CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 51

Olá Amantes! Voltei!

Desculpe a demora, mas trabalhar, estudar escrever a fic e trabalhar em um livro é puxado.

Retornando com nosso Bad Boy e lhes digo que em 1 ou 2 capítulos estaremos partindo para a parte IV da fic.

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Capítulo 51
Bella
– Não! Não é verdade! ofego. Meu pai não faria isso... Edward estava mentindo! Mentindo!
Jogo os papéis daquele maldito diário, no chão. Não quero mais ler. Não irei mais ler isso. Saio em direção à porta levando somente a chave comigo. Preciso de ar. Mesmo que o tempo esteja um pouco frio não me lembro de levar um agasalho.
Ando pelas ruas do quarteirão sem ver nada. Somente tudo o que li naquele diário vindo a minha mente. São tantas coisas. Tantas coisas que pensei que fosse de um jeito e agora vejo que são totalmente diferentes. Não sei quem é minha irmã. Não sei quem foi meu pai, e principalmente, sei que nunca soube quem foi ou é Edward.
Não quero mais ler aquele diário que por 10 anos esperei, mas sei que preciso terminá-lo. E sinto que há mais escondido entre aquelas páginas.
Suspirei cansada e retorno ao apartamento. Retorno às páginas que me assustam e instigam.

Edward
As musicas tocavam no meu apartamento e eu pouco as escutava. Com uma taça de vinho nas mãos, eu tentava relaxar após a ideia desastrosa de ir atrás de Isabella e do noivo naquele maldito restaurante.
Idiota! Eu era um jumento mesmo. Era óbvio que ela estava bem com o noivo.
Acho que foi uma má ideia tentar me aproximar dela. Nada iria mudar. Minha vida já estava definida.
Tomei mais um gole do vinho e decidi. Iria pedir que outro advogado a substituísse no meu processo. Peguei o telefone para ligar para Carlisle, e falar a ele sobre minha decisão, quando o interfone tocou, e para minha surpresa era ela. Isabella.
O que ela queria aqui? Só me faltava vir aqui esfregar que estava em lua de mel com o noivinho. Se fosse isso iria ouvir.
Abri a porta, e ela se preparava para bater.
– Isabella...
– Olá - disse parecendo insegura.
– Entre - falei.
Ela entrou passando por mim e trazendo aquele cheiro que me deixava maluco. Recusei-me a me deixar abater por isso. Eu estava irritado demais.
– Não esperava sua visita doutora - falei com ironia.
Seus olhos vieram selvagens para os meus.
– Serio? Serio mesmo que o showzinho que você fez lá no restaurante não foi com o intuito de me trazer até aqui?
Andei até me aproximar mais dela. Furioso, seria a palavra que me descrevia.
– Quem fez o showzinho foi você Isabella. Dançando com seu noivinho - declarei.
– Olhe aqui, eu sou sua advogada. Apenas isso. Minha vida pessoal não te diz respeito - falou em tom de arrogância.
É minha advogada por pouco tempo, pensei. Estava na ponta da língua dizer isso a ela, mas não sei por que acabei me calando.
– Lhe digo o mesmo doutora... respondi lembrando o ataque dela por conta de Tânia.
– Como é? Eu não estou nem ai para a sua vida pessoal - falou com desdém.
– Ah é? Então por que ficou tão brava quando me viu com Tânia na empresa?
Ela ficou muda.
– Você estava com ciúmes - afirmei.
– Ahh não me faça rir Edward - mais raiva eu senti de suas palavras.
– Tem certeza Isabella? Pois todos notaram isso, inclusive Tânia.
– Você está louco. Eu quero que você e esta loira oferecida se ferrem - falou brava.
Tive que rir. Ela estava se contradizendo.
– Por que ela seria oferecida? Eu sou solteiro. Livre. Diferente de você não é?
Parece que não era somente eu a ter raiva. Isabella parecia uma ferinha indomável.
– Qual é a sua afinal hein? - perguntou. - Escute Edward eu não sou mais aquela bobinha apaixonada que suspirava por você. Eu sou uma mulher agora. E só aceitei ser sua advogada por que você me chantageou, por que por mim eu nunca mais queria ver a sua cara.
Que seja feita a sua vontade... Doeu ouvir isso dela, mas se era assim que seja.
