CORAÇÃO INDOMAVEL - CAPITULO 22

Meninas do meu coração.
Vamos tentar domar este coração indomável?
IMPORTANTE
ESCUTEM SE PUDER
MUSICA PRINCIPAL DO CAPÍTULO
The reason 
Hoobastank 
http://www.youtube.com/watch?v=EAbFzWU9EQE

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência



Capítulo 22
Final da primeira parte de Coração Indomável.


Fiquei esperando a reação dele, e como ele começou a demorar comecei a pensar na burrada que eu havia feito em vir aqui. Não conhece celular não Isabella? Eu poderia ter agradecido pelo telefone.

Mas é óbvio que eu queria vir. Meu subconsciente apenas criou uma desculpa para eu vir até aqui.

– Desculpa se você está com alguém eu posso... Droga! Foi idiotice. – comecei a me afastar.
– Eu estou sozinho. – ele finalmente disse.
É claro que tentei não pensar no alivio que me tomou ao saber disso.
– Entre. – ele disse.

Entrei no quarto e a magia parecia estar de volta. Eu e ele ali sozinhos. Onde havíamos nos amado, não onde eu o havia amado. Era o mesmo quarto, a mesma cama, mas nós já não éramos mais os mesmos.
– O que está fazendo aqui Isabella? – perguntou me olhando.

Nós dois parados no meio do quarto. Puta merda! Ele bem que podia colocar uma camiseta.
– Eu... eu vim aqui por que...
– Você veio sozinha até aqui?! – me interrompeu.
Eu o conhecia, ele estava bravo.
– Sim, eu vim.
– Droga Isabela! Sabe que é perigoso vir aqui sozinha, ainda mais neste horário. - ele disse esbravejando.
A raiva dele alimentou a minha.
– Olha aqui você não manda em mim. – falei e ele me encarou.
Porra! Desse jeito não. Olhou-me daquele jeito que eu conhecia, quando ele me desejava.
Limpei a garganta.
– Eu vim aqui por que fui muito rude da minha parte em não agradecê-lo direito pelo que fez pela minha irmã hoje. – disse tudo rápido. Quanto mais rápido eu falasse e desse o fora dali, melhor seria.
– Não precisa agradecer. Sua mãe já me agradeceu e sua irmã também. – disse.
O ciúme tomou conta de mim e não medi minhas palavras.
– Ah claro... eu percebi. Pareciam bem íntimos hoje. – falei.
Um brilho passou nos olhos dele.
– Você está com ciúmes. – ele afirmou.
Eu ri sem humor.
– Ah vai sonhando. – falei sarcástica. – Por que eu teria ciúmes de você? Não tivemos nada serio. Não foi isso que disse quando apareceu com aquela vadia na boate no dia do meu aniversario? – não reparei como nos aproximamos.
Presa ao seu olhar, que me queimava, não recuei.
– Eu senti sua falta boneca. – não esperava por estas palavras.
Seu olhar vacilava entre meus olhos e minha boca.
– Não... não me chame assim. – falei insegura.

Deus! Eu precisava fugir daqui ou iria fraquejar, pois meu amor por ele ainda estava ali vivo e forte. No entanto muito machucado.
– Eu... eu tenho que ir embora. – disse, mas com o olhar preso ao dele e não me mexendo do lugar.
Ele se aproximou mais.
– Não vá. – disse com seu rosto quase colado ao meu.
Senti seu cheiro que nublou meus sentidos.

Fechei os olhos tentando pensar com clareza, mas a mão dele, que foi para minha nuca numa caricia levou isto por terra.
– Eu quero tanto você Isabella. – ele disse e depois seus lábios vieram aos meus.
A saudade, a raiva, o desejo, a magoa, o amor e a paixão tudo estava naquele beijo.
*
Rihanna
Stay
Fique (part. MikkyEkko)
*
Foi uma febre o tempo todo
Um suor frio, uma pessoa impulsiva que acredita
Joguei minhas mãos para o alto, eu disse 'mostre-me algo'
Ele disse, 'se você se atreve, chegue mais perto'
*
Por aí, por aí, por aí nós vamos
Oh, diga-me agora, diga-me agora, diga-me agora, você sabe
*
Não tenho muita certeza de como me sentir sobre isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique
*
Não é uma vida e tanto a que você está vivendo
Não é apenas algo que você toma, é algo dado
Por aí, por aí, por aí nós vamos
Oh, diga-me agora, diga-me agora, diga-me agora, você sabe
*


