FANFIC CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPÍTULO 42

Olá Amantes do Bad Boy!
MUSICA capítulo de hoje.

Save Me
Hanson

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência



Capítulo 42
Edward
– Eu achei que você não fosse me beijar hoje. -Isabella disse quando parei de beijá-la.
Havíamos voltado do passeio, onde a levei para dançar. Uma das coisas que notei que ela amava.
Mesmo sob a revelação de que eu estava apaixonado por ela, consegui disfarçar bem minha confusão interior. Passamos bons momentos. Eu teria que lidar com minha confusão depois, quando eu estivesse sozinho.
Eu só precisava de uma certeza agora. A de que ela não sentia o mesmo. Ela não podia sentir. Eu não poderia lidar com os meus sentimentos mais os dela somados.
Se fosse somente eu a sentir algo, isso ficaria apenas para mim. Ela nunca saberia. A gora se ela sentisse o mesmo... como eu iria controlar em não declarar a ela os meus sentimentos? Como eu conseguiria suplantar as esperanças que surgiriam em meu coração? A esperança de ela ser minha. De termos um relacionamento real... talvez até uma família... não isso não podia acontecer.
Mas... e se...
Pare com isso Edward!
Vi que Isabella esperava por minha resposta.
– Não sabe como eu me segurei. -respondi.
– Por que Edward? Por que estava se segurando? -perguntou.
Desviei os olhos dos dela, com medo que ela pudesse ler através deles. Não a beijei por que estou confuso com meus sentimentos, pois descobri que estou apaixonado por você. eu queria dizer, mas no fim falei apenas:
– Eu prometi a Emmett que iria me afastar de você. Ele está preocupado com você...
– E você iria cumprir o que prometeu ao Emmett? -perguntou.
– Eu vou cumprir Bella. Dependendo do que você vai me responder. -falei -Emmett acredita que você possa... ter sentimentos por mim. Isso é verdade Isabella?
Ela ficou calada por um tempo. Seu silencio me atormentava.
– O que temos é bem claro Edward, é somente sexo não é? -perguntou.
Não. Não é minha boneca.
– Sim. respondi.
– É isso. Sexo. -ela disse dando de ombros.
– Isabella eu te desejo muito, mas não quero...
– Tudo bem Edward eu já entendi. Vamos aproveitar enquanto sentirmos isso. Este desejo e quando acabar... acabou. -disse.
Senti alivio por ela dizer isso, e ao mesmo tempo outro sentimento me inundou. Eu queria que fosse possível... que ela também gostasse de mim, mais do que apenas o bad boy com quem ela transava.
Coloquei um sorriso malicioso nos meus lábios e disfarcei, mais uma vez, meus reais sentimentos.
– Tem uma festa hoje à noite lá no subúrbio, que ir? Depois você pode ficar comigo. No meu quarto. -falei próximo ao ouvido dela.
Era isso o que tínhamos. Sexo. E isso eu poderia dar a ela.
– Eu não sei... meus amigos não estão mais indo as festas lá. -respondeu.
– Não estou convidando seus amigos para ir, e sim você.
Ela ficou meio receosa em ir, mas por fim aceitou.
– Eu vou. -ela disse
– Ótimo. Vou pedir para o Urubu ir te buscar na sua casa às 23hs, ok?
Ela assentiu. Eu a beijei novamente demonstrando as promessas de tudo o que poderíamos fazer mais tarde.
– Eu tenho que ir boneca. Até a noite.
Ousada ela me beijou duro, e se esfregou em mim. Ainda mais ousada me tocou onde eu mais a queria. Ela estava me deixando insano.
– Não faz isso boneca... senão eu vou te comer aqui, no estacionamento da sua faculdade em dia claro. -falei sincero. -Até mais boneca.
– Até mais.
***
Deitado na minha cama eu encarava o teto. Mas que merda! Como é que isso foi acontecer? Como fui me apaixonar?
Eu não queria estar apaixonado. Estar apaixonado era fazer merda, pode ter certeza.
