FANFIC CORAÇÃO INDOMAVEL - CAPITULO 39

Ola Girafinhas do Bad Boy! Opa! 
Eu quis dizer Amantes do Bad Boy kkkkk

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência


Capítulo 39
Edward
Os carros passavam rápidos pela pista. David estava em segundo lugar já. Era questão de tempo pra ele ultrapassar e ser o primeiro. Ele era bom. Não era a toa que ele era nosso motorista.
– Nossa! O David está arrasando hoje. – Urubu comentou.
No subúrbio havia uma pista de cart. Este era nosso passatempo quando as coisas na gangue estavam mais calmas. Então nosso melhor motorista nos fazia ganhar uma grana quando apostávamos.
O único problema de vir aqui era que o local era neutro, ou seja, outras gangues apareciam também. É claro que não nos envolvíamos em confusão. Os vários carros da policia nos impediam de fazer isso. Os policiais eram fãs do esporte, e muitas vezes até participavam das competições. Mas mesmo assim, não me sentia confortável quando outra gangue aparecia. Era o que ocorria agora quando vejo James e alguns de seus comparsas a alguns metros de distancia.
Fico olhando pra eles me esquecendo da corrida. Urubu e San que me acompanham percebem o que estou olhando.
– Merda! O que fazem aqui? – Urubu rosna.
– O mesmo que nós provavelmente. – respondo.
Percebo que há duas pessoas com eles que não se encaixam no tipo de gente que costuma rodear James e sua gangue.
– Quem é aqueles dois que estão com James? – pergunto.
Urubu é quem responde.
– São dois universitários. Já os vi com eles outras vezes. É um tal de Josh e a namorada dele Kate, parece que é esse o nome da garota. – ele explica.
Meus olhos vão para a garota. Ela é loira. Bonita. Nunca a vi, mas me parece com alguém.
– Ele está aliciando universitários agora? – pergunto sarcástico.
– Não sei chefe. – San responde – Mas pelo que sei, este mauricinho aí é bem problemático. Já esteve metido em varias confusões.
– E a garota? – pergunto.
– Não sabemos nada de mais. É apenas a namorada dele.
Balanço a cabeça. Qual namorado traz a namorada para o meio de uma gangue? Só um traste mesmo.
Os gritos de Urubu fazem meus olhos voltarem para a corrida. David acaba de ultrapassar e se torna o líder.
***
– Você foi ótimo David. – elogio quando estamos voltando para o carro. Ele acabara de ganhar a corrida.
– Obrigado chefe. – diz.
– Me fez ganhar duzentos dólares. – Urubu diz e nós rimos.
De repente alguém tromba em mim e cai no chão a minha frente. É uma garota.
– Me desculpe. – ela diz.
Ajudo se levantar, e quando vejo, é a garota que estava com James e o namorado. Ela tem os olhos vermelhos. Estava chorando ou chapada. Devido as circunstâncias acredito na segunda hipótese.
– Tenha cuidado moça. – digo a sustentando pelo braço.
– Ora! Edward Cullen...- uma voz diz. Conheço-a bem. É James. - Quanto tempo? E sua linda tribo juntamente com seu cãozinho de guarda. – diz debochado se referindo a Urubu.
Ele e o tal namorado da moça estão parados próximos. Os dois me encaram. Percebo meus homens em posição de alerta. Olho para Urubu para que ele não faça nada.
– James. – digo. E solto o braço da moça que vai para o lado do namorado agarrando seu braço.
– Ela caiu. – digo explicando ao namorado, não que eu deva uma explicação. – Cuide melhor da sua namorada.
O tal Josh me olha com animosidade.
Afastamo-nos e vamos para o carro.
– Um dia ainda vou dar um soco na cara desse idiota. – Urubu diz.
Olho pra ele, e sei que no fundo deve ser difícil pra ele. Ver James. E ser tratado desta forma.
***
Olho pra Emmett. Não gosto de suas palavras. Consegui passar a semana quase sem pensar nela e agora ele me diz que eles irão voltar pra festa de hoje.
– Por que eles insistem em vir aqui? – pergunto realmente sem entender.
Emmett me olha atravessado.
– Não deu problema da última vez. – diz.
Eu reviro os olhos.
– Certo. Eu também preferia que eles não viessem. Mas são meus amigos. Não vai dar rolo. E você não vai dançar com nenhuma amiga minha. Não vai dançar com a Bella. – diz firme.
Travo o maxilar. Não quero dançar com ela. Não quero nada com aquela garota.
– É claro que não. Não se preocupe Emmett não quero nada com a sua amiguinha além do mais, ela não faz meu tipo... – digo acreditando ser verdade -...e tem namorado não é? – pergunto o óbvio.
Emmett me olha.
– Ela não tem namorado. – diz.
Engulo em seco.
Ela não tem namorado.
As palavras de Emmett se fixam em minha mente. Não importa, penso. Ela não tem mais namorado agora, mas quando ficou com os amiguinhos dela ela ainda era comprometida, ou seja, ela não é especial e pronto. Já a exorcizei quando a beijei. Já a exorcizei quando senti seu gosto único... quando...