O beijo era intenso e selvagem. Ele agarrou minha cintura me suspendendo do chão. Enrolei minhas pernas em seu quadril, perdida em seu toque, em seu beijo. Sentindo seu corpo responder ao meu desejo. Sua ereção pressionada em meu centro quente que o desejava desesperada.

Eu devia me chutar por estar aqui com ele depois de tudo. Ele nem ao menos se desculpou pelo que fez no meu aniversario. O que eu queria hoje era somente sentir. Matar a saudade que me consumia.

Senti o colchão as minhas costas e ele pairou sobre mim. Sempre me beijando, me deixando sem tempo pra pensar em algo que não fosse ele.

Seus beijos passaram para meu pescoço. Seus dentes raspando minha pele sensível. E porra este homem tinha um poder alucinante sobre mim. Eu já estava queimando por ele.

Sua mão foi para a minha blusa e lentamente ele desabotoava um por um dos botões. Ele recuou me olhando nos olhos. Minha respiração acelerada.

– Você é tão linda. – disse, seus olhos passando por todo meu rosto. – Eu amo seus olhos. Seu nariz... - me deu um beijo no nariz - ...seu sorriso. Amo cada parte sua.

Rendida fechei os olhos e deixei ele me dominar mais uma vez.

As roupas, uma por uma, foram sumindo de nossos corpos, e logo ambos nos amávamos como nunca.
Eu sentia cada toque dele diferente.
Cada gemido seu, de prazer, diferente.
Era tudo como antes e novo ao mesmo tempo.
Minha mente apaixonada me dizia que estávamos fazendo amor pela primeira vez. Mas eu tinha medo de que isso fosse apenas mais uma ilusão de minha parte.
*
Não tenho muita certeza de como me sentir sobre isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique
*
Oh, o motivo pelo qual aguento firme
Oh, porque preciso fazer este buraco desaparecer
É engraçado, você é quem está em ruínas mas eu era a única que precisava ser salva
Porque quando você nunca vê as luzes é difícil saber quem de nós está desabando
*
Não tenho muita certeza de como me sentir sobre isso
Algo no seu jeito de se mexer
Faz com que eu acredite não ser possível viver sem você
Isso me leva do começo ao fim
Quero que você fique, fique
Quero que você fique,ohhh

*

Ele idolatrou meu corpo de todas as maneiras que era possível. Quando eu pensava que não era possível sentir-me tão plena, e ter tanto prazer, ele sempre mostrava que eu não sabia de nada.

O meu prazer era sua obsessão. Ele não se cansou de me fazer chegar ao ápice inúmeras vezes. Meu corpo cantou para ele de todas as formas existentes.

Isso durou a noite toda, até que a exaustão me tomou, e entrei em um sono profundo.


Espreguicei-me na cama, meio desorientada, percebi que estava nua sob o lençol.
Porra!
Eu não estava na minha cama. Abri os olhos lentamente focalizando que eu estava no quarto de Edward.
Merda, merda, merda!
Isso não podia ter acontecido.
Então as lembranças de como a foi a noite passada passaram como em um filme pela minha mente.
Foi tudo tão diferente.
Tão intenso.

Eu estava sozinha na cama.
Onde será que ele estava?

Sentei-me segurando o lençol tapando meus seios quando vi Edward sentado na soleira da janela.
Ele me olhou e esboçou um sorriso que não chegou aos seus olhos.

– Bom dia. – falou.
– Bom dia. – falei timidamente.
– Eu trouxe café. Está quentinho. – ele disse.
– Ah... é... eu vou me trocar. – falei indo rapidamente para o banheiro.

Olhei-me no espelho. Balancei a cabeça.
Depois da higiene matinal feita saí de lá. Ele me esperava com um copo de café, e estava muito bom.