Era ficar com cara de tolo. Sentir tremedeira nas pernas só por que a garota dos seus sonhos te dá um mero sorriso. Porra! Eu era um cara de gang, um bad boy do subúrbio, não podia agir como uma donzela.
Mas como não se apaixonar por ela... aquela menina doce, linda, inteligente...
Ouço um barulho no quarto e quando levanto a cabeça vejo Nath e Lauren paradas próximo a cama.
– Oi chefe. -elas disseram sorrindo.
– O que fazem aqui? -mas não preciso perguntar já sei o que elas fazem aqui.
Elas se aproximaram.
– Viemos ver senão precisa de algo antes da festa. -Lauren disse.
As encarei. Como pude me envolver com mulheres assim por tanto tempo? Elas não eram más. Somente não eram garotas por quem você pudesse ter uma paixão ou querer algo serio.
Lauren já estava comigo há tempos e fazia também parte da gangue. Ela atirava muito bem. Nath era prima de Lauren, e já era mais só pra transar mesmo. As duas sempre foram leais a mim. Em breve eu teria uma conversa com as duas.
– Não meninas. Não preciso de nada a não ser ficar sozinho.
Elas saíram sem contestar. Conheciam do meu jeito. Perguntava-me se não teria sido mais fácil me apaixonar por uma delas. Ou pelas duas. Tive que rir.
Urubu entrou no meu quarto. Mas que porra! Ninguém mais batia antes de entrar?
– Acabei de ver a Nath e a Lauren sair daqui... você e elas não...
– Não Urubu. Não que seja da sua conta. -falei.
Ele riu.
– Mandou me chamar?
– Sim, quero que vá buscar Isabella na casa dela por volta das 23hs. Ela virá a festa.
Ele deu sorrisinho.
– Certo chefe.
***
Eu estava ansioso para a chegada dela, mas isso só acontecia em meu íntimo. Por fora, de fachada eu parecia frio.
Eu estava armado hoje. Não costumava andar com armas. O meu pessoal sim. Porém hoje, vim direto de um problema que precisava ser resolvido, e lá, armas foram necessárias.
Na mesa que eu estava, meu pessoal se divertia e bebia animadamente. Lauren sentou-se ao meu lado.
– Acho que você está precisando de companhia chefe.
Era hora de falar o que eu tinha decidido.
– Lauren... você e Nath foram incríveis este tempo que passamos juntos, mas agora isso vai parar. -deixei claro minha intenção.
– É por causa da garota rica? A tal Isabella? -perguntou.
Eu não imaginava que minha relação com Isabella já estava na boca do povo. Pelo visto me enganei.
– Não. Ela não tem nada a ver com isso.
– Bom... eu ainda posso fazer parte da gangue não é? -eu assenti. -Tudo bem. Nós nos divertimos por um tempo não foi? perguntou sorrindo.
Sorri também.
– Foi sim.
Neste momento Isabella chegava acompanhada de Urubu. E não gostei nada quando ele colocou o braço sobre os ombros dela.
– E ai pessoal. -Urubu disse. -Eu trouxe uma amiga pra nossa festa. Esta é a Bella.
– Oi. -ela disse. Eu não conseguia desviar o olhar dela. Apesar de irritado não consegui ignorar como ela estava linda.
– É muito linda sua amiga Urubu. -David disse a secando. Apertei minhas mãos em punho. Acho que ele iria precisar de um cão guia.
– Sim, ela é David. -Urubu disse me olhando provocativo.
– Quer se sentar aqui princesa. -David falou novamente flertando com ela. Ele ia precisar também de um tradutor, depois que eu arrancasse a língua dele.
– Ela vai sentar do meu lado. -falei firme.
Todos me olharam. Agora todos podiam saber. Ela era minha!
– Não sei como chefe. -Urubu provocou de novo. -Se o lugar já está ocupado.
– Lauren já estava de saída. -falei. Ela não gostou, mas pouco estava me importando.
