CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPÍTULO 17

Meninas do meu coração.
Vamos tentar domar este coração indomável?
Nome que as meninas deram no grupo no facebook é Amantes do Bad boy ou kkkkk
Linda musica no capítulo de hoje, as coisas cada vez ficam mais emocionantes.
Essa fic pelas contas que estou fazendo terá uns 50 capítulos eu acho. 
Musica
Extreme
More Than Words
http://www.youtube.com/watch?v=A8NSYHGYYv8

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Capítulo 17

Quando cheguei em casa, trazida por Alice e junto com Rose, encontrei minha mãe encolhida no sofá destruída.
– Mãe. – falei chorando e a abraçando.
– Bella... – ela não conseguia dizer mais nada.
Choramos juntas por minutos até que vi Kate, com os olhos molhados por lágrimas, parada a soleira da porta.
A ira tomou conta de mim.
– Sua vadia! – parti pra cima dela e esbofeteei. – Foi por sua culpa! Sua culpa que ele morreu! – gritei.
Senti os braços de Alice e Rose ao meu redor.
– Calma Bella. –Alice disse.
– Está feliz agora? – perguntei entre lágrimas - Agora vai poder ficar livre com seu namorado bandido. – cuspi.
– Não... Não é minha culpa. E quem é você pra me falar de ficar com bandidos sua santinha. – ela falou chorando.
– Por favor, meninas. – minha mãe falou.
– Bella... – Rose me chamou - Sua mãe precisa de vocês, não é hora de brigar.
Ela tinha razão. Minha mãe precisava de mim.

Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo com a gente. Meu pai era ainda muito jovem para morrer. Eu não me conformava.

Um funeral dava muito trabalho. Não deveria ser assim. No momento o que queríamos era poder sentir nossa dor em paz. Mas não era assim que as coisas ocorriam.
Vários parentes e amigos compareceram a nossa casa. Prestavam suas condolências, diziam palavras bonitas sobre meu pai sem ao menos conhecê-lo direito. Eu tinha vontade de mandar todos para o inferno.
Minhas amigas mais uma vez se mostraram maravilhosas. Alice e Rose ficaram o tempo todo comigo, enquanto eu passava por aquele martírio. Jasper, Jake e Emmett também vieram me confortar. Esme me surpreendeu ao aparecer e dizer palavras que pessoas mais chegadas não conseguiram dizer.
Todas as pessoas que eu amava vieram me mostrar seu amor e carinho. Menos uma.
A pessoa que eu mais queria que estivesse ao meu lado.
Quando consegui escapar para meu quarto peguei meu celular. Eu queria tanto ouvir a voz dele, mas apesar de carente e triste eu não queria ser pegajosa.

“Edward você deve saber o que aconteceu. Bom eu sei que você não quer vi aqui, mas eu preciso de você. Se você puder me ligar. Beijos Bella.”

O dia se passou e não obtive resposta. No outro dia à tarde seguimos para o cemitério onde ocorreu o enterro do meu pai.

Todos já haviam saído do cemitério, e eu ainda continuei lá. Eu queria ficar ali um pouco e me despedir. Já não havia mais lágrimas para chorar. Sentia-me vazia.
Senti alguém próximo a mim e quando olhei vi Edward. Ele estava mais afastado de mim. As lágrimas, que julguei terem acabado, voltaram quando o vi. Fui até ele e sem cerimônias o abracei. Ele me abraçou também com força.
– Sinto muito boneca. – falou.
Eu chorei e ele me deixou chorar por bastante tempo.
Depois que me senti melhor olhei para ele.
– Me tira daqui. – pedi.
– É claro. Vamos. – ele abraçou meus ombros e seguimos para seu carro.
Depois que entramos, ele me olhou.
– Pra onde? – perguntou.
– Só dirige. – falei com o rosto descansando contra o vidro da janela do carro.
Ele assentiu e colocou o carro em movimento.
Andamos por algumas ruas. Eu olhava sem nada ver. Até que vi um pub e nem sei por que eu queria entrar lá.
– Pare o carro Edward. – falei.
Ele encostou. Olhando-me meio de lado.
– Aqui? – perguntou.
Eu balancei a cabeça. Desci e ele me alcançou antes que eu entrasse no bar.
– Não acho uma boa ideia você beber boneca. – disse.
– Não vou beber. – falei e entrei.
O lugar era um típico bar de classe media. Não era de mau gosto e uma musica suave embalava quem ali estava.


Eu e Edward ficamos parados até que certa musica começou a tocar. Vir-me-ei para Edward olhando em seus olhos.
– Dança comigo? – perguntei.
Ele pareceu surpreso, não esperava por isso.
– Eu sei que é meio estranho... – tentei me justificar.
– Tudo por você hoje boneca. – ele disse pegando minha mão.
Encostamos nossos corpos um ao outro. Eu coloquei meu rosto em seu peito, fechei os olhos e me deixei levar pela musica enquanto nos movíamos lentamente. Mais lágrimas corriam por meu rosto.

