CASTELO DE AREIA - CAPITULO 03.

Oi meninas!
Espero que amem este médico sedutor e sua princesa.
Resolvi postar hoje sobrou um tempinho e queria ver como recebem este capítulo. 
Mais pistas, pistas no capítulo de hoje.
Obrigado as leitoras novas. Sejam bem vindas.

Castelo De Areia

CASTELO DE AREIA 
JU BAUER (JU BEIJA FLOR)

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Primeira fase

Capítulo 3

Amigos?

Os jovens olharam para Rosálie sem acreditar no que ouviam. A irmã de Edward não percebera a tensão que se formou entre seu irmão e sua cunhada.
– Não na verdade acabamos de nos encontrar Rose.
Isabella percebera e se recuperara do choque mais rapidamente.
– Então vou apresentá-los corretamente. Edward esta é a Bella namorada do Jake. Bella este é meu irmão lindo gêmeo, Edward.
A loira disse sorrindo.
Isabella esticou sua mão nervosamente para o jovem lindo que agora tinha nome e sobrenome num gesto de cumprimento.
– Como vai Edward? É um prazer conhecer você.
O jovem estudante de medicina, que não costumava ficar sem palavras, não sabia o que dizer. Estava interessado na namorada do seu irmão?!
– O- oi Bella. Prazer em conhecê-la.
Os dois se olharam atentamente até Isabella corar e desviar o olhar.
– Legal! Apresentações feitas, vamos curtir a festa.
Rose arrastou Bella para um canto onde umas garotas conversavam. A garota tentou prestar atenção ao que diziam. Ela dizia a si mesma que aquilo não fora nada. Que seu cunhado era um galinha, e que dava em cima de todas como o namorado mesmo já havia dito. E que ele nem se lembraria mais dela já que ela era carta fora do baralho.
Mas uma coisa Isabella se perguntava a todo instante. Como podia existir um homem assim tão lindo?

Edward tentava prestar atenção à conversa que Emmett e outros rapazes, a que fora apresentado, falavam, mas ele não conseguia só o que conseguia era pensar que o destino fora sem vergonha ao aprontar com ele.
De onde estava via sua irmã e sua cunhada. Linda. Era a única palavra que ele pensava. Mas tinha que tirar este pensamento da cabeça. Ela era namorada do seu irmão e por mais que tivesse seus problemas com o irmão, ele não faria isso com Jacob. E por que também sentiu que sua cunhada era uma moça diferente das outras. Talvez pudessem ser amigos. Ele não tinha amiga e já que gostara tanto dela podia tentar. Só tinha que esconder e esquecer suas reações ao ficar próximo da menina, e é obvio que isso iria passar. Ele estava em uma universidade havia muitas garotas que poderiam ajudá-lo a esquecer o fascínio que sentira por sua cunhada.
Edward não percebera, mas seu amigo e cunhado percebera seu jeito diferente. Emmett não era tão desligado quanto pensavam. Eles saíram da festa se encaminhando para o apartamento, que era próximo da universidade, e como estava uma noite agradável foram a pé. À frente a poucos passos iam Isabella e Rosálie, distraídas em uma conversa, e logo atrás Emmett e Edward. Edward não conseguira encontrar nenhuma garota que obtivesse seu interesse. Passara a festa toda tentando não olhar para sua cunhada com segundas intenções. Ele achara ter sido discreto, mas Emmett percebera.
Ele confirmara sua desconfiança ao ver Edward olhando para Bella durante a festa, e agora que ela caminhava a frente deles.
– Cara não acredito?! Ficou a fim da Bella?!
Emmett cochichou.
– Cala a boca Emmett! Tá maluco?!
– Aham sei. Eu vi o modo que olha pra ela. Fora que o papinho de que haviam acabado de se encontrar não colou.
Edward pensava em algo para dizer a Emmett que não levantasse suspeitas, porém nada vinha em sua mente.
– Edward ela é namorada do Jake... Eles se dão bem e fora isso, ela não é este tipo de garota de pegar usar e jogar fora.
– Emmett você só está falando merda. Não tem nada a ver isso que está dizendo.
– Eu te conheço cara. Ficou todo estranho quando a Rose apresentou vocês dois.
– Chega desse papo. Como você mesmo disse, ela é namorada do Jacob e eles estão bem então não viaja.
O amigo não deu o assunto por encerrado, mas resolveu deixar do jeito que estava.

