CORAÇÃO INDOMÁVEL - CAPITULO 54

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Coração Indomável

Coração Indomável
Ju Beija Flor.

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance
Avisos: Álcool, Drogas, Sexo, Violência
Capítulo 54
Edward
A mesa farta de guloseimas. Tudo o que eu mais gostava de comer, minha mãe e Rose haviam preparado. Estávamos todos juntos passando o tempo durante aquele final de semana. A não ser por meu avô, Elisa e Alex que não vieram a Seattle.
Meus irmãos menores que não estavam tão cientes do que se passava aproveitavam o tempo para jogar no Xbox de última geração que eu tinha.
Tentávamos a todo custo não pensar no que se aproximava. Sharon também veio de San Diego para me apoiar. Com ela tive as conversas mais longas sobre meu futuro iminente.
– Você não será condenado! - minha amiga falou. - Isabella não deixará.
– Não depende apenas dela - respondi.
Ela se aproximou sentando a meu lado no sofá.
– Tudo bem! Vamos supor que o pior aconteça... Você não vai falar nada a ela? Vai deixá-la no escuro?
– O que quer que eu faça Sharon? Não posso deixá-la ligada a mim enquanto estarei preso por sei lá quanto tempo.
Ela colocou seu braço e a cabeça sobre meu ombro se apoiando.
– Eu entendo você meu amigo, mas não é certo decidir tudo sozinho. Ela faz parte desta historia. Sei lá... Você poderia deixar uma carta a ela explicando tudo... Caso tudo desse errado. Você não pode ter duas decisões tão diferentes Edward. Se for inocentado irá pedi-la em casamento, porém se for condenado quer sumir da vida dela... Isso não existe...
As palavras de Sharon foram como erva daninha em minha mente se infiltrando e gerando uma esperança. Se eu fosse condenado eu poderia deixar algo escrito a ela. Não. Não poderia agir assim.
– Minha decisão está tomada Sharon!
– Você é tão teimoso!
– Além disso, ela logo estará bem. O noivo dela está disposto a ficar ao lado dela.
Sharon não disse mais nada e não falamos mais no assunto. O final de semana passou rapidamente e a segunda-feira raiou em um belíssimo dia de sol.
Cedo todos estavam de pé para a refeição de café da manhã. Talvez minha última com minha família em muitos anos.
Antes de nos dirigirmos para o fórum recebei o telefonema de meu avô e de Elisa desejando sorte. Os agradeci.
Em frente ao fórum sou abraçado por meus familiares. Minha mãe me abraça apertado.
– Vai dar tudo certo querido! - diz com lágrimas nos olhos.
Eu sorrio tentando passar uma segurança que não sinto. Logo após Carlisle me abraça também. Afasto-me para falar com ele em particular. Entrego-lhe a caixinha com o anel.
– Se eu for condenado isso fica apenas entre nós dois. Nunca comente com ninguém e... Guarde-o para mim.
Ele assente atendendo meu pedido.
– E tome todas as providencias que pedi em relação à Isabella. Acerte os honorários dela e desligue do caso.
– Tem certeza que é isso o que quer?
– Sim.
Dentro da sala de audiências. Sigo em direção a mesa que é destinada ao réu, no caso eu. No caminho olho novamente para trás olhando para todas aquelas pessoa que amo e que não poderei ter mais o convívio. Olho mais uma vez para minha mãe. Ela tenta sorrir confiante. Porém vejo o medo em seus olhos.
Logo atrás dela vejo Sharon me olhando atentamente. Ela não tenta disfarçar o que sente. Minha amiga é transparente. Dessa vez eu sorrio para ela tentando lhe passar a calma que ela me passou nestes últimos dias. Ela acena de cabeça levemente.
Sento-me a cadeira destinada a mim e aguardo. Pouco depois ela surge. Isabella. Quando encontro seu olhar sinto tantas coisas diferentes... Amor, medo, dor, tristeza...
– Oi - ela diz parecendo calma, contudo sei que não sente isso.
– Oi - respondo.
– Eu... - ela tenta falar, porém a interrompo pegando sua mão.
– Tudo bem Bella - falo o mais tranquilo que posso demonstrar. - Vamos passar por isso. Vai dar tudo certo - falo tentando ser confiante. Ela não precisa saber o quanto estou desesperado.
