CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 36

Olá Amantes do Bad Boy.

Vamos continuar tentando domar o Coração Indomável do nosso lambivel? kkkk

 Preparem o coração para saber tudo o que passa na cabeça desse Bad Boy Bipolar.


Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência



Coração Indomável
Parte III
Capítulo 36
Bella
Através da janela do meu apartamento eu via que a chuva fina caia se acumulando em poças. O clima em Seattle era o mesmo que eu lembrava. Mesmo após anos fora, em Paris. Eu ainda sentia que aqui era o meu lar.
Em duas semanas que eu havia voltado já consegui me sentir no ritmo da cidade. O dia estava apenas no começo. E hoje não era um dia comum. Poderia ser para todas as pessoas. Um dia normal, não para mim.
Ao contrario do que imaginei, consegui dormir a noite toda. Acordei pouco antes das 8hs e agora, quase 9hs eu tinha que sair e ir atrás daquilo que eu esperei por tantos anos. Dez anos especificamente.
Peguei meu celular chamando o número da minha mãe.
– Oi meu bem. – ela disse em seu bom humor característico- Achei que já tivesse saído.
– Não. Ainda não, já estou de saída na verdade. – respondi com um suspiro.
– Você tem certeza disso Bella? – perguntou com a voz preocupada. – Apesar de tudo, sabe que se não quiser fazer isso... que não precisa... já se passaram tantos anos filha.
– Você melhor que ninguém sabe que eu preciso fazer isso. – respondi.
Respirei fundo.
– Eu preciso ir. Só queria saber como ela está? Comportou-se direitinho?
– É claro filha. Ela está dormindo ainda. Ela é um doce. Passou a maior parte do tempo brincando com o Andrew. Eles se dão muito bem.
Um sorriso se formou em meus lábios. Ela sempre conseguia isto de mim.
– Não esqueça que o Bryan irá pega-la hoje à tarde. – a lembrei.
– Pode deixar. Não vou esquecer. – disse.
– Tenho que ir. – meu coração doendo de ansiedade e medo.
– Boa sorte filha. – disse serena.
– Obrigada mãe.
Desliguei e fui até minha bolsa. Era hora de enfrentar o que este dia representava e suas consequências.
Cheguei à frente da penitenciaria estadual às 9hs daquela manhã. Nove anos 11 meses e 29 dias. Foi o tempo que esperei para chegar até este dia. Parada dentro do meu carro, eu pensava se devia sair dele e ir ao encontro daquilo.
Será que iria me machucar mais uma vez?
Quantas vezes um coração pode ser quebrado?
Eu não tinha resposta pra estas indagações, porém nunca fui covarde e não seria agora.
Saí do carro ajeitando minha saia lápis e meu casaco, ambos na cor cinza chumbo. Ajeitei meu cabelo, respirei fundo e segui.
Ao chegar, fui cumprimentada pelos guardas. Sendo advogada não era a primeira vez que me viam por aqui, apesar de eu evitar muito este local para não cair em tentação. Avisei que havia uma encomenda para mim.
Fui conduzida até a sala do diretor do presídio. Fiquei confusa, pois pelo que eu sabia era somente receber a encomenda e ir embora, e depois, quem sabe, voltar no dia seguinte. Então o fato de me trazerem até o diretor me fez ficar receosa. Haveria acontecido algo? A imagem que se formou em minha mente fez a bile subir por meu estômago.
O homem de meia idade chegou à sala seriamente como era de sua personalidade.
– Doutora Swan? – o homem me cumprimentou. Ele trazia nas mãos uma caixa branca.
– Senhor Meylor.
– Confesso que a situação é inusitada, mas não vejo nenhum problema. - ele colocou a caixa em cima da mesa. – Sua encomenda. – disse fazendo gesto com a mão para que eu pegasse a caixa.
Senti como se fosse a caixa de pandora, e o que certamente em minha vida poderia ser.
– Creio que a verei amanhã, doutora. – o homem me disse. Não como uma pergunta e sim como uma afirmação.
