficar com Rob mais uma vez.


– Preciso desligar. Rob chegou. Tchau – bate a ligação e joga o celular no balcão. Corre para a sala e nota que o choro de Anônimo acabou. Para na porta para ver Rob segurando o filho deles vestido exatamente como estava no programa de auditório – Oi.


Ele se vira e a encara com certa confusão. Anônimo tem a cabeça deitada no ombro do pai e parece maravilhosamente acolhido. Suga uma chupeta azul e tem o cabelo ainda úmido caído na testa, formando uma pequena franja. Suas bochechas rosadas o deixam mais apertável ainda, pondo em dúvida qual dos dois é mais bonito.


– Oi. Ele estava chorando... – parece mesmo preocupado. Kristen sempre gosta quando vê Rob hipersensível com Simon e tudo sobre ele – não sei o que é. Parece limpo e não quer mamadeira.


– Apenas queria colo – dá de ombros e nota um sorriso pequeno em Rob, que nina Anônimo com carinho.


– Colo? É isso que você queria moleque? – Simon se enrola ao redor do pai, passando os braços no pescoço dele e virando a cara para Kristen. Rob ri ao notar o bico que faz para a mãe. Ela suspira derrotada.


– Eu estava falando com minha agente... Não posso ficar dando tudo o que ele quer como você faz – cruza os braços e encara os dois. Rob apenas ri, mas logo se detém para absorver as palavras.


– Não faço tudo o que ele quer! – reclama. Kristen revira os olhos e sai andando pelo longo corredor. Tira a blusa por cima da cabeça e joga encima da mala, ligando a luz do quarto principal. Rob está a sem encalço com Simon nos braços – Kristen! Não faço tudo o que ele quer!


– Não? Pelo amor de Deus, você faz tudo e mais um pouco! Desse jeito Anônimo vai virar um babaca mauricinho – Rob para na porta do quarto enquanto sua namorada escolhe uma roupa no closet.


– Mas é meu único filho! Ele só tem oito meses! É normal que eu faça tudo o que ele quer, seja lá o que esse termo signifique aplicado a um bebê – ela passa pelos dois com implicância e entra no banheiro com sua roupa. Rob segue – não seja tão fria assim Kristen...


– Fria? Apenas quero que nosso filho não seja filhinho de papai e tenha tudo na mão! – bate a porta na cara dele. Rob escuta o chuveiro e encosta–se a porta. Suspira.


Como Kristen pode ser tão difícil de lidar às vezes? Vai com Simon para a cozinha e coloca o bebê sentado sobre o balcão. Abre a geladeira e caça alguma coisa por ali, seu estomago ronca. Simon hesita em engatinhar por ali com um olhar reprovador de Rob.


– Fique ai Anônimo, papai vai pegar algo gostoso para nós... – Tira de geladeira manteiga de amendoim e algumas torradas. Junta tudo e põe encima da mesa redonda, inclusive Simon. Senta–se ali e começa a espalhar a manteiga nas torradas. Simon acompanha tudo com os olhos azuis interessadíssimos – você quer? Quer?


Rob junta um pouco de manteiga de amendoim na ponta da colherzinha e leva a boquinha do bebê, que suga com vontade. Faz novamente e passa a mastigar suas torradas. Seu celular toca e coloca no alto falante sobre a mesa.


– E ai boiola? Amanhã é meu aniversário, vai estar sol segundo a previsão do tempo, então é bom aparecer porra! – Rob revira os olhos diante das palavras de Tom – Rob?


– Primeiramente, não fale palavrão na frente do meu filho – repreende bem humorado. Coloca mais manteiga de amendoim na boca de Simon, que engatinha até seu colo e se pendura nele. Rob o pega com maestria e o senta em seu joelho.


– Ele está ai? Oh. Desculpe Anônimo e... Espera! Você e Kristen falam palavrão o dia todo! Não preciso me desculpar! Aposto que ele já está mais do que acostumado com palavras de baixo calão – Rob ri alto e Simon acha graça. Os dois gargalham juntos – Vocês vão vir?


– Não sei Tom... Você sabe... É ao ar livre, será no parque... Kristen está sensível sobre sair com Anônimo – Rob beija sobre o cabelo loiro de Simon, que brinca com a colher todo entretido.


– Mas Rob! Marlowe estará aqui! Não vai ter problemas, os bebês estarão seguros – silêncio – qual é cara... Você é meu melhor amigo, Kristen é minha grande amiga... Anônimo e Marlowe nem se conhecem ainda.