Não quero pensar nisso. Levanto-me de minha cama na casa de minha mãe.
– Vamos dar uma volta? – o convido. – Beber uma cerveja. Está quente. – digo.
– Não posso, daqui a pouco eles estão chegando. – ele responde.
– Certo. Eu vou dar uma volta.
Saio de casa e dirijo pelas ruas do subúrbio. Já era a hora da festa. Eu devia estar lá, mas por mim eu não iria. Não quer cair em tentação não é? Minha mente me denuncia. Balanço a cabeça descrente não acredito que possa estar fugindo daquela garota, de novo.
No meu celular tem varias chamadas. Urubu, David, Lauren. Todos querendo saber por que não estou na festa. Decido voltar.
Ao entrar na festa, no caminho para a mesa em que costumo ficar, a vejo. Não posso evitar passar a seu lado.
Esta tão linda.
A boneca.
Ela não é especial. Ela não é especial.
A ignoro completamente. E percebo sua expressão chocada.
Vou direto para a minha mesa e Nath senta-se no meu colo. Não me importo preciso de uma distração.
Percebo o olhar furioso dela. Ela fica ainda mais bonita assim. Porra!
Tento prestar atenção a conversa do pessoal na mesa, mas aquele corpo, e cabelos balançando pra lá e pra cá, dançando ao som da musica quente na pista de dança, não me deixa pensar em nada a não ser que eu queria estar no lugar daquele riquinho loiro. Então meu corpo fica tenso quando percebo que loiro está tentando algo com ela. Bem ali na minha frente. Não sei se sinto alivio ou confusão quando ela nega a ele um beijo. Mas ela não ficava com todos? Por que não o quer? Até a mim ela beijou na semana passada?
Essa garota me confunde. Desestabiliza-me. Alucina-me.
Não me sinto o mesmo quando ela está por perto. E não posso me sentir assim.
Ela continua dançando com loiro que agora parece se comportar. Se ele forçasse a barra iria sentir a força é do meu punho, isso sim.
Então outra coisa me chama a atenção. Emmett e a loira que peguei na outra noite se drogando, aos beijos na pista de dança. Quero ficar feliz por ele, pois ele gosta dela, mas não acho que ela seja a mulher certa pra ele. Ainda mais depois do que vi. Ela é chave de cadeia e pode arruinar o futuro do meu irmão. Não vou deixar isso acontecer.
Saio da mesa quando vejo Isabella andando, como na outra semana, em direção aos banheiros.
Dentro da minha cabeça, eu queria avisá-la sobre sua amiga loira, mas não sei se no fundo só queria uma desculpa para falar com ela.
Parei no seu caminho. Ela me encarou desafiadora. Ah não faz isso boneca!
– Sua turminha de riquinhos não tem mais nada que fazer do que ficar vindo a festas no subúrbio não? – perguntei.
– Você é o dono do subúrbio por acaso? – respondeu petulante.
Ah ela queria me provocar?! Eu adoro este jogo, boneca.
Aproximei-me dela. Ela recuou. Tive vontade de sorrir.
– Não estava assim tão arisca na semana passada. – falei irônico.
Minha vontade era de beijá-la sem sentindo. Foquei-me no meu propósito.
– Olha aqui riquinha, diga para a piranha loira, que está grudada no Emmett, que se ela zoar com a cara dele, é comigo que ela vai ser ver. – falei serio.
Ela nada disse.
– Perdeu a língua boneca? – não resisti a chamá-la daquela forma.
Mas eu não esperava por suas palavras.
– Você é um imbecil. - disse.
Porra! Minha vontade era colocá-la em meus ombros e mostrar a ela quem era o imbecil.
Coloquei minha mão em seu pescoço e prendi contra a parede. Eu não queria machucá-la. Jamais faria isso. Nem sei por que fiz isso.
Mas a adrenalina que senti foi mesclada por outra coisa que vi em seus olhos. Luxuria? Ela estava excitada?
Quase perdi o foco ante esta revelação. Meu corpo responde ao dela e me sinto duro. Querendo como jamais quis uma mulher antes.
– Não me toque. – ela disse me olhando nos olhos.
– Não era isso que você queria na semana passada. Se não fosse por eu não querer eu teria te comido aqui contra esta parede. - falei arrogante.
Foco Edward! Foco. Afastei-me dela.
– Avise a piranha da sua amiguinha.
Falei e saí de lá o mais rápido que pude antes que fizesse uma besteira. Voltei para a mesa e fiquei ali tentando não pensar e não olhar para aquela garota.
Meus olhos quase saltaram do rosto quando a vejo vindo à direção da mesa onde estávamos, e parando entre nós.
Ela olhou para todos nós, e depois fixou seus olhos em Urubu
– Oi eu sou Bella. Você gostaria de dançar comigo?
Todos estavam boquiabertos com a coragem dela. Nem as pessoas que nos conheciam desde sempre chegavam a nossa mesa. A maioria tinha medo.
– É claro. – Urubu disse, não sem antes me direcionar um olhar.