Extreme
Mais Do Que Palavras
Dizer "eu te amo"
Não são as palavras que quero ouvir de você
Não é que eu não queira que você diga
Mas se você apenas soubesse
Como seria fácil mostrar-me como você se sente

Mais do que palavras
É tudo o que você tem que fazer para tornar isso real
Então você não precisaria dizer
Que você me ama porque eu já saberia

O que você faria se meu coração se partisse em dois?

Mais do que palavras para mostrar que você sente
Que o seu amor por mim é real

O que você diria se eu jogasse aquelas palavras fora?

Então você não poderia renovar as coisas
Apenas dizendo "eu te amo"

Mais do que palavras

Agora que tentei
Falar com você e fazer você entender
Tudo o que você tem que fazer é
Fechar seus olhos e só estender suas mãos
E me tocar, me abraçar apertado
Não me deixa nunca ir embora

Mais que palavras
É tudo o que eu sempre precisei que você mostrasse
Então você não precisaria dizer
Que me ama porque eu já saberia

O que você faria se meu coração se partisse em dois?

Mais do que palavras para mostrar o que você sente
Que o seu amor por mim é real

O que você diria se eu jogasse aquelas palavras fora?

Então você não poderia renovar as coisas
Apenas dizendo "eu te amo"


Não me atrevi a olhar para Edward. Se eu o olhasse enquanto aquela musica tocava ele veria em meus olhos todas as palavras ainda não ditas por mim.

