FANFIC CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPÍTULO 45

Olá Amantes do Bad Boy. Prontas para mais emoções?

Falo com voces lá no final.

Preparem a musica e apertem o play e divirtam-se.

Nickelback - Far Away

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência

Capítulo 45
Edward
Renovado. Cheio de esperança. Era assim que eu estava naquele dia. Era uma sensação estranha. Eu não me lembro de ter sentindo isso.
Eu precisava me controlar, senão todos iriam perceber minha cara de bobo alegre. Precisava disfarçar principalmente com Isabella.
Minha vontade era de contar tudo a ela. De revelar que eu a amava. Deus! Eu a amava! Nem mesmo tinha me dado conta disso. Mas eu precisava ser cuidadoso.
Ainda tinha quase três meses, um pouco mais de dois meses para continuar na gangue... muitas coisas podiam acontecer, principalmente com a sorte que eu tinha. Eu não podia me precipitar. Três meses passam rápido.
Urubu, que me conhecia como ninguém, percebeu meu estado de espírito. Ele não perguntara apenas dava um sorriso malicioso direcionado a mim.
Aproveitando este meu novo eu, ele me pediu ajuda para ir comprar um anel para Elisa. Ele não queria perder tempo, e iria propor a ela logo. Além disso, queria conquistar os pais dela de vez.
Eu fiquei pensando que um dia eu poderia estar na mesma situação dele. Que um dia eu poderia propor a minha boneca. Propor a ela se aceitaria passar o resto de sua vida comigo.
A vendedora olhava para mim e Urubu com uma cara arrogante. Com certeza imaginava que não tínhamos dinheiro para estar ali. Confesso, a loja era chique, e as joias deviam ser caras, mas ela não tinha o direito de nos tratar da forma que estava tratando.
– Vamos embora Edward. Vamos olhar o anel em outro lugar. - Urubu disse.
– Nem pensar. - respondi.
Vi outra vendedora mais afastada, que assistia toda nossa interação com a outra vendedora.
– Moça? - a chamei.
Ela se aproximou. Fui direto.
– Nós queremos comprar um anel. Meu amigo aqui vai pedir a namorada em casamento, e a sua colega não quer nos vender por achar que não temos condições de pagar. Isso é problema pra você? Por que nos queremos comprar e você vender.
– Não, é claro que não, senhor.
A outra vendedora me olhou com ódio. Dane-se.
– Por favor, nos mostre os anéis.
– É claro. Um minuto. - sorriu simpática. Bem diferente da outra.
Ela saiu indo para dentro da loja.
– Não precisava ter feito isso. Poderíamos ter ido à outra loja. - Urubu disse.
Não respondi. Fixei meus olhos em uma pequena corrente de ouro provavelmente, em que um pingente de um casal dançando realçava a joia. Era bonita e na hora lembrei-me de Isabella. Urubu viu meu olhar de cobiça.
– Combina com ela. - disse
Porra! Às vezes parecia que ele lia meus pensamentos.
– Sim. Combina. Mas não tenho uma data ou motivo para presenteá-la. - explico.
– Compre e a situação aparecerá. - Urubu insistiu.
Olhando para a joia tive certeza que ficaria lindo nela. Na minha boneca.
***
– Como está sua família? Sua mãe?
Liguei para Isabella enquanto caminhava pelo subúrbio.
– Está bem na medida do possível...– respondeu com a voz triste.
– E você? Está... - me atrapalhei com as palavras por que havia uma luta dentro de mim. Eu queria dizer a ela o quanto sentia sua falta. Que estava louco de saudade, mas ainda não podia fazer isto.
– Eu estou bem... eu estive pensando... quem sabe poderíamos nos ver hoje?– sugeriu com a voz doce.
Fechei os olhos ao responder.
– Não vai dar. Eu... eu tenho algumas coisas pra fazer. Sabe? Coisas aqui do subúrbio. - menti.
Eu não queria magoá-la, mas eu não podia vê-la agora. Eu sabia que não iria me segurar e revelaria tudo o que sentia por ela.
– Ah tudo bem então.– disse decepcionada.
Eu queria me chutar por ser tão covarde.
– Eu tenho que ir tenho aula agora.– disse.
– Claro. Até mai boneca. - falei.
– Tchau Edward. - disse doce desligando em seguida.
Que porra!
Passei o dia todo pensando que se eu não fosse tão fodido e covarde, Isabella poderia estar em meus braços hoje, e com isso ficava ainda mais puto.
***
Oi boneca. Como está? Eu espero que bem. Estou meio ocupado por aqui então não vou poder encontrá-la esta semana. Abraços Edward.
Olhei para meu celular vendo a última mensagem que eu havia mandado a ela.
Sim, eu continuava fugindo, porém estava louco pra vê-la.
Eu e meus irmãos voltávamos para casa. Os dois menores fazendo uma algazarra no banco de traz, na verdade já estavam se socando por conta de um brinquedo.
– Hei! Pode parar os dois. - falei olhando para eles pelo retrovisor.
– Se não se comportarem, o Edward não vai levar vocês ao parque. - Emmett completou.
Foi instantâneo. Eles ficaram comportados como dois anjinhos.
Emmett riu.
– Nós vamos agora Duh? - Thomas perguntou.