– Eu sei cara, eu sei. Se fosse por mim nós iriamos com certeza... Mas o que embaça é Kristen – no exato momento em que fala o nome dela, a mesma aparece na cozinha atrás deles. Usa uma blusa vermelha até as coxas. Tem os cabelos molhados. Olha para Simon todo lambuzado de manteiga de amendoim e estreita o olhar. Ele está lindo! – ela está aqui.


– Quem é? – questiona impaciente, pegando um guardanapo e indo até Simon. Abaixa–se e limpa as bochechas dele com cuidado.


– Tom. Ele quer saber se vamos ao aniversário dele amanhã – Kristen nega com um aceno – Querida... Por favor. Ele está triste. Quer que Marlowe e Simon se conheçam...


– Marlowe e Simon? Amor infantil? Ele ainda vai pegar ela, não é uma boa ideia começar tão cedo – Rob não pode evitar rir do comentário.


– EU OUVI ISSO KRISTEN! – grita Tom do outro lado da linha – Vocês vêm ou não?


– Não – responde Kristen ao pegar Simon no colo. Rob torce os lábios em nítida indignação! Ela não pode ficar sendo egoísta por uma meta que traçara para si.


– Escuta Tom, vou falar com ela... Se der eu apareço. Tchau cara – não dá tempo de o amigo responder. Kristen sumiu para a sala e ele vai atrás com certa pressa – KRISTEN? – grita seu nome em alto e bom som. Ela e Simon estão sentados ao sofá em frente à TV grande. Rob para na entrada da sala com cara feia e Bear sai de fininho, notando que o clima não está muito bom – você acha isso muito digno não é?


– Do que está falando exatamente? – ela sabe que está errada. Sabe que ficar negando sair por causa de Simon é uma infantilidade, mas não pode se dar por vencida. Para evitar o olhar perturbador de Rob finge ninar o bebê perto de seu peito. Anônimo, por sua vez, gosta muito da proximidade da mãe e se agarra a ela com força, fazendo Rob hesitar por um minuto diante da cena linda das duas pessoas que mais ama.


– Do que estou falando? Dessa sua mania ridícula de querer tomar todas as nossas decisões! Nós somos um casal, temos um filho e devemos partilhar da mesma opinião ou pelo menos concordar com uma delas! – grita. Tenta se controlar, mas é inevitável. Sua raiva já ultrapassa todos os limites.


– Sim, exatamente! Até ontem você concordava plenamente com a ideia de não tirar o bebê de casa... Agora fica ai cheio de dramas Robert? Pelo amor de Deus!  – ergue–se. Vai para o quarto com pressa carregando Simon. Bate a porta na cara de Rob, que coloca a mão na frente e empurra a porta com força.


– Mas que droga! Não vamos colocar o bebê numa aglomeração, muito menos vamos esfregá–lo na cara dos paparazzi! É o aniversário do meu melhor amigo e você fica com frescura? Meus pais estarão lá, minhas irmãs, meus amigos... Muitas pessoas protegendo ele! Além disso, o menino já vai fazer um ano e nunca viu a luz do sol fora dessa cara! Isso pode ser prejudicial sabia? – sentada sobre a cama com Simon enrolado em seu peito, Kristen mantem a postura firme. Nada diz, apenas torce os lábios e ignora o olhar dele – ah Kristen... Pelo amor de Deus! – leva às mãos a cabeça, totalmente indignado – por favor!


– Não.


– Não? Ok! É assim que você quer fazer as coisas? Viver como se fosse uma criminosa por causa de um monte de idiotas!


– Não é assim Robert! Pare de ser grosso, entenda o meu lado... – grita também. O neném chora totalmente assustado.


– Sinto muito, não posso entender seu lado! Não depois que isso deixou de ser uma simples preocupação e se tornou uma louca obsessão – Rob se abaixa e pega Simon por baixo dos bracinhos. Kristen fica sobre a cama com cara de boba – amanhã vou sair com meu filho... Nós vamos a uma festa e se quiser vir conosco será muito bem–vinda.


Pela primeira vez em todos esses anos ao lado dela, Rob não ouviu nenhuma resposta contrária e sequer uma tentativa de confrontá–lo. Kristen ficou caladinha olhando para seu rosto com os olhos grandes e indecifráveis sentada sobre a cama. Por um minuto isso o apavorou...


– Ok – respondeu Kristen sem qualquer sinal de controvérsia. Saiu da cama e sumiu no corredor totalmente em silencio. Anônimo, notando o clima de encantamento do pai que sempre levava esporros da mamãe, olhava para Rob com os olhos azuis espertos.


