CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 33

Amantes do Bad Boy!

Ele está de volta. Mais lambivel e indomável do que nunca kkkkk

Cenas quentes Aff kkkkkk


Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Capítulo 33
Esme e Carlisle se despediam de nós, iriam embarcar no jatinho da família para uma semana de lua de mel em Paris. Escolheram apenas uma semana, pois Esme sabia que o julgamento de Edward estava próximo, e ela não queria ficar muito tempo longe dele. Ela me abraçou de forma carinhosa.
– Obrigada por estar aqui, e obrigada pelo que está fazendo pelo meu filho. – disse emocionada.
– Vou fazer o possível e o impossível para conseguir a absolvição de Edward Esme. Eu lhe prometo.
Ela sorriu.
– Eu sei querida. Você é capaz de lutar contra o próprio Edward para isso, mas não se sinta culpada se não conseguir.
Entendi suas palavras.
Ela sabia que Edward não queria entregar a gangue, e que, sem isso, provavelmente seria muito difícil ele ser inocentado.
Todos se despediam do casal, então percebi Emmett mais afastado. Era a oportunidade que eu queria. Fui até ele.
Ele sorriu quando me aproximei.
– Preciso falar com você? Num lugar reservado. – falei a ele.
Emmett entendeu minha seriedade.
– Certo. Por aqui.
Fomos para a mansão, e entramos num grande escritório com uma biblioteca de babar.
– Você o que?! – Emmett quase gritou. – Não pode estar falando serio Bella.
– Sim. Estou sim. Preciso fazer algo pra ajudá-lo Emmett, e só isso que irá fazer com que eu consiga sua absolvição. Você é advogado. Sabe disso.
– Enlouqueceu? Ir atrás da gangue?- disse abismado.
Antes que eu pudesse responder a Emmett vi Edward parado à porta do escritório. Ele estava lívido, e eu diria, furioso.
– Saia Emmett! – disse apenas.
Emmett saiu sem pestanejar me olhando de forma que se desculpava.
Edward andou até mim.
– Eu escutei bem Isabella? Escutei você dizendo a Emmett que iria procurar a gangue em New Jersey?- perguntou serio.
– Sim. Foi isso que eu disse. – respondi sincera.
Ele estreitou os olhos. Respirou fundo parecendo querer se controlar.
– Nunca... nunca ouviu bem? Nunca chegue perto da gangue Isabella. Você não sabe o que tive que fazer para mantê-los afastados... da minha família... de você.
O que?!
– Como assim de mim? – perguntei exasperada.
– Isso não importa...
– É claro que importa! Edward chega de segredos...
– Bella, por favor, esqueça esta loucura. – pediu. Seu olhar intenso.
– Edward eu preciso fazer algo pra defendê-lo...
– Bella... se você não esquecer isso eu vou...
Ele parou o que ia dizer.
– O que?- perguntei não contendo minha curiosidade.
– Eu vou ter que procurar outro advogado. – respondeu.
Nossa! Por esta eu não esperava.
– Eu não quero isso. – ele disse pegando minhas mãos. – Se quero que meu destino esteja nas mãos de alguém, esse alguém é você Bella. Mas não vou deixar você chegar próxima da gangue novamente. Não vou repetir os erros do passado.
Sem que eu esperasse, ele me beijou. Um beijo intenso, desesperado. Eu retribuo de igual forma.
– Venha. Eu já esperei demais pra ter você. – ele disse me puxando.
Quando entramos em seu quarto, ele mal trancou a porta e veio para mim.
– Quero você Bella. – disse colocando sua mão em minha nuca. – Hoje não vamos foder, e sim fazer amor.
O beijo foi intenso. Carregado de amor. Sim eu sentia que havia amor ali.
Ele se afastou.
– Tire o vestido Bella.- mandou.
Uau! Ele assim dominante mandou umidade em meu centro.
Lambi os lábios.
– Você não quer me ajudar? – perguntei sedutora.
– É claro. Vire-se. – seu tom ainda era o mesmo. E isso estava me deixando alucinada.
