CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 52

Olá meninas.... Obrigado pelo carinho de sempre e obrigada pelos comentários. no capítulo passado.

Lembrando que está cada vez mais próximo de terminar esta parte e começar a parte IV, falei em dois capitulo no máximo e acho que ser por ai talvez um pouquinho mais.

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência

Capítulo 52
Edward
A loira me olhava parecendo magoada. Não era minha intenção.
– Garanto que vai gostar de trabalhar com Heitor, Tânia.
– Edward... Sr. Cullen eu não entendo. Achei que estivesse gostando do meu trabalho... Se eu fiz algo errado...
– Não fez nada disse firme. - Somente que Heitor precisa de uma assessora e como Paul está retornando... Eu já estou acostumado com ele.
Ela manejou a cabeça positivamente, porém eu sabia que ela notara que fora trocada de setor. Ela não era má, contudo eu não queria mais problemas com ela.
Principalmente envolvendo Bella. Já havia coisas demais entre nós. Não precisava de nada mais.
Não prejudicaria a moça se ela fosse trabalhar com um dos brilhantes administradores da empresa muito pelo contrario.
E eu fiquei feliz com o retorno de Paul. Sua estada em New York parece não ter dado certo. Pelo que eu sabia tinha a ver com coisas do coração.
– Senhor Cullen? - ouvi a voz de minha secretaria.
– Sim Marcy.
– Sua mãe deseja falar com o Senhor... Posso passar?
Um sorriso espalhou-se em meu rosto.
– É claro.
Aguardei um segundo até ouvir a voz de minha mãe.
– Querido...
– Oi mãe. E ai? Muito ansiosa? - perguntei sabendo o quanto ela estava feliz ao lado de Carlisle.
– Sim... Estou muito feliz meu filho. Minha felicidade só não é completa...
– Mãe... Por favor, não vamos falar disso... de novo - a interrompi.
Eu já sabia sobre o que ela falaria. Sobre minha possível condenação.
– Tudo bem. Não vou falar disso... Só quero saber quando vai vir...
Sorri comigo mesmo. Sua ansiedade era visível.
– Hoje à tarde mãe. Devo chegar ai de madrugada. Pode ter certeza que eu não perderia isso por nada. Faço questão de levá-la ao altar.
Pude ouvi o riso dela.
– Ah tudo bem então. Vejo você amanhã no café da manhã. Beijos meu lindo.
– Beijos mãe.
Não contei a ela que eu levaria Bella. Somente Carlisle sabia. Já que as coisas não deram certo no final de semana passado, eu queria fazer uma surpresa a todos. Principalmente a minha boneca.
A viagem foi tranquila. Isabella até aproveitou para cochilar um pouco. Fiquei observando-a dormir como o bobo apaixonado que era.
Já na casa do meu avô, ela foi para o quarto em frente ao meu. Era apenas para manter as aparências. Era lógico que ela dormiria comigo. Se é que dormiríamos.
No entanto ela começou a demorar. Havíamos combinado de ela voltar para meu quarto após colocar suas coisas no outro quarto. Impaciente, saí do quarto atravessando o corredor, abri devagar a porta e a vi. Ela estava deitada quase atravessada na cama, parecendo ter adormecido ser ter-se dado conta. Suas belas pernas estavam a mostra. Sorri comigo mesmo.
Aproximei-me e a ajeitei na cama, deitei ao seu lado e nos cobri. Ela pareceu levemente desperta.
– Me deu o bolo doutora? - perguntei a abraçando por trás.
– Desculpe... - ela falou sonolenta. - Acho que a viagem me desgastou.
– Hum... Que pena, boneca - eu ri. - Durma amor. Amanhã nós teremos muitas emoções.
Ela mal escutou o que falei e novamente dormiu. Eu fiquei ali sentindo seu cheiro e a textura de sua pele e logo adormeci também.
Acordei cedo. Imaginei que fosse dormir mais por conta do fuso horário, contudo eu me sentia disposto. Olhei para Bella, ela dormia em sono alto e resolvi não acordá-la. Voltei para meu quarto e após a higiene matinal me dirigi para onde eu sabia que todos aguardavam para o café da manhã.