– Viu isso Anônimo? Ela nem gritou... Será que está doente? – o bebê ergueu as mãos e começou a mexer na gola da camisa de Rob todo interessado – Kristen! – não pode evitar, é claro. Saiu pelo corredor atrás dela com curiosidade. Deteve–se ao vê–la sentada na sacada olhando para a rua. Não dizia nada, não fazia nada... Parecia pensativa. Olhou para ele com desdém.


Rob ignorou. Ela quer ficar de cara feia? Ok. Sabe que está certo. Não pode ficar privando o garoto de viver por causa de malditos paparazzi. Pegando o celular do bolso, liga para Tom.


– E ai boiola? Nós vamos!




                                                                                  ~~ ~~                                                                                




À noite as coisas foram ridículas! Kristen trocou Simon e fez questão de coloca–lo entre ela e Rob na cama de casal... Detalhe: estava usando um pijama de seda todo sexy e curto, algo que quase nunca acontece. Rob esfregou o cabelo diante da imagem inocente do pequeno Simon ao lado dela, linda e provocante. Sabe que Kristen está com raiva por ele ter razão e por isso o está provocando dessa forma, usando Anônimo como barreira para impedi–lo de tentar algo com ela. Ele ri e se deita do outro lado do bebê, beijando a testa do filho e a de Kristen antes de abraçar os dois e dormir.


No outro dia, o dia da festa de Tom, ao despertar com as risadas de Anônimo e Kristen se dá conta de que está atrasado! Ela não o acordou! Sai da cama com pressa e toma banho rapidamente, aparecendo na cozinha onde os dois estão rindo apenas com uma toalha na cintura em busca de Kristen, que o olha com certo espanto. Simon está em sua cadeira e ambos se divertem comendo panqueca.


– Onde está minha camisa vermelha? – questiona Rob impaciente. Pelo menos Simon está arrumado e parece limpo. Kristen o aprontou para sair com ele! Oh! Mais essa? Porque tão boazinha?


– Aqui sua camisa vermelha – Kristen aponta para o próprio corpo, onde a camisa que Rob procura descansa totalmente suja. Ele suspira e volta para o quarto.


Caça uma roupa em cinco minutos e ajeita o cabelo como dá. Volta para a cozinha um tempo depois e nada de Kristen e Simon. Procura pela casa toda até localizar ambos no quarto do bebê. Kristen está sentada no tapete colorido montando peças de lego com o bebê. Ambos parecem felizes e se divertem.


– Oi – diz Kristen ao vê–lo na porta do quarto. Adianta–se, pega Simon e fica de pé – vocês já vão?


– Sim e... – ela segue falando.


– Já o troquei. Dei banho também. As fraudas e o leite estão na bolsa dele junto com algumas trocas de roupa. Não deixe que se suje muito e nem que fique perto de água ou fogo ok? – passa Simon para o colo de Rob com relutância. Não pode deixar de notar o modo com ele está cheiroso e bonito, seu cabelo está um caos, mas ela gosta. Rob pega Simon e a bolsa sem muita dificuldade e o menino parece confuso, mesmo agarrado ao pai. Deve estranhar estar indo apenas com ele, sem Kristen.


– Ok. Você não vai mesmo? – Kristen se contrai por dentro com a lamentação contida na voz de Rob, mas não pode dar o braço a torcer. Abraça a si mesma com a falta que sente dos dois homens de sua vida, bem a sua frente. Ambos lindos, usando uma camisa xadrez vermelha e preta. Simon parece ser uma miniatura do pai.


– Não – morde os lábios ao responder – não vou apoiar sua loucura – Rob se arrisca a responder, mas é interrompido quando ela se lança para frente e beija o rostinho de Simon com doçura. Apesar de não querer, sela seus lábios nos de Rob por dois segundos e dá as costas aos dois, sumindo no quarto.


Simon estica os bracinhos e chama por Kristen, encarando Rob como se o chamasse de idiota. Ele não hesita e vai em direção ao carro. Não pode jogar sua pirraça fora agora. Kristen não vai dominá–lo novamente.




~~ ~~




– Ah meu deus... Meu amor! – Rob não tem nem tempo de pensar! É rapidamente envolvido pelos braços de sua mãe, empolgada e usando um vestido florido. Assim que o solta, fica ciente de que a saudação feliz não era para ele, mas sim para o lindo garoto em seu colo. Clare nem espera, logo pega Simon com extrema habilidade – ah! Que saudade do meu netinho lindo... Richard! Olhe quem está aqui!