– Eu comprei algumas coisas... não sabia o que você iria querer comer...- disse meio envergonhado.

Tão lindo, minha mente apaixonada pensou. Cala a boca Bella não seja estúpida.

– Não vou comer. Só o café está bom. – falei.

Ficamos cada um em silencio tomando seu café.
Então nossos olhos se encontraram. E foi ele o primeiro a falar.

– Sobre ontem... nós temos que conversar...
– Foi um erro... – falei rápido.

Ele abaixou a cabeça olhando para seus pés.

– Eu queria dizer ao contrario disso, mas acho que você tem razão. – falou sem me olhar.

Por que eu esperava algo diferente disso.

– É claro, por que esperar algo diferente vindo de você? – joguei as palavras nele.
Coloquei o copo na mesa e fui a busca da minha bolsa.
Ele veio atrás de mim e pegou meu braço quando eu já me preparava para sair.

– O que você esperava Isabella? – perguntou me olhando firme. Algo em seus olhos que não sei definir.
– Nada. Eu nunca posso esperar nada de você Edward. – rebati.
– É claro que não pode. Esperar algo de um marginal? Um cara de gangue? A princesinha rica e o bad boy? Isso só da certo em livros. – disse com raiva.
– Solta o meu braço. Me deixa ir embora. – pedi tentando não deixar lágrimas traiçoeiras chegar.

Ele afrouxou seu aperto, mas não me soltou, e sim me encostou na parede ao lado da porta. Colocou seus dois braços ao lado da minha cabeça.

– Isabella... eu queria ser diferente. Mas não sou. Sou este cara imperfeito e... um burro. Um nada. – disse amargurado. – Você merece mais que isso e saiba que eu queria ser este alguém.
– Não precisa fingir que sente alguma coisa... – comecei a falar.
– Acha que eu não sinto? – perguntou.
– Acho que não. O que você fez no meu aniversario só provou isso. – respondi.
Ele deu sorriso triste.
– Você não enxerga muito bem as coisas. – falou. Então seus olhos se tornaram intensos - Eu a desejo mais do que eu deveria, gosto de você mais do que deveria, e eu a..., mas nunca vamos poder ficar juntos. Entendeu? – perguntou.

Mais uma vez meu coração era machucado por este cara.
Mas esta seria a última vez.

– Sim. Eu entendi Edward. Já entendi a bastante tempo. Agora me deixa ir embora. – falei dura.
Ele se afastou me olhando nos olhos. Era o fim. Eu sabia.
– Adeus. – falei.
– Adeus Isabella. – ele disse.


Saí de lá e cheguei até o carro sem derramar nenhuma lágrima. Durante o trajeto até minha casa já foi diferente, deixei mais uma vez meu coração machucado sofrer por um amor não correspondido.


Eu estava deitada na minha cama ao contrario, os pés apoiados na parede. Eu às vezes gostava de fazer isso pra pensar na vida. Esta semana tinha sido a semana de provas na faculdade, e eu tinha me saído bem nelas, uma surpresa já que fazia uma semana desde aquela minha recaída com Edward.
Mas surpreendentemente eu consegui passar por esta semana sem muito sofrimento. Claro, eu ainda chorava por ele, mas era menos do que eu imaginei que fosse. Não contei as minhas amigas meu pequeno deslize. Eu me remoendo já era ao bastante.

– Bella? – minha mãe entrou no meu quarto.
– Oi mãe. O que foi? – perguntei.
– Você tem visita.
Sentei-me na cama.
– Ah é? Quem é? – perguntei.
– O Edward. – ela disse.

Minha cara de surpresa deve ter me entregado.
O que ele queria aqui?
Droga! O que ele estava pensando?
Ele quer me deixar maluca. Só pode.

– Bella... você vai lá falar com ele? – ela perguntou.
Mordi os lábios, indecisa.
– Mãe diz que eu não estou. – falei incerta do que queria.
– Filha eu já disse que você estava.
Droga! Eu não quero falar com ele!
– Por favor, mãezinha inventa qualquer desculpa. – pedi a ela. – Por favor.
Ela me olhou contrariada.
– Tudo bem. Vou dar um jeito, mas acho que você devia ir falar com ele. - falou.
– Mãe...
– Está bem. – ela saiu.

