CORAÇÃO INDOMAVEL - CAPITULO 25

Meninas do meu coração.
Vamos tentar domar este coração indomável?
Amantes do Bad Boy.
As explicações eu dou lá no final. Não me matem please.

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Capítulo 25
Bryan serviu mais uma taça de vinho para mim. Estávamos no sofá de seu apartamento em frente à lareira.
– Está tudo bem? – perguntou. – Você estava distante durante o jantar. Mal tocou na comida.
Ele era um homem bom. Não merecia que eu o enganasse.
– Eu estou bem é só que não estou bem fisicamente.
– TPM? – perguntou divertido.
– Sim. – menti.
– Hum... uma pena. – disse malicioso.
Desviei de seu olhar. Ir pra cama com ele neste momento não era algo que eu queria.
– Bella preciso conversar sobre uma coisa com você. – disse serio.
– Fale. O que foi?
– Na sexta-feira terei que viajar para o Japão. Por causa daquele processo. -explicou.
– É daqui a cinco dias. – falei.
Ele assentiu.
– E vai ficar muito tempo?
– Não sei ao certo. É um processo complicado. Mas é de duas semanas a um mês.
– Nossa é bastante tempo. – comentei.
– Eu sei meu amor, eu também não queria me afastar, mas é preciso. – falou angustiado.
– Tudo bem. É o nosso trabalho. – afaguei sua mão.
– Mas não é só sobre isso eu quero falar com você. Quando eu voltar quero que a gente marque a data do casamento.
Arregalei os olhos.
– Mas... já?
– É meu amor. Eu não quero um noivado longo. Acho que a gente se conhece o suficiente e podemos dar este passo.
– Você me pegou desprevenida. – falei perdida.
Ele sorriu.
– Estamos noivos isso é o natural não é?
Mal consegui dormir aquela noite. Todos os acontecimentos dos dias anteriores me perseguindo. As sensações que senti. Tudo se misturava dentro de mim.
Dois dias depois Ângela me avisava, logo que chegava pela manhã, que a tarde era eu tinha uma reunião agendada com Edward Cullen. Quase deixei meu copo de café cair. Ângela me olhou desconfiada. Não era pra menos, cada vez que ela falava nele ou que seu nome era tocado em minha frente eu ficava estranha. Ângela era avoada, mas não era burra.
Três horas da tarde Ângela entrou na minha sala parecendo um pimentão.
– Bella do céu! O destruidor de calçinhas ta aí. – disse esbaforida.
Olhei pra ela de cara feia.
– Desculpa o Sr. Cullen está aí. – ela disse não parecendo nada envergonhada.
– Ok. Eu vou terminar algo aqui. E já o chamo. – ela me olhou descrente.
– Vai fazer aquele homem lá esperar?!
– São só uns minutos. - falei – Com certeza você vai entretê-lo por uns minutinhos.
Ela abriu um sorrisão.
– Ah com certeza. – saiu que nem um furacão.
– Se comporte. – falei.
Fui até o banheiro da minha sala. Respirei fundo. Ajeitei meus cabelos que estavam soltos em grandes cachos que caiam sobre meus ombros. Eu estava bonita. Sabia disso.
Droga! Por que estou me arrumando pra ele?
Voltei até minha sala, e peguei o telefone.
– Ângela pode pedir para o senhor Cullen entrar. – falei.
Logo a porta se abriu e ele entrou sorrindo assim como Ângela.
– Depois conversamos mais, Ângela. – ele disse.
Ela quase virou uma poça na frente dele.
– Ah é claro senhor Cullen. – disse quase babando, mas se recompôs quando me viu.
– Pode sair Ângela.
– Ah claro. - saiu descompensada.
– Essa sua secretaria é muito legal. – disse sorrindo.
Lindo. Era a palavra que vinha a minha cabeça. Num terno escuro, camisa branca e gravata azul era tentação sobre pernas.
Percebi que estava olhando demais pra ele.
– O que foi? – ele perguntou.
Balancei a cabeça.
– É que é... estranho vê-lo assim. De terno. Não parece o Edward que conheci. – falei.
– Eu não sou nada parecido com o Edward que conheceu boneca. - falou me fitando intensamente.
– Pare com isso. Não quero que me chame assim. – falei.
– Por que não? Você gostava. – disse malicioso.
– Gostava. No passado. Agora a situação é diferente. – falei.
Desviei meus olhos dos dele.
– Vamos falar sobre o processo. Foi por isso que marcamos esta reunião não foi?
Tentei agir profissionalmente.
Ele sentou-se na minha frente do outro lado da mesa.