Ele baixou lentamente o zíper do meu vestido e beijava minhas costas em todo momento possível.
Fechei os olhos apreciando seu toque. O vestido caiu aos meus pés.
– Vire-se. – disse.
Fiz o que ele mandou.
– Tão linda. – sua mão ia junto com seu olhar por meu corpo. Do inicio ao fim. – Sua pele é tão macia.
Eu estava somente de calcinha e sapatos.
– Deite na minha cama baby. – disse rouco.
Deitei sobre os lençóis de seda. Sentindo seu olhar me queimando.
Pra acabar de vez comigo ele começa a se despir. Eu me coloco sobre meus cotovelos. Isso não é algo que se pode perder.
Ele da um sorriso tímido e ao mesmo tempo safado.
– Apreciando o show doutora?
Eu sorrio.
– Sempre quis um striptease, mas jamais imaginei que seria você, e que seria tão agradável. – falei brincando.
Ele agora nu e tocando seu membro ereto, era de fazer qualquer mulher perder a cabeça. Até a mais santa das mulheres se torna pecadora.
– Sempre quis é? E quem era o alvo do seu desejo doutora?
Ciúmes meu bem? Sorrio animada pela brincadeira.
– Bom você era minha primeira opção. Sempre. Mas como imaginei isso fora do alcance já imaginei o Adam Levine do Maroon 5, algumas vezes. – revelei.
– Maroon 5? – perguntou levantando uma sobrancelha.
– É. A banda Maroon 5. Adan é o vocalista. – expliquei.
– Você fantasiava com um cantor? –perguntou sorrindo.
Eu assenti.
– Não sei quem é o cara, mas já não gosto dele. Te garanto que eu ao vivo sou melhor que a fantasia que você tem com este cantor. – disse vindo pra cima de mim na cama.
– Tenho certeza disso. Nada se compara a você. – revelo enfeitiçada por seu olhar.
Eu deito com ele por cima de mim. Ele beija meu pescoço, meu colo, de leve meus seios, minha barriga.
– Fiquei tão feliz... que você tenha vindo aqui... com minha família...
– Eu... também. – respondo gemendo.
– Me fez feliz. – ele diz com sua boca contra meu estômago. - E agora vou fazer você feliz. Vou te mostrar o quanto me agradou boneca.
Rasgou minha calcinha com um único puxão.
Sorriu de seu feito.
– Espero que tenha mais. – disse jogando o pequeno pano, aos farrapos, no chão.
Quem se importa com uma calcinha?
Estiquei meus braços acariciando seu cabelo cor de cobre enquanto ele descia sua boca sobre mim.
O toque quente de sua língua no meu centro. Arg! Era demais pra eu ficar parada sobre a cama. Balancei meus quadris ao ritmo de sua língua.
Explodi em cores e pedaços gemendo o nome dele. Quando retornei a este mundo, ele me olhava com os olhos em fogo e com os lábios brilhantes, uma prova de onde sua boca tinha estado.
– Ver você tendo prazer é algo que quero guardar pra sempre na minha memória. – disse.
Eu o puxei e o beijei com vontade. Minha língua tomando posse da sua boca. Coloquei todo meu sentimento naquele beijo.
– Quero você... – digo a ele. – Agora.
– Sim... podemos... podemos fazer sem preservativo? – ele pede – Quero senti-la sem barreiras boneca.
Eu concordo de cabeça. Também quero isso. Com ele eu quero tudo.
Ele se posiciona sobre mim. Entrelaça seus dedos nos meus e então esta dentro de mim. Seus olhos me sondam. Escuto ao barulho da musica da festa, mas os sons que me atingem são os de nossas respirações e de nossos beijos.
Estamos fazendo amor.
Meu coração infla com esta percepção.
Eu o amo, e estamos fazendo amor. Para mim não é a primeira vez que isso acontece, mas a emoção é sempre a mesma, ou até mesmo superada a cada nova experiência.
Ele dorme. Olho para seu rosto. Tão lindo. Parece tão inocente aqui nos meus braços.