Ela saiu e Isabella sentou-se a meu lado.
Ela não me olhou, e eu tão pouco olhei pra ela. Eu estava morto de ciúmes. Porra de paixão do caralho! Estava me deixando insano. Eu tinha que me controlar ou ia dar na cara a todos, que eu estava de quatro por esta garota.
Às vezes eu até tentava ter ódio dela, por me fazer cair assim de paixão. Mas eu sabia que não era isso. Eu tinha raiva de mim mesmo. Pelo que eu era. Por nunca ser digno dela.
Eu ouvia as vozes de todos conversando, mas meu pensamento estava longe.
– Edward? Vamos dançar? -Lauren perguntou.
Mas será que ela não tinha escutado nada do que eu tinha dito antes?
– Não estou a fim Lauren. -falei seco.
Lauren saiu com uma cara emburrada, e então ouvi o riso de Isabella. Ela estava rindo por eu ter rejeitado a loira.
– Alguma coisa engraçada? -perguntei
– Own está me vendo? Eu juro que achei que eu fosse invisível. -disse.
Ah minha boneca! Você sabe ser sarcástica. Contive um sorriso. Ela conseguiu me afastar das minhas merdas interiores. Eu estava de volta a ação e coloquei minha mão em sua coxa. Ela saltou assustada. Quase ri.
– Desculpe por ser grosso, boneca. -falei próximo ao seu pescoço e não resisti e beijei seu rosto.
– Se você mudou de ideia, e não queria que eu viesse, era só ter me avisado. -ela disse.
– Não é nada disso -a olhei. -Eu... tive alguns problemas. Não é nada com você, eu já te falei Isabella eu sou difícil de entender.
É tudo sobre você, mas ela nunca saberia.
– Já deu pra perceber. -respondeu. Eu ri.
Continuei acariciando sua coxa, chegando bem próxima a seu sexo. Eu estava com um tesão louco por ela hoje.
– Por que veio de calça? Se tivesse de vestido isso seria tão fácil. -sussurrei.
– Você não pode estar falando serio. Não faria isso, faria? -perguntou.
– Você não sabe do que eu sou capaz, boneca. -falei sorrindo malicioso.
A provoquei um pouco mais. Eu estava desfrutando da companhia dela. E achei que ela estivesse curtindo, mas de repente ela diz:
– Frank será que podia dançar comigo? -perguntou a Urubu.
Mas que porra era essa?!
Urubu me olhou como quem diz: que merda você fez? E foi dançar com ela.
Eu fiquei ali remoendo o que eu teria feito para ela fugir assim de mim, mas nada me veio a cabeça.
– Essa Isabella é muito gostos...
– Não complete a frase David! -falei entre dentes. -Se você um dia quiser ter filhos fique bem longe dela.
Ele me olhou espantado.
– Desculpe chefe. Eu não sabia que ela era sua.
Antes de eu dizer mais alguma coisa, Urubu voltou sozinho.
– Onde está Isabella? -perguntei.
– Foi ao banheiro. O que você fez pra ela? -perguntou parecendo bravo.
Eu? Nada. A não ser acaricia-la.
– Se você fez merda...
– Não vem me dizer o que eu devo ou não fazer Urubu! -eu já estava sem paciência.
Então Urubu ficou todo estranho por que Elisa se aproximou. Os dois conversaram baixo, e saíram juntos.
Eu fiquei esperando. Esperei mais um pouco, e nada de Isabela. Então resolvi ir atrás dela no banheiro, eu entraria se fosse o caso. Podia ter acontecido algo com ela. Ela podia ter passado mal. Eu estava preocupado. No entanto não precisei ir até os banheiros, pois a vi juntamente Urubu. Eles estavam se dirigindo para a saída.
Enxerguei vermelho. Por que ele estaria levando-a para fora da festa? Milhares de porcarias passaram por minha mente.
Furioso, saí atrás deles. Ela entrou no meu carro e Urubu já ia entrar quando me aproximei.
– O que está rolando aqui? Aonde você vai Isabella?