Ao chegarem ao apartamento, Isabella e Edward mal conseguiam se olhar, constrangidos pela situação. Bella disse boa noite a todos e foi para seu quarto que ainda estava vazio. Seu namorado ainda não havia voltado. Ela foi até o banheiro tomando uma ducha e tentado não pensar na situação inusitada em que conhecera seu cunhado.

Edward também se recolheu e ao contrario de Isabella relembrou cada momento que viu o rosto da cunhada. Cada detalhe de seu rosto e cada expressão dela. Adormeceu assim, pensando em Bella.

Na manhã seguinte, Isabella acordou e se dirigiu a cozinha estranhando o fato de Emmett já não estar lá, preparando algo gostoso para comerem. Então ela mesma começou o preparo do café da manhã para todos. Estava distraída batendo ovos para fazer umas torradas quando um barulho a despertou. Edward Cullen estava na cozinha. Lindo, ela pensou. Com uma calça de moletom e camiseta regata branca, que definia os músculos de seus braços. Isabella desviou os olhos rapidamente.
– Bom dia.
Ele disse com a voz ainda rouca de sono.
– Bom dia.
Isabella dedicou sua atenção ao preparo do café tentando ignorar o visitante inesperado.
– Bella...
Edward começou a falar fazendo a garota o olhar. Perderam-se por um instante um nos olhos do outro, até Edward recuperar a atenção.
– Bella nós começamos errados e... Bem esta situação é meio inusitada. Mas quero que saiba que gostei de te conhecer e saber que é a namorada do meu irmão.
Edward mentiu.
Se a jovem percebeu ou não ele não sabia.
– Tudo bem Edward. Foi somente uma brincadeira do destino.
– É, foi isso. Amigos então?
Ele estendeu a mão.
– Amigos.
Ela sorriu colocando sua mão na dele, e sentindo novamente sua pele formigar no local onde ela a tocava. Ela largou a mão de seu cunhado e se concentrou em terminar o que estava fazendo. Em seguida Jacob chegou à cozinha.
– Bom dia.
Ele disse e encaminhou-se até a namorada dando um beijo demorado. Isabella estranhara o carinho de namorado. Ele não era tão afetuoso na parte da manhã.
– Bom dia minha linda.
Isabella corou ao ver que seu cunhado assistira a demonstração de afeto do namorado. Ainda mais que até ontem ele estava dando em cima dela.
Edward desviou os olhos quando viu seu irmão e Bella se beijando. Além de ser algo íntimo, não sabia dizer por que, mas não gostava de vê-los desta forma.
– Bom eu vou indo. Tenho aula cedo.
Edward dissera como uma forma de escapar.
– O café está quase pronto, Edward.
Bella disse seu nome pela primeira vez, e Edward reprimiu o sentimento do seu nome na boca de sua cunhada.
– Eu já estou atrasado Bella, mas... obrigado pela oferta.
Ele disse e saiu em seguida.
Isabella voltou a fazer as torradas.
– O que o Edward fazia aqui Bella?
Jacob perguntou serio.
– Como assim? Veio comer algo. Tomar café da manhã, não sei.
O jovem não escondeu sua insatisfação por encontrar sua namorada com seu irmão.
–E sobre o que conversavam?
– Sobre... Nada Jake! Nós mal nos conhecemos.
Jacob viu que Bella falava a verdade e resolveu deixar este assunto para mais tarde, outras coisas ocupavam sua mente no momento.
– Que horas você chegou ontem? Eu não o vi.
Bella disse fazendo um carinho no cabelo de Jacob.
– Cheguei tarde. A reunião com os professores foi ótima. Eu vou coordenar o projeto que te falei. Vai ser ótimo para o meu currículo.
– Que bom
Isabella sorriu.
– Quando cheguei ontem você estava tendo outro pesadelo.
Jacob falou medindo as reações de Bella.
– Serio? Nossa eu dormi tão bem.
– Irei marcar outra consulta com o Dr. Jones.
– Jake... Não precisa...
– Bella não suporto ver você sofrendo desta forma.
– Mas eu não sofro. Como posso sofrer por algo que não lembro?
– Por favor, deixe-me levá-la ao médico. Vou ficar mais tranquilo.
Isabella assentiu concordando. Ela sentia-se desarmada quando ele mostrava preocupação com ela. Por mais que achasse desnecessária. Ela sentia-se bem.
– Tudo bem.
Disse por fim
– E as dores de cabeça? Ainda continuam?
– Muito raramente.
– Que bom.
Jacob sorriu e a puxou para um abraço.