Verifico se ele realmente dorme. Sim. Está dormindo, então sussurro próximo a ele.
– Eu te amo.
Meu coração fica mais leve ao dizer isso, mesmo a um Edward inconsciente. Melhor que seja assim. Ainda não tenho coragem de dizer isso novamente com ele acordado.
Aconchego-me nele e durmo.
***
Voltar na segunda para o trabalho, após aquela maravilhosa viagem, parecia algo surreal.
Ao me despedir dos meus amigos prometemos manter contato, apesar de todos nós morarmos cada um num canto do mundo. Eu sentia que esta promessa era real, principalmente entre eu, Rose e Alice.
O escritório estava uma loucura nos dias seguintes e eu mal tive tempo de pensar em tudo o que havia acontecido na Filadélfia, mas sim eu sabia que algo tinha mudado após esta viagem. A principal mudança foi em mim mesma.
Eu queria me jogar novamente de corpo e alma nesta relação com Edward. Eu poderia me machucar? Sim poderia acontecer, mas eu queria arriscar. Pela primeira vez eu sentia segurança. Não a segurança de uma relação estável, não era isso. Mas a segurança do que os atos e pequenos gestos de Edward queriam dizer.
Ele podia não perceber, mas suas palavras e ações mostravam que ele gostava de mim. Eu não tinha certeza da intensidade dos seus sentimentos, eu só sabia que estava ali.
Não sei nem se ele tinha noção dos seus sentimentos e talvez por isso eu não pudesse cobrá-lo. É claro que eu tinha medo de mais uma vez me enganar e me machucar, só que agora eu não tinha tempo. Não tinha tempo de me esconder. Não tinha tempo de remoer suposições e teorias, pois Edward estava prestes a ser julgado. E se fosse condenado eu não tinha muito tempo ao lado dele. E por mais que eu fosse fazer tudo que estivesse ao meu alcance para conseguir sua inocência, eu sabia da grande possibilidade de ele passar muitos anos atrás das grades.
Então com isso pairando sobre minha cabeça eu não tinha tempo de sentir medo eu precisava apenas viver aquilo que a vida estava me proporcionando. E no momento o que ela me oferecia era uma segunda chance com o homem que eu amava.
Era 18hs, e eu estava no meu apartamento. Eu havia cozinhado um jantar para mim e para Edward que chegaria a qualquer momento. Iríamos passar esta noite aqui. Eu não o havia visto há dois dias, pois ele tinha varias coisas pra resolver na empresa, então combinamos este jantar.
Foi Paul, seu assessor, que era muito simpático que me avisou que Edward andava muito ocupado nestes últimos dias.
– Assim que ele sair desta reunião doutora Swan, eu aviso que a senhorita ligou para ele. – disse Paul.
– Ok. Obrigado Paul é muito gentil. – agradeci.
Deixei avisado na portaria que Edward poderia subir sem ser anunciado e avisei a Edward, através de uma mensagem, que a porta estaria aberta, e que ele poderia entrar assim chegasse.
Olhei meu telefone e mesmo nervosa decidi fazer o que era correto. Precisava falar com Bryan. Não podia esperar mais. Nosso noivado não mais existia.
Mas como que eu falaria isso com ele?
Bom eu poderia começando pela sutileza.
Peguei o telefone e disquei para o número que ele me dera.
– Alô. – ele disse com a voz rouca.
– Bryan?
– Bella... – pude sentir um sorriso em sua voz. - Oi querida. – disse parecendo exausto.
– Droga Bryan! É de manhã cedo aí... eu não lembrei. Você parece cansado... – falei.
Na ansiedade de ligar não me dei conta da diferença de horário. Coitado. Ele estava dormindo.
– Cansado não seria a palavra correta. To morto. Mas não tem problema eu queria tanto ouvir sua voz... na semana passada mal conversamos. Estou com saudades. – falou.
– Eu também. – murmurei.
Eu não podia negar que além de ser meu namorado... noivo, que Bryan sempre foi meu amigo. Um grande amigo. Ajudou-me muito. E eu me apaixonei por ele, só não era aquela paixão arrebatadora e com certeza não era amor.