– Não. Primeiro vamos passar em casa. -expliquei para a carinha emburrada dele.
– Ah esqueci-me de avisar. Mamãe chamou as garotas para um chá hoje em casa. Elas já devem estar lá. - Emmett disse.
– Por garotas você se refere? - perguntei.
– A Rose, Alice e a Bella é claro. - respondeu.
É claro, pensei.
Duas semanas que eu não a via e meu coração bateu forte.
Em seguida chegamos em casa. Eu estacionei atrás do carro de Rose, e respirei fundo.
Ao entrar, ela foi a primeira pessoa que vi. No automático cumprimentei a todos, mas meus olhos estavam apenas nela. A saudade dela. Do seu sorriso e seu corpo me deixando meio doido.
Um lugar vago havia a seu lado e me dirigi para lá.
– Oi. Como você está? - perguntei.
– Estou bem. - respondeu timidamente.
Eu assenti e fiquei quieto. Varias coisas eu queria dizer, mas optei pelo silencio.
– Você lembra o que tem daqui a uns 10 dias Bella?- Alice perguntou a ela.
Ela pareceu confusa, e eu mais ainda.
– Não Alice. - respondeu
– Seu aniversário.
A baixinha disse. Olhei Isabella que parecia surpresa. Ela havia esquecido o próprio aniversario?
– Vamos ter que comemorar. - Rose completou.
– Ah não meninas, não estou no clima. - Isabella disse triste.
– Que isso?! - Alice disse - Já falei com sua mãe, e ela disse que mesmo com tudo o que aconteceu nós vamos comemorar sim.
Eu apenas observava. Isabella parecia descontente.
– Querida... - minha mãe falou com ela. - Eu sei que deve ser difícil, mas acho que você deveria sim comemorar seu aniversário. É um dia seu. Especial. Garanto que seu pai não deixaria este dia passar em branco.
Ela me olhou. Eu estava preso em seu olhar. Vamos lá homem! Honre as calças e diga algo.
– Eu... é... eu... - gaguejei e antes que eu falasse algo meu irmão veio para meu colo.
– Du? Vamos agora ao parque? - ele estava ansioso. Tive que rir.
– Daqui a pouco Thomas não seja ansioso. - respondi.
– Mas eu quero ir agora. Você já prometeu um montão e não me levou. -reclamou com ajuda de Seth.
– Está bem. Vão pegar os casacos de vocês. - falei.
Era uma fuga que eu tinha, já que não consegui dizer nada a Isabella sem gaguejar como uma virgem.
– Vou levá-los ao parque novo que chegou ao subúrbio esta semana. - expliquei.
Ela assentiu sem nada dizer.
– Nos falamos outra hora. -falei me levantando. Foi o melhor que pude dizer.
Levei os garotos para o parque, e eles se divertiram bastante. Enquanto os olhava brincarem pensei que eu queria dar uma vida melhor a eles. Eu não falava apenas em dinheiro, mas sim em exemplo. Como poderia fazer isso sendo membro de uma gangue?
Estava anoitecendo quando os levei para casa. Pensei em ficar ali aquela noite, mas não sei por que tinha a sensação que precisava ir para meu quarto no deposito.
Ao chegar lá descobriu por que.
Deitada em minha cama com os cabelos castanhos espalhados sobre meu travesseiro estava ela. A dona dos meus pensamentos desde que pus meus olhos nela.
Isabella dormia relaxada em minha cama parecendo um anjo. Hipnotizado por ela estar aqui, fui até a cama me sentando na beirada.
Estava dividido entre ficar a noite toda olhando para ela, pois assim eu a teria mais tempo comigo, ou em acorda-la e saber por que ela estava aqui. Mas sendo assim eu teria que tentar me manter controlado, quando apenas o que eu queria era perder o controle de tudo.
– Isabella... - chamei.
Ela abriu seus lindos olhos. Quando me viu sentou-se rápido.
– Edward... Nossa! Acho que dormi. - falou sem jeito.
– O que está fazendo aqui? - perguntei.
– Hum... eu... queria ficar com você. - disse.
Suas palavras me pegaram de guarda baixa. Senti meu corpo reagir ao vê-la. Sentir sua presença, seu cheiro.
Tentei disfarçar desviando o olhar.
– Não acho uma boa ideia.
– Por que não? - ela perguntou quase num sussurro.
Isso não era bom. Eu estava quase vacilando em meu propósito.
– Por que... Por que... Você acabou de perder seu pai e não... - tentei justificar.
– É por isso mesmo ou porque eu disse que estou apaixonada por você? - perguntou.
– Não... Não é sobre isso... - falei.
E realmente não era. Era sobre o meu controle.
– Edward. Nada precisa mudar entre nós. - ela repetiu o que tinha dito quando confessou estar apaixonada por mim.
Ela estava enganada, tudo mudou quando ela disse isso. Perdido em meus fantasmas não percebi quando ela se aproximou e beijou meu rosto, quase em meus lábios. Fiquei imóvel como uma estátua.
– Não precisa ter medo. - sussurrou com boca contra a minha. - Eu quero ser sua de novo. Você já me faz feliz quando me toca. Não preciso de mais nada.
O controle foi para o espaço. Peguei em sua cintura e joguei de costas na cama me colocando por cima de seu corpo a beijando como um esfomeado.
