CORAÇÃO INDOMAVEL - CAPITULO 24

Meninas do meu coração.
Vamos tentar domar este coração indomável?
Amantes do Bad Boy.
Mais um capítulo para vocês. Ah e a doidinha da Ângela, secretaria da Bella, é inspirada em vocês minhas divas leitoras. Vocês vão ouvir muito das maluquices que vocês falam nas falas da Ângela.

Obrigada a Isabela, Jeysa e Teresinha pelos comentários!!!

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Capítulo 24

– Você está noiva. – afirmou olhando para o anel que estava em meu dedo.

**

O encarei. E seus olhos verdes queriam dizer algo, que queimou dentro de mim.
– Eu dei uma olhada no processo e... acho que agora não temos tempo, mas depois vamos ter que conversar sobre isso. – falei assumindo minha postura profissional e ignorando o que ele havia dito.

Ele continuava me olhando, mais precisamente o anel de diamantes. Eu já estava ao ponto de esconder minha mão.

– Você está noiva. – repetiu.
– Edward, por favor. – Carlisle murmurou.
Edward então se virou para o tio.
– Ela esta noiva. – disse a Carlisle.
Eu me irritei.
– Estou noiva sim. Qual o problema? Por acaso é algum critério que a advogada não seja noiva? – falei o encarando.
Ele me olhou serio.
– Quando isto aconteceu? – perguntou.
–Isso não é da sua conta. – falei firme.
Seus olhos brilharam. Ele ameaçou um sorriso irônico.
– Edward... – Carlisle protestou – Estamos aqui pra ver sobre sua situação, por favor, comporte-se. – pediu.
– Ok. – falou e sentou-se.

Eu me sentei também e conversamos brevemente sobre o que diríamos a juíza. Como ele não fora preso em flagrante poderia responder o processo em liberdade.

Todo tempo que ali permanecemos, meu coração pulsava pela proximidade. Depois de todos esses anos este homem ainda tinha poder sobre mim.

– Nós vamos ser chamados para audiência com a juíza em seguida. Eu conheço esta juíza ela é durona, correta, mas durona. Então você fica quieto e deixe que somente eu fale. – disse profissional, mas evitando seu olhar que permanecia como uma chama sobre mim.
– Sim senhora. – disse debochado. – Não me lembro de você ser assim tão mandona. – falou com ar de malicia.
Tentei ignorar.
– A promotoria já é um caso a parte. – falei.
– Será que poderemos ter problemas com eles? – Carlisle perguntou preocupado.
– Esse promotor é carne de pescoço, mas eu sei lidar com ele. – disse firme e vi um sorriso no rosto de Edward.
Ele parecia estar achando a situação engraçada.

Em seguida fomos para a audiência e correu tudo dentro da normalidade é claro que a promotoria tentou complicar a situação, mas não havia o que eles pudessem fazer para deixar Edward preso.

Mal terminou a audiência e eu tentei fugir. Principalmente da presença dele.
– Ligue pra minha secretaria e marque uma hora para que nós possamos conversar sobre como vamos fazer sua defesa. O julgamento não deve demorar. Eu diria que dois meses no máximo. – falei a ele, mas tentando a todo o momento, não olhar diretamente em seus olhos.
Ele só olhava. Daquele jeito perturbador.
– Obrigado Isabella. Por tudo. – Carlisle disse agradecido.
– Por nada. Só fiz minha obrigação. – falei. – Até mais.

Saí rapidamente não esperando qualquer reação de Edward. Nem agradecimento ou qualquer outra coisa. Eu precisava fugir, precisava respirar. Longe dele.

Dalí fui direto para um parque que eu gostava de ficar quando precisava pensar em algo. Era quase a hora do almoço e o movimento era fraco de pessoas por ali.

O que eu estava sentindo ao revê-lo?

Eu não sabia explicar. Era obvio que ele ainda mexia comigo. E muito.

Talvez fosse a dor de ver um amor perdido.

Eu sabia que seria difícil vê-lo estar perto dele, mas não era só difícil.

Eu não sentia mais magoa.

Deus! Eu só podia estar maluca, mas eu sentia saudade. Do que vivemos, do que poderíamos ter vivido.

Eu não podia pensar nisso. Eu era comprometida agora. E meu noivo era um homem incrível e maravilho e... eu gostava dele. Mas paixão e amor?

Isso eu não podia me enganar eu não sentia. Vendo Edward hoje eu tive certeza. O que eu sentia por Bryan era muito diferente do que sinto... sentia por Edward.

Suspirei e peguei meu celular. Eu precisava me acalmar e ligar pra ela, minha mãe, sempre me acalmava.