– E como está o processo? Tudo correndo como o previsto?- perguntei formulando em minha mente uma forma de dizer a ele o que devia dizer.
– Sim. Apesar de muitas coisas a fazer ainda, eu consegui fazer um bom trabalho. - percebi o orgulho em sua voz. - Devo voltar em 20 dias.
20 dias? Bom não era muito tempo. Então talvez eu pudesse falar com ele pessoalmente sobre tudo, e não de uma forma tão fria por telefone a milhas de distancia.
– Quem bom que vai voltar logo. – falei empolgada. – Aquele escritório não é o mesmo sem você. – sorri.
Ele riu.
– Sinto sua falta. Não só da minha noiva, mas da amiga e companheira de trabalho. – disse.
Eu também sentia falta dele, e com certeza ele teria uma ideia de como eu devia agir em relação ao processo de Edward. Bryan era um advogado fabuloso. Sentia falta dele nisso.
– Eu também sinto sua falta Bryan. – falei.
Um movimento atrás de mim me fez virar rapidamente e vi Edward parado me olhando.
Um olhar diferente de todos os que eu já vi. Ele não parecia com raiva, mas também seu olhar não era amistoso.
– Er... eu preciso desligar. – falei toda atrapalhada.
– Claro amor, eu vou dormir mais um pouco. Hoje não tenho nada para esta manhã. Um beijo Bella. Estou morrendo de saudade. Te amo. – Bryan disse, mas eu já não prestava atenção.
– Er... tchau Bryan. Se cuide.
Desliguei nervosa.
– Oi... - sussurrei sem obter resposta.
Levantei-me do sofá indo em direção a Edward. Mordi os lábios, ansiosa. Parei próxima a ele.
– Eu fiz um jantar... - não terminei de falar.
Edward me puxou para seu corpo e esmagou sua boca contra a minha de forma desesperada. Eu retribuí seu ataque.
Ele me ergueu, e minhas pernas foram para sua cintura. Beijamo-nos de forma alucinada. Ele me colou na parede e seu corpo me pressionou. Suas mãos me apertando em todos os lugares certos.
Seus beijos passaram para meu pescoço. Eu mal consegui respirar. Meu coração parecia uma locomotiva.
Selvagem, ele rasgou de cima a baixo o vestido que eu usava. Arfei de susto, mas também muito excitada. Meus seios saltaram livres quase em seu rosto e ele logo tomou meu mamilo em sua boca.
– Você... – tentei falar entre uma respiração e outra. – Você não precisa ficar com ciúmes... – falei.
Não sei se foi uma boa dizer isso. Mas falei o que achei que devia dizer. Ele estava com ciúmes não é? Pois me ouviu falar com Bryan.
No momento que falei aquelas palavras Edward parou de beijar meu seio e olhou pra mim de forma intensa.
– Eu... eu quero dizer que se você ficou... com ciúmes... que não precisa... Por que eu sou sua. – revelei olhando seus lindos olhos verdes.
– Minha... – ele repetiu parecendo em transe. Acariciou meu rosto. – Minha... até quando? – disse parecendo torturado.
Quando pensei em dizer algo, ou pedir que me explicasse o que suas palavras queriam dizer, ele novamente tomou minha boca num beijo urgente e possessivo. E me fez esquecer em que mundo eu estava.
Na minha cama éramos mãos e pernas entrelaçadas enquanto Edward investia dentro de mim de forma dura e poderosa.
Eu arranhava suas costas enlouquecida de tesão enquanto cavalgava nele com ele sentado ao meio da cama.
Ele deu um tapa na minha bunda, me fazendo saltar inesperadamente.
– Fique em suas mãos e joelhos, boneca. – disse meu bad boy safado. – Quero comer você olhando pra essa sua bunda deliciosa.
Tomei a posição que ele me pediu e logo senti seu membro duro me invadir. Mordi os lábios com força.
–Você é um tesão boneca. – disse se movendo de forma lenta. Lenta demais pro meu gosto.
– Mais Edward... mais...