A juíza entra na sala e meu destino começa a ser decidido naquele momento.
Quando a mulher imponente lê aquilo que define meu destino eu só registro as primeiras palavras. Estou condenado! De resto parece que a sala ficou muda. Não ouço os sons de nada nem a voz da juíza.
Sinto que dois guardas se aproximam me algemando e me levando para um local. Uma sala. Não consegui dizer nada ainda. E não lembro de ter olhado para Isabella ou minha mãe depois do veredicto.
– Fique aí - o guarda me faz sentar em uma cadeira. - Logo o transporte virá buscá-lo.
Não digo nada. Somente olho para o chão sem pensar em nada. Pouco depois ouço o barulho de passos, e ao levantar o rosto vejo Isabella vindo em minha direção.
Olhamo-nos por alguns segundos. Aproveito para curtir este momento. O último.
– Sua... Sua mãe pediu que eu dissesse que... Que ela te ama... - ela disse começando a chorar e não resisto a me levantar e abraçá-la. Nem as algemas me impedem de sentir ela em meus braços mais uma vez.
– Shii hei! Não chore! - sussurrei em seu ouvido.
Ela soluçou e meu coração doeu ao ouvir seu pranto sofrido.
– Me desculpe Edward... Eu não consegui...
– Hey... boneca não chore! - falei apreciando o momento que Deus estava me proporcionando antes de me cerrar em uma prisão - Você não teve culpa, amor. Nunca teve culpa de nada.
Ela chorou ainda mais.
– Bella... Escute-me.
A afastei para olhar em seus olhos.
– Edward eu te amo... Vou te esperar.
Ela disse antes que eu pudesse dizer algo. Sorri, pois não queria magoar ela ainda mais.
– Escute... Não faça isso! - ela começou a negar. - Escute Bella! Eu quero que você viva sua vida. Que seja feliz. Esqueça que eu existo - respirei fundo. - Por favor, não fique triste comigo. Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, mas agora vamos nos separar por muito tempo. Bella... Dez anos é uma vida. Pra você, aqui fora... Uma vida de possibilidades. Far-me-á feliz saber que você estará feliz... Que irá seguir sua vida... Se casar... Ter filhos...
Eu duelava comigo mesmo para dizer aquelas palavras a ela. Enquanto isso ela me olhava com tanto amor...
– Carlisle vai acertar seus honorários como minha advogada, e depois você será desligada disso.
Ela se afastou magoada.
– Não. Não fique magoada por isso comigo. Você não pode ficar presa a mim desta forma - tentei explicar segurando suas mãos.
Droga! Aquela erva daninha que Sharon havia plantado em minha mente se mostrava poderosa agora. Num momento que eu precisava abdicar dela de vez. Meu coração queria algo para se agarrar... Uma esperança para suportar estes dez anos, mesmo que no futuro não se realizasse.
– Se... Se você... Droga! - praguejei. - Eu não devia fazer isso... Não quero que espere por mim. Quero que seja feliz Bella, mas se você quiser saber de tudo, e ainda não tiver seguido em frente, volte. Volte um dia antes de terminar minha pena. Terá uma coisa a sua espera, uma coisa que lhe dará as respostas que sempre buscou. É só o que eu posso prometer.
– Edward, por favor, eu...
– Se você não aparecer para ver o que deixei, eu vou entender...
Bateram a porta. O tempo chegara ao fim.
– Adeus meu amor. Seja feliz... - falei colocando meus lábios suavemente sobre os dela.
A porta se abriu no momento que me afastei dela. Os guardas pegaram em meus braços. Cada um de um lado, e saímos da sala. Ainda pude ver Isabella no mesmo local, paralisado.
Pouco depois ao sair por outra porta em um corredor eu a vi. Ela estava abraçada a ao noivo. Mesmo com o coração dolorido vi que tinha feito o certo. Ela não ficaria desamparada. Resignado direcionei um último olhar ao casal que estava abraçado alheio a tudo e a todos.
– Nunca tivemos uma chance realmente...
Fui encaminhando ao presídio e apresentado ao diretor. Que fez um breve discurso de como eu deveria me comportar.
Encaminhado pelo guarda a minha cela. Minha companheira pelos próximos 10 anos. Era uma sala totalmente fechada toda branca que dava nervoso apenas de olhar imagina passar a maior parte dos meus dias ali.
