CORAÇÃO INDOMAVEL - CAPITULO 49


Olá meninas, nosso Bad Boy na Área!

Aproveitem. Beijos

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Capítulo 49
Bella
Ainda estou abalada, emocionada e confusa por tudo o que leio no diário, quando na próxima página ele se dirige diretamente a mim:
Isabella... então agora eu lhe contarei como foi chegar até você... depois de cinco anos.
Minha intenção era ter um pouco de você... um pouco daquilo que por cinco anos estive privado, e que, eu sabia poderia nunca mais ter.
Era uma oportunidade... uma chance que eu não podia perder... mesmo que sem desejar pudesse lhe magoar.
Nunca minha intenção foi fazê-la sofrer...
Lembranças de Bella
Assistindo ao tele jornal da noite eu lia alguns papeis do trabalho enquanto, Bia deitada no chão sobre o grosso tapete, fazia seus adoráveis desenhos.
Era um sábado frio de janeiro. Geralmente Alice e Jasper estavam conosco, porém eles haviam saído para jantar fora. Coisas de casal.
Há quanto tempo eu não sabia o que era isso? Sair, paquerar, namorar. Sentia-me cada vez mais anulada como mulher apenas sendo mãe em tempo integral. Não que isso me deixasse triste. Eu amava ser mãe e amava aquela menina de quase 8 anos que me olhava e sorria neste momento.
Bia levantou e sentou-se a meu lado.
– Mamãe...
Falou com a voz melodiosa.
– Sim, docinho.
– Tio Bryan disse que eu posso chamá-lo de papai se eu quiser.
Fiquei surpresa. Por que Bryan fizera isso? Principalmente sem me consultar.
Eu a olhei tentando ver sua expressão.
– Ah é? E... Você gostaria disso?- perguntei com cuidado.
Ela deu de ombros voltando para seus desenhos, eu continuei olhando-a. Um pouco depois ela disse.
– Eu gosto muito do tio Bryan... ele é legal. - falou ainda olhando para os seus desenhos. - Eu até gostaria que ele fosse meu pai... aí eu teria dois irmãozinhos. Adoro a Sara e o Dave, mas...
– Mas? - insisti para que ela me dissesse o que se passava em seu coração.
– Ele não é o meu pai. - disse e se levantou mais uma vez agora com uma folha em mãos. Era um de seus desenhos.
Fiquei de boca aberta pela precisão com que ela me desenhara e a Edward. A perfeição da minha imagem ali refletida eu poderia me ater ao fato, de que, ela me via diariamente, mas com Edward... ela desenhava apenas baseada em uma foto. Era incrível.
Parecíamos vivos naquele desenho, e nos olhávamos apaixonados.
Fiquei sem fala.
Edward
Eu saia de uma reunião na empresa quando aquele número apareceu na tela do meu celular. Fechei os olhos por um momento tentando controlar minha respiração.
– Aro. - falei sem cumprimentá-lo.
– Como vai Edward?– sua voz era mansa, mas eu percebia seu tom de irritação.
Desde que Carlisle mostrara a Aro que eu não estava sob seu total controle, ele não demonstrava mais sua falsa simpatia por mim.
– Bem. O que quer? - fui direto ao ponto.
– Preciso que leve uma encomenda até Vancouver... para um amigo.
Essa transação já era comum. Eu levava as drogas discretamente até Vancouver onde o comparsa de Aro distribuía pelo Canadá.
– Certo. Quando você precisa que eu as entregue a ele?- perguntei já saindo da empresa. Era sexta-feira e eu iria embarcar em alguns minutos para a Filadélfia. Era hábito eu ir visitar minha família nos finais de semana quando não tinha nenhum compromisso.
– Roman só poderá pegar a encomenda na segunda... o caso é que você terá que pegar o pacote hoje.
Estranhei.
– Por que isso? - perguntei curioso.
– Bom... Alec terá que fazer uma viagem e não poderá lhe entregar o pacote na manhã de segunda como de costume. Então você terá que pegar com ele hoje. Pois ele estará embarcando à tardinha.– explicou.