– Talvez você tenha sorte doutora - respondi.
– Pare com este jogo Edward.
Fui em direção à porta.
– Como quiser. Se já disse tudo o que queria, pode ir - falei.
Antes que eu abrisse a porta Isabella falou:
– Edward... Eu quero entender você, mas não consigo...
Foi o que bastou para que eu perdesse o pouco controle. Fui até ela pegando-a pelos braços.
– O que você não entende? Não entende que há uma atração que nos puxa um em direção ao outro? Que isto nunca vai passar. Que é um vicio para mim. Que somos destinados a sempre nos encontrar e quando isso acontece nada pode nos deter até estarmos juntos da forma que for - percebi que havia falado demais.
Afastei-me. Por mais vontade que eu tivesse de revelar tudo o que eu sentia, eu não podia. Não era justo.
– Por que me dedicou aquela musica hoje?
Olhei-a de forma que se ela prestasse atenção veria tudo em meus olhos.
– Por que eu queria que você soubesse com eu me sentia... Em relação a você... - Não percebe que estou me declarando Isabella? - Eu não sei me comunicar direito... Sei que não tenho este direito, mas eu quero você Isabella. Muito.
Era o máximo que eu podia dizer. E após minhas palavras algo mudou nela.
Aquela frieza programada que eu costumava a ver ostentar no rosto desapareceu.
Ela começou a se aproximar parando somente quando estava a minha frente. Bem próxima. Eu consegui sentir seu cheiro. Sua respiração.
– Bella... - escapou dos meus lábios.
Percebi a emoção tomando conta dela. Eu jamais havia chamado-a, pelo apelido.
– Você... Você me chamou de Bella - ela disse parecendo encantada.
– Sim, eu chamei. Eu sempre quis fazer isso, mas... Nunca tive coragem - assumi.
– Edward... Você... Não vai me beijar? - perguntou receosa.
Eu respirei fundo. Louco para fazer isso, porém ela precisava saber que era ela quem ditava as regras.
– Eu fiz uma promessa... Que só a beijaria se você pedisse - falei rouco de repente. - Mas você tem que querer isso Bella... De verdade.
Não queria ela se arrependesse depois. Eu olhava para seus lábios apenas esperando seu consentimento.
– Me beije Edward... - sussurrou.
Como se estivesse em transe coloquei minha em sua nuca e trouxe sua boca para a minha.
Nada mais importava. A não ser que eu estava beijando-a novamente. Depois de tantos anos imaginando que jamais sentiria isso novamente, ela estava aqui entregue em meus braços.
Nem em meus melhores sonhos, em que já vivi varias vezes este reencontro com ela, eu poderia imaginar o quanto seria intenso e sublime. Amamo-nos repetidas vezes e em todas elas a senti livre e solta. Como se jamais tivéssemos nos separado.
– Acha que vai dormir é? - falei ainda sem fôlego deitado a seu lado na cama.
– Você acabou comigo - ela disse de olhos fechados.
Um prazer de macho passou por mim. Se ela estava assim, é por que o merdinha do noivinho não era de nada.
– Não viu nada ainda boneca. Nem começamos ainda.
Surpreendi-a quando a levantei da cama em meus braços. Ela soltou um gritinho de surpresa, mas se agarrou ao meu pescoço.
Parei apenas dentro do chuveiro, ligando em uma temperatura agradável.
Coloquei-a sob o jato de água e isso pareceu relaxá-la. Ela sorriu de olhos fechados e eu fiquei admirando-a.
– Não vai entrar? - perguntou me olhando.
Não havia percebido que havia sido pego.
– Claro.
Dentro do espaço restrito, após me molhar peguei sabonete líquido e coloquei na esponja. Ideias pervertidas ocupando minha mente.
– Vire-se de costas boneca. Vou ensaboar você.
Ela fez o que falei e logo comecei a passar a esponja pelas costas bem feitas dela.
– Hum... Isso é tão bom. E muito sexy - disse quase gemendo.
A situação já era erótica com ela falando daquele jeito tudo se tornava ainda mais intenso.
– Se você estiver disposta, isso aqui pode ficar ainda melhor - provoquei-a.
Pude ouvir o riso dela.
– Coloque as mãos para cima Isabella. Se apoie contra os azulejos e me deixe cuidar de você.
