FANFIC CORAÇÃO INDOMAVEL - CAPITULO 38

Olá Amantes mais que perfeitas do Bad Boy!

Mais um capítulo de tudo que rolou na vida do nosso Bad Boy Indomável.

NÃO ESQUEÇAM:

Tudo o que esta rolando nos capítulo é a leitura do diário pela Bella, eu fiz da forma somo se fosse o Edward vivendo as situações para ficar melhor, mais interessante para nós, mas é tudo o que esta no diário dele. Entenderam?

Sobre o tempo que vai durar esta leitura, bom ele tem muita coisa pra contar, mesmo que eu pule cenas mais simples é muita coisa, é a parte I e II da fic sob a perspectiva do Bad Boy.

Poema de hoje na fic me foi passado pela Geany Dutra, obrigado flor.

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Capítulo 38
Edward
Amores eternos

Eu acredito em amores eternos, daqueles que acompanham a gente pela vida inteira, como se tempo e amor se fundissem num só elemento, tornando-se imutáveis, indestrutíveis.

Eu acredito em amores eternos, daqueles que vão com você para qualquer lugar, não importando o quão distante você esteja, por que a pessoa amada reside em seu próprio coração.

Acredito em amores eternos e sublimes, capazes de reconsiderar tudo, com suavidade, ternura e perdão. Acredito, sim, em amores para toda a vida, e além da vida, pois seria um tipo de amor unido à própria alma, e sem alma a vida não tem razão...

Amores eternos existem sim, e superam qualquer coisa, mesmo quando ninguém mais acredita neles, eles continuam sempre à espreita, esperando apenas um olhar, um retorno, uma reconciliação.
Escrevo enlouquecido em meu caderno. Não toquei nele por quase três anos, e agora aqui estou, com vários poemas fervilhando em minha mente. Tudo por conta da visão que tive.
Olho para o desenho. Abandono meus poemas e me concentro em terminar o rosto, que há muito comecei, e que só hoje sei como é. Um único olhar naquela garota e eu sabia que era ela.
Esbocei seu rosto perfeito agora bem nítido para mim. Cabelos longos na cor chocolate, olhos no mesmo tom, pele clara como de uma boneca de porcelana. Sorri.
Ouço vozes, passos subindo a escada, e escondo meu caderno e o desenho. Emmett entra.
– Oi Edward. Já voltou? – pergunta. Vimo-nos há dois dias. Quando o vi na faculdade ao lado dela. Da garota do desenho.
Quando ele se separou de seus colegas, e veio falar comigo, eu quase não tive reação, tão abismado estava. Vi a garota se afastar com outros alunos. Falei com Emmett o que precisava dizer, mas não estava realmente ali. Não acreditava que a garota do desenho pudesse ser real.
Por sorte Urubu não comentou nada com Emmett e nem comigo, pelos dois dias que tivemos que viajar para fazer um trabalho para a gangue.
Agora de volta, eu não parava de pensar naquela garota, e com Emmett aqui era a minha chance de descobrir algo.
– Sim. Foi rápido o que eu tinha que fazer. – falei sondando, como eu poderia iniciar o assunto.
– A mamãe não te encheu quando chegou em casa? Ela tava puta com você por ter ido. – disse sentando em sua cama e retirando os tênis.
– Ela ainda não me viu. – respondi.
Meu irmão fez uma careta, e eu revirei os olhos.
– Então?... Naquele dia na faculdade... eu vi você saindo com suas colegas, e... a garota que você gosta não estava lá não é? – joguei pra ver se ele falava.
– Não. Ela não estava. – disse desanimado e monossílabo.
Droga! Meu irmão sempre foi de poucas palavras.
– É... eu até fiquei meio confuso, pois vi uma garota de cabelos longos na cor chocolate e pensei se não era ela... só que aí ela teria que ter mudado o cabelo. – tentei de outra forma.
Eu sabia que não era a garota que o Emmett era afim. Eu já a tinha visto.
Ele riu.
– Não... aquela é a Bella. – disse.
Bella.
Este era seu nome.
– Bella? – eu queria saber mais.
– A Isabella minha colega... eu falei dela pra você e a mamãe outro dia. – disse.
Tentei lembrar-me do que ele tinha falado, mas eu não me lembrava.
– Não lembro. – disse.
Hum... mais informações Emmett. Mais...
