FANFIC CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPÍTULO 41

Olá meninas. Quer dizer Amantes do Bad Boy kkkkk

Sem muito a dizer hoje, falo mais amanhã. Isso mesmo amanhã tem outro capítulo de CI, isso é pra recuperar o tempo perdido.

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência

Capítulo 41
Edward
Como eu posso me afastar dela? Eu me perguntava desde que Emmett tinha saído do meu quarto.
Eu sabia que devia fazer isso. Eu devia isso a ele. Mas a pergunta era: como?
Urubu entrou no quarto.
– Credo! Eu encontrei o Emmett a pouco, e ele quase passou por cima de mim como um trator. Que bicho o mordeu?- perguntou indo até a pequena geladeira que havia no meu quarto.
– Ele veio me intimar para que eu me afaste de Isabella. -respondi.
Meu amigo sentou-se a minha frente abrindo sua cerveja.
– E você? Vai fazer o que ele disse?- perguntou.
– Não sei. 
– Você não tem que fazer o que o Emmett pediu. Você e a Bella são maiores e podem fazer o que quiser. E, além disso, você não vai machucar ela.
Olhei para ele após suas palavras.
– Por que diz isso?- perguntei.
– Ora... você gosta dela, e não fará nenhuma bobagem. -disse tranquilo.
– Pare com isso!- digo tentando esconder o efeito de suas palavras em mim.
– Edward você não percebe ou não quer perceber?- perguntou- Você até desenhou-a antes de conhecê-la.
– Isso foi apenas uma coincidência.- respondo.
– Edward...
– Pode parar ok. Tudo bem, não tenho intenção de machucá-la, mas isso o que... o que eu e ela temos é apenas sexo. E isto está muito claro entre nós.- falo firme.
Urubu me olha por um longo tempo.
– É uma pena que pense assim. -diz colocando sua cerveja sobre a mesinha. 
Quando ele já estava quase a porta fala:
– Talvez Emmett tenha razão... é melhor que você se afaste dela mesmo.
***
Todos estavam lá embaixo. Eu ouvia os barulhos da festinha que minha mãe preparou para Emmett. Eu havia instruído Urubu, para que fosse buscar Isabella e suas amigas na entrada do subúrbio, e fiquei aqui no meu quarto. Na casa da minha mãe, lendo.
Emmett ainda estava bravo comigo, e eu não queria constrange-lo em sua festa. Então eu ficaria aqui.
Peguei meu celular, e mandei uma mensagem a Isabella. Eu havia conseguido o número dela através de minha mãe. Que acho que não desconfiara de nada.
Ela apareceu no meu quarto hesitante. Era tão linda. Eu precisava fazer o que Emmett e até Urubu me disseram. Precisava ficar longe dela.
– Vem aqui.- chamei-a.
Ela veio. Sentou-se a beirada da cama. Então coloquei minha mão em sua nuca e a beijei. Um beijo que não me lembro de ter acontecido entre a nós ainda.
– Agora eu entendo quando disse até mais tarde hoje mais cedo.- disse.
Sorri, mas no fundo algo apertava meu coração. Não podíamos mais ter isso... essa relação... mesmo que apenas baseado em sexo. Era perigoso demais por vários motivos.
– Não teve problemas em casa? Ocorreu tudo bem?- perguntei para desviar o foco dos meus pensamentos.
– Foi tudo bem sim.- respondeu olhando para baixo parecendo não querer encontrar meu olhar.
– Ótimo.
– Como conseguiu o número do meu telefone?- perguntou.
– Tenho meus meios. Por quê? Você não gostou...
– Não!-respondeu rápido. Eu só fiquei curiosa. Se você me pedisse eu te dava o número. - disse tímida novamente. - Pode me ligar quando quiser. -disse corando.
Tão linda...
A beijei aproveitando os últimos momentos. Não poderíamos mais nos ver. Isto estava claro.
– Edward o...
Emmett apareceu a porta do quarto, e Isabella saltou para longe de mim. Ela ficou tensa, e não gostei da forma que meu irmão olhava para ela. Como se ela fosse culpada de algo.
