CORAÇÃO INDOMAVEL - CAPITULO 28

Meninas do meu coração.
Vamos tentar domar este coração indomável?
Amantes do Bad Boy.
Desculpe por não conseguir responder aos comentários saibam que eu leio todos e amo muito. Obrigada.

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Capítulo 28

Acordei quando a luz que passava pela cortina ficou bem nos meus olhos. Sentia meu corpo dolorido. Parecia que eu havia praticado uma maratona. O que de fato tinha ocorrido, mas não da forma convencional.

Esbocei um sorriso. Há quanto tempo eu não me sentia assim?
Olhei para o lado direito na cama, os lençóis bagunçados. Ele não estava. Sentei-me e vi a camisa dele, a que ele usava na noite passada jogada sobre uma poltrona. Nua, fui até ela e coloquei a camisa dele. Ainda tinha seu cheiro. Como uma boba apaixonada, cheirei o colarinho sorrindo.
Dirigi-me ao banheiro me olhando no espelho. Antes que a culpa me tomasse revivi os momentos que passamos na noite passada.
Foi tudo tão intenso. Parecido como era no passado, mas eu diria que foi mais. Muito mais.
O que eu iria fazer meu Deus?
Meu noivo nem tinha saído do país e eu já tinha pulado na cama de Edward. Bom há essa hora com certeza ele já tinha viajado para o Japão.
A culpa ameaçou me dominar, entretanto eu não iria deixar isto acontecer. Não foi certo eu ter dormido com Edward sendo noiva. Isso eu sabia. Bryan não merecia, isso eu também sabia. Mas eu não podia dizer que estava arrependida do que tinha acontecido pelo menos não agora. Eu sabia muito bem o que estava fazendo na noite passada.
Senti um cheirinho bom de café e algo mais. Saí do banheiro após minha higiene. Procurei minha bolsa que eu nem sabia onde estava acho que na sala. Ia sair do quarto quando algo na parede, acima da cabeceira da cama, chamou minha atenção.
– Eu não acredito. – murmurei para mim mesma.
Segui pelo corredor, ainda meio perdida, já que ontem à noite eu não estava prestando atenção em nada que não fosse ele. Assim como não vi aquele quadro pendurado na parede. Seguindo o barulho cheguei à cozinha onde um Edward sem camisa, descalço, vestindo apenas uma calça de moletom preta, fazia algo no fogão. Era uma perdição vê-lo desta forma.
Percebendo minha presença ele se virou e me deslumbrou com seu sorriso.
– Bom dia. – disse – As panquecas estão quase prontas. – veio até mim e me beijou de forma deliciosa.
Ele me desarmou com apenas um beijo.
– Está fazendo café pra mim? – perguntei meio surpresa e deslumbrada.
– Sim... na verdade o plano era estar tudo pronto antes de você acordar. Ai eu faria uma bandeja e levaria pra você na cama. – disse ainda prestando atenção à frigideira no fogão.
Minha boca quase não conseguia se manter fechada. Este Edward era... simplesmente irresistível.
Olhei a mesa posta.
– Sente-se que vou servir você. – ele disse.

Eu me sentei e logo nós dois tomávamos café. Um silencio meio estranho. Edward olhava o tempo todo para mim.