Eu não ficaria na área dos presos mais perigosos, e por isso, poderia ter banho de sol e comer no refeitório com os outros presos.
Aquela primeira noite quando as luzes se apagaram foi que a realidade se abateu sobre mim, e não tenho vergonha de assumir que chorei por varias horas até dormir.
No outro dia se iniciou minha rotina. Olhar para as paredes brancas enquanto estava preso naquela cela. Caminhar sozinho ao ar livre na hora do banho de sol e me isolar na hora das refeições.
Foi assim por quatro dias até Carlisle conseguir autorização para me visitar. Trouxe varias coisas, algumas foram permitidas a entrada e outras não. Livros, papel e caneta foram permitidos. Um notebook não, entre outras coisas.
Quando vi meu tio e padrasto. Perguntei se ele havia tomado as providencias que eu lhe pedira. Ele me revelou que foi Bryan, o noivo de Isabella que recebera o pagamento, parecia que ela estava de licença por uns dias. Por mais que não quisesse eu me preocupei com ela. Estaria doente?
Deixei esses pensamentos de lado e comecei a viver minha rotina dentro da prisão. Uma semana depois eu já estava menos revoltado. Conseguia dormir um pouco melhor e comer.
Foi nesta época que comecei a amizade, se é que se podia dizer isso com um preso chamado Derek. Ele era de poucas palavras assim como eu, mas acabamos trabalhando juntos na lavanderia do presídio e convivência nos fez ter algum tipo de relação de camaradagem.
Quando completou dez dias que eu estava naquele inferno branco fui chamado, pois teria uma visita. Como sabia que o dia de visitas era dali dois dias, estranhei quem poderia ser. Imaginei logo se tratar de Isabella e pensei se a veria ou não. A imagem dela abraçada ao noivo ainda estava presente em minha mente. Porém ao chegar à sala que antecedia a sala de cabines de vidros, que os visitantes aguardavam os presos, fiquei surpreso e ao mesmo tempo não ao saber quem aguardava para falar comigo. Era o noivo de Isabella.
Matutei se devia ou não encontrá-lo e por fim acabei indo.
Quando me sentei à frente dele, o homem exibia um olhar firme, porém eu via a fúria contida que ele tentava esconder. Ótimo! Ele me odiava, eu não ficava atrás.
– Veio tripudiar da minha sorte? - perguntei.
Ele esboçou um sorriso.
– Não posso mentir que vê-lo ai, me traz imenso prazer, mas não. Eu vim avisá-lo que cumpri o que lhe prometi. Estou ao lado de Bella e vamos nos casar em breve.
Engoli em seco tentando controlar meu ciúme.
– E você ainda diz que não veio tripudiar... - comentei.
– Não é tripudiar... Já que você nem sequer teve chance... - disse arrogante.
Engoli meu orgulho.
– Pode parecer estranho a você, mas desejo a felicidade de Isabella, e se é com você fico satisfeito, desde que a faça feliz.
Ele me analisou por um tempo.
– Não tenho mais o que fazer aqui... Ah eu já ia me esquecendo. Bella deve vir aqui vê-lo... Ela quer deixar tudo claro entre vocês... Quer contar sobre o casamento... Deve ser sentimento de culpa por não ter conseguindo lhe livrar da prisão...
– Ela não precisa vir - falei duro.
– Eu penso o mesmo. Mas ela é teimosa e deve entrar em contato com você de alguma forma...
– Veio aqui para me alertar. Está com medo de que ela desista do casamento? - foi minha vez de ser arrogante.
Ele sorriu.
– Eu confio nela.
O fitei serio.
– Pode ficar tranquilo. Não vou recebê-la. Ela já não é mais minha advogada e nem vou aceitar nenhuma forma de comunicação da parte dela. Eu lhe dei minha palavra que a deixaria em paz, não dei?
Ele assentiu.
– Então não temos mais nada o que falar.
– Com certeza - ele respondeu.
Ele se levantou e antes de ir eu falei:
– Cuide dela e faça feliz.
– Pode deixar.
O advogado saiu e eu voltei para minha cela, infeliz e ciumento como nunca me senti.
Ela dizia que me amava e logo aceitava se casar com outro? Que tipo de amor era esse?
