CORAÇÃO INDOMAVEL - CAPITULO 21

Meninas do meu coração.
Vamos tentar domar este coração indomável?
Amantes do Bad Boy
Muitas pistas...

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Capítulo 21

– Isabella? – ouvir a vos dele, depois de quase dois meses quase me fez chorar mais. Só que agora não podia ficar focada nos meus sentimentos, e sim em Kate. – O que houve? Está chorando?


Tentei soar um pouco mais fria e menos emotiva.


– Edward desculpe ligar, mas... eu estou precisando de ajuda aconteceu algo serio. – falei.

– Não tem problema Isabella, me fale. O que aconteceu?- disse serio.
– Um homem ligou pra cá e disse que Kate está tipo sequestrada eu não entendi direito. Edward o namorado dela era amigo do James. O homem disse que Josh e o James estavam mortos.
– James aqui do subúrbio?
– Sim. E... e eu acho que Josh estava metido em algo grande. Juntamente com James.
– Me fale exatamente o que este homem disse a você? – perguntou prático.
Comecei a falar pra ele tudo o que eu havia conversado com o homem misterioso.
– E Edward? – Droga! Era difícil falar com ele. – Ele comentou algo relacionando você e eu.
– Hum...
– O que você acha? Acha que é a gangue do James mesmo que pegou ela? Por que não parecia pelo modo como o homem se referiu ao James.
– Sim. Eu acho que é a gangue do James.– ele disse firme
– Mas...
– Bella a gangue do James não tinha um bom relacionamento entre si. -explicou.
– Eles disseram que não podemos chamar a policia... – falei nervosa.
– Não. Isabella não chame a policia, nesses casos a policia mais atrapalha do que ajuda.
Fechei meus olhos.
– Mas... Edward não temos aquele dinheiro... – choraminguei.
– Calma. Eu sei. Escute... sei que confiar em mim depois de tudo... é... mas Isabella acredite em mim eu vou fazer de tudo para trazer sua irmã sã e salva. Não... eu vou trazê-la bem. – prometeu.

Eu não sabia o que dizer sobre as palavras dele. Apesar da magoa eu confiava que ele a traria de volta, se não fosse por isso eu nem teria ligado.


– Eu... eu não sabia com que falar sobre isso. Então... eu...

– Tudo bem. Fez certo em me ligar. Fique aí com a sua mãe e eu dou noticias.
– Ok.

Desliguei o telefone.

– Filha? – minha mãe estava a porta do meu quarto.
Ela entrou e sentou-se ao meu lado na beirada da minha cama.
– Quem era esta pessoa a que você pediu ajuda Bella? – perguntou.
Ela parecia mais calma.
– É... é o Edward. Irmão do Emmett, meu colega da faculdade, lembra? Ele vai ajudar mãe. Ele é de uma gangue lá no subúrbio. – falei com cuidado não sabendo qual sua reação.
Ela ficou me observando com atenção.
– Você conhece este rapaz filha? Podemos confiar nele?
Hum... pergunta difícil. Acho que neste sentindo poderíamos confiar.
– Eu... eu acho que sim, mas... no fim que escolha temos?- falei.
Ela assentiu.
– Agora temos que aguardar. E rezar. – murmurei.

E foi assim que passamos as próximas horas. Rezando e esperando.


Foi uma tortura, com o passar das horas mais angustiadas ficávamos. Sem noticia alguma. Tentei ligar para Edward, mas seu telefone não atendia.


Imaginei que ele tivesse ocupado tentando resgatar minha irmã e não quis atrapalhar, mas em certo momento algo surgiu em meus pensamentos.


Eu não significava nada para Edward, por que ele quereria me ajudar? Isto não havia passado em minha mente até o momento e muito menos quando liguei para ele. Tomada pelo desespero como estava só pensei em que ele poderia ajudar a salvar minha irmã.

Tomada pela possibilidade de que Edward não estivesse ajudando como prometera liguei para o telefone de urubu, mas não foi ele quem atendeu, e sim Elisa.
– Oi Elisa eu precisava falar com urubu. – disse a ela.
– Bella... ele não está. Acabou esquecendo o celular aqui.– ela disse parecendo angustiada.
– Aconteceu alguma coisa Elisa? Você parece nervosa. – comentei.
A ouvi suspirar.
– Sim... eu estou nervosa sim. Edward veio aqui de manhã pedindo que ele o acompanhasse parece que pra resgatar uma pessoa... eu não sei não entendi direito. – ela disse.

Meu coração sentiu um alivio por saber que ele realmente estava tentado achar Kate.

– Estou preocupada com ele Bella. – Elisa disse. – Sempre fico assim quando ele sai nessas coisas envolvendo a gangue.

Eu não sabia se podia contar a ela que era sobre minha irmã a missão deles. Acho que o melhor era que menos pessoas soubessem por enquanto.

– Não se preocupe Elisa. Frank é esperto. Nada vai acontecer. Se ele aparecer ou der noticias diga que preciso falar com ele ok. – falei.
– Claro pode deixar Bella.
Despedimo-nos e voltei a rotina de esperar.