– Você e ela... Talvez... – deixei no ar.
Ele rolou os olhos.
– Ela tem namorado. Eu já tinha dito isso a você. – explicou.
Ah... namorado. É claro que uma garota daquelas teria um namorado. E o que eu estava pensado? Pensando que tinha uma chance? É claro que não. Ela seria apenas a minha musa. Eu nem queria nada com ela... foi só a surpresa de saber que ela realmente existia. Esse negocio de alma gêmea eu já tinha deixado pra trás há bastante tempo.
***
San segurava o corpo do imbecil e David segurava sua cabeça, a espera do meu comando.
– Afoga de novo. – falei frio.
Eles mergulharam a cabeça do infeliz no barril cheio de água. Segundos depois ordenei.
– Tirem. – eles o fizeram.
O homem tentou recuperar o fôlego cuspindo água por todo lado.
Esperei ele se recuperar e o olhei firme.
– Deu pra entender Peter? Quem manda aqui sou eu. E se você não andar na linha nós o colocamos nela. – falei.
Ele tinha os olhos presos em mim.
– David. Rodriguez. Peguem o carro e levem-no até um lugar deserto e solte-o. Vamos o deixar fazer uma boa caminhada até em casa, pra ele pensar nas suas ações. –digo.
David e Rodriguez saem com Peter.
– Foi uma boa chefe? Soltar este trapaceiro? – San perguntou.
– Ele vai voltar pra gangue do James. – Urubu disse.
– Estou contando com isso. – falei – Quero que fiquem de olho nele.
Esse merdinha se achava esperto demais, mas eu era mais. Ele que ficasse ligado.
Eu e Urubu saímos do deposito.
– Amanhã tem festa aqui no salão, e Aro me ligou dizendo que a carga que ele se referia, na semana passada, vem junto com a entrega das bebidas. Organize tudo para que não levante suspeita. Você já sabe. - falo a ele que entende.
– Certo chefe. – diz.
Eu reviro os olhos.
– Vai ter festinha hoje? – pergunta malicioso.
Eu rio.
– Não. Vou pra casa... saudade da família. Nath e Lauren me divertiram bem ontem a noite, já estou bem, e não preciso que você seja meu cupido. Ou cafetão. – digo e ele ri.
– Fico satisfeito que você tenha gastado energia... andava tão estranho. – comenta.
– Estranho? Como assim? – pergunto.
– Sei lá. Desde aquela viagem na semana passada. Depois que fomos à faculdade do Emmett... não sei... você estava meio fora do ar e aí começou a escrever aqueles poemas de novo... e olha não estou criticando... até acho legal, mas sei lá você estava muito esquisito.
– Você está vendo coisas onde não há. – desconverso.
– Edward... falando serio agora... é legal você se divertir com as garotas do Cullen e tal,– revirou os olhos – mas... você sabe... não é só por que está na gangue que não pode ter uma namorada... uma companheira. – diz me olhando serio.
Não gosto deste assunto. Deixa-me desconfortável. Não preciso de uma namorada. Não preciso de mais complicações.
– E deixar mais uma pessoa exposta aos meus inimigos? Não, obrigada. – respondo. – Está perfeito assim.
Nath e Lauren não me incomodam. Temos sexo, e é só. E elas entendem e não me amolam então está ótimo.
Nenhuma garota vale o esforço e preocupação. Nenhuma. Nem a garota do desenho.
Sigo pra casa da minha mãe e a encontro cozinhando. Ela sorri feliz a me ver.
– Olha só quem dá o ar da graça. – diz sorrindo.
– Oi mãe. – dou um beijo no rosto dela.
– Oi filho. Que bom que veio, estou fazendo a massa que adora. – diz.
– Hum... que maravilha. Cadê os meninos? – pergunto pelos meus irmãos menores.
– Estão no quarto deles brincando com aquele brinquedo que você deu a eles. Não largam mais aquilo.
Eu ri. Tinha comprado uma pista de autorama para os meus irmãos, mas só agora é que eles aproveitaram, pois eu e Emmett quase que não deixamos eles brincarem. Duas crianças grandes. Sorrio.
– E Emmett? – pergunto.
– Está no quarto fazendo um trabalho pra faculdade. – responde.
– Vou lá falar com ele. – digo tirando a jaqueta e colocando no encosto da cadeira.