– Edward... -Urubu tentou falar, mas não deixei.
– Não perguntei a você. Saia do carro Isabella! -estava louco. De ciúmes, paixão e sei lá mais o que?
– Não. -ela disse.
Fique olhando-a.
– Edward... -Urubu tentou de novo. -A Bella não está legal. Lauren fez questão de dizer umas coisas a ela no banheiro. Deixa-me levá-la embora.
Eu não escutava o que ele dizia.
– Eu não vou repetir. Saia do carro Isabella! -falei.
Ela cruzou os braços.
– Acho que você está surdo Edward eu não vou...
Não a deixei terminar, e abrindo a porta do carro a peguei pelo braço retirando-a do carro.
– Me solta! -falou. Eu apertei mais seu braço. Estava fora de mim. -Ai! Seu bruto! Escroto! Nojento! Me solta que você não manda em mim.
Arrastei-a até a porta que dava acesso ao deposito, onde resolvíamos as coisas da gangue. Fiz ela entrar e disse a Urubu:
– Fica de guarda na porta. Ninguém entra.
– Edward...
Fechei a porta na cara dele. Voltei-me, e a vi parada mais ao fundo do deposito.
– Agora Isabella. Nós vamos conversar. -falei tentando me controlar.
Olhei para o braço dela, para ver se eu não a machucara. Eu não queria isso. Respirei aliviado quando vi que não havia nenhuma marca em seu braço.
– O que você quer conversar Edward? Ah! Talvez seja sobre eu fazer parte do seu harén. Garotas do Cullen? Não é este o nome? Que criativo. Pois saiba que eu estou fora. Isso não é pra mim. Nossa relação pode ser só sexo, mas eu não vou me sujeitar a isso. -ela disse brava.
Ela estava falando das meninas. Ela estava com ciúmes? Eu não sabia se era isso, só sabia que eu sim, eu estava possuído pelo ciúme.
– Terminou? -perguntei.
– Terminei, e agora eu quero ir pra minha casa. -ela disse.
– Por que você gosta de me provocar hein Isabella? -falei enquanto me aproximava.
Ela recuava com passos vacilantes e isso estava me deixando ainda mais louco de desejo. Quando ela se mexeu para fugir a peguei colando meu corpo ao dela.
– Não vai fugir boneca. Eu vou castigá-la por ter me desafiado tanto hoje. -falei sem domínio algum de minhas ações.
A virei bruscamente com meu corpo pressionando o seu. Segurei-a pelo pescoço e pela cintura. Pressionei-a contra a mesa para que ela pudesse sentir como eu a desejava.
– Primeiro você chega toda linda a minha mesa, e deixa Urubu abraçar você. -eu falava bem perto do seu ouvido.
– Ele é meu amigo...
Ela respondeu.
– Não importa. Ninguém pode tocá-la a não ser eu. -mordi seu pescoço. -Depois você o convida para dançar. Então resolve ir embora sem ao menos avisar, e para finalizar me xingou do que mesmo? Ah sim escroto e nojento não foi isso?
– Eu... Eu estava com raiva. -disse de olhos fechados.
– Você também me irritou Isabella e sabe o que eu faço com quem me irrita? Eu as castigo Isabella. E vou castigar você também. -minhas mãos foram para a blusa dela e a rasguei em um único puxão.
Não resisti a tocar seus seios que estavam livres aos meus olhos, nada de sutiã. Minha boneca era perfeita.
Meu desejo por ela me fez quase salivar.
– Sorte sua que o seu castigo é de uma forma bem prazerosa, os outros não tem tanta sorte.
Mais tarde naquela noite eu a castiguei mais. Nosso sexo sempre foi ardente e quente, mas dessa vês, foi o inferno de quente.
Eu investia meu corpo sobre dela. Meu membro preenchendo a fenda úmida dela. Estava amanhecendo, e eu não havia dado descanso a ela. Eu sabia que ela estava exausta, mas mesmo assim eu não parava. Não conseguia parar. Eu queria castigar a ela por me fazer deseja-la desta forma insana, e ao mesmo tempo, queria punir-me por estar apaixonado por ela.