Já estavam todos a mesa.
– Bom dia a todos - os saudei chamando a atenção.
Após ser cumprimentando efusivamente por todos os membros da minha família me sentei ao lado do meu avô para degustar do delicioso café da manhã.
Meu avô sorriu de orelha a orelha. Era sempre assim quando todos estávamos a mesa. Ele passara muitos anos praticamente sozinho. Às vezes apenas ele e Carlisle. E agora com a família grande que tinha ele parecia um homem renovado.
Por vezes me pegava pensando no por que do meu pai ter nos escondido que tínhamos uma família. Não era apenas para não dar o braço a torcer, mas sim para castigar seu pai. Ele sabia o quanto meu avô adoraria ter a família a seu redor.
– Fez boa viagem filho? - minha mãe perguntou.
– Sim. Foi tudo tranquilo - respondi e direcionei um olhar a Carlisle que entendeu. Ele sabia que Isabella estava comigo.
– Ah... tem tanta coisa gostosa que não sei por onde começar - Rose disse nos fazendo rir. - Vou virar uma porca de gorda.
– Não vai não meu bem - Emmett disse carinhoso, a esposa.
– Minha Deusa loira você não poderia jamais ficar sequer parecida com uma porca. Talvez uma sereia - meu avô galante disse a minha cunhada que se derreteu.
– Viu Emmett. É disso que eu falo. Por que não pode dizer essas coisas? Obrigado senhor Jhonas, o senhor é sempre tão cavalheiro - Rose agradeceu.
Era um clima agradável sempre que eu estava aqui. Uma família de verdade.
Perguntei aos meus irmãos sobre os estudos, e eles me responderam sem hesitar. Eu sempre ficava de olho quanto a este assunto. Porém agora eu não era o único a me preocupar com isso. Carlisle tomava conta deles com mão firme, e eu me sentia aliviado por isso. Sabia que eles seriam homens de bem.
Perguntei a Elisa sobre Alex. Ela me relatou todas as peripécias dele dos últimos dias. Adorava saber tudo sobre ele. Estava morrendo de saudade. Eu o tinha como meu filho. O filho do meu melhor amigo que agora eu criaria como se fosse meu. E quando pensava nisso senti meu estômago apertar. Se eu fosse condenado eu ficaria anos longe dele. Não iria guiá-lo por este mundo. Sei que ele não ficara desamparado, mas mesmo assim. Não era isso que pensei quando assumi esta responsabilidade.
Olhei para Carlisle que me encarava.
– Eles já chegaram? - perguntei.
– Já. Devem estar a caminho neste momento. O motorista foi buscá-los.
– Ah que maravilha. Estou morrendo de saudade da Alice - Rose comentou. -
Foi ótima esta sua ideia de trazê-la para o casamento Edward... Eu só não entendi por que. Pelo que eu saiba você não e amigo deles...
– Logo você entenderá Rose - falei tomando meu suco e percebi o olhar avaliador de meu avô.
Não demorou muito e meu celular apitou me alertando de uma mensagem. Era ela. Isabella. A instrui para nos encontrar e fiquei esperando. eu queria ver como seria sua reação.
Percebi assim que ela surgiu ao alto da escada, porém fingi não ver. Meu avô esperto como apenas ele poderia ser, foi quem a viu por primeiro.
– Ora se não temos uma grande surpresa esta manhã ele disse e todos olharam para onde ele dirigia seu olhar.
Todos ficaram paralisadas. Em choque. Não esperavam por ver Isabella aqui. Carlisle me olhou dando um sorriso.
Eu me levantei e fui até ela para trazê-la para perto de todos. Após o choque inicial, a refeição se tornou um momento de reencontro. Foi emocionante ver
Isabella e Rose se abraçando. Amigas de muito tempo, que ficaram separadas. Eu sabia que a culpa havia sido minha. Emmett me deu um sorriso agradecido. Ele sabia o quanto a esposa sofria por estar longe da amiga.
Isabella foi aos poucos se conectando com todos. Em seguida a babá veio avisar que Alex havia acordado e eu não pude resistir a ir vê-lo.
