CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 53

Olá Meninas/Amantes

Oficial o próximo capítulo no máximo no seguinte é o final da Parte III. Tem grande possibilidade de já ser no próximo o último capítulo, mas como eu só posso ter certeza ao escrever o capítulo , e isso não o fiz ainda, não quero prometer sem poder cumprir, e tem alguns pontos a abordar antes de passar para a tão sonhada Parte IV. Exemplos do que tem por vir nestes últimos momentos da parte III:
Ele na prisão, recebendo as cartas de Bella, Bella conversando com Emett e Esme e acertando as contas com Kate Etc..

Vamos ao capítulo...

Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Capítulo 53
Edward
Eu tinha que admitir que estava um pouco nervoso, afinal eu e ela tínhamos um segredo. Um segredo que pelo que percebi ela manteve em todos estes anos. A ela eu me refiro a Kate Swan, irmã de Isabella. E agora estar aqui perto de reencontrá-la me deixava um pouco desconfortável, no entanto não tive como recusar o convite quando Bella propôs virmos até Forks.
Descemos do carro em frente à construção típica da cidade. Era uma bela casa. Grande e tradicional com um gramado que se estendia ao redor dela.
Mal descemos e um menino loirinho surgiu correndo no gramado rindo e correndo em direção a Isabella.
– Tia Beia! - o garotinho se jogou nos braços dela que o pegou no colo.
– Oi lindinho! Tia Bella estava com saudades - ela disse apertando o garotinho.
Eu sorri olhando a cena, porém minha atenção se desviou deles quando a mulher loira surgiu no gramado. Era Kate. Ela não disfarçou a me ver que também se sentia desconfortável.
Bella então olhou para mim e viu para quem eu olhava. Disfarcei fechando a porta do carro. Fui até ela e juntos fomos em direção a sua irmã.
– Oi Kate - Bella disse dando um beijo no rosto da irmã.
– Oi Bella... Oi Edward... Como vai? - Kate falou visivelmente perturbada. Eu esperava que ela pudesse disfarçar, pois Isabella poderia desconfiar.
– Oi Kate. Lindo seu filho - falei tentando quebrar o clima tenso.
Deu certo. Ela sorriu olhando para o garoto.
– Obrigada. Vamos entrar? Phil e Danny já estão a postos na churrasqueira.
Passamos por ele e entramos. Após atravessar a bela casa saímos para os fundos numa espécie de varanda onde dois homens desconhecidos se divertiam na churrasqueira e também estava a mãe de Isabella.
A jovem senhora veio em nossa direção e depois de cumprimentar a filha se dirigiu a mim.
– Olá meu filho. Que bom revê-lo. Principalmente em uma situação mais tranquila - disse.
Ela obviamente não esquecera o que se passara no passando. Ninguém na verdade, muito menos eu.
– Como vai senhora...
Percebi que não sabia como chamá-la afinal ela já não era mais a Senhora Swan. Ela riu me dando um tapinha no braço.
– Apenas Renée querido.
Fui então apresentado aos homens da família e gostei muito deles. Phil o padrasto de Isabella um homem simples e calmo e percebia-se o amor que tinha pela esposa. Assim como Danny que era visivelmente um homem feliz ao lado esposa e do filho. Eu acreditava que ele não sabia no que sua esposa tivera metida no passado, e não era da minha conta julgar se ele deveria ou não saber.
Fiquei observando aquela família e meu pensamento me direcionou para Charlie Swan que poderia estar ali com a família senão tivesse se metido com pessoas erradas. Eu não me conformava com isso. Eu não tive escolha em me meter com a gangue, mas ele... Ele poderia ter vivido outro destino.
Apesar dos segredos que rondava o ambiente foi um bom momento que passei ao lado deles. Principalmente por ver Kate ter tomado juízo e ter cumprido sua promessa de não revelar a Isabella sobre a forma que a salvei das mãos de Aro.
Eu estava dando uma volta pelo jardim quando senti alguém próxima a mim. Era Kate. Olhei em volta para ver se Isabela não estava por perto.
– Não se preocupe. Ela está com Andrew - Kate disse parecendo ler meus pensamentos. - É bom e estranho revê-lo Edward.
