CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 31

Meninas do meu coração.
Vamos tentar domar este coração indomável?
Hoje o capítulo está bem legal. Não hot mas mesmo assim bacana.


Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência

Capítulo 31

Hoje, sexta-feira, era o dia em que eu e Edward embarcaríamos para a Pensilvânia. Resolvi ligar pra ele para saber corretamente o horário que ele iria me buscar. Como seu celular não atendeu liguei para a empresa. Mercy atendeu.
– Ele não está senhoria Swan, mas ele deixou ordens que eu passasse para seu assessor. Só um minuto. – ela disse e a linha foi transferida.
Assessor? Droga! Ela deve ter se enganado, e agora eu vou ter que falar com aquela loira falsa.
– Senhorita Swan? – uma voz masculina me chamou.
– Sim. – falei meio surpresa. – Quem fala?
– Desculpe não me apresentei. Sou Paul assessor do Sr. Edward Cullen. – disse.
– Você é o assessor dele, mas... eu achei que fosse Tânia a assessora dele. – comentei.
– Sim está correto. Ela era. Foi transferida de setor. Na verdade eu fui assessor do Edward por um longo tempo, mas eu havia mudado para a New York. No entanto não me adaptei a cidade e retornei. – explicou.
Sorri em alivio e outra coisa, ele tinha feito isso por mim?Pois sabia que eu não gostava de Tânia?
A loira estava fora de alcance. Ótimo.
– Prazer em conhecê-lo Paul, mesmo que não seja pessoalmente.
– Obrigado doutora. Edward pediu que eu lhe avisasse que estará a frente do seu prédio as 18hs. O voo de vocês está programado para as 18h30min. Serão levados para a área vip e não precisarão esperar muito. – disse num tom eficiente.
Gostei dele. Claro que também fiquei envergonhada. Ele parecia saber muito a meu respeito, e sobre meu relacionamento nada profissional com o chefe dele.
– Obrigado Paul. – agradeci e desliguei.

Trabalhei até às 15hs naquele dia. Fui para casa arrumando minha pequena mala e tomei um banho relaxante.
As 17h00min eu estava pronta à espera de Edward. Sentada em meu sofá com uma taça de vinho me vi nervosa por esta viagem. Eu iria rever tantas coisas. E conhecer coisas novas. Ao lado dele, de Edward.
Como explicaria essa minha viagem junto dele? Não éramos um casal. Droga! Era estranho isso. Eu precisava tomar atitudes. Não podia deixar simplesmente o barco correr, e não era somente sobre minha vida pessoal que eu me referia. Era sobre o processo contra Edward. Precisávamos conversar a serio sobre isso. Na próxima semana a juíza iria marcar o julgamento dele. E eu sabia que seria breve. Sentia-me de pés e mãos atadas. Ele não queria envolver a gangue nisso e sem isso era praticamente impossível pensar em algo positivo quanto à sentença. Mas eu me recusava a desistir antes de tentar. E se... essa ideia estava me perseguindo por dias. Bom, revendo Emmett eu poderia falar com ele sobre o que eu estava pensando. E teria que ficar entre nós. Por que se Edward sonhasse o que eu estava pensando em fazer ele surtaria com certeza.
A musica característica de mensagem do meu celular tocou.
“Estou a sua espera boneca”.
Sorri e peguei minha pequena mala.
Ao chegar à frente do meu prédio o vi encostado ao carro que nos levaria até ao aeroporto. Deus! Ele conseguia ficar cada dia mais bonito! E você cada dia mais apaixonada, minha mente disse. Afastei os pensamentos quando parei a frente dele.
– Oi. – falei.
– Olá doutora.
Ele quis se aproximar para me beijar, mas eu me afastei. Ele me olhou sem entender.
– O porteiro. – sussurrei.
Percebi que o Sr. Orswh estava nos observando. Edward pareceu entender.
– Ah... Ok. Vamos? – perguntou.
Assenti e ele abriu a porta pra mim. Entrei no carro e logo seguíamos para o aeroporto.
No carro, conversávamos após ele me beijar por alguns minutos.
– Eu não perguntei, mas você podia se afastar assim do trabalho? – ele perguntou.
– Sim, sem problemas. – respondi.
– Você gosta bastante do que faz não é? E parece gostar do local de trabalho e tudo. – ele disse me olhando intensamente.
– Gosto bastante. – falei sorrindo.
Ele sorriu também.
– Aquela sua secretaria é muito legal. – falou rindo.
– Ah ela também gosta muito de você senhor lambivel. – ri da sua cara de desentendimento.
– Senhor o que?- perguntou.
Ri ainda mais.
– É assim que ela te chama. Lambivel, seduzente, deus grego entre outros apelidos. - falei o observando.
E pela primeira vez eu vi Edward Cullen corar.
– Er...
Eu gargalhei.
– Tímido senhor Cullen? – brinquei.
– Bom nunca pensei em ser chamado de lambivel na minha vida. – riu.


