CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 34


Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência

Capítulo 34
– Me deixa limpar seu rosto que tem maionese por todo ele. – Edward disse pegando um guardanapo e limpando minha boca. – Minha porquinha. – falou rindo.
Estávamos num parque ao ar livre comendo hot dog. Isso depois de irmos ao cinema.
Isso fazia parte do cronograma que Edward planejou para aproveitarmos todos os momentos que ele podia.
– Eu sempre me lambuzo de maionese. – falei.
Eu não era muito boa em comer esses lanches. Sempre ficava uma bagunça. O meu negocio era comida com grafo e faca.
– Sabe? Não é de maionese que eu gosto de vê-la toda lambuzada... – disse malicioso.
Olhei pra ele chocada.
– Que pervertido Edward! – falei, mas ri em seguida.
Ele gargalhou.
– Você nem corou então assumo que você não está envergonhada.
Ele já me conhecia bem.
Aproximei-me dele. Resolvi jogar com ele. Sussurrei em seu ouvido.
– Na verdade essa sua observação me deixou quente.
Percebi seus olhos escurecerem de imediato.
– Acho que o restante dos meus planos pra este dia terão que ser alterados. – disse – Vamos pra casa. Agora! – disse urgente.
Eu gargalhei e me joguei na grama, onde estávamos sentados, de costas.
– Muito engraçadinha doutora Swan. – ele disse.
– Sempre dois podem jogar, amor. – falei e só depois me dei conta de como o chamei.
Se ele notou, não disse nada. Olhou para o céu.
– Acho que vai chover. Vamos ter que dar por encerrada este encontro ao ar livre. – disse.
– Normal. Chuva em Seattle? Que coisa inusitada não é mesmo? – brinquei.
– Está muito bobinha hoje doutora?
– São os seus olhos senhor Cullen.
A cada dia da semana Edward programou uma coisa diferente para fazermos. Fomos a jogos de futebol e basebol. Ao cinema, teatro. Jantar fora e claro, ficamos no meu ou no apartamento dele. Os dias estavam sendo maravilhosos, mas estavam passando. Rápido demais.
Amanhã era domingo e na próxima segunda era a ultima semana antes do julgamento.
Recordei-me dos dias que passamos. Foi muito, muito bom.
Flashback On.
Eu iria fazer uma surpresa a ele.
Estacionei no prédio da empresa Cullen. Eu havia participado de uma audiência no fórum e como ficava próxima a empresa Cullen, quando percebi já me encaminhava pra lá.
Ao chegar a antesala do escritório de Edward, Marcy me recebeu com um sorriso.
– Olá Marcy. Eu poderia falar com o Edward? -perguntei.
– Eu vou verificar doutora Swan. – Marcy fez uma rápida ligação e logo a porta de Edward se abriu e dela Paul saiu sorridente.
– Olá doutora. Edward a espera. – disse fazendo sinal que eu poderia entrar.
– Obrigado. – agradeci a ambos e entrei.
Edward estava sentado atrás de sua mesa ao telefone. Ele fez sinal que levaria apenas alguns segundos para encerra sua ligação.
– Fico contente que tenha entendido a proposta da empresa Sr. Mendez... - ele disse. Seus olhos presos a mim.
Percebi seu olhar passando por todo meu corpo. Lambi meus lábios como forma de lubrificá-los, pois ficaram secos de repente.
Edward Bad Boy Cullen tinha este poder sobre mim. Acredito que sobre qualquer mulher, não que eu quisesse pensar nisso.
Ele estava sem o casaco do terno. Sua camisa era branca o que destacava seus músculos de forma deliciosa.
Mas o que eu achava mais sexy era a forma como ele estava relaxado. Sentado confortavelmente. A perna direita sobreposta ao seu joelho esquerdo. Seus cabelos, que ultimamente estavam sempre alinhados, estavam revoltos, e ele ora ou outra passava as mãos pelos fios os deixando ainda mais rebeldes. Eu queria fazer isso, passar minhas mãos por seus cabelos macios.
– ...com certeza ambos sairão satisfeitos. Até logo. Com certeza... – ele riu e desligou.