Quando a musica acabou ele me segurou pelos ombros me afastando e olhando para mim.
– Vamos? – perguntou.
Eu assenti. Saímos do bar e dentro do carro percebi que Edward me lavava em direção ao subúrbio. Ao chegarmos ao deposito, onde ficava seu quarto, vi que Elisa e urubu estavam ali. Ao descer do carro os dois vieram me abraçar.
Elisa foi um doce comigo dizendo palavras de carinho. Eu sentia que ela gostava de mim. Nosso relacionamento foi se fortalecendo ao logo do tempo e agora eu a considerava uma amiga.
– Sinto muito pequena. – urubu disse me embalando em seus braços.
– Obrigada Frank. - falei agradecida.
– Queríamos ir ao enterro, mas achamos melhor... – Elisa disse.
– Tudo bem. Não se preocupem com isso.
– Acho que Isabella precisa descansar um pouco. – Edward falou.
Ele me abraçou e subimos para seu quarto. Elisa e Frank foram conosco.
– Você está com fome?- Edward me perguntou.
– Não muito. – falei.
Edward me fez deitar na sua cama. Ele retirou meus sapatos e me cobriu. Eu estava sentindo uma espécie de letargia. Não era sono, só um cansaço físico e mental.
De olhos fechados escutei a conversas deles.
– Por mais que ela não esteja com fome é bom que ela coma algo. Todo este desgaste pode a fazer fraca. – ouvi Elisa dizer. – Vou pedir a minha mãe que faça uma sopa e trago para ela.
– Obrigado Elisa. – Edward disse.
– Edward. – foi urubu quem falou. - Acho que deve avisar a família dela ou as amigas que ela está aqui.
– Sim eu vou fazer isso. Você tem o numero de Alice?- Edward perguntou a urubu.
– Tenho sim. Aqui está. – ele respondeu.
– Tadinha. Ela está tão triste. – Elisa comentou sussurrando.
– Sim. Eu só vi o pai dela uma vez, mas me pareceu um bom homem. – foi a voz de Edward num suspiro.
– Ela vai precisar de apoio. – Frank disse.
Depois disso eu dormi. Dormi por um tempo que não sei dizer, sentia meu corpo mais relaxado. Senti um cheiro bom e meu estomago protestou. Havia dois dias que eu não comia direito.
Olhei ao redor e vi Edward me olhando.
– Oi. – ele disse.
– Oi. – falei com a voz rouca.
– Como está se sentindo? – ele perguntou enquanto pegava minha mão. Numa demonstração de conforto. Meu coração bobo e apaixonado acelerando.
– Estou bem. – respondi. – Que cheiro bom é esse? – perguntei faminta.
– A Elisa trouxe uma sopa que a mãe dela fez. Está com fome? – assenti desesperada.
Ele sorriu.
Em seguida eu me deliciava com uma sopinha caseira sendo assistida por Edward. Eu estava comendo com gosto.
Meio constrangida perguntei a ele.
– Nem te ofereci. Quer um pouco?
Ele riu.
– Deus me livre tomar este prato de você. – disse brincando.
Envergonhada falei:
– Eu não comia bem há dois dias. – expliquei.
– Estou brincando boneca.
– Que horas são?- perguntei.
– Quase 8 da noite. – ele respondeu.
– Nossa! Eu tenho que ir pra casa. – falei, mas sem a mínima vontade de ir.
Ele desviou o olhar até me olhar de novo de forma intensa.
– Eu.. eu tomei a liberdade e liguei pra Alice. Disse que avisasse que você iria ficar aqui. Mas se... se você quiser ir...
– Eu quero ficar. – falei rápido.
Ele sorriu e eu respondi com um sorriso.
Após a sopa, e depois de escovar os dentes deitei na cama de Edward. Ele veio para cama comigo.
Foi tão estanho. Parecíamos um casal se preparando para dormir coisa que jamais fizemos na cama dele.
De repente novamente a tristeza tomou conta de mim.
– Boneca... o que foi?
– Vou sentir muito a falta dele. Ele era um pai maravilhoso.
– No inicio é mais difícil depois você vai se acostumando com a falta que a pessoa faz. - respondeu calmo.
– Você sentiu muita a falta do seu pai?- perguntei.
– Eu e meu pai não tínhamos uma boa relação, mas apesar disso eu senti sim quando ele morreu. Você saber que aquela pessoa que tem o dever de prezar por você... que ela já não mais existe é difícil. Mas hoje não penso muito nele. – respondeu perdido em pensamentos.
– Acho que isso de não pensar vai demorar a acontecer comigo. – falei.
– Isabella seu pai era um homem bom. Um pai dedicado é natural que você sofra agora no inicio, mas pense em tudo o que pode fazer para manter as lembranças boas.
Sorri um pouco.
– Ele queria muito que eu fosse uma boa advogada.
– Então? Se você também gosta disso faça isso e o orgulhe. Você vai se sentir bem melhor fazendo isso. – explicou.
Deitamos na cama. Ele me abraçou de conchinha e beijava meus cabelo e pescoço. Sentia-me bem em seus braços. Eu o amava. Cada vez mais. O jeito que ele estava me tratando. Dando-me carinho, conforto e até de um certo jeito amor. Ele me olhava com amor eu não podia estar tão enganada.
– Edward...
– Hum...
Se eu queria falar algo, teria que ser agora, e sem olhar para ele era mais fácil.
– Nós... eu e você... o que eu quero dizer é que nos começamos com essa relação sendo somente sexo, mas... você sabe que agora já não é mais só isso não sabe?- falei. Ele permaneceu em silencio - Pelo menos da minha parte. - acrescentei.
Ele continuou quieto. Já não estava com tanta coragem de falar, mas se não fosse agora quando seria?
– Eu me apaixonei por você. – soltei de uma vez. Apertei meus olhos bem fechados.
Senti a respiração dele presa. Ainda com o silencio dele continuei.
– Isso não precisa mudar nada entre a gente. – falei – Podemos continuar da mesma forma eu... eu só queria ser honesta com você. – terminei o que tinha a dizer.
Ainda o silencio. Somente o som de sua respiração.
– Você... Você não vai falar nada? – disse insegura,
Droga! Eu não devia ter dito nada. Senti ele me apertar mais em seus braços e beijar meus cabelos novamente.
– Vamos dormir boneca. Você teve um dia difícil hoje. – foi a única coisa que ele disse.
Eu queria olhar para ele. Ver o que seus olhos me diziam, no entanto eu tinha medo do que poderia ver. Nessas alturas seu silencio não era a pior coisa que podia acontecer. Resolvi me conformar em somente dormir em seus braços. Mas senti que meu coração estava mais leve depois de dizer o que sentia. Talvez as coisas se ajeitassem. O que eu podia fazer agora era somente esperar.

Continua...


Notas finais do capítulo

QUEM AINDA NÃO SABE no meu grupo do face tem links de musicas, spoiler dos próximos capítulos quase todos os dias quem quiser conhecer será bem vinda.
https://www.facebook.com/groups/243228572470396/
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SPOILER
Fiquei perambulando por seu quarto. Eu não era de futricar nas coisas dos outros, então resolvi me deitar em sua cama e assistir TV até ele chegar. Adormeci.
- Isabella... ouvi alguém me chamar.
Abri os olhos meio desorientada. Era Edward sentado na beirada da cama.
Sentei rapidamente.
- Edward... Nossa! Acho que dormi. falei sem jeito.
- O que está fazendo aqui? ele perguntou não parecendo bravo somente surpreso.
- Hum... eu... queria ficar com você. falei a verdade.
Ele tentou disfarçar, mas vi seus olhos escurecerem. Eu sabia o que isso significava. Sempre que ele me queria da mesma maneira que eu o queria seus olhos ficavam assim.
- Não acho uma boa ideia.- falou não olhando em meus olhos.
A rejeição dele tentou me dominar, mas antes disso falei:
- Por que não? perguntei num sussurro.
- Por que... Por que... Você acabou de perder seu pai e não...
- É por isso mesmo ou porque eu disse que estou apaixonada por você? perguntei corajosamente.
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