Pensei em como poderia fazer.
– Você terá que guardar com você... em algum lugar seguro até segunda.– completou.
Isso era um problema.
– Sabe que não deveria ser assim.
– É um imprevisto... estas coisas acontecem, Edward.
– Certo. Vou pegar com Alec hoje no final da tarde e vou guardar. - concordei.
– Não preciso lhe dizer que tem que ser um lugar seguro... Quem sabe a empresa do seu tio?– sugeriu - Lá não levantaria suspeitas.
Eu jamais faria isso com Carlisle.
– É claro que não. - falei firme - Vou guardar no meu apartamento. Lá é seguro.
– Ótimo. Perfeito.
E assim tudo correu como o esperado. Com a posse do pacote guardei no fundo do meu armário.
Não gostei da sensação que senti ao sair do apartamento naquela tarde. Porém não poderia fazer nada a respeito. Não poderia embarcar em um avião portando drogas só por conta de uma sensação.
O fim de semana seguia agradável na companhia de minha família. Diverti-me ao ver os meninos brincarem livre na propriedade de meu avô.
Elisa finalmente conseguiu me ensinar a trocar as fraldas de Alex de forma correta, depois de varias tentativas frustradas. O danadinho não parava de se contorcer. Parecia saber que eu estava tomando um suador ao fazer o trabalho. No fim tudo deu certo, e eu pude curtir meu pequeno por um bom tempo.
Apreciei as historias do meu avô, que contara as aventuras de meu pai e Carlisle quando eram crianças, e pela primeira vez não senti ódio quando seu nome fora mencionado. Talvez por que na historia ele era somente um garoto, e não o pai ausente e autoritário que fez da minha vida tudo aquilo que eu nuca quis para ela.
Minha mãe estava radiante, pois Rose e Emmett ligaram avisando que mais um garotão viria para família. Rose estava grávida de quase cinco meses, porém somente agora conseguiram saber o sexo do bebê que se escondeu a cada ultrassonografia.
Eu estava feliz por meu irmão. Todo o sacrifício que fiz foi válido. Ele estava bem encaminhado e feliz com a mulher que amava.
Ao desembarcar em Seattle, peguei o carro que havia deixado no estacionamento do aeroporto e segui para meu apartamento. Queria me livrar disso o mais rápido possível. Com sorte no inicio da tarde já estaria de volta livre do pacote.
Estacionei em minha vaga na garagem do prédio em que morava, e ao passar pelo hall de entrada percebi que algo estava errado. O porteiro me olhava assustado.
– Algum problema Joseph? - perguntei.
– Senhor...
Ela não completou o que iria dizer. Dois homens altos vestidos quase iguais de calça jeans e jaqueta de nylon me abordaram.
Senti um aperto em meu estômago.
– Senhor Cullen? - o mais alto e mais jovem deles perguntou.
– Sim... - pigarreei para me fazer ouvir. - Sou eu. Edward Cullen. O que houve?
– Narcóticos. - o mais jovem falou mostrando o distintivo. Não era preciso, eu havia sacado que eram policiais. - Sou o detetive Smith e este é meu parceiro Scott.
Eu assenti.
– O senhor está preso. - disse o detetive Scott.
Tentei controlar a respiração.
– Posso ao menos saber por quê?
– A Justiça autorizou uma busca em seu apartamento ontem, e acho que sabe o que encontramos.
– Não. Não sei. - respondi.
Não sabia o que fazer naquela situação. Porém negar era o óbvio a ser feito.
– Por favor, nos acompanhe até a delegacia.
– Posso fazer uma ligação? - pedi.
Eles negaram.
– Eu preciso de um advogado. - avisei.
– Na delegacia o senhor poderá fazer sua ligação e chamar seu advogado. Agora por favor. - mostrou-me as algemas.
– Isso é mesmo necessário? Eu não vou fugir. - falei.
Mas não houve conversa e em minutos eles leram meus direitos e logo eu estava dentro do carro deles algemado.
Na delegacia o delegado tentou com que eu falasse algo. Não abri minha boca.