**

Isabella não sentia nenhuma vontade de conversa com aquela mulher. Mas sabia que era sua obrigação. Pegou o telefone e discou o numero já conhecido.
– Alô.
Disse a voz fria de sempre.
– Tia Carmen? Sou eu. Bella
– Ah oi Bella. O que foi? Aconteceu algo?
– Não. Eu só estou ligando pra saber se está tudo bem.
– Está tudo bem sim.
Elas ficaram em silencio. Não tinham muito que dizer uma para a outra.
– Certo. Só liguei pra saber se estava bem. Até logo.
– Até Bella.
Sua tia desligou em seguida. Ela era sempre assim, fria. Bella não conseguia entende-la. Ela era irmã de seu pai. Mas não se lembrava dela antes da morte deles. É claro que Bella não se lembrava de muita coisa de antes, mas tinha uma sensação estranha. Era como se a tia fosse uma estranha para ela.
Afastou os pensamentos e foi para sua aula.

Duas semanas depois...

Dr. Jones Bronner era um neurocirurgião muito conhecido no cenário médico. Havia sido designado médico de Isabella a pedido do magnata Antony Masen. Ele havia ficado fascinado pelo caso da jovem, no entanto agora via que não poderia ajuda - lá. O caso dela era mais psicológico do que neurológico. Ela não tinha nada. Apesar da falta de memória.
– Eu vou receitar esses novos medicamentos a você Isabella. Eles ajudaram a diminuir as dores de cabeça.
Isabella e Jacob assentiram. O jovem havia conseguido convencer Bella a fazer uma nova consulta.
– E quanto à memória dela doutor?
Jacob perguntou com seu interesse habitual.
– Como eu já expliquei das outras vezes. Não há nada que possamos fazer a não ser esperar. A memória de Isabella pode voltar hoje, amanhã, daqui a 15 anos ou nunca. Não temos como saber.
Isabella suspirou já havia escutado esta conversa antes não adiantava fazer nada. Não entendia por que do namorado insistir no assunto.
– Mas doutor não há alternativa? Uma cirurgia talvez?
Jacob perguntou, alheio as divagações de Isabella, e ela se surpreendeu com a pergunta dele.
– Não. Não há nada a fazer a não ser esperar.
– Mas doutor...
– Obrigado doutor!
Isabella se colou em pé e cumprimentando o médico e saindo da sala furiosa. Jacob saiu atrás dela.
– Bella? Bella? O que foi?
– Eu não acredito naquilo que disse ao doutor lá dentro! - Isabella quase gritou - Cirurgia? Acha que vou fazer cirurgia?
– Se for pra recuperar a sua memória.
– Não! Pare Jake! Pare. Por que quer tanto que eu recupere minha memória?!
O jovem ficou sem saber o que dizer. A verdade ela não poderia saber.
– Por que quero vê-la bem. Quero que tenha uma vida plena e completa.
– Mau eu já tenho! Não parou pra pensar que a falta da minha memória pode ser para a minha proteção? Talvez eu tenha visto ou vivido algo doloroso e ela está me protegendo.
– Bella...
– Não! Chega! Eu não quero mais saber desta história. Vou ficar brava de verdade com você Jake se insistir nisso.
Ela marchou furiosa em direção ao carro.
Jacob entrou e não disse nada. Eles seguiram em silencio até estacionarem em frente ao prédio onde moravam. Ambos não disseram nada.

Ao entrar no apartamento Rose estava lendo uma revista enquanto Edward e Emmett jogavam vídeo game na imensa TV da sala.
Bella não tentou disfarçar sua irritação e passou voando pelo local indo para seu quarto.
– Bella?
Jacob tentou chamá-la sem sucesso. Todos perceberam a tensão entre o casal.
– O que houve?
Rosálie perguntou e todos esperaram pela reposta de Jacob.
– Nós fomos ao neurologista. E ela está chateada por não lembrar.
Jacob mentiu. Pensou que talvez os amigos pudessem fazer Bella voltar atrás e pensar na possibilidade de procurar outros meios que devolvessem sua memória.
Mal ele terminou de falar e Bella desceu a escada ainda de cara fechada. Passou por todos sem nada falar saindo do apartamento.
– Ela não ta com cara de quem está chateada e sim brava.
Emmett comentou fazendo Jacob desviar os olhos dos presentes e se dirigir ao quarto.