Eles foram para a pista e começaram a dançar bem na minha frente. Eu não conseguia parar de olhar.
– Cara! – David riu. – Urubu se deu bem com a princesinha. – disse zoando.
Ela sorriu pra ele. O que era tão engraçado assim? Urubu era um saco, por que ela estava tão felizinha de estar dançando com ele? Será que ele seria o próximo na sua lista? Que deveria ser imensa. Fechei os olhos, furioso.
Na minha cabeça eu pensava em formas de matar meu melhor amigo. Eu iria arrancar as bolas dele e dar para os dois pitbulls que eu tinha no canil de um conhecido. Não. Eu iria passar com meu carro por cima dele e depois dar a ré e passar de novo. Ou arrastá-lo por todo o subúrbio pelo pé amarrado ao caminhão de lixo.
Apertei minhas mãos em punho quando ela sorriu pra ele, de novo. Agora chega!
– Urubu?! Vamos! – o chamei.
Eu já estava em pé. Teria uma conversinha com meu “amigo”.
Eles conversaram, e só pra me irritar ele pegou a mão dela e beijou. De onde ele tirou isso? Estava vendo filmes dos anos 20? Aquele jumento?
Quando ele veio até mim eu saí andando sem olhar pra trás, e ele sabia que devia me acompanhar sem dar um pio.
Segui direto para meu quarto, ali mesmo no deposito. Entrei e fechei a porta quando ele passou. Ele se atirou no sofá que ali havia. Eu fiquei ali em pé tentando lembrar que ele era o meu amigo desde a infância, mas estava bem difícil, eu queria acertar ele.
– O que tá pegando chefe? – perguntou despreocupado o que me deu ainda mais raiva.
– Que palhaçada foi aquela? – perguntei tentando me controlar.
– O que? Que palhaçada? – se fingiu de inocente.
– Não me irrite mais Urubu. – avisei. – Por que diabos você foi dançar com a Isabella?
– Por que ela me convidou. – respondeu.
Passei a mão nos meus cabelos tentando me acalmar.
– Sabe... ela é linda, cheirosa, simpática, e ela me deu o telefone dela e nós vamos sair qualquer dia desses.
Bom aí qualquer coisa que eu havia feito pra me acalmar foi para o espaço. Parti pra cima dele o pegando pelo pescoço. Mesmo ele sendo bem maior que eu, ele não fez nenhum movimento de reação, e com a raiva que eu estava não iria adiantar mesmo.
– Você não vai sair com ela! Entendeu? – perguntei sacudindo-o, então ele começou a rir, gargalhar na verdade.
Confuso, quase o soltei por isso, mas eu estava com muita raiva.
– Do que você está rindo? – perguntei entre dentes.
– De você. – respondeu. – Você gosta dela. – disse.
Soltei-o e me afastei indo até a janela.
– Eu estava brincando Edward. Ela não me deu o numero do telefone e nem vamos sair... – disse. – Eu só queria tirar a prova. Você gosta dela.
– Não... não gosto porcaria nenhuma.
– Ok. Quer negar tudo bem, mas pode fazer algo melhor e dar uma chance. – disse.
– Para com este papo de namorar de novo – digo já não com raiva dele, e sim de mim, por deixar esta garota me desestabilizar assim. Isso não é normal.
– Edward escute. Essa garota pode sei lá... não ser a sua alma gêmea...
Olho feio pra ele. Ele sabia que este assunto não é mais permitido entre nós. Desde que eu deixei de acreditar que isso fosse possível na minha vida.
– Mas pode ser algo bom, e se não for bom aí você passa por isso e tira ela do seu sistema.
– Quer o quê? Que eu tenha um caso com ela?- pergunto.
– Por que não?
– Não posso fazer isso. Eu prometi ao Emmett...
– Ele não precisa saber, e olha, acho que ela não diria nada também.
Fala convincente.
– Eu e aquela garota não temos nada a ver... –digo sem certeza alguma.
– Você quer enganar a mim ou a você mesmo?
– Desde quando virou psicólogo? – brinco.
– Edward é apenas uma ideia, você faz o que achar melhor.
Mais tarde aquela noite as palavras de Urubu não saiam da minha mente.
Ter um caso com ela? Com Isabella? Não acho que seria uma boa. Mas eu não podia negar que havia uma atração forte entre nós. Algo que eu nuca tinha vivido antes.
A forma como reagi louco de ciúmes é que me preocupava no momento.
Graças aos céus nas próximas duas semanas eu não vi, e nem ouvi falar em Isabella Swan. Com este tempo eu comecei a achar, que talvez, conseguisse viver em paz sem ter ela constantemente no meu pensamento.
Meu telefone toca e vejo que é meu irmão.
– Oi Emmett. – digo mudando os canais da TV.
– Edward... preciso de um favor seu.- pediu parecendo ansioso.
– O que foi?
– A mamãe teve que ir mais cedo para o trabalho e me deixou com os garotos, e eu preciso sair. Você pode vir e ficar com eles? – perguntou.