Poderia ter sido ingênuo e caído mais uma vez na armação de Aro, por que era claro que isso era coisa dele, mas burro para falar com o delegado sem um advogado eu não era. Finalmente tive o direito a ligação e óbvio que liguei para Carlisle.
– O que?!– ouvi a preocupação em sua voz. Ele não tentou disfarçar. - como isso aconteceu?
Olhei para o delegado que me analisava.
– Isso é uma coisa que não dá pra falar por telefone. - expliquei.
– Certo. Estou indo agora para Seattle. Em seguida um advogado irá à delegacia para você poder dar seu depoimento. Não diga nada até a chegada dele entendeu Edward?– instruiu.
– Entendei.
– Sua... sua mãe está aqui... Ela quer falar com você...
– Não... é melhor não Carlisle. - eu não tinha condições de falar com ela no momento. - Diga para ela que eu vou... que eu estou bem.
– Vou tentar. Ela está nervosa.
Assim como eu.
O advogado que Carlisle mandara me pareceu de confiança. E não era à toa, ele trabalhava há 20 anos para meu tio.
O interrogatório começou, e eu tive poucos minutos a sós como o advogado para ser instruído. O delegado era muito esperto e tentava me enrolar, contudo apesar de meu nervosismo, consegui me sair razoavelmente bem. O que não queria dizer que não continuasse bastante encrencado.
– Em dois dias será a audiência com a juíza para que ela decida se lhe dá a liberdade condicional para que você responda o processo em liberdade - o advogado explicava. - Sinceramente eu acredito que ela vá fazer isso. Você não foi preso em flagrante. Deve estipular uma fiança alta, mas nada que seja problema para você não é? - Erik perguntou.
Ele fora muito competente.
– Sim. Dinheiro não será problema.
– Você vai ter é que aguentar esses dois dias preso.
– Eu aguento.
– Certo. Carlisle deve chegar ao final da tarde e virá vê-lo. Consegui convencer o delegado a deixar vocês dois conversarem. Então... nos encontramos em dois dias Edward.
– Obrigado Erik. - agradeci apertando sua mão.
– Por nada.
Fiquei sozinho numa cela especial. Não entendi por que. Não tinha curso superior ou qualquer coisa especial para me darem esta regalia.
Deitado na cama desconfortável que havia na cela, comecei a pensar em tudo o que já tinha feito na vida. Por tudo que havia passado. Será que este seria meu fim? Prisão por anos?
Acho que havia cochilado, pois me sobressaltei quando abriram a porta. Um policial entrou e colocou uma quentinha sobre mesa.
– O delegado avisou que o seu tio virá falar com você amanhã.
– O combinado era hoje - falei.
– O delegado já está abrindo uma exceção deixando vê-lo, princesa. Acho bom agradecer. - disse com escárnio saindo em seguida.
Passei a noite praticamente em claro. Então veio a musica. Mal conseguia escutar. Ouvi um preso resmungar pelo som ao que o outro lhe respondeu que o deixasse em paz para escutar a melodia.
Então eu também me envolvi pela canção e foi impossível não pensar nela.
*
Bruno Mars
Quando Eu Era Seu Homem
*
Que eu deveria ter te comprado flores
E segurado sua mão
Deveria ter dado a você todas as minhas horas
Quando tive a chance
Te levar a todas as festas
Porque tudo que você queria fazer era dançar
Agora minha querida está dançando
Mas ela está dançando com um outro homem
*
Embora machuque
serei o primeiro a dizer
Que eu estava errado
Hoje sei que eu provavelmente estou muito atrasado
Em tentar me desculpar por meus erros
Mas só quero que você saiba
*
espero que ele te compre flores
espero que ele segure sua mão
Te dê todas as horas dele
Quando ele tiver a chance
Leve você a todas as festas
Porque me lembro o quanto
Você amava dançar
Faça todas as coisas que eu deveria ter feito
Quando eu era seu homem
Faça todas as coisas que eu deveria ter feito
Quando eu era seu homem
*
Ao amanhecer a decisão estava tomada.