Edward assistiu a tudo o que passou calado. Mas para ele era obvio que o casal não estava bem. Em sua mente algo como “é sua chance” surgiu e ele apagou rapidamente este pensamento.
Ficou impaciente.
– Emmett me empresta seu jipe?
– A chave está ali na mesinha.
Emmett disse sem desviar os olhos da TV.
Edward levantou-se e foi até onde se encontravam as chaves.
– E o seu carro? Já decidiu qual vai comprar?
Rose perguntou abraçando o irmão. Eles eram muito carinhosos um com o outro. Edward devolveu o abraço.
– Não sei. Ainda sinto falta do meu carro que ficou na Inglaterra. Vou dar uma saída.
– Aonde vai? Não tem aula hoje.
– Ver umas coisas, deixa de ser curiosa irmãzinha.
Edward desconversou, não ia dizer que ia atrás de sua cunhada. Beijou a testa de Rose e saiu.

Isabella estava furiosa. Ela não gostava que tivessem pena dela. Ela mesma não admitia sentir pena de si mesma. E era isso que parecia que Jacob sentia às vezes por ela.
Andou um pouco, próxima ao edifício em que morava, e logo avistou a praça que ficava a poucas quadras.
Sentou-se em um banquinho e olhando a paisagem ficou pensativa. Não percebeu que um homem alto de cabelos cor de bronze se aproximava dela.
Sentiu uma sombra e olhou para cima dando de cara com o rosto perfeito. Os olhos verdes de Edward a encarava sem piscar.
– Oi.
Ele disse suavemente.
– Oi.
Ela disse fraquinho.
Após o incidente, em que se conheceram, quase não tinha conversado. Somente coisas sem importância. Ambos ficaram constrangidos pela forma como as coisas aconteceram e acharam melhor manter distancia. Mas sabiam que gostariam de ficarem próximos um do outro.
– Desculpe... Você quer ficar sozinha...
Ele disse ameaçando se afastar.
Bella não soube dizer, mas queria a companhia dele.
– Não... Pode ficar.
Edward sentou se na outra extremidade do banco e analisou sua cunhada.
– Está chateada?
Perguntou tentando puxar papo. Mas na verdade estava preocupado com ela. Nestas semanas que estava morando ali havia percebido que Bella era uma garota doce, estava sempre de bom humor. Não gostava de vê-la da forma que estava agora.
Bell suspirou antes de responder.
– Sim... Um pouco.
– Se quiser conversar...
Ele sorriu deslumbrando Isabella. Ela piscou para recobrar a consciência. Ele era um homem envolvente como Jacob avisara.
– Eu quero sim... Você sabe que eu não me lembro de quase nada da minha infância?
Edward assentiu. Rose havia contado a historia trágica do passado de Bella.
– Pois é. Eu não lembro... Só alguns flashes dos meus pais... São momentos felizes. Mas eu tenho sonhos, às vezes pesadelos e dores de cabeça. Já fui a vários médicos, mas todos dizem os mesmo, esperar que minha memória possa, ou não voltar... Só que o Jacob...
Bella parou de falar deixando Edward curioso.
– Jake fica me levando a vários médicos querendo que eu lembre... Isso enche o saco.
Ela disse e Edward teve que rir.
– Jacob é meio mala mesmo.
Ele disse sem pensar. Olhou rapidamente para Bella para ver se ela havia ficado com raiva do comentário dele e viu que ela sorria de canto.
– Eu sei que ele não faz por mal. - Isabella disse por fim - Mas ele quer tanto que eu lembre e às vezes nem eu sei se quero me lembrar... Talvez seja bom eu não lembrar...
Edward sentiu-se chateado por ela. Ela já tinha sofrido uma barra e ainda tinha esta historia da amnésia.
– Você se lembra dos seus pais?
– Só algumas coisas... Do rosto deles e de momentos felizes. Nada que me faça sofrer. Tenho medo de que se eu lembrar... Que seja coisas ruins afinal eles foram assassinados.
– Nem consigo imaginar uma coisa dessas... Ter os pais mortos desta forma. Você é muito corajosa Bella.
– Que opção eu tenho?
– Deve sentir falta de uma família.
Ele afirmou.
– Sim eu sinto. Por isso quero logo me casar e ter muitos filhos. Uma família bem grande.
Edward percebeu o modo sonhador que ela disse isso. Os sonhos dos dois não podiam ser mais diferentes. Não gostou disso.
– Jacob sabe dos seus planos?
Disse tentando brincar. Bella baixou os olhos.
– Espero que ele concorde com meus planos. Quero segurança. Uma família já que não pude ter isso em minha infância.
Edward não queria mais ouvir os planos dela com Jacob.
– Levanta aí.
Edward disse a Bella que o olhou surpresa.
– O que?! – ele disse com seu tom brincalhão. – Chega de chorar mágoas. Vamos sair.
Ele avisou.
– Pra onde vamos?
Ela perguntou levantando.
– Vamos dar uma volta. Comer algo, eu estou com fome.
Saiu e olhou para trás quando Bella não se mexeu.
– Vamos princesa!
Bella gostou que ele voltasse a chamá-la de princesa. Sorriu o alcançando.
– Não vai me levar para lugares impróprios?
Ele riu.
– Não fala isso. Minha mente já está formando imagens perversas.
Disse brincando. Bella sorriu e corou um pouco.
– Viu. Olha só? Você corou e sorriu, já ganhei o dia.
Disse enquanto abria a porta do jipe para ela. Isabella gostava do jeito livre e despojado dele. Era um espírito livre, pensou.
Eles entraram no jipe e Edward deu a partida.
– Emmett te emprestou o jipe?!
Edward assentiu.
– Nossa! Ele não empresta pra ninguém.
– Ele confia em mim.
Ela sorriu.
– Por que perguntou se eu ia levá-la a algum lugar impróprio?
Edward perguntou curioso.
– Ah é que... Sei lá... Você galinha do jeito que é...
Isabella parou ao ver a expressão de Edward.
– Me acha galinha?!
Perguntou surpreso.
– É. Você fica com varias garotas... Só nesta semana foram 4 se não me engano.
Bella disse e riu com a cara mortificada que Edward fez.
– Só por que fico com algumas garotas não significa que sou galinha.
– Ah não? E o que significa então?
– Que sou livre. Que estou aproveitando a vida. E que fico com garotas por sua livre espontânea vontade.
Bella olhou para ele.
– A definição de galinha caberia a mim se eu fosse comprometido com uma garota e ficasse com varias a desrespeitando.
– Acho que aí se chamaria cafajeste e não galinha.
Edward parou no sinal e encarou Bella.
– Não acredito que pensa isso de mim!
– Não sou só eu. Sua irmã também.
– Ah! Rose não conta ela quer que eu seja padre.
– Acho que agora você não pode mais. O celibato.
Bella disse rindo.
– Está se divertindo com a minha cara, não é princesa?
Eles riram juntos e sentiram uma cumplicidade se formando.