– Eu não... Eu não sei senhor. – falei não tirando os olhos daquela caixa.
Despedi- me do diretor e logo estava em meu carro com a “caixa” em cima do banco do carona. Minha mão coçou para abri-la, mas devido às circunstâncias achei melhor abrir somente quando estivesse segura em meu apartamento.
Dirigi com um olho no trânsito e o outro na caixa. Quando cheguei a meu apartamento coloquei a caixa sobre a mesinha de centro da sala e sentei-me no sofá contemplando. Não sei por quantos minutos fiquei ali até que decidi abrir.
Abri lentamente e me surpreendi com o que havia dentro dela. Dentro havia uma espécie de manuscrito de varias páginas. Um... Livro? Diário? Não saberia dizer ao certo.
O nome me chamou atenção: Coração Indomável.
Antes de virar a primeira página, as palavras dele há dez anos, voltaram a minha mente.
“ Não quero que espere por mim. Quero que seja feliz Bella, mas se você quiser saber de tudo e ainda não tiver seguido em frente, volte. Volte um dia antes de terminar minha pena. Terá uma coisa a sua espera, uma coisa que lhe dará as respostas que sempre buscou.”
As palavras dele ainda ressoavam e minha mente.
Minha mão tremia quando toquei a primeira página.
Eu queria saber tudo que houvera desde o inicio? Há quase 15 anos atrás?
Criando coragem virei à primeira página:
Coração Indomável
Por
Edward Cullen
“ Meu ponto de vista sobre minha relação com Isabella”
Como se houvesse levado um choque me afastei sentando-me ereta no sofá. Levantei e comecei a andar pelo apartamento, parecia que não tinha ar o suficiente.
Olhei novamente para as páginas. Era uma espécie de diário. Muito simples. Era como folhas soltas que foram sendo juntadas aos poucos.
Voltei para o sofá e peguei algumas folhas. Na segunda página estava escrita do inicio ao fim. Tomei coragem e focalizei meus olhos nas palavras ali escritas.
Isabella... hoje faz um ano que estou preso. Um ano desde que vi seu rosto pela última vez... eu nem sei por que estou escrevendo isso acho que tempo solitário na prisão está me deixando meio... lunático.
Percebi que você não mandou mais nenhuma carta... era de esperar já que devolvi todas as que você mandou sem abri-las... espero que um dia possa entender o por que fiz isso... não eu espero realmente é que você seja feliz não importa que esteja com outro... eu já estou divagando.
Eu lhe prometi escrever e contar tudo... que se você não tivesse seguido em frente que poderia ler tudo o que eu tenho a dizer, mas... não sei... Eu sei que você seguiu em frente e nem vai lembrar-se do que eu lhe disse... do que prometi.
Vou parar por aqui, não estou escrevendo coisa com coisa... quando eu me sentir mais seguro eu... volto a escrever... eu só queria que você soubesse que eu sinto muito...por tudo.
O nó que eu senti desde que peguei a caixa contendo este diário se intensificou. As lágrimas queriam fazer seu caminho para fora do meu corpo, mas não permiti. Haveria muito tempo para chorar depois.
Lembrei-me de como doeu quando recebei as cartas que eu havia mandado a ele. Todas sem que ele houvesse aberto nenhuma sequer. Como se eu não fosse importante o suficiente. Eu tinha tantas coisas para dizer a ele. E uma delas era... tão importante.
Outra citação dele me chamou a atenção.
Isabella estou escrevendo novamente, para dizer que faz três anos que estou aqui. Neste inferno. Não que eu saiba o que é o inferno, mas deve ser algo parecido com isso. Não é quente ou vermelho, ao contrario, é tudo branco e cinza quase como um hospital, e os diabos não têm um tridente e ficam pulando como Lúcifer. Todos aqui vestem um macacão laranja e andam de cabeça baixa, mal tendo coragem de olhar nos olhos do outro detendo, que às vezes está a menos de um metro de você.