No outro dia ainda consumido pelo ciúme recusei a visita de Isabella. O noivo acertou. Ela viria me explicar pessoalmente por que se casaria com o noivo perfeito. Eu não precisava de explicação.
Nas semanas seguintes cartas dela chegaram. Eu as olhei por um tempo e cogitei mais de uma vez abri-las, porém não poderia suportar ouvir dela as palavras que minha mente sabia que ouviria. Mesmo por carta doeria. Eu preferia pensar nas últimas palavras que ela dissera quando estávamos naquela sala no fórum.
Edward eu te amo... Vou te esperar.
Alguns dias depois através de minha mãe e Emmett fiquei sabendo que Isabella pedira a eles que eu a recebesse. Eu não entendia o porquê desta vontade dela de me dizer o que eu já estava careca de saber. Ela estava com o noivo! De casamento marcado! É claro que neguei.
Emmett estava parado a minha frente estendendo outra carta.
– Bella pediu que eu a entregasse. Parece que ela quer te dizer algo e você se recusa a ouvi-la.
– Não quero esta carta e aproveite e leve as outras com você.
Entreguei a eles as outras cartas. Todas sem abrir.
– Por que é tão cabeça dura Edward. Já pensou que pode ser algo importante?
– Eu sei bem o que ela quer falar comigo - falei olhando para minha calça laranja do uniforme de presidiário. - Pode levar e devolver, por favor?
A contragosto ele o fez. Foi a última carta que Isabella mandou. Entendi que ela tinha seguido sua vida.
As semanas foram se passando e de quinze em quinze dias minha mãe saia da Filadélfia e vinha passar o dia comigo. Colocava-me a par de tudo o que acontecia em nossa família. Sobre Alex, meus irmão, meu avô.
Como ela era muito simpática conquistou a todos os guardas da prisão, mas um em especial. Adam que em seguida passou a se relacionar comigo de uma forma mais amigável.
Algumas semanas depois que a última carta de Isabella chegara. Emmett voltou a me visitar.
– Quero te contar uma coisa...
– Se for sobre...
– É sobre, Isabella, sim.
– Eu não quero saber, Emmett!
– Mas vai ouvir! ele grunhiu.
– Não vou! E não você não vai me obrigar...
– Ela...
– Não quero saber porra! Será que não pode me respeitar?! Que merda de irmão é você?! - falei bravo já chamando a atenção do guardas.
– Você é um idiota! Apareceu na vida dela depois que estava tudo bem e agora não pode aceitar ouvir noticias...
– Cala a boca Porra! - eu estava fora de mim. -Guardas! - chamei.
– Vai ouvir sim. Ela está se casando em 2 dias, seu imbecil!
– Guardas! - gritei fingindo não ter ouvido aquilo. - Adam! - chamei o guarda pelo nome.
– Seu idiota!
Olhei para meu irmão furioso.
– Não apareça mais aqui! - falei assim que a porta foi aberta e saí dali não querendo pensar no que aquele merda disse.
Após aquilo. Duas coisas aconteceram. Meu irmão não apareceu mais e enterrei Isabella no fundo do meu peito.
Isso durou um ano. Quando peguei papel e caneta e escrevi em uma noite solitária.
Coração Indomável
Por
Edward Cullen
Meu ponto de vista sobre minha relação com Isabella
Isabella... Hoje faz um ano que estou preso. Um ano desde que vi seu rosto pela última vez... Eu nem sei por que estou escrevendo isso acho que tempo solitário na prisão está me deixando meio... Lunático.
Percebi que você não mandou mais nenhuma carta... Era de esperar já que devolvi todas as que você mandou sem abri-las... Espero que um dia possa entender o porquê fiz isso... Não eu espero realmente é que você seja feliz não importa que esteja com outro... Eu já estou divagando.
Eu lhe prometi escrever e contar tudo... Que se você não tivesse seguido em frente que poderia ler tudo o que eu tenho a dizer, mas... Não sei... Eu sei que você seguiu em frente e nem vai lembrar-se do que eu lhe disse... Do que prometi.
Vou parar por aqui, não estou escrevendo coisa com coisa... Quando eu me sentir mais seguro eu... Volto a escrever... Eu só queria que você soubesse que eu sinto muito... Por tudo.
