CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 23.

Meninas do meu coração.
Vamos tentar domar este coração indomável?
Amantes do Bad Boy.
Capítulo maiorzinho, mas não se acostumem.
Não vou falar muito aqui. Vou deixar vocês ler primeiro. Depois eu converso. Só não esqueçam que se passou 5 anos na historia.
Espero agradar vocês com o capítulo, com esta nova fase da fic por que eu sei que vocês estavam ansiosas.
Musica do capítulo.
I LOVE YOU
CELINE DION
http://www.youtube.com/watch?v=y_F1a3r3k48

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Coração Indomável
Parte II
Capítulo 23

Presa num pequeno engarrafamento. Um copo de café era meu calmante no momento. Hoje eu iria precisar de vários o dia seria puxado. Olhei pela janela do meu Audi e vi as ruas ainda úmidas e o tempo nublado algo rotineiro em Seattle.
Eu morava ali há três anos e ainda não me acostumava com o tempo que fazia. Eu devia saber, já que mamãe era de Forks e várias vezes nós visitamos sua cidade natal, quando morávamos em New Jersey.
Eu precisava arrumar um horário na minha agenda e ir a Forks ver minha mãe, minha irmã e meu sobrinho. Olhei pra foto que eu carregava dele no meu carro. Ele estava a cara de Kate, tinha dois aninhos, e era muito esperto.
Além de Kate sempre ter sido espoleta o marido de Kate, Danny também era uma pessoa inquieta. Não tinha como o pequeno Charlie Andrew ser calmo mesmo.
Fiquei tão feliz quando Kate resolveu colocar o nome de nosso pai no seu filho. Foi a prova que eu precisava de que Kate sentia sim muito a falta dele. Todas nós sentimos, mas a vida seguia, para todos. Até mesmo para mamãe.

No começo eu fiquei meio estranha com o relacionamento dela com Phil, dono de uma floricultura na pequena Forks, mas não era justo que mamãe passasse o resto de sua vida sozinha. Eu sabia do grande amor que ela sentia por meu pai, um novo amor não arruinaria minhas lembranças ou as dela. Com o tempo fui me acostumando e para minha alegria o novo companheiro de minha mãe era uma pessoa maravilhosa.

O toque do meu celular vibrou pelo ambiente do carro. Apertei no modo viva-vos. Percebei que o transito tinha andado poucos metros.
– Oi Ângela. – falei.
– Oi Bella. Você está atrasada. – ela disse.
– Me diz uma novidade. – falei, e a imaginei revirando os olhos.
– Seu lindo noivo vai fazer um buraco no tapete se você demorar mais 15 minutos. – ela disse.
– Diz pra ele relaxar, sentar e esperar. Não sei se chego ai antes de 30 minutos. – falei observando novamente o transito.
– Tá louca?! Seu eu disser isso pra ele vou demitida direto. Você que está noiva do chefe Bella, não eu. – disse melodramática.
Eu ri, essa garota me fazia rir muito.
– Agora você me fez parecer que dormi com o patrão só pra ter o beneficio de chegar atrasada. - comentei bem humorada.
– Bom... eu não ia dizer nada, mas já que você tocou no assunto. – ela disse brincalhona.

Antes de ser minha secretaria Ângela era uma boa amiga. Uma garota de alto astral, e ótimo humor.
– Falando serio Ângela. Diga ao Bryam que ele vai ter que fazer a reunião com o cliente sozinho. – falei profissional.
– Ele vai ficar chateado. Ele queria você neste processo. – ela comentou.
– Bom ele vai ter que superar. Ou é fazer o cliente esperar. – falei.
– Deus me livre! O cara é até tesudinho, mas é muito mal humorado. Ele disse “Eu não tolero atrasos Bryan.” – ela disse imitando a voz de novo cliente do escritório.
Eu tive que rir.
– Bom então Bryan faz a reunião com ele e fica com o caso. – falei.
– Vou avisá-lo. – Ângela disse – Sua agenda está uma loucura hoje. Tem duas audiências no centro a tarde.
Gemi.
– Nem me lembre disso Ângela são a recém 9hs da manhã. Agora vai trabalhar que logo eu vou estar ai. – falei rindo.
– Certo chefinha.
Bufei e ouvi o riso dela.