Quando cheguei ao quarto de bebê, ele estava sentadinho no cercadinho. A babá já o havia trocado e ele parecia ainda sonolento. Brincava com seu urso preferido.
Quando ele me viu jogou seus bracinhos para o alto sorrindo. Era nessas horas que um homem tinha que mostrar que era um macho e não chorar. Por que vendo uma criança de apenas dois anos feliz ao te ver, fazia você sentir vontade de chorar.
O peguei em meus braços e o enchi de beijos. O levei comigo para o café da manhã e lá Isabella o conheceu.
Tudo estava saindo como eu havia planejado. Alice e Jasper chegaram e pude ver a felicidade de Isabella. Com certeza ela não entendia tudo o que eu estava fazendo. Será que era assim tão difícil de perceber? Eu estava apenas querendo me redimir das coisas erradas que fiz no passado. Eu queria que ela se sentisse especial.
À tardinha chegou o tão esperado casamento de minha mãe com meu tio. Meu tio andava de um lado para outro na sala da mansão. Dava pra ver seu nervosismo. Estávamos nós dois ali. Eu esperava minha mãe para levá-la ao altar.
A moça do cerimonial, contratada para o casamento, apareceu à porta.
– Já está na hora Carlisle - informou e se retirou.
Ele me olhou sorrindo.
– Então vou... Aguardar sua mãe... - disse gaguejando.
Eu quase ri, no entanto fui até ele e coloquei minha mão em seu ombro.
– Vou entregar a você a mulher mais preciosa que existe. Espero que cuide dela - falei serio, porém sem ameaça.
Ele abriu um grande sorriso.
– Eu sei disso. Amo sua mãe. Vou fazê-la feliz... Eu prometo - respondeu sincero.
– Não poderia ter homem melhor para cuidar dela... Se... Se eu for...
Foi a vez de Carlisle colocar sua mão em meu ombro.
– Não fale isso. Não vai acontecer.
Eu sabia que ele só falava aquilo para me tranquilizar, e como não queria estragar o momento assenti.
– Vá para o seu lugar. Em breve a levarei até você.
Ele sorriu e saiu. Em seguida ouvi passo e aquela bela mulher num vestido verde descia as escadas. Linda era a palavra para descrevê-la.
– Está linda boneca. Verde realmente combina com você - falei me aproximando dela.
– Você também está muito bem Sr. Cullen - ela disse.
– Agradeço o elogio Doutora Swan.
Enlacei sua cintura e trouxe seu corpo para o meu.
– Após a cerimônia... Toda esta festa... Quero você no meu quarto, boneca.
Quero retirar lentamente este seu vestido - sussurrei em seu ouvido percebendo o quanto eu a afetava.
Isabella se retirou, indo para o lugar preparado para a cerimônia, e logo depois Rose e Elisa desceram, e sei que estão lindas, mas só consigo ver e sorrir para a mulher que segue atrás delas.
Minha amada mãe está tão linda. Vejo a emoção em seus olhos. Ali vejo que tudo que fiz para protegê-la, para proteger minha família... Que tudo valeu a pena.
Eu jamais poderia me perdoar se algo tivesse acontecido a ela.
Confirmei que faria tudo de novo se fosse para ver o sorriso no rosto dela que eu via agora.
– Está... Muito linda mãe - falei emocionado.
Estávamos apenas eu e ela na sala.
– Vamos? - perguntei. - Seu noivo a espera ansioso.
Ela riu e pegou minha mão, porém não se moveu. Eu a olhei.
– Esse é um dos dias mais felizes da minha vida... - ela começou. - Perde apenas para os dias em que tive meus filhos... Perde com certeza para o dia em que um menino com poucos cabelos meio arruivados na cabeça foi colocado em meus braços. O dia em que tive você Edward em meus braços foi com certeza o dia mais feliz da minha vida - ela disse sem segurar as lágrimas. E tão pouco eu consegui.
A abracei forte.
– Eu amo você mãe - falei entre seus cabelos.
– Também o amo meu filho.
Recuperei-me do momento emocionante e conduzi minha mãe até o altar.