Eu não disse nada só a escutei.
– Você me salvou e ainda parece que devo te agradecer - disse.
– Não precisa...
– E também acho que deveria contar a Bella...
– Não! Isso deve ficar no passado Kate - falei firme.
– Mas por quê? Se você está com ela...
Eu balancei a cabeça confuso, em como explicar.
– Não vou ficar Kate.
– Ah... Eu não entendo. Então por que entrar na vida dela novamente? Ela estava bem - ela disse confusa.
– É muito difícil explicar...
Ela me observou por um tempo.
– Você ainda a ama - afirmou e não tive coragem de mentir negando. - E acha que será preso e não quer que ela sofra..., Mas não entendo por que se aproximou...
Eu não tinha nada para falar então o melhor era ficar calado.
– Não vou dizer nada. Como eu prometi a você - ela continuou. - Só falarei a respeito se um dia você me liberar da promessa. Só espero que se este dia acontecer que Bella me perdoe.
***
Eu assistia TV no apartamento de Isabella e a observava de canto de olho debruçada sobre a mesa estudando em livros e mais livros de direito buscando algo para que pudesse me livrar de ser condenado.
Eu estava frustrado. Não a queria sob esta tensão. Estávamos no meio da semana e na próxima segunda feira era o julgamento. Com a data cada vez mais próxima, mais tensão envolvia a mim e a ela, e eu não queria isso. Queria ficar leve sem me preocupar com isso.
Levantei e fui até ela parando atrás de sua cadeira e coloquei minhas mãos em seus ombros fazendo uma pequena massagem.
– Está muito tensa - falei.
Ela suspirou apreciando meus dedos em seus ombros tensos.
– É eu sei... Explique-me como com todos os anos que ficou na gangue você não tem sequer uma passagem pela policia? - perguntou.
– Eu era esperto. E quando a coisa ficava feia sempre tinhas os cafés pequenos por assim dizer que assumia qualquer culpa por você - respondi.
– Outros assumiam a culpa para que você não fosse prejudicado?
Ela me olhou e eu assenti.
– Sim. Não era apenas comigo, isso acontecia com os outros chefes da gangue.
– Vocês eram importantes demais para estar na rede da policia - ela concluiu.
– Isso mesmo. Essa ideia foi estabelecida na gangue pelo meu pai...
De repente meu telefone começou a tocar e ao ver o número percebi ser desconhecido.
– Você não vai atender? - ela perguntou.
– Sim eu... Eu vou. Alô.
– Como vai Edward? - era Aro. - Estou ligando, pois sei que seu julgamento está próximo. E queria apenas lembrá-lo de cumprir sua palavra.
Senti o sangue ferver em minhas veias.
– Eu entendi... Não vou dar para trás... Você já devia saber que cumpro minha palavra - falei e pensei em dizer ao contrário de você, porém não falei.
– Sempre é bom lembrá-lo. Não se esqueça de que precisa proteger sua bela e amada advogada - disse em tom ameno, mas eu sabia da ameaça velada.
– Eu. Já. Falei. Que. Vou. Cumprir. O acordo!
Num acesso de fúria arremessei o celular na parede o fazendo em pedaços.
– Inferno! - gritei.
Só então me dei conta de Isabella me olhando assustada.
– Bella... Desculpe-me - respirei fundo para tentar recuperar o controle. - Eu a assustei? - fui até ela que estava paralisada sentada na cadeira pegando suas mãos.
– Não eu... O que houve? - ela perguntou.
Nada passou em minha mente.
– Foi algo na empresa... - ela me olhou com quem não acredita. - Eu estava com um projeto e agora que estou para me afastar eles não acreditam que cumpriremos o acordo mesmo eu garantido que está tudo certo. Isso me irrita - menti tentando ser convincente.
Ela não disse nada e vi que não acreditou. Naquela noite percebi Isabella desconfiada. E instável do jeito que eu estava não procurei amenizar suas desconfianças.
No outro, dia ela me surpreendeu me convidando para ir a um show de uma cantora famosa.