Como figurante, Rob acompanha a mãe com a mente pegando fogo. Seu pai está sentado sob uma árvore em uma mesa bonita e agradável. Pelo que nota, alguns garçons servem os convidados. Todos ao redor deles param para olhar. Pela primeira vez em tantos anos Rob não se sente o foco das atenções... Claro, a atração principal é quem? Ninguém menos do que Simon.


– Cara! Você veio mesmo! – é Tom quem aparece primeiro, abraçando–o de lado – onde está Kristen e o bebê?


– O bebê está com meus pais, Kristen não veio – o sorriso grande de Tom sumiu. Soltou Rob e parou de frente para ele com uma cara de taxo gigante.


– Como assim ela não veio? – suspirando pelas recordações, Rob vê seu pai pegando Simon no colo por trás da cabeça de Tom. O filho parece muito feliz na presença de muitas pessoas, ele ri a beça e demonstra muito contentamento ao lado do avô. Richard senta Simon em seu colo e aponta para o céu, como se mostrasse o que é. Simon estica as mãos como se quisesse pegar as nuvens. Pelo menos isso... Pelo menos valeu a pena! O menino está se divertindo e descobrindo coisas novas...


– A gente quebrou o pau cara. Ela não queria vir de modo algum e deu no que deu... Tive que ser firme por dois segundos e fodi com tudo.


– Você? Sendo firme? – Tom ri alto. Rob lhe dá um tapa na cabeça – AU!


– Ela não me xingou, não me bateu e muito menos gritou – esclareceu Rob com pinta de quem pode tudo. Tom esfrega a cabeça e o encara com desconfiança.


– Tem certeza de que Kristen está bem?


– Não – os dois se calam – vou pegar o moleque e ir embora daqui a quinze minutos. Não posso ficar assim com ela. Sem ela, o que me resta?


– Você está certo... – Tom toca o ombro dele amigavelmente – mas enquanto não dá quinze minutos... A cerveja e os caras estão logo ali! – os dois se abraçam.


– A propósito... Parabéns cara!


Rob cumprimenta Boddy, Sam e Marcus, que a primeira coisa que fazem é pergunta de Kristen. Rapidamente explica as coisas e não tem nem o tempo de beber sua Heineken recém–aberta... Simon está chorando em alto e bom som no colo da avó. Dá meia volta e vai atrás do garoto. Pousa a cerveja na mesa e dá atenção a Simon.


– O que é agora? – pega o bebê que clama por ele desde que o viu se aproximar. Simon se enrola no pai e deita o rosto em seu peito com pressa.


– Acho que quer Kristen... Ficou olhando em volta sem parar – Clare soa preocupada. Alisa o cabelo do neto com os dedos trêmulos – onde ela está filho?


– Ah mãe... A gente brigou. Só isso... Mas já vamos nos resolver – tudo o que Rob pode fazer é se lamentar. Não ficou nem dez minutos na festa e já está irritado! Nina Simon com cuidado, deixando o filho bem próximo a ele. Beija sobre seu cabelo loiro e cheiroso pensando em Kristen... Só pode pensar nela quando olha para o filho de ambos.


– Não brigue com ela Robert. Vocês tem um filho, isso é mais forte do que tudo ok? – assente compreensivo e sorri fracamente para a mãe, que cruza os braços diante da insistência de Simon em ficar apenas com o pai – ele está com saudades dela.


– Eu sei mãe, eu sei – beija novamente o cabelo de Simon – vou levá–lo para casa. Como sempre fiz merda em ter vindo sem ela... Droga.


– Kristen te ama de qualquer jeito meu amor. Ela entende.


Clare sorri e beija o rosto do filho. Rob pega a bolsa do bebê na cadeira, coloca no ombro e apanha sua cerveja. Dá um gole curto e Simon finalmente para de chorar alto. Agora apenas soluça e coça os olhos azuis com esforço. Está vermelho, mas parece satisfeito. Rob não se despede dos caras ainda, vai com Simon até a beira do lago e fica bebendo em goles curtos com uma mão e com a outra sustenta o corpo do bebê.


– É... Você pode ser muito persuasivo Anônimo... – diz com um sorriso triste. O sol está forte sobre ambos e Simon parece aproveitar. Não tira os olhos dos patinhos que dançam sobre a água límpida – assim como sua mãe, tem o dom de me controlar sem precisar de palavras – ambos se encaram com os olhos azuis idênticos em sintonia – e sabe de uma coisa? Eu te amo muito... Muito. Assim como amo a louca da sua mãe. Vamos para cara ok? Já deu de sol por hoje... Já deu de brigas. Vou pedir desculpas e implorar para que ela me perdoe. É só isso que posso fazer agora. Vamos garoto.