– Você mandão assim é um tesão Edward.
A conversa acabou quando comecei a lavá-la com a boca e língua e ali contra a parede do Box a fiz minha mais uma vez.
Dormi o que sobrou da noite agarrado a ela. De vez em quando acordava para ter certeza se não era mais uma vez um sonho. Mas não. Ela estava aqui. Comigo.
Eu terminava de fazer as panquecas quando ela surgiu na cozinha. Linda. Ainda mais vestindo minha camisa.
– Bom dia - falei. - As panquecas estão quase prontas fui até ela e a beijei. Ela aqui no meu apartamento era surreal.
– Está fazendo café pra mim? - perguntou não escondendo a surpresa.
– Sim... Na verdade o plano era estar tudo pronto antes de você acordar. Ai eu faria uma bandeja e levaria pra você na cama - falei olhando as panquecas para que não queimassem.
Ela ficou em silencio e eu a espiei. Parecia deslocada olhando a mesa posta.
– Sente-se que vou servir você - falei.
Tomávamos café juntos como um casal normal e eu não conseguia tirar meus olhos dela.
– O que foi?- ela perguntou desconfiada.
– Você é linda - falei. Ela corou desviando os olhos dos meus. - Está ainda mais linda com a minha camisa - eu não queria tocar no assunto, mas me vi falando. - Na verdade...
– O que? - perguntou.
– Eu estou esperando você começar a dizer que o que fizemos foi um erro - falei sincero.
Ela suspirou de repente muito interessada em seu prato.
– Certo não foi... - falou após alguns segundos.
– Por causa do seu noivo - afirmei.
– Não é só por ele. Você é meu cliente. Eu não posso me envolver com meu cliente, além disso, eu não sou uma vadia traidora.
– Você nunca seria isso! Não fale dessa forma de você - falei chateado por ela pensar isso sobre si. - Você não transou com um cara qualquer que conheceu numa balada, Bella. Nós tivemos uma historia.
– Eu preciso ir.
Ela disse de repente me deixando pasmo. O que havia errado? Eu não queria e não podia deixá-la ir. Não agora.
Ela estava com o celular na mão e olhava algo. Eu me aproximei abraçando-a por trás e beijei seu pescoço. Se eu tivesse que jogar sujo para tê-la eu faria.
– Fique comigo boneca. Hoje é sábado você não tem que ir trabalhar eu também não. Vamos aproveitar.
Quando terminei de falar ela se virou e me beijou. Todas as palavras foram esquecidas em segundos.
Ela ficou comigo durante aquele final de semana e foi idílico. Não posso ter outra palavra para descrever os momentos maravilhosos que passamos. Ao final do domingo ela voltou para seu apartamento. E a partir dali eu não sabia como ficaríamos, apenas que eu não desistiria de passar esse tempo que eu tinha até o julgamento com ela.
Na segunda-feira não resisti e mandei flores a ela. Eu queria que ela não esquecesse os momentos que passamos juntos assim como eu não parava de pensar nisso. Também queria mostrar que podia sim ser romântico. Se a situação fosse outra, em que eu pudesse ter certeza que ficaríamos juntos. Eu mandaria flores a ela todos os dias.
Não obtive resposta dela quanto às flores. Não era norma a mulher agradecer quando recebia flores? Eu não havia mandado flores antes, mas nos filmes era assim que funcionava.
Irritado, imaginei que ela estivesse querendo esquecer tudo o que aconteceu entre a gente, pois então ela estava enganada. Ao final da tarde eu descia do meu carro indo para o prédio onde o escritório dela ficava localizado.
– Me desculpe Sr. Cullen, mas a Bella... a Doutora Isabella está muito ocupada.
Ela pede desculpas, porém não poderá recebê-lo. Ela disse que assim que possível entra em contato...
A secretaria maluquinha de Isabela me explicava a recusa de sua chefe em me receber. Conclui que ela realmente estava me evitando.
– Ângela...
– Sim - a garota piscou desconcertada.
– Eu entendo que Isabella não possa me atender, mas eu realmente preciso falar com ela - falei sedutor. - Façamos o seguinte. Eu vou entrar rapidinho e se ela ficar brava pode deixar que não irá sobrar para você.
Falei tudo isso já com a mão na porta da sala de Isabella. A pobre garota mal pôde falar algo. Bati e ouviu um entre de minha boneca.