– Não demora muito filho. O jantar está quase pronto. – diz.
– Pode deixar mãe.
Subo as escadas, espiando o quarto dos meus irmãos, e vejo que estão concentrados no brinquedo. Sorrio e vou em direção ao meu quarto e de Emmett. Quando entro percebo que ele está no celular em uma ligação. Dou um tapa na sua cabeça e me deito na minha cama.
– Jasper eu já te disse... o que você tem que fazer. Diga a Bella o que sente. – ele diz e na mesma hora tem minha atenção.
Tento disfarçar e pego um livro fingindo ler. Mas estou de olho nele e no que diz.
– Ela não tem como adivinhar não é? – ele diz. Porra! Podia ser um pouco mais claro.
– Ela tem namorado você sabe não sabe? – pergunta ao cara, que pelo que entendi, está arrastando uma asa pra minha boneca... quer dizer minha musa.
– Ok a gente conversa na faculdade amanhã. Tchau – ele desliga e me olha.
Escondo o rosto atrás do livro.
– Oi. – diz.
– E ai? Atendendo de conselheiro sentimental? – brinco escondendo minhas intenções.
Emmett ri.
– Pois é... não consigo nem resolver os meus problemas quem dirá o dos outros... – ele ri, e eu espero que ele continue falando - ...esse amigo ficou com aquela amiga que te falei... a Bella e agora está apaixonado. Bom, mas deixa isso pra lá que você nem está interessado nisso. – fala.
Você nem imagina meu interesse Emmett. Nem imagina.
– Vou tomar um banho rápido que o jantar já deve estar pronto. – ele diz saindo do quarto.
De repente fico com raiva. Então a boneca ficou com outro cara... e ela tem namorado. Era só o que faltava ficar obcecado por esta garota que é... mais uma vadia como estas riquinhas que frequentavam a faculdade.
Era isso, a boneca não tinha nada de especial... era como umas dessas garotas qualquer. Isso era até bom. Um cara como eu... bad boy... chefe de gangue suspirando por uma musa. Eu tinha era que voltar a ser o Edward bad boy, frio e objetivo. Só assim conseguiria passar por tudo o que ainda teria que passar.
Pulei da cama, decidido a não pensar mais naquela garota.
***
Nos meses seguintes consegui quase não pensar muito na garota. Quase. Pois ora ou outra eu me lembrava dela, e agindo como um maricas, não rasguei aquele maldito desenho.
Também a vi algumas vezes na faculdade. Eu tentava evitar, mas quando dava por mim estava embasbacado olhando-a dos pés a cabeça. Por sorte ninguém percebia a não ser por uma pessoa. Urubu.
Como de costume, eu esperava por Emmett na saída da faculdade. Ele ainda não havia saído. Porem vários alunos sim e entre eles estava ela. Meu tormento pessoal.
Isabella conversava com umas garotas. Desde que comecei a observa-la notei vários de seus trejeitos. O modo como colocava o cabelo atrás da orelha, ou a forma como mordia o lábio. E quando corava? Era linda. Ela era sexy e parecia nem se dar conta disso. Mas como? Se ela era o tipo de garota que ficava com todos.
– Edward! – Urubu grita no meu ouvido. Eu olho para ele de cara feia.
– Está maluco? Por que está gritando?- pergunto.
– Simples. Eu estou aqui falando e você está aí, hipnotizado olhando para aquela colega do Emmett. – diz.
– Eu? Olhando... pra quem? Você está é doido.
– O que?! Acha que sou burro? Está quase escorrendo baba ai no seu queixo. – brinca, mas não gosto de sua brincadeira.
Essa foi um das vezes que Urubu me pegou olhando para ela. Não foi a única vez. Ele me conhecia bem, e sabia que eu ficava diferente quando íamos a faculdade.
***
– Para de mexer no rádio Urubu! – falei irritado. Ele já tinha trocado de estação umas mil vezes.
Ele bufou.
– Qual é, to de saco cheio de ficar aqui esperando. Não podemos esperar o Emmett lá na sua casa? – perguntou.
Respirei fundo. Até poderíamos se eu não estivesse evitando encontrar minha mãe. Desde nossa ultima discussão não havíamos nos falado.
– Não. Preciso saber se está tudo bem em casa. Se não está faltando nada aos meninos. – respondi.
Olhei para o estacionamento da faculdade tentando encontrar Emmett.