Ele parecia meio transtornado neste trecho. Respirei fundo e li a parte seguinte.
Cinco anos... O que são cinco anos pra quem está aí fora? No bem bom. Vivendo... se divertindo. Eu respondo, não é nada. Agora aqui nesta prisão é um martírio.
Suas próximas palavras me pegam de surpresa.
Isabella... eu odeio você. É odeio sim. É tão fácil dizer isso. Já aquelas outras palavras as que eu senti por você... elas sempre foram difíceis de sequer pensar quanto mais dizer, mas... agora estou livre por que odeio você.
Odeio pensar em você todas as noites... odeio sentir seu cheiro impregnado em mim...odeio não poder fechar os olhos sem que você apareça sorrindo e dizendo que me ama... eu odeio...odeio...odeio você.
Meu coração não suporta suas palavras, e deixo os papeis indo até a cozinha. Preciso me acalmar. Faço um chá de camomila. Ele me acalma... um pouco. Retorno à sala, e antes que eu volte para a minha leitura, meu celular toca.
Ao pegá-lo me coração se enche de amor. O nome do meu bem mais precioso aparece no visor.
– Oi coração. – digo fechando os olhos ao ouvir sua risada.
– Oi mamãe. – ela diz. – Quando vem me buscar? – pergunta manhosa.
– Achei que estivesse gostando de ficar na sua avó. – comento.
– Eu estou, mas é que estou com saudade de você. – diz.
Sorrio. Eu e minha pequena éramos muito apegadas.
– Eu também amor. Mas eu expliquei a você que nesta semana a mamãe tinha umas coisas importantes para resolver. – falei lembrando-a.
– Eu sei. – disse baixinho.
Senti que ela estava me escondendo algo.
– Aconteceu algo amor?
– Hum... não nada não. – disse gaguejando.
Eu a conhecia ela escondia algo.
– Bia... não esconda nada... o que foi filha? – perguntei já agoniada.
– Eu... eu sonhei com ele de novo. – disse timidamente.
Ah! Agora estava explicado.
– Sonhou? E como foi?- perguntei tentando não demonstrar como isso me afetava.
Cada vez que ela sonhava com o pai, que sequer conhecia.
– Eu, você e ele, estávamos num piquenique. E foi tão legal mamãe. Ele me levantava e me rodopiava no colo, e... dizia que me amava.
Fechei os olhos respirando fundo.
– Ele a ama meu amor. Mesmo não sabendo, ele a ama. – digo a frase que sempre falo a ela.
– Mamãe essas coisas que está fazendo aí em Seattle, tem a ver com o meu pai não tem?-Beatriz era muito esperta.
Eu tinha medo de revelar a ela qualquer informação. Eu tinha medo... ele não sabia sobre ela, e se ele não gostasse de saber que tinha uma filha? Eu não podia arriscar. Bia era meu maior tesouro.
– Meu amor. Quando eu for a Forks nós vamos conversar melhor sobre isso. Mas escute amor. Eu te amo muito. Você sabe disso não sabe?
– Sei sim, mamãe. Eu também te amo. – disse.
– O Bryan vai te buscar amanhã. – mudei de assunto.
– Oba! – disse animada - Estou com saudade da Sara e do DaveMamãe a vovó está me chamando. Te amo mamãe.
– Te amo minha filha.
Quando encerrei a ligação, mais obstinada fiquei em ler o que Edward tinha a me falar. Eu precisava de uma vez por todas saber o que este homem pensava.
Tínhamos uma filha juntos. Uma filha que ele sequer sabia da existência. Eu precisava saber se ele poderia um dia ser o pai que Bia tanto ansiava em ter.
Marchei até o sofá me sentando confortavelmente. Não sairia daqui enquanto não terminasse de ler. Até o dia seguinte havia tempo de sobra. Após eu ler tudo eu decidiria o que fazer.
O amanhã nunca me pareceu tão cheio de perspectivas.
Voltei meus olhos para o diário. Era hora de ler tudo. De saber toda a verdade
Edward
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
*Soneto Do Maior Amor
Vinicius de Moraes