A festa foi maravilhosa e consegui esquecer os problemas que me aguardavam quando retornasse a Seattle. Bebi e me diverti e levei a minha garota para dançar, mesmo que ela não fosse oficialmente minha, era em meu coração.
Dançávamos aquela musica em que a vi dançar com o noivo. Eu precisava exorcizar a sensação de ciúme ao me lembrar da musica. Aquela musica afinal era uma musica linda.
Minha mão estava em contato com a pele das costas dela. Eu aspirava seu cheiro e apreciava seu corpo próximo ao meu.
– Por que me trouxe aqui Edward? - ela perguntou de repente e não consegui disfarçar que me surpreendeu. Imaginei que eu não precisasse falar abertamente sobre isso. - Com a sua família... No casamento da sua mãe... Buscar Alice... O que está querendo provar?
Desviei o olhar pensativo. Queria dizer tantas coisas.
– Eu queria te mostrar que no passado... Quando nos envolvemos... Eu disse que era somente sexo... Não era... Nunca foi...
Um dia... Eu não saberia precisar quando, ela saberia de tudo. Que a desenhei sem conhecê-la, que me apaixonei antes mesmo de ela revelar o que sentia por mim.
– Queria provar a você que é especial Bella - continuei. - Eu... Fui um idiota por deixar você pensar que era qualquer uma. Você não é, e nunca será. Eu só... Queria que você soubesse disso.
Foi então que percebi que ela iria chorar. Droga! Será que não havia gostado do que eu disse?
– Por favor, não chore - falei sem saber como agir colocando minhas mãos em seu rosto.
– Edward eu não sei o que pensar... O que estamos fazendo? - falou parecendo novamente aquela garota que conheci no passado e não a firme advogada que reencontrei a poucas semanas.
– Dançando? - falei tentando amenizar o clima. Percebi que ela não gostou da minha resposta. - Desculpe... Estamos aproveitando um tempo juntos. Vivendo ou revivendo o passado da forma que deveria ter sido - respirei fundo. - Tudo o que eu fiz... Um dia você irá entender.
Ela colocou sua cabeça em meu ombro e se deixou levar pela musica. Eu tentei aproveitar os poucos momentos que talvez me restassem ao seu lado.
***
– Nunca pensei que fosse dizer isso, mas... Aproveite a lua de mel - falei recebendo em troca sorrisos de Carlisle e minha mãe.
Eles se despediam partindo rumo a breve lua de mel. Minha mãe não queria ficar muito tempo longe, a proximidade do meu julgamento deixava a todos tensos, ela principalmente.
– Vou aproveitar querido - me deu um beijo no rosto. - Se cuide.
Após as despedidas procurei Isabella com os olhos e vi de longe que ela seguia juntamente com Emmett para dentro da mansão.
Não sabia explicar por que, mas tinha a sensação de que algo estava errado.
Os segui e percebi que foram para a biblioteca. Meu instinto foi confirmado quando parei próxima a porta aberta, e escutei o que eles falavam.
– Você o que?! - meu irmão sempre calmo quase gritou. - Não pode estar falando serio Bella.
– Sim. Estou sim. Preciso fazer algo para ajudá-lo Emmett, e só isso que irá fazer com que eu consiga sua absolvição. Você é advogado. Sabe disso.
– Enlouqueceu? Ir atrás da gangue?-perguntou Emmett.
Eu não podia acreditar no que aquela maluca estava cogitando. Ir atrás de gangue? Atrás daquilo que lutei e luto até hoje para deixá-la longe? Minha vontade era colocá-la em meus joelhos e dar umas boas palmadas em seu traseiro, e isso não teria nada de cunho sexual.
– Saia Emmett! - falei indo até ela.
– Eu escutei bem Isabella? Escutei você dizendo a Emmett que iria procurar a gangue?
– Sim. Foi isso que eu disse - respondeu sincera.
Busquei forças para não deixar meu gênio perder o controle.
– Nunca... Nunca ouviu bem? Nunca chegue perto da gangue Isabella. Você não sabe o que tive que fazer para mantê-los afastados... Da minha família... De você.
Resolvi deixar as coisas um pouco mais claras.