– O que foi Emmett?- perguntei serio.
– O Urubu está te chamando. Estão precisando de você lá no deposito. -disse.
– Certo. -me levantei. Eu queria poder falar com ela mais um pouco. Ter um pouco mais dela. Mas acho que não seria assim. Já tive minha despedida e teria que bastar. -Vou lá.- saí o mais rápido que podia.
No andar de baixo Urubu já me esperava, e passei por ele como um furacão.
– O que houve?- perguntei quando ele me alcançou.
Eu segui firme em direção ao carro, entrando ao lado do passageiro. Urubu entrou e deu partida no carro.
– Aro ligou... não sei por que não para você... vai saber... ele quer falar com você. Está no deposito.
Assenti.
– Está tudo bem? -perguntou.
– Tudo. -respondi.
– A Bella estava lá no seu quarto, com você?
– Estava.
Ele ficou quieto, percebeu que eu não estava para conversa, mas no fim falei:
– Não vou ver mais Isabella... -falei. -Eu prometi a Emmett que não me envolveria com as amigas dele, e quebrei minha promessa, mas...
Não sabia mais o que dizer.
– Acha que está fazendo a coisa certa?- perguntou cauteloso.
Essa eu não sabia responder, ou no meu íntimo, eu não queria.
– Creio que sim. Ela não faz parte deste mundo. Vai ser melhor assim.
Urubu nada disse por um tempo.
– Cada vez eu tenho mais certeza Edward, você é louco por esta garota.
E pela primeira vez não xinguei Urubu, ou quis mandá-lo para o inferno, por que eu desconfiava que o que ele disse, poderia ser verdade.
***
Aro esperava por nós quando entramos no deposito. Havia outros homens da gangue, que não costumavam frequentar esta área. Eram seguranças de Aro. Quase sua sombra.
– Jovem Edward! -me cumprimentou efusivamente.
– Oi Aro. -falei. -Precisava falar comigo?
– Sim meu jovem. Tenho grandes novidades. Grandes mesmo.
– Ótimo. O que é?
– Seu pai Edward... sempre foi um visionário, e enfim conseguimos uma das coisas que ele sempre dizia que faria a gangue ser respeitada e temida. Uma parceria com um dos grandes da Colômbia. -explicou.
Olhei surpreso.
– Com o cartel?- perguntei.
– Exatamente. -respondeu.
– Nossa... isso é... grande mesmo.
– O primeiro carregamento chegará em três meses na área leste.- não era a área que eu comandava. -Logo após será aqui. Conto com você. -disse.
– É claro.
– Nossa gangue será imbatível Edward, e o quero a meu lado. Você será meu braço direito.
Não estava em meus planos ser braço direito de ninguém, muito menos dele. 
– Agradeço a confiança Aro, mas acho que sabe, que só estou na gangue até terminar de pagar o que meu pai ficou devendo.
Aro me olhou confuso por um instante, mas logo se recuperou.
– É claro... Edward. 
A reunião se estendeu por horas, e a noite, resolvi voltar para a casa de minha mãe. Eu não havia dado o presente a Emmett pelo seu aniversário ainda.
Eu entrei no quarto, e ele me olhou.
– Não quero brigar. -falei. -Esqueci de te dar seu presente. -entreguei a ele o pequeno pacote.
Ele me olhou de soslaio e pegou o embrulho. Percebei de cara que ele gostou. Emmett era um livro aberto, suas expressões o entregavam.
– Um final de semana, para duas pessoas, com tudo pago em Las Vegas? -Perguntou surpreso.
– Minha forma de pedir desculpas. Você e a loira podem aproveitar um final de semana desses.
– Rose... o nome dela é Rose. -ele disse.
– Que seja.
Seus lábios se ergueram em um breve sorriso.
– E quanto a Bella? -perguntou direto.
Desviei o olhar.
– Tudo certo. Vou fazer o que disse. Vou me afastar dela. -respondi.
E ele continuou me olhando firme.