– Bom... o que temos é você acusado por crime de tráfico pela quantidade de narcóticos que foram encontrados no seu apartamento. Por sorte você não foi preso em flagrante e poderá responder o processo em liberdade. A pena é de no mínimo 10 anos e de no máximo 20 anos. – olhei pra ele que escutava atentamente.
– Já sei sobre tudo isso doutora Swan. – falou de uma forma tão sexy que precisei respirar fundo.
– Bem... bom... é... o que precisamos para inocenta-lo, é que você conte de quem eram as drogas e para onde iriam. Você vai ganhar um benefício grande e...
– Nem pensar. – disse.
– Como é?
– Deixe a gangue fora disso. Eu assumo tudo sozinho.
Balancei a cabeça descrente.
– Edward você não está entendendo. Se você não disser de onde veio estas drogas e pra onde iriam, você não vai conseguir ser absolvido. – expliquei.
– Que seja. O que você pode conseguir neste caso? – perguntou.
– Como assim? Como pena. Com muita luta, a mínima de10 anos, mas...
– Está ótimo.
– Você enlouqueceu? Quer ficar 10 anos preso só por que não quer dedurar sua gangue? – perguntei.
Ele me olhou duro.
– Eu quero ser absolvido, mas sem que isso envolva a gangue. – explicou -Primeiro. Não é minha gangue. Segundo. Eu já paguei a eles tudo o que devia e não vou ficar devendo mais nada e por fim eu já fiz tanta coisa errada na minha vida que ficar 10 anos preso não é nada pelos crimes que cometi.
Minha expressão era de total surpresa.
– Você quer se punir? É isso Edward?
Ele nada disse.
– Eu não posso participar disso. – falei encarando-o. – Eu não entro num tribunal pra perder.
– Então não entre pra perder, mas sim pra fazer o que seu cliente está pedindo. – disse.
Exasperei-me.
– Qual é a sua afinal?! – me levantei e comecei a andar pela sala. – Você reaparece depois de anos exigindo praticamente que eu seja sua advogada e ai agora pelo que posso notar quer ser preso. Quer me enlouquecer é isso?
Ele também se levantou ficando a minha frente.
– Se acalme.
– Calma o caralho! – gritei. – Por que voltou a minha vida? O que você quer com isso? – perguntei furiosa.
Ele apenas me olhava.
– Não. Não você não vai conseguir me desestabilizar. No passado eu era... era inocente e inexperiente, mas agora não.
Não consegui segurar todas as duvidas que eu tinha em relação ao passado.
– Por que você me deu aquele cd Edward? Por que foi embora depois? – perguntei e quis me chutar por parecer tão fraca a sua frente.
– Aquela musica não foi explicação o suficiente. – disse serio.
Seus olhos intensos tentando me passar uma mensagem através deles. Mas eu não queria decifrar enigmas, eu queria que ele fosse claro sobre tudo.
– Você sempre me confunde. Você faz uma coisa e depois faz outra completamente diferente.
– Você não entende agora Isabella, mas um dia entenderá. – falou.
Eu balancei a cabeça.
– Um dia pode ser tarde demais. – respondi. – Na verdade já é.
Voltei para minha mesa sem olhar pra ele. Não queria mais falar sobre o passado com ele. Não queria mais falar nada com ele.
– Vamos diretamente ao que interessa. Você guardou aquelas drogas no seu apartamento para levar a algum lugar ou era pra uso próprio? – perguntei dura.
– Você sabe muito bem que eu não uso drogas. – respondeu.
– Eu? Eu não sei nada sobre você. – disse irônica. – O que afinal você quer que eu diga para defendê-lo Edward?
– Você vai dizer que aquelas drogas eram para meu consumo próprio. – falou calmamente.
Eu perdi a paciência novamente.
– Eles não vão acreditar. Nenhum usuário tem aquela quantidade de drogas. E outra você foi submetido a exame toxicológico e não apresenta qualquer vestígios de substância ilegal.
– Eu sei de tudo isso. Mas assim mesmo você vai fazer isso. É claro que aquelas drogas tinham um destino, mas eu não posso falar. Não posso colocar as pessoas que amo em risco só pra me safar. – respondeu vibrante.
– Sua própria gangue iria fazer algo contra sua família se você os denunciasse?
Ele segurou seu olhar sobre mim.
– Não só a minha família.
Agora as coisas pareciam fazer um pouco mais de sentido.
– Acredito que foram eles que fizeram a denuncia a policia sobre as drogas em meu apartamento.
Arregalei os olhos.
– Por quê? Por que fariam isso como você? E perderiam a mercadoria que era deles mesmo?