– Como assim de mim? - perguntou.
– Isso não importa...
– É claro que importa! Edward chega de segredos...
– Bella, por favor, esqueça esta loucura!
– Edward eu preciso fazer algo pra defendê-lo... - tentou se justificar.
– Bella... Se você não esquecer isso eu vou...
Fiz um suspense proposital.
– O que?
– Eu vou ter que procurar outro advogado - respondi. Percebei no ato sua surpresa e decepção. - Eu não quero isso - completei pegando as mãos dela. - Se quero que meu destino esteja nas mãos de alguém, esse alguém é você Bella. Mas não vou deixar você chegar próxima da gangue novamente. Não vou repetir os erros do passado.
Então a beijei desesperado. Imaginá-la próximo a gangue me deixava insano.
– Venha. Eu já esperei demais pra ter você - peguei sua mão levando para meu quarto onde pretendia amá-la lentamente.
***
Após o retorno, para minha rotina em Seattle, percebi que algo mudou em Isabella. Era nítido que isso tinha a ver com a viagem que fizemos para a Filadélfia.
Não nos víamos a dois dias, devido aos meus compromissos na empresa. Eu estava tentando deixar tudo organizado para o caso de eu ser condenado. Havia vários contratos que estavam sob minha supervisão e eu precisava passá-lo para um dos administradores competentes da empresa. Com isso não conseguir ficar com Bella, porém no falávamos muitas vezes por dia e foi ai que percebi a mudança nela.
Antes, logo que a reencontrei, eu sempre notei certa distancia dela em relação a mim. Mesmo após termos ficado juntos. Ela se protegia. No entanto a desde a Filadélfia ela estava mais transparente, mais parecida com a Isabella de anos atrás.
Isso ao mesmo tempo me encantava e me assustava, pois a Isabella do passado não escondia o que sentia por mim. Ela me amava. E ver esta Isabella de novo, com minha vida indefinida com estava, era a deixar ter esperanças. Por mais que eu quisesse poder dizer que a amava, que queria ficar com ela para sempre, isso não era justo. Ela não merecia isso. Eu teria que magoá-la novamente.
Depois de receber a mensagem de Bella. para que eu fosse direto ao seu apartamento e que subisse direto sem que precisasse avisar na portaria mais certeza tive de que ela começava a esperar mais de mim do que eu poderia dar. Infelizmente.
Entrei, e como ela disse tinha deixado a porta aberta. A sala principal estava fazia e o apartamento tinha um leve aroma do que ela havia preparado para o jantar. Segui a sua procura e a encontrei na sala de TV de costas ao telefone.
– Quem bom que vai voltar logo - ela disse parecendo animada. Aquele escritório não é o mesmo sem você.
Senti meu estômago se retorcer ao imaginar quem era ao telefone. As suspeitas logo foram confirmadas.
– Eu também sinto sua falta Bryan - falou.
Não era apenas ciúme que senti. Era mais. Era o peso da verdade. Que eu estaria preso em breve. Longe dela e que ele, o noivo, estaria ao lado dela. No lugar que deveria ser meu.
Bella olhou para trás me vendo. Não disfarcei que havia escutado sua conversa.
– Er... Eu preciso desligar - disse. Percebi que ficou incomodada. Com certeza por me ver escutando enquanto ela conversava com o noivo.
– Tchau Bryan. Se cuide - ela desligou. - Oi... - sussurrou.
Eu permaneci em silencio. Ela veio em minha direção parando a minha frente.
– Eu fiz um jantar...
Não deixei que ela terminasse de falar. Esmaguei sua boca com a minha em um beijo intenso e apaixonado. Ela retribuiu da forma que eu esperava.
Estávamos há dois dias sem nos vermos e tocarmos, e isso, com certeza contribuiu para a fome que sentíamos. A falta que sentíamos um do outro.
Eu também sinto sua falta Bryan!
A voz dela dizendo isso retumbou em minha cabeça me deixando maluco. Rudemente a prensei na parede beijando sem deixá-la pensar. Queria agir como homem das cavernas e fazê-la gritar meu nome e esquecer-se do noivo perfeito que voltaria em breve e a tomaria de volta.