– Pode acreditar Emmett eu vou fazer isso. Ela é uma moça que não combina com o que eu sou. Ela é doce e meiga e não quero machucá-la.
Ele continuava a me olhar sem dizer nada.
– Posso te fazer uma pergunta? -enfim falou.
– Claro.
– O que você sente pela Bella?
Uau! Ele foi direto que me deixou até sem palavras.
– Er... o que... como assim? -gaguejei -Nós nos divertimos e foi legal... e... e ela é legal e bonita... -já não sabia mais o que falar perante o olhar avaliador dele.
– Edward você é meu irmão. Eu quero apenas a sua felicidade assim como você quer a minha, a da mamãe, e o dos nossos irmãos menores. Eu... também quero a Bella feliz... e hoje quando vi vocês dois juntos aqui neste quarto... mesmo eu não querendo, eu vi que há algo a mais.
Engoli em seco.
– Como assim?
– Não sei se percebe o modo como olha pra ela... e ela com certeza já está gostando de você.
Comecei a suar.
– Gostar... você diz gostar de gostar de verdade? - perguntei.
– É, tipo estar apaixonada. -ele disse.
Neguei de cabeça.
– Não pode ser... ela mal me conhece...
Porra! Se fosse isso, se ela tivesse esses sentimentos por mim... como eu faria para me manter afastado dela? Era mais que óbvio que eu precisava me manter o mais longe possível de Isabella Swam.
– Isso não quer dizer nada. Edward escute. Se você gostar da Bella eu... não me importo que fique com ela. Só não quero vê-la machucada. Isso não.
– Não tem nada a ver. -digo tentando me convencer.
Preciso se ar. Preciso fugir desses pensamentos de Emmett. Por favor, Deus que Isabella não esteja apaixonada por mim.
***
– Por que estamos indo nesta festa? -Urubu pergunta -Nem é nossa área. 
– É um lugar livre, podemos ir se quisermos. - respondi.
– Nesta festa a gangue do James aparece de vez em quando. -David comentou.
– E é por isso mesmo que vamos. Aro pediu que ficássemos de olho nele e em sua gangue. Principalmente esta noite quando ele terá uma reunião com um dos chefões colombiano. Ninguém da gangue do James pode desconfiar, e se algum deles sair temos que ir atrás. Vamos ter que nos dividirmos para cuidar de todos eles. -expliquei.
Quando chegamos ao local, a festa até era parecida com as que aconteciam no depósito. Pessoas no mesmo estilo sacolejavam na pista de dança, e as musicas eram praticamente as mesmas.
Não estava muito cheio. Isso facilitaria nossa observação.
Uma garota, com os cabelos parecidos com Isabella, passa a minha frente e então as lembranças vêm a mente. Quase 20 dias que não a vejo. Afastei-me dela. Mas estava cada vez mais difícil. Eu sabia. Não iria resistir muito tempo.
– Chefe? -San me chamou. -James está ali. -apontou onde ele estava.
Ele estava com os membros de sua gangue. Demetri eu conhecia muito bem. Era um dos seres mais abomináveis que já tive o desprazer de conhecer. E com eles, novamente estava o casal de universitários.
– Certo. Já sabem o que fazer. Urubu fica aqui comigo. -falei.
Eu sempre procurava ficar próximo de Urubu quando James estava próximo. Não confiava nele quando se tratava deste assunto.
– Eu não preciso de babá. -ele disse.
– Eu sei. É só precaução. Não queremos confusão hoje.
Urubu ficou tenso e permaneceu quieto.
– Ele ligou para minha mãe ontem. Esse filho da... -Urubu diz com raiva.
Respiro fundo.
– Por mais que você não goste Urubu, ele também é filho dela... ele é seu...
– Não diz isso! Ele não é nada meu! -disse com raiva.
Eu o entendia. Se eu tivesse um irmão, como James, também não gostaria de ser ligado a ele.
– Vou buscar uma cerveja pra gente. Fique aqui. -ordenei.