Rob se vira e dá as costas ao sol, porém ao mesmo tempo se depara com seu paraíso na terra. Para no meio do caminho de volta para a festa para ver Kristen, sim, sua Kristen, descendo as escadinhas com pressa. Usa um short curto, uma camisa larga e branca com desenhos em espirais que Rob sabe ser dele e tênis. Também está de boné e óculos escuros, mas nem isso impede que Simon solte um gritinho de felicidade ao vê–la chegando. O bebê estende as mãos pequenas e abre e fecha as palmas, clamando pela mãe. Kristen corre para eles com entusiasmo e estica os braços para ambos. Rob tem certeza que ela vai abraçar Simon e ignorá–lo, mas não é bem isso que acontece. Kristen abraça ambos com o mesmo alivio e sela os lábios sobre os de Rob, que fica parado e perplexo!


Uau. Ela veio? Quase não pode acreditar!


– Eu te amo cara... Desculpe–me por ter sido idiota e paranoica! É depressão pós–parto ou sei lá... Loucura de mãe. Desde que ele nasceu estou meio fora de mim, só consigo pensar nele, nele, nele... – o jeito como ela fala... A expressão de carinho e perdão em seu rosto... Rob quase chora! – Mas tudo isso é por você. Porque ele é nosso.


Simon exige a mãe e Kristen não dá mais tempo de Rob ficar fascinado e olhando para ela... Pega o pequeno em seu colo com cuidado e o abraça, beijando–lhe o rosto.


– Oi Anônimo, oi – diz empolgada. Rob ainda nem se move – tá legal... Diga alguma coisa Rob! Estou meio impaciente aqui... – sim. É estranho para ela ficar revelando sentimentos e trocando juras de amor. Às vezes é muito romântica, tanto que tem nojo de todo seu mel, porém pedir desculpar não é um habito muito comum no vocabulário de Kristen.


– Ahm... Você é foda? – ela não pode evitar rir. Simon a acompanha e notam que o menino adora uma gargalhada. Sempre que alguém começa ele vai junto. Kristen revira os olhos e toca o rosto liso de Rob.


– Eu também te amo... – sussurra – será que podemos voltar para a festa? Estou com fome... Acho que minha sogra quer me ver.


Rob é puxado pela mão. Uma Kristen empolgada o leva para o centro da festa novamente, e lá estão sendo encobertos pelas árvores e envolvidos no calor dos amigos. Tom dá graças a Deus por Kristen estar lá... Não desejaria ser o pivô de uma discussão entre seu amigo e a mãe do filho dele... Isso é forte! Clare aluga Kristen por uns bons minutos, Rob bebe com os caras e Anônimo roda de um colo para outro.


– Cara, você não tinha parado de beber desde que Kristen ficou grávida? Pensei que fosse sério... – comentou Bobby passando uma Heineken recém–aberta para Rob. Era a segunda dele.


– Pois é, não bebi nada quando ela estava grávida... Sabe como é, companheirismo – explicada para os amigos – mas depois que o bebê nasceu ela me obrigou a voltar. Sabia que era minha vontade... Comecei a beber novamente, porém apenas em festas e coisas do tipo. Ela não pode; esta amamentando – deu mais um gole longo na cerveja.


– Nossa! Ainda? Mas o Anônimo está enorme! – disse Marcus.


– Pois é; ele tem sorte... – todos olharam para Sam quando falou isso.


– O que foi que você disse? – Rob nem se moveu, apenas olhou para ele confuso. Fez a pergunta e os caras riram da expressão envergonhada de Sam.


– Eu disse que é... Bom. Quero dizer, faz bem para ele tomar leite materno e... – Rob atravessou o caminho entre eles e jogou o conteúdo de sua garrafa na cabeça de Sam, que tentou se esquivar, porém não teve sucesso. Marcus e Bobby gargalharam alto e bateram na cabeça do amigo, já Tom se lamentou.


– CARA! PARA DE DESPERDIÇAR CERVEJA, TÁ FICANDO LOUCO? – gritou. Em cinco segundos a roda de amigos virou a atração do lugar, perdendo até para o charme de Anônimo.


Kristen se aproximou depois de terminar a conversa com sua sogra. Trazia Simon no colo.