– Edward... -ela gemeu fraca. -Eu... eu não aguento mais... -lamuriou, no entanto percebei seu desejo. Ela estava dolorida sim, mas estava gostando. Eu tinha certeza.
– Aguenta sim delicia. -falei aumentado as estocadas.
A cena era erótica demais. Ela de quatro, agarrada a cabeceira da cama enquanto eu a comia desta forma era... mais que minha sanidade podia suportar.
– Eu quero que você goze... agora boneca. -falei já não podendo mais me segurar.
– Eu... não... eu acho que não posso mais... -disse com a respiração falhando.
– Pode sim gostosa... -levei meus dedos ao ponto pulsante dela. -Eu a ajudo boneca. Venha pra mim...
E assim foi. Ela gemeu cada vez mais alto. Até se desfazer em meus braços
Hanson
Salve-Me
*
Amando você como eu nunca amei ninguém antes
E precisando que abra esta porta
Te implorando, como se, de algum modo, pudesse mudar a situação
E me peça também, eu preciso tirar isto da minha cabeça
*
Eu nunca pensei que estaria dizendo estas palavras
Eu nunca pensei que precisaria dizer
Outro dia sozinho é mais do que posso suportar
*
Você não vai me salvar?
Salvação é o que eu preciso
Eu apenas quero estar ao seu lado
Você não vai me salvar?
Eu não quero ficar
Apenas vagando sem rumo neste mar da vida
*
Você não vai...
Ouça, por favor querida não saia pela porta
Estou de joelhos, tudo que estou vivendo é por você
*
Eu nunca pensei que estaria dizendo estas palavras
Nunca pensei que encontraria uma maneira
Outro dia sozinho é mais do que posso suportar
*
Você não vai me salvar?
Salvação é o que eu preciso
Eu apenas quero estar ao seu lado
Você não vai me salvar?
Eu não quero ficar
Apenas vagando sem rumo neste mar da vida
*
Repentinamente o céu está caindo
Poderia ser tarde demais para mim?
Se eu nunca disse "Me perdoe"
Então estou errado, sim eu estou errado
Então eu escuto meu espírito chamando
Imaginando se ela está ansiando por mim
E aí eu entendo que não consigo viver sem ela
*
Você não vai me salvar?
Salvação é o que eu preciso
Eu apenas quero estar ao seu lado
Você não vai me salvar?
Eu não quero ficar
Apenas vagando sem rumo neste mar da vida
*
Você não vai me salvar?
Você não vai me salvar?
Você não vai me salvar?
*
A musica tocava preenchendo todos os cantos do quarto. A letra dizia bem o que eu sentia.
Eu passava meus dedos pelos cabelos de Isabella enquanto ela dormia. Tão linda.
Não sabia muito bem como lidar com estes novos sentimentos que tinha por ela.
Conhecendo-me era bem capaz de eu fazer alguma merda. Como quase fiz hoje e com certeza faria outras vezes.
Fiquei pensando em tudo o que houve hoje. Ela fugiu de mim por que me viu armado. Foi quando ela se deu conta, pela primeira vez, de quem eu era. Um criminoso. Eu sabia que um dia isso iria estar entre nós. Isso... essa vida que eu levava não fazia parte do mundo dela.
A olhei novamente quando ela suspirou em seu sono. Estava cansada. Um sorriso presunçoso se formou em meus lábios. Eu que a havia deixado cansada, e colocado este sorriso satisfeito que ela exibia no rosto mesmo dormindo.
Ela me perguntara se eu já havia matado alguém. Não havia acontecido... ainda. Eu não lidava com essa parte. Para os homicídios a gangue tinha um pessoal especializado, que Aro mantinha em sigilo. Mas podia sim acontecer comigo ou com alguém do meu pessoal. Era aquela história quem estava na chuva era para se molhar.