– É isso mesmo ou... – meu amigo que às vezes eu sentia vontade de matar parou o que ia dizer.
– Ou o que? – falei já sem paciência.
– Ah qual é Edward acho que engana quem? Eu vejo o jeito que você olha para a colega do Emmett. Acho que o nome dela é Isabella.
– Cala boca! Você não sabe de nada. – falei irritado.
Será que estava assim tão na cara o quanto aquela garota mexe comigo?
– Vou atrás do Emmett e você fica aí. Não quero mais ouvir essas merdas. – abro a porta do carro e saio.
– Hey Edward! – Urubu grita. – Hey cara desculpe! Eu não queria te chatear.
Não dou bola para o que ele diz e ando no estacionamento a procura do Emmett. Logo o vejo. Ele está com as colegas, e é claro que ela está junto. Paro sem me aproximar.
Emmett me vê e fala com as garotas e todas me olham com interesse até mesmo ela. Seus olhos chocolates me avaliam, não com interesse apenas curiosos. Desvio o olhar. Não quero olhar pra ela. E quero ao mesmo tempo. Isto é tão confuso.
Emmett logo chega e coversamos rapidamente. Volto por carro mais irritado do que estava. Não gosto de me sentir assim por conta de uma garota. Ainda mais ela. A boneca.
Semanas se passam e eu continuo minha vida até aquele dia. Um dia normal. Que se iniciou da forma como todos os outros.
Eu havia ido a faculdade. Fui de moto desta vez. Era o primeiro dia de aula após as férias, e no estacionamento da faculdade, quando Emmett vem falar comigo a vejo novamente, depois de meses. Ela me olha de forma diferente desta vez. Ajo como sempre tentado ignorar, e ignorar o que ocorre em meu ser quando ponho meus olhos sobre ela.
Volto para o subúrbio me remoendo por deixar que uma simples garota me afete tanto.
No dia seguinte faço meu trabalho como sempre até a ligação de Emmett.
– E ai cabeça de vento? – brinco com ele.
– Edward? Sou eu. Olha só. Acha que dá rolo se eu levar alguns amigos a festa hoje à noite? – ele pergunta.
Fico mudo por um tempo. Amigos? Que amigos? E... ela estaria entre eles?
– O que eles querem aqui? – finalmente falo.
– Bom eles querem conhecer. – diz.
Enrijeço o corpo.
– Não acho isso uma boa. Um bando de riquinhos numa festa no subúrbio? Não sei não.
Mas não penso apenas nisso. Não a quero na minha área. Não só por ser perigoso, mas por que não sei o que poderia fazer com ela assim... tão próxima.
– Não vai dar confusão eu prometo. Eles são legais. - diz mais baixo.
– Edward? – Urubu me chama. – A carga já chegou. – diz.
– Tenho algo pra resolver aqui. Vou pensar nisso e depois te ligo. - digo a ele.
– Certo. Espero teu retorno. Tchau mano. – desliga.
Passo a mão por meus cabelos. Não sei o que devo fazer. Não os quero aqui, mas eles são amigos de Emmett. Não posso fazer isso com seus amigos e Emmett sabe que sou eu que decido se eles podem ou não vir.
– O que foi? – Urubu pergunta.
– Emmett que trazer uns amigos pra festa de hoje.
– Hum... e o que você acha sobre isso?
– Não gosto da ideia desses metidinhos aqui, mas não posso fazer isso com Emmett. São amigos dele da faculdade e parece que o tratam bem.
Urubu me olha firme.
– Aquela garota deve vir com eles... você pode aproveitar e falar com ela. – diz.
O sangue sobe.
– E você deve parar de falar merda e ir fazer o seu dever. – digo e saio puto com a insinuação dele.
***
Eu estava parecendo uma mulherzinha com ataque de nervosismo. Só porque os amigos do Emmett estavam vindo para a festa. Na verdade não era apenas por isso, mas eu me escondia atrás disso pra não pensar na verdadeira razão.
Autorizei Emmett a trazer seus amigos e tomei algumas providências para que nada acontecesse a eles. Porra! Agora eu tinha que dar proteção a esses riquinhos. Mas eram amigos do meu irmão, e eu não queria magoa-lo.
Deixei meu pessoal mais atento possível para qualquer aproximação de gangues rivais. Nada podia dar errado. Se acontecesse algo com eles aqui, teríamos sérios problemas.