Quando entrei não dei tempo para ela reagir. Fui até ela decidido. Ela surpresa andava para trás acuada até ficar presa entre eu e a mesa.
– Eu precisava saber se este final de semana foi real. Precisava saber se isso não foi um sonho - falei e a beijei.
Eu controlei o beijo para que ela sentisse que eu estava no comando. Afundei minha língua em sua boca não dando a ela escapatória. Ela correspondeu à altura.
O descontrole estava próximo. Eu a queria novamente. Sempre.
Ela conseguiu se afastar. Eu poderia tê-la impedido, porém não o fiz. Isabella começou a andar de um lado para o outro.
– Isso não pode acontecer... - falou para si. Esquecida de que eu a observava.
A puxei para mim a encostando a porta. Prensei seu corpo.
– Senti sua falta - falei encarando-a. Ela nada disse. - Eu não consegui distinguir o que era real do que era sonho... - falei apreciando aqueles lábios que eu havia provado a pouco, passando meus dedos neles. - Eu sonhei tanto em ter você de novo que imaginei nosso final de semana ter sido mais uma alucinação da minha mente - ela parecia em transe. - Me diga Bella? Você sente que foi real? Sente que eu a toquei. Sente... - sem controle a provoquei deslizando minha mão por seu corpo parado sobre seu sexo. -...que eu estive aqui dentro... Dentro de você... Inúmeras vezes? Huh? Você sente? Diga-me boneca? - minha boca se ocupava de morder seu pescoço. Eu sei, eu estava jogando baixo. Mas quem se importa?
– Edward... - ela murmurou.
– Sabe o quanto é perfeita? - falei em seu ouvido. Minhas mãos tendo vida própria se infiltrando por sob sua saia, sentindo a maciez de sua pele novamente. - Sabe como eu amei estar dentro de você? Como eu amei sentir seu gosto novamente?
– Por favor... Edward... Não podemos... - falou implorando, contudo eu sentia que ela deseja o mesmo que eu. Que esquecêssemos as regras e vivêssemos essa paixão maluca. Enlouquecedora.
– Eu queria você na minha cama na noite passada Isabella. Você me queria também? - sorri contra sua pele. - Eu sei que queria... Fico louco só de imaginar o quanto você deve estar molhada agora imaginado tudo o que fizemos... - minha mão finalmente chegou aonde ela mais precisava no exato momento em que bateram na porta.
Ela saltou para longe de mim. E eu calmamente sentei na cadeira em frente à mesa dela.
– Entre - ela disse nervosa.
A secretaria maluquinha dela entrou desconfiada nos olhando.
– Hum... É que eu vim avisar que já estou indo - Ângela disse e Isabella pareceu ficar desconcertada.
– Ângela você pode esperar um minuto? - perguntou.
– Claro - a secretaria respondeu percebendo algo.
– Eu e o Edward... Quer dizer o Senhor Cullen já estamos terminando aqui e aí nós conversamos. Eu preciso adiantar umas coisas que quero para amanhã - falou se explicando.
Era óbvia sua tática. Evitar-me. Contudo Isabella parecia não me conhecer. Eu era paciente.
– Certo. Eu... Eu vou esperar lá fora - Ângela disse saindo não sem antes dar mais uma olhada para nós dois.
– Está fugindo de mim - afirmei.
– Edward eu preciso de um tempo... Isso tudo é... Uma loucura.
Sim minha boneca. Uma deliciosa loucura.
– Um tempo... - repeti fingindo que pensava. Levantei da poltrona sorrindo. -Feito. Jantar amanhã ás 9hs. Passo para te pegar no seu apartamento.
– Mas... Edward não...
– Sem desculpas boneca. Tenho uma proposta para você. Até amanhã linda. - falei decidido.
Após Isabella fazer um pouco de doce acabou concordando com o jantar. E é claro que a provocação estava sempre presente entre nós e durante o jantar não foi diferente.
Passamos um bom tempo juntos. Conversamos muito sobre tudo. Foi agradável. Senti que se a vida tivesse sido diferente era isso que poderíamos ter tido. Que poderíamos ter no futuro. Momentos como este. Mas as coisas não eram como se esperava. A minha vida então era um caso atípico.