Então me dei conta de que estava fazendo aquilo que Sharon havia me dito para fazer. Achando uma forma de contar a ela tudo o que houve. Eu havia prometido contar a ela. Em um diário talvez. Não sabia se teria coragem de entregar a ela, ou se ela viria buscar já que já havia recomeçado sua vida. Talvez eu escrevesse apenas para mim.
Percebi que gostei de escrever ao mesmo tempo fiquei irritado e deixei aqueles papeis de lado por um bom tempo.
Isabella... Estou escrevendo novamente, para dizer que faz três anos que estou aqui. Neste inferno. Não que eu saiba o que é o inferno, mas deve ser algo parecido com isso. Não é quente ou vermelho, ao contrario, é tudo branco e cinza quase como um hospital, e os diabos não têm um tridente e ficam pulando como Lúcifer. Todos aqui vestem um macacão laranja e andam de cabeça baixa, mal tendo coragem de olhar nos olhos do outro detendo, que às vezes está a menos de um metro de você.
Esse dia foi um dia de tormento e acabei desabafando naquelas folhas.
Cinco anos... O que são cinco anos pra quem está aí fora? No bem bom. Vivendo... Se divertindo. Eu respondo, não é nada. Agora aqui nesta prisão é um martírio.
Isabella... Eu odeio você. É odeio sim. É tão fácil dizer isso. Já aquelas outras palavras as que eu senti por você... Elas sempre foram difíceis de sequer pensar quanto mais dizer, mas... Agora estou livre por que odeio você.
Odeio pensar em você todas as noites... Odeio sentir seu cheiro impregnado em mim... Odeio não poder fechar os olhos sem que você apareça sorrindo e dizendo que me ama... Eu odeio... Odeio... Odeio você.
Foi após estas palavras que comecei a desenhar novamente. Eu já estava me esquecendo do rosto dela e não podia permitir isso. Mesmo dizendo que sim, que eu deveria esquecer que era o melhor eu não consegui.
Adam e Derek diziam que eu era obcecado.
Dias depois Emmett veio me visitar após mais de 3 anos. Fizemos as pazes como deveria ser entre irmãos. Eu não queria mais afastar as pessoas de mim. Já bastavam todas que tive que afastar.
Semanas depois Sharon fez uma surpresa no meu aniversario. Ela vinha sempre que possível me visitar. Era uma grande amiga.
E assim o tempo foi passando até que comecei a escrever e formar aquele diário que me fazia companhia. Eu realmente não sabia se iria entregar a Isabella, isso se ela viesse buscar. Eu não tinha mais noticias dela. Ninguém falava nada.
Tinha um medo dentro de mim de que algo de mal tivesse acontecido a ela, mas se fosse algo assim com certeza disso eu saberia.
No diário contei sobre Alex. Sobre o fim da gangue. E neste dia, acho que foi o dia que mais chorei na visa. Mesmo preso eu me senti livre. E senti que todos que eu amava estavam livres.
Assim cheguei até aqui. Dois dias antes de sair da prisão. Adam logo virá para pegar essas quase 400 folhas que escrevi sobre tudo. Desde quando a vi pela primeira vez. E depois de todas essas páginas... Essa infinidade de palavras... tenho que dizer mais uma coisa:
Isabella
Em dois dias estarei livre. Livre de verdade pela primeira vez desde que nos conhecemos.
Estarei livre... Para você, boneca. E se você ainda me quiser prometo recompensar cada lágrima que você derramou.
Eu a amo muito... Muito mesmo.
Quero estar ao seu lado, quero recomeçar...
Contudo se seus sentimentos já não são os mesmos, se após ler tudo o que aqui escrevi você achar que não deve me dar uma chance... Eu vou entender...
Apenas saiba que eu quero a oportunidade de dizer que a amo pessoalmente. Aquilo que devia ter feito há muito tempo.
Isabella... Bella eu te amo e sempre vou amar.
Fim do diário.



Fim do diário, não da parte III que acaba no próximo com bastante emoções. Tenho alguma leitora viva ainda? kkkk Beijos 

2 comments :

  1. Eu! Kkk disculpa ñ comentar, eh q geralmente eu leio pelo celular, e eh mais dificil escrever por ele... mas eu amo Coração Indomavel!! Kk

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  2. este capitulo não aparece no meu PC e nem no meu celular... totalmente em branco.

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