Emmett e alguns membros da gangue, de minha confiança, fariam a escolta deles até o deposito.
Estou no meu quarto, no deposito, escutando a musica da festa que já está animada quando Urubu entra.
– Shane avisou que já está com eles. Logo estão chegando. – diz.
Eu concordo de cabeça.
– Vai ficar escondido aqui? – pergunta.
– Por que mamãe? Quer que eu dance com você na festa? – pergunto sarcástico.
– Todo este mau humor é por conta da tal Isabella é?
Fecho os olhos pra não mandar meu amigo de infância para um lugar não muito agradável.
– Se voce é a fim dela é só... chegar...
Ele não termina de falar, pois o olho furioso. Ele me conhece sabe quando estou bravo.
– Não. Se. Meta. – falo com raiva.
– Eu só queria ajudar. – diz calmo. Ele não tem medo de mim.
– Sabe o que tem que fazer Urubu? Parar de ficar sendo minha babá e cuidar de resolver a sua vida. Fica falando o que eu tenho que fazer e morre de medo de ir falar com a Elisa. – acerto seu ponto fraco.
Ele se vira pra sair.
– Quando melhorar este seu humor estamos na mesa de sempre. A Nath e a Lauren já estão lá. E a Vick veio hoje também, para o caso de você precisar de uma mulher diferente. – diz e sai.
Fico ali por um tempo. Emmett entra no meu quarto.
– Oi mano. – diz.
– Oi. – digo.
– Já estou com meus amigos ai. – diz animado. – Só vim avisar que está tudo certo. Eles estão gostando.
– Aproveite a festa e peça a eles pra se comportarem ok? – falo.
– Claro. Pode deixar. Valeu Edward por deixá-los vir. – ele agradece.
– Tudo bem. – digo.
– Vai ficar aqui? Não vem pra festa?- pergunta.
– Hum... estou esperando uma ligação. – minto. – Mas logo eu desço.
– Certo. Vou lá.
Ele sorri e sai.
Mais tempo se passa, e eu sei que me esconder não é o melhor. E porra estou com medo de que? De uma garota?
Desço decidido a fazer o que sempre faço nestas festas. Chego a minha mesa, e meu lugar está vago a minha espera.
San, David, Urubu, Nath, Laurem e Vick estão ali. San coloca uma cerveja a minha frente.
– Obrigado. – agradeço. – E a Deryn não vem hoje San? – pergunto por sua noiva. Ele era um dos únicos que tinha um compromisso serio.
– Ela foi à cidade vizinha visitar a irmã que teve bebê. – diz.
Bebo minha cerveja e uma mão feminina acaricia minha coxa. Ao seguir a mão vejo Vick sorrindo. Ela era uma ruiva muito atraente e que às vezes me fazia companhia.
– Olá chefe. – diz sedutora.
Quando penso em falar sou atraído para uma pessoa na pista de dança. Cabelos na cor chocolates são jogados de um lado o outro. É ela. Que dança com um cara moreno. Eles dançam bem.
Não consigo fazer outra coisa a não ser olhar. Ela está se divertindo. De novo a raiva se apossa de mim. Ela está agarrada com um dos seus admiradores. Sei quem ele é. Como o obcecado que sou sei tudo sobre esta garota.
Há alguns meses, Emmett estava ao telefone novamente com o tal merdinha de nome Jasper, que estava novamente falando sobre a boneca. Eles falavam sobre ela estar com este cara com quem ela dançava agora. E o tal Jasper não se conformava. E ela ainda tinha namorado.
Eu não entendia. Pois ela tinha um jeito tão inocente que não parecia essas garotas que iam com todos os caras. Mas ela era. Não me surpreenderia se logo Emmett fosse o próximo. Aperto os punhos em ódio por este pensamento.
Na pista de dança, a boneca olha pra mim. Ela desvia o olhar constrangida, mas volta a olhar até que desvia novamente. E parece que para confirmar minhas suspeitas Emmett a pega em seus braços e os dois começam a dançar. Mais raiva eu sinto.
Na minha cabeça só uma coisa a fazer. Provar que esta garota não é realmente nada especial. E é isso que vou fazer. Agora.
Levanto-me e Urubu percebe minha intenção. Ando em direção a eles na pista e ainda ouço Emmett falando a ela:
– Você dança muito bem Bella. – Emmett diz – Dá de dez em muita menina que cresceu dançando salsa.