Era mais ou menos 19hs, eu estava deitada em meu quarto quando ouvi o grito de minha mãe.

– Bella!
Desesperada, desci as escadas em direção a sala encontrando minha mãe paralisada na varanda de nossa casa. Na rua, encostado, estava o carro de Edward, e dentro dele estavam urubu, Edward e Kate.

Parei ao lado de minha mãe que estava com os olhos cheios de lágrimas.

Eles desceram do carro e Kate um pouco machucada veio em nossa direção.
– Kate! – eu e mamãe dissemos chorando e a abraçamos forte.
Nos três chorávamos abraçadas enquanto os dois homens nos assistiam.
– Eu tive tanto medo mamãe. – Kate disse.
– Minha filha por que fazer isso? Não precisava passar por isto meu amor. – mamãe disse.
– Nunca mais mamãe. Eu nunca mais vou agir assim. Eu juro. – ela nos abraçou ainda mais, e então olhou para mim.
– Bella minha irmã. Foi você que chamou o Edward para me ajudar... – ela dizia entre lágrimas – Se não fosse por você eu não sei o que seria de mim. Perdoa-me. – eu não consegui dizer nada.
– Esquece isso Kate agora você está aqui. E está segura. Eu jamais deixaria que algo acontecesse com você minha irmãzinha. – ela me abraçou forte.

Minha mãe foi em direção a Edward e urubu.

– Quem de vocês é o Edward? – ela perguntou.
Então aquele homem lindo de olhos verdes se adiantou.
– Sou eu senhora. – respondeu olhando para minha mãe.
Minha mãe foi até ele pegando suas mãos.
– Meu filho, não posso dizer o quanto agradeço pelo que fez. Saiba que sempre estará em minhas orações. Obrigada. – minha mãe disse emocionada.
– Não precisa agradecer senhora. Seu marido fez algo muito gentil em relação a minha mãe. Veja isto como apenas uma retribuição. - ele disse.

Eu fui até urubu o abraçando de forma entusiasmada. Ele me levantou retribuindo meu abraço.

– Obrigada Frank. – falei secando as lágrimas que não queria parar de sair dos meus olhos.
– Não foi nada pequena. Quem fez a maior parte do trabalho foi o Edward. – ele disse e então eu coloquei meus olhos em Edward, e ele estava me olhando.

Meu coração dividido entre a mágoa, agradecimento e amor, que por mais que eu não quisesse ainda estava ali.


Ele me olhava do mesmo jeito que me olhou quando fiquei em seu quarto quando meu pai morreu, mas logo minha mente me mostrava a cena dele e Irina, no dia do meu aniversario e a realidade tomava conta de mim.


Aproximei-me dele em uma distancia segura e falei:


– Obrigado Edward.


Talvez eu tenha sido um pouco dura demais em meu agradecimento, mas era inevitável. Eu não consegui esquecer o que ele havia feito, mesmo ele tendo hoje salvado a vida de minha irmã.


– Eu disse que a traria sã e salva não disse?- ele perguntou me olhando firme.

– Sim. Você disse. – respondi.

Afastei-me. Os sentimentos eram muito confusos dentro de mim.


– Acho que devem levar Kate a um hospital. Não acho que tenha nada grave, mas é bom um médico a examinar. – Edward disse.

– É claro, nós iremos fazer isso. – minha mãe disse. – Mas e quanto a quem fez isso? Eles não vão vir atrás de nós? – ela perguntou.

Uma pergunta que eu também queria saber.


– Fique tranquila senhora, eu já cuidei de tudo. Nada nem ninguém ira prejudicar vocês. Poderão seguir com suas vidas em paz. Nunca ninguém voltará a importuná-las – Edward disse olhando fixamente para mim.

– Ah que bom. – minha mãe disse. – Vocês querem entrar um pouco? Posso fazer um café. – minha mãe ofereceu.

Meu coração quase saltou com o oferecimento dela. Ele ali tão próximo já era difícil, imagina dentro da minha casa.

– Não é necessário senhora. Acho que tem que verificar os machucados de Kate e nós temos que ir. – Edward respondeu.
– Tudo bem. – minha mãe disse. – Mas as portas da minha casa estão abertas Edward. E a você também...
– Frank senhora. – urubu se apresentou.

Eu, Kate e minha mãe seguimos para entrar em casa. Mas Kate parou.

– Espera Edward. – ela disse e foi correndo se jogando em seus braços em um abraço apertado.

O ciúme transbordou por meu corpo, o que era ridículo.

– Edward nunca vou poder pagar o que fez por mim. – ela disse emocionada olhando nos olhos do meu bad boy.

Meu? Meu onde?


– Por favor, Kate nós já conversamos sobre isso. – ele disse desconfortável.

– Eu sei. Mas mesmo assim precisava te agradecer de novo. Você foi incrível. Obrigado de verdade. – disse dando um beijo no rosto dele.

Desviei o olhar.

Eles entraram no carro e partiram.

Em casa depois de voltarmos do hospital onde Kate foi examinada e medicada ela nos contavam sobre o que havia acontecido.