Carlisle apareceu cedo e logo após o café da manhã, se é que aquilo se chamava disso, fui levado a uma sala onde meu tio me esperava.
Ele me abraçou.
– Como você está?
– Tudo bem. - respondi.
– Edward... o que houve? - perguntou, então sussurrou - Por que levou aquelas drogas para seu apartamento?
Expliquei tudo a ele sussurrando também.
– Foi uma armadilha. - Carlisle comentou.
– Sim. Acredito que sim. - assumi.
– Bom não se preocupe. Nosso advogado é bom e você vai sair dessa. -disse confiante.
Eu não tinha tanta certeza.
– Aro nunca aceitou que eu nunca quis esta vida. Ele queria que eu fosse como meu pai e graças a Deus eu não sou. Ele não iria me deixar sair livre.
– Você tem que denunciá-los. - Carlisle disse enérgico.
– Eu não posso...
– Edward...
– Não percebe Carlisle? Se eu denunciar eu estarei me incriminando ainda mais. Por que fiz muito mais coisas nesta gangue do que apenas traficar drogas. Aro sabe disso. Sabe que não posso denunciar. Ele deve querer fazer algum trato comigo. - falei tentando entender. Com certeza ele queria algo em troca.
– Se você denunciar pode ser beneficiado com a delação premiada. - falou em tom esperançoso.
– Mesmo assim com certeza eu ficaria mais anos atrás das grades do que pelo que me acusam hoje.
– Certo. O primeiro passo é tirá-lo daqui. Depois vemos. Nosso advogado é um dos melhores...
– Não. - falei firme.
Ele me olhou sem entender.
– Eu agradeço o advogado que mandou ontem, mas não o quero me defendendo.
– Por que não? Erik é ótimo...
– Eu sei. Não é nada contra ele.
– Não estou entendendo Edward.
– Eu quero que você procure Isabella Swan. Quero-a como minha advogada. - expliquei.
Ele permaneceu em silencio por um tempo.
– Tem certeza disso? Pra que isso agora? A moça refez a vida...
– Eu sei. Eu não quero atrapalhar a vida dela... eu quero...
O que eu queria na verdade ao me aproximar de Isabella depois de todos estes anos?
– Eu não sei explicar Carlisle. Eu não sei o que será da minha vida daqui pra frente. Posso passar anos preso.
– Não fale assim. Não vou deixar isso acontecer. - disse firme.
– Por mais que aprecie sua ajuda. Você não pode fazer muita coisa. - expliquei - Então se for para ser preso e passar anos privado daqueles que eu amo eu... eu não sei... eu só preciso estar perto dela. Somente estar perto.
Ele acenou entendendo.
– Eu vou procurá-la, mas ela pode não aceitar.
– Diga que eu só aceito ela como advogada. - falei.
– Isso é errado Edward. - disse me repreendendo.
– O que é errado e o que é certo nesta vida Carlisle? - perguntei não só a ele, mas a mim também.
– Certo. Eu vou procurá-la. Eu mando noticias.
Mais tarde naquela noite recebi a ligação dele.
– Falei com a moça. Ela foi difícil... Parecia que não iria aceitar. Porém me ligou há pouco. Ela estará amanhã na audiência.
Sorri feliz. Não era assim que esperava que ela me visse após 5 anos, na verdade eu nem sei se teríamos a chance de nos vermos caso não fosse isso ter acontecido. No entanto, era assim que as coisas se encontravam no momento. Eu trataria de aproveitar.
No outro dia eu mal podia aguentar a ansiedade. Já no fórum fui informado que minha advogada me esperava para conversarmos.
Era chegada a hora.
Algemado, fui conduzido até uma sala. Quando a porta se abriu pude enfim vê-la. Enquanto o agente carcerário retirava minhas algemas, eu a contemplava.
Ela estava seria. Não parecia abalada a me ver, porém seu peito arfante mostrava o contrario.
Segui pela sala, parando do outro lado da mesa ao lado de Carlisle. Meus olhos não a deixavam.
Estava tão linda.