Fui até o bar, pedindo uma cerveja ao barmen, e antes que ele me entregasse o pedido, a loira universitária se aproximou de mim.
– Oi. -disse sorrindo.
– Olá. -falei sem entender por ela estar falando comigo.
– Eu não agradeci por aquele dia... você me ajudou... -ela riu alto.
Como da outra vez parecia alterada.
– Não precisa me agradecer. - respondi
– Me paga uma bebida?- perguntou.
– É claro. Só não entendo por que está pedindo isto a mim. -mas na verdade eu já estava começando a entender. Ela estava a mando de James.
– Talvez eu goste de você. 
Ela enrolou o cabelo entre os dedos. Era uma garota bonita.
– E o seu namorado? Não vai achar ruim eu pagar uma bebida para você?
Ela negou de cabeça.
– Não. Ele não se importa... você é o famoso Edward Cullen, não é?- perguntou.
– Sim sou eu. Só não sei o porquê do famoso. -falei.
Ela riu alto demais. Exagerado demais.
– Ah você é superrr conhecido... e bonito também... se você quiser eu posso sair com você... ir... pra onde quiser.
Olhei além dela, e vi James e o tal namorado nos observando.
– Volta pros seus amiguinhos garota. -peguei minha cerveja e saí de perto dela.
Voltei para perto de Urubu. David se aproximou.
– Chefe? 
Olhei-o.
– Descobri uma coisa. Sabe a garota que estava falando com você? A garota que está com James o namorado? -perguntou e eu assenti -Ela é irmã de uma colega do Emmett? Ele não tem uma colega chamada Isabella Swan?
Senti um arrepio e esperei por suas palavras.
– Pois é. Esta garota se chama Kate Swan.
Fiquei pasmo, e então me lembrei de uma conversa entre mim e Isabella.
"Você tem uma irmã?- perguntei."
"Sim. Kate. Ela é mais nova e... vive dando trabalho para os meus pais."
Não gosto de saber disso. Através da irmã, Isabella estava em contato com a gangue de James, e isso me aborrecia demais.
Urubu percebeu minha inquietação. 
– O que tá pegando Edward? -ele perguntou.
Preferi não dizer nada, ainda precisava pensar em tudo isso. 
Permanecemos mais um tempo, e nos dividimos para vigiar a gangue de James.
Eu saí atrás da irmã de Bella e o namorado, mas os perdi de vista. Quando os encontrei, eles brigavam num beco escuro. O rapaz estava dentro de um carro.
– Por favor, Josh não me deixe aqui. -ela choramingava.
– Você não faz nada direito, Kate. Não quero saber mais de você. -falou e arrancou com o carro.
A garota ficou parada sozinha na escuridão. E então resolvi me aproximar.
– Kate? -a chamei.
Ela deu um pulo voltando-se para mim.
– Calma... sou eu... Edward Cullen. -falei e cheguei mais perto, e então percebi que o lábio dela sangrava.
Meu sangue ferveu. Odiava homens que agrediam mulheres.
– Você está bem? -perguntei.
Ela assentiu. Havia chorado, mas parecia menos alta do que antes.
– Fique aqui. Eu vou pegar gelo pra você. Não saia daqui. Eu já volto.
Voltei para a festa, e consegui um pouco de gelo. 
– Coloque sobre a ferida. Vai melhorar. - disse a ela.
Ela fez o que eu disse, fazendo uma careta cada vez que colocava o gelo sobre o corte.
– Você tem como ir pra casa?- perguntei.
Ela negou.
– Venha. Vou te dar uma carona.
Ela me olhou desconfiada, mas veio atrás de mim. Entramos no meu carro, e logo eu seguia rápido pelas ruas.
Permanecemos em silencio por um tempo até ela falar.
– Ele não é assim... não me bate... hoje foi um acidente. -disse tentando justificar o namorado.
Eu a olhei.
– Olha Kate... eu acho que se ele faz isso com você, não deve ser um homem em que deva confiar. Além disso, não deve se envolver com gangues... não a conheço, mas me parece uma garota de boa família...
Ela começou a rir.