Rasguei o vestido que ela usava de cima abaixo sem obter reclamação da parte dela. Praticamente nua a minha frente fartei-me de seus seios chupando um mamilo e depois o outro.
– Você... - ela tentou falar, porém eu não me ocupei em escutar continuando a beijá-la e tocá-la em todas as partes. - Você não precisa ficar com ciúmes... - falou por fim. Parei na hora o que estava fazendo e a olhei.
– Eu... Eu quero dizer que se você ficou... Com ciúmes... - gaguejou. - Que não precisa... Por que eu sou sua...
Era minha? Minha o quê? Amante? Foda ocasional? Nada disso chegava perto do que eu queria dela. O que não poderia ter. Contudo ela era minha agora, apenas neste momento.
– Minha... - repeti. - Minha... Até quando?
Beijando-a novamente fomos para cama e lá tudo era intenso e apaixonante como sempre. Embolamo-nos e transamos em todas as posições possíveis. Ela estava tão entregue...
Dei um tapa na bunda linda a fazendo saltar.
– Fique em suas mãos e joelhos, boneca - falei safado. - Quero comer você olhando para essa sua bunda deliciosa.
Ela prontamente fez o que pedi. E meti nela naquela posição tentadora.
–Você é um tesão boneca! - grunhi.
– Mais Edward... Mais...
Ela sempre foi entregue, mas desta vez ela parecia alucinada. Quereria provar algo? Talvez por que ouvi sua conversa com o noivo.
Tentei não remoer essas coisas enquanto estava dentro dela, e sim aproveitar os momentos que tinha com ela.
Mais tarde ela estava deitada em meu peito e eu pensava em tantas cosias que meu cérebro parecia que iria dar um nó. Eu amava, isso era tão claro como água. A queria comigo. Queria tudo com ela. Casar-me, ter filhos. Recomeçar..., Porém minha vida parecia que iria seguir outro destino. Não era questão de ser pessimista. Eu sentia que iria ser condenado. Não sabia quanto tempo ficaria preso, mas na melhor das hipóteses eram 10 anos.
Seriam 10 anos de uma vida em suspenso. Seria esse tempo que Isabella deveria esperar para ter tudo àquilo que merecia se quisesse ficar comigo. E isso era justo? Fazê-la esperar por todo este tempo? É claro que não! Meu lado egoísta, que não a queria com o noivo, dizia que ela era somente minha e queria que eu pedisse a ela para me esperar, mas meu caráter altruísta não aceitava isso.
Ela tinha um noivo. Um cara que pelo que sei era louco por ela. Que poderia fazê-la feliz. Em 10 anos ela já teria uma família, filhos e nem se lembraria de um bad boy complicado que atravessou seu caminho.
Era difícil, mas a decisão correta era esta. Deixar Isabella ser feliz. O certo era acabar isso agora mesmo. Mais um pouquinho do meu lado egoísta ainda não havia se preparado para dizer adeus.
Eu iria aproveitar esse poucos dias com ela. Faríamos tudo que um casal normal faria. Sairíamos, nos divertiríamos e nos amaríamos até meu julgamento. E neste dia seria a decisão. Seu fosse inocentando eu declararia meu amor a ela ali mesmo, e pediria sua mão e seria o homem mais feliz do mundo se ela aceitasse. Mas... se eu fosse condenado eu a deixaria em paz para sempre.
A decisão estava tomada.
Com um pouco de esperança decidi ir atrás do anel perfeito para dar a ela.
Quem sabe meu destino não iria pelo melhor caminho. Não custava ter um pouco de esperança...
***
Eu olhava pela janela do carro observando a paisagem urbana de Seattle. Era uma cidade bonita. Gostaria de morar aqui. Criar uma família.
– Edward? - Paul me chamou.
– Sim?
– Chegamos.
Olhei para o outro lado e a loja da famosa grife de joalherias reluzia no prédio.
– Certo.
Desci acompanhado de Paul que me ajudaria na escolha do anel. Assim que bati o olho naquele anel eu sabia que era perfeito para ela. Era uma pequena fortuna, mas não mais do que ela merecia. E se tudo desse certo valia cada centavo.