– O que foi?- perguntei meio incomodada com sua analise.
– Você é linda. – ele disse. Corei de prazer e desviei os olhos dos dele. – Está ainda mais linda com a minha camisa.
Pronto eu era um pimentão ambulante.
Edward continuava a me olhar de uma forma estranha.
– Na verdade... – ele começou, mas parou o que ia dizer.
– O que? – perguntei.
– Eu estou esperando você começar a dizer que o que fizemos foi um erro. – disse sincero.
Eu suspirei e olhei para meu prato.
– Certo não foi. – falei e olhei pra ele.
Ele esperava. Esperava que eu dissesse o obvio.
– Por causa do seu noivo. – disse.
– Não é só por ele. Você é meu cliente. Eu não posso me envolver com meu cliente, além disso, eu não sou uma vadia traidora. – falei.
– Você nunca seria isso. Não fale dessa forma de você. – disse intenso olhando para mim. – Você não transou com um cara qualquer que conheceu numa balada, Bella.
Cada vez que ele dizia meu nome assim eu tinha vontade de pular nele e beija-lo até perder o ar.
– Nós tivemos uma historia. – falou.
– Eu preciso ir. – falei me levantando e indo até minha bolsa. Eu não sabia lidar com este Edward ainda.
Em meu celular havia 5 chamadas não atendidas de Bryan. Novamente a culpa passou por mim.
Senti um calor atrás de mim. Edward me abraçou por trás. Fiquei mole rapidamente deixando meu celular cair dentro da bolsa novamente.
– Fique comigo boneca. – disse sussurrando em meu ouvido. – Hoje é sábado você não tem que ir trabalhar eu também não. Vamos aproveitar. – dizendo isso ele começou a beijar e mordiscar meu pescoço, e eu já não me lembrava do que ia ou não fazer. Virei-me de frente para ele e o beijei com fervor.
Fizemos amor no sofá de sua sala. Depois na mesa da cozinha e por fim no chuveiro. Parecíamos que não nos cansávamos um do outro.
Estávamos deitados em sua cama. Eu com minha cabeça em seu peito. Nada parecia tão certo como isso.
Olhei para ele que olhava para o teto. Por cima de sua cabeça eu vi o famoso quadro. Sentei-me de súbito me lembrando de que iria perguntar aquilo pra ele antes, mas quando o vi na cozinha todos os pensamentos coerentes se foram.
– Era você. – falei.
Ele me olhou sem entender.
– O que?
– O quadro. – apontei. – Era você na galeria. Os bilhetes. – falei me lembrando bem da cena.
– Não sei do que você está falando. – disse tentando segurar o riso. – E você assim desse jeito nem que eu soubesse eu poderia me concentrar. – disse apontando para os meus seios nus, puxei o lençol.
– Seu filho da...
– Opa! Minha mãe não merece o xingamento. – disse rindo.
– Você não presta Edward. – falei tentando soar brava, mas estava rindo.
– Me conte uma novidade. – disse safado.
Então fiquei seria de repente.
– Você estava aqui em Seattle todo este tempo. Há um ano pelo que Carlilse me disse. Na galeria foi o que? Há cinco meses? Você sabia que eu morava aqui. Por que não me procurou? – perguntei tentando entende-lo.
Ele me olhou serio.
– Eu não sabia que você estava morando aqui. Na galeria foi quando eu a vi pela primeira vez. – respondeu.
– Por que não foi falar comigo? – eu queria saber.
– Eu ia, mas... você estava acompanhada. – respondeu.
Eu lembrava, Bryan estava comigo.
– Há muitas coisas que precisamos conversar Bella. Me de tempo que eu vou te contando tudo. Tudo o que posso falar. – disse.

***


– Bella?! Hello! – Ângela me chamava.

– Oi. O que foi? – perguntei.
– Credo mulher você estava onde? Em que planeta? – perguntou rindo – Estou te chamando há minutos.
– Desculpe Ângela. O que dizia?- falei meio no automático.
Segunda feira era um dia bem corrido no escritório. Eu tinha varias coisas pra resolver, porém minha mente não queria obedecer e somente ficar pensando no final de semana que tive. Eu fiquei com Edward. O sábado e o domingo todo. Voltando somente ontem a noite para meu apartamento.
– Você tem duas audiências hoje à tarde, e um dos clientes do Bryan marcou uma reunião com você amanhã de manhã. – Ângela disse.
– Certo. – falei.
Ela ficou me olhando com uma cara.
– O que foi? – perguntei.
– Você está tão estranha... – ela disse.
–Não é nada Ângela. Está tudo bem.
Sim diga isso mil vezes pra ver se você mesma acredita nisso. Aquele homem de novo estava sob minha pele.
Ângela saiu da sala e deixei escapar um suspiro e me lembrei da manhã de domingo.

Flashback On


Eu sentia leves beijos nos meus pés e tornozelos. Fazia umas cócegas gostosas. Sorri. Ao abrir os olhos ele estava lá na ponta da cama com um sorriso de arrancar suspiro.

Mordi meus lábios pra não soar idiota e suspirar alto.
– Bom dia boneca.
Espreguicei-me e ameacei levantar, mas fui impedida pelo corpo dele que veio para cima de mim.
– Bom dia. – falei sorrindo. – Sem café hoje? – brinquei.
Ele me olhava serio.
– Sim haverá café, mas antes eu precisava comer outra coisa. – disse safado.
Um calor passou por meu corpo.
– Hum... e o que seria? – perguntei já sabendo do que se tratava.
Com os lábios colados aos meus ele disse.
– Você meu amor. – disse.
Quase engasguei quando ele disse aquela palavra. Amor? Eu tinha ouvido certo.
Não consegui pensar direito, pois ele tomou minha boca deliciosamente. Eu estava nua sob o lençol então logo nossos corpos juntos estavam conectados de forma intensa.
Era tão maravilhoso estar nos braços dele que eu não queria pensar que aquilo ali podia acabar, mas eu sabia que as coisas não seriam assim fáceis, quando a semana se iniciasse, e eu voltasse a minha vida normal.

Flashback Off


Ângela entrou na minha sala com um arranjo enorme de flores. Margaridas. As minhas favoritas. Imaginei que fossem de Bryan. Ele sempre as mandava quando estava viajando. Era mais uma coisa para me fazer arder em culpa.