Ela também ficara brava sobre Lauren a Nath. Ela não deveria ficar, pois elas não eram nada para mim. Desde que me envolvi com ela eu não tive nada com outra mulher. Eu não sentia nada por nenhuma outra mulher. Eu queria somente ela. Mais ninguém.
Eu não queria que ela pensasse que eu a considerava uma vadia. Por isso declarei a ela que não ficara com mais ninguém desde que ficamos juntos. Poderia ser um sinal de fraqueza, mas para mim foi apenas um modo de mostrar que eu a respeitava.
Mesmo não gostando conversamos também sobre meu pai. Não disse a ela nada que pudesse revelar demais, somente aquilo que todos já sabiam, que eu não me dava bem com ele.
No dia seguinte eu chamei Laurem e Nath e exigi que respeitasse Isabella e que jamais a tratassem mal. Avisei que se eu soubesse de algo elas estariam na minha lista. Não era bom estar na lista de Edward Cullen.
Nos próximos dias eu e Isabella nos encontrávamos quase sempre. Saímos para jantar, íamos ao cinema, trocávamos mensagens, e muitas vezes, íamos para meu quarto onde eu me deliciava com seu corpo maravilhoso. Eu me apaixonava cada vez mais por seu corpo divino, sua mente incrível e seu jeito doce.
Não passou despercebido por minha mãe este meu novo jeito de ser.
Estávamos jantando todos juntos. Eu minha mãe e meus irmãos. Após a refeição enquanto meus irmãos menores foram recolher os brinquedos que estavam jogados pela sala, eu lavava a louça e Emmett enxugava. Isso era um hábito meu e de Emmett. Queríamos que nossa mãe descansasse após o dia todo trabalhando naquele hotel. Ela nos observava.
– Emmett? Você percebeu que seu irmão anda mais calmo e sossegado? Algumas vezes cheguei a ouvi-lo cantarolando quando estava no banho. -disse divertida.
Emmett riu e me olhou. Ele sabia que eu estava com Isabella. Eu havia sido honesto com ele desta vez. Havia dito que não sabia o que aconteceria num futuro entre a gente, mas que agora estávamos... ficando se este fosse o termo correto.
– Mãe... você deve estar com problemas de audição. E se não estiver, com certeza não era eu quem estava cantando no banho.
Ela riu.
– Seria você Emmett? -ela perguntou se divertindo com a situação.
– Sem chance. -ele disse -Eu não conseguiria cantar nada nem se disso dependesse a minha vida.
Nós rimos.
– Hum... acho que estou mesmo ficando maluca. Talvez eu esteja precisando de um namorado. -ela disse e na mesma hora eu e Emmett congelamos.
Nós a olhamos.
– O que?! -ela perguntou calma. -Vocês não acham que vou permanecer solteira pra sempre não é?
Eu pigarreei sem saber o que dizer, e Emmett então falou.
– Mão..., mas sabe... você tem... que ter cuidado...
Eu já fui direto.
– Esta interessada em alguém mãe?
– Não! Meninos por favor, eu sou adulta. E quando eu me interessar por alguém não adianta fazer essas caras de homens maus. Se eu quiser namorar eu vou. Era só o que faltava ter que dar satisfação a vocês dois. -ela saiu resmungando.
Eu olhei pra Emmett.
– Sabe de alguma coisa? -perguntei.
– Não. Mas vou ficar de olho.
– Isso fica sim, e se desconfiar de algo me avise. falei duro.
Se algum babaca pensava em se dar bem com a minha mãe, eu iria tirar o intestino dele pelas orelhas.
– Mas numa coisa a mamãe tem razão. -Emmett murmurou.
– O quê?
– Sobre você. Você está diferente Edward. E acredito que isso... essa diferença tenha um nome. Bella.
Eu quase sorri quando ele disse o nome dela. Mas me controlei.
Não respondi. Eu não podia dar tão na cara assim. Voltei a minha tarefa de lavar os pratos.
Emmett pareceu entender e não mais me pressionou.