Como previ meia hora depois eu estacionava a frente ao prédio onde se localizava o escritório de advocacia em que eu trabalhava. Comecei ali logo que eu chegara à cidade há três anos.

Batalhei muito para ser reconhecida e respeitada e não permitia que meu relacionamento com um dos sócios do escritório interferisse em minha vida profissional. Eu não admitia que julgassem a posição que estava por que era namorada do chefe. Namorada não, noiva há exatos 35 dias. Uma enorme pedra de diamantes brilhava no anel que eu usava na mão direita.

Eu não havia pensando muito ainda sobre isso. Sobre o passo que isso significava. As coisas simplesmente foram andando nesta direção. Bryan e eu sempre nos demos muito bem, e da amizade para o namoro foi um passo pequeno.

Meu coração ainda machucado por desilusões do passado não me permitia experimentar uma nova paixão então o relacionamento com Bryan foi como um bote salva vidas. Eu gostava dele, de sua companhia. E ele era bonito, simpático e me tratava como uma princesa. O que eu mais poderia querer? Sempre que eu me fazia esta pergunta, uma resposta clara vinha a minha mente, mas eu logo a deixava de lado. Eu já tinha tido minha cota de paixão nesta vida e não dera certo. O melhor era ter isso que eu tinha agora. Segurança e estabilidade.

Saí do elevador no andar do escritório e logo entrei em minha sala vendo Ângela em sua mesa.
– Bom dia Ângela. – cumprimentei-a.
– Bom dia chefinha. – disse descarada rindo da minha cara.
Essa garota não tinha vergonha na cara mesmo.
– Sabe que eu odeio quando faz isto não sabe? – perguntei colocando minha pasta em cima da minha mesa.
– É claro que sei, mas se eu não fizer isto que graça teria o meu dia?- disse debochada.
– Pois eu vou arrumar muita graça pra você senhorita Webber. – entreguei a ela uma lista de processos para ela buscar no arquivo para eu dar uma olhada.
– Nossa! Vou levar o dia todo. – ela resmungou.
Eu sorri.
– Bom ai preencherá seu tempo ocioso sem ser em provocar a sua chefe pela manhã. – falei rindo. – Algum recado?
– Sim. Aquela sua amiga que mora na França ligou. Ela disse “Diga a Bella que se ela não me ligar ainda hoje, eu vou fazer uma macumba pra ela. Vou amarrar o nome dela na boca de um sapo e ele vai ficar cheia de celulite.”foram as palavras dela. – Ângela disse.
Alice seria sempre Alice. Mas eu estava em divida com ela mesmo. Eu me afastei de todos os meus amigos da época da faculdade. Não foi só o afastamento natural de pessoas que escolhem caminhos diferentes na vida. Eu os evitava por um motivo. Não querer noticias de certa pessoa.
Com Alice eu ainda conversava às vezes, e ela morando em Paris quase não tinha noticias tanto quanto eu. Já com Rose eu cortei total relação. Eu sei, isto era ridículo, e eu sentia falta dela e de Emmett, mas eu não podia correr este risco. Eu sabia que eles estavam morando em New York e que haviam se casado.
Outras duas pessoas ocupavam minha mente, porém estes eu não podia nem pensar em ter contato. Era Elisa e Frank. Os motivos eram óbvios.
– Ok Ângela depois eu vejo isto. – falei e resolvi enfiar a cara no trabalho.