À noite passamos em seu apartamento e foi incrível. A seduzi na varanda e a tive ali. Sem barreiras e entregue mais uma vez.
A convidei para ir comigo a Filadélfia. Eu queria que ela visse seus amigos novamente, mas o principal motivo eu deixei escondido. Mesmo assim esperava que ela percebesse.
Quando nos envolvemos no passado eu a tratei como tratava qualquer uma das minhas fodas. E isso foi errado por que ela era especial. Sempre fora. E agora eu queria que ela sentisse isso. Que era especial. Nada mais correto do que trazê-la para perto daqueles que eu amava. Mesmo que depois tivéssemos que ficar separados caso eu fosse condenado.
Naquela manhã eu a acordei com beijos. Ela dormia de bruços com as costas nuas. O lençol cobrindo apenas seus quadris. Era uma tentação.
Comecei a distribuir beijos por suas costas. Iniciando pela cintura até a nuca. Ela se remexeu em seu sono.
– Boneca... Temos que acordar... - falei carinhoso.
Ela se virou na cama ainda sonolenta expondo sua nudez. Meu corpo não se cansava do dela.
– Bom dia... - ela disse sonolenta, mas sorridente.
Peguei sua mão e a puxei.
– Para onde vamos? - perguntou confusa.
– Para o chuveiro - respondi.
– Você criou uma tara por transar no chuveiro? - perguntou brincalhona.
Mas quando retirei minhas roupas e fiquei nu mostrando a ela o quanto estava excitado, ela já não tinha mais o ar brincalhão.
– Minha tara é por você - falei colocando minha mão em sua nuca e a trazendo para mim.
Em pouco tempo, eu a tinha presa contra a parede do Box, enquanto a comia rápido e forte.
Saímos para tomar café próximo ao apartamento dela. Em uma padaria charmosa e com o melhor bolo de laranja que eu já me lembrava de ter comido.
– Esta semana eu ligo para você para combinarmos nossa viagem. Pretendo sair daqui, na sexta à tardinha e voltaríamos no domingo também à tarde. Fica bom pra você assim? - perguntei comendo o bolo pelo qual estava apaixonado.
– Eu não disse que iria com você - ela brincou.
– Não. Não disse, mas é certo que você vai. E nem é por minha causa. Eu sei que você quer revê-los.
Referia-me a Rose e Emmett, de quem ela se afastou por minha culpa.
– Está certo. Eu vou - sorri. - Edward nós vamos precisar conversar serio sobre seu julgamento...
Não deixei que ela terminasse. Eu não queria falar sobre este assunto agora.
– Agora não Bella. Depois que voltarmos da Pensilvânia.
– Não podemos adiar isso...
– Eu sei. Pode ter certeza que eu sei - falei serio. Eu sabia. Ela podia ter certeza que jamais esquecia que poderia ter minha vida alterada a qualquer momento.
– Tudo bem - ela concordou.
– Minha semana vai ser meio corrida, mas eu dou noticias. Agora tenho que ir, pois tenho que passar no meu apartamento para trocar de roupa antes de ir para a empresa - falei levantando.
– Certo.
Fui até ela e a beijei demoradamente. Pisquei antes de sair.
Eu estava ansioso por leva-la a Filadélfia. A semana estava corrida e quase não vi o tempo passar.
Em uma tarde daquela semana recebi a ligação de minha amiga e contei a ela tudo o que estava acontecendo entre eu e Bella.
– E você não vai pedir a ela para mandar o noivo pastar? -Sharon perguntou.
– Claro que não! - falei emburrado. Não gostava de me lembrar do tal noivo.
– Não o entendo Edward. Você a ama, como pode aceitar essa situação? Ficar com ela e depois deixá-la para o outro.
– Não tenho escolha Sharon.
– Como não tem. Não vai sair da gangue em poucos dias? Então? Se tudo der certo você será inocentando e poderá ficar com ela.
Sharon não sabia de tudo. Não sabia que eu não poderia entregar Aro. Muito menos, imaginava que ele estivesse diretamente ligado com minha prisão.
– Eu tenho uma grande chance de der condenado. Não a quero esperando por um preso por sei lá quanto tempo. Ela merece mais que isso expliquei lhe contando parte da verdade.
– Lá vem você com esse complexo de inferioridade - minha amiga resmungou.
Não falei nada.