Um par de mãos conhecidas puxa o caderno em que escrevo minhas coisas. As coisas que costumam passar por minha cabeça. Poesias... pensamentos.
– Não acredito. Parece coisa de maricas Edward. – meu amigo me olha atravessado.
Estico a mão pra ele e fecho a cara. Urubu sabe quando eu estou falando serio.
– Devolve. – digo a ele que não hesita em me entregar.
Depois de me devolver o caderno, ele se senta ao meu lado na varanda da minha casa.
– Cara por que fica escrevendo essas merdas? Nós temos 15 anos... temos que pegar as gatinhas... sexo cara... sexo é tudo. – ele diz afetado.
Eu sorrio. Sexo é bom sim, mas para mim não é tudo.
Eu sou um adolescente de 15 anos que não é o normal da maioria. Gosto de ficar em casa com minha mãe e meu irmão. Gosto de ler. De escrever. Talvez eu possa ser um escritor no futuro. Só há um problema... meu pai.
Não gosto dele. É difícil, mas agora posso dizer isto, não gosto do meu pai. Mas isto não significa que eu não o respeite, pois o respeito muito. Por medo talvez. E ele sabe se fazer respeitar através de vários meios... principalmente por que não quero que minha mãe pague por eu o enfrentar.
Há também meu irmão Emmett, que apesar de ser maior que eu fisicamente, ele é frágil. Meu pai consegue atingir o ponto mais fraco do meu irmão. Então eu recuo na nossa relação para que minha família não sofra.
Meu pai detesta tudo em mim. Na verdade eu acho que ele odeia o mundo. Não o entendo. Já tentei, mas não entendo.
Cada vez que ele põe os olhos sobre mim é uma crítica que sai de sua boca. Por que você lê essas merdas Edward? Pra que estudar? Isso não é futuro pra você? São essas e outras coisas.
Ao mesmo tempo ele diz que serei seu orgulho. Serei um poderoso chefe de gangue. Que vou dominar o subúrbio, que nasci como dom de dominar tudo e todos.
Isso por que ele não sabe as coisas que sonho. Quando eu era criança, eu e minha mãe víamos muitos filmes juntos, então uma vez assistimos ao filme Ghost. Lembro que ela chorou muito ao final do filme e eu não entendia... eu estava triste por ela estar sofrendo. Então ela me explicou que chorava de emoção por conta do amor lindo que assistiu na TV. Ela disse algo que ficou na minha mente pra sempre. Que era a coisa mais linda e mais importante do mundo quando duas almas que eram destinadas a ficarem juntas se encontravam. Que nem a morte era capaz de separar duas almas gêmeas.
Almas gêmeas... isso nunca saiu da minha cabeça, e mesmo eu sendo homem sempre achei que um dia poderia viver este tipo de amor.
***
Ele bateu a mão na mesa fazendo os pratos saltarem assim como nós a mesa.
– Não quero mais este papo Esme! – Antony Cullen disse serio – Edward não precisa disso, pois ele vai ser o maior chefe de gangue que New Jersey e arredores já viram.
– É isso que você quer pro seu filho? Que ele seja um bandido? – minha mãe disse. Eu podia sentir a agonia em seus olhos.
Olhei para Emmett que mantinha seus olhos baixos em seu prato.
– Por favor, Tony... Edward tem talento para a escrita... você precisa ver as coisas lindas que ele escreve... este curso será maravilhoso pra ele, abrirá uma serie de oportunidades.
Meu pai me olhou serio.
– É isso que você quer Edward? Ser a porra de maricas de um escritor? – perguntou não escondendo a raiva.
– Eu gosto de escrever pai... – respondi olhando para ele.
Ele olha de mim para a minha mãe.
– É você que mete essas ideias na cabeça dele não é? – fala rispidamente com ela.
Eu já vi este tipo de discussão, sei onde isto pode levar e jamais deixarei que ele a machuque novamente.
– Quando vai entender que eu mando nesta porra! – grita ainda falando com ela.
– Pai... – ele não me escutava. – Pai...
Ele me olha finalmente.