No aeroporto, ficamos numa sala vip destinada somente aos mais ricos e influentes. Brinquei com ele.
– Com a grana que a sua empresa parece ter, imaginei que vocês tivessem um jatinho especial a disposição.
Ele riu.
– Nós temos dois. Ambos ocupados no momento. – disse e riu da minha cara de espanto. – Fora isso que é bom que o herdeiro rebelde de o exemplo indo de voo comercial, mesmo que seja de primeira classe.
– Você seria o herdeiro rebelde?
Ele assentiu.
– Por quê? – perguntei curiosa.
– Você sabe. Era somente Carlisle o chefe, e de repente aparece o neto do filho rebelde para assumir tudo. E este neto não tem sequer a instrução e conhecimento de alguns do mais simples funcionários da empresa. – disse – Há sempre muita fofoca. Que só estou lá por que sou neto do dono etc.
Não imaginava isso.
– Não foi o que Carlisle disse. Ele disse que você era muito bom nos negócios.
– Ele é meu tio. Quer me ajudar. – disse respirando fundo.
– Não. Não vejo assim. Se você não fosse competente ele não teria te dado um cargo tão importante. – falei não querendo velo assim. Duvidando de si mesmo.
– Eu sei que sou inteligente Bella. E sei que tenho feito um bom trabalho. Mas às vezes tem coisas que eu não sei. Não fiz faculdade. Não tenho resposta que uma pessoa mais preparada para o cargo talvez pudesse dar. E fora isso sempre tem aquela desconfiança de todos. Semana passada, fui a uma reunião para fechar um negocio e o empresário estava visivelmente desconfiado. Ele não confiava nas coisas que eu dizia a ele. Mesmo eu tendo certeza que estava certo. Com certeza se fosse Carlisle ou outra pessoa não seria assim. – desabafou.
Busquei sua mão.
– Não pense assim. Você acha que às vezes eu também não me sinto assim em relação ao trabalho? É claro que sim. É normal. Não temos as respostas pra tudo. – falei.
– Não acredito. Você deve ser perfeita em um tribunal. Eu já a vi em ação... fora que é sexy pra caralho.
Corei. Ele queria desviar do ponto em questão.
– Edward... como você mesmo disse, talvez um cara mais bem preparado fizesse algo melhor, mas pense é apenas uma possibilidade. Não pode ter certeza de nada. E se você se sente inferior sempre pode fazer faculdade. Sempre há tempo. – falei.
– Talvez eu não tenha este tempo. Esqueceu-se que posso ser condenado a 20 anos de prisão? – perguntou.
Não eu não me esquecia.
– Está duvidando das minhas habilidades em ser capaz de conseguir sua absolvição? – perguntei tentando aliviar o clima pesado que de repente se formou.
Deu certo. Ele sorriu.
– Não. Não duvido nada de suas habilidades doutora. – disse sexy colocando a mão na minha coxa.
Um calor percorreu meu corpo.
– Pare com isso. – falei observando se algum dos outros passageiros estava prestando a atenção em nós. – ele riu descarado.
Nosso voo foi chamado. Ajeitamo-nos nas confortáveis poltronas. Quando o avião taxiava eu relaxei e me cobri com um cobertor que a comissária de bordo me deu. Talvez eu conseguisse tirar um cochilo. A quem eu queria enganar com Edward do meu lado ia ser difícil.
Edward a meu lado me olhava de uma forma que devia ser proibida olhar para uma mulher. Ele parecia deslumbrado comigo. Ele buscou minha mão sob a coberta, e ficou acariciando meus dedos.
– Talvez consiga dormir um pouco. – disse.
Seria uma viagem de 5 horas. Chegaríamos lá no inicio da madrugada. O que me fez ter vários pensamentos.
– O que disse sobre me levar com você?- perguntei.
– Hum... somente que a levaria comigo. Nada demais. – falou desviando o olhar.
– Ah... E eles não disseram nada ou fizeram perguntas?
Ele negou.
– Ok. – fechei os olhos e consegui cochilar um pouco.

Acordei com Edward beijando meu rosto dizendo que havíamos chegado. Era quase 23h30min do horário da costa oeste e quase 02h30min da manhã no horário local quando o carro que nos levara do aeroporto parou em frente a uma casa enorme. Uma mansão. Tipo centenária. Os jardins se perdiam de vista. E isso que eu não consegui ver toda sua plenitude por conta de ser noite.
Ao entrarmos na casa, ela se encontrava toda às escuras. Edward levava minha mala e me direcionou até um dos quartos do terceiro andar.
Meu quarto era em frente ao dele.
– Você coloca suas coisas aqui, para manter as aparências. E depois vem para o meu quarto. – ele disse.
Eu tive vontade de dizer a ele: quem disse que eu vou para o seu quarto? Mas a quem eu queria enganar? É claro que eu iria.

Tomei um banho que me relaxou da viagem. Coloquei um pijama que era um pouco sexy, mas nada demais. Ajustei meu relógio de acordo com o fuso horário da costa leste, e sentei na cama do belo quarto em que eu estava. Passei meu creme e penteei meus cabelos. Não sei se o cansaço foi tanto que acabei adormecendo. Acordei com alguém me cobrindo, e se deitando ao meu lado.
– Me deu o bolo doutora? – ele disse divertido me abraçando por trás.
– Desculpe... – falei sonolenta – Acho que a viagem me desgastou. – falei manhosa.
– Hum... que pena, boneca. – riu – Durma amor. Amanhã nós teremos muitas emoções.
Quis perguntar ao que ele se referia, mas o soninho bom que eu sentia me dominou.
Acordei meio desorientada e percebi pelo relógio que era 9hs da manhã. Edward não estava na cama. Saltei indo ao banheiro fazendo minha higiene. Quando pronta eu não sabia o que fazer. Eu devia sair e perambular pela casa. Ou aguardar aqui ate Edward voltar.
Peguei meu celular e mandei uma mensagem para ele.

“Onde você está?”
Ele respondeu em seguida.
“Tomando café. Desça para me acompanhar.”
Voltei a digitar.
“Não sei se você esqueceu, mas eu não conheço a casa.”
Sua mensagem foi instantânea.
“Siga o corredor à direita até o fim e desça as escadas. Estamos te esperando.”
Estamos?
Com certeza ele estava na companhia da família. Um nervosismo tomou conta de mim. Reencontrar a todos assim. Mas eu tinha que enfrentar. Não vim até aqui para ficar me escondendo no quarto.
Fiz o caminho que Edward disse desci as escadas, parei de frente a uma enorme sala com uma imensa mesa que estava repleta de pessoas. Pessoas das quais eu me recordava muito bem.
Eles ainda não tinham me visto.
A ponta da mesa estava um senhor de idade com um ar sereno que sorria o tempo todo, ao lado dele a direita estava Carlisle e a seu lado Esme, Elisa e depois os irmãos menores de Edward. Do outro lado estava Edward, a seu lado Rose e depois Emmett.
Todos eles conversavam e riam numa cena de família que poderia ser de comercial de televisão. Eu me peguei sorrindo ao ver Edward conversar com o senhor que provavelmente era seu avo. E foi ele, Jhonas Cullen que me viu.
Ele cravou seus olhos em mim e aos poucos todos me olharam com aspecto entre o choque e a incredulidade.
O nervosismo voltou com força total. Por que será que eu desconfiava que eles não sabiam que eu estaria aqui?
Os únicos relaxados ao me verem eram Carlilse e Edward.
– Ora se não temos uma grande surpresa esta manhã. – disse o senhor Cullen.
Ninguém disse nada. E Edward se levantou vindo até mim pegando minha mão me ajudando a descer o resto dos degraus que faltavam.
– Por que estou achando que eles não sabiam que eu viria? – sussurrei pra ele, mas ainda olhando para todos que me encaravam surpresos.
– Por que é verdade. Eles não sabiam. – ele disse simplesmente.
Me deu vontade de socá-lo.
– Bella... – a voz de Rose me tirou a atenção de Edward.
Ela se levantou e exibia uma barriga de uns cinco meses de gravidez. Olhei para ela que estava à beira das lágrimas assim como eu.
– Rose... – ela me abraçou.
Perdemo-nos em lágrimas e abraços.
– Senti sua falta. – ela disse.
– Eu também Rose. Me desculpe, mas eu... – murmurei -... não podia...
Senti seus braços a minha volta.
– Eu sei. – ela disse compreensiva. – Eu entendo Bella. De verdade.
Sorri e olhei para sua barriga.
– E olhe só pra você. – falei.
– Pois é eu estou enorme. – disse, mas seu sorriso mostrava que ela estava radiante.
– Está linda. – falei.
– Talvez você a convença de que ela está maravilhosa por que eu não consigo. – Emmett disse se aproximando com um enorme sorriso.
Ele ainda continuava tão bonito. O abracei apertado.
– Olá querida. – disse beijando meu rosto.
A felicidade por revê-los era imensa. Percebi o quanto eu sentia falta deles.
Edward pegou minha mão e me direcionou até a mesa. Ele me levou próximo aos seus irmãos menores. Nossa! Eles tinham crescido tanto. Seth era um adolescente e agora estava mais parecido com Emmett. Thomas ainda na infância cada vez mais se parecia com Edward.
– Lembram-se da Bella meninos? – Edward perguntou a eles.
Eles pareciam se recordar, mas estavam mais interessados em devorar as panquecas a sua frente.
Depois dos meninos era Elisa que me olhava sorridente.
– Elisa... – falei e a abracei. Ficamos assim por uns segundos. – Eu sinto muito... sobre... sobre... – eu não precisei terminar de dizer.
– Eu sei... sei que você sente... – ela disse parecendo emocionada.
– Eu não sabia...
– Tudo bem Bella. – disse forçando um sorriso.
– Eu... eu fiquei sabendo que você tem um filho. – falei. Ela abriu um sorriso, e olhou Edward que sorriu igual a ela.
– Sim. Ele é maravilhoso. – disse como toda mãe fala de seu filho.
– E onde ele está? Quero conhecê-lo. – falei.
– Ele ainda está dormindo. Logo ele acorda e você vai poder ver a manha que ele vai fazer ao ver Edward. – disse e Edward sorriu.
Os olhos dele brilhavam, e eu quase me esqueci de respirar.
Então parei a frente de Esme.
– Minha querida que bom revê-la. – ela disse me dando aquele abraço maternal que sempre foi sua característica.
– É bom rever você também Esme. – falei sincera.
– Olá senhorita Swan. – Carlisle disse rindo.
– Por favor, somente Bella.- gemi.
Ele riu ainda mais.
– Seja bem vinda Bella. – ele falou com a mão sobre o ombro de Esme.
Estava nítido o amor que ele sentia por ela, e a julgar pelo rosto de pura felicidade de Esme a recíproca era a mesma.
Então mais uma vez Edward pegou minha mão, e me direcionou ao senhor que olhava toda a cena anterior. Ele me analisava. Mas não era de forma ruim. Ele parecia mais divertido do que qualquer outra coisa.
– Vô? Esta é Isabella Swan. – Edward disse.
– Olá como vai senhor Cullen. – falei um pouco incerta do que dizer.
Ele me olhou por alguns segundos, e então pegou minha mão em um gesto pra lá de charmoso e a beijou.
Eu quase puxei a minha mão quando ele focalizou o enorme anel que eu usava. Meu anel de noivado.
– Você foi rápido hein rapaz?
Ah Droga! Será que ele pensava que eu e Edward... que estávamos noivos?
– Como vai Bella? – disse simpático. Olhou novamente Edward rindo. – Minha querida você tem uma beleza esplêndida se eu fosse 20 anos mais jovem você não me escapava. – todos riram inclusive eu.
– Fico lisonjeada senhor Cullen.
– Jhonas, por favor... – disse – Na verdade se alguém não tomar cuidado... - olhou para Edward novamente - Eu entro no pareô mesmo com esta idade.
– Olha só o velhote? – Emmett disse rindo. – Propaganda enganosa vovô?
– Cala a boca moleque! – Jhonas disse rindo. – Dou mais no couro que você. Nem sei como engravidou essa Deusa. – disse olhando sedutoramente para Rosalie que lhe devolveu o sorriso.
Emmett fechou a cara e todos riam muito, eu quase não conseguia parar de rir.
Ele parecia ser um homem incrível, como o próprio Edward dissera.
Arrumaram um lugar para mim a mesa entre Rose e Edward, e todos voltaram a degustar o café da manhã.
– Vovô? – Thomas perguntou – O que é dar no couro?
A risada foi geral.
– Bom meu garoto...
O senhor Cullen começou a dizer, mas Esme o interrompeu.
– Por favor, senhor Jhonas... – disse a ele, e então se dirigiu ao filho caçula. -Não é nada que um menino como você deva saber agora. – ela disse firme e o menino deixou de lado sua curiosidade voltando a se concentrar em suas panquecas.
O clima era muito agradável. Por baixo da mesa Edward segurava minha mão acariciando meus dedos. Isso fazia borboletas voarem em meu estômago.
Estar assim com ele. Com sua família presente era... um sonho. Uma pena que as coisas não eram...
Xinguei-me por pensar nisso. Não era hora para ficar triste. Eu tinha que aproveitar tudo isso que estava acontecendo agora, e não pensar no que o futuro reservava. Pelo menos não por este final de semana.
Uma moça entrou na sala indo falar com Elisa. Ela vestia branco e devia ser a baba.
– Tem um menininho que acabou de acordar. Vou lá e já volto. – ela disse se levantando.
Edward a impediu.
– Elisa... pode deixar comigo por hoje. Eu cuido do nosso pequeno. – disse já se levantando.
– Tem certeza? Você sabe que às vezes ele acorda de mal humor. – ela disse.
– Tenho sim. Fique e termine seu café. – ela assentiu voltando a se sentar.
Edward ainda estava com sua mão na minha, mas já em pé, beijou minha mão e disse:
– Já volto. Vou ver meu filho que estou morrendo de saudade dele. – disse sorridente.
Ele subiu as escadas e eu fiquei ali, olhando para ele subir as escadas parecendo presa em um feitiço. Desviei meus olhos e vi, Jhonas Cullen me observando, corei.
Tentei disfarçar, mas o avô de Edward estava quase sempre me observando. No mais estava tudo muito tranquilo. Senti-me bem recebida por todos o que não foi uma surpresa apesar dos meus medos. Eu sabia que esta família era maravilhosa.
– Não podemos enrolar muito Esme. Às 11 horas temos que ir para o seu dia de beleza. – Rose disse me deixando confusa.
Esme deu um grande sorriso.
– Estou começando a ficar nervosa. – ela disse.
– Não precisa ficar amor. – Carlisle disse todo amável.
Eu ainda não entendia o que estava acontecendo.
– Deixa para ficar nervosa na hora que for colocar o vestido de noiva. – Rose falou.
Opa! Como é que é?
– Desculpe? É seu casamento hoje? – perguntei.
– Sim. – Esme disse sorrindo de orelha a orelha.
Corei intensamente.
– Eu não sabia... me desculpe vir assim sem ser convidada. – falei constrangida.
Eu queria matar Edward.
– Que isso querida? Não há problemas. Eu fico muito feliz que esteja hoje aqui. – disse sincera.
– Obrigado.
Como é que Edward me fazia uma dessas? Trazer-me no casamento de sua mãe, e nem me dizer nada.
O motivo de minha raiva apareceu no topo da escada, mas minha raiva se dissipou na hora quando o vi. Ele tinha um garotinho lindo aninhado em seus braços. O menino repousava sua cabeça no ombro de Edward e chupava uma chupeta. Ele estava sonolento, mas se agarrava fortemente a camisa de Edward.
Ele desceu trazendo o menino e sentou-se a meu lado. Eu fiquei encantada vendo-o tão afetuoso com aquela criança. Filho de seu amigo, mas que era nítido que já o amava como pai, assim como Edward agia como tal.
– Ele não quis me largar depois que acordou. – Edward disse sorrindo.
Eu me apaixonei pelo sorriso que ele deu.
Ele colocou Alex em seu colo. E me olhou.
– Bella este é o Alex. – disse.
Olhei o lindo garotinho que era sim uma mistura de Elisa e Frank.
– Olá Alex. – falei.
Ele me olhou, mas não com muito interesse. Uma criança de dois anos que acabou de acordar não tinha interesse em conhecer novas pessoas, era natural.
– Ele é... lindo. – falei para o pai babão ao meu lado.
Um aperto se fez no meu peito. Eu queria viver isso. Com ele. Com Edward. Ser mãe de um filho dele. Essa ideia me fez ficar nervosa. Isso lá era pensamento pra se ter? Mas era mais forte que eu. Desde que o vi com Alex foi o que tomou meu pensamento.
Eu quero este homem como meu. Quero ser sua pra sempre.
– Quer um pãozinho filho? – Edward perguntou a Alex que assentiu.
Edward deu a ele um pedaço de pão. O menino tirou chupeta e começou a comer.
– Ele adora pão. – Edward me disse.
Elisa se levantou e veio até o lado de Edward.
– Você quase não tomou seu café Edward, me dê ele para que possa tomá-lo. – Elisa disse, mas Alex se recusou a sair do colo do pai.
– Filho?! Vem com a mamãe. – Elisa disse, mas só o que fez, foi Alex se agarrar mais a camisa de Edward.
Todos riram.
– Não adianta Elisa. Quando Edward está você sabe que não tem chance. – Emmett disse rindo.
Elisa riu e voltou para seu lugar.
Eu fiquei analisando Edward. Ele comia e alimentava Alex ao mesmo tempo. Eu estava encantada que mal toquei em minha refeição.
– Ele leva jeito com as crianças não é? – Rose sussurrou em meu ouvido – Só espero que Emmett tenha as mesmas habilidades. – riu.
Eu continuei concentrada em assistir a interação de Edward pai e Alex quando ele me olhou. Aquele olhar que me queimava por dentro.
– Já está sabendo? Sobre o casamento? – perguntou.
Tentei fechar a cara pra ele, mas ele ali com seu filho me desarmava totalmente.
– Sim. Eu soube. Você foi um trapaceiro. Por que não me disse? – perguntei.
– Por que você iria recusar vir. E eu queria você aqui comigo. – disse.
Suas palavras novamente indo direto para meu coração traiçoeiro.
O celular de alguém tocou e vi que Emmett atendeu e falou rapidamente e se dirigiu a Edward.
– Eles já chegaram. Devem estar chegando aqui logo. – disse.
Edward assentiu.
– Ah que maravilha! – Rose disse radiante.
Olhei pra ele como que diz: vai me falar o que está havendo?
– Uma surpresa. – disse.
– Surpresa?
– Humrun... não só pra você, mas também pra você. – disse misterioso.
– Edward? – gemi seu nome.
Então Alex reclamou sua atenção.
– O que você quer meu garoto? – ele disse colocando o menino de pé em seu colo de frente para ele.
Alex colocou suas pequenas mãos nos cabelos, orelhas e nariz de Edward.
Eu ri. Edward brincava que iria mordê-lo, e Alex ria.
– Papai... quer brinca. – o menino disse.
Edward ficou todo bobo quando ele o chamou de papai.
– Ok vamos brincar. – Edward se levantou com o filho - Eu vou brincar um pouco com ele e já volto. Vá até a varanda, e logo verá a surpresa.
Ele disse saindo. Continuai meu café da manhã até Rose me arrastar para a varanda.
Mal pude acreditar em quem eu via descer do carro preto que havia parado a frente da mansão.
Sorri alegre.

Continua...
Ainda vai rolar bastante coisa legal nessa passagem dos dois pela Filadélfia.
Beijos até amanhã.

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