– Achei que fosse levá-la no outro final de semana a casa do seu avô? No casamento de sua mãe - Sharon disse mudando de assunto.
– Eu pretendo fazer isso. Porém quero levá-la primeiro neste para que não fique desconfortável. Imagina chegar à casa desconhecida e já se deparar com uma festa?
– Oh sempre tão cavalheiro! - ela debochou.
– Pode parar pestinha! - devolvi a brincadeira.
– Falando serio agora. Vou ligar para sua mãe e agradecer pelo convite, mas não vou poder ir ao casamento.
– Por que não? Esta com algum problema? - perguntei já preocupado.
– Calma ai super herói! Está tudo bem... Não posso nem ter um final de semana romântico sem tem que dar satisfação a você não? - falou fingindo irritação. - Conheci alguém... Vamos passar o final de semana juntos...
– Sharon... Se cuide... - alertei-a.
– O que você quer? O número do seguro social dele, identidade etc. - suspirou.
– Não se preocupe. Ele é um cara bom. Seu tio o conhece. Não sei no que vai dar estamos apenas nos conhecendo...
– Quero que seja feliz... Você sabe.
– Eu sei. Mas você precisa parar de querer bancar o superprotetor com todo mundo Edward. Uma hora terá que cuidar apenas da sua vida sacou lindão?
Eu ri. Era bom conversar com ela. Assim como era maravilhoso conversar com Bella. Devido aos meus compromissos não podemos nos ver naquela semana.
Então a noite nos falávamos pelo telefone. Eu adorava esses momentos de intimidade.
Eu já me imaginava aproveitando todo o tempo que teríamos junto neste final de semana quando Carlisle entrou em minha sala pálido e nervoso. Surpreendi-me ao vê-lo. Nem sabia que ele estava na cidade.
– Oi Carlisle não sabia que estava... - não terminei de falar quando ele fechou a porta e me olhou serio. - O que foi? O que aconteceu? - perguntei alarmado.
– Lembra-se que eu falei que estava blefando quando disse a Aro que estava atrás do David? - ele perguntou.
Eu assenti.
– Bom eu estava, mas... Depois vi que poderia ser uma oportunidade de vê-lo livre e fui atrás... Consegui encontrá-lo Edward.
– Como é? - perguntei chocado.
– Sim. Ele está em uma cidadezinha do Texas. Ele troca de cidade o tempo todo então temos que sair daqui imediatamente e ir falar com ele antes que ele fuja novamente.
Eu não conseguia acreditar.
– Esta pode ser sua chance Edward - meu tio falava empolgado. - Com as provas que ele tem em mãos você poderá lidar com Aro e não pagar mais nada a ele. Pode se ver livre desta situação meu filho - falou como um pai falava com um filho.
– Calma. Não vamos criar esperanças sem termos nada de concreto.
Ele assentiu.
– Vou mandar preparar o jato para hoje à noite. Devemos estar em Dallas de madrugada, no entanto não sei quando retornamos - falou já tomando as providencias para nossa viagem.
Ainda fiquei parado por uns minutos não querendo deixar aquela sensação se apoderar de mim. A sensação de esperança.
Tentando ser frio em relação a isso acabei por ser frio ao avisar Isabella do cancelamento de nossa viagem
– Eu vou ter que adiar nossos planos - falei mais serio do que gostaria.
– Ah... Bem... é... Tudo bem. - ela respondeu.
– Eu tenho que fazer uma viagem que não estava programada - disse a ela. -
Sinto muito... Eu te ligo quando voltar
– Edward... - falou e senti ansiedade em sua voz. - Está tudo bem? - perguntou hesitante.
– Sim. Está sim. Tenho que ir. Tchau Isabella.
Após desligar fechei meus olhos e apoiei a cabeça no encosto da cadeira. Eu não queria, não podia deixar a esperança se infiltrar em meu coração, contudo era o que estava começando a acontecer.
No fim no domingo à noite eu e Carlisle voltávamos desiludidos para Seattle. Passamos o final de semana todo atrás de David que novamente fugira. Pouco antes de chegarmos à cidade em que ele se escondia fomos avisados que ele fugira. Então fora como uma busca entre gato e rato. E não éramos apenas nós que estávamos atrás dele. Os homens de Aro também procuravam por David.