Eu fiquei parada olhando para ele.
– Oi. – disse com a voz sexy.
– Oi. – falei tímida de repente.
– Que bela surpresa. – disse me observando. Em nenhum momento ele fez menção de levantar e vir até mim.
Sob seu olhar eu me sentia uma escultura sendo analisada.
– Eu... eu estava aqui perto e pensei... por que não... fiz... mal?- perguntei ansiosa.
Ele sorriu.
– Não. Fez bem em vir. – respondeu. – Está muito bonita hoje. – disse me surpreendendo.
Eu não estava nada de mais. Uma saia de cintura alta preta, e uma camisa azul clara de cetim. Nada de anormal. Minha roupa habitual de trabalho.
– Obrigada...
Nossa! Eu estava parecendo uma adolescente no colegial. Como é que ele fazia eu me sentir assim? Poxa! Eu já estava à beira dos trinta para agir desta forma.
– Venha até aqui Bella. – falou firme.
Minhas pernas automaticamente me levaram até ele. Parei quase a sua frente. Ele então afastou sua cadeira para trás me dando acesso e me fazendo ficar bem a sua frente.
Ficou me olhando. Eu me segurei na borda da mesa. Ofegante e excitada.
Olhando em meus olhos ele disse:
– Agora... bem devagar... você vai tirar a blusa e depois a saia. – falou com a voz rouca.
– Er... – eu não sabia nem o que dizer.
– Agora. – disse firme.
Meus dedos tremiam quando alcancei o primeiro botão da minha camisa. Um a um fui abrindo-os. Meu lingerie azul foi sendo revelada.
Edward nem piscava, somente me olhava serio.
Sem a camisa parti para o zíper lateral da minha saia. Ela caiu aos meus pés e eu me livrei dela chutando-a de leve para o lado.
De calcinha, sutiã e saltos, era assim que eu estava à frente de Edward em seu escritório. Porra e se alguém entrasse?
Parecendo ler meus pensamentos ele disse.
– Ninguém vai entrar aqui.
Respirei fundo pra acalmar meu coração. O que não adiantou nada, pois quando o vi prender seu lábio inferior contra seus dentes meu corpo formigou e meu coração acelerou no dobro da velocidade.
– Tão linda boneca... – disse passeando seus olhos pelo meu corpo.
Eu nunca fui uma deusa da beleza, mas tinha um corpo legal, e agora com o olhar faminto de Edward eu me sentia ainda mais bonita.
– O que você acha que eu quero que faça agora Bella?- perguntou.
Eu não tinha ideia.
Mas então o meu lado mal teve uma ideia do que ele poderia gostar.
– Você... você quer que eu me ajoelhe a sua frente e que... que eu o chupe.- corei depois que falei.
Mas me senti corajosa quando vi a respiração dele falhar.
– E você gostaria de fazer isso doutora Swan?
Ah então este era o jogo? Beleza. Vamos a ele.
– Sim... eu gostaria de agradá-lo senhor Cullen. – falei tentando ser sedutora.
– Você já me agrada doutora... já me agrada muito, mas sim eu quero que você faça isso.
Encorajada me ajoelhei a sua frente e passei minha mão entre suas pernas sobre a calça social e percebi o estado animado que ele se encontrava. Dei um sorriso travessa, e ele me recompensou sorrindo também.
Abri o zíper de sua calça, com sua ajuda e o livrei. Seu membro saltou firme a minha frente.
Coloquei minha mão redor de sua espessura e olhei Edward que olhava atento.
– Você quer a garota má, ou a boa senhor Cullen? – perguntei.
– Qualquer que seja... faça seu pior doutora...
Ele não terminou, pois eu lambi toda a base do seu membro até a ponta. Não o torturei muito e coloquei o que podia na boca. Eu realmente não sabia se era boa nisso, mas dei o melhor de mim para agradá-lo. E parece que agradei, e muito.
Naquela noite mais tarde...
– Eu não acredito! Você esta roubando Edward?!- esbravejei.
– Não estou não. - se defendeu.
Estávamos na minha cama jogando poker.