– Ou! Vamos parar com essa porra ai, isso aqui é uma festa de família. Meu filho está cansado, ele quer dormir – Sam, todo molhado de cerveja, nem se move. Os caras ainda riem alto e Rob esconde a garrafa de Kristen, mas em vão – Robert, para de beber antes que eu enfio essa porra dessa garrafa todinha na sua garganta!


– Enfie mesmo Kristen, ele está precisando! – diz Sam cheio de remorso.


– Para de falar esse tipo de coisa perto do meu filho – reclama Rob, indo para o lado de sua mulher e passando os braços ao redor dela. Beija seu rosto delicadamente.


– A propósito Sam... Onde está Marlowe? – quando Marcus diz Marlowe, Simon ergue os olhos azuis. Todos percebem e começaram a rir. Tom é o único sem expressão.


– Está por ai com Sienna.


É como se chamassem por ela. Em cinco segundos as duas surgem diante dos olhos de todos. A pequena Marlowe já não é tão pequena assim, tem seus quase três anos. É bochechuda e graciosa, usa um vestido lilás e lacinho no cabelo escuro e liso.


– Kristen! – diz Sienna, que trás a filha no colo. As duas se abraçam mesmo com os bebês. Simon fica olhando a filha de Tom e Rob não para de rir – Como é bom te ver! Uau, você está ótima! Nem parece que teve um bebê há pouco... Aliás, ele é lindo! – Sienna toca as bochechas de Anônimo, que usa sua chupeta verde e tem uma pequena franja loira na testa.


– Sim, ele é. É hereditário – brinca Kristen. As duas riem – minha nora também está linda... Quero dizer, Marlowe.


– ESTÁ BOM! Vamos parar com essa palhaçada, chega desse assunto e... – Tom tenta intervir, mas ninguém parece ligar. Sienna e Kristen deixam os bebês perto um do outro. Mesmo Simon sendo menor, parece totalmente ciente da presença de uma menina.


– Diga olá para seu primo Simon, Marlowe...


– Sim Anônimo, essa é sua namorada, Marlowe – Sienna ri, ao contrário de Tom, que olha para Rob com cara de ódio. Rob mostra o dedo do meio e ri. Os bebês imediatamente sentem afinidade.


– Ele parece um boneco tia Kristen – Marlowe parece encantada – é muito bonito!


– Obrigada querida, você também é! – Rob mexe na mãozinha do filho com ternura.


– Está vendo Anônimo? Nem saiu das fraudas e as mina já pira em você...


– Porque o chamam de Anônimo? – a voz da pequena é inocente.


– É uma longa história... – responde Kristen trocando um olhar significativo com Rob.


Marlowe quer brincar e Simon também. É fácil resolver o problema, uma vez que Sienna e Kristen ficam sentadas na grama conversando enquanto as crianças brincam como dá com as peças de lego e um quebra–cabeça para bebês que trouxeram para Simon. Rob fica igual a um cachorrinho ao lado de Kristen, ouvindo a conversa e caindo de ganso nos assuntos femininos. No final a brincadeira dos pequenos vira uma bagunça, incluindo Rob, Tom e Sam tentando montar o quebra–cabeça e discutindo.


– Mas essa porra é aqui!


– Não, é aqui!


– Seus imbecis, não é assim que põe! Me dá isso aqui! – Kristen, sentada entre as pernas de Rob, encaixa a peça no local certo. Os três ficam calados apenas olhando para ela – dá licença... Mulher é outro nível!


– Não se esqueça de que nosso filho é um homem – relembra Rob, beijando o rosto dela com carinho.


Não cabe no peito dele a explicação para como está feliz! Todos seus amigos, seus pais, as crianças... Kristen e ele. Tudo é perfeito nesse lugar, não existe nada que se complique. O dia foi perfeito, sua vida é incrível por causa dela. Ele não sabe como pode ser possível existir alguém tão igual a ele. Uma mulher que o completa, sua cara–metade feminina. Agradece e continuará agradecendo todos os dias por tê–la encontrado, por ela ser sua e mãe de seu filho...


– Nosso filho vai ser como você. Eu não tenho medo – todos fazem um own. Kristen e Rob se beijam e Simon escala pelas pernas da mãe, que o pega no colo.


– Eu te amo – diz Rob.


– Eu também... – Anônimo bate com a mãozinha na cara dos pais, que grudam mais o rosto ainda. Ambos se separam e beijam o rostinho dele. O bebê ri alto.


– Ah não... Vocês vão começar de novo com essa porra de felicidade? Eu estou na pior e vocês ficam ai, esfregando isso na minha cara – reclama Tom.