No final da manhã já havia feito diversas coisas e a tarde poderia não ser tão atarefada como antes parecia.
Ângela entrou na minha sala.
– Terminou a reunião do Bryan com o cliente japonês? – perguntei sem levantar os olhos dos papeis que analisava.
–Sim, mas o cliente pediu mais algumas informações e eles foram almoçar no restaurante do 4º andar. – ela respondeu.
– Hum... eu acho que vou ficar por aqui mesmo e pedir um lanche. – olhei pra ela.
– Tem um homem de New York aí. Um cara mais velho, bem gatão. – disse se abananado com o seu bloquinho de anotações. – Ele quer falar com você.
Eu olhei para Ângela.
– Você não sabe anunciar uma pessoa do sexo masculino sem fazer algum comentário sobre a aparência física do mesmo? – falei seria, mas eu estava louca pra rir.
Ela viu que eu estava brincando.
– Eu não. Por que você sabe? – respondeu.
– Ângela você não tem jeito. – falei rindo e pegando minha garrafinha de água. - Quem está aí? Tem hora marcada? – perguntei.
– Não ele não tem.
– Como é o nome dele? – perguntei tomando minha água.
– Carlisle Cullen. – respondeu.
A garrafinha caiu espalhando água em meus papéis.
– Droga! – esbravejei tentando limpar e salvar os documentos em que estive trabalhando por toda manhã.
Ângela me ajudou a limpar, mas enquanto isso minha mente repetia.
Cullen.
Não. Não era o mesmo.
Poderia ter muitos Cullen no mundo não podia?
É claro que eu nunca tinha ouvido falar de nenhum Cullen antes de Emmett, e... ele.
Depois de salvarmos o que deu do meu pequeno acidente Ângela me interpelou.
– Então? Vai atender o coroa gatão?
O não estava na ponta da minha língua, mas eu queria saber se a possibilidade de serem parentes, era mesmo real.
– Vou. Peça pra ele entrar. – avisei Ângela.
Respirei fundo e esperei.
Um homem na faixa dos 50 anos muito bonito, Ângela tinha razão, entrou em minha sala.
Ele sorriu e ali eu senti o suor nascer em minha testa. Era um sorriso muito parecido. Mesmo após cinco anos eu não tinha esquecido.
– Srta. Swan obrigado por me receber mesmo sem hora marcada. – ele disse apertando minha mão.
– Senhor Cullen. Sente-se, por favor. – disse tentando parecer tranquila.
O que eu não estava nem um pouco.
Olhei para ele.
– Então em que posso ajudá-lo? – perguntei. Meu coração quase saindo pela boca.
– Bom... – ele sorriu – Eu quero contratar seus serviços, como advogada. – ele disse.
Respirei um pouco mais aliviada. Ele só queria meu trabalho. Não era nada demais.
– Continue. – falei.
– É para defender meu sobrinho. Edward Cullen. – ele disse.
O ar me faltou. Senti um zumbido em meus ouvidos. Isso não estava acontecendo estava?
– Eu... eu... – não consegui falar.
– Antes de dar sua resposta senhorita eu queria explicar que sei sobre o que houve no passado. – falou.
– Bom... então entende por que preciso recusar. – falei ainda meio área.
Cinco anos depois. Cinco anos fugindo deste fantasma.
– Eu entendo, mas me deixe explicar. Edward... não aceita outro advogado sem ser você.
Balancei a cabeça confusa.
– Como é? – perguntei.
– Ele foi preso ontem pela manhã e a juíza já deu o valor da fiança, mas pra que isso seja efetuado ele precisa ser representado por um advogado. E ele não aceita nenhum outro. – explicou.
– Isso é loucura. – comentei.
– Eu concordo, mas ele é um cabeça dura. – explicou - Ele disse que se eu levar outro advogado que não seja você, que ele vai agredir o advogado e vai ficar preso sem direito a fiança. – Carlisle Cullen disse divertido.
Não estava nada divertido para mim.
– Eu não posso... Senhor Cullen...
– Ouça. – ele falou - Eu faço este pedido não apenas por Edward, mas sim por minha noiva. – ele disse.
– Sua noiva? – perguntei curiosa.
– Esme. – ele disse. – Estamos noivos há alguns meses. E ela me disse que você era uma pessoa maravilhosa e que não iria deixar uma magoa do passado atrapalhar seu bom senso. Ela acredita que você aceitará defender o filho dela. – falou me observando.
Engoli em seco.
– Olha mesmo se eu aceitasse... – eu só podia estar ficando doida em aceitar essa maluquice. – Eu não posso me afastar do escritório para ir até New York resolver isto eu...
– Não será preciso. Edward foi preso aqui em Seattle. Ele estava morando aqui.
Meu queixo quase caiu.
Edward aqui em Seattle. Tão próximo a mim. Eu poderia ter encontrado ele por ai. Na rua.
– Eu... não sei o que dizer. – falei reconhecendo minha confusão.
Eu não costumava ser assim. Eu era sempre muito profissional.
– Eu não sabia que Edward tinha um tio. – resolvi mudar de assunto para tentar clarear as ideias.
– Longa historia senhorita.
– Pode me chamar de Isabella ou Bella. – falei e de repente uma lembrança me tomou. Uma lembrança de cinco anos atrás.