Não sei o que aconteceu quando estamos dançando e curtindo o show. Apenas sei que algo aconteceu quando estávamos juntos sob a fina chuva que caia, quando a beijo com devoção apreciando com minhas mãos todas as suas feições para que eu não esqueça.
Percebi então que o destino me alertava que aquilo ali poderia ser uma despedida. Meu coração se aperta com essa revelação.
Estamos no quarto de Isabella, iluminado somente pela luz da lua que entra pela janela. A musica que a bela voz da canção cantou, não sai da minha cabeça. Ela diz tanta coisa que eu gostaria de dizer a ela e ao mesmo tempo parece o que Isabella quer dizer a mim.
Delicio-me com cada parte de seu corpo. Os seios firmes, a cintura fina. Devoro sua carne inchada e pronta para me receber. Quero gravar cada traço que eu possa lembrar.
Olho para o rosto dela. Olhos nos olhos quando entro dentro dela. Amamo-nos sem desviar o olhar um do outro por um segundo sequer. Sei que nunca vou esquecer este momento.
– Eu te a... - ela tentou dizer, no entanto a calei com meus beijos.
Eu imaginava o que ela diria e isso me destruiria. Ela não podia dizer isso agora. Uma pequena lágrima rolou de seus olhos e aquilo fez o meu peito sangrar.
Quando ela dormia em meus braços eu fiz uma prece silenciosa para ter coragem suficiente para fazer o que em minha concepção é o certo.
No outro dia Carlisle aparece na empresa. Minha família virá para a cidade no dia seguinte para passar o final de semana comigo e imaginei que ele viesse com eles, porém meu tio e padrasto me surpreendeu com sua aparição antecipada.
No entanto não era a presença de Carlisle que estava me deixando nervoso, e sim o número de telefone no pequeno papel que descansava em minha mesa.
Não foi difícil para Paul conseguir através da secretária o número de telefone do advogado Bryan Fronz. Agora eu me debatia se o que faria era ou não o certo.
Decidido a ir até o fim e a assumir as consequências de minhas ações fiz a ligação internacional. Após alguns segundos a voz do noivo de Isabella surgiu.
– Alô.
– Bryan Fronz?
– Sim. É ele - respondeu desconfiado. - Quem fala?
– Edward Cullen - falei simplesmente.
– Ah... Como vai senhor Cullen? - perguntou não escondendo a surpresa na voz.
– Bem... Eu preciso falar com você. Um assunto serio que eu não preferia falar pelo telefone, mas devido as circunstâncias terá que ser assim.
– Me desculpe Senhor Cullen, mas não estou entendendo... Pelo que sei não temos assunto em comum.
– Temos sim. Isabella.
Ele ficou mudo por um tempo.
– Não entendo...
– Eu vou esclarecer então... - respirei fundo antes de falar. - Eu já conhecia Isabella antes de ela ser minha advogada. Nós tivemos um relacionamento no passado. Eu procurei Isabella premeditadamente para ser minha advogada por que queria tê-la novamente e nesse tempo que você está em Tóquio, eu e ela estamos juntos - falei tudo de uma vez antes que perdesse a coragem.
O silencio perdurou por alguns segundos até ele começar a rir.
– Você... Você está brincando...
– Não. - o cortei. - Estou falando serio.
Mais uma vez ele fez silencio e quando voltou a falar já não parecia assim tão divertido.
– O que está pretendendo com isso? Por que mentir sobre uma coisa dessas? Isabella nunca me falou nada a seu respeito.
– Não importa que ela não tenha falado. Isso não quer dizer que não aconteceu.
– Então você me ligou para me falar que está dormindo com a minha noiva? Qual o propósito disso?
Agora era a hora de deixar as coisas claras.
– Estou lhe informando sobre isso, pois amo Isabella... - como era fácil admitir para os outros enquanto que com ela era tão difícil. - Imagino que está com raiva, mas não quero que pense mal dela. Eu e ela tivemos uma historia intensa no passado e me aproveitei disso para me aproximar - ele permanecia em silencio então continuei. - Como sabe serei julgado daqui a dois dias e poderei passar anos na prisão. Quero dizer que se eu for inocentado eu vou me casar com ela.