– Eu gosto de escrever, mas... faço o que o senhor achar melhor pra mim. – digo com o coração apertado.
Ele esboça um sorriso.
– Boa garoto. Não é a toa que é um Cullen.
Não quero fazer parte daquela gangue.
Não é isso que eu quero pra mim, e não vou fazer isso. Só estou concordando pelo bem da minha mãe. Sei que até os meus 18 anos estou seguro. Ele não me colocará lá como membro, não agora pelo menos, e quando eu for maior de idade ele não terá nenhum poder sobre mim. Vou arranjar um emprego, vou para a faculdade e vou levar minha mãe e meu irmão para longe dele.
***
As coisas nem sempre saem como o esperado.
– Fala Edward! Aonde vamos comemorar seu aniversário de 18 anos? – urubu pergunta fumando um cigarro e jogando a fumaça na minha cara.
Detesto cigarros.
– Ainda faltam duas semanas, não decidi ainda. – digo tentado me lembrar da poesia que minha mente criou a noite passada. Escrevo o que me lembro dela.
– Seu pai deve liberar a grana e o carro, podíamos ir numa daquelas boates no centro. Tem uma lá que as mulheres dançam apenas de calcinha bem pequenininha. – diz tarado, como era seu estado nos últimos 3 anos.
– Calcinha? To dentro. – Emmett diz chegando onde estamos sentados na escadaria de um bar do subúrbio.
Ele é outro, adolescente com hormônios em fúria assim como urubu.
– O que está fazendo aqui? Já terminou a lição de casa? – perguntou observando a cara vermelha dele.
– Hum... sim eu já fiz tudo. – responde e sei que está mentindo.
– E o livro que mandei você ler. Já leu?
– Não, mas... Edward...
– Não tem, mas Edward. – digo - Eu já te expliquei Emmett, se você quiser ser alguém na vida tem que estudar.
– Do que adianta? Ele nunca vai nos deixar estudar. Ir pra faculdade. – diz derrotado.
Eu coloco minha mão em seu ombro.
– Eu vou resolver isso, eu prometo.
Meu irmão confia em mim e não vou decepcioná-lo.
– Onde está a mamãe? – perguntei.
– Foi ao mercadinho com o Seth. – respondeu.
Eu não contava ter que me preocupar com mais dois irmãos. Seth meu irmãozinho de dois anos e Thomas que deverá nascer em dois meses. Mesmo com isso, eu queria tirar minha mãe dessa vida. Ser mulher de chefe de gangue não era pra ela. Uma mulher tão amorosa e maravilhosa.
Emmett sai deixando eu e urubu a sós.
– Você pega no pé dele demais. – ele disse.
– Ele vai me agradecer no futuro. – digo.
– Isso é falta de sexo. Olha só... – ele me faz olhar para algumas garotas que passam a nossa frente. – Lauren é a fim de você. – diz.
Eu já havia percebido isso. Ela até era bonita, mas não fazia meu tipo e com certeza não era minha alma gêmea.
– Ela é meio rodada. – comentei.
– É sim, mas e daí? Lavou está novo. – disse.
Eu sorrio de sua lógica.
– É quem sabe... – comento e volto minha atenção para meu caderno.
Um desenho que comecei outra noite vai ser formando na folha em branco. É uma garota. Olhos expressivos... escuros, castanhos talvez. Longos cabelos também castanhos ou talvez algo parecido com chocolate. Lábios carnudos e nariz arrebitado.
– Essa aí é a sua alma gêmea? – urubu pergunta espiando sobre meu ombro.
Maldita hora que deixei escapar pra ele sobre isso.
Mas será? Será que seria ela a minha alma gêmea?
Continua...

Então ... gostaram?
Comentem meus amores!!!!!!!!!!!!!!!!
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Spoiler

Isabella... eu sei que eu disse que eu a odeio, na última vez que eu escrevi, mas não é toda verdade. Eu a odeio por não me permitir esquecê-la... como está fazendo em relação a mim.
Sei que está casada e feliz, e isso foi o que eu quis pra você, mas ao mesmo tempo isso... me destrói.

Casada? Eu? De onde ele tirou isso?

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