– Nossa que papo careta. Você até parece a minha irmã. -disse.
E só a menção do nome de Isabella fez meu corpo reagir. Não falamos mais nada.
Estacionei a frente da bela casa, que eu já havia visto outra vez, quando trouxe outra Swan para casa. A minha boneca. A casa estava toda escura e eu me perguntava se Isabella estava dormindo? Se havia saído para se divertir? Se, estava com alguém? Um ciúme doentio se apossava de mim. Onde seria o quarto dela?
– Olha... eu posso estar um pouco chapada... -Kate disse- ..., mas não me lembro de ter dito a você onde eu morava.
Não respondi.
– Juízo garota. -falei.
Ela riu e saiu do carro indo para sua casa. Eu permaneci muito tempo depois olhando a casa. Olhando para onde a boneca estaria neste momento.

Depois do encontro com a irmã de Isabella eu não resisti a vê-la. Fui até a faculdade. Só queria vê-la, sem que ela me notasse. Mas ela saiu mais cedo, e me surpreendeu. E quando a vi sabia que não resistiria a ela. E pior que isso. Quando a vi depois de 20 dias... quando a vi andando pelo estacionamento com o olhar perdido... seus cabelos balançando ao vento... tão doce e serena... quando a vi, e ela me olhou devolvendo o sorriso que eu nem sabia que havia dado a ela... quando ela fez isso, eu percebi. Eu finalmente percebi que estava, ou sempre estive apaixonado por Isabella Swan.
*
Savage Garden
Eu Sabia Que Te Amava
*
Talvez seja intuição
Mas algumas coisas você apenas não questiona
Como em seus olhos
Eu vejo meu futuro em um instante
E lá se vai
Eu penso que encontrei meu melhor amigo
Eu sei que pode soar um pouco louco
Mas eu acredito...
*
Eu sabia que te amava antes de te conhecer
Eu acho que meu sonho trouxe você pra vida
Eu sabia que te amava antes de te conhecer
E eu tenho esperado por isso toda minha vida
*
Não há nenhuma rima ou razão
Somente este sentido de completude
E em seus olhos
Eu vejo o que faltava
Eu estou procurando
E acho que encontrei meu caminho pra casa
*
Eu sei que pôde soar um pouco louco
Mas eu acredito
*
Eu sabia que te amava antes de te conhecer
Eu acho que meu sonho trouxe você pra vida
Eu sabia que te amava antes de te conhecer
E eu tenho esperado por isso toda minha vida
*
Mil anjos dançam em torno de você
Eu estou completo agora que eu a encontrei
*
Bella
Acho que meus olhos, ouvidos, cérebro... tudo parara de funcionar quando leio o que ele escrevera. Ele... estava apaixonado por mim... antes mesmo de eu descobrir que sentia isso por ele. Então por que ele fez todas aquelas coisas?
Tento deter as batidas do meu coração, e voltar a ler o que ele escreveu:
Isabella... minha mãe sempre chora quando vem me visitar. Tenho vontade de pedir a ela que não venha mais. Como posso fazer isso? Não a quero sofrendo por mim, mas também não quero afastar mais uma pessoa de minha vida.
Eu sei que ela está feliz. Carlisle é um bom homem, o melhor eu diria.
Sinto muito a falta de minha família. Da minha mãe, dos meus irmãos menores que agora já são homens. Do meu avô que graças aos céus, ainda está vivo. Do meu filho Alex, que precisa de mim, e aqui estou sem poder guiá-lo por este mundo. Sinto falta de Emmett e até mesmo de Rose, com quem achei que nunca iria ter uma boa relação, mas ao contrario, sempre que ela vem aqui ela me olha como se pudesse ver através de mim, como se quisesse dizer algo, mas não pudesse ou não soubesse como. É estranho... Não conheço o filho deles. Mark. Não é legal trazer uma criança aqui. Conhecer o tio nestas condições não seria bom. É um bom menino assim como Alex. Minha mãe brinca que está rodeada de homens, e que precisa de uma neta logo.