– Edward... a senhorita Isabella aceitou ser sua advogada e... acho que precisa falar com ela sobre... sobre tudo. - Carlisle falou. Eu mal o escutava.
Ela remexeu em seus papeis sobre a mesa, e então algo teve minha atenção. Em sua mão, mais especificamente no dedo anelar um enorme anel o adornava.
A compreensão do fato me atordoou.
– Você está noiva. - falei.
Ela não se abalou pelo que eu disse.
– Eu dei uma olhada no processo e... acho que agora não temos tempo, mas depois vamos ter que conversar sobre isso. - falou profissional.
Sua voz era linda e doce, no entanto não dei a atenção que isso merecia.
Continuei vidrado olhando o anel.
– Você está noiva. - repeti.
– Edward, por favor. - Carlisle murmurou.
Eu olhei para ele.
– Ela está noiva. - eu repetia alienado.
Eu não esperava por isso. Por mais que eu dissesse que, não iria esperar que nada acontecesse entre nós. Que eu queria estar apenas por perto. Acho que dentro de mim havia esperança de que algo acontecesse. Algo que nem eu mesmo sabia o que.
Eu sabia que ela tinha namorado, mas imaginei que não fosse algo tão serio. Se ela estava noiva... então provavelmente amava outro homem. Esta constatação trouxe fel a minha boca.
– Estou noiva sim. Qual o problema? Por acaso é algum critério que a advogada não seja noiva? - perguntou irritada. Daquele jeito que me deixava doido no passado.
A encarei.
– Quando isto aconteceu? - perguntei.
–Isso não é da sua conta. - rebateu.
Ela fazia justamente aquilo que não devia fazer comigo. Desafiar-me. Quase sorri.
– Edward... - Carlisle protestou - Estamos aqui pra ver sobre sua situação, por favor, comporte-se. - pediu alertando-me com o olhar.
– Ok. - concordei e me sentei.
Eles me imitaram.
A conversa girou em torno do que seria dito para facilitar minha liberdade. Eu pouco dava ouvidos a isso, somente aproveitava para observá-la.
– Nós vamos ser chamados para audiência com a juíza em seguida. Eu conheço esta juíza ela é durona, correta, mas durona. Então você fica quieto e deixe que somente eu fale. - disse profissional.
Ela evitava cruzar seu olhar com o meu. Isso era uma coisa boa. Pelo menos eu pensava assim.
– Sim senhora. - falei debochando tentando irritá-la para que ela me olhasse. - Não me lembro de você ser assim tão mandona.
Ela me ignorou novamente.
– A promotoria já é um caso a parte. - falou.
– Será que poderemos ter problemas com eles? - Carlisle perguntou preocupado.
– Esse promotor é carne de pescoço, mas eu sei lidar com ele. - falou segura.
Sorri desse seu novo jeito. Decidida.
A audiência ocorreu dentro da normalidade como Isabella já havia nos alertado. Fui liberado para responder em liberdade pelo crime de tráfico de drogas.
As coisas poderiam se complicar um pouco, pois a policia vinha fazendo uma mega tarefa para acabar com os traficantes. E eu, um empresário, sobrinho de um dos maiores empresários do país metido até pescoço no esquema, era algo que os policiais e a justiça queriam deixar como exemplo. Queriam me fazer de exemplo para afastar possíveis traficantes.
– Ligue pra minha secretaria e marque uma hora para que nós possamos conversar sobre como vamos fazer sua defesa. O julgamento não deve demorar. Eu diria que dois meses no máximo. - Isabella disse quando se despedia.
Ela continuava me evitando com os olhos, mas às vezes olhava rapidamente. E eu estava do mesmo jeito. Olhando-a. Encarando-a.
– Obrigado Isabella. Por tudo. - Carlisle falou agradecendo-a.
– Por nada. Só fiz minha obrigação. - falou apressada. - Até mais.
Saiu rapidamente, quase correndo enquanto eu continuava olhando-a. Quando olhei para meu tio ele me encarava com o semblante aborrecido.
– Você hein Edward? - balançou a cabeça.
– O que? - falei inocente.
– Deixou a moça sem jeito. Quase a devorou com os olhos.