O lugar já estava mais vazio e fui andando entre as pessoas para chegar ao meu destino, mas antes que pudesse fazer isto senti uma mão me puxando e me prendendo contra a parede.
Senti meu sangue gelar.
Quem era esta pessoa?
– Oi boneca. – Edward! Não sei por que, mas senti alivio por saber que era ele. Meu sangue gelado passou a fervente muito rapidamente ainda mais com ele próximo do jeito que estava. Seu perfume adentrando minhas narinas. Ele era cheiroso, lindo e sexy. Mistura altamente perigosa.
– Edward você me assustou. – falei.
– Acho que mudei de ideia. – ele disse.
Os olhos verdes faiscantes. Pude ver desejo ali.
– O que?!Desculpe-me não entendi.
– Sobre o beijo. – ele disse olhando para minha boca – Mudei de ideia e vou beijar você.

– Srta? Srta. Swan? Está se sentindo bem?- o homem loiro me olhava preocupado.
– Sim. Desculpe-me. Eu... me distraí. – falei envergonhada.
– Tudo bem. – respondeu simpático.
– O que o senhor dizia? – perguntei.
– Bom... sobre como me sinto feliz em ter reencontrado a família do meu irmão.
– Então o senhor é irmão do pai de Edward. – falei.
– Sim. É uma historia complexa. Conhece a historia do filho pródigo? – ele perguntou.
Franzi as sobrancelhas.
– Sim. Da bíblia?
– Essa mesma. É mais ou menos essa, só que com o desfecho diferente. – ele disse parecendo perdido em lembranças. – Antony sempre foi um homem impulsivo que não aceitava ordens de ninguém. Aos 18 anos ele reclamou parte da sua herança. Nossa mãe havia morrido quando ainda éramos crianças e meu irmão não se entendia com nosso pai. Então ele pegou sua parte e sumiu no mundo. Dois anos depois ele retornou como o filho pródigo, e sem nada. Meu pai o aceitou, mas ele não queria trabalhar ou assumir suas responsabilidades com a empresa. Meu pai e ele tiveram uma briga terrível e Antony foi embora e nunca mais soubemos noticias dele. Eu e meu pai o procuramos por anos. Há 1 ano e meio eu finalmente consegui encontrar minha família. Não sabe a alegria que foi para meu pai com quase 90 anos saber que tem 4 netos. Eu nunca me casei ou tive filhos então para ele foi maravilhoso, mas é claro, sofreu por não ter podido reencontrar o filho que a muito ele tinha perdoado.
Escutei a historia toda admirada.
– Nossa que historia incrível. – falei.
– Sim. Então os trouxe para morar todos juntos em nossa casa na Filadélfia. – falou.
– Pensei que o senhor fosse de New York? – perguntei.
– Bom nossas empresas tem muitos negócios por lá, e eu mantenho residência lá, mas meu pai mora na Pensilvânia. Então eles foram para lá aproveitar o tempo que ainda resta ao velho Jhonas Cullen. E eu espero que ainda sejam muitos anos. - disse.
– E foi aí que você e Esme... – eu não queria parecer enxerida, mas era estranho ela com ele. Irmão do marido dela. Eu não era preconceituosa nem nada só foi uma surpresa.
– Pois é. O amor não escolhe a quem vamos amar não é? – perguntou.