Ouvi o som de um bufar.
– Eu sou o noivo dela! Não você. Não irei deixá-la livre para você - falou irritado.
Controlei meu gênio.
– Percebo que gosta dela...
– Eu amo. Garanto que muito mais do que você, seu aproveitador...
– Escute cara! Você não sabe dos meus sentimentos e nem vou perder meu tempo explicando a um almofadinha como você o quão intensos são meus sentimentos. Eu e Bella temos uma historia e nada vai apagar isso. O que eu quero lhe dizer é que se eu for inocentando se prepare para uma guerra, pois eu vou lutar por ela.
– Assim como eu - ele retrucou.
– Ótimo. Adoro uma boa briga, mas se eu for condenado...
– E você será! - ele tripudiou.
Engoli em seco. O pior é que isso eu não podia negar.
– Se eu for condenado... - respirei fundo. - Quero que fique ao lado dela. Que a faça feliz, pois eu irei deixá-la em paz para sempre.
Doeu dizer essas palavras, mas era o correto. Eu podia não gostar do cara, mas ele gostava dela. Deu para perceber já que nenhuma vez desde que comecei a falar ele disse uma palavra sobre ela de forma negativa.
– Eu jamais deixaria Bella sozinha - ele disse seguro. - Pode ter certeza que lhe mando o convite de casamento - debochou.
– Ótimo que esteja seguro - falei com a fúria já na superfície. - Espero que esteja preparado quando ela quiser desmanchar o noivado.
– Isso não vai acontecer - ele disse.
– Já falei tudo que eu tinha pra falar Senhor Fronz. Espero que cumpra sua palavra. Adeus.
Desliguei e fechei os olhos. Estava feito. Se eu fosse condenado Isabella não estaria sozinha e mesmo que isso fosse como uma faca perfurando meu coração, eu tinha que aceitar que era o melhor para ela.
Eu tentei me concentrar nesses momentos e guardar para sempre. Isabella deitada com a cabeça em meu colo. Assistíamos sereis antigas na TV. Estávamos relaxando após uma tarde de maratonas em cima da estratégia de defesa.
A serie era divertida e estava me fazendo rir. Talvez nem fosse assim tão engraçado, mas eu estava apreciando. Não sabia quando iria ter outra oportunidade de ver isso de novo.
O celular de Isabella tocou ao lado de onde estávamos e eu vi o nome do babaca no noivo dela no visor. Ela pulou rapidamente.
– Eu preciso atender - falou indo em direção à varanda.
Eu permaneci ali como uma estátua olhando as imagens na TV. Não sabia o que ele iria dizer. Será que falaria sobre minha ligação? Eu duvidava. Não o conhecia bem, mas não me parecia o tipo de homem com coragem para isso.
Isabella voltou com o telefone em mãos e eu continuei com olhar fixo a TV.
– Era o Bryan... - falou sentando ao meu lado no sofá. - Preciso dizer a ele que nosso noivado... Que temos que terminar.
Olhei-a por um tempo. Meu coração dizendo que eu não devia magoa-la assim novamente.
– Por que você faria isso? - perguntei como se não fosse nada. - Ele é um bom homem. A trata bem. Seu pai ficaria orgulhoso do seu noivo.
O pai hipócrita com certeza aprovava Bryan.
– O que está dizendo? Como vou me casar com ele depois de... Tudo. De nós? - perguntou sem entender.
Olhando para a TV falei:
– O que tem a ver?
– Pare com esta porra agora Edward! - gritou. - E olhe pra mim quando falar essas merdas - exigiu.
Fiz o que ela pediu. A olhei e vi que ela sofria. Senti-me o pior ser humano do mundo, mas o que eu poderia fazer?
– O que está querendo dizer? Depois de tudo o que vivemos nestes dois meses você quer que volte tudo ao normal com o Bryan? É isso? Eu estou entendendo direito?
Coloquei minha mascara de homem frio e sem coração.
– Eu estou dizendo Bella que provavelmente serei preso daqui a três dias, e que você poderá seguir a sua vida como fazia antes.
Ela se levantou furiosa. Assim era melhor, fúria era melhor do que vê-la sofrer.