Prendo a respiração neste momento. Esme não sabe, mas tem a neta que deseja.
Sinto falta de tudo e de todos, mas nada supera a falta que sinto de você.
Engulo em seco quando leio o que ele escreveu. Meu coração bate acelerado. Ele... sente minha falta. Mas...
Resolvo pensar em tudo isso, apenas após ler todo este diário. Preciso tomar algumas decisões agora. E parece que lendo meus pensamentos, a pessoa com quem desejo falar me liga.
Rose.
– Alô. -digo.
– Oi Bella.- diz.
– Eu ia agora mesmo ligar para você.- falo.
– É? O que foi?–ela pergunta.
– Vocês já estão em Seattle? -perguntei.
Com a saída de Edward da prisão, no dia seguinte, imaginei que todos eles viriam encontrar Edward.
– Ainda estamos em New York. À tardinha nós saímos daqui. Esme e o restante da família já estão aí. Ela fará uma comemoração amanhã à noite, após a saída de Edward. Você vai estar lá? Vai encontrá-lo?– perguntou parecendo receosa em tocar no assunto.
– Ainda não sei... -respondi - Depende...
– Depende do que está lendo no diário?– perguntou.
Eu não sabia a resposta para esta pergunta.
– Rose...
 Tudo bem. Não quero forçar você a nada. Mas saiba que ele será solto amanha às 15hs... se você quiser ir encontrá-lo...
Deixou no ar.
– Certo. -falei -Eu preciso falar com Emmett e Esme hoje à noite.
Minha decisão consistia em mostrar a eles a parte do diário, em que Edward explicava o porquê teve que entrar na gangue. Eles tinham que saber como ele se sacrificara pela família. No entanto, Rose entendera errado a minha intenção.
– Você... vai contar a eles sobre a Bia?– perguntou.
Rose era a única pessoa da família Cullen que sabia sobre minha filha. Quando da primeira vez, que eu e Edward nos separamos, eu me afastei dela, e eu jurei que isso não aconteceria novamente. E cumpri. Rose, Alice e Ângela eram como irmãs para mim, e sem o apoio delas eu nuca teria conseguido passar por estes dez anos.
Rose, além de amiga, se mostrara muito fiel guardando um segredo até mesmo do marido. Eu imaginava o quanto isso era difícil para ela, mas Rose concordava que apenas eu podia tomar a decisão de contar a todos sobre Bia.
– Não. -respondi -Acho que a primeira pessoa que deve saber sobre ela é o Edward. -até dizer seu nome fazia coisas estranhas em meu organismo.
 Acho que você tem razão. Pra quem esperou todos estes anos... acho que o pai dela deve ser o primeiro a saber. Ele vai ficar muito feliz.–ela disse.
Eu não tinha tanta certeza disso.
– Será? Será que ele vai gostar de saber que tem uma filha... comigo? -fiz a pergunta que há tanto eu guardava em minha mente.
 Claro que vai! Por que não iria?
– Bom... ele não quis me ver por todos este anos. Ele não leu minhas cartas, quando nelas eu contava que esperava um filho, e, além disso, no diário ele acredita que eu esteja casada... não sei de onde ele tirou isso? -expliquei.
Rose ficou muda.
– Rose... você sabe o porquê de Edward achar que estou casada? -perguntei.
– Bella...
– Achar nem é a palavra. Ele tem certeza.
– Isso pode ter sido... culpa do Emmett. -disse por fim.
– Como assim? Fale-me, Rose. - pedi.
– Você lembra que, após receber as cartas de Edward, receber todas fechadas você ficou arrasada...
Eu lembrava muito bem disso.
– Acreditei que ele não dava a mínima para mim.- falei.
 Isso... e aí você sabe a atitude que tomou não é Bella?–ela perguntou.
Não respondi. Eu sabia bem do que ela estava falando.
 Uma semana antes do seu casamento com Bryan... Emmettt foi até o presídio e forçou Edward a ouvir que você se casaria em uma semana...
– Entendo..., mas eu não me casei. -rebati.