Senti aquela pontada no coração que há muito eu havia bloqueado.
– Sim. É assim mesmo.
– Esme é uma mulher incrível. Como cuidou dos filhos após a morte do meu irmão. – ele disse com devoção. Dava pra ver de longe que era um homem apaixonado.
Por mais que eu estivesse gostando da conversa eu precisava ir ao ponto. E o ponto era Edward.
– E quando o senhor trouxe a família de Esme para morar na Filadélfia... Edward foi junto?
Ele me olhou serio, parecendo tentar ver através de minhas palavras.
– Não. Edward estava envolvido com a... com a gangue. – falou e respirou fundo. – Foi uma surpresa desagradável saber que meu sobrinho estava metido nestas coisas. Então minha missão passou a ser tira-lo desta vida. Quando meu pai conheceu Edward a conexão entre eles foi incrível. Edward é tudo que meu pai sempre quis em um neto. A pedido de meu pai e nem seria preciso isso, eu jurei que tiraria Edward desta vida. Só que as coisas não são tão simples assim.
Olhei para ele sem quase respirar.
– Então... Edward ainda está na gangue? É por isso que foi preso? – perguntei além de curiosa.
– Edward... não pode simplesmente sair. Há razoes que não cabe a mim contar a ninguém senhorita Swan. Um ano atrás foi quando consegui encontrar Edward e trazê-lo para nossa família, para conhecer seu avô. Eu e Edward nos tornamos amigos, e amo aquele garoto. Quero somente o bem dele, mas tive que entender suas razões para que ainda tivesse que permanecer na gangue por mais um ano. Mas mesmo assim comecei a ensina-lo a comandar nossas empresas. Então ele veio para Seattle.
Ofeguei.
– Edward está aqui em Seattle há um ano?!- perguntei sem quase acreditar que estávamos tão perto um do outro.
Carlisle assentiu.
– Sim, mas não todo o tempo. Ele viaja bastante. Temos um braço da empresa aqui. Minha empresa trabalha no ramo naval senhorita. – explicou – Concluindo Edward ainda faria algumas coisas para a gangue, mas já ia se habituando a empresa. Já que Emmett está bem estabelecido em New York como advogado, Edward assumiria os negócios ao meu lado e o garoto leva jeito. Só que...
Prendi a respiração em suspense.
– Edward estava quase terminando sua participação na gangue, seria coisa de semanas, mas então na manhã passada foi preso. – suspirou. – O destino é cruel Isabella.
– Pelo que, ele foi preso?
– Posse de uma quantidade grande de entorpecentes. Que é considerado tráfico. – explicou. – E então estamos aqui Isabella.
Suspirei.
– Não sei se posso fazer isso senhor Cullen. – falei.
Minhas mãos estavam frias, no entanto suavam.
– Temos outros ótimos advogados aqui no escritório. – tentei justificar.
– Por favor, me chame de Carlisle. Escute Isabella. Ele só quer você. – meu coração saltou com suas palavras.
Eu não podia. Não conseguiria ficar perto dele de novo sem desabar.
Por que ele estava fazendo isso? Por que não me deixava em paz?