Como um louco alucinado, arranquei sua blusa e seu sutiã também. Beijei, suguei e mordi seu lindo mamilo. Fiz o mesmo com o outro.
– Isso meu amor. Toque-me assim. - ela disse gemendo.
Falando deste modo ela estava me deixando maluco.
Ambos nus ela tomou conta de toda ação. Colocou-se por cima de mim enquanto lentamente me deixava entrar em seu corpo. Em seu sexo úmido e apertado.
– Veja como somos bons juntos Edward. - falou.
Enterrei meu rosto em seus seios para evitar olhar em seus olhos. Sei que se fizesse isso eu entregaria tudo o que sentia.
– Eu sei que você me quer. - disse acelerando os movimentos. Eu apenas gemia de prazer. - Sei que você gosta de mim. - disse.
Quando o prazer maior passava por meu corpo conectado ao dela, ela disse:
– Eu te amo.
Como uma descarga elétrica todo meu corpo respondeu. A olhei como nunca tinha olhado antes. As palavras estavam na ponta da minha língua. Eu te amo Isabella, porém não falei nada. Mais uma vez me acovardei. Ela ficou me olhando com intensidade. Seus olhos brilhando até desviar.
Nos dois dias seguintes, eu não liguei para Isabella e ela também não. Isso me angustiou. Ela parecia estar me dando um gelo. Inseguro como todo homem apaixonado é, resolvi jogar tudo para o alto. No aniversario dela, dentro de uma semana, eu lhe daria a corrente que havia comprado, e lhe diria tudo o que eu sentia. Que se dane tudo. Iria pedir a ela uma chance para provar que eu poderia ser um homem digno dela. Eu só precisaria que ela esperasse os três meses que faltava pra eu ficar na gangue.
Respirei aliviado quando decidi isso. Às vezes o mais difícil é tomar a decisão, depois de tomada você consegue ver as coisas com mais clareza.
A primeira coisa que eu faria era ir falar com Aro. Expor, que em três meses eu sairia da gangue, e que nada me faria ficar.
Comuniquei Urubu de minha decisão. Ele era meu número um. Meu melhor amigo, e deveria saber de tudo. Ele também sairia da gangue assim que eu saísse.
Resolvemos conversar e comemorar juntos. Fomos jogar sinuca e beber cerveja em um bar do subúrbio.
– Quando vai falar com Aro? - Urubu perguntou enquanto se preparava para dar a tacada.
– Hoje ainda. À noite. Já o avisei que irei falar com ele. - respondi observando a bola de Urubu entrar na caçapa.
– Bela jogada. - elogiei.
– Realmente é uma bela jogada irmãozinho.
Uma voz diferente disse. Viramo-nos e vimos James segurando uma cerveja e sorrindo.
– Será que há lugar para mais um jogador? - ele perguntou com um sorriso cínico.
– Óbvio que não. - Urubu respondeu serio.
– Ah qual é... - ele se aproximou - É só um jogo. A não ser que meu irmão esteja com medo de perder pra mim. - disse provocando.
– Eu jogo muito melhor que você James. - Urubu disse.
– Não esqueça que foi eu quem lhe ensinou a jogar. - James respondeu.
Perdi a paciência com o joguinho dele.
– O que você quer James?- perguntei.
Ele me olhou.
– Hum... jogar sinuca? - riu de algo que somente ele achava engraçado. - Na verdade eu queria era conversar com você Edward.
Não imaginava o que ele poderia querer falar comigo.
Urubu jogou o taco sobre a mesa.
– Vamos embora Edward. Não temos nada que conversar com ele. - disse bravo.
Concordei com meu amigo.
– Urubu tem razão. Não há nada que eu queira falar com você. - falei pegando minha jaqueta para sair.
James permaneceu onde estava. Sem se alterar.
– Tem certeza? Nem mesmo sobre a doce Isabella Swan?
No mesmo instante congelei no lugar. Tentei ignorar o olhar, e o jeito irônico que James se dirigia a mim.
– Mas veja se não é a coisa mais engraçada do mundo. - disse exageradamente.
O encarei.
– Edward Cullen. O bad boy do subúrbio... chefe da área. Braço direito de Aro... apaixonado por uma doce e inocente universitária. Quem diria. - ele riu.
Engoli em seco. Eu sabia que não podia contar com a desmiolada da irmã de Isabella. Era óbvio que, um pouco alta, ela daria com a língua nos dentes. O jeito era negar. James não podia saber que Isabella era importante pra mim.
– Eu? Apaixonado? - ri com desdém. - Está maluco James.
Ele continuou com o sorriso no rosto, e o meu se desfez com suas palavras:
– Eu não o culpo. Ela é linda... e tão sexy. - disse parecendo se lembrar de Isabela.
Se eu pudesse fuzilar alguém, apenas com o olhar, com certeza este seria o momento.
– Só acho estranho... - continuou - e até mesmo perigoso... manter um relacionamento digamos tão... intenso sabendo que ela corre perigo.
Enrijeci. Aí estava o que eu mais temia. Avancei dois passos e estava cara a cara com ele.
– Fique longe dela.
Eu sabia que estava me entregando falando isso, mas só a ideia dele perto de Isabella me deixava louco.