– Não vai dar Emmett tenho que ir me encontrar com... bom... com um pessoal da gangue. É do outro lado da cidade. – digo a ele.
Não quero dizer a ele sobre minhas reuniões com Aro. Quanto mais por fora das minhas coisas ele estiver mais seguro ele e minha família estarão.
– Droga!- ele esbraveja.
– O que foi? Por que tem que sair? – digo enquanto calço os tênis.
– A Bella está vindo pra cá. Temos um trabalho para fazer, e eu fiquei de buscá-la na entrada do subúrbio. – diz e eu quase deixo o celular cair.
– Vindo pra cá? Pro subúrbio?
– Sim. - ele diz.
– Não tinha outro lugar pra vocês fazerem este trabalho não?- pergunto irritado não sei se comigo, por já me sentir afetado apenas em ouvir seu nome, ou se por ela se colocar em perigo vindo para o subúrbio.
– Não. É um trabalho grande, e já fizemos entre uma aula e outra, mas não é suficiente. E como você sabe, preciso ficar com os meninos então o jeito foi ela vir aqui. – explicou.
Fico pensando numa forma de resolver isso. Não tem jeito. Só um.
– Certo. Eu vou esperar por ela e a levo até aí. – digo.
– Edward... – ouvi Emmett suspirar.
– Qual é Emmett? Acha que eu vou atacar sua amiga? Por favor, eu já falei e repito, não estou interessado nela. – falei exasperado.
A verdade era: eu não quero estar interessado nela.
– Além disso, vai ser mais rápido. Eu e o Urubu vamos passar lá e depois vamos para o nosso compromisso.
– Certo. – diz, e ele me explica onde seria o encontro deles.
Uma coisa me passa pela cabeça então. Será que ela e Emmett... não. Ele é louco pela loira. Mas e da parte dela? Se fosse... e daí? Não me importa.
Saí do deposito e encontrei Urubu no meu carro. Entrei no carro e ele dá a partida.
– Limpei essa lata velha que você chama de carro. – ele diz.
Não aceito sua provocação. Tenho coisas mais importantes a pensar.
– Vamos fazer uma parada antes de irmos a reunião com Aro. – digo.
Ele me olha de lado.
– Hum... onde? – pergunta.
– Na entrada do subúrbio... vamos buscar a colega do Emmett e levá-la até a casa da minha mãe. – explico.
– Hum... certo. Colega é? Qual colega?- pergunta curioso.
– Não sei. – minto - Ele só disse que precisava que a buscassem.
Não o quero pegando no meu pé. Chegamos ao local combinado e desço do carro me escorando no mesmo. A sensação de ansiedade me tomando, e quero me chutar por isso. Não muito depois um carro diferente do que há pelo subúrbio aparece, e eu sei que é ela. Ela estaciona ao lado a onde estamos e parece pensar antes de sair.
– Não sabe quem é a colega não é? -Urubu murmura irônico.
– Cala a boca. – digo baixo no momento que ela sai do carro.
Ela se aproxima e só o que sei fazer é olhá-la embasbacado. Ela poderia ser mais bonita?
– Oi. – diz.
Não respondo. Não acho que consiga apenas responder um simples oi. Talvez se eu abrisse a boca, eu diga o quanto ela é bonita, e que tenho sonhos eróticos com ela quase toda a noite.
A porta do carro se abre e o metido do Urubu se anima todo indo ao encontro dela.
– Oi Bella. – fala meu amigo intrometido.
– Oi Frank. – diz ela toda sorridente.
Vou acabar com esta porra logo.
– Urubu? Siga-nos com o carro, eu vou no carro dela.
– Certo chefe. – ele disse, e senti seu olhar malicioso sobre mim.
Eu me acerto com ele depois. Ignorei o olhar chocado de Isabella e entrei no seu carro, na direção é óbvio.
– Você não vai dirigir o meu carro. – ela diz ao lado da janela.
Eu sorrio.
– Isso é o que nós vamos ver. – digo – Eu não estou com pressa podemos ficar aqui a tarde toda.
Não é verdade. Tenho um compromisso, mas ela não precisa saber disso não é?
Ela não se dá conta de que eu conheço as ruas como a palma da minha mão e ela não? Será muito mais rápido e seguro.
Ela bufa, atira as chaves no meu colo e dá a volta entrando a batendo a porta com força. Está irritada e ainda mais linda. Tenho que resistir ao máximo minha vontade de puxá-la e beijá-la.
Sorri disfarçando meus pensamentos e arranco com o carro. Belo carro por sinal. Ela é riquinha. Não posso me esquecer disso. Nossos mundos são completamente diferentes.
– Posso saber por que você quer ficar aqui comigo no meu carro se claramente você não vai com a minha cara? – pergunta ainda brava.
Nem eu tenho resposta pra isto boneca. Resolvo provocar. É a melhor saída pra quando nem eu mesmo sei a resposta para seu questionamento.
– Sabe que fica linda bravinha, boneca?
– Vai me responder ou não?
– Eu não entendo o que uma riquinha como você gosta de fazer por aqui? – continuo minha provocação.