– É claro que está. É impossível você ter esta carta. - argumentei.
– Bella... acho que você está confundindo os jogos, é plenamente possível que eu ainda tenha esta carta.- disse debochado.
Olhei de cara feia pra ele.
– Está me chamando de burra? – perguntei.
Ele riu. Que raiva!
– Não. Só que você bebeu um pouquinho a mais e não está mais normal no sentido da palavra.
– Eu não estou bêbada! Eu sei beber se você quer saber. Nunca fico embriagada.
Ele riu de novo. Mas o que era tão engraçado?
– Eu já vi você bêbada outras vezes e é muito interessante. – disse enigmático.
– Mentiroso. – falei como uma criança emburrada.
É a acho que a bebida estava mesmo fazendo efeito. Nós tínhamos jogado no vira-vira, e eu, é claro tinha tomado varias doses, pois perdi mais do que ganhei.
Ele veio por cima de mim rindo.
– Sua pinguça. –disse fazendo cócegas em mim.
– Para!... Para Edward! Cócegas não, por favor. – eu não conseguia respirar e rir ao mesmo tempo. – Eu... eu proponho um trato. – consegui falar ofegante.
– O que você propõe doutora? – ele disse me dando uma trégua.
– Vamos jogar strip-poker. E você não pode roubar. – falei seria.
– Fechado. Isso vai ser moleza. – disse convencido.
– Hah! Espera só pra ver.
Não me lembro de muita coisa aquela noite, só sei que acordei com uma tremenda ressaca no outro dia. E é claro Edward fazendo piadinhas.
Flashback Off
Saímos do parque de mãos dadas. Como um casal de namorados normal. O coração bobo e apaixonado que habitava meu peito acelerava pensando nisso.
– Segunda à noite começamos nossas reunião sobre seu julgamento. Não esqueceu não é? – eu não queria que o clima pesasse, mas isso já havia sido adiado por muito tempo.
– Não. Não esqueci. Vou cumprir o combinado. –e ele respondeu tranquilo.
– Eu deixei minha agenda mais livre esta semana para isto.
– Não vai te atrapalhar muito no seu trabalho.
– Não. Ângela remanejará tudo e afinal ela precisa de trabalho extra pra ocupar aquela cabecinha desmiolada. – falei.
Pude vislumbrar um sorriso no rosto de Edward.
– Ela ainda não desistiu? – ele perguntou – Pobre Paul.
Eu ri.
– Ela acha que pode curá-lo de sua fobia a mulher. – nós rimos.
Ângela não se conformava por Paul ser gay.
– É melhor eu deixar meu assessor longe do seu escritório até sua secretaria se acalmar. – disse enquanto chegávamos ao seu carro. Ele abriu a porta para mim. Cavalheiro.
– Ângela mais calma? Acho difícil.
Continuamos rindo pelo caminho que seguíamos, indo para meu apartamento.
– Minha família virá no próximo final de semana. – disse de repente. – Como o julgamento é na segunda... eles querem passar um tempo comigo antes.
Assenti e suspirei.
– Legal da parte deles.
– Só não virão Elisa, Alex e meu avô. – disse concentrado na estrada. – Meu avô é idoso para fazer viagens assim. e quanto a Alex... eu não o quero participando disso.
Olhei seu perfil. Ele parecia tentar controlar suas emoções. Devia imaginar como tudo devia ser difícil para ele.
Coloquei minha mão em sua coxa. Ele me olhou.
– Vai dar tudo certo. – disse com uma confiança que eu não tinha.
Ele colocou sua mão no meu rosto. Numa caricia que atravessava minha pele e atingia diretamente o meu coração.
– Quero te fazer um convite. – falo tentando passar animação.
– Hum... convite? – disse desconfiado.
Assenti.
– Sim. Eu... eu queria ir a Forks amanhã ver minha família e queria... que você fosse comigo... – falei sem jeito. – Você quer?
Neste momento ele estacionava na garagem do meu prédio.
Mordi os lábios a espera de sua resposta.
– Com a sua família? – perguntou pensativo.