Enquanto isso em Seattle, Antony Masen recebia a ligação de seu filho Jacob, o informando sobre o ocorrido no consultório do médico mais cedo.
– Então não há prazo para que ela recupere a memória?
O empresário perguntou olhando a cidade da imensa janela de seu escritório.
– Não pai.
O filho respondeu.
– Não há alternativa a não ser esperar, Jacob. Terá que ficar com Isabella por tempo indeterminado. Sabe o quanto isto é importante. Sei que isso pode ser um inconveniente para você, ser obrigado a ficar com ela, mas...
– Não é inconveniente.– Jacob o cortou - Eu gosto dela.
– Bom assim às coisas ficam melhores. Vou avisá-los sobre a situação. Darei as garantias de que você ficará de olhos abertos a qualquer novidade.
– Certo. Mais alguma coisa pai?
– Sim. Além dos motivos por que quero que fique com Isabella, quero que saiba que prezo por ela. Quero que a faça feliz Jacob. Entendeu?
– Sim senhor.
– Ótimo. Agora preciso desligar.
O magnata desligou e em seguida ligou para o número já memorizado em sua mente.
– Oi. Sou eu.
– Como vai? Alguma novidade?
O homem falou com a voz fria.
– Não. Continua tudo na mesma.
– Antony isso já está começando a me incomodar. Já se passaram 10 anos e a menina não se lembrou de nada. Acho melhor cortar o mal pela raiz.
– Nem pense numa coisa dessas! Você me prometeu que não faria nada contra Isabella! Deu sua palavra.
Antony disse alterado.
Não obtendo resposta do outro lado continuou.
– Já falhou com sua palavra em outra ocasião. E se não fosse por eu chegar a tempo Isabella não estaria viva.
– Você garante que se a menina lembrar ela falara com seu filho antes que qualquer outra coisa possa acontecer?
O homem questionou.
– Sim. Jacob ficará com ela. Pra sempre se for o caso. Ele ficará atento. Não há perigo.
– Se ela lembrar acha que ela saberá onde está o que queremos?
Antony suspirou.
– Sim. Charlie foi bem sucinto quando disse que o que queríamos estava com Bella. Ele achava que estava protegendo a filha.
– E de certa forma ele conseguiu. Não podemos tocar nela até que ela se lembre.
– Nem depois entendeu. Eu não quero que nada de mal aconteça a ela.
– Você é contraditório Antony.
Antony entendeu ao que ele se referia.
– É o mínimo que posso fazer. Cuidar desta menina... Já que não consegui salvar a mãe dela.
A mulher por quem ele fora loucamente apaixonado.
– Certo. Temos outro problema.
O homem disse.
Antony esperou.
– Eleazer. Ele está novamente no país. Atrás dela.
– Mas que droga! Ele não desiste. Já faz tantos anos. Com ele não me importo. O melhor para nós é ele morto.
– Eu sei, mas ele é liso. Ele sabe fugir como ninguém. Agora veja a ambiguidade das coisas Antony. Precisamos que Isabella recupere a memória por uma coisa que precisamos, mas também não queremos que ela recupere a memória para que não se lembre de Eleazer.
– Acho que mesmo que ela recupere a memória ela não se lembrará dele. Ele morava na Europa, quase não tinha contato com Charlie. Se ela o viu foi uma ou duas vezes no máximo. Quanto a isso podemos ficar tranquilos. Agora ele não pode achá-la. Isso não pode acontecer.
Antony encerrou a ligação contemplando o crepúsculo que se aproximava.