– Deve saber que estou aqui por que eu e Emmett temos que fazer um trabalho pra faculdade. – respondeu.
Seria isso mesmo?
– Hum... ou você está a fim do meu irmão... – falei.
– Não seja ridículo. Eu e Emmett somos amigos. Não que eu não o ache um gato, por que ele é, mas somos somente amigos.
Disse rápido, e parecia sincera.
– Pelo que sei, gente como vocês, fazem rodízios com amigos essas coisas.
Toquei no ponto que sempre me incomodava. Ela e seus ficantes. Quando a olho ela me olhou de uma forma... magoada talvez?
– Por que você gosta de me ofender? Não sou santa, mas não sou a vadia que você sempre sugere que eu sou.
Merda! Eu a ofendi? Essa porra da minha boca! Arrependimento se abateu sobre mim.
– Não tive a intenção de te ofender. – falei.
Ela não parecia acreditar em mim.
Estacionei a frente da casa de minha mãe.
– Chegamos. – alertei.
Sem pensar muito segurei seu braço antes que ela saísse. Sentir sua pele me fez respirar fundo, e me concentrar no que iria dizer.
– Sempre que precisar vir aqui, peça para Emmett ir encontrá-la na entrada. Nunca venha sozinha entendeu?-falei serio.
Ela não sabia que as coisas por aqui eram perigosas, não custava nada eu alertá-la.
– Por quê? – sussurrou.
– É perigoso. – respondi simplesmente.
– Obrigado pelo aviso, mas eu sei me cuidar.
Garota... teimosa do caralho!
– Se acontecer algo, depois não diz que eu não avisei.
Saí furioso do carro a deixando lá, e entrei no carro com Urubu. Ele demorou a arrancar.
– Vamos logo porra! Está esperando o que? Um convite? – falei irritado.
– Nossa! Que bicho te mordeu? Ou seria que gatinha te mordeu...
– Vai se ferrar Urubu!
***
– Então parece que vai ter casamento logo. – comentei olhando o rosto vermelho de San.
Estávamos no deposito. eu, ele e Shane organizando algumas coisas. San falava sobre sua noiva Deryn, e que pretendia casar-se com ela logo.
– Eu sou um cara de gangue, mas não tenho vergonha de dizer que a amo e que quero passar o resto da minha vida com ela. – disse olhando firme para nós. – Eu quero ter uma família, filhos, cachorro... essas coisas. – completou.
Eu assenti.
– Então é melhor você deixar a gangue. - Shane falou.
Era raro ele se manifestar. Era um cara de poucas palavras. Shane apareceu na gangue remanescente de outra gangue, e eu desconfiei dele. Mas ele provou seu valor quando numa emboscada ele salvou minha vida. Ele era mais velho que nós e parecia um homem sofrido.
– Por que diz isso? – San perguntou.
Shane ficou em silencio. Parecia querer dizer mais.
– Será mais seguro para aquela que você ama. - disse apenas.
San me olhou sem entender assim como eu. Havia mais por trás de suas palavras.
David entrou ofegante onde estávamos.
– Chefe. Um carro preto... do James foi visto em alta velocidade seguindo pela rua que vai para a casa da sua família.
Todos nos colocamos em alerta. James sabia que aqui era nossa área, que não podia andar por aqui.
– Há quanto tempo isso? – perguntei já saindo do deposito sendo seguido pelos três.
– Há cinco minutos.
Olhei e vi que meu carro não estava. Havia emprestado a Urubu, que iria levar sua mãe ao médico.
– Vamos no seu carro San. – falei.
Seguimos pelas ruas do subúrbio e de longe vimos o carro de James. Ele interrompeu a passagem de um carro na rua.
Pedi que San que encostasse um pouco longe, e nós esgueirando pelos becos do subúrbio, chegamos bem próximos de onde eles estavam. Meu coração quase parou quando reconheci o carro que ele havia interpelado. Não era um carro comum, e era um carro ao qual eu já dirigi. Era o carro de Isabella.
Mas que porra ela fazia sozinha aqui?
Eu tinha a alertado. Mulher teimosa!
Eu não tinha tempo de ficar bravo agora. Eu precisava tirá-la de perto de James o mais rápido possível.
– Você está a assustando Demetri. – escutei James dizer – Oi princesa. Olha só... Queremos apenas conversar. Por que não sai do carro, vai ser melhor. – disse tentado convencer ela – Eu quero te conhecer. Eu sou o James e você?
Aproximei-me sorrateiramente.
– Eu... Eu sou... – ouvi Isabella tentar dizer algo.
– Não interessa quem ela é. – falei duro.
James me olhou surpreso por não ter me visto surgir. Shane, San e David estavam as minhas costas, já preparados para qualquer coisa.
– Cullen?
– Dê o fora James, aqui não é a área de vocês, e sabe muito bem disso. – falei firme. Concentrado apenas nele, em qualquer movimento que pudesse fazer e que pudesse machucar Isabella.
– Você se acha demais não é Cullen? Mas uma hora dessas a sua banca vai acabar.
Sorri. Ele era sempre tão previsível. Era por isso que nunca seria um líder.