– É uma boa escolha Edward - Paul falou quando voltávamos para o carro. Eu com a pequena caixinha em meu bolso.
– Não preciso dizer que isto é segredo não é? - falei a ele.
– Perfeitamente.
Ficamos sem silencio no carro cada vez mais perto do escritório dela.
– Espero que tudo de certo Edward e que você possa seguir seus planos... Espero que possa ser feliz.
– Obrigado Paul, no entanto isso não depende apenas de mim - respondi.
Chegamos ao escritório de advocacia e a secretaria de Isabella quase engoliu Paul com os olhos. Meu assessor ficou um pouco assustado com a... Intensidade da secretaria piradinha de minha boneca.
Isabella gargalhava quando entrei em sua sala logo após a saída de sua secretaria.
– Nossa! O que foi?! - perguntei também rindo. Adorava vê-la assim de bom humor.
A caixinha que continha o anel parecia queimar no bolso de minha calça. Ela se levantou vindo até mim me dando um beijo em que havia tanto significado. Amor, carinho e desejo.
– Que bom humor é este minha boneca linda?- perguntei fazendo um carinho em seu rosto.
– É Ângela. Ela vai partir para o ataque. Vai assediar seu assessor.
Abri um sorriso. Isso seria divertido. Isabella voltou-se a sentar em sua cadeira e eu a imitei sentando-se a sua frente.
– Serio? Você não disse a ela sobre ele.
Ela negou.
– Que maldade Doutora Swan...
– Você não sabe o que ela já me fez passar. Deixa eu me divertir um pouco.
– Ok. Só tenho pena do Paul.
– Ele vai sobreviver.
Rimos juntos.
– O que você queria falar comigo? - perguntei sorrindo e percebi o sorriso morrer no rosto dela. Ela pegou um papel me entregando.
– É a data do seu julgamento.
Olhei para aquela data escrita... Ali se resolveria meu destino.
– 20 dias... - murmurei.
– Eu posso tentar atrasar isso... - ela disse pesarosa.
– Não. Do que adiantaria? Eu vou ter que passar por isso de qualquer forma não é?
– Precisamos estabelecer a estratégia de defesa Edward - falou.
– Eu sei.
Respirei fundo.
– Edward eu não te entendo... Você está querendo passar 20 anos preso?- perguntou irritada.
Surpreendi-me com seu tom.
– É claro que não!
– Pois não é o que parece... -falou. - Eu preciso que você esteja comigo nessa para que eu possa ter uma chance de fazer o meu trabalho direito. Para que eu possa confiar em mim mesma para ser competente o suficiente para te defender. Droga! Você não vê que estou de pés e mãos atadas? Você não querendo falar sobre a gangue é assim que me sinto. Ok eu já entendi que você não vai usar isso, mas pelo menos temos que conversar sobre o processo - ela disse tudo num fôlego só. - Eu entendo que você queira esquecer e aproveitar sua vida, pois não sabe como será o seu futuro, mas não adianta fugirmos disso.
Levantei-me e fui até a janela olhando a cidade. Senti as mãos dela em minha cintura. Peguei sua mão e deixei junto a minha. Ela tinha razão. Porém era difícil com o pouco tempo que me restava pensar apenas em tentar evitar o que para mim era inevitável.
Voltei-me para ela segurando seu rosto entre minhas mãos.
– Você está certa Bella, mas... Eu quero um tempo.
– Tempo?
– Sim. Vamos aproveitar o tempo que me resta e vamos esquecer este julgamento...
– Edward... - quis reclamar.
– Por favor, Bella escute. Na última semana antes do julgamento, então ai sim, nós vamos nos concentrar nisso. Eu vou me comprometer com isso. Eu te prometo.
Ela parecia contrariada, mas no fim falou:
– Não é o certo Edward, mas... Tudo bem.
A beijei docemente, contudo fomos interrompidos pelas mensagens desesperadas de Paul. Sorri acompanhado de minha boneca, e seguimos para a antessala tentando salvar meu assessor, antes que fosse devorado pela secretaria maluquinha.
Continua...

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