– É. Com a minha mãe e o marido dela. Minha irmã, o marido e meu sobrinho... olha foi só uma ideia se você não quiser tudo bem. – falei desesperada para não soar tão pedante.
Por que ele não queria ir comigo?
– Não eu... eu quero ir. Só pensei se não iria ser estranho... afinal eu não sou o seu noivo.
Baixei meus olhos. Eu sabia disso. Ele não era meu noivo. Respirei fundo.
– Não tem nada demais. Nós podemos agir como... amigos. – falei sem olhá-lo.
Ele riu.
– Amigos... – abriu a porta do carro.
Aquela noite, passamos juntos mais uma vez. Uma rotina que se solidificava.
***
– Ele continua um pedaço de mau caminho hein? – Kate falou fazendo eu tirar meus olhos de Edward.
Ele, Danny e Phil estavam bebendo cerveja, conversando e cuidando do churrasco de domingo na casa da minha mãe. Homens! Era preciso somente um pouco de cerveja e carne e já eram os melhores amigos.
Minha mãe deu uma risadinha enquanto colocava a mesa. Eu tinha Andrew em meu colo e me foquei nele para não responder ao comentário de Kate.
Eu ainda estava invocada com a forma que Edward e minha irmã trocaram olhares quando chegamos. Não era nada de cunho sexual ou romântico eu acho, era mais como um segredo que ambos compartilhavam. Eu não ia deixar isto passar.
– Você podia me falar qual é o segredo que há entre você e o Edward, Kate? – perguntei olhando-a firme.
Ela ficou tensa.
– O-o que? Está louca? Do que você está falando? – ela tomou sua cerveja.
Nossa mãe nos observava.
– Do que está acusando exatamente sua irmã Bella? – mamãe perguntou.
– Nada especifico ainda. Mas que ela fica estranha sempre que mencionamos o nome dele a isso fica, e hoje, quando o viu foi ainda mais. Eu... eu só queria saber o por que?- perguntei.
– Você e esse seu jeito de advogada. Acha que tem segredos em tudo. – Kate disse se levantando pra colocar os pratos. – Eu só me lembro de uma época não muito boa na minha vida quando o vejo. É só isso. – explicou.
– É natural filha. – minha mãe disse.
– Ele te salvou não se lembra? Não é justo que pense desta forma. - falei.
– Eu sei muito bem que ele me salvou Bella. – disse me olhando dura. – Nunca vou esquecer o que ele fez por mim.
Senti a emoção em suas palavras. Ela veio até mim e pegou Andrew do meu colo.
– Vou fazê-lo dormir, e então poderemos almoçar sossegados. – disse saindo da cozinha.
Respirei fundo, ao girar meu rosto percebo minha mãe me olhando seria.
– Fala mãe. – falei.
Ela levantou seus lábios num sorriso.
– O que está acontecendo? – apontou de cabeça na direção de Edward.
– Eu gostaria de saber... – respondi e vi que Edward me olhava de onde estava.
– Eu não quero ser a mãe chata... e você já é adulta, mas isso não está certo. Se você fosse livre, mas há o Bryan que é um amor de pessoa e não estou dizendo que o Edward não seja uma boa pessoa, mas é...
– Eu o amo. – a interrompi.
O olhar de minha mãe se abrandou.
– Isso... isso é uma coisa grande... – ela disse – Apesar de todas as complicações... que há entre vocês filha, se ele sente o mesmo por você... Ele sente Bella? – perguntou me olhando entre curiosidade e preocupação.
– Eu não sei... eu as vezes acho que sim, mas...
– Ele sente. – Kate disse.
Eu nem havia percebido que ela havia voltado.
– Não pode saber... - falei.
– Tenho certeza. – ela disse convicta.
– Ora como poderia saber? –perguntei.
– É só olhar pra ele. A forma como ele olha pra você... e...
– Nisso Kate tem razão Bella. Ele a olha como se tivesse disposto a atravessar na frente de uma bala para te proteger.
Suspirei.
Kate sentou-se bem ao meu lado. Colocou a mão sobre a minha.