– Você fala demais e age de menos James. Se manda. Antes que eu mude de ideia.
Como sempre acontecia ele colocou o rabo entre as pernas e fugiu, mas eu sabia que um dia iríamos nos enfrentar de verdade. E que não ia acabar bem. Ainda bem que não foi hoje com Isabella tão próxima ao perigo.
Ao passo que eu sentia a adrenalina diminuir, minha raiva foi direcionado aquela linda criatura que me olhava assustada. Ótimo que ela estivesse assustada. Quem sabe assim pensaria melhor antes de fazer uma maluquice ao vir aqui sozinha.
Fui até o carro dela, e ela entendeu que eu iria dirigir. Furioso era o que eu estava.
– Edward... eu...
– Fica quieta! – a cortei – Não quero falar com você.
Ainda bem que ela entendeu o recado e ficou quieta.
Eu estava puto. Com raiva e com medo pelo que podia ter acontecido com ela.
Ao chegarmos a minha casa saltei apressado e chamei por Emmett que veio ao meu encontro assustado. Segui até a varanda.
–Bella... – Emmett falou surpreso.
– Avisa pra essa sua amiga de miolo mole que não entre no subúrbio sem que alguém a espere na entrada. Eu não sou babá de ninguém e na próxima vez vou deixar o James e sua gangue levar a princesinha. –falei rude olhando pra ela que baixou os olhos. Deve ter percebido a burrada que fez.
Saí de lá e fui caminhando até o deposito. E olha que era uma boa caminhada. Só assim mesmo pra eu me acalmar.
Assim que cheguei ao deposito fiz uma reunião com meus homens. Os alertei sobre James estar dando bandinha aqui pela nossa área. Que devíamos ficar de olhos bem abertos.
Um pouco depois minha mãe me ligou. Reconheci o numero da minha casa.
– Oi lindo. – disse e eu consegui sorrir um pouco.
– Oi mãe. Não devia estar no trabalho?- perguntei.
– Sim..., mas o Thomas está com febre e achei melhor não ir. – ela disse.
– Febre? O que ele tem? – perguntei já preocupado. – Por que não me avisou antes mãe?
– Calma Edward. Estou avisando agora. É só uma febre de criança. É normal. Liguei por que fiz um bolo, e quero que venha tomar um lanche com a gente. Tem uma moça aqui... – ela falou mais baixo – ...acho que é namorada do Emmett.
Fechei os olhos com força. Raiva me consumindo de novo.
– Ah é? Por que você acha isso?
– Bom ele nunca trouxe ninguém aqui, e ela é linda e doce. E eles se dão super bem. Não sei, pode ser só coisa da minha cabeça. Mas eu ficaria feliz se ela fosse namorada dele. Ele é tão sozinho, nunca namora assim como você...
Ia começar o assunto de novo.
– Mãe, por favor, não começa. - falei.
– Não tente fugir do assunto Edward. Acha certo ficar com estas garotas que fica? Não gosto disso filho, já basta essa maldita gangue.
– Mãe eu tenho que desligar. – tentei desviar do assunto que sempre que falávamos brigávamos.
– Não me dispense Edward Cullen! Eu sou sua mãe! – disse brava. – Quero você aqui em meia hora que é quando vou servir o lanche. E acho bom vir. Até mais. – ela desligou.
Sem alternativa resolvi ir a minha casa. Quando lá chego, encontro todos a mesa e a primeira pessoa que vejo, é ela.
Tento ignora-la como sempre faço perguntando sobre Thomas. Recebo a noticia que ele está melhor, e que dorme. Minha mãe é uma ótima mãe, e se ela diz que ele está bem eu confio.
Seth chama minha atenção quando diz que “Bella” é a namorada de Emmett. A segunda pessoa que diz isso hoje. Tento ignorar isso também, porém Emmett nega veementemente, e isso me deixa mais aliviado. Minha mãe não me deixa ignorar Isabella por mais tempo.
– Você não vai cumprimentar a Bella, Edward? – ela pergunta, e sei que está brava pelos meus modos.
– Eu já a vi hoje mãe. – respondo.
– Não importa. A boa educação que eu te dei foi parar onde? Vamos. Seja educado. – ela disse imperativa.
Olho para ela.
– Oi Isabella.
– Oi. – sussurra sem jeito e desvia o olhar. Meu coração se contrai ao vê-la assim.
– Ótimo agora vamos lanchar. – diz minha mãe.
Eu e ela estávamos sentados um a frente do outro, mas eu não a olhava. Emmett e minha mãe conversavam. Eu não estava prestando a mínima atenção.
Voltei a olhar para ela quando ficamos sozinhos na mesa, após Emmett e Seth irem verificar Thomas, e minha mãe ir atender ao telefone.
Isabella estava olhando para baixo parecendo constrangida. Ela levanta seus olhos e me olhando. Permanecemos assim por um tempo até eu, covardemente, fugir indo para a lavanderia na peça anexa a cozinha.
Eu estava olhando pela janela a rua em que cresci e brinquei muito com Urubu e Emmett. Mas meu pensamento não era somente nisso, e sim na garota que estava a poucos metros de mim.