– Vou trazer Rose aqui. -ele disse um pouco depois. - Estamos firme e quero que a mamãe a conheça.
– Fico feliz que tudo esteja dando certo pra você. falei.
O assunto, meu relacionamento com Isabella, voltou à pauta mais tarde quando eu e Urubu conversávamos.
– Seu cérebro vai fundir de tanto pensar. Dá pra ver a fumaça daqui. -Urubu disse. - Tem coisas que não tem muito que fazer Edward é apenas questão de... de deixar o barco correr.
Eu neguei de cabeça.
– Não pode ser assim. Eu não posso apenas deixar isso correr. Eu sou um criminoso Urubu, e ela... ela é uma garota que tem um futuro. Um futuro brilhante pela frente. Eu não posso...
Urubu se aproximou me fazendo encará-lo.
– Edward me escute. Não sei se você se deixou se levar por essa gangue e ainda não percebeu. Você está apaixonado. Ponto. Nem adianta negar. -ele fez uma pausa esperando que eu falasse algo. Continuei mudo. - Você quer protegê-la do seu mundo... ele continuou, eu entendo e o apoio nisso, mas há uma coisa, uma coisa que você não está levando em conta.
Não entendi de cara o que ele queria dizer.
– O que?
Ele olhou para os lados para verificar se ninguém estava por perto.
– Sua dívida.
Eu balancei a cabeça. Urubu era a única pessoa que sabia o porquê eu estava na gangue, e foi justamente por saber o motivo é que ele me acompanhara. Que estava na gangue comigo.
– Não estou entendendo.
– Você... depois que passou uns anos, parece que meio que assumiu essa gangue... você pode dizer que não, mas lá no fundo sim. Não é como seu pai que queria fazer parte disso. Mas você... se acostumou.
Ele tinha um pouco de razão. Eu me sentia atrelado a esta gangue.
– Me responda. -ele continuou. - Quanto tempo você ainda tem que ficar na gangue até pagar a sua dívida? E de quanto ainda é a dívida? -perguntou.
– Eu... eu não sei. Não fiz os cálculos. -respondi.
– Viu. É disso que estou te falando. Você se deixou levar por esta gangue. Você não sabe, mas eu sei quanto tempo você tem que ficar na gangue. Eu fiz os cálculos.
Olhei para ele espantado.
– Você sabe... -ele se recostou no sofá que estava sentando. - O tempo que falta a você é o que falta pra mim. Edward... falta muito pouco. Muito pouco tempo para que você ainda tenha que permanecer na gangue. Então aí você será livre. Livre pra poder ficar com a Bella. É só uma questão de... manter o equilíbrio até lá meu amigo.
Bella
Isabella... já escrevi algumas páginas do que pretendo te contar. É estranho, mas às vezes quando escrevo me sinto um escritor. Como se aquilo que tivesse escrevendo não fosse a minha vida, e sim de outra pessoa, ou uma vida imaginaria que criei.
Eu te contei que sempre quis ser escritor? Quem sabe isso aconteça após eu sair daqui.
Hoje tive que parar de escrever após receber uma noticia. Carlisle esteve aqui. A gangue não existe mais. A policia conseguiu finalmente colocar as mãos em Aro e seus irmãos. Você não sabe o alivio que senti e ao mesmo tempo uma angustia. Essa gangue foi uma pedra tão grande na minha vida... você nem imagina, mas logo saberá. Não foram apenas meus estudos e minha liberdade que eu tive que sacrificar por esta gangue... foi algo maior. Algo que agora sei que não posso mais ter.
Eu gostaria de saber como você está? É estanho não é? Eu quero saber, mas não deixo que nenhuma informação sobre você chegue até mim.
Tenho medo. Medo de saber que você continua casada, e que já tem filhos e que é muito feliz. Medo do contrário, que seja casada com filhos e infeliz. Medo que esteja separada. Que esteja me esperando. Que ainda pense em mim.
Após ler o que ele escreveu minha mente novamente retorna há anos atrás.