Merda o que ele queria aqui?
Fui até a janela e vi uma moto estacionada a frente de casa. Era mesma que uma vez o vi usando. Quando ele foi à faculdade falar com Emmett.

Não resisti e fui até próximo a escada ouvir o que eles estavam falando. De onde eu estava não consegui vê-lo, somente via minha mãe.

– Desculpe Edward ela estudou muito para as provas e caiu no sono. –ouvi minha mãe dizer.
– Ah... bem... então tudo bem dona Renée. A senhora podia entregar isto aqui a ela? - ouvi a voz e dele e minhas pernas se mexeram para ir ao seu encontro.

Não!
Não vá! Não seja fraca.

– É claro querido. Eu entrego sim. – minha mãe disse.
– Obrigado. Até mais senhora Swan.
– Até Edward.

Minha mãe fechou a porta e logo ouvi o motor da moto. Corri até a janela de novo me escondendo atrás das cortinas. Ofeguei com o que vi. Ele estava muito lindo. Sexy e selvagem naquela moto. Com jaqueta de couro e óculos escuros.
Puta merda!
Era o sonho quente de qualquer mulher.
Ele olhou para minha casa por alguns minutos e depois partiu.

Minha mãe entrou no meu quarto neste momento.
– Eu não gosto de fazer isso. De mentir. – ela me estendeu um pacote quadrado. – Ele pediu pra te entregar isto.

Fui até ela e peguei o embrulho.
Abri. Era um cd. Sem capa, sem nada.
– Um cd. – falei. – Que estanho.
– A musica às vezes fala mais do que palavras, filha. – minha mãe comentou.
Fui até o aparelho de som colocando e ligando o play.

– Ou quem sabe ele gravou uma declaração de amor pra você. – ela disse.
– Até parece. – desdenhei.
*
Hoobastank
The Reazon
A Razão
*
Eu não sou uma pessoa perfeita
Há muitas coisas que eu gostaria de não ter feito
Mas eu continuo aprendendo
Eu nunca quis fazer aquelas coisas com você
E então eu tenho que dizer antes de ir
Que eu apenas quero que você saiba
*
Eu encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E a razão é você
*
Eu sinto muito ter te magoado
É algo com que devo conviver todos os dias
E toda a dor que eu te fiz passar
Eu gostaria de poder retirá-la completamente
E ser aquele que apanha todas as suas lágrimas
É por isso que eu preciso que você escute
*
Eu encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E a razão é você
E a razão é você
E a razão é você
E a razão é você
*

Eu ofeguei ouvindo o que a musica dizia. Meus olhos já cheios de lágrimas. Por quê? Por que ele fazia isso? O que ele queria dizer com esta musica?

– Minha filha se isso não é uma declaração de amor eu não sei o que é. – minha mãe disse.
Eu tentei engolir o nó em minha garganta.
– O que está esperando Bella? Vai atrás dele. – ela disse.

Desesperada, saí correndo. Peguei meu carro e dirigi feito louca pela cidade. O subúrbio nunca me pareceu tão distante. Meu coração acelerado. A boca seca. Uma sensação estranha.

Estacionei a frente do deposito e saí correndo, subi as escadas e entrei no quarto dele. Mas ele não estava.
– Edward? – procurei por todo o local.
Lembrei-me de ligar e dizer que eu estava aqui no quarto dele, mas na pressa eu havia esquecido o celular.
*
Eu não sou uma pessoa perfeita
Eu nunca quis fazer aquelas coisas com você
E então eu tenho que dizer antes de ir
Que eu apenas quero que você saiba
*

Esperei por um tempo, mas eu não consegui ficar parada.
– É claro. - saí de lá correndo e dirigi para a casa de Esme.
Corri até a porta e bati freneticamente.
Esme abriu seria.
– Oi Bella.
– Oi Esme. Eu preciso muito falar com o Edward. Ele está? – perguntei ansiosa.
Ela me olhou seria.
– Não. Ele não está Bella. Edward foi embora. – disse com a voz chorosa.
– Em- embora? Como assim embora? Pra onde? – falei já entrando em desespero.
– Não sei. Meu filho não me disse. Não disse pra ninguém acredito, eu. – ela disse triste.
– Mas... mas e o celular dele? – perguntei tentado ter um fio de esperança.
– Este aqui? – ela mostrou o celular dele na mão - Não adianta querida. Ele foi. Eu sinto muito. – disse.