– Alô.
– Oi mãe. –a saudei.
– Bella meu amor como está?
– Estou bem mãe. – falei sem animação.
– Hum... por que acho que isso não é verdade. – falou.
Mãe sempre sabe quando não estamos bem.
– É... mãe... o Edward reapareceu. – falei.
– O Edward?-perguntou surpresa.
– Sim.
– Mas como filha? Como você está?
Suspirei.
– Eu... eu estou confusa. Eu... sou advogada dele.
– O que?! – senti o espanto na voz dela.
– Sim... eu sou... é uma historia tão maluca. – disse.
Contei a ela rapidamente sobre tudo o que ocorrera nos dois últimos dias.
– Nossa filha... o destino as vezes brinca com a gente.
– Nem me diga. – suspirei.
– Bella... como está de verdade? Em relação a Edward e a... Bryan?
– Como assim mãe?
– Você entendeu filha. Olha eu adoro o Bryan ele é um ótimo rapaz, mas eu sei que você não esqueceu o Edward.
– Não... não tem nada a ver isso. Eu só fiquei meio confusa, mas eu... eu vou continuar com meu noivo é claro. Edward é passado.
Falei tentando crer em minhas próprias palavras.

Almocei na rua, e logo fui a duas audiências que eu tinha no fórum no início da tarde. As 15hs eu já estava de volta ao escritório.

Entrei na sala de Ângela, que antecedia a minha, e ela quase saltou na minha frente.
– Bella! – quase gritou.
– Bebeu Ângela? O que houve? – perguntei assustada.
Ela não parava quieta. Era certo que Ângela era meio elétrica, mas hoje ela estava demais.
– Olha, eu tentei impedir,... mas ele não me ouviu. – disse se justificando.
– Sobre o que você está falando Ângela? – tentei seguir para minha sala, mas ela se colocou a minha frente me impedindo. – Sai da minha frente Ângela.
– Não posso. Preciso falar com você antes de entrar lá. – disse afobada.
– Então fala criatura. – disse já perdendo a paciência.
Cruzei os braços esperando. O dia já tinha sido difícil o suficiente. Só esperava que não fossem mais problemas.
– É que tem um homem na sua sala te esperando. – ela disse.
Fechei a cara.
– Como é que é? Enlouqueceu Ângela? Sabe que não gosto de ninguém na minha sala. – falei irritada.
– Eu sei. Eu sei. Desculpe, mas é que você não está entendendo Bella. Aquilo lá não é um homem. – disse.
– Ângela você anda fumando alguma coisa antes de vir trabalhar?
– Não Bella. Não é nada disso. É que o homem que está na sua sala não é simplesmente um homem. É um deus grego. Uma estatua viva de Adônis eu sei lá, mas aquilo lá... – ela apontou pra minha sala - Não é real. – suspirou.
Então senti minhas pernas fracas.
– Como é este homem Ângela? – perguntei já sabendo de quem se tratava.
– Bom... deixa eu te explicar direito. Eu tava aqui sem muita coisa pra fazer e tals, e as duas secretarias do oitavo andar vieram aqui pra nós papearmos um pouquinho. Aí entrou aquele homem. – ela se abanou – Eu juro que as meninas até babaram aí no chão. Eu quase não sabia se me beliscava ou se suspirava. Caracas de homem lindo!
Ela parou de surtar quando olhou meu rosto.
– Pois é... então ele disse com aquele voz... que precisava falar com você. Que era seu cliente. E aí eu expliquei que você não estava e tal. Mas aí ele pediu me olhando com aqueles olhos verdes para que eu deixasse esperar na sua sala, e poxa Bella... eu sou humana. Como eu ia dizer não pra aquele gato de homem? – falou.
– Terminou? – perguntei.
Ela assentiu.
– Depois nós conversamos sobre isso, e sobre você ficar de papinho com as secretarias dos outros andares. – falei me encaminhando para minha sala.
Ela me seguiu.
– Ok. Bella... depois você pode me xingar. Colocar-me no tronco, de joelho no milho o que você quiser só, por favor, quando estiver lá dentro pede uma água, ou cafezinho pra eu poder entrar lá e ver de novo se eu não estava sonhando, e se aquele homem lá é real. Por favor. – disse fazendo cara de pidona.
Se eu não estivesse tão nervosa por Edward estar na minha sala eu até teria rido. Mas não. Eu estava muito nervosa.
– Comporte-se Ângela. – falei e abri a porta da minha sala a fechando em seguida.
Lá estava ele. Sentado confortavelmente de perna cruzada. Ele usava um terno cinza, diferente do de mais cedo. Devia ter tomado banho, pois seu cheiro, e o cheiro de sua colônia estavam agora mais presente. Um cheiro muito bom.
Ele me olhava enquanto eu me aproximava.
Tentei pensar com clareza.
– O que está fazendo aqui? – perguntei dura.
Ele não respondeu ou se mexeu do lugar.
– Eu me lembro de termos combinado de você ligar para minha secretaria e marcar para conversarmos sobre o processo. E não de você vir sem avisar e ainda por cima esperar dentro da minha sala. Sem que eu tenha a chance de me recusar a te atender...
– Chega. – ele disse fazendo eu me calar na hora. – Nós vamos conversar. Agora é entre eu e você, boneca.
Gelei e ao mesmo tempo me senti quente com aquela simples palavra.
– Não me chame assim. – quase perdi o controle.
Droga! Ele parecia calmo. Então se levantou vindo em minha direção e eu fui andando para trás até que a minha mesa me impediu de continuar a fugir.
Ele parou bem próximo a mim. Sempre me olhando do jeito que me fazia amolecer. Deus eu precisava fugir.
– Nem pense em se aproximar mais. – falei.
Ele sorriu e pegou minha mão. Meu corpo inteiro estremeceu.
– Eu vim aqui falar com você sobre isso. – levantou minha mão onde estava o anel de noivado.
– Eu não tenho nada que falar com você sobre isso. – falei.
– Eu não aceito isso. – disse passando o dedo no anel.
– Você não tem que aceitar ou não. Isso não te diz respeito. – respondi dura puxando minha mão da dele.
– Você está mais linda do que eu lembrava. – ele disse sedutor.
Minhas pernas essa hora eram quase gelatina. Respirei fundo pra pensar com clareza o que não foi uma boa ideia, devido a seu cheiro tão próximo a mim.
– Edward... eu sou sua advogada. Por favor, isso aqui não está certo.
– Estou pouco me lixando para o que é certo ou não. – disse olhando minha boca.
Não, por favor. Não se aproxime.
– Cinco anos boneca. Cinco anos longe de você.
A respiração quase não vinha.
Ele começou a se aproximar mais quando o telefone da minha mesa tocou.
Saltei assustada e fui atender. Deixando no viva voz.
– Oi meu bem. – a voz de Bryan ecoou pelo ambiente. – Pode falar? Não está ocupada? – perguntou.
– Oi Bryan. – respondo com a respiração descompassada olhando para Edward que me encarava com uma expressão inelegível. – Não estou ocupada. Pode falar.
– Eu queria saber se o jantar será no seu ou no meu apartamento? – perguntou alheio ao que se passava no meu escritório.
Encarando Edward eu digo:
– No seu meu amor. Estou morrendo de vontade de passar a noite lá com você.
– Oh que maravilha. Vou preparar tudo e colocar o vinho que adora para gelar. Até mais meu bem.
– Até mais. – desliguei.
Edward somente me olhava de uma forma estranha.
– Então este é o seu noivinho? – disse parecendo divertido, no entanto havia mais por trás. Raiva talvez.
Eu me irritei.
– Olha aqui Edward eu aceitei ser sua advogada, mas nossa relação é estritamente profissional. Se você ficar com essas gracinhas eu vou largar o caso. – falei furiosa.
– Certo. – ele disse. Chegou mais perto. – Amanhã peço a minha secretaria para agendar uma hora com você para conversarmos sobre o processo. – disse frio de repente me pegando de surpresa.
– Si-Sim. Isto é o correto.
Ele ia passar por mim quando parou falando bem próximo ao meu ouvido, causando labaredas de fogo em meu corpo.
– Mas antes de ir eu preciso dizer. – sussurrou – Este homem não é pra você. Você precisa de mais Isabella e você sabe disso.
Afastou-se.
– Tenha um bom jantar com seu noivo, boneca. – falou saindo da minha sala.