– Mais como Bella? Mais fundo... – disse fazendo o que dizia.
– Ahh
– Mais forte? Mais rápido? Diga boneca? Diga que eu te dou. – disse mordendo meu ombro.
– Ahh mais... mais tudo... mais forte... mais rápido... mais duro... me fode Edward...
E ele fez. Me fodeu forte até que ambos gozássemos de forma intensa. E mais uma vez senti o prazer do homem que amo me preencher. Não usamos preservativo mais uma vez.
Eu estava deitada em seu peito querendo muito conversar sobre o que tinha acontecido. Sobre sua reação ao chegar, mas estava tão gostoso assim em seu peito deitada como se fossemos ficar ali pra sempre. Beijei seu peito nu e me aconcheguei mais nele.
– Acho que esquecemos o jantar. – disse de bom humor.
É, eu realmente não queria estragar o momento.
– Está com fome?- perguntei.
– Hum... a fome que eu estava eu já matei. – disse malicioso.
– E do que seria senhor Cullen? – perguntei entrando na brincadeira.
– De você doutora gostosa Swan. – disse sorrindo.
Um sorriso que quase me fez suspirar. Ri também e fechei meus olhos, feliz pelo momento que estávamos vivendo.
– Muito trabalho na empresa? – perguntei mudando de assunto.
– Sim e não. – ele disse. – Eu só estou ajeitando umas coisas para o caso de eu ter que me afastar por um tempo. – disse de repente serio.
Olhei pra ele sem entender.
– Se afastar? – perguntei.
Então me dei conta. Se ele fosse preso teria que ficar longe da empresa
Não disse nada. Um nó na minha garganta se formou. Droga! Eu não queria estragar o clima que estava tão bom.
– Paul me avisou que você tinha ligado mais cedo. Desculpe não te retornar. – disse.
Sorri tentando recuperar o clima agradável.
– Tudo bem e ah... e eu me esqueci de te dizer. Bela troca de assessor hein. – falei.
– Você não gostava de Tânia. – ele afirmou.
– Não, eu não gostava. Ela era atirada Edward. Não é possível que você não notasse que ela dava em cima de você? – perguntei.
Ele riu.
– Eu percebi Bella. Pode ter certeza que eu percebi. – disse.
Ah merda! O que será que ela tinha feito para que ele dissesse isso? Será que eles...
– Você e ela... – falei sugestivamente.
– Não. Não houve nada.
Respirei em alivio.
– Eu gostei do seu assessor... Paul... Ele parece um cara legal.
– Ele é. Ele é um dos poucos que eu sinto que me respeita. Que acredita no meu potencial... engraçado que achei que íamos ter problemas logo que começamos a trabalha juntos...- falou.
– Por quê? – perguntei curiosa.
Ele riu.
– Vou te explicar.
Então eu e ele passamos horas conversando, rindo e nos amando.
***
Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave. Art 147
Eu estava lendo o código penal brasileiro para um caso em especifico, quando Ângela entrou com uma cara de poucos amigos.
– Que cara é essa Ângela? – perguntei olhando da tela do meu computador para o rosto de minha secretaria-amiga.
Ela estendeu um papel pra mim.
– A juíza resolveu adiantar todos os julgamentos que não são júri popular antes do recesso. Aqui está a lista dos julgamentos e as datas. – Ângela disse seria.
Eu já sabia antes mesmo de pegar o papel. Minhas mãos tremiam.
E ali estava. A data do julgamento de Edward. Seria dali a 20 dias.
– Vai recorrer? Pedindo mais tempo? – Ângela perguntou.
Eu não sabia.
– Não sei Ângela. Realmente não sei.
Ângela saiu me deixando a sós com meus problemas. Eu não sabia o que fazer. Eu só sabia que o tempo agora era um inimigo.
20 dias? Deus! Era quando Bryan iria retornar também.
Nossa parece que toda minha vida se resumia agora a um numero.
Meus pensamentos foram interrompidos pelo meu celular.
Era Edward.
– Oi. – falei ao atender.