Desiludido por mais uma vez o destino contribuir para que tudo desse errado em minha vida, não consegui procurar por Isabella logo que voltei. Tentei me concentrar no trabalho e nem isso funcionava.
Em uma reunião importante na quarta-feira eu estava sendo massacrado pelo empresário. Eu estava desligado sobre o assunto da reunião e sendo constantemente insultado pelo homem. Senão fosse por Tânia tudo teria sido um vexame.
Ela foi incrível ao me defender perante o homem petulante. Porém ao mesmo tempo Tânia agia de forma que me deixava desconfortável. Era afável demais para o tipo de relação profissional que tínhamos.
Havíamos chegado de viagem há poucos minutos. A reunião com o empresário fora numa cidade há 200 km de distancia e precisamos nos deslocar ate lá. Era sobre a reunião que falávamos quando uma Bella enfezada surgiu a minha frente.
– Bella... - sussurrei.
– Olá senhor Cullen - falou dura. Mas que porra era essa? - Não quero atrapalhar seu encontro... - disse soltando fogo pelos olhos. - Eu só vim aqui por que precisamos marcar uma reunião sobre o assunto do processo, e como o senhor não deu as caras achei que era meu dever lhe lembrar disso. Espero sua ligação para a minha secretaria. Era isso... Passar bem.
Falou sem me dar chance de falar e saiu pisando duro. Eu até tive vontade de rir de seu jeito de gatinha brava. Contudo antes de me divertir eu precisava saber o que havia acontecido.
– Bella... - falei indo atrás dela. Ela acelerou o passo quase correndo, mas fui mais rápido e consegui segurar seu braço.
– Me solta! - rugiu furiosa.
– Pare e me escute! - falei firme.
– Escutar o quê? Que você me dispensou pelo final de semana pela loira ali, e ficou tão ocupado que não conseguiu nem aparecer no meu escritório?
Não resisti e desta vez ri.
– Não ria de mim!
– Não estou rindo de você falei tentando controlar meu divertimento. Ela ficava irresistível com ciúmes. - Acha que eu estou a fim de Tânia?- perguntei. Isso era tão absurdo.
– Acho sim. Agora você é rico pode ter a mulher que quiser e... Ah deixa pra lá - tentou soltar seu braço. Minha vontade era de beijá-la ali até ficar sem ar. - Me deixe ir Edward! - pediu.
– Nem em sonho - falei levando-a de volta onde Tânia estava parada assistindo toda a cena e com certeza tirando sua conclusões.
– O que está fazendo? - perguntou.
– Se você veio até aqui é por que precisava falar comigo então vamos conversar - falei enquanto a arrastava.
– Não quero mais falar com você. Tudo o que eu tinha pra dizer eu já disse.
Não dei atenção ao que ela disse.
– Eu preciso conversar com a senhorita Swan - expliquei a Tânia. - Peça os relatórios que combinamos.
– Mas Edward... Nós... - ela começou a dizer.
Eu precisava deixar algo claro ali. Tanto para Bella quanto para Tânia.
– Senhorita Denalli tudo o que já tínhamos para fazer foi feito. Isso foi apenas uma viagem de negócios. Estou errado? - falei duro.
Tânia fora excepcional, porém não podia confundir as coisas.
– Claro. Está certo Edward - disse gaguejando.
– Prefiro que se dirija a mim como todos os outros funcionários da empresa Srta. Denalli.
Ela engoliu em seco.
– É claro... Desculpe-me Senhor Cullen - disse visivelmente constrangida. Era melhor assim.
Arrastei Isabella até minha sala e ao entrar tranquei a porta.
– Agora nós vamos conversar Isabella.
Ela ficou em silencio.
– Desculpe por ter sumido, - me desculpei. - ...eu tive que resolver uns problemas e logo que cheguei a Seattle era minha intenção ir vê-la, mas... Mal cheguei e tinha esta viagem a negócios. Só cheguei há pouco - expliquei.
– O que foi aquilo? Por que falou aquilo pra sua assessora? - ela perguntou parecendo mais calma.
Aproximei-me.
– Para que você tivesse certeza que não há nada acontecendo entre eu e ela. Nem nunca vai acontecer - falei. - Sabe por que Bella? Por que não há espaço pra outra mulher a não ser você - coloquei minha mão sobre seu rosto. - Nunca existiu outra desde que coloquei meus olhos em você... Tão linda e tão jovem saindo da faculdade ao lado de Emmett...