– Flores para você. É do Sr lambivel. – Ângela disse.
– De quem? – perguntei sem entender.
– Do gostosão. Destruidor de calcinhas a vácuo. – ela disse se abanando.
– Ângela... menos, por favor. – falei olhando o buque.
– Ok me desculpe. Descontrolei-me, mas porra! Aquele homem é de fazer qualquer mulher miar em noite de lua cheia. – disse em seu jeito espevitado.
– Pelo amor Deus mulher do que é que você está falando? –perguntei.
– Do Edward Cullen. Ele mandou as flores.
Fiquei pasma.
Edward me mandando flores.
– Como você sabe... que foi ele? – perguntei com o coração acelerado.
Mandar flores não era algo que Edward faria. Não no passado pelo menos.
– Antes que você pense mal de mim eu não li o cartão. – ela disse e então vi que tinha um cartão. – Ele ligou hoje mais cedo e perguntou qual eram as suas flores favoritas. Por isto eu sei que foi ele.
Eu ainda estava sem ação. Olhando as flores.
– E por que raios você foi dizer a ele sem antes me perguntar? – eu tentei soar brava, mas estava mais era nervosa. Essas novas ações de Edward me pegavam sempre desprevenida.
– Desculpe... eu não sabia que não podia dizer... – falou.
A coitadinha era meio desmiolada, mas não tinha culpa que minha vida tinha virado uma bagunça.
– Desculpe Ângela. – respirei fundo. – Quando o Edw...o senhor Cullen pedir algo a você primeiro me consulte ok?
Ela assentiu.
– Eu achei gentil da parte dele. – ela disse.
– É... foi.
Ângela saiu e só então eu fui ver o cartão.

''Porque os outros fogem e tu não

Porque os outros gritam e tu ris Para fugires da solidão
Porque os outros desistem e tu vences
Porque os outros são mentes Onde és feliz sem senão
Porque os outros não conseguem
Porque os outros são fracos E os seus gestos demonstram solidão
Porque os outros têm medo
Porque os outros explicam E tu não entendes
Porque os outros são tristes, mas tu não''*
E. Cullen

Não entendi o que aquelas palavras queriam dizer, mas elas tocaram meu coração de forma intensa.

Eu estava tão perdida. E pior ainda mais perdida de amor por Edward.
Mas isso não era certo de tantas maneiras e havia sempre a chance dele me machucar de novo.

Enfiei a cara no trabalho. Fiquei quase a tarde toda fora do escritório e voltei somente ao final da tarde.

Passei por Ângela indo direto para minha sala resolver algumas coisas. Ouvi batidas na porta e Ângela entrou.
– “Ele” está ai. – ela disse com o rosto corado.
Engoli em seco. Eu não estava preparada para enfrenta-lo tão logo, depois de tudo. Meu coração estava acelerado.
– Eu... eu tenho tanta coisa pra resolver... peça gentilmente ao senhor Cullen que eu retorno para ele e aí marcamos uma reunião. – falei.
Ângela me olhou como seu eu fosse doida. Dispensar aquele deus grego ela devia estar pensando.
– Certo. Tem certeza? Ele parecia que queria muito falar com você. – ela disse.
Minha decisão vacilou.
– Te-tenho sim. Diga que eu retorno. –falei sem olhar pra ela fingindo estar concentrada em alguns papeis na minha mesa.
– Ok. – Ângela disse e saiu.
Eu levantei e comecei a andar pela minha sala. Eu tinha feito o certo eu precisava de um tempo.
Novamente batidas a minha porta.
– Entre Ânge... – mas não era Ângela. Era Edward.
Ele entrou na sala fechando a porta.
– O que... – não consegui dizer mais nada.
Ele veio pra cima de mim de forma selvagem, e eu fui andando para trás até encostar-me a minha mesa. Ele me pressionou com seu corpo. Colocou suas mãos ao lado do meu rosto.
– Eu precisava saber se este final de semana foi real. – disse quase me beijando – Precisava saber se isso não foi um sonho.
Então me beijou.

*( Poema pela querida leitora Susa Santos de Portugal)


Continua...

Aff além de Bad Boy lambivel é poeta também. Assim ninguém resiste né?!
Ate breve.
Beijos Ju
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SPOILER
Sua língua deslizando e me sugando com fome. Suas mãos, antes em meu rosto foram para minha cintura. Ele pressionou mais seu corpo ao meu me mostrando o quanto me queria. Quase gemi em deleite. Mas não podia. Não aqui onde era meu local de trabalho, onde Bryan trabalhava. Era muita falta de respeito.
Consegui afasta-lo. Ele não me impediu quando eu comecei a andar pela sala. Quando eu ficava nervosa fazia isso, andar sem parar.
- Isso não pode acontecer... - eu falava mais comigo mesma.
Ele pegou meu braço me puxando encostando-me a porta. Novamente moldando seu corpo ao meu.
- Senti sua falta. disse com aqueles olhos verdes lindos me encarando.
Prendi a respiração.
- Eu não consegui distinguir o que era real do que era sonho. disse passando seus dedos por meus lábios em um gesto pra lá de erótico. Seus olhos acompanhavam os movimentos que ele fazia com seus dedos em minha boca. Eu sonhei tanto em ter você de novo que imaginei nosso final de semana ter sido mais uma alucinação da minha mente.

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