James deu mais um de seus sorrisos idiotas.
– Como pode deixar isso acontecer Edward? - perguntou sarcástico - Um cara como você... experiente... se deixar envolver. Você sabe o risco que está colocando sobre ela? Pode vir a acontecer com ela o que houve com a... Deryn.
Parti pra cima dele o prensando sobre a parede. Minhas mãos em seu pescoço.
– Eu vou te matar seu desgraçado! - rugi.
Urubu segurou meu braço, mas eu não me movi. Eu sabia que estava sufocando-o, mas quem se importa? Quando ele estava ameaçando a mulher que eu amo.
– Pare Edward. Ele não vale a pena. - Urubu me puxou mais uma vez.
Soltei o desgraçado que tossia tentando respirar.
– Se algo acontecer a ela... se você chegar perto dela... eu juro que acabo com a sua raça.
Ele começou a rir.
– Você não pode fazer nada contra mim. Sabe disso. Eu e Aro temos um acordo.
– Dane-se o Aro! - gritei.
– Edward... - Urubu me alertou.
Olhei para trás e já éramos o centro das atenções. Era óbvio que logo Aro estaria sabendo de tudo o que aconteceu.
– Pode não ser eu a fazer algo. - James falou me fazendo olhar pra ele de novo. - Mas alguém vai. Até mesmo seu chefe. Aro. Até mesmo ele pode fazer algo.
Escutei o que ele disse e o pior é que o desgraçado tinha razão. Minha proximidade com Isabella a colocava em risco. De diversas maneiras.
Olhei novamente pra ele.
– Já está avisado. Fique longe dela.
Saí do bar feito um furacão. Urubu veio no meu encalço.
– Não de bola para o que ele disse Edward.
Ele falava enquanto tentava me alcançar. Eu estava cego. De ódio principalmente, e outro sentimento pouco conhecido a mim. Medo.
Medo de que alguma coisa pudesse acontecer com Isabella, e medo de ter que tomar a decisão mais difícil da minha vida. Afastar-me dela.
– Edward... - Urubu se colocou a minha frente. - Não vá fazer nenhuma merda.
– Não enche Urubu. Eu faço o que tiver que fazer. E pronto.
Antes que eu conseguisse chegar ao deposito, meu celular apitou como uma mensagem.
Aro quer vê-lo. Agora. Alec.
Que droga! Desviei minha rota e fui ao encontro deles. Minha cabeça doía de tanta coisa que se passava na minha mente. A imagem de Isabella no lugar de Deryn naquela noite. Não. Eu não iria permitir que isso acontecesse.
Cheguei ao local, onde Aro e a outra parte da gangue ficavam. Minha entrada foi liberada. Encontrei Aro como sempre, em sua cadeira de rei do mundo fumando um charuto barato e fedorento.
– Queria falar comigo? - perguntei direto. Não estava com humor para conversa fiada.
– Fiquei sabendo que você se envolveu em uma confusão com James em um bar. Isso é verdade? Por que eu duvido. Sabendo que você sabe que fiz um trato com ele para deixá-lo de fora do meu caminho, eu duvido que você colocasse tudo em risco Edward. Diga-me se estou errado?
Engoli em seco absorvendo a ameaça velada em suas palavras.
– Foi uma bobagem. Apenas um desentendimento. - minto.
Aro me observa.
– É mesmo? Bom quem me informou disse que você estava furioso por James ameaçar sua namorada.
– Eu não tenho namorada. - digo firme. - É apenas uma amiga que não tem nada a ver com... essa vida que levamos. É inocente e avisei James para que fique longe dela.
Aro continuava observando com interesse. Sei que ele está procurando algo em minhas palavras.
– Bom... se esta moça... é tão inocente assim o que ela faz metida entre nós?
– Ela não estará mais entre nós. Eu garanto.
– Hum... e o que você queria falar comigo Edward? Você havia me contatado antes. O que quer?
Esta conversa estava tão diferente de como a imaginei hoje pela manhã. Nem de perto eu tinha a mesma animação.
– Em três meses meio acaba o tempo que tenho que trabalhar para a gangue, assim como o valor da divida do meu pai.
– Hum... sim. E você pensa em ficar definitivamente com a gente. Acertei?
– Sabe que não Aro. Eu nunca quis isso pra minha vida. Estarei deixando a gangue assim que meu prazo acabar assim como Urubu. falo o olhando firme.
Vejo em sua expressão que ele não gosta.
– Bom... não há nada que possamos fazer para que continue Edward? Você seria indispensável nos planos que tenho para a gangue.
– Lamento, mas não.
– Então vai sair da gangue, e ficar com a sua amiga, a inocente Isabella Swan?
Travo o maxilar para não demonstrar minha surpresa por ele saber o nome dela.
– Não fique tão surpreso Edward. Eu sei tudo o que acontece ao meu redor. - diz dando uma tragada em seu charuto. - Fico pensando... essa menina com quem você tem se relacionado. Ela tem uma irmã. Uma irmã que vive com a gangue do James... será que esta sua amiga não está envolvida com eles também? Uma espécie de espia?
– É claro que não!- respondi.
– Como pode ter tanta certeza?
– Eu a conheço. Ela não é assim. - explico.
Ele balançou a cabeça.