– Eu sei que estou apelando Isabella, mas pense em Esme.
– Eu preciso pensar... – falei nervosa.
– Tudo bem. Olhe só, a audiência é amanhã de manhã. Este aqui... - ele me entregou um cartão. – É o meu telefone. Ligue-me mais tarde. Pense bem. Eu não a conheço direito, mas sempre ouço maravilhas a seu respeito. Esme, Emmett, Rose e todos adoram você, mesmo após a distância. Eu sei que é uma boa moça e vai fazer o que achar ser o certo.
Suas palavras me pegaram em guarda baixa. A saudade dos meus amigos apertou meu peito. Lágrimas sem permissão queria fazer seu caminho para fora do meu corpo.
– Eu- eu vou pensar... lhe dou uma resposta a noite. – falei.
Ele se despediu e se foi. Eu fiquei ali sentada na minha mesa sem nada ver, pensar ou sentir.
– Bella? Bella? – pisquei e vi Ângela a minha frente. – Você está bem?
Respirei fundo.
Bem? Não eu não estava nada bem.
– Estou bem Ângela. Eu... eu preciso que veja um processo para mim. O nome é Edward Cullen. Dê-me todas as informações que conseguir. – disse meio no automático.
Ela saiu, e eu fiquei meio área.
Como isto estava acontecendo?
Eu precisava me acalmar e pensar no que eu ia fazer.
Eu não podia pensar em cogitar esta possibilidade.
A porta da minha sala abriu e nela apareceu Bryan, meu noivo.
Ele sorriu se aproximando de mim. Abaixou-se até meu rosto e me deu um leve beijo.
– Como vai meu bem? Não a vi a manhã toda. – ele comentou.
Olhei para seu rosto bonito como se o visse a primeira vez. Ele era um homem considerado bonito. Era honesto, integro e sua simpatia tinha um grande efeito.
– Eu estou bem. - falei.
– Fiquei sabendo que teve visita ilustre. – ele comentou sorrindo.
– Como? - Perguntei sem entender.
– Carlisle Cullen. – disse tranquilo.
Arregalei meus olhos.
– Você o conhece? – perguntei.
– Claro. Um dos empresários mais importantes do país. O sobrinho dele vai assumir a empresa aqui de Seattle. – falou.
Eu quase não consegui raciocinar direito.
– Você... Você conheceu o sobrinho dele? – perguntei tremula.
– Sim. Eu conheci tanto o Sr. Cullen quanto o sobrinho dele no jantar a 15 dias atrás. Aquele lembra? Com nosso cliente alemão. Você estava com aquela virose. – falou – Foi bem interessante. Eu não lembro o nome do sobrinho do Sr. Cullen agora... – Bryan disse pensativo.
– Edward Cullen. – falei quase sem voz.
Bryan sorriu.
– É este mesmo. – disse. – Parecia ser um homem meio fechado, mas bem inteligente.
Não. Eu não podia acreditar. Meu noivo e Edward se conhecendo.
– Bella você está bem? – perguntou me olhando atentamente. – Parece meio pálida.
– Sim eu apenas não comi nada ainda.
– Querida não pode ficar sem comer. – me repreendeu.
– Eu sei, mas eu estava em reunião com o Sr. Cullen. – falei ainda pasma.
– Ah e o que ele queria?
– Ele... ele quer que eu defenda seu sobrinho. – falei meio área.
– Hum... que ótimo, querida. – disse.
Ótimo? Ótimo pra quem, pensei.