Ela sorri para ele.
– Obrigado.
Ela diz e pela primeira vez ouço sua voz. Linda como ela toda. Desvio deste pensamento. Não foi com esta intenção que vim até aqui.
– Meu irmão tem razão. – digo os pegando de surpresa. – Dança maravilhosamente bem. E quem sabe gostaria de dividir seus conhecimentos comigo.
Pela primeira vez estamos muito próximos. Ela abre aqueles olhos lindos em surpresa me olhando.
– Edward, por favor... – Emmett diz serio.
Será que ele realmente a quer?
– Qual é Emmett? É só uma dança. Sua amiga não vai se importar. Aceita dançar comigo Isabella? – pergunto fingindo ser algo inocente.
Ela parece sem saber o que dizer. Mas aceita.
– Claro. – diz a boneca.
Emmett me olha de forma dura e finjo não perceber. Minha mão vai para a cintura fina dela. Respiro fundo, tomado por sensações que não me são normais.
Uma musica sensual começa a tocar e nos movemos ao ritmo dela. Eu aproveito a oportunidade para olha-la mais de perto. É ainda mais bonita, assim tão próxima a mim.
Ela parece nervosa. Será que eu a afeto? Por que não posso negar que mesmo não querendo ela me afeta.
– Eu sou Bella. – ela diz.
– Eu sei quem você é. – digo de forma rude. O que essa garota faz comigo me tira do prumo. - Onde aprendeu a dançar assim? – pergunto em tom mais brando.
– Er... Foi Jake... meu amigo, ele me ensinou. – diz com a voz vacilante.
Tenho vontade de sorrir. Eu a afeto sim. Ou a amedronto.
Em um movimento me coloco as costas dela. Seu cheiro então me atinge. Enlouquece-me. Algo a mais para essa garota ter poder sobre mim. Inclino-me perto do seu pescoço para sentir mais seu perfume. Algo como morangos silvestres. Um cheiro selvagem. E é assim que me sinto em relação a ela. Selvagem.
– Você é muito bonita. – digo antes que consiga prender as palavras em minha boca.
– O-obrigado. – diz de forma tímida.
Mas ela não é tímida. É uma garota que tem namorado e que fica com todos. Lembrar disso me trás ao meu propósito.
– Eu quero te beijar. – digo.
– Não sei se é uma boa. – ela diz.
Hum... se fazendo de difícil.
– Medrosa. – rio.
Continuamos dançando por um tempo. Colados. E eu cada vez mais perdido no cheiro, no jeito dela.
– Não vou transar com você.
Ela diz de repente e não consigo segurar uma gargalhada. Acho que foi mais de nervoso e surpresa do que outra coisa.
Ela é tão linda e me enfeitiça, e não quero isso. Tenho que me afastar. Recuperar o controle.
– Não pedi isso boneca. Somente um beijo, mas acho que tem razão. Não seria uma boa. – digo e saio a deixando na pista de dança.
Estou voltando para a minha mesa quando Emmett para a minha frente.
– O que está fazendo? – pergunta e o conheço, está bravo.
– O que?! – pergunto. – Não fiz nada de mal. Só dancei com sua amiga.
– Você prometeu Edward. – ele me lembra.
– Eu sei. E nestes quase dois anos não mantive minha promessa? Relaxa. Foi só uma dança.
– Nunca é só uma dança pra você Edward. – diz desconfiado.
– Emmett não quero nada com a sua amiga ok. Só quis fazer um pouco de ciúmes pra Vick que está aqui hoje e não me deu bola. – minto.
Ele continua me olhando desconfiado, mas vai em direção a mesa em que estão seus amigos.
Chego a minha mesa e pego Vick pela mão e a levo para a pista de dança. Não quero dançar com ela, mas preciso que Emmett me veja com ela para que pare de desconfiar.
Vejo Emmett me olhando enquanto seguro o corpo de Vick bem junto a mim. Os amigos de dele estão todos a mesa e vejo ela, Isabella me olhando dançar. Danço com Vick de forma muito sensual. Acho que estamos dando um show e olho para Isabella que me observa e sorrio. Ela vira o rosto.