– Não, você não casou. Só que quando Emmett esteve com Edward, após ele contar a ele que você se casaria, ele e Emmett brigaram serio. E Emmett não falou com ele por um bom tempo... eu acho que meu marido nunca desmentiu... acho que ele nunca disse a Edward que você não havia se casado.
– Ah...
– Foi um mal entendido. Acredito que Emmett não fez isso por mal Bella. Ele levou quase três anos para voltar a ver e a falar com Edward. Acho que ele deve ter esquecido... eu não sei. E Edward não permite que ninguém fale sobre você com ele...
Uma faca afiada perfurava meu coração sempre que alguém mencionava isso. Que Edward não permitia que falassem sobre mim. Por quê? Se no diário ele se mostra tão apaixonado? Não entendo. Como sempre nunca entendo Edward Cullen.
– Tudo bem, Rose. -digo por fim - Eu só queria entender.
Deixei combinado com Rose que a tardinha eu ligaria para marcar de me encontrar com Emmett e Esme. 
Antes de voltar a ler o diário minha mente retornou até os dias logo após o julgamento de Edward.
Dez anos antes...
A campainha do meu apartamento toca e eu me levanto do sofá em que estou há dois dias. Dois dias depois do julgamento de Edward.
Ao abrir a porta Ângela me encara.
– Oi. -diz. -Desculpe... mas eu precisava saber como você estava.
– Entra Ângela.
Entro sem me preocupar em fechar a porta. Já sei que ela fechará. 
– Você não apareceu pra trabalhar... não atende minhas ligações... eu fiquei preocupada.
Voltei para o sofá.
– Você deve saber que Bryan me deu uns dias de folga.
– Sim eu sei, mas... Bella... eu sei que você não está legal. Você está horrível pra dizer a verdade. 
– Ah obrigado. -falo sarcástica.
– De nada amiga.
Eu tive que rir.
– Você só está estranhando minha forma de vestir. 
Eu usava camiseta, calça de moletom e um coque. Nada de anormal. Mas na verdade, eu estava realmente muito mal. Desanimada, talvez até uma depressão estivesse a caminho.
– Não tem nada a ver com seu modo de vestir, e sim com o seu jeito. Você parece mal.
Além de arrasada por conta de Edward ser condenado, eu não me sentia bem fisicamente. Estava enjoada e vomitando varias vezes.
– Não estou bem. Sinto enjoos e vomitei. Deve ser uma virose. -falei.
– Ok. Vou ficar fazendo companhia a você. - disse sentando-se ao meu lado no sofá. -O que está assistindo?
– Ângela... você não precisa ficar...
Mas ela se instalou no sofá e por nada sairia dali. Eu a conhecia. Nos dias seguintes isso virou uma rotina, e eu não melhorei. Continuei enjoada e indisposta até que a noite Ângela chegou com algo que fez meu coração quase parar.
– Por que isso? -perguntei quando ela me entregou o pequeno pacote.
– Ora, você não para de vomitar, enjoa toda hora e com cheiro de qualquer comida. Isso só tem uma explicação Bella.
Olhei para o teste de gravidez em minha mão. Não pode ser, pode?
Lá no fundo algo me dizia que sim. Que era isso mesmo. E quando vi a linha que indicava positivo, tive que me sentar para não cair. Ângela colocou seu braço sobre meu ombro.
– Se acalme ok. Você não está sozinha. -ela dissera.
Eu tentei me acalmar. Ângela me acompanhou ao médico, onde tive a confirmação que estava grávida de um mês e alguns dias.
Eu mal podia acreditar, mas após o susto, uma sensação de felicidade por saber que havia um pedaço de Edward dentro de mim afastou a tristeza por ele estar preso, e pensei que podíamos ter uma chance.
– Então... eu não quero te chamar de promíscua e tal..., mas o pai... Ângela não terminou o que ia dizer.
– É o Edward, Ângela.
Ela abriu um grande sorriso.
– É claro. Ohh um lambivelzinho! -ela disse, eu ri.