– Me deixa ver se entendi. Josh e James estavam tramando um roubo contra uma gangue rival, e aí a gangue rival descobriu. Matou Josh e James.
– Sim. Foi isso. – ela respondeu.
– E porque a gangue do James pegou você?
– Ah... – ela gaguejou – Por que acharam que eu era culpada por tudo ter dado errado. Queriam culpar alguém. – ela respondeu.
– E como Edward conseguiu te salvar?
– Ah isso eu não sei Bella. Quando eu vi, ele já estava me tirando da sala escura em que eu estava.

Não sei se era só desconfiança minha ou ainda um pouco de ciúme junto, mas parecia que Kate não estava me contando a verdade.

– Esta historia está estranha Kate. O cara que falou comigo parecia ter ódio do Josh e do James. Como poderia ser da mesma gangue?
– Eu não sei Bella. Você é muito desconfiada, eu estou te falando a verdade.
– Tudo bem. – minha irmã tinha passado por um trauma. Eu não poderia também colocá-la contra a parede.

Eu saí do banheiro de banho tomado e de pijama e encontrei minha mãe me esperando em meu quarto.

– Como está Kate?- perguntei.
– Ela tomou os remédios, e agora está dormindo. - respondeu.
– Ah que bom. Ela precisa descansar. Que o dia hoje foi terrível. – comentei.
Minha mãe me olhou estranha.
– O que foi? - perguntei sem entender.
– Sabe filha, às vezes eu posso parecer boba, mas não sou. - disse.
Eu me sentei na cama.
– Do que está falando mãe?
– Sobre você e o Edward. - respondeu calma.
Eu fiquei muda.
– Eu percebi o modo como você olhou para ele. O modo frio como agradeceu por ele ter salvado sua irmã da morte. - falou cruzando os braços.
– Mãe... você não entende...
– Me explique então, quem sabe eu possa entender.
Droga! Eu não queria falar sobre isso.
– Ele... me magoou.
– Isso deu pra ver, mas filha ele salvou sua irmã. Garanto que você podia passar por cima disso para agradecê-lo direito. Não precisa sei lá, reatar seja lá o que for que vocês tinham, mas um agradecimento melhor você poderia fazer filha. - ela disse e se aproximou beijando minha testa. – Pense nisso meu amor. Boa noite.

Ela saiu do meu quarto me deixando pensando naquilo.

Droga, merda. Eu não quero pensar naquele... Idiota, cretino e...
Rolei na cama e nada de o sono vir.

Enquanto eu dirigia para o subúrbio eu me xingava não só mentalmente.

– Burra! Estúpida! Eu não acredito que estou fazendo isso. – falei.
Merda. Merda.
Encostei o carro no acostamento. Era quase 1h e 30 da manhã. Além de ser imprudente era perigoso ir ate lá. Eu só poderia estar ficando maluca.

– Pense Bella. É só ir lá. Agradecer e dar o fora. – falei voltando a colocar o carro em movimento.

– E se outra mulher estiver lá? – perguntei a mim mesma – Melhor - dei de ombros. Não seria a primeira que eu veria com ele, e ai eu agradeceria e com certeza daria o fora.
Deus! Agora estou falando sozinha, a que ponto cheguei.

O deposito estava às escuras, mas como eu havia vindo muitas vezes aqui, eu sabia que a porta estava aberta, e que lá nos fundos havia a escada em que levava ao quarto de Edward.


Segui pelo caminho escuro, subi as escadas e vi que a luz estava acessa e uma musica baixa tocava. Ele estava ali. Sozinho ou com alguém, mas estava.

Parei a frente da porta. Meu coração estava acelerado. Droga. Respirei fundo e bati.
Após alguns segundos e a porta se abriu e minha respiração ficou presa. Edward apareceu usando somente uma calça jeans desbotada. Seu peito nu e malhado quase me fez perder a voz.

– Bone... Isabella? – ele disse visivelmente não esperando minha visita.

– O-oi Edward... eu preciso falar com você. Será que posso entrar? – pedi.

Continua...



Hum... e agora hein.

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SPOILER

Nós dois parados no meio do quarto. Puta merda! Ele bem que podia colocar uma camiseta.
- Eu... eu vim aqui por que...
- Você veio sozinha até aqui?! me interrompeu.
Eu o conhecia, ele estava bravo.
- Sim, eu vim.
- Droga Isabela! Sabe que é perigoso vir aqui sozinha, ainda mais neste horário. - ele disse esbravejando.
A raiva dele alimentou a minha.
- Olha aqui você não manda em mim. falei e ele me encarou.
Porra! Desse jeito não. Olhou-me daquele jeito que eu conhecia, quando ele me desejava.
Limpei a garganta.
- Eu vim aqui por que fui muito rude da minha parte em não agradecê-lo direito pelo que fez pela minha irmã hoje. disse tudo rápido. Quanto mais rápido eu falasse e desse o fora dali melhor seria.
- Não precisa agradecer. Sua mãe já me agradeceu e sua irmã também. disse.
O ciúme tomou conta de mim e não medi minhas palavras.
- Ah claro... eu percebi. Pareciam bem íntimos hoje. falei.
Um brilho passou nos olhos dele.
- Você está com ciúmes. ele afirmou.

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