Eu sorri malicioso.
– Ela é noiva Edward. - ele completou.
Meu sorriso morreu.
– É. Ela é. E você bem que podia ter me avisado disso.
– Eu?! Eu nem prestei atenção a este fato. Minha preocupação era apenas tirá-lo da prisão.
Senti remorso por acusá-lo.
– Desculpe. - pedi arrependido.
– Tudo bem. Vamos embora.
Eu sabia ser precipitado. Devia marcar hora com antecedência, e ela poderia não estar, mas não resisti ao impulso de procurar Isabella.
Eu havia ido para meu apartamento, que ainda estava todo revirado pelos policiais que fizeram as buscas. Tomei uma ducha demorada para retirar o cheiro de prisão e fiquei sem ter muito que fazer já que Carlisle pedira para que eu não fosse para a empresa hoje. A noite ele viria até meu apartamento para conversarmos.
Então eu estava aqui. A frente do prédio onde era o escritório de Isabella, completamente decidido a vê-la novamente.
Saí do elevador no andar indicado, e logo avistei a sala que indicava seu nome.
Ao chegar, havia três moças que batiam papo animadamente. Elas não perceberam até que eu estava quase à frente delas.
– Boa tarde.
Cumprimentei educadamente.
Ao me verem elas olharam e senti-me como um pedaço de carne sendo avaliado.
– Oiiii. - as três disseram praticamente juntas.
Sorri e pude ouvir um coral de suspiros. Reprimi outro sorriso.
– Por favor, eu gostaria de falar com a Dra. Isabella Swan.
– Ah... a Bella... hum... a Dra. Swan não está. - disse uma morena simpática.
Eu esperava por isso.
– Bom, eu gostaria de esperar por ela.
– Ah é claro.
As outras duas se afastaram indo para onde eu não podia vê-las, mas eu imaginava o que estavam fazendo. Eu sentia os olhares delas.
– Qual seu nome senhorita? - perguntei a que conversava comigo.
Ela sorriu.
– Ângela. Ângela Webber.
– Senhorita Webber... Eu sou Edward Cullen, sou cliente da Isabel... da Dra Swan e amigo também... então eu poderia esperar na sala dela?
A garota pareceu em duvida. E eu dei meu melhor sorriso a ela.
– Não sei... a Bella não gosta que esperem na sala dela.
– Eu garanto que ela não irá se importar, e eu digo a ela que fui eu que insisti.
– Ok.
– Obrigado Srta Webber, você é muito gentil.
Ela corou e eu escondi minha diversão.
– Obrigada tesã... senhor Cullen...
Segui Ângela e entrei na sala de Isabella. Sorri ao perceber de cara seu toque pessoal no ambiente.
– Quer alguma coisa senhor? Um café?- Ângela perguntou.
– Não obrigado. recusei agradecendo.
– Uma água?
– Não...
– Um suco? Um gatorade?
– Senhorita! Eu não quero nada... Obrigado.
Finalmente ela saiu e eu pude vislumbrar com mais calma o espaço da minha boneca.
Sim, ela era e sempre seria minha boneca. Andei pela sala que era bem decorada.
Segui até a mesa dela onde vários processos estavam sobre ela. Havia também uma foto dela com a família. Além da mãe e da irmã, também na foto havia um menino loiro da mesma idade do Alex.
Olhando a foto e vendo Kate me peguei imaginando como ela estaria. Se teria criando juízo.
Voltei ao lugar que estava sentado, e logo a porta se abriu e Isabella entrou.
Cravei meus olhos nela absorvendo a visão que por cinco anos me privei.
– O que está fazendo aqui? - perguntou dura.
Ela não parecia querer papo. Continuei em silencio.
– Eu me lembro de termos combinado de você ligar para minha secretaria e marcar para conversarmos sobre o processo. E não de você vir sem avisar e ainda por cima esperar dentro da minha sala. Sem que eu tenha a chance de me recusar a te atender...
– Chega. - falei irritado, não com ela, mas por que seu jeito determinada me deixava louco. Louco por ela. - Nós vamos conversar. Agora é entre eu e você, boneca.