Continua...

E ai? O bad boy está agradando? E Nossa Bella durona hein? Até quando?
Beijos Ju
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SPOILER
- Bem... bom... é... o que precisamos para inocenta-lo, é que você conte de quem eram as drogas e para onde iriam. Você vai ganhar um benefício grande e...
- Nem pensar. disse.
- Como é?
- Deixe a gangue fora disso. Eu assumo tudo sozinho.
Balancei a cabeça descrente.
- Edward você não está entendendo. Se você não disser de onde veio estas drogas e pra onde iriam, você não vai conseguir ser absolvido. expliquei.
- Que seja. O que você pode conseguir neste caso? perguntou.
- Como assim? Como pena. Com muita luta, a mínima de10 anos, mas...
- Está ótimo.
- Você enlouqueceu? Quer ficar 10 anos preso só por que não quer dedurar sua gangue? perguntei.
Ele me olhou duro.
- Eu quero ser absolvido, mas sem que isso envolva a gangue. explicou -Primeiro. Não é minha gangue. Segundo. Eu já paguei a eles tudo o que devia e não vou ficar devendo mais nada e por fim eu já fiz tanta coisa errada na minha vida que ficar 10 anos preso não é nada pelos crimes que cometi.
Minha expressão era de total surpresa.
- Você quer se punir? É isso Edward?
Ele nada disse.
- Eu não posso participar disso. falei encarando-o. Eu não entro num tribunal pra perder.
- Então não entre pra perder, mas sim pra fazer o que seu cliente está pedindo. disse.
Exasperei-me.
- Qual é a sua afinal?! me levantei e comecei a andar pela sala. Você reaparece depois de anos exigindo praticamente que eu seja sua advogada e ai agora pelo que posso notar quer ser preso. Quer me enlouquecer é isso?

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