– Edward... Edward... não se apegue a ninguém assim... principalmente mulher.
Tento me acalmar. A ideia é estúpida, mas é a melhor que tenho. Preciso proteger Isabella.
– Está enganado Aro. Eu e Isabella somos apenas amigos... com benefícios, mas já acabou. Eu estou até de olho em outra garota da faculdade onde ela estuda.
Aro ri.
– É isso aí. Sem amarras meu jovem. Elas servem apenas para foder.
Eu concordei de cabeça.
– E quanto a minha saída da gangue? Eu cumpri tudo conforme o combinado. Paguei tudo o que devia.
Ele me analisa e então sorri. Um sorriso que não me convence.
– É claro, tudo certo. Eu lhe dei minha palavra não foi? Daqui a três meses você estará fora da gangue.
A alegria que, imaginei sentir ao saber que em três meses eu estaria livre, fora substituída pelo pânico de saber que terei de afastar Isabella de mim. Pelo menos por estes três meses. Após isso eu posso tentar recuperar o tempo perdido. A questão era como eu faria isso? Eu não tinha forças de me afastar.
Na verdade eu precisava que Isabella se afastasse de mim e isso só podia acontecer se eu a magoasse. Merda! Eu não queria fazer isso, mas era necessário.
Precisava ser algo que a tirasse de perto de mim.
Eu pressentia que apesar de Aro ter concordado em me liberar da gangue, que algo poderia acontecer então era essencial que Isabella ficasse longe de mim. Além disso, eu precisava que James e Aro acreditassem que eu não queria nada com ela. Que ela fora apenas mais uma. Só havia uma forma de fazer isso.
***
Edward... eu queria saber se você irá vir... a festinha do meu aniversario... bom você já sabe, é amanhã na minha casa e depois vamos a boate Anthea... eu... eu gostaria que você aparecesse. Bom... é isso. Tchau. Beijos.
Escutei o recado que ela deixara em meu celular. Tomei mais um gole da minha cerveja. Eu precisava ter coragem para fazer o que devia ser feito.
Disquei o número que eu pensei que jamais ligaria.
– Alô. Quem é?– a voz dela perguntou.
– Oi Irina. É Edward Cullen.
Ouvi um baque de alguma coisa.
– Oh... Edward... Oi. Não pensei que fosse me ligar.– disse.
Nem eu.
– Por que não? Bom... vou ser direto. Quer sair comigo amanhã? Tem uma festa de uma... uma amiga na boate Anthea. Quer ir?
– É claro. Eu adora...
Urubu entra no meu quarto neste momento.
– Ótimo. - a cortei. - Passo pra pegá-la. Amanhã ligo para saber o endereço.
Desligo, sem ao menos me despedir.
Coloco o celular na mesinha e volto minha atenção para a TV. Urubu se senta ao meu lado.
– Com quem estava falando? - ele pergunta.
– Acho que não lhe devo satisfação. - digo.
– Edward... não vai fazer merda... você está muito estranho.
– Estou igual ao que sempre estive.
Ferrado, era o que eu queria dizer.
– Amanhã é o aniversario da Bella. Você vai à festa?
– Você sabe muito bem que o Aro quer que façamos a contagem para ele amanhã. Vou estar ocupado. - falo.
– Sim, mas isso termina cedo e podemos ir à boate.
– Talvez.
Não dou mais conversa pra ele. Preciso me entorpecer de cerveja, álcool pra lidar com a merda que terei que fazer.
***
Por que eu iria fazer isso? Já não bastava ter que magoar ela o tanto que eu iria fazer hoje? Por que vir aqui? Pra que dar ela um presente que provavelmente depois de hoje a noite ela jogaria no lixo.
Eu pensava essas coisas quando estacionava a frente da casa dela. Vi alguns carros estacionados a frente. A casa estava iluminada, era óbvio que havia uma comemoração ali.
Avistei um carrão importando parado mais a frente. Era um carro de bacana. Muito bonito por sinal. Desci do carro e fui indo em direção a entrada. É quando vejo Isabella conversando com um rapaz loiro que eu nunca havia visto antes.
Parei atrás deles quase na porta, no exato momento em que estavam abraçados. Isabella estava com os olhos fechados e parecia feliz.
Ela abriu os olhos e me viu. A encarei. Foi quando ela abriu o sorriso mais lindo que já vi. E ele foi pra mim, e não para o cara que a estava abraçando.
Meu coração se apertou por saber que este era provavelmente o último sorriso que ela me dava.
– Oi. - falou sorrindo. - Que bom que veio.
Seus olhos brilhavam. Ela realmente estava feliz em me ver ali.
– Bella... - o rapaz a chamou. - Eu já vou. Mais tarde se der eu passo lá na boate.
Então ele estendeu sua mão para mim.
– Mike Newton. - se apresentou.
Eu já ouvia escutado este nome. Era o ex-namorado dela. Hesitei um pouco, porém peguei a mão dele e apertei firme, talvez firme demais.
– Edward Cullen.
Isabella chegou próxima a ele.
– Obrigado de novo Mike por lembrar, por vir, e pelo presente.
– Não foi nada, você merece muito mais. Certo. Até mais. - disse.
Saiu entrando no carrão importado. Ah então era dele.