Eu estava no meu limite. A atração e o desejo que sentia por ela era forte. Poderoso demais. Eu tinha que me afastar senão não sei o que faria.
Senti alguém atrás de mim. Eu já sabia. Era ela. Tentando-me de uma forma que não dava mais para recuar.
– Edward... eu... eu queria pedir desculpas por ter sido idiota... da outra vez você me avisou que era pra eu não entrar aqui no subúrbio sozinha, e eu fui estúpida. Desculpe-me mesmo, e eu queria agradecer por ter me salvado daqueles caras... – ela falou de forma acelerada parecendo nervosa.
Virei-me para ver seu rosto e não escondi nada do que sentia. Desejo e luxuria entre outras coisas.
Não falei nada somente andei até ela parecendo um ser hipnotizado. Ela tentou se afastar, mas acabou presa entre meu corpo e a máquina de lavar. Eu já não tinha controle sobre meus atos.
Ela respirava forte. Fitei seus olhos tão expressivos, e procurei pela garota promíscua que a julguei ser, mas não havia nada ali. Somente uma garota doce, inocente e quase pura que eu desejava e que retribuía meu desejo. Eu sentia isso.
– Você é uma idiota mesmo. – falei, mas não para ofender. E sim por que ela vindo aqui era uma presa fácil para mim. Eu sim era o predador cruel que queria corromper ela de todas as formas – Por que insiste em vir aqui? – perguntei.
Ela iria responder, mas a impedi colocando meus dedos em seus lábios. Lábios tão macios que eu queria provar de novo. Lábios que eu queria profanar. Lábios que eu queria em volta do meu membro que estava duro feito pedra.
– Tão linda... – declarei.
Substitui meus dedos por meus lábios e a beijei intensamente. Ela se entregou ao beijo instantaneamente me provando que eu não estava errado. Ela me queria assim como eu a queria.
Saudade, desejo, fome luxuria. Era tudo junto neste beijo que trocávamos.
Agarrei seu corpo como já tinha sonhado tantas vezes em fazer. Que se danassem as consequências, eu a queria e iria tê-la.
Minha mãos alisaram a pele de suas coxas, e sem que eu percebesse elas já estavam em contato com seu sexo coberto pela calcinha.
Porra! Ela era quente demais. Estava me fazendo enlouquecer. Nós dois abrimos os olhos quando comecei a tocá-la.
Meu membro estava dolorido, pois minha mão sentia sua excitação, e era ele que queria senti isso.
– Você está molhada, boneca? – perguntei acariciando-a por cima da calcinha.
Ela fechou os olhos, entregue as minhas caricias. Deus! Eu a queria demais. Afastei sua calcinha e a toquei sem barreiras. Beijamo-nos com loucura.
– Nossa boneca!Não está molhada. Você está melada. – senti ela se contrair e retirei os dedos de sua boceta, e me coloquei entre suas pernas e comecei a me mover.
Eu a queria, mas não podia ser aqui sobre a máquina de lavar da minha mãe.
– Estou tão duro boneca. – falei em seu ouvido.
Ela paralisou quando um barulho no quarto de Seth surgiu.
– Se acalme. É Seth no quarto dele. Eu queria muito me enterrar dentro de você linda, mas aqui não é um bom lugar.
Respirei fundo tentando recuperar o controle.
– Você vai vir para o subúrbio amanhã? – perguntei beijando seu pescoço. Me consumindo com seu cheiro.
– Não. – respondeu. – Amanhã tenho aula o dia inteiro.
– E na quinta você pode? – perguntei tentando não parecer desesperado.
Ela assentiu.
– Ótimo. Venha quinta a tarde. Se eu mesmo não a estiver esperando, terá alguém fazendo sua segurança na entrada do subúrbio. Siga até onde acontecem as festas. É lá que eu moro. – expliquei a ela.
Eu a beijei novamente. Ela passou suas mãos em meus braços, meus cabelos me fazendo quase perder o raciocínio lógico.
– Na quinta eu vou ensiná-la a se defender em casos de necessidade. – a ideia se formou de repente em minha mente – Até mais boneca.
No meu quarto, após tudo que aconteceu, decidi que eu iria tê-la. Como Urubu dissera poderia ser apenas a necessidade de tê-la, e após isso toda essa loucura iria passar. Eu poderia voltar a minha vida normal.
O que aconteceria seria somente um caso. Um caso entre o bad boy do subúrbio e a boneca de classe media.
Bella
O foco do meu olhar vai para longe. Longe daquelas folhas. Longe de tudo o que ele escreveu sobre quando nos conhecemos.
Tanta coisa está em minha mente neste momento. São tantos sentimentos contraditórios. Raiva, medo, insegurança, desalento, amor, paixão. Tudo misturado dentro de mim.
Raiva tenta me dominar. Tenho raiva dele por não ter me dado a oportunidade que estou dando a ele. Quando enviei as cartas. Quando disse a ele que teríamos uma filha, um fruto do nosso amor, ele se recusou a ler.