– Ah... Nossa felicidade não é uma porra – rebate Rob.


– Esse negócio de porra está errado. O bebê é a felicidade de vocês e, tecnicamente, Anônimo é uma porra – diz Sam. Rob e Kristen o encaram o amigo com horror.


– Você está mesmo chamando meu filho de porra? – o olhar de Kristen esbanja repulsa e raiva.


– Não nesse sentido! Vocês entenderam...


– Mas porra é porra Sam... – Rob segura Kristen no lugar. Está vendo a hora em que ela ficará de pé e socará a cara de seu amigo.


 Eu sei que porra é porra, mas...


– Porra.


Hã? Todos viram o rosto na mesma direção. Simon, o pequeno sentado no colo de Kristen, entre as pernas de Rob, na grama do parque.


– Meu Deus... Ele disse isso? – Rob olha para o filho com espanto. Com medo. O que?


– Sim, ele disse... – Kristen parece tão apavorada quanto Rob. Vira Simon para ela e o segura com delicadeza – filho... Olha para a mamãe... – Simon está olhando para ela totalmente consciente – não diga mais isso!


– Mas é a primeira palavra dele... – Sam fala – tem que se comemorado!


– O QUE? Imagina a cara de minha mãe e minha sogra quando eu contar que a primeira palavra do neto delas foi porra? – eles riem. Kristen parece em choque.


– Não Anônimo, não... É mamãe. É isso que você tem que falar... Não porra!


– Porra – repete o bebê com a voz doce e embaralhada. Rob e Kristen se olham de novo. OMG. A primeira palavra do nosso filho foi porra? Nem eles conseguem se conformar!  


– Ok. Hora de ir embora – anuncia Kristen ficando de pé – a festa foi uma porra. Tchau para vocês.




~~ ~~




A noite Rob joga Xbox no sofá todo largadão. Kristen está falando com a mãe ao telefone desde que voltaram e tanta de todos os jeitos contornar a situação da primeira palavra de Anônimo. Por falar nele... Simon olha para o jogo do pai todo entretido, sem desviar seus olhos pequenos da tela colorida. Rob morde a língua entre os lábios para demonstrar a dificuldade que enfrenta, porém é obrigado a dar pause quando nota que Anônimo o acompanha sentado em seu cercadinho no tapete.


– Que foi moleque? Que foi? – questiona ao ficar de pé e ir até o cercadinho. O bebê logo estica os bracinhos pedindo colo – quer jogar um game com o papaizão aqui? Sim?


Pegando Simon por baixo dos braços, Rob vai até a cozinha e mexe na geladeira com o bebê na cintura. Pega um pote de sorvete de morango que sabe poder dar a Simon e volta para a sala. Sente um pouco de dó pela roupinha branca e impecável escrito “garoto do papai” que Kristen vestiu nele, sabe que em minutos estará toda lambuzada de sorvete. Não se importa. Se o garoto é do papai a blusinha também é! Senta Simon em seu joelho no sofá, destampa o pote e tira a chupeta azul da boca do filho, que já abre os lábios esperando sua colherada de sorvete.


– Menino fominha... – começa por Simon, é claro. Não quer ver uma terceira guerra por sorvete. Porém em cinco minutos ambos estão melecados e Anônimo perfura o sorvete com o dedo indicador sem esperar o pai dividir a colher com ele – apressado... – sorri e deixa o garoto.


Ele e Kristen são assim... Deixam o menino fazer o que quer desde que não sem machuque ou caia. É muito mais fácil do que ficar gritando por qualquer coisa ou se estressando por um simples sorvete comido com a mão. As bochechas de Simon estão mais rosadas ainda com a coloração do morango, ficando irresistível. Rob se abaixa e morde delicadamente, fazendo o bebê gargalhar. Kristen surge na sala no exato momento.


– Se divertindo sem mim garotos Pattinson? – larga o telefone na base e pega o notebook. Liga o mesmo e deixa iniciando sobre a mesinha enquanto senta ao lado dos dois e enfia o dedo no sorvete também.


– Conseguiu contornar sua mãe? – pergunta Rob dando mais uma colherada na boca de Simon, que chupa o sorvete com sua boquinha sem muitos dentes e encantadora.


– Por sorte sim... – suspira.


– Não entendo como ela ficou sabendo sobre a primeira palavra dele... – ambos olham para o pequeno Simon. Kristen se abaixa e beija suas bochechas também.