Isabella tocou meu braço.
– Vamos entrar? Estão todos lá dentro. - falou animada.
– Não... não posso ficar. - falei - Este cara era o seu namorado?
Seu rosto murchou de repente.
– Ex, ex-namorado. Sim era ele. Como sabe que ele era o meu namorado? -perguntou.
– E ele veio fazer o que aqui? - ignorei a pergunta.
– Veio me parabenizar sobre meu aniversario e... e ele soube sobre meu pai. Trouxe-me um presente. - mostrou a sacola que segurava. - Por que não pode ficar Edward? É... é meu aniversario.
Droga! Eu não devia ter vindo aqui. Seria pior depois.
– Tenho... têm outras coisa que eu tenho que resolver. - falei.
Ela baixou os olhos, e eu quase perdi a razão.
– Mas você vai à boate? - perguntou.
– Vou ver se dá para ir, mas não te garanto. - respondi.
– Tudo bem. - sussurrou.
Porra! Eu não podia fazer isso com ela. Não podia. Mas o que fazer para protegê-la?
– Eu... eu te trouxe um presente. - mostrei uma caixinha pequena. - Não deve ser algo chique como esse Mike deve ter te dado, mas...
– Não importa. - falou sorrindo novamente.
Ela abriu a caixinha e sorriu ainda mais quando viu o que havia dentro.
– Achei que combinava com você. - reconheci.
Ela me abraçou inesperadamente. Fechei os olhos apreciando nossa despedida. Uma despedida que ela nem imaginava que estivesse acontecendo.
– Eu adorei. É o melhor presente que ganhei. -disse. - Me ajuda a colocar? - perguntou.
Sorri de seu entusiasmo.
Ela virou-se de costas para mim, e eu a ajudei a colocar.
– Adorei mesmo Edward.
Aproximei-me mais. Coloquei minha mão em seu rosto. Um último toque.
– Feliz aniversario Isabella. Espero que seja muito feliz. Que todos os seus sonhos se realizem.
– Obrigada. - sussurrou.
– Preciso ir. - falei e saí como uma bala.
Ao entrar no carro arranquei em velocidade. Eu não podia voltar atrás. Isabella era forte. O bem estar dela era algo mais importante que tudo.
Voltei para o subúrbio, e encontrei Urubu terminando o que eu tinha pedido pra ele fazer.
– Onde você foi? - perguntou enquanto eu saia do carro.
– Por ai. Tudo certo? - perguntei.
– Está sim. Tudo pronto para carregar amanhã. - respondeu.
– Ótimo. Vá para casa e passe aqui em duas horas. Vou precisar de você.
– Certo. Aonde vamos?- perguntou.
– Na hora eu te falo.
***
– De quem é esta casa? - Urubu perguntou.
Antes que eu respondesse Irina abre a porta e saí sorridente vindo em direção ao carro.
– Não. - Urubu diz - Não Edward, que merda é essa?
Não respondo.
– Oi. - Irina fala sem jeito provavelmente por conta de Urubu a encarando.
– Oi Irina. Você está bonita.
Ela sorri melosa.
– Obrigada.
– Vamos? - pergunto.
Abro a porta de trás do carro, e ela entra. Quando a fecho Urubu me pega pelo braço.
– Você não está fazendo isso? Está?
– Entra no carro e dirigi. - falo.
Já bebi muito hoje. Urubu vai junto por que não quero causar um acidente.
Quando entro no carro pego uma cerveja para mim e ofereço outra a loira, que me olha ressabiada.
– Aonde nós vamos? Nós três. -ela pergunta.
É nítida sua confusão com Urubu ali.
– A uma boate. E não se preocupe. Urubu será apenas nosso motorista.
Ela fica quieta. Melhor assim.
Chegamos à refinada boate. Ajudo Irina a sair.
– Fique aqui. - falo apenas apara Urubu escutar - Não vamos demorar.
Meu intento era rápido. Eu não precisava ficar por lá muito tempo. Contava que fosse o mínimo tempo possível.
– Edward... não faça isso. - Urubu falou, mas não dei ouvidos.
Peguei a loira pela mão e entrei na boate. O lugar estava bem cheio, e devido a pouca luz não conseguia ver muito bem. Arrastando a loira pela mão procurei por Isabella e suas amigas. Antes, porém passei no bar tomando mais álcool. Eu precisava estar alto pra fazer o que precisava fazer.
Novamente reboquei a loira comigo. Foi quando vi Isabella e os amigos. Eles estavam mais no canto e pareciam se divertir.
Vê-la desta forma fez minha resolução ficar mais firme. Era assim que tinha que ser a vida dela. Sem complicação. Não ficar atrelada a um cara que só traria confusão a sua vida.
Irina olhou para onde eu olhava.
– Nossa... é a Isabella?- perguntou.
– Sim é ela. - respondi.
– É dela o aniversario?
Assenti.
– Vamos cumprimenta-la?
– Agora não. Depois. - falei olhando para onde estavam.
Puxei a loira para a pista de dança, em local onde poderia facilmente ser visto e tratei de desempenhar meu papel. Aproximei-me e sem esperar consentimento de Irina, beijei-a.