Meu coração sangrando se deu conta de que eu nuca mais o veria.
Era tarde demais.

*
Eu encontrei uma razão para mim
Para mudar quem eu costumava ser
Uma razão para começar de novo
E a razão é você
*
Eu encontrei uma razão para mostrar
Um lado meu que você não conhecia
Uma razão para tudo que faço
E a razão é você
*

Continua...
Final da primeira parte da fic.


Gostaram?
Não esqueçam que após tudo o que houve a fic recomeça cinco anos depois.
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SPOILER

Saí do elevador no andar do escritório e logo entrei em minha sala vendo Ângela em sua mesa.
- Bom dia Ângela. cumprimentei-a.
- Bom dia chefinha. disse descarada rindo da minha cara.
Essa garota não tinha vergonha na cara mesmo.
- Sabe que eu odeio quando faz isto não sabe? perguntei colocando minha pasta em cima da minha mesa.
- É claro que sei, mas se eu não fizer isto que graça teria o meu dia?- disse debochada.
- Pois eu vou arrumar muita graça pra você senhorita Webber. entreguei a ela uma lista de processos para ela buscar no arquivo para eu dar uma olhada.
- Nossa! Vou levar o dia todo. ela resmungou. 
Eu sorri.
- Bom ai preencherá seu tempo ocioso sem ser em provocar a sua chefe pela manhã. falei rindo. Algum recado?
- Sim. Aquela sua amiga que mora na França ligou. Ela disse Diga a Bella que se ela não me ligar ainda hoje, eu vou fazer uma macumba pra ela. Vou amarrar o nome dela na boca de um sapo e ele vai ficar cheia de celulite.foram as palavras dela. Ângela disse.
Alice seria sempre Alice. Mas eu estava em divida com ela mesmo. Eu me afastei de todos os meus amigos da época da faculdade. Não foi só o afastamento natural de pessoas que escolhem caminhos diferentes na vida. Eu os evitava por um motivo. Não querer noticias de certa pessoa. 
Com Alice eu ainda conversava às vezes, e ela morando em Paris quase não tinha noticias tanto quanto eu. Já com Rose eu cortei total relação. Eu sei isto era ridículo, e eu sentia falta dela e de Emmett, mas eu não podia correr este risco. Eu sabia que eles estavam morando em New York e que haviam se casado.
Outras duas pessoas ocupavam minha mente porem estes eu não podia nem pensar em ter contato. Era Elisa e Frank. Os motivos eram óbvios.
- Ok Ângela depois eu vejo isto. falei e resolvi enfiar a cara no trabalho.

No final da manhã já havia feito diversas coisas e a tarde poderia não ser tão atarefada como antes parecia.
Ângela entrou na minha sala.
- Terminou a reunião do Bryan com o cliente japonês? perguntei sem levantar os olhos dos papeis que analisava.
-Sim, mas o cliente pediu mais algumas informações e eles foram almoçar no restaurante do 4º andar. ela respondeu.
- Hum... eu acho que vou ficar por aqui mesmo e pedir um lanche. olhei pra ela. 
- Tem um homem de New York aí. Um cara mais velho, bem gatão. disse se abanando com o seu bloquinho de anotações. Ele quer falar com você.
Eu olhei para Ângela.
- Você não sabe anunciar uma pessoa do sexo masculino sem fazer algum comentário sobre a aparência física do mesmo? falei seria, mas eu estava louca pra rir.
Ela viu que eu estava brincando.
- Eu não. Por que você sabe? respondeu.
- Ângela você não tem jeito. falei rindo e pegando minha garrafinha de água. - Quem está aí? Tem hora marcada? perguntei.
- Não ele não tem.
- Como é o nome dele? perguntei tomando minha água.

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