– Você quer me deixar louca?! É isso?! Se fosse para voltar tudo com era antes por que apareceu na minha vida de novo? Por que não me deixou em paz? - ela perguntou com raiva.
– É o que eu estou tentando fazer. Deixar-te em paz - respondi.
– Depois de aparecer... Fazer-me envolver com você... Aí você quer me deixar em paz? Está sendo um idiota Edward. - declarou.
Permaneci em silencio.
– Edward... O que... O que você sente por mim? - perguntou receosa.
Tantas coisas eu queria dizer neste momento. Que ela o amor da minha vida. Minha alma gêmea. Mas eu não falaria isso, porém não negaria meu amor.
Levantei-me também fixando meus olhos nela.
– Você sabe o que eu sinto Bella. É meio que óbvio não?
Ela não podia ser tão obtusa. Eu sei que nunca disse nada, mas era meio claro meus sentimentos será que ela não percebia?
– Não para mim. Você sempre me dá direções erradas. Eu nunca sei para que lado me mover... Estou sempre perdida em relação a você...
Tanto ela quanto eu ficamos em silencio por um tempo.
– Você sabe o que eu sinto por você - ela disse de repente. - Eu... Eu te amo. Sempre amei. E você me ama também. Eu sinto.
Desviei meus olhos dos seus. Era demais ouvi-la falar isso e ficar calado.
– Não é justo que eu diga isso a você... - falei com um nó preso em minha garganta. Não quando estou para ser preso e vou ficar anos longe. Não é justo.
– Mas você me ama - afirmou. Ela precisava ouvir de mim para fazer seja lá o que estivesse planejando.
Engoli em seco. Estava a ponto de declarar meu amor por ela e ir contra tudo que planejei. Então ela colocou suas mãos em meu rosto e disse o que fez minha resolução permanecer intacta.
– Edward... Eu te amo e sei que você me ama. É só você me pedir... Dizer-me as palavras..., e eu te espero para sempre se for o caso. Não importa se será 10 anos, 20 anos... Eu não me importo...
Recuei. Era isso então. Iria abdicar de sua vida me esperando. Anos e anos e ai quando eu saísse da prisão outra coisa aconteceria ligada a gangue e de novo não poderíamos ficar juntos, e depois outra coisa e assim iríamos passar a vida juntos e separados ao mesmo tempo. Não! Isso Não!
– Mas eu me importo - falei duro. - Não quero que você espere.
– Edward... Pare... Por favor, não faça isso... - ela disse já com lágrimas, mas dessa vez tentei não ceder.
– Quero que você seja feliz. Que siga sua vida com seu noivo...
Ela avançou pra cima de mim.
– Seu idiota! Imbecil! Seu covarde! Você não merece o amor que eu tenho por você. Eu preciso de um homem de verdade, e não de um covarde como você.
Ela tinha razão. Eu não era o homem certo pra ela. Saí indo direção onde estava meu casaco e carteira
– Você tem razão - falei. - Você merece muito mais do que um homem como eu. Eu... Eu sinto muito não ser o homem que você precisa.
Isabella me assistia paralisada onde estava. Cheguei a porta e escutei seu pedido:
– Edward... Não faça isso...
– Sinto muito mesmo Bella - falei sem olha-la e saí.
Ao chegar a garagem onde estava meu carro me dei conta do que tinha feito. Estava acabado. Entrei no carro no automático e sai em disparada pelas ruas. Um vazio no peito que era insuportável. Minha vontade era jogar o carro de encontro a um poste ou um muro para ver se acabava com o buraco oco que resolveu crescer no meu peito, porém eu não ela tão melodramático e, além disso, tinha outras pessoas que precisavam de mim. Alex. Meus irmãos.
Eu tinha que seguir firme como a porra do homem que era! Mas nessas horas era difícil ser um homem. No outro dia minha família estaria comigo e era nisso que me apegaria até a segunda-feira chegar trazendo a definição para minha vida pelos próximos anos.
Continua...



Hum... Edward terá que arcar com as escolhas que fez... já que ele nunca pergunta o que Bella pensa a respeito...

Comentários?

No comments :

Post a Comment