Coloquei todo meu esforço em parecer interessado no beijo da garota em meus braços. Mas mesmo meio alto pela bebida só o que passava na minha cabeça era por quanto tempo teria que fingir esta situação? E se Isabella já tinha visto o que precisava ver?
Parei de beijar a loira que estava agarrada em mim, bem animada por sinal.
– Nossa... você me pegou de surpresa... - disse tentando se aproximar para um novo beijo, porém vi Isabela conversando com Urubu, que não deveria estar ali. Alice também estava junto, e me olhava de forma assassinada.
Afastei a loira que queria me beijar a todo custo.
– Vamos cumprimentar Isabella. - falei
Eu precisava ter certeza que tudo tinha funcionado.
Com a mão na cintura da loira me aproximei. Não consegui olhar diretamente para ela. Percebi todos nos olhando.
– Oi. -ouvi a voz de Isabella.
Senti meu peito mais pesado.
– Oi Bella.- Irina falou. -Não sabia que era seu aniversario. Foi o Edward que me falou. Parabéns.
– Obrigada. -disse com a voz baixa.
– Essa boate é bem legal...
Irina tentou ser simpática, mas Emmett furioso interrompeu o que ela iria dizer.
Ele me agarrou pela gola da camisa.
– Seu idiota! Eu te avisei Edward! Eu avisei que não a magoasse. - Emmett me empurrou.
– Ah qual é?- falei debochado - Isabella sabia que não era nada serio. Não é Isabella? Nos divertimos um pouco, mas não foi nada mais que isso.
Foi então que olhei para Isabella. Toda a dor estava em seu olhar. Foi como o olhar que vi no dia que ela perdeu o pai. Só que agora era pior, pois era eu que estava provocando essa dor nela.
Isabella desviou o olhar e foi até Emmett.
– Emmett... ele tem razão. Não se preocupe. Não foi nada de mais. - tentou acalmá-lo.
Emmett me soltou.
Além de Irina, que assistia tudo intrigada, os amigos de Isabella me olhavam querendo meu fígado.
– Bella... desculpe eu não sabia que o que vocês tinham era serio. - Irina disse parecendo desconfortável.
– Ninguém te perguntou nada sua vadia. - Rose falou brava.
O loiro metido se aproximou me encarando.
– Fique longe dela. Entendeu seu bad boy de bosta?
Minha vontade era socá-lo. Com certeza agora daria um jeito de consolar a minha boneca.
– Vamos embora Edward. - Urubu disse puxando meu braço.
Olhei mais uma vez Isabella. Ela não olhava para mim. Estava nos braços dos seus amigos. Rodeada por quem a amava e o principal, estava segura.
Virei-me para sair daquela maldita boate com uma dor no peito que parecia que meu coração não iria suportar.
Cheguei ao carro, e só depois percebi que Irina tinha ficado para trás. Pedi a Urubu que a levasse para casa. Eu precisava ficar sozinho.
Resolvi ir de taxi, mesmo que ele não fosse até o subúrbio, eles tinham medo de entrar no reduto de gangues. Andei o resto a pé. Caminhei à noite com a brisa tocando meu rosto, me entorpecendo. Eu não queria pensar.
*
Tão Longe
Nickelback
*
Desta vez, este lugar,
Desperdícios, erros
Muito tempo, muito tarde
Quem era eu para te fazer esperar?
Apenas mais uma chance, apenas uma respiração
Apenas no caso de haver apenas uma restando
Porque você sabe, você sabe, você sabe ...
*
Entrei no meu quarto e ali foi que tive a dimensão do que tinha feito. A primeira coisa que voou pelo quarto foi a mesinha de centro, e assim coloquei minha fúria para fora quebrando tudo o que via pela frente.
*
Que eu te amo
Eu te amei o tempo todo
E eu sinto sua falta
Estive afastado por muito tempo
Eu continuo sonhando que você estará comigo
E você nunca irá embora
Paro de respirar se eu não te ver mais

De joelhos, eu pedirei
Última chance para uma última dança
Porque com você, eu resistiria
Todo o inferno para segurar sua mão
Eu daria tudo
Eu daria tudo por nós
Dou qualquer coisa, mas eu não vou desistir
Porque você sabe, você sabe, você sabe
*
O rosto dela sorrindo aparecendo todo tempo em minha mente. O seu rosto com a dor que provoquei também. Todas as imagens dela neste quarto comigo. Tudo era tão forte.
Em meio à bagunça do quarto destruído me sentei na cama e amaldiçoei a minha vida. O azar que estava sempre me perseguindo. As consequências. Amaldiçoei tudo que não me permitia ficar com ela.
*
Tão longe (tão longe)
Estive afastado por muito tempo
Tão longe (tão longe)
Estive afastado por muito tempo
*
Mas você sabe
Você sabe
Você sabe
Eu queria
Eu queria que você ficasse
Porque eu precisava
Eu preciso ouvir você dizer
*
Que eu te amo
Eu te amei o tempo todo
E eu te perdôo
Por ter ficado afastado por muito tempo
Então continue respirando
Porque eu não vou mais te deixar
Acredite e se segure em mim e nunca me deixe ir
Mantenha a respiração
Porque eu não vou mais te deixar
Acredite Segure-se em mim e nunca me deixe ir
(Continue respirando) Segure-se em mim e nunca me deixe ir
(Continue respirando) Segure-se em mim e nunca me deixe ir
*
Bella
Não sei como agir, pensar ao ler tudo o que ele escreve. É tudo tão intenso. Pareço estar vivendo tudo de novo sob uma nova perspectiva. Volto a ler mais uma das citações que são diretamente dedicadas a mim.