– Sua irmã postou no Twitter ou coisa assim... Não sei onde foi, mas ela me paga! – ele a olha totalmente confuso – ela postou exatamente “Oh! A primeira palavra do meu sobrinho lindo foi PORRA. Nós te amamos #Anônimo”. Ah! Detalhe... Ela subiu uma Tag com #Anônimo. Ficou em primeiro lugar nos mundiais...


Rob gargalhou alto. A raiva de Kristen é nítida!


– Uma Tag?


– Não é engraçado Robert! Está todo mundo falando que a primeira palavra do nosso filho foi porra e você ri? Por Deus! Que tipo de pais nós somos por ter deixado isso acontecer? – ela suspira e, como se tivesse caído na real, limpa as bochechas de Simon – Rob, nós somos um terror cara...


– Que isso Kristen, nós somos ótimos! Não diga isso... Olhe para ele! Parece estar feliz todo sujo – ambos olham para Simon. Realmente há um sorriso enorme e a felicidade do bebê é nítida. Seus olhos azuis brilham na luz da sala e enchem o coração dos pais de contentamento. Kristen é obrigada a admitir que Rob tem razão... Simon é muito mais feliz que outras crianças reprimidas.


– Hey! Simon? – chama Kristen, porém o filho não a olha – Anônimo? – agora sim os olhinhos do bebê vão para ela. Rob ri. Ele está acostumando mal com o apelido... Não há jeito de tirar isso dele.


- Diga mamãe... – fala Rob. Simon o olha confuso – vamos! Diga mamãe, Anônimo...


- Ah? – é o único barulho que ele faz.


- Mamãe Simon... Diga Anônimo. Mamãe! – Rob sabe que se fizer o filho dizer isso as asneiras de Kristen diminuirão. Por isso insiste – mamãe...


Mo-mãe – não é bem isso, mas os olhos de Kristen se enchem de lágrimas. Ela pega o bebê e o envolve em seus braços, beijando seu rosto todo e seu cabelo. Quando se olham, Simon coloca a mão melada no rosto dela.


- Eu te amo Anônimo... – diz Kristen com as lágrimas quase caindo. Simon parece ser a coisa mais meiga e totalmente consciente do que acontece.


Mamãe.


Repete. Kristen sorri e Rob também. O filho deles... O Anônimo. Não existe coisa mais perfeita!


Querida mamãe, ele te ama – brinca Rob.


O momento passa e Rob agradece pela noite ter caído sem mais constrangimentos. Depois de chorar cinco minutos de alegria, Kristen mandou Rob dar um banho em Simon antes de coloca-lo na cama. Ele foi, é claro. A culpa do menino ter se sujado era totalmente dele... Trocou e vestiu o menino e o deitou na cama do casal pelo menos até que dormisse. Acomodou-se ao lado dele e chamou Kristen, que alegou estar vendo uns e-mails.


- Vai demorar muito? – insiste Rob gritando do quarto.


- Mais cinco minutos... – Kristen está focada nas propostas de filme que sua agente enviou. Morde os lábios. Tem algumas muito boas, mas é hora de voltar para seus meninos.


- Ok. Dê uma olhada em meu e-mail. Vê se tem alguma coisa legal – pede Rob.


- Ok! – grita Kristen.


Apesar de querer voltar para a cama, fecha seu e-mail e espera o login da conta de Rob ser feito. Tamborila as unhas no móvel pensando sobre o dia... Respira e solta. Foi bom, apesar de tudo, foi incrível ouvir seu filho falar pela primeira vez mamãe. Rob também não deixou a desejar e hoje a noite é totalmente dele... Finalmente! Sorri sozinha... Ao final, seu maior medo não se concretizou. Até agora nem sinal de Simon nas revistas nem em sites... Até um e-mail de Tom chegar à conta de Rob recém-aberta.


Kristen abre ao ver o assunto: “FODEU”.


Clica sem medo e a mensagem abre...


Cara, fodeu. Segue a baixo o link com as fotos do Anônimo em um site. Tinha alguns paparazzi no parque. Tem todos nós e mostra até a cara dele! Agora sim Kristen vai te matar, vê se esconde essa mensagem dela. Te vejo no seu enterro, Tom.


Kristen abre o link com os olhos enormes. Fotos deles dois e de Simon está em todos os lugares! Os três estão lindos, mas... A raiva lhe cega. A única coisa que consegue fazer é jogar os livros encima do móvel no chão e gritar em potencia suficiente para ser ouvida na Europa.


- ROBERT! EU TE MATO FILHO DE UMA...


Fim


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