Confessei perdido em lembranças e também com saudade dela. Não esperei mais para tomar sua boca. Um beijo de saudade e paixão.
– Eu vim aqui para te agradecer as flores... Desculpe não ter feito antes - falou.
– Antes tarde do que nunca boneca - falei sorrindo. A empurrei até minha mesa, já com pensamentos perversos em minha mente. - Agora vou matar as saudades de você boneca. Deite na mesa e se abra pra mim - falei com a voz sedutora. Ela não se mexeu. - Isabella...
– Edward... Não podemos fazer isso aqui... - falou confusa, mas vi em seus olhos o desejo que tinha em seguir em frente.
– Ao inferno que não podemos! É a minha sala, faço o que eu quiser aqui.
Agora faça o que eu disse.
Ela sentou-se abrindo as pernas lentamente sob o meu olhar de luxuria. Sua saia subiu um pouco mostrando a meia sexy, que hoje, ela usava. Então sedutora inclinou-se para trás deitando sobre a mesa.
– Linda... - murmurei.
Passei minhas mãos sobre suas coxas até encontrar a renda da meia.
– Você quer me enlouquecer usando essas meias, não é? - perguntei. - Já molhada boneca? - falei safado. - Eu mal toquei em você.
– Então me toque.
– Seu pedido é uma ordem, amor.
Coloquei minha cabeça entre as pernas dela e me deliciei com o aroma da mulher que eu amava. A beijei ainda coberta pela peça íntima.
– Tira a porra desta calcinha Edward - ordenou. E como sou um bom garoto eu a obedeci.
Então a toquei da forma que eu sabia que ela queria, precisava e necessitava. Ela tinha os olhos fechados aproveitando o prazer que eu proporcionava a ela com minha língua e dedos.
Pela força de seus gemidos eu soube que ela chegara ao seu clímax. Ela demorou uns segundos para respirar com tranquilidade.
– Sabe... - falou. - Eu devia te deixar na mão por conta de você ter sumido...
– Devia, mas... Não vai fazer isso vai? - perguntei sorrindo de lado.
Ela mordeu o lábio, pensativa.
– Não. Tira a roupa e vem aqui.
Fui rápido em fazer o que ela disse e estava nu pronto para ter meu caminho com ela quando me dei conta de algo.
– Espera... - falei. - Droga! Eu não tenho preservativo aqui.
Ela me olhou pensando por um tempo.
– Bella... Eu quero muito... Estou limpo.
– Certo - ela continuou a tortura me masturbando lentamente. - Eu nunca fiz sem preservativo. Não precisa se preocupar e quanto ao outro assunto. Eu tomo pílula - explicou.
Não precisou muito para que logo eu estivesse dentro dela.
– Delicia minha Bella. É sempre tão bom... - falei me movimentando em um ritmo leve, mas firme. - Coloque suas pernas ao redor da minha cintura.
A penetração ficou mais profunda levando calafrios de prazer ao meu corpo.
– Eu estou quase lá... - declarou
– Ah que ótimo... Eu não estou aguentando mais - falei beijando-a profundamente.
Alguns minutos depois ela ficou em meus braços enquanto nos recuperávamos. Ela passava os dedos suavemente por meus cabelos.
Comecei a rir.
– O que foi? - ela perguntou.
– Se o Carlisle sonha o que rolou aqui vou levar uma bronca - assumi.
– Então é melhor que ele não saiba não é?
– Sim. Mas ele não está na cidade então acho difícil que ele saiba. A propósito nunca mais vou conseguir trabalhar nesta mesa sem imaginá-la deitada em cima dela, nua.
Ela sorriu e seguiu para o banheiro que indiquei. Quando retornou peguei sua mão a levando até um pequeno sofá. Sentei-me e a coloquei em meu colo.
– Eu sei que dei para trás na última vez, mas... Eu queria que fosse comigo na Filadélfia neste final de semana. É importante - acrescentei antes que ela dissesse algo. Ela nem sabia o quanto. Era o casamento da minha mãe. Porém achei melhor não dizer nada, pois se eu a conhecia bem, ela não iria se soubesse.
– Eu vou - falou e a beijei docemente e apaixonado como eu sempre seria por ela.
Continua...


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