Ele deu de ombros.
– Por vingança talvez. Eu estava saindo da gangue. Eles não estavam contentes com isso.
Lembrei-me de algo.
– Você tem amigos na gangue. Eu lembro, era respeitado quem sabe pode conseguir que alguém te ajude. E aí a policia pode dar proteção...
Ele balançou a cabeça negativamente.
– Não é assim que funciona Isabella...
– Frank. Ele ainda está na gangue? Ele com certeza o ajudaria.
Então os olhos de Edward se transformaram em algo que eu nunca tinha visto. Dor havia em seus olhos.
– Edward onde está Frank? –perguntei.
Nunca o vi tão frágil.
– Morto. – disse num sussurro.
Lágrimas vieram aos meus olhos.
– Ah meus Deus! – deixei a dor de saber que aquele amigo querido se fora. – Como? Como ele morreu?
Percebi que Edward estava se esforçando para não chorar. Meu coração se encheu de compaixão.
– Por minha causa. Ele morreu por minha culpa. – disse.
Saí da minha mesa sem nem mesmo perceber. E quando me dei conta estava abraçada a Edward.
Ele me abraçava e enterrava seu rosto em meus cabelos enquanto eu ouvia seu choro. Ele chorava pelo amigo. E eu também chorava por Frank. Por Edward e por mim.
Meu corpo traiçoeiro reconheceu o toque daquele homem. E mesmo a situação não sendo romântica ou erótica a saudade estava me consumindo.
Fixamos abraçados por um tempo até eu me dar conta do que estava fazendo e me afastar.
– Desculpe. – ele disse constrangido com os olhos vermelhos.
– Tudo bem. Eu que devo desculpas. – voltei a minha mesa e pedi a Ângela que trouxesse água e café para nós.
Ela entrou nos serviu, e percebendo algo no ar não fez nenhuma gracinha. Ela me olhou tipo depois você não escapa de contar o que aconteceu.
Recuperados da descarga emocional tentei entrar naquele assunto delicado.
– O que aconteceu com Frank Edward? Quando aconteceu isso? – perguntei.
– Faz dois anos. Eu prefiro não falar sobre isso. Não agora. Eu prometo te contar, mas não agora. – pediu.
– Tudo bem. E Elisa?
– Ela está morando com minha mãe na Filadélfia. Está bem na medida do possível. Ela e urubu tiveram um filho, Alex. Que agora é meu filho.
Eu abri a boca em surpresa. Não esperava por isto.
– É o mínimo que posso fazer por meu amigo. Cuidar da família dele. – disse humilde.
Meu coração batendo de forma irregular ao ver o quanto aquele homem podia ser... incrível.
Pigarreei.
– É legal... o que... o que você está fazendo.
Ele deu de ombros.
– Ele é incrível. Tem dois anos. Muito parecido com o urubu. Você precisa conhecê-lo. – disse sorrindo entusiasmado.
Ficamos em silencio.
– Você está tão diferente. – ele disse me olhando.
– Em que?
– Você está mais formal. Mais seria. Essas roupas mais formais... não parece com a garota de jeans e camiseta, ou vestidos florais.
– Bom agora eu sou uma advogada. Tenho que portar adequadamente. – respondi.
Agora eu não era mais inocente como quando eu me apaixonei por você, pensei.
– Fico me perguntando se você por baixo desta formalidade toda ainda é aquela garota cheia de vida que conheci. – falou me encarando.
– As coisas mudam Edward.
Ficamos nos encarando. Um clima de sedução pairando no ar. Até batidas na porta me acordarem.
– Entre. – falei.
– Desculpe Bella. Tentei avisar pelo telefone, mas acho que está com problema. O Bryan quer falar com você. Está aqui fora. – disse.
– Diga que aguarde um pouco. Eu já vou. – falei.
Ela saiu fechando a porta.
Edward se levantou.
– Eu já tenho que ir mesmo. Tenho uma reunião com Carlisle agora na empresa. - falou.
Eu me levantei para acompanha-lo.
– Está gostando do trabalho? – perguntei curiosa. – Carlisle me falou que você leva jeito.
Ele deu um sorriso lindo de matar. Eu ofeguei. Ele era lindo demais.
– Nem sei como, mas parece que sim. Deve ser coisa do sangue. A parte boa do sangue Cullen. – disse divertido. – Está convidada a conhecer a empresa. Eu posso te mostrar tudo se quiser. – disse sedutor.
Desviei de seus olhos.
– Não... eu acho que não vai dar. Eu não tenho muito tempo. – desconversei.
– Eu queria muito que você fosse conhecer a empresa. – disse.
Eu abri a porta e Bryan esperava na minha ante-sala. Edward eu e Bryan ficamos lado a lado.
Continua...