Fecho os olhos tentando acalmar meu coração, há tanto ainda para ler e já me sinto esgotada.
Preciso de alguém. De uma palavra de conforto e uma palavra de incentivo. Busco meu celular ao meu lado e pressiono a tecla que ligará diretamente para ela.
– Alô. – ela diz com sotaque carregado.
– Pode falar? Não está ocupada? – pergunto não escondendo a agonia em minha voz.
– Bella? Claro que posso o que houve? Não era hoje que você... – Alice para no meio da frase.
– Sim... é hoje. Na verdade estou com o diário, manuscrito ou nome que seja em minhas mãos. – digo.
– E ai? Já leu? – pergunta curiosa.
– Um pouco...
– E?
Respiro fundo.
– Difícil...
– Ah Bella se está assim, quem sabe não seja melhor parar. Não ler. – diz preocupada.
– Eu não posso Alice. Não com as coisas que ele escreveu... nem que seja para... terminar com esta historia de uma vez. – digo e meu coração se aperta.
– Um término completo? Sem deixar nada para trás? Sem meias palavras. – fala.
– É. – digo simplesmente.
– Bella por mais que haja este término, e que você finalmente consiga seguir em frente. Você e o Edward terão uma ligação... um vínculo para sempre. – me alerta.
– Eu sei disso Alice... neste momento estou com raiva dele por que eu estou lendo o que ele pediu, e ele não me deu a mesma oportunidade. – desabafo.
– Bella... sejamos razoáveis. Tudo bem ele foi um idiota não lendo as cartas, mas se você contasse a família dele que estava grávida, eles teriam dado um jeito de contar a ele.
– Eu estava com raiva Alice. E poxa vida! Ele não me recebeu quando fui ao presídio. Eu tinha todo direito de ter raiva, e depois...- não terminei a frase.
– Sim, depois você quase fez uma besteira. – ela disse.
Suspirei.
– Bella quer saber minha opinião? – Alice perguntou.
– Sim. Estou precisando de uma luz. – falo a ela.
– Bom eu se fosse você, leria tudo o que ele escreveu com calma e atenção, e depois você decide o que fará. Não fique pensando nisso agora. Se ele pediu pra você ler, ele deve ter algo importante a te dizer. Não cometa o mesmo erro dele.
– Vou fazer isso. Obrigada por me escutar Alice.
– Sempre amiga. E onde anda minha afilhada linda? Eu e Jasper estamos loucos de saudade dela. Não sabe a falta que vocês fazem. Ainda não me acostumei que vocês não moram mais aqui.– diz manhosa.
– Não sei como você tem tempo pra sentir nossa falta, com este trio que tem em casa. – brinco me sentindo mais leve.
– Sim. Trigêmeos não são fáceis, mas eu tenho três babás, então posso até tirar um tempo pra pensar, e sentir a falta de vocês. – responde.
– Certo. Eu deixei Bia na casa da minha mãe até... resolver tudo. Bryan vai pegá-la pra passear hoje. – comento.
– Hum... Bryan é? – Alice murmura.
– Para com isso. – digo irritada.
– O quê? Nem falei nada. Ah Bella, por favor, o cara ainda arrasta um bonde por você. É tão cega assim?
– Alice ele é casado!- guincho.
– Eu sei, mas quem parece que não sabe é ele. Se você estalar os dedos ele deixa a Sonya e fica a seus pés. – diz mordaz.
Alice não gostava muito de Bryan. Não adiantava o quanto eu dissesse que ele era apenas um bom amigo.
– Chega de falar bobagens. Vou desligar. Preciso ler tudo até amanhã e resolver umas coisas ainda hoje.
– Ok. Se cuide minha amiga, e saiba que pode contar comigo seja qual for sua decisão.
– Te amo Alice. Mande um beijo pro Jasper.
– Aha até parece que vou fazer isso sua encantadora de homens. Não esqueça que Jasper já esteve enfeitiçado pela doutora Swan. – disse brincando.
– Não vou nem responder a isso Alice. Tchau.
Desliguei um pouco mais relaxada. Olhei para as folhas. Vamos lá Bella seja corajosa.
Isabella. Ele escreveu.
Hoje, recebi a visita de Alex, meu filho. Ele já tem 9 anos. É um bom garoto. Ele está cada vez mais parecido com Urubu. Quando o vejo lembro-me do meu amigo, meu companheiro, e sinto um aperto no peito por tê-lo perdido.
Quero contar a você como perdi o melhor amigo que tive até hoje, mas não consigo, não agora. Daqui a um ano eu começo a escrever tudo o que quero te contar. Não escrevi nada antes por medo de perder a coragem.
Minha doce Bella, o que tem feito? Como está sua vida? Já tem filhos? Imagino que sim, sinto em meu coração que você é feliz e isso bem lá no fundo me faz feliz.
Lágrimas deslizam pelo meu rosto. Não consigo conter a emoção ao ler suas palavras. Então percebo que nas próximas folhas ele irá narrar nosso encontro em seu quarto. Nossa primeira vez. Prendo a respiração a espera do que vou ler.
Continua...

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