À tarde, eu trabalhei no piloto automático. Eu ainda não acreditava nas coisas que aconteceram neste dia.
Porém o pior não era isto, eu precisava tomar uma decisão.
Defenderia ou não Edward?
Minha mente lúcida dizia que não. Que eu não deveria cometer esta loucura.
Mas aquele músculo que bate no meio do meu peito dizia que devo fazer isso, não somente por Esme ou por ele, mas por mim.
Recebi as informações sobre o processo de Edward no final da tarde através de Ângela. Ele tinha sido preso por uma quantidade de entorpecentes que era considerada trafico encontradas em seu apartamento através de uma denuncia. Não fora preso em flagrante. Ele poderia pegar, se condenado, de 10 a 20 anos de prisão.

No meu apartamento, aquela noite com uma taça de vinho nas mãos, eu observava as luzes da cidade da parede de vidro do meu apartamento. Eu amei de cara aquele apartamento justamente por isto, por poder observar toda cidade do alto, mas agora penso na possibilidade de um dia estar olhando essas luzes, esses carros e de uma dessas luzes ser do lugar onde ele estava, ou ser o carro que ele dirigia. Tão perto e tão longe ao mesmo tempo.
Consegui despistar Bryan, que queria vir para meu apartamento hoje. Nem em sonho. Eu não estava com cabeça para ficar com ele.
Não era justo com ele que eu estivesse pensando em outro homem, mas infelizmente era inevitável. Não que eu estivesse pensando em Edward romanticamente. Isso já foi. Era passado.
A quem eu queria enganar? Suspirei.
Não. Eu não podia deixar se repetir os mesmos erros do passado.
Andei pelo apartamento até ir ao meu quarto e fui ao meu closet. Peguei a caixa que eu quase nunca mexia. Ela estava mais ao fundo. Fui até a cama a abrindo. Lá estava. O cd e a correntinha.
Lembranças sem permissão vieram até minha mente.
De quando ele me deu aquele presente no meu aniversario, para logo depois quebrar meu coração indo à boate com aquela garota.
De quando ele entregou aquele cd e se foi. Aquela musica que parecia dizer que ele sentia o mesmo que eu sentia por ele. Mas então ele foi embora. Porque ele fora se também me amava?
Eu esperei por 6 meses. Ligava todos os dias para o Frank, para Elisa. Fora isso, eu sempre falava com Emmett, mas todos sempre me diziam o mesmo. Edward não dera noticias. Chorei, sofri de amor, de saudade. Então me dei conta de que a musica talvez não significasse o que eu queria que significasse. Era somente uma ilusão.
Então segui minha vida tentando esquecê-lo.
E agora ele retona a minha vida.
Droga!
O que eu iria fazer?
O certo seria deixar que outro advogado cuidasse disso, mas então mais lembranças.
Ele me salvara uma vez da gangue de James. E depois salvou Kate num momento terrível de minha vida.
Eu não podia deixa-lo a própria sorte.
E tinha Esme, Emmett e os meninos.
Eu podia ser forte. É claro. E eu seria. Eu seria apenas sua advogada. Eu era profissional. Jamais me envolveria com meu cliente. E quando disse que ele queria algum envolvimento comigo? Além disso, eu estava noiva de um homem maravilhoso e era muito feliz sim.
Respirei fundo. Pegando o cartão de Carlisle Cullen.
Busquei meu celular. E aguardei a chamada se completar.
– Sr. Cullen. É Isabella Swan. Eu aceito. Vou defender Edward. – disse num jorro de palavras antes que perdesse a coragem.

***

Levantei ás 6 horas da manhã, depois de já estar acordada por mais de uma hora. Essa noite foi terrível. Eu devia estar com olheiras enormes. Quase não consegui dormir pensando e pensando. Eu iria encontra-lo hoje.
Um banho relaxante, e eu me sentia um pouco melhor. Não menos nervosa.
Saí do meu apartamento e segui diretamente para o fórum. Chegando lá antes de sair do carro, respirei fundo.
– Vamos lá Bella, você consegue. – disse a mim mesma.
Entrei no prédio onde eu já era conhecida. Cumprimentei algumas pessoas, e logo vi Carlisle. Ele veio ao meu encontro.
– Olá Bella. – disse sorridente parecendo aliviado por eu ter aceitado defender seu sobrinho.
– Como vai Carlisle? – falei.
– Bella não sabe a felicidade que Esme ficou ao saber que você aceitou este pedido maluco de Edward. Ela lhe será eternamente agradecida assim como eu. – ele disse sincero.
Fiquei sem jeito.
– Tudo bem. Eu estou somente fazendo o que acho certo. – falei.
Ele sorriu.
– Certo e agora como funciona? – perguntou.
– Bom... a audiência é as 10hs e ainda são 9hs. Eu solicitei que antes eu possa conversar com meu cliente.
Era até de rir. Edward meu cliente.
Mal terminei de falar e fomos chamados para uma sala. Com certeza ali seria onde eu encontraria Edward.
Carlisle falava alguma coisa que eu não prestava atenção. Somente o que eu fazia era olhar a porta que deveria se abrir a qualquer momento trazendo aquele que, um dia, eu amei loucamente.
Então a porta se abriu e eu prendi a respiração.
*
Celine Dion
Eu Amo Você
*
Eu devo estar louca agora
Talvez eu sonhe demais
Mas quando penso em você
Eu espero sentir o seu toque
*
Para sussurrar em seu ouvido
Palavras tão antigas quanto o tempo
Palavras que só você ouviria
Se você fosse somente meu
*
Eu queria poder voltar ao primeiro dia em que te vi
Eu deveria ter me movimentado quando você olhou em meus olhos
Porque nesse momento eu sei que você se sentiria como eu
E eu sussurraria estas palavras enquanto você estivesse aqui do meu lado
*