SPOILER
Eu não acreditava no que estava fazendo. Só podia ser loucura da minha cabeça. Por que eu estava indo lá?
Confesso que era um pouco de curiosidade. Porém o papel que eu carregava como desculpa, até um simples mensageiro poderia ter levado para ele assinar. Mas assim mesmo eu me dirigia à empresa Cullen, localizado num luxuoso prédio em umas das avenidas mais importantes de Seattle.
Fui encaminha ao 28º andar, onde funcionava a empresa. Procurei e logo localizei a sala onde se lia:
Edward Cullen - Diretor Executivo. 
Sorri com orgulho. Uma secretaria simpática me recebeu dizendo que Edward não estava em sua sala, mas sim havia ido à sala de seu tio.
Muito atenciosa, principalmente depois de saber que eu era a advogada de Edward, a moça resolveu me acompanhar a procura dele. De longe o avistei. Este homem não sabia ser simples quanto o quesito era a sua beleza. Ele estava de arrasar novamente. 
Conversava com uma loira deslumbrante. Os dois sorriam e pareciam entretidos na conversa. Tanto eu quanto a secretaria ouvimos o teor na conversa deles, quando nos aproximamos sem sermos vistos por ambos.
- Um jantar? Sem segundas intenções. a loira dizia. Mas era claro seu interesse nele.
Um sentimento que até então julguei enterrado, surgiu. O ciúme.


Ficaram tristes com a morte do urubu? Eu sei, ele era um amor, mas tudo na fic tem sentindo e as pessoas boas morrem também. Ele já nasceu na minha mente morto, mas é que ele foi se tornando tão fofo né. Bom eu tinha que matar alguém próximo ao Edward, isso o ajudaria a mudar, mas não conseguiria matar o Emmett, então criei este personagem, mas não se preocupem no PDV do Edward ainda veremos bastante do urubu.

Outra coisa no próximo capítulo é o famoso jantar com a musica do Bruno Mars

No comments :

Post a Comment