– Mesmo após todos estes anos... Você continua apaixonada por ele? Eu pensei que tivesse superado. – murmurou triste.
– Eu achei que tivesse superado... superficialmente superei... consegui tocar minha vida... namorar, mas foi vê-lo para tudo o que eu senti voltar intenso, e agora não sei o que vai ser por que podemos passar anos longe um do outro. Estou tão perdida... - choraminguei e fui consolada por minha irmã e minha mãe.
– Sinto muito Bella. Eu queria tanto que as coisas fossem diferentes. – Kate sussurrou entre meus cabelos.
– Eu também. Eu também Kate.
***
– Sua família parece bem. Sua mãe e sua irmã. – Edward disse enquanto seguíamos de Forks para Seattle.
– Sim elas estão bem. Kate criou juízo e mamãe conseguiu se recuperar da perda do meu pai. – comentei. – Você gostou? De ter ido comigo?
Ele sorriu.
– Sim. Eu gostei. Gostei muito. Fez-me bem saber que sua irm... que sua família está bem. – respondeu. – E o seu sobrinho é uma figura.
Eu sorri.
– Ele é não é? É sempre assim quando eu chego. Tem presente tia Beia? - falei e comecei a rir.
Edward me acompanhou.
– Família é uma coisa tão importante não é? Eu às vezes não entendo como algumas pessoas se negam a ter isso, ou a deixar sua família desamparada. – disse convicto.
– Isso é por que você é um homem incrível. – escapou antes que eu conseguisse segurar as palavras na minha boca.
Ele sorriu de lado. Colocamos uma musica e viemos conversando pelo caminho.
***
Eu tomei minha água e retirei os óculos, cansada de tanto estudar as leis pra ver se conseguia uma brecha que eu pudesse usar. Era a terceira noite que eu e Edward nos reuníamos para estudar e combinar sua defesa. Ele estava assistindo TV enquanto eu terminava meus estudos.
Partiríamos do principio de que ele comprara uma quantidade de drogas para seu consumo próprio e que, no entanto a quantia entregue foi maior. Ocasionada por algum equivoco. O que pesava contra esta defesa é que Edward fez exames toxicológicos que não apresentavam resultados positivos.
Eu me sentia até ridícula em usar isso, mas não tinha muita escolha e a julgar que Edward tinha uma ficha limpa, apesar de todos os anos que ficou na gangue, isso poderia ser de algum auxilio. A promotoria, no entanto estava jogando alto alegando que se Edward não dizia nada era por que tinha alguém forte por trás dele. Eu estava sobre muita tensão. Meus ombros doíam.
Senti duas mãos em meus ombros me fazendo uma massagem. Suspirei em apreciação.
– Está muito tensa. – ele disse.
– É eu sei... me explique como com todos os anos que fiou na gangue você não tem sequer uma passagem pela policia? – perguntei.
– Eu era esperto. E quando a coisa ficava feia sempre tinhas os “cafés pequenos” por assim dizer que assumiam qualquer culpa por você. - respondeu.
– Outros assumiam a culpa para que você não fosse prejudicado?
Ele assentiu.
– Sim. Não só comigo, isso acontecia com os outros chefes da gangue.
– Vocês eram importantes demais para estar na rede da policia. – afirmei.
– Isso mesmo. Essa ideia foi estabelecida na gangue pelo meu pai...
Seu telefone interrompeu o que ele ia dizer. Edward olhava fixamente para o celular parecendo tentando adivinhar quem era.
– Você não vai atender? – perguntei intrigada.
– Sim eu... eu vou. Alô. – falou.
E então sua mandíbula ficou rígida. Pude perceber sua tensão. Ele fechou as mãos em punho.
– Eu entendi... não vou dar pra trás... você já devia saber que cumpro minha palavra. – disse duro.
Eu estava assustada pela reação que percebia em Edward. Quem era ao telefone?
– Eu. Já . Falei. Que. Vou. Cumprir. O acordo! –disse se controlando.
Então ele desligou e arremessou o celular na parede o fazendo em pedaços. Eu saltei apavorada.
– Inferno! – ele gritou.
Continua...




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