***
Estou na rua, em frente ao deposito tomando um pouco de ar. A festa ainda rola lá dentro, mas eu precisava me afastar. Fico remoendo na minha mente todos os momentos que dancei com ela, e indignado por estar pensando nisso, decido retornar.
Antes de entrar vejo a loira que Emmett gosta e o cara loiro que agora sei se tratar de Jasper o tal que gosta da Isabella, num canto. Os dois estão fumando e não é cigarro o que fumam, eles riem.
Não é minha função dizer o que é certo ou não. Só espero que não aprontem nada aqui. E que Emmett abra os olhos em relação a loira. Ela não é a mulher certa pra ele. Assim como eu abro meu olhos em relação a boneca. É disso que ela gosta? Desse tipo de homem? Que se chapa? De riquinhos metidos a besta que vem ao subúrbio para consumir drogas? Bom se ela é esse tipo de garota com certeza não é nada mais que todas as outras que já vi por ai.
Ao entrar no salão vejo Isabella indo em direção aos banheiros, e antes que possa pensar vou atrás dela e a pego pelo braço a empurrando contra a parede.
Sinto o corpo dela tenso. Não era minha intenção assusta-la.
– Oi boneca. – digo. E só então percebo que a chamo de boneca.
Sinto-a mais calma.
– Edward você me assustou. – ela diz.
– Acho que mudei de ideia. – digo.
A decisão rapidamente se formando em minha mente. Preciso exorcizar esta mulher e só há uma forma de fazer isso. Provando que ela não é especial
– O que?!Desculpe-me não entendi. – diz confusa.
– Sobre o beijo. – olho sua boca – Mudei de ideia e vou beijar você.
Aproximei-me e chupei seu lábio inferior. Nós dois de olhos abertos. Quente foi pouco o que houve entre nós. A agarrei e a beijei como nunca fiz com uma mulher antes.
Eu estava enlouquecido por esta mulher porra! Eu a queria e ela me queria também.
Sua língua envolta na minha, seu corpo respondendo ao meu. Era tudo intenso.
Então me lembrei do por que a estar beijando e me afastei dela. Ela abriu os olhos em chamas e sem entender o porquê de meu afastamento.
– Você está louca pra trepar, não é? – falei debochado – Mas isso, eu vou deixar pra um dos seus amiguinhos resolverem. Tchau boneca.
Exorcizada. Era isso, ela estava exorcizada em minha mente, e eu não iria mais pensar nesta garota.
Continua...
Então? gostando do POV do Bad Boy?
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SPOILER

Apertei minhas mãos em punho quando ela sorriu pra ele, de novo. Agora chega!
- Urubu?! Vamos! o chamei.
Eu já estava em pé. Teria uma conversinha com meu amigo.
Eles conversaram e só pra me irritar ele pegou a mão dela e beijou. De onde ele tirou isso? Estava vendo filmes dos anos 20? Aquele jumento?
Quando ele veio até mim eu saí andando sem olhar pra trás, e ele sabia que devia me acompanhar sem dar um pio.
Segui direto para meu quarto, ali mesmo no deposito. Entrei e fechei a porta quando ele passou. Ele se atirou no sofá que ali havia. Eu fiquei ali em pé tentando lembrar que ele era o meu amigo desde a infância, mas estava bem difícil, eu queria acertar ele.
- O que tá pegando chefe? perguntou despreocupado o que me deu ainda mais raiva.
- Que palhaçada foi aquela? perguntei tentando me controlar.
- O que? Que palhaçada? se fingiu de inocente.
- Não me irrite mais Urubu. avisei. Por que diabos você foi dançar com a Isabella?
- Por que ela me convidou. respondeu.
Passei a mão nos meus cabelos tentando me acalmar.
- Sabe... ela é linda, cheirosa, simpática, e ela me deu o telefone dela e nós vamos sair qualquer dia desses.
Bom aí qualquer coisa que eu havia feito pra me acalmar foi para o espaço e parti pra cima dele o pegando pelo pescoço. Mesmo ele sendo bem maior que eu, ele não fez nenhum movimento de reação, e com a raiva que eu estava não iria adiantar mesmo.
- Você não vai sair com ela! Entendeu? perguntei sacudindo-o, então ele começou a rir, gargalhar na verdade.
Confuso, quase o soltei por isso, mas eu estava com muita raiva.
- Do que você está rindo? perguntei entre dentes.
- De você. respondeu. Você gosta dela. disse.
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