Isabella...
Desde o momento que comecei a escrever... tudo o que queria te dizer... te contar...sempre ansiei por este momento... eu sabia que seria difícil... talvez mais difícil do que pensei. 
Não acho justo dizer as palavras... aquelas que eu deveria ter dito a você há muito tempo atrás. Saiba que eu as sinto... elas querem sair de mim e ir até você, mas agora não posso, pois estou aqui e você... está distante. Porém, se eu tiver uma única chance de te dizer pessoalmente... eu não vou hesitar. 
Falarei alto e claro para que saiba o sentimento que tenho dentro do meu peito por todos estes amos. Nada mudou pra mim. Não sei quanto a você..., mas para mim você continua sendo a única... a única que eu quero e que eu... amo.
Choro alto. Estou tão cansada, e não sei se por isso adormeço com as folhas sobre meu corpo estendido no sofá. Pouco antes de adormecer lembro-me dos primeiros tempos que passei com Bia em Paris.
Dez anos antes...
Fecho os olhos e sinto o cheiro dele. Devo estar ficando maluca. Há quase dois anos não sei o que é sentir seu cheiro. Mas hoje... agora... sinto como se ele estivesse aqui... como se estivesse perto o suficiente para sentir o aroma de sua pele.
Um meio sorriso aparece quando me lembro de como ele me abraçava por trás, colocando seus braços ao redor de minha cintura. Seus lábios no meu pescoço... eu sentia cócegas... eu daria tudo pra sentir isso de novo.
Um barulhinho me faz abrir os olhos e vejo Bia no berço me olhando com seus lindos olhos e sorrindo.
Minha vida se ilumina ao vê-la.
– Está sorrindo pra mamãe docinho? - perguntou chegando perto do berço. - Está sorrindo por que a mamãe estava pensando no papai não é?
Ela mexe as perninhas gordinhas, e faz aqueles barulhos de bebê, quando parecem querer se comunicar.
– É sim, amorzinho. A mamãe estava pensando no papai.
A campainha toca. Verifico se a baba eletrônica está funcionando e vou para a sala ver quem é meu visitante.
Quando abro a porta dou de cara com Bryan. Não consigo esconder a surpresa em vê-lo. Desde que vim para a França não nos vimos.
– Bryan.
– Oi Bella.
Ele se adianta e me abraça meio atrapalhado.
– Entre. - digo.
Depois que ele entrou e se sentou no sofá, eu o olhei intrigada.
– O que faz aqui? - perguntei.
Ele sorri parecendo sem jeito.
– Queria ver você. Ver se está tudo bem, e claro, conhecer sua filha. - disse sorrindo - Quantos meses ela tem?
– Oito meses. - respondi.
– Nossa! Tudo isso? O tempo passa mesmo. Ela deve ser linda. - disse.
– Eu sou suspeita em dizer. Mas ela é sim. E tão esperta... nem sei como vou fazer quando voltar a trabalhar. - confesso.
Ele me olha diferente desta vez, parece querer dizer algo.
– É sobre isso mesmo que eu queria falar com você. Vim te oferecer um emprego.
O olho boquiaberta.
– Bryan eu não vou voltar...
– Eu sei. Eu me refiro a aqui, em Paris. Vamos montar uma filial aqui, e não vejo ninguém melhor que você para assumir o escritório.
Quase não consigo esconder minha surpresa.
– Por esta eu não esperava. Uma filial aqui? Não seria mais lógico em Londres?
Todas as empresas americanas fazem isso.
– Por isso que não é lógico. Queremos algo diferente.
Permaneço muda pensando no que esta oferta de emprego pode significar.
– Então o que me diz? - pergunta animado.
– Bryan eu não sei...
– Por que não? Vai ser ótimo. Você já conhece a política do escritório. É uma advogada maravilhosa...
Preciso criar coragem e tirar qualquer dúvida.
– Bryan... isso... essa oferta de emprego não tem nada a ver com... a gente? - não sei como dizer - Quero dizer você e eu... sabe que não tem...
Ele se remexe desconfortável.
– Não Bella. Claro que não. Eu... eu estou namorando. Na verdade vou me casar em breve.
Tento esconder o rubor por pensar que ele ainda tivesse esperança.
– Serio?
– Sim... eu vou ser pai... - diz animado.
Eu abro um sorriso.
– Que maravilha. Eu não sabia que estava namorando.
– Eu e Sonya estamos juntos há pouco tempo. - explicou.
– Sonya? Da contabilidade do escritório? - perguntei surpresa.
Ele assentiu.
– Bom... fico feliz por vocês.
Ele me olhou profundamente.
– Serio? Fica mesmo?
– É claro. Por que não ficaria? - falo sorrindo. -Agora venha. Venha conhecer minha pequena Bia.
Continua...


E ai florzinhas? Gostaram?

No próximo capítulos teremos a revelação de tudo que se passou com aquele misterioso sequestro de Kate, e o que ela e o Edward escondem.

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