Em Boston, Isabella e Edward se encontravam em frente a um estabelecimento comercial.
– Um boliche?
Bella disse levantando a sobrancelha.
– Achei que tinha dito que queria comer?
– Sim. Podemos comer e jogar. Distrair um pouco.
Bella baixou a cabeça envergonhada.
– Não sei jogar.
Disse baixinho.
– Nunca veio num boliche?!
– Não.
– Mas que espécie de namorado é meu irmão?!
Perguntou mais para ele mesmo do que para ela.
– Do tipo que estuda. Estuda e estuda.
Edward gargalhou. Jacob era louco só podia. Como deixava de passear com uma garota tão legal como Bella par ficar estudando?!
– Vamos remediar isso princesa. Vamos comer algo e depois vamos jogar boliche.
Eles entraram no boliche e Bella sentiu-se feliz por estar fazendo um programa tão bacana com seu cunhado. Sua mente a alertou que este era um tipo de programa que deveria fazer com seu namorado, mas ela não ligou. Estava feliz.

Continua...

Mistérios... mistérios e mais mistérios. Espero que não surtem com a quantidade de mistérios que essa fic tem.
No próximo capítulo a coisa esquenta entre os cunhados.

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Spoiler
Carmem sempre temeu que um dia ele pudesse encontrá-la. E agora seus temores estavam próximos de se tornar realidade.
- Você sabe se ele está realmente a sua procura?
Antony Masen perguntou.
- Sim minha amiga disse que ele perguntou por mim. Eu havia saído a pouco. Por sorte ele não me viu.
- Ela disse onde você morava ou confirmou que você trabalhava ali?
- Não. Ela não diria nada a estranhos. Só não imagino como ele me encontrou?
- Um homem sempre dá um jeito quando quer algo. Quem diria que Eleazer ainda se lembrasse de você, não é mesmo Carmem? Será que ele está querendo um retorno do relacionamento de vocês?
- Não sei. Duvido muito. Talvez tenha algo relacionado a... a Bella.
- Não. Ele não sabe nada sobre isso. Bom não importa. O importante é que você suma. Ele não pode te encontrar assim como não pode achar Bella.
- Eu sei Sr. Masen. Farei o que me mandar.
A mulher disse temerosa. Sabia que não devia ter se metido nesta historia, mas na época parecia ser uma boa. A recompensa financeira por cuidar da menina órfã era muito grande para ser recusada. Eles precisavam de alguém para tomar conta da menina, sobrinha de seu ex-namorado. Mas agora depois de todos estes anos não sabia se fez uma boa escolha. E por mais que não admitisse se importava com Bella. 
- Terá que dizer a Bella que recebeu uma proposta de emprego e que irá se mudar. Talvez pra America do Sul.

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