Dez anos antes...
Andei lentamente, puxando o vestido branco, e me coloquei em frente ao grande espelho do meu quarto.
– Deus Bella! Você está linda filha. -minha mãe disse. Sua voz demonstrava a emoção que sentia.
– Linda demais minha irmã. -Kate completou.
– Uma deusa de branco. A barriga nem aparece. -Rose disse. 
Alice e Rose deram risadinhas, e Ângela sorriu.
– Esse vestido é um luxo...
Ouvi Alice comentar, mas já não prestava atenção ao que elas diziam. Meus olhos e pensamentos analisavam minha imagem refletida.
O vestido era lindo. Era de uma grife famosa. Liso na frente, com mangas compridas. Era bordado nos ombros e no busto. Era justo, e até cheguei a pensar que não ficaria bem, mas a minha pequena barriga não demonstrava que ali, um bebê se formava. Minha pequena Beatriz.
Respirei fundo olhando meu reflexo.
– Você está bem filha? -minha mãe perguntou.
Eu assenti.
– Sim... eu... estou apenas...
– Eu sei. -Kate disse - É o nervosismo pré-casamento. Eu fiquei assim também quando me casei.
– Nem me fale, aconteceu o mesmo comigo. -Rose completou.- Por sorte ainda faltam dois dias Bella... você vai poder se acalmar até lá.
Elas falavam, e eu praticamente não ouvia.
– Tudo certo para a recepção Renée? -Alice perguntou.
– Ah tudo maravilhoso... a moça responsável pelo cerimonial, que o Bryan contratou, é maravilhosa. Resolveu quase tudo...
Elas papeavam sobre meu casamento iminente. Em dois dias eu me casaria com Bryan.
Apaixonada por outro. Grávida de outro homem, mas iria me casar com Bryan. 
Fechei os olhos tentando me acalmar. Ninguém podia desconfiar. As únicas pessoas que sabiam que meu bebê era filha de Edward era eu, Bryan e Ângela, e era ela que agora me analisava através do espelho.
Lágrimas começaram a se formar em meus olhos. Estava tudo errado. Tudo. Eu queria me casar sim, mas não era com Bryan. Não era ele que eu queria. Que eu amava.
Ângela se aproximou de mim. Colocou suas mãos em meus ombros, e eu me virei a abraçando.
Chorei no ombro de minha amiga. No quarto de repente um silencio. Já tínhamos a atenção de todas que estava presentes.
– Eu não posso Ângela... -murmurei chorosa.
– Eu sei querida. Eu sei. -ela disse me abraçando
– O que foi Bella? O que está acontecendo? -minha mãe perguntou preocupada.
Enxuguei minhas lágrimas, e olhei para elas.
– Por favor, eu quero ficar sozinha... e quero que peçam a Bryan para vir aqui.
– Mas... aí ele vai ver o vestido...- Kate disse.
– Por favor...
Todas me olhavam sem nada entender. A não ser Ângela. Ela esperou Bryan aparecer à porta do quarto. Deu-me um olhar confiante e saiu.
Ele entrou com a feição preocupada.
– O que foi?- perguntou.
Ele então me olhou parecendo, só agora perceber que eu estava vestida de noiva.
– Nossa você está linda! -disse sorrindo.- Mas não tem uma coisa de o noivo não ver a noiva antes do casamento. Uma coisa de sorte... algo assim?- sorriu.
Eu permaneci seria. Iria magoar mais uma vez este homem maravilhoso. Este homem que ficou ao meu lado sempre. Que se dispôs a casar-se comigo enquanto eu esperava um filho de outro. Que neste mês não me tocou a não ser de forma respeitosa, pois não queria me pressionar. Este homem que já amava minha filha.
Meu coração se apertava com o que eu estava prestes a fazer.
– Você está bem? É algo com o bebê? -perguntou aflito.
– Não Bryan... é só que... -tomei uma respiração e coragem -... me desculpe, mas não posso me casar com você.
Continua...


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