No outro dia mesmo, eu fui ao presídio. Solicitei uma visita a Edward Cullen ainda como advogada dele.
Eu aguardava quando o diretor do presídio estadual em informou que o detento Edward Cullen não aceitou, e não quis me ver.
Meu coração sangrou pela rejeição.
– Ele disse que a doutora não é mais advogada dele, e como também não tem ligações de sangue com ele... que ele não precisa vê-la. -o diretor disse me encarando firme.
Fiz o possível para manter minhas reações em controle. Minha vontade era de gritar que eu esperava um filho dele, e que isso, era sim uma ligação de sangue entre nós.
– Isso acontece às vezes doutora. Eles culpam os advogados por serem condenados.- dissera o diretor.
Eu não desisti. Pedi a Esme e a Emmett que pedisse a ele que me recebesse, sem lhes dizer o motivo que me levava a procurar Edward desesperadamente. Não adiantou. A resposta foi sempre a mesma. Ele não queria me ver.
O bebê se desenvolvia dentro de mim, e já entrava no segundo mês de gestação, quando enviei a primeira carta. Esperei uma semana por alguma resposta e nada. Pensei que talvez ele não tivesse recebido ou percebido o que eu havia dito na carta. Então escrevi mais três cartas. Mais alguns dias se passaram e nada. A última, eu mandei através de Emmett, que iria visitá-lo. Alguns dias depois eu tive a prova de que eu deveria seguir minha vida. A prova de que Edward queria me esquecer, definitivamente.
Recebi todas as cartas que havia mandado a ele, da mesma forma que as enviei. Intocadas. Ele não abrira.
Chorei muito aquela noite. Chorei de saudade, de amor, de raiva, de decepção. Mas depois de me acalmar percebi que, quem estava perdendo é ele. Eu tinha uma vida dentro de mim e não podia me entregar.
Eu não sabia o que fazer. Nunca me imaginei nesta situação. Mãe solteira. Eu só sabia de uma coisa, eu queria este bebê.
Ainda era, apenas eu e Ângela que sabia de minha gravidez, mas logo outra pessoa tomou conhecimento disso. Uma pessoa que merecia a verdade.
– Eu sinto muito. Eu não queria te magoar. -falei após contar tudo.
Bryan levantou do sofá, no meu apartamento, e foi até a janela. Ficou um tempo calado olhando para fora.
Desde que ele havia voltado do Japão, no dia do julgamento, ele havia me dado espaço. Não havíamos terminado o noivado oficialmente, mas sabíamos que era uma questão de tempo. Ele foi paciente e carinhoso. E por vezes eu não o entendia. Sua noiva tinha tido um caso com outro homem, e ele nunca sequer tinha levantado a voz para mim. E isso, em vez de me fazer sentir melhor, só fazia o inverso.
Retirei o anel de noivado que eu ainda usava.
– Bryan...
Ele finalmente se voltou para mim, e me olhou. Estendi a mão para entregar o anel a ele.
Ele veio até a mim, pegou minha mão fechando-a com anel dentro dela.
– Não Bella...
– Bryan... por favor, sabe que isso já não tem mais sentindo. -falei.
Ele olhou dentro dos meus olhos.
– Agora sim é que há sentido. Eu amo você. -disse as palavras que sempre sonhei que outra pessoa dissesse. -Não sei se entende a... a intensidade dos meus sentimentos por você. Bella... você está grávida agora, e vai precisar de alguém a seu lado, e eu quero estar a seu lado.
Eu o olhava encantada. Ele era um homem como poucos.
– Sei que não está apaixonada por mim, mas... lá no fundo me ama também. Bella eu prometo amar esta criança com todo meu coração... por que é uma parte de você, e se é uma parte de você... então eu já amo este bebê...
Ele abriu minha mão e pegou o anel deslizando sobre meu dedo, novamente.
– Bella... eu quero ser parte disso... eu quero que aceite se casar comigo.
E, anestesiada, pelos acontecimentos do último mês, e carente como nunca imaginei estar, eu falei:
– Eu aceito.
Continua...

No comments :

Post a Comment