– Não me chame assim. - pediu.
Ela se abalou pelo apelido que a chamei. Aproveitei a brecha e me levantei me aproximando. Ela foi andando para trás até ficar encurralada entre eu e a mesa.
Parei bem próximo a ela. Sempre a olhando nos olhos. Os olhos cor chocolates mais lindos que já vi.
– Nem pense em se aproximar mais. - falou respirando pesado.
Eu peguei sua mão e senti o tremor que tomou seu corpo, pois foi o mesmo que senti. Tanto tempo sem tocá-la...
– Eu vim aqui falar com você sobre isso. - levantei sua mão lhe mostrando o anel.
– Eu não tenho nada que falar com você sobre isso. - disse desafiadora, como sempre.
– Eu não aceito isso. - falei passando o dedo sobre o anel. Se eu pudesse o arrancaria do dedo dela.
Eu estava dividido. Eu queria o melhor para ela. E com certeza, mais uma vez não era eu. Mas ao mesmo tempo saber que estava noiva... eu queria saber se ela amava o tal noivo. Isso mudaria qualquer panorama.
– Você não tem que aceitar ou não. Isso não te diz respeito. - ela puxou sua mão da minha.
– Você está mais linda do que eu lembrava. - falei sem conseguir segurar as palavras.
Ela respirou fundo.
– Edward... eu sou sua advogada. Por favor, isso aqui não está certo.
Não havia como voltar atrás. Meu corpo não obedecia meu comando. Eu iria beijá-la. Foquei naquela boca carnuda e rosada que há tanto não provava.
– Estou pouco me lixando para o que é certo ou não. - falei sentindo o beijo antes mesmo de acontecer - Cinco anos boneca. Cinco anos longe de você.
Isabella estava estática a espera de minha ação, porém o telefone se antepôs ao que eu ria fazer.
Ela saltou e atendeu deixando-o no viva voz.
– Oi meu bem. Pode falar? Não está ocupada?– a voz de um homem perguntou.
– Oi Bryan. - Isabella disse arfante. Era o noivo. - Não estou ocupada. Pode falar.
– Eu queria saber se o jantar será no seu ou no meu apartamento?
Controlei-me ao máximo pra que ela não percebesse como eu queria quebrar algo.
Ela olhou direto em meus olhos. Encarando-me. Desafiando-me.
– No seu meu amor. Estou morrendo de vontade de passar a noite lá com você.
– Oh que maravilha. Vou preparar tudo e colocar o vinho que adora para gelar. Até mais meu bem.
– Até mais. - desligou.
Ela quis mostrar qual era o meu lugar, ou me provocar fazendo ciúmes? Eu não sabia, no entanto ela conseguiu. Eu estava morto de ciúmes.
– Então este é o seu noivinho? - falei irônico não demonstrando o quanto seu diálogo romântico, me abalou.
– Olha aqui Edward eu aceitei ser sua advogada, mas nossa relação é estritamente profissional. Se você ficar com essas gracinhas eu vou largar o caso. - falou furiosa.
Recuei. Eu a queria por perto. Mesmo noiva.
– Certo. - cheguei mais perto dela. - Amanhã peço a minha secretaria para agendar uma hora com você para conversarmos sobre o processo. - usei o tom mais frio que consegui.
– Si-Sim. Isto é o correto.
Antes de sair parei próximo a ela. Senti seu cheiro quando me aproximei de seu pescoço. Respirei fundo para levar a fragrância doce comigo.
– Mas antes de ir eu preciso dizer. - sussurrei - Este homem não é pra você. Você precisa de mais Isabella e você sabe disso. Tenha um bom jantar com seu noivo, boneca.
Nem eu sabia o porquê tinha falado aquilo a ela. Talvez por que na minha visão o único homem certo para ela era eu.
Continua...


E ai? Gostaram? Cada vez mais perto... tá chegando.

Quero agradecer a todas vocês sempre pelo carinho e pra quem comenta e recomenda uma beijoca especial. Amo vocês.

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