Ele apareceu e me olhou.
O tempo parou quando, os olhos verdes dele, me olharam profundamente.
Ele estava ainda mais lindo, se é que isso era possível. Não estava vestido com aquele uniforme laranja, mas sim de terno. Um terno caro e de bom gosto. Usava uma barba que o deixava charmoso.

Então ele deu aquele sorriso torto que há tanto eu não via.
Nessa hora minhas pernas fraquejaram e me segurei na mesa.

*
Eu te amo, por favor, diga
Que você me ama também, estas três palavras
Poderiam mudar nossas vidas pra sempre
E eu te prometo que sempre estaremos juntos
Até o fim dos tempos
*
Então hoje, eu finalmente encontro a coragem dentro de mim
Apenas pra chegar até à sua porta
Mas meu corpo não poderá se mexer quando finalmente eu chegar lá
Como milhares de vezes antes
*
Então, sem dizer nada ,ele me entregou esta carta
Lendo-a espero encontrar o caminho para o seu coração, ela dizia
*
Eu te amo, por favor diga
Que você me ama também, estas três palavras
Poderiam transformar nossas vidas pra sempre
E eu te prometo que sempre estaremos juntos
Até o fim dos tempos
*

Ele estava algemado. Mas parecia não se importar com isso, enquanto o guarda retirava suas algemas exibia até um sorrisinho.

O guarda se afastou ficando mais ao fundo da sala. E então Edward se aproximou ficando do outro lado da mesa ao lado do tio, mas sem deixar de me olhar um segundo.

Senti-me nua com seu olhar. Eu estava com um vestido cinza até a altura dos joelhos, mas nunca me senti mais nua com apenas um olhar.

Encarávamo-nos em silencio. A sala parecia menor, e parecia que estávamos sozinhos.

Eu precisava agir normal. Ser profissional, afinal não estávamos sozinhos, e não fora para ficar em silencio que fora contratada.

– Edward... a senhorita Isabella aceitou ser sua advogada e... acho que precisa falar com ela sobre... sobre tudo. – Carlisle disse a Edward que ainda me olhava.
Eu mexi nos papeis para fugir do olhar dele. Então ouvi sua voz depois de cinco anos, e não esperava suas palavras.

– Você está noiva. – afirmou olhando para o anel que estava em meu dedo.

Continua...

Gostaram da nova versão do bad boy?
Ele ainda não mostrou, mas é um bad boy/empresário. kkkk
Sobre Bryan não se preocupem ele é apenas um coadjuvante.
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SPOILER
Ele continuava me olhando, mais precisamente o anel de diamantes. Eu já estava ao ponto de esconder minha mão.

- Você está noiva. repetiu.
- Edward, por favor. Carlisle murmurou.
Edward então se virou para o tio.
- Ela esta noiva. disse a Carlisle.
Eu me irritei.
- Estou noiva sim. Qual o problema? Por acaso é algum critério que a advogada não seja noiva? falei o encarando.

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