– Oi... boneca. – ele sussurrou a última parte. – Eu e Paul estamos indo para uma reunião e vou passar aí por uns minutos. Está ocupada? – perguntou.
Fechei os olhos.
– Não. Não estou e foi bom que venha até aqui. Eu... eu precisava falar com você. – falei.
– Certo. Em 15 minutos estaremos aí. Beijos doutora.
Sorri com sua voz me mandando beijo.
– Os prefiro pessoalmente senhor Cullen.
– Os terá doutora. Pode ter certeza que os terá. - prometeu.
Era incrível como só ao falar com ele eu já esquecia o assunto serio que estava em minhas mãos. Como podia? Que raio de advogada eu era? Ele estava ali sob a possibilidade de ser preso por 20 anos, e eu aqui suspirando por uma ligação dele? Eu devia estar me concentrando em defendê-lo e não em tirar a roupa dele a cada vez que o via. Ok quem podia me culpar? O homem era tesão puro sobre pernas.
Vinte minutos depois Ângela entra na minha sala quase tendo uma convulsão.
– Bella do meu coração! Não tem apenas um, mais dois lambiveis na antesala. – disse esbaforida.
Eu tive que rir. Dei corda a ela.
– Como assim Ângela? - perguntei inocente já sabendo do que se tratava.
– Bella estão na antesala aguardando pra falar com você o Sr. Lambivel. Você sabe? Aquele tesão de homem. O deus grego etc... que minha amiga aqui está pegando e passando bem... – ela ficou com uma cara pensativa até se recuperar. - ...ok voltando, e tem um outro moreno lindo de morrer com ele. Aff amiga aquele ali é o meu numero. Sem existe GPS em homem aquele ali vem com meu número gravado. É a tampa da minha panela. É onde eu quero amarrar meu burro e aposentar o Severino. É claro que vou fazer uma despedida com ele pelos anos de serviços prestados... foram bons anos...
– Ângela! – a cortei- Por favor, sem imagem mental de você e do Severino. – falei. - O Edward está com o Paul? – perguntei.
– É o Edward está ai sim. O seu bad boy. – disse sorridente. Ela puxou a cadeira e se sentou. Era uma escalada mesmo. – Mas agora me diz. O nome do cara é Paul é?
Assenti.
– Hum... Paul me lembra de pau...
– Ângela!
– O quê?! É o que me lembra oras! – falou inocente. – Será que ele tem namorada?- perguntou.
Eu tentei esconder o riso.
– Não sei. Olha só. Peça pra o Edward para entrar e aí você mesma descobre. – falei sem demonstrar nada.
Ela se levantou e agitou a cabeleira.
– É isso! É hoje que eu arrumo um lambivel pra mim! – disse e saiu com um ar de mulher fatal.
Eu gargalhava quando Edward entrou.
– Nossa! O que foi?! – ele disse rindo também.
Levantei-me indo até ele o abraçando e ganhando um beijo delicioso.
– Que bom humor é este minha boneca linda?- perguntou fazendo um carinho em meu rosto.
Ele dizendo essas palavras eu nem lembrava mais do que estava rindo.
– É... é a Ângela. Ela vai partir para o ataque. Vai assediar seu assessor. – falei voltando a rir.
Ele abriu um sorriso.
Voltei a minha cadeira e Edward sentou-se a minha frente.
– Serio? Você não disse a ela sobre ele.
Neguei de cabeça.
– Que maldade doutora Swan. – riu.
– Você não sabe o que ela já me fez passar. Deixa eu me divertir um pouco.
– Ok. Só tenho pena do Paul.
– Ele vai sobreviver. – comentei.
Nós rimos.
– O que você queria falar comigo? – ele perguntou ainda sorrindo.
O meu em vez disso, desapareceu. Suspirei. E peguei o papel mostrando a ele.
– É a data do seu julgamento. – falei.
Ele parou de sorrir também e olhava fixo o papel em sua mão. Percebi seu maxilar tenso.
– 20 dias...
– Eu posso tentar atrasar isso...
– Não. Do que adiantaria? Eu vou ter que passar por isso de qualquer forma não é?-disse calmo.
Às vezes esta calma dele me deixava furiosa.
Essa resignação.
– Precisamos estabelecer a estratégia de defesa Edward. – falei tentando me controlar.
– Eu sei. – foi apenas o que ele disse.
– Edward eu não te entendo... você está querendo passar 20 anos preso?- perguntei.
Ele então me olhou firme.
– É claro que não.
– Pois não é o que parece. –falei. – Eu preciso que você esteja comigo nessa para que eu possa ter uma chance de fazer o meu trabalho direito. Par que eu possa confiar em mim mesma para ser competente o suficiente para te defender. Droga! Você não vê que estou de pés e mãos atadas? Você não querendo falar sobre a gangue é assim que me sinto. Ok eu já entendi que você não vai usar isso, mas pelo menos temos que conversar sobre o processo. – respirei fundo. – Eu entendo que você queira esquecer e aproveitar sua vida, pois não sabe como será o seu futuro, mas não adianta fugirmos disso.
Ele se levantou indo até a janela. De costas para mim. Ficou um tempo parado em silencio. Saí da minha mesa e fui até ele o abraçando pelas costas. Ele pegou minha mão e ficamos assim um tempo.
Ele se virou e colocou suas mãos ao redor do meu rosto.
– Você está certa Bella, mas... eu quero um tempo.
– Tempo?- pisquei sem entender.
– Sim. Vamos aproveitar o tempo que me resta e vamos esquecer este julgamento...
– Edward...
– Por favor, Bella escute. Na ultima semana antes do julgamento, então ai sim, nós vamos nos concentrar nisso. Eu vou me comprometer com isso. Eu te prometo.
Respirei fundo. Como dizer não com ele olhando dessa forma para mim?
– Não é o certo Edward, mas... tudo bem. – ele sorriu e então seus lábios estavam nos meus.
Um beijo doce cheio de significados.
De repente seu celular começou a apitar com varias mensagens. Quando ele olhou para as mensagens começou a rir. Mostrou-me, e eu gargalhei.
Eram mensagens de Paul.
A primeira.
“Pelo amor de Deus você vai demorar?”
A segunda.
“ Essa mulher é doida! Vem me salvar!”
A terceira.
“ Socorro!”
Eu e Edward chorávamos de rir.
– Vamos salvar meu assessor antes que a sua secretaria maluca faça pedaços dele. – Edward disse.
Abri a porta da minha sala rindo.
Continua...


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Spoiler

Eu fiquei parada olhando para ele.
- Oi. disse com a voz sexy.
- Oi. falei tímida de repente.
- Que bela surpresa. disse me observando. Em nenhum momento ele fez menção de levantar e vir até mim.
Sob seu olhar eu me sentia uma escultura sendo analisada.
- Eu... eu estava aqui perto e pensei... por que não... fiz... mal?- perguntei ansiosa.
Ele sorriu.
- Não. Fez bem em vir. respondeu. Está muito bonita hoje. disse me surpreendendo.
Eu não estava nada de mais. Uma saia de cintura alta preta, e uma camisa azul clara de cetim. Nada de anormal. Minha roupa habitual de trabalho.
- Obrigada...
Nossa! Eu estava parecendo uma adolescente no colegial. Como é que ele fazia eu me sentir assim? Poxa! Eu já estava a beira dos trinta para agir desta forma.
- Venha até aqui Bella. falou firme.
Minhas pernas automaticamente me levaram até ele. Parei quase a sua frente. Ele então afastou sua cadeira para trás me dando acesso e me fazendo ficar bem a sua frente.
Ficou me olhando. Eu me segurei na borda da mesa. Ofegante e excitada.
Olhando em meus olhos ele disse:
- Agora... bem devagar... você vai tirar a blusa e depois a saia. falou com a voz rouca.
- Er... eu não sabia nem o que dizer.
- Agora. disse firme.
Meus dedos tremiam quando alcancei o primeiro botão da minha camisa. Um a um fui abrindo-os